Advertência: Sexo.


Capítulo Dez: Como um, somos eternos.

"Você manteve sua promessa."
Ele se virou assustado ao ouvi-la. Fazia tempo que a voz dela só pertencia aos seus pensamentos.

"Michelle?"

Os olhos deles se conectaram de tal forma que o mundo ao redor deixou de existir. Eram apenas eles.

"Oi, Scotty."

Ele apenas sorriu de volta, incapaz de formar qualquer frase coerente. A culpa não era sua. Mas no fundo, ele sentia que era responsável pela dor que ela havia sentido. Pelo medo. Pela perda. Por tudo.

"Fale algo." – Ela quase implorou. Seus olhos orientais penetraram os dele. Incentivando-o.

"Eu uh..." – Ele fez menção para se virar, mas a mão dela o impediu. Dando um passo a frente, ela o abraçou.

"Não se culpe por isso, Scott. Por favor."
"Eu não posso, Michelle. Eu..."
"Não foi sua culpa!" – Ela falou mais alto do que desejou e algumas pessoas olharam na direção deles. – "Scott, olhe." – Ele baixou os olhos. Seus ombros caídos evidenciavam sua vulnerabilidade.

"Não, Michelle. Volte pra sua festa. Me deixe sozinho."
"Como eu posso deixar você sozinho depois de tudo que você fez pra mim? Me diga como, Scott e eu vou."

A agressividade na fala dela o fez encará-la.

"Depois de tudo que eu fiz? Tudo que eu fiz foi fazer você ser seqüestrada. Você não pode ver isso?"

Michelle suspirou frustrada. Seus olhos continuavam procurando os dele. Ele. O seu antigo melhor amigo. O que a defendia. Que prometia. Que nunca partia.

"Você foi usado. A mulher que dormia com você, ela... Ela fez isso. Eu sei isso. Você sabe isso. Então não dê uma de Jack Bauer e fique se lamentando por algo que você não fez."

"Eu podia ter,"
"Não! Vocês são todos idiotas?!" – Ela deu um passo pra trás e olhou-o melhor. – "Você não podia ter feito nada porque ninguém pode adivinhar as intenções das outras pessoas, por mais queiramos! Você lê mentes? Não. Consegue prever o futuro? Não. Lê cartas? Não. Não. E não."

Ele piscou diversas vezes enquanto ela respirava mais rápido. Quando ele a tocou no braço, ela olhou seu rosto e viu o sorriso charmoso que ela tanto amava.

"Desculpe." – Ele falou tão timidamente que a fez sorrir. – "Eu só... Só tive tanto medo, Michelle."
"Eu também, Scott."
"Estou feliz que esteja de volta. E recuperada."

Ela sorriu.

"É. Dr. Lampard ficou impressionado com a minha recuperação. Sair finalmente daquele hospital foi como... Como um sonho."

"Eu posso imaginar."

"Obrigada por ter vindo a minha festa de boas-vindas. E Tony ainda se sente culpado por ter batido em você."
Ela corou visivelmente.

"Eu já disse a ele que está tudo bem. Eu teria feito o mesmo."
"Você definitivamente teria."

Eles se olharam em silêncio. Memórias do dia após a final do campeonato de futebol americano passando nos olhos dos dois. Scott acordando com ela em seus braços. Ela saindo envergonhada e se sentindo inegavelmente melhor do que na noite anterior e mais tarde, a notícia de que o capitão do time de futebol, Tristan, havia apanhado do tímido e introvertido Scott Fox.

"Michelle?" – A voz de Tony a assustou.

"Hey."

"Ben quer ver você." – Ele apontou para o seu amigo e seu filho Tony.

"Estou a caminho." – Tony acenou positivamente com a cabeça, trocou um rápido cumprimento com Scott e saiu.

"Vá para sua festa, Dessler."

"Você faz parte da minha festa, Scotty."

"Você entendeu o que eu quis dizer."
Ele sorriram e ele foi pego de surpresa quando ela mais uma vez o abraçou.

