AMOR ALÉM DA VIDA
CAPÍTULO 10 - PREPARATIVOS
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Ela estava noiva de novo, havia trocado o noivo e estava feliz. Porque não podia simplesmente aceitar? O casamento seria em poucos meses, não podia simplesmente esquecer o resto do mundo? Todo mundo tinha direito de escolha, de não precisar dar satisfações sobre seus sentimentos. Porque não ela? Seu ex fazia questão de ser a vítima do momento. E a culpa era sua companheira inseparável. InuYasha ficava enciumado, não gostava de vê-la atender às inúmeras ligações do ex choroso, arrependido. Postava-se ao lado dela e queria ouvir cada palavra, palpitar o quanto podia. Ele queria que ela o despachasse sem dor na consciência, afinal era ela dele e pronto. Não devia satisfação a ninguém. Ela discordava. Seya não era um santo, um homem perfeito, mas era uma pessoa, e seus sentimentos importavam. Não queria que ele sofresse, pedia a Deus que lhe desse consolo, que ele não demorasse a conhecer alguém disposto a viver nos moldes que ele achava ideais, e desistisse dela de uma vez.
Havia alguns dias que estavam usando alianças de noivado. InuYasha tinha ido até sua casa formalizar o noivado, mas ela não quis. Apenas deixou que ele falasse com seus familiares, pedisse a bênção deles para os dois, mas não quis nenhum tipo de comemoração. Já havia sido noiva antes, não queria repetir o ritual agora. Seria um noivado curto, casariam sem maiores alardes e seriam felizes para sempre. Nada a agradaria mais que dormir e acordar todos os dias ao lado dele, sem sentir-se traidora, ou alguém que vive em pecado. Aqueles tempos seriam memoráveis, contaria pra gerações posteriores que o amor podia superar barreiras, que nada importava quando duas pessoas sentiam algo verdadeiro.
Seya não desistia. Inventava inúmeras desculpas, freqüentava a casa da família dela quando ela não estava, tentava estratégias pra se encontrarem 'por um acaso', ou mesmo inventava desculpas de encontros 'inadiáveis', para resolver problemas. Algumas vezes era gentil, chorava, pedia perdão. Chegou a inventar uma doença incurável, mortal, que dizia haver desenvolvido por causa dela, do stress que ela lhe causava. Kagome chorava, sentindo-se arrependida da forma que rompera com ele, pensava se poderia ter esperado mais tempo, feito a coisa devagar. As semanas que ficara com os dois não foram agradáveis a ela. Não gostava de mentiras, apesar de ter inventado muitas, feito coisas que poderiam ser absurdas ao mundo, não achava certo o que tinha acontecido. Só se desculpava porque não podia perder mais uma oportunidade na vida para ser feliz. E não havia encontrado outras opções além das mentiras e traição.
Tinha uns dias de paz, e ele voltava à carga, tentando reconquistá-la. InuYasha cada vez mais incomodado, exigiu que ela trocasse o número do celular. Ela cedeu, e teve alguns momentos de paz. No trabalho dela ele ainda ligava, mas não tanto, não gostava de se expor tão abertamente, e poucas vezes veio pessoalmente procurá-la.
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Os dias passavam rapidamente. Marcaram o casamento para 2 meses à frente. A família dela fez questão de uma festa, nos moldes orientais, e ela escolheu uma cerimônia ocidental. O vestido de noiva estava pronto, rodado e com véus na saia, parecia um sonho, a deixava com ares de fada. O véu tinha 10 metros, e sua mãe bordava feliz. Na cabeça, escolheu uma tiara com flores de strass, delicada e ao mesmo tempo marcante, acompanhada de brincos e colar iguais. Sua pele delicada era realçada pelo branco do vestido. Algumas pessoas perguntavam por que o branco, já que era notório que uma moça da sua idade, nos tempos modernos, não era virgem e o branco simbolizava pureza. Ela era categórica em afirmar que a pureza que o branco representava era a pureza do amor, não do corpo. Sentia-se flutuar durante os preparativos. Nada mais importava.
Tomou o cuidado de não deixar a notícia do casamento vazar, a data era segredo pra qualquer um fora da família, para evitar uma cena com um ex choroso e violento na hora da cerimônia. Procurava ser evasiva na resposta às perguntas de Seya, sempre alegava estar ocupada e não poder falar com ele naquela hora. O que de fato, não era mentira, organizar um casamento levava tempo.
