CAPÍTULO NOVE

O que era aquilo?, questionou-se Edward, erguendo a cabe ça para fitá-la, ao percebê-la ensimesmada.

— Diga-me o que há de errado? — indagou ele de supetão suspendendo o corpo e se deitando ao lado dela, antes de lhe voltar um olhar inquisitivo.

— Errado? — repetiu ela, emocionada. — O que pode ria estar errado? — indagou, intrigada. — Eu acabei... aca bamos de arrancar nossas roupas e nos possuirmos como dois...

— Não faça isso consigo mesma — silenciou-a Edward com a expressão fechada, quando percebeu onde iria ter minar aquela conversa. — Desejamos um ao outro...

— Exatamente! — exclamou Bella, afastando-se dele para se sentar na beirada da cama. — Não reconheci a mim mesma — gemeu, enterrando a face nas mãos.

— Bella... — Edward estendeu a mão e tocou as costas macias.

De pronto, ela tensionou sob o toque da mão firme.

— Por favor, não! — objetou Bella, afastando-se, trê mula, alheia à imagem sensual que compunha ainda vesti da com as cintas-liga.

— Tenho de ir — afirmou ela, meneando a cabeça. — Preciso ir! — repetiu, determinada, ajoelhando-se para pe gar o vestido.

Edward se moveu, ligeiro, detendo-a, quando tentava vestir o traje.

— E eu preciso que fique — retrucou ele em voz rouca. Os olhos penetrantes fixos nos dela, quando Bella o fitou, insegura. — Preciso muito que fique — repetiu em tom gentil. — Ao menos para lhe mostrar que agora há pouco foi apenas um dos muitos modos pelos quais encontrare mos a felicidade juntos.

Não deveria ter olhado para ele, concluiu Bella.

Tampouco se sentir mergulhando naqueles olhos cor de esmeralda ou fitar a boca sensual que lhe dava tanto prazer. Por certo, jamais deveria ter se inclinado em direção a ele em uma súplica tácita. A ânsia com que o beijava se equiparando a Edward.

Por que sabia exatamente o que sentia naquele momen to — e muito bem. De alguma forma, percebeu que desde o dia em que o viu pela primeira vez, apaixonara-se por Edward Cullen.

Um amor que a tornava incapaz de dizer não, quando Edward começou a lhe acariciar as curvas do corpo outra vez, despertando-lhe o desejo que sentira há pouco. Mas aquele era um desejo que ele não tinha a intenção de satisfazer de imediato. Mais uma vez, deitou-a na cama. Os lábios expe rientes seguiam a trilha de carinhos que as mãos hábeis exe cutavam. Com movimentos suaves, deslizou as meias de seda pelas pernas torneadas e lhe beijou as solas dos pés. Uma carícia exótica que fez os pés de Bella se torcerem.

Edward deu uma risada, ao mesmo tempo em que se mo via pelo corpo curvilíneo, beijando os dois mamilos rígi dos e róseos, antes de sugá-los demoradamente. A língua era como uma lixa contra a sensibilidade dos seios. Em seguida, os soltou, para deslizar os lábios pelo abdômen reto Deteve-se por um tempo em torno do umbigo, en quanto uma das mãos se moveu para baixo, abrindo cami nho entre os pelos macios para acariciar a protuberância intumescida. O corpo feminino se arqueou. Os gemidos de Bella suplicando-lhe que saciasse o desejo urgente. Sons que Edward se moveu para satisfazer, substituindo os dedos pelos lábios e língua e provocando-a indefinidamente. A carícia ousada espalhou uma labareda de fogo que se origi nava no abdome e se alastrava pelas coxas que Bella apar tou para desfrutar daquela doce tortura.

— Não posso — ofegou ela. — Simplesmente não posso...

— Oh, sim, você pode — assegurou Edward, antes de friccionar a língua contra a fenda úmida e observá-la florescer sob seus carinhos. — Quero lhe proporcionar todo o prazer que existe no mundo, Bella — sussurrou ele. — Tocá-la até conhecer seu corpo intimamente — acrescentou.

Em seguida, deslizou a língua para dentro de Bella e lhe sentiu os espasmos explodirem em gritos desesperados de prazer. As mãos delicadas se enterraram na massa es pessa de cabelos, mantendo-o naquela posição para que pudesse sorver até a última gota daquele clímax.

