Capítulo 10
De Volta
Ao abrir a porta do apartamento, esta soltou um alto rangido de protesto e criou um vão no chão empoeirado. Há quase um mês Luxus havia saído para uma missão de Classe-S, e esta havia pagado bem o bastante para financiar por vários meses o aluguel. O apartamento não era excepcionalmente grande; dois quartos, uma sala ampla, cozinha média. Não era como se precisasse de muito afinal. O apartamento em que residia antes era enorme, mas ele o havia perdido para um ricaço qualquer quando se mudou da cidade, pouco menos de um ano atrás. Mas isso também era indiferente para ele; quase nunca estava em casa, e só o mantinha para ter mais privacidade quando ocasionalmente se encontrava na cidade. Quando voltou achou melhor pegar um lugar menor, um pouco mais barato, e acabou naquele, que ficava numa das áreas de periferia da cidade. Seu antigo "eu" nunca aceitaria ficar em um lugar daquela estirpe.
Quando pensava no quanto havia mudado, se comparado a como era tão pouco tempo atrás, ele chegava a achar graça. Não que as pessoas de fora pudessem perceber, mas definitivamente se sentia diferente. Estava mais calmo; não sentia mais a necessidade de humilhar (tanto) os outros. Apenas ignorava quando alguém tentava irritá-lo, ao invés de eletrocutar a pessoa. Depois de ter sido excomungado, vagou durante um tempo, buscando novas guildas às quais se afiliar. Um mago não se vira muito bem estando sozinho, porque praticamente todos os trabalhos são feitos diretamente aos Mestres. Infelizmente, sua fama já havia corrido o continente, e todos os lugares estavam temerosos em tê-lo. Sabiam o quão forte era, e que seria uma grande adição – ter um mago classe-S a mais nunca é ruim, especialmente um tão poderoso – mas infelizmente também sabiam sobre seu temperamento, e o que fizera a Fairy Tail. Tinham medo de que perturbasse a ordem dentro das guildas, e ele era sempre rejeitado em todas pelas quais passava. Chegou a se arrepender por nunca ter se interessado por algo que não fosse magia. Depois de dois ou três meses rodando o país sem trabalho nenhum, acabou indo parar em Raven Tail, guilda negra de seu pai Ivan.
Por mais que não quisesse se afiliar ao homem que nunca tinha realmente ligado para ele, e especialmente a uma guilda clandestina, Ivan fora o único a recebê-lo de braços abertos. Havia feito dois ou três pequenos trabalhos quando ele então deixou em claro suas intenções ao aceitá-lo. Fez uma tentativa forçada de extrair a Lacrima de seu corpo, coisa que quase o matou. Teria de fato morrido se seu pai tivesse tido sucesso, mas no último momento Luxus conseguiu explodir o lugar, e fugiu. Tendo perdido bastante sangue e com a vida por um fio, conseguiu voltar a Magnólia, onde seu avô, desesperado com seu estado, o acolheu e cuidou dele com a ajuda de Porlyusica. O mesmo homem que um dia ele tentou matar agora tentava salvar sua vida. Quando Luxus recobrou a consciência, alguns dias depois do incidente, viu seu avô dormindo desconfortavelmente na cadeira ao lado de sua cama. Nunca havia chorado como naquela noite.
Chegou a implorar por várias semanas seguidas para ser aceito de volta. Ninguém o queria lá, mas ele ainda insistia. Disse que mudaria, que tentaria se tornar mais humilde. Sentia-se arrependido, e queria provar para o velho que ele realmente estava diferente. No final Makarov lhe deu um voto de confiança e resolveu colocá-lo num período de provação. Não estava exatamente afiliado novamente; poderia pegar trabalhos no quadro de missões (até porque havia poucos magos classe-S e várias ofertas), mas deveria mostrar que era merecedor de perdão. Iria dirigir-se a seu avô com extremo respeito, que como Mestre o merecia. E ainda assim com a condição de que ele passaria o mínimo de tempo possível na guilda, indo lá somente quando precisasse pegar um trabalho ou falar com ele, e preferivelmente também na cidade, somente quando fosse necessário e entre um trabalho e outro. Não ia ser tão diferente de como as coisas eram antes afinal, já que ele também raramente ficava por lá, mas ainda assim era estranho o clima que existia entre todos os magos quando ele estava. Antes eles simplesmente o ignoravam, com Natsu ocasionalmente pedindo por um duelo, mas agora todos ficavam em silêncio e paravam de fazer o que quer que fosse que estivessem fazendo quando Luxus entrava pelo grande portal. Todos os olhos se voltavam em sua direção enquanto ele passava em direção às escadas, todos prontos para atacar ao mínimo movimento fora do comum que ele desse.