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Os dias eram divididos entre trabalho e preparativos, e as noites eram quase exclusivamente passadas na era feudal. Os amigos de lá também haviam programado uma cerimônia de casamento como era costume deles, estavam todos empolgados. Também queriam festejar o enlace dos amigos, mesmo não conseguindo ir à era dela. Ela casaria de quimono, entre flores e a natureza, seria lindo também. Marcaram para uma semana antes do casamento com a família dela. Seria lindo, ela fotografaria e daria um jeito de filmar, para os parentes também participarem, indiretamente, daquele ritual.
Depois dos encontros com os amigos, eles escolhiam um lugar privado e aconchegante para passar as noites. Algumas vezes, dormiam sob as estrelas, outras noites iam a grutas seguras, dependia dos cheiros em volta, por segurança. E se amavam por horas. Ela estava mais magra e com a pele mais luminosa que nunca. As 3 ou 4 horas que dormia por noite satisfaziam seu corpo, pelo menos até alguma noite que seu amado concordava que ela dormisse em casa.
Realmente, estava feliz.
Aproveitava os últimos dias de solteira, procurava um lugar pra morar com seu amor, já preparando a montagem do apartamento. Não sobrava muito tempo pra si, mas ela não queria. Ia se casar e formar uma família com seu amor.
Não importava se os filhos tivessem orelhinhas, olhos dourados. Não importava se seu amor ainda não sabia ler, se as coisas apontassem para problemas. Juntos, resolveriam tudo.
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Faltavam 30 dias para o casamento.
Eles estavam nas nuvens, como de hábito. Tudo estava pronto, só faltava esperar.
Na era feudal, passeavam. Era tempo de flores, a temperatura tornava os seres gentis, a natureza exuberante. eles se deliciavam com a proximidade do outro, a paz que a falta de telefones, carros, buzinas , etc. trazia. Eram os dois e a natureza.
- Kagome, veja!
Ela se aproximou, e viu o exato momento em que uma borboleta saía de seu casulo. Seu hanyou sorria, parecia um menino mostrando a grande descoberta. Seus olhares se encontraram, a ternura do momento convidava a um beijo. De mãos dadas, se beijaram, e aquela inocência do momento foi dando lugar a um calor que eles conheciam perfeitamente.
Sentindo a respiração alterada, e o cheiro de desejo dela, ele a pegou em seus braços, e pulou até o mais alto penhasco à vista. Olhava os olhos dela, sentia o amor amolecer seu coração, e sorria, derretendo qualquer barreira que pudesse interpor-se entre eles.
Do alto, a vista era deslumbrante. A natureza esplendorosa emoldurava o amor deles.
Ele a foi despindo, observando as reações dela. Uma suave brisa agitava os longos cabelos negros, fazendo também que o cheiro dela se desprendesse do corpo. Ela se deixou despir, sem pudores. Ao fundo, o sol começava a descer, dando ao momento uma aura surreal, ela parecia uma pintura, perfeita. Com dedos gentis e experiência que só o amor poderia proporcionar, ele a tocava. Alternava toques com as mãos e com os lábios, sentindo na ponta da língua o gosto dela. Era sua, somente sua. Em 30 dias seriam um do outro, não havia nada que lhes estimulasse tanto. O corpo dela respondia com odores e fluidos, ele farejava e se excitava ainda mais. Estava vestido, e ela esplendorosamente nua. As mãos agora tocava-lhe os seios, enquanto a língua passeava pelos contornos da cintura, descendo sensualmente até encontrar o centro da feminilidade dela. Com as mãos nos cabelos dele, ela o fez chegar mais perto, se movia acompanhando a língua dele, que acariciava sua intimidade. Sentia uma liberdade incrível, estando ali com seu amor, sendo intimamente beijada, quando sentiu-se explodir em prazer. Ele continuou suavemente as carícias, até que ela deixasse de arfar. Sem se afastar, foi subindo os lábios e beijou-lhe a boca com vigor. Ainda vestido, se uniu a ela, depois de colocá-la de costas para si, e beijava a nuca, afastando os cabelos. Ela gemia no mesmo ritmo dele, sentindo a sintonia que os unia. Juntos, sentiram o prazer chegar, e gemeram felizes.
Abraçados, ela ainda nua, assistiram o sol terminar de se por à sua frente.
Passaram a noite ali, no alto, sentindo-se libertos.
Tudo estava pronto, era só esperar o momento de tornarem-se marido e mulher.
CONTINUA ...
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