Edward se moveu com rapidez, penetrando-a e a preen chendo, enquanto os músculos internos ainda se contraíam com as ondas provocadas pelos espasmos que ainda não ha viam cessado. Os movimentos lentos e calculados, enquanto percebia o prazer voltar a crescer dentro dela. Controlou-se até que Bella estivesse pronta para se juntar a ele. O olhar fixo nela, enquanto juntos alcançavam o pináculo do êxtase.

— Durma agora — sugeriu Edward, ofegante, quando se sentiu capaz de falar. — Durma, Bella. Conversare mos amanhã de manhã — assegurou ele, ao mesmo tempo que a envolvia nos braços e se deitava ao lado dela. A ca beça de Bella recostada ao ombro largo.

Quando ela acordou, descobriu um vazio a seu lado na cama e o sol se infiltrando pelas janelas.

Espreguiçou-se devagar. O corpo um tanto dolorido — uma sensação prazerosa causada pela força das mãos e lá bios de Edward. Pensar sobre a intimidade que haviam par tilhado lhe trouxe um rubor à face.

Que de pronto empalideceu, quando lembrou de seus recém-descobertos sentimentos por Edward. Estava apaixo nada pelo homem que a estava forçando a se casar, mas que não necessitava de força quando fazia amor com tanta beleza... O que fazia?

Como poderia se casar com Edward sabendo que estava apaixonada, mas que os únicos sentimentos que ele lhe de votava eram a atração sexual e a necessidade de se vingar de sua família?

Que escolha tinha?, questionou-se, sem esperanças.

Ele não lhe dera opções.

— Em que está pensando? — indagou Edward, emergindo do toalete contíguo, completamente despreocupado com o fato de estar desnudo.

Ao contrário dele, Bella tinha plena ciência da nudez mas culina, enquanto o fitava sob os cílios longos. Edward possuía o mais belo corpo masculino que ela jamais conhecera.

Na verdade, não poderia lhe dizer o que estava pensan do no momento. Encontrava-se chocada demais com a ou sadia dos próprios pensamentos.

Os olhos famintos se voltaram à face máscula, enquanto Edward se estendia na cama ao lado dela antes de rolar e a tornar cativa sob o edredom.

— Acho quê está na hora de eu ir embora — mentiu ela.

— Não antes do café da manhã, certo? — retrucou Edward, em tom indulgente.

Bella meneou a cabeça em negativa.

— Não estou com fome.

— Não estou me referindo à comida — explicou Edward em tom de voz rouco, enquanto lhe apartava os lábios macios com um toque sensual do dedo.

Ela engoliu em seco, desejando umedecer os lábios re pentinamente ressequidos, mas, ao mesmo tempo, sabendo que o movimento poria sua língua em contato com o dedo de Edward em um ato de pura intimidade.

— Não tenho intenção de colocar a lua de mel à frente do casamento! — protestou, forçando o tom de voz a soar determinado e deslizando para a extremidade da cama para se afastar dele.

Um erro de sua parte, concluiu Bella. Estava tão nua quanto Edward, o que não a deixava em posição de tentar a saída digna que planejara.

Edward se deitou de costas, com as mãos cruzadas entre a nuca e o travesseiro, enquanto a observava se mover em torno do quarto, recolhendo as roupas espalhadas.

A mulher que seria sua esposa era de fato um enigma: uma pantera em seus braços na noite anterior. E, naquela manhã, parecia estar envergonhada com a intensidade com que fizeram amor.

Teria lhe dito a verdade quando alegara só ter tido um amante, seu primeiro marido, antes dele?

Achava aquilo incrível se fosse verdade. Bella era uma mulher linda e sensual, com uma capacidade de sentir prazer físico que jamais reconhecera em outra mulher.

Sorriu, ante ao pensamento dos anos que juntos teriam pela frente.

— Pode revelar o que quer que esteja achando engraça do? — indagou Bella, de modo abrupto, quando viu, e mal interpretou, aquele sorriso. A face se encontrava rubra quando baixou o olhar para fitá-lo, já vestida com o traje cor creme, embora ainda segurasse a lingerie e as cintas-liga nas mãos.

Edward meneou a cabeça.

— Foi um sorriso de satisfação, não de humor — redarguiu ele.

Aquilo só serviu para lhe intensificar o rubor.

— Sem dúvida um sorriso de satisfação presunçosa — rebateu Bella.

De pronto o bom humor de Edward se dissipou.