Essa atmosfera de medo irracional que existia agora na guilda sempre que ele aparecia era algo que o incomodava imensamente. Mas não podia culpá-los; ele quase os matou, ao próprio avô e todos da cidade, tudo por um capricho idiota. Quando pensava nisso se sentia mal por ter chegado tão longe em sua megalomania. Entre os sete meses que se passaram desde que havia sido aceito de volta, esteve na cidade poucas vezes, preferindo pegar os pedidos de trabalho de madrugada, quando havia menos gente na guilda. Isso evitava todo aquele ritual. Percebeu que as palavras que havia dito tanto tempo atrás para Natsu pouco antes de ter sido derrotado – "O que só aconteceu porque ele e o cara de metal se uniram, deixemos isso bem claro." – estavam completamente erradas. Não queria conquistar membros para Fairy Tail através de medo, se realmente um dia fosse o Mestre. Infelizmente descobrira isso um pouco tarde demais. O próprio Natsu era um dos únicos que parecia não o odiar nem olhar feio para ele quando ocasionalmente passava pela guilda. Antes o ignorava impassivelmente; agora até respondia com um aceno de cabeça, de vez em quando, quando ele dizia 'oi'. Mas ainda assim não se associava àquele bando de baderneiros idiotas. Porque, por mais que ele tivesse mudado, eles não tinham, e ele ainda era o mais forte daquele lugar. Não respeitava-os mais do que o fazia antes. A única pessoa a quem realmente tinha respeito na guilda era seu avô, a quem devia sua vida. Agora meramente tentava ignorar o ódio que seus "nakama" nutriam por ele.
Entrou e fechou a porta, o que deixou o apartamento às escuras mais uma vez. Jogou a bolsa no sofá que ele sabia onde estava e retirou o casaco. Abriu as janelas e deixou o vento que entrava varrer o ar estagnado para fora. Olhou para o sol que se punha, tingindo o céu e a cidade em tons de dourado e vermelho. Sorriu ao lembrar-se de Anna. Haviam se despedido depois da breve conversa – e talvez desentendimento – que tiveram. Ela foi para um lado, ele para o outro. Quando havia andado uma pequena distância, parou e olhou para trás, a fim de observar a garota que se afastava. Não sabia por que havia feito aquilo.
Bagunçou os cabelos, forçando-se a parar de pensar na morena e preocupar-se com outras coisas. Não conseguiria limpar o apartamento inteiro sozinho; no dia seguinte chamaria uma diarista e lhe daria uma boa gorjeta por todo o trabalho que ela teria. Mas antes: um banho. Foi retirando suas roupas sujas pelo caminho e jogando-as em qualquer lugar. Ligou o chuveiro no morno e, chiando, entrou quando a água ainda estava gelada, sentindo-a aquecer aos poucos. Relaxou os músculos, sentindo o sangue seco ser lavado de seu corpo. Essa missão havia sido excepcionalmente difícil, e era bom poder descansar pra variar. No dia seguinte ou no outro pegaria mais uma e novamente sairia da cidade, conforme havia prometido a seu avô. Makarov havia confiado nele o suficiente, mas Luxus deveria se mostrar merecedor de tal confiança, e ele certamente não queria decepcionar seu avô novamente. Iria fazer o que fosse preciso para mostrar que merecia ser um membro da guilda novamente, e até ser o Mestre um dia, mesmo que fosse necessário abdicar desse direito.
