Era meio-dia quando Claire e Leon saíram do laboratório. Leon foi pegar seu carro enquanto Claire esperava por ele na frente do John Hancock Center. Trent correu até ela e lhe deu uma caixa.
- É um presente para você. Quer dizer, não é bem pra você.
Claire o olhou com dúvida e ele disse:
- Ah, abra quando estiver com o Leon, sim?
Assim sendo, ele voltou para o 90° andar e Claire entrou no carro de seu agora atual noivo.
Chegando no apê de Leon, Claire finalmente abriu o presente. Um par de sapatinhos de crochê branco estava junto com uma chupeta.
Leon olhou e a beijou. Depois colocou a mão na barriga dela.
- Eu vou ser mãe? – perguntou ela, com lágrima nos olhos.
- É, e eu obviamente serei pai.
Claire riu que nem criança.
- Eu pensei que as mulheres percebessem esse tipo de coisa – disse Leon.
- É claro que eu me sentia diferente. Mas eu pensei que fossem os efeitos do vírus.
Mudando sua expressão, Claire perguntou seriamente:
- Acha que nosso filho pode estar infectado?
- Trent disse que não dá pra saber agora. Teremos que esperar até o nenê nascer.
Claire lembrou-se do sonho maluco, porém vívido.
- Dimmy – sussurrou ela.
- O que?
- Se for um menino, podemos chamá-lo de... Dean?
Leon pensou um pouco e depois disse:
- Sim. E já que você escolheu o nome do menino, se for menina ela se chamará Lenneth.
- Lindo nome – disse Claire.
Depois de uma pausa, Leon falou:
- Acho melhor você ir logo no alfaiate. Precisa fazer seu vestido antes que o Dean ou Lenneth comecem a aparecer. Tudo bem que para mim não tem problema nos casarmos depois.
- Prefiro agora. Já prolongamos nosso casamento demais, não é mesmo?
Leon a beijou e foi para o quarto. Claire ficou na sala, olhando através da janela. O sol iluminava seu rosto e ela não conseguia para de pensar no Dimmy. Mas estava tranqüila, pois ela cuidaria de Dean assim como cuidou de Dimmy.