— Por que persiste em deliberadamente provocar uma briga entre nós toda a vez que nos aproximamos de um entendimento? — questionou Edward, impaciente, enquan to jogava o edredom para o lado e se levantava.

— Entendimento? — repetiu ela, desejando que ele se vestisse em vez de ficar parado ali, tão magnificamente nu, evocando lembranças que preferia esquecer! — Nunca chegaria a um entendimento com um homem que costuma forçar uma mulher! — rebateu Bella, com os olhos viole ta faiscando.

Os lábios de Edward se contraíram em uma linha fina.

— Não a forcei a nada ontem à noite — objetou ele, em tom áspero. — Que me lembre, era você que não podia esperar para me despir tão logo adentramos o quarto!

— Estou me referindo ao fato de forçar uma mulher a se casar! — corrigiu ela, frustrada.

— Você... — Edward se calou ao ouvir a batida à porta.

— Sim?— respondeu, impaciente.

—Há uma ligação para o senhor — Maria, a babá de Carl, soava hesitante, provavelmente por ter ouvido uma voz feminina no quarto do patrão, concluiu Bella, enru gando a face. — Não o incomodaria, senhor, mas a pessoa recomendou que lhe dissesse que se trata do conde Cullen— acrescentou a jovem, na defensiva.

— Conde Cullen? — repetiu Bella, tendo tido a cla ra impressão de que Edward e a irmã, Alice, eram os últi mos exemplares do clã Cullen.

Edward lhe voltou uma olhar impaciente, enquanto se vestia.

— Sou apenas metade siciliano pelo lado de mãe. Meu pai era italiano. Era o mais novo e deserdado irmão do conde Cullen anterior — explicou? — Foi essa a puni ção que obteve por ter se casado com uma mulher que a família reprovava — completou, se endireitando, comple tamente vestido antes de deslizar os dedos pelos cabelos e se voltar para partir.

— Não saia antes de eu voltar — ordenou Edward antes de abrir a porta.

Bella fitou-o, zombeteira.

— Talvez essa... conexão com a nobreza explique em parte sua arrogância — concluiu, sorrindo.

Edward lhe voltou um olhar austero antes de partir e fe char a porta atrás de si.

O sorriso de Bella de pronto feneceu. Dirigiu-se ao toalete contíguo para terminar de se vestir, passar rapidamente uma escova pelos cabelos emaranhados antes de ouvir Edward retornar ao quarto. Ficou satisfeita ao fitar o próprio refle xo no espelho que ocupava uma das paredes do toalete. Finalmente se parecia de novo com a composta Bella Swan que costumava ser antes que Edward adentrasse em sua vida. Ele ainda parecia aborrecido quando Bella retornou ao quarto.

— Meu primo...

— O conde? — indagou, irônica.

— Meu primo — repetiu Edward, estreitando o olhar — Está hospedado no hotel e telefonou para saber se seria conveniente tomar o desjejum comigo.

Uma sugestão que obviamente o irritou.

— E é? — questionou Bella, arqueando as sobrancelhas. A agitação de Edward pareceu intensificar.

— Não posso pensar em nenhuma razão pela qual não seria! — admitiu, frustrado.

Ela sorriu ante ao óbvio desconforto de Edward.

— Não se preocupe, partirei antes de seu primo chegar e, dessa forma, salvarei da ruína sua reputação.

Estava tão disposta a encontrar o conde Cullen na quelas circunstâncias quanto Edward parecia estar.

Embora esperasse rever Carl ao menos por alguns mi nutos antes de partir. Mas aquilo obviamente não iria acon tecer a menos que pedisse para ver o menino. Algo que não se atreveria a fazer.

Os lábios de Edward se torceram, irônicos.

— Temo que isso não seja possível. Já informei Emmett que minha noiva está aqui.

— Emmett...? — repetiu Bella, incrédula. — Onde, dia bos, ele arranjou tal... sua noiva...? — indagou, fitando-o, insegura.

— É o que você é, não? — retrucou Edward em tom ca sual, sentindo-se muito pouco à vontade com a visita ines perada de um primo que não via há meses.

A despeito de serem da mesma faixa etária, ambos não próximos. Na verdade, nem sequer se conheciam até aproximadamente dois anos atrás, quando o pai de Emmett morrera deixando o título para o filho, que decidiu esque cer as rusgas familiares do passado.

Além disso, Emmett era um dos mais famosos playboys da Europa.

E Bella era uma das mais belas mulheres...