Depois de passar tempo suficiente no banho, secou-se e vestiu uma calça jeans apenas. Com a toalha em mãos e ainda secando os cabelos, foi à cozinha e viu que a despensa não poderia estar mais vazia. "Estou com mais fome ou sono?", perguntava-se, pensando se deveria deixar as compras para o dia seguinte. "Hm, talvez não precise comprar nada por enquanto. Hora de fazer uma visitinha à Senhora Dumpfrey." Largou a toalha no sofá, colocou uma camiseta clara e saiu do apartamento, cruzando o corredor em direção à porta em frente à sua. Tocou a campainha e logo ouviu passos no lado de dentro enquanto a residente checava o olho-mágico. Conseguiu ouvir também o gritinho abafado de excitação que a pessoa deu antes de, segundos depois, abrir a porta.
A Senhora Dumpfrey é uma viúva baixinha de rosto rechonchudo e cabelos laranja com um senso de moda questionável e uma voz irritante. Mas ela também faz uma lasanha maravilhosa e está na menopausa, além de ser a vizinha de Luxus. Logo, uma mulher de meia-idade carente e sentindo calores com um vizinho de vinte e quatro anos com um corpo escultural sempre é um bom jeito de conseguir uma ótima refeição.
O jovem loiro escorou um braço no batente da porta, debruçando-se sobre a mulher enquanto olhava para ela de forma lasciva. Só isso já foi o suficiente para a pobre senhora encolher-se e perder a fala. Quando ele começou a falar, a voz grave a fez engasgar.
- Olá, sra. Dumpfrey. Como estamos essa noite? – e lhe deu um sorriso cheio de dentes branquíssimos.
- Muito bem, Luxus... talvez um pouco calor demais... – certamente estava sentindo muito calor no momento. Precisaria de outro banho, gelado de preferência.
- É, está realmente calor, não? – e segurou a parte de baixo de sua camisa, abanando-se com ela e deixando aparecer parte de seu abdômen. Podia jurar que a mulher estava babando.
- ...ahaam...
- Então, sra. Dumpfrey, eu acabei de chegar de uma missão muito perigosa que durou um bom tempo, e reparei que não tenho absolutamente nada para comer na minha casa... a senhora não teria talvez, possivelmente, algumas sobras que pudessem, sabe como é, servir de jantar para mim, teria?
- Sobras, Luxus? Não, não, nada de sobras. Você gostaria de uma lasanha? Eu farei uma bem grande para você, e você pode comer o quanto quiser.
- Uau, sra. Dumpfrey, a senhora realmente é um amor de pessoa. Não sei como consegui viver até hoje sem conhecê-la; realmente é minha salvação. – e inclinou-se um pouco mais em sua direção – Por favor, diga-me como posso pagá-la. Qualquer coisa.
- Oh! Oh, Luxus... não, eu apenas fico feliz em saber que você está se alimentando bem... – a mulher estava quase desmaiando só de pensar no loiro em sua porta pagando-a da forma que ela realmente gostaria, mas nunca teria coragem para falar algo como aquilo para ele – Eu começarei a fazer sua lasanha agora mesmo. Você gostaria de entrar e esperar aqui dentro?
- Sinto muito, sra. Dumpfrey, mas estou tentando ajeitar a casa um pouco; ela está realmente uma bagunça. Quando a senhora terminar poderia levá-la para mim? Muito obrigado, mesmo. – ao dizer isso, desencostou-se do batente, pronto para ir embora, e a mulher lhe dirigiu um olhar de pura tristeza.
Pegou sua mão e inclinou-se, beijando a parte de cima levemente enquanto olhava de forma penetrante para a viúva. Esta deu um sorriso afetado, e seu rosto redondo adquiriu uma feição de felicidade extrema. Luxus endireitou-se e se virou, entrando novamente em seu apartamento. Sabia que a mulher ainda estava parada na porta, provavelmente sonhando acordada, e deu um sorriso satisfeito: o jantar estava garantido.
