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A cerimônia fora realizada nos jardins da mansão Yaxley, ambos nem cogitaram a hipótese de fazerem o casamento na casa dos Dolohov. Além de a tradição mandar que a família da noiva organizasse a festa, havia o detalhe de que não queria depender em nada de Klaus Dolohov. Antonin já havia comprado a casa onde iriam morar depois de casados, recebera a herança equivalente à parte que caberia a sua mãe, depois que seus avós faleceram. Era uma boa quantia, o suficiente para começar uma vida ao lado dela.

O pai dele compareceria a cerimônia, não porque houvesse mudado de ideia, só não queria ser a próxima especulação do Profeta Diário. Já podia ver as manchetes: "Representante da embaixada búlgara não comparece ao casamento do filho". Não, não! Não permitiria que ele estragasse a sua carreira, isso não. Sendo assim, compareceria a aquele circo, passaria por tudo aquilo com a frieza e dignidade de um búlgaro.

O sol começava a se por quando os primeiros acordes soaram, anunciando a entrada da noiva. Ela estava magnífica, parecia emitir luz própria de dentro do vestido branco. Entretanto, o que chamou a atenção de Antonin fora a coloração de seus cabelos. Estavam loiros novamente e pareciam brilhar ainda mais com o por do sol. Ele sorria, pasmo, para ela. Genevieve usava o colar que pertencera a Irina e nos cabelos dourados havia uma presilha que prendia somente uma das laterais, permitindo que o restante caísse livremente sobre seus ombros e pelas costas. Ele jamais tinha visto coisa mais linda em sua vida. Antonin também não deixava a desejar. Com seus dezoito anos já era um homem feito, os ombros largos e o porte esguio foram favorecidos pelo terno negro que usava. E o sorriso que ostentava deixava que suas feições, máculas e bem marcadas, mais leves.

O casamento transcorrera de modo habitual e, finalmente, eram marido e mulher. Antonin jamais pensou que pudesse ser tão feliz em toda sua vida. E devia tudo isso a Genevieve, aquela que o tirara do inferno da solidão e lhe amava com tanto fervor. A festa também fora magnífica, iniciara-se no momento em que Genevieve jogara o buquê de costas, lançando-o exatamente nas mãos de Elena. Antonin riu da expressão desconfiada de Thorfinn que fora presenteado com um beijo surpresa pela namorada. Todos pararam para assistir a primeira valsa do casal, a felicidade que irradiava deles era contagiante, o amor que seus olhos denunciavam era quase palpável.

Todos riram, beberam, comeram e se divertiram muito. Durante a festa seu sogro lhe apresentara a várias pessoas, dentre eles se encontrava Lord Voldemort. Antonin jamais ouvira falar naquele nome até ali, mas dispensou-lhe a atenção apropriada. Era sem dúvidas alguém que exercia uma atração magnética sobre as pessoas, mas naquela noite a única pessoa em quem conseguia pensar era Genevieve que agora seria sua para todo o sempre.