Ciúme nunca fizera parte de sua natureza. Nunca se im portara o suficiente por mulher alguma para se preocupar com a fidelidade dela. Porém, com Bella era diferente. Ela estava prestes a se tornar sua esposa e não era Emmett que a forçava a se casar.

— Uma noiva costuma usar aliança, Edward — obser vou Bella. — E, não. Não estou insinuando que me pre senteie com uma — acrescentou rapidamente, antes que ele a interpretasse mal. — Nosso... acordo não exige um anel de compromisso.

— Ainda assim, pretendo apresentá-la a Emmett como mi nha noiva — afirmou ele. — Meu primo está ansioso por conhecê-la.

— Nesse caso, temo que ele se desaponte — rebateu Bella. — Esta não é a ocasião apropriada para conhecer ninguém de sua família.

— Estou certo de que achará Emmett bastante charmoso — afirmou Edward.

— Oh, isso não seria uma novidade no clã Cullen? indagou Bella, maliciosa. — Talvez fosse melhor ficar e conhecê-lo, afinal.

O olhar de Edward se estreitou.

— Não abuse da minha paciência, Bella, não tente...

— Que paciência? — inquiriu ela, pesarosa. — Por cer to nunca a vi! Tampouco tolerância de sua parte — acres centou. — Mas suponho que, se considerando perfeito não tenha paciência para os erros dos outros!

Edward não tinha dúvidas de que ela se referia aos erros do irmão, mas aquele era um assunto que não tinha inten ção de discutir outra vez.

— Não me considero perfeito — rebateu ele. — Na ver dade, estou longe disso.

Felizmente, ou infelizmente, a campainha da suíte pre sidencial soou, anunciando a chegada de Emmett, antes que Bella tivesse tempo de tecer qualquer comentário.

— Deve ao menos desejar bom-dia a meu primo antes de partir — sugeriu ele, dirigindo-se à porta do quarto. — Venha. Eu a apresentarei a Emmett.

Bella aguardou na sala de estar, enquanto Edward abria a porta para receber o primo, ouvindo o timbre forte da voz dos dois homens ao se cumprimentarem. Os olhos violeta se dilataram, surpresos, quando avistou o homem belo e alto que seguia Edward, trajado com uma camisa esporte e calça justa.

Vê-los juntos era como olhar para um negativo em preto e branco contrastando como uma fotografia colori da: Emmett tinha cabelos bastos e cor loura em compara ção com os quase cobre do primo, porém, os olhos verdes eram semelhantes, e havia quase uma similaridade na aparência e compleição física também. O conde Emmett Cullen era tão devastadoramente belo quanto Edward!

— Srta. Swan, ou posso chamá-la Bella, já que está prestes a se tornar minha prima por afinidade? — cum primentou o conde, com um sotaque ligeiramente britânico, enquanto se inclinava para lhe beijar os dois lados da face.

Vigiado de perto por um irritado Edward, constatou ela, enquanto retribuía o cumprimento de Emmett.

— Claro que sim — concordou em tom simpático. — Embora não possa privar-me da companhia de ambos — ex plicou de modo brusco, mais do que determinada a escapar, após ter conhecido o primo de Edward. Dois deslumbrantes espécimes masculinos Cullen eram demais para uma manhã! — Pois tenho de voltar ao trabalho — escusou-se com um sorriso reservado.

— Que lástima! — murmurou Emmett em tom suave, en quanto a fitava com evidente admiração.

— Não é mesmo? — interveio Edward ao mesmo tempo em que segurava firme o braço da futura esposa, com a intenção de acompanhá-la até a porta. — Voltarei em um minuto — assegurou ao primo por cima do ombro.

— Demore-se o quanto for necessário — retrucou Emmett em tom lânguido, enquanto se deixava afundar em uma das poltronas. — Se fosse eu o felizardo noivo de Bella não me apressaria em me despedir — acrescentou com eviden te charme.

Uau! Bella inspirou profundamente quando se encon trava a sós com Edward no corredor. A despeito da surpresa inicial que lhe causou o nome exótico, Emmett Cullen su perava as expectativas!

— Poderia tomar algumas lições de charme com seu primo, Edward — aconselhou, irônica.

— Emmett tem uma amante em Paris e outra em Milão — informou ele.

Bella o fitou com o cenho franzido. Se fosse incauta, poderia afirmar que Edward estava com ciúmes da atenção que o belo primo lhe dispensara. Mas não era tão iludida...