Bateu um pouco no sofá para tentar tirar a poeira que se acumulara, sem muito sucesso e jogou-se nele. Pegou o controle jogado e ligou a televisão num canal aleatório. Durante a hora seguinte viu programas quaisquer, apenas passando o tempo a fim de que sua tão esperada lasanha chegasse logo. Sua barriga já roncava quando ouviu a campainha; levantou-se num salto. Ao abrir a porta, a sra. Dumpfrey segurava um tabuleiro imenso de lasanha do qual saía vapor; ela não estava brincando quando disse "bem grande".
- Nossa, sra. Dumpfrey, você realmente se superou! – e sorriu abertamente, realmente feliz por agora poder comer algo.
- Ah, isso não é nada, Luxus. Por você, qualquer coisa. – entregou-lhe o tabuleiro, tendo cuidado de ajeitar os pegadores de forma que ele não se queimasse.
- Muito obrigado. Você fez minha noite, sra. Dumpfrey. Boa noite. – inclinou-se e deu-lhe um beijinho no rosto, e logo voltou ao apartamento, fechando a porta com o pé. Sabia que a mulher provavelmente estava tendo um orgasmo do lado de fora de seu apartamento nesse momento, mas tanto faz. Agora: jantar!
Comeu a lasanha inteira com gosto, engolindo grandes pedaços de cada vez. Mal estava vendo a TV, e isso não importava no momento. Depois que terminou apalpou sua barriga inexistente, satisfeito, e levantou-se. Pegou a bandeja no sofá (comera diretamente dela) e desligou a televisão. Deixou-a na pia; no dia seguinte a lavaria e entregaria à vizinha, não se esquecendo de agradecê-la. Ela podia ser absurdamente irritante, mas realmente estaria morto se não fossem suas lasanhas. Tirou a camisa no quarto e tentou bater o pó da cama, igualmente sem muito sucesso, e já a deixou arrumada. Estava escovando os dentes quando novamente a campainha tocou, insistente. Será que era a sra. Dumpfrey novamente, e ela tinha adquirido coragem para cobrar o que ele sabia que ela realmente queria como pagamento? Urgh, não! Terminou de escovar os dentes, rezando para não ser a vizinha, e foi atender a porta.
- Oi gracinha, fiquei sabendo que você tinha voltado hoje.
- Ah. Olá, Evergreen.
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Anna estava sentada na cama com as costas apoiadas na parede, os óculos em uma mão, o livro aberto em seu colo sendo segurado pela outra. Não conseguia se concentrar o suficiente para ler. Não estava realmente com dor de cabeça (ainda), mas estava exausta mentalmente, e sentia a cabeça pesada. Tentava se distrair sem muito sucesso; a toda hora se pegava pensando em sua situação, e mais intensamente em Luxus. Realmente era uma coincidência absurda tudo o que estava acontecendo. Nunca poderia ter imaginado que o homem que havia salvado anos atrás era o neto do amigo de seu pai, e exatamente aquele que seria provavelmente seu tutor. Quanto mais ela tentava racionalizar toda a situação, mais absurdo tudo aquilo lhe parecia.
E agora tinha que se decidir: aceitar o convite de Makarov enquanto tentava ignorar a presença de seu neto, ou recusar e voltar à vida de solidão, somente ela, seus livros e a floresta. Era feliz lá, ou pelo menos era o que pensava – pode ser que ela estivesse confundindo "existência aceitável" com felicidade. Mas ainda assim, será que seria feliz em Magnólia? Será que conseguiria, tendo noção da presença do jovem loiro, prestar atenção o suficiente em seus estudos? Era o que mais lhe preocupava. E também se sentia temerosa por um dia ele talvez recuperar a memória dos acontecimentos de três anos atrás e querer explicações. Ele realmente parecia ser o tipo de pessoa que ficaria irritado se descobrisse que suas lembranças haviam sido apagadas deliberadamente.
Sabia que não conseguiria dormir aquela noite. Sentia-se um pouco cansada, mas bem acordada, e isso só piorava as coisas. Se conseguisse dormir talvez esquecesse seus problemas, pelo menos momentaneamente, e só teria que voltar às suas divagações na manhã seguinte. Mas infelizmente era obrigada a continuar pensando e pensando durante horas, somente para sentir-se mais infeliz com sua situação. Sentia-se como um rato encurralado, uma pequenina presa do destino. Deu um suspiro alto; se não conseguia nem dormir nem se concentrar talvez devesse se movimentar um pouco. Procuraria alguma clareira na floresta próxima e treinaria até desmaiar; pelo menos pararia de pensar um pouco em tudo aquilo. Além do mais, o ar noturno lhe faria bem. Calçou suas botas surradas, pegou suas espadas e saiu sorrateiramente pela janela.
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Estava sentado em sua cama, nu, um cigarro aceso entre os dedos. Evergreen, como sempre, viera e se fora. E também como de costume implorou para passar o resto da noite lá, apenas para ter seu pedido rejeitado. Luxus não gostava de toda aquela melação depois do sexo, ou pelo menos não com a garota. Não era do tipo de ficar abraçadinho e dormir junto; ficava sempre alerta quando estava com outra pessoa na cama, e com certeza não conseguiria descansar dessa forma. Nunca havia namorado a sério uma mulher; relações casuais lhe bastavam. E como a antiga subordinada era quem lhe procurava sempre que ele voltava à cidade, ele nunca negava o que ela tinha a lhe dar: extrema devoção em forma carnal. Ela tinha um corpo espetacular, e deixava-o fazer o que ele quisesse. Quem não se aproveitaria disso?
Deu uma longa tragada e olhou pela janela à sua frente. A lua cheia brilhava, espalhando sua luminosidade fantasmagórica pela cidade, algumas nuvens esparsas quase invisíveis no céu noturno. Deixou sua mente vagar, e quase que imediatamente ela se focou em Anna. Tinha alguma coisa intrigante sobre a garota, e queria descobrir o que era. Havia dito que não fazia diferença para ele se ela quisesse ir embora, mas estava mentindo. Se ela se afastasse ele nunca conseguiria outra chance de desvendar seus segredos; algo lhe dizia que ela se dissiparia como a fumaça que o rodeava se não aceitasse o convite de seu avô. E isso era algo que ele certamente não gostaria que acontecesse. Não era exatamente fascinação o que sentia sobre a garota, mas sim franca curiosidade.
Apagou o cigarro no cinzeiro em cima da mesinha ao lado da cama. Estava exausto, e já havia tido atividades demais por hoje. Deitou-se de costas, com os braços dobrados e as mãos por baixo da cabeça, e relaxou seus músculos. Olhou novamente para a lua, pela janela ainda aberta, e sentiu seus olhos fechando-se sozinhos, a visão tornando-se embaçada. Num sonho vívido, viu a lua perder sua tonalidade branca e tornar-se de um dourado brilhante. Outra lua dourada apareceu ao lado desta, e logo dois imensos olhos o encaravam, da mesma forma melancólica que haviam feito três anos antes. No fundo de sua mente, ouviu uma voz melodiosa e igualmente triste, cheia de entrelinhas que ele não conseguia decifrar.
- ...e, principalmente, eu... me desculpe. – e então, um grande clarão.
Quase que imediatamente deslizou para a inconsciência.
Primeiro, eu sou uma bosta de escritora; desculpem-me por isso!
Nunca posto quando eu falo que vou postar.
Mas fiquei seriamente doente, e tava bem mal mesmo.
Vou fazer o possível agora pra postar uma vez por semana apenas, porque é difícil escrever e postar simultaneamente.
Portanto, capítulos novos às quartas OU sábados. Se não for em um, vai ser no outro. Se estiver demorando, podem me xingar muito no twitter hahaha
O décimo está aí, e o próximo só na quarta/sábado.
Obrigados eternos a quem lê, e mais ainda pra quem manda reviews; vocês são incríveis!
Ps: Um pouco de Luxus peladjénho de fan-service (pra mim, óbvio), e agora vocês sabem como ele voltou pra FT. Eu sei que o Luxus de verdade NUNCA imploraria, mas essa história sou eu quem escrevo. Se não gostaram das circunstâncias, podem deixar reviews reclamando. Aceito idéias, sugestões e críticas de bom grado.