Além disso, Edward não estava ciente — que Deus per mitisse que aquilo fosse verdade — de que estava apaixo nada por ele. Profunda e irreversivelmente.

— Sendo assim, talvez tenha lugar para mais uma em Londres — replicou de pronto, vendo o humor ácido ser recompensado com o aumento da pressão dos dedos de Edward em seu braço. — Está me machucando!

— Farei mais que isso se algum dia se atrever a se apro ximar do devasso do meu primo sem meu conhecimento prévio! — advertiu Edward, entre dentes.

As sobrancelhas de Bella se ergueram.

— Acredite-me, um homem Cullen em minha vida já é demais!

Os olhos verdes faiscaram quando Edward a fitou. Um nervo pulsava na mandíbula contraída.

— Não parecia pensar dessa forma ontem à noite — lembrou ele, em tom suave.

Bella sentiu uma labareda lhe lamber o corpo.

— Que atitude tipicamente masculina, escarnecer de um momento de fraqueza física de uma mulher! — retru cou Bella, tentando se desvencilhar, sem sucesso.

Edward a puxou contra a parede sólida do corpo mas culino.

— Não tive intenção de... — deteve-se, escolhendo as palavras. — Não sou mais capaz do que você de negar o que houve entre nós ontem à noite. — O tom de voz de pronto se suavizou. — O que se repetiria esta manhã se não tivéssemos sido interrompidos — concluiu.

Bella sabia que aquilo era verdade. Se Emmett não tivesse telefonado, a briga de ambos resultaria mais uma vez em um ato de amor, pois quando se encontrava nos braços de Edward não pensava em negativas.

Bella desviou o olhar.

— Deveria voltar para a companhia de seu primo — afirmou, tensa.

— Trouxe-a de carro até aqui ontem. Como pretende voltar? — indagou Edward, franzindo o cenho, quando o pensamento lhe ocorreu.

Bella deu de ombros, despreocupada.

— Isto é um hotel. Estou certa de que há vários táxis estacionados lá embaixo.

Edward meneou a cabeça.

— Quando chegar ao térreo um carro a estará esperando na entrada do hotel para levá-la de volta para casa.

Claro que sim, pensou ela, resignada. Quando fosse es posa de Edward, sem dúvida teria de se acostumar ao luxuo so estilo de vida que ele levava.

Sendo assim, assentiu.

— Tenho de ir.

— Não até que eu a tenha beijado — sussurrou ele, in clinando a cabeça e mais uma vez lhe tomando os lábios de forma possessiva, bloqueando-lhe qualquer pensamento ou emoção, além dos que lhe suscitava.

Bella se encontrava totalmente entregue quando ele in terrompeu o beijo e baixou o olhar para fitá-la.- Eu lhe telefonarei mais tarde e daremos um jeito de passarmos a noite juntos — garantiu ele.

A respiração de Bella se encontrava ofegante.

— Um "por favor" seria de bom tom — murmurou, pesarosa.

Um sorriso relaxado bailou momentaneamente no rosto másculo ao constatar pela resposta desinibida de Bella o quanto ela o desejava.

— Garanto que não se arrependerá — prometeu ele em tom suave e foi premiado com o rubor característico que se espalhava na face delicada de traços perfeitos. Descobrira ao observá-la dormir aquela manhã, que Bella era uma daquelas mulheres que, sem maquiagem, aparentavam tão belas quanto maquiadas. A compleição alva e os lábios carnudos, rosa. — Na verdade — continuou ele —, estou lou co para que a noite chegue — dizendo isso, beijou-a uma vez mais, demorando-se a saborear o gosto que tinha aque la mulher, antes de soltá-la. — Até à noite... — O tom de voz prometia mais... muito mais.

Edward permaneceu parado à porta, observando-a até que entrasse no elevador, apertasse o botão referente ao lobby e as portas se fechassem, usurpando-a de sua visão. Só então girou para entrar na sala de estar, onde o primo o esperava para juntos tomarem o café da manhã.


E ai gente curtindo a adaptaçao? espero que sim, pois ela é curtinha e só teremos mais 3 capitulos. eu sei, eu sei. Tudo que é bom dura pouco. srrsrsr

Bjusss

Sophie Moore

Reviews?

ps: Pra quem está lendo Filha Pródiga nao se desesperem, daqui a pouquinho posto o capítulo final.

Fui