"Eu sabia que você não me trairia."

***

Ela sentiu o cheiro assim que os dois alcançaram a entrada da casa. Seu olhar desconfiado alcançou o de Tony. Ele balançou os ombros e sorriu, pegando-a pela mão e a conduzindo até a porta.

"Feche os olhos, querida."

Ela obedeceu e ele a guiou calmamente para dentro da casa. Ela ouviu a porta sendo fechada e sentiu quando ele novamente a pegou pela mão e a fez andar mais alguns metros adentro do que ela acreditava ser a sala de estar.

"Tony, do que isso se trata?"
Ele não respondeu. Ao invés disso, a parou e a posicionou no centro da sala.
"Abra seus olhos." – Ele sussurrou detrás dela e no seu ouvido, fazendo-a se arrepiar.

Michelle observou surpresa o cenário a sua frente. Na sala de jantar, a mesa onde comiam estava coberta com um pano branco por baixo e um maior e vermelho por cima. Velas grandes eram as únicas iluminações daquela parte do cômodo. A lareira era responsável pela fonte de luz da sala de estar. As pétalas vermelhas estavam espalhadas por toda a extensão do chão. De onde eles estavam, na sala de estar, até a cozinha.
"Tony, isso está..." – Ela virou-se nos braços dele e passou seus próprios braços pela nuca dele. – "Perfeito."

Ele sorriu satisfeito e colocou suas duas mãos na cintura dela.

"Hoje à noite é apenas você e eu." – Ele falou tão perto dos lábios dela que o seu hálito doce pôde ser sentido por ela.

Michelle concordou com a cabeça e seus olhos encontraram os dele.

"Faça amor comigo, Tony."

Ele sorriu e a puxou para mais perto.

"Isso está nos planos, Chelle."
"Não." – Ela encostou seus lábios nos dele. – "Faça amor comigo agora."
"Mas, Chelle,"
"Por favor, Tony." – Ela afastou sua cabeça para olhá-lo melhor. – "Faz tempo que não fazemos isso. Eu preciso..." – Ela fechou os olhos e quando os abriu, ele viu o desejo que ela sentia. – "Eu preciso sentir você dentro de mim."

As palavras dela o atingiram em cheio. Sem poder se conter, ele colou seu corpo no dela e seus lábios se encaixaram. O beijo foi quente. Apressado. Faminto. Ele achou a parede mais próxima e a pressionou contra ela. Seus lábios não se desgrudaram e ela gemeu na boca dele ao sentir suas mãos encontrando seus seios.

"Tony..."
Ele enfiou a mão por debaixo da camisa dela, desatacou o sutiã e o jogou para qualquer lado. Suas mãos voltaram a posição anterior e ele soltou os lábios dela para descer até o outro seio. Ele o chupou. Lambeu e a fez gemer. Incontáveis vezes.

"Por favor, Tony..." – Ela emaranhava seus dedos nos cabelos castanhos dele. Chamando-o. Apressando-o. Desejando-o.

"Agüente, Chelle. Eu quero fazer você minha de novo. Devagar." – Aquela voz sexy, rouca e baixa a enlouquecia, e ela pressionou seus quadris nos dele, subindo e descendo contra a parede, sentindo-o totalmente excitado.

Em um rápido movimento, ele se desfez da camisa dela e em seguida, prendeu os pulsos dela dos lados da cabeça dela. Sem dizer uma palavra, ele apertou o corpo dela com o seu, fazendo-a gemer mais alto e fechar os olhos. Ele apenas observou. Relembrando cada expressão que ele conseguia tirar dela.
"Olhe pra mim, Michelle."

Arfando, ela abriu os olhos e se perdeu nos dele.

"Hoje é nosso novo começo. Depois de dois meses que aquilo tudo aconteceu, hoje você é minha de novo. E eu sou seu."

Ela afirmou com a cabeça.

"Eu sempre serei sua, Tony."

Ele voltou a beijá-la profundamente. Sutilmente, ele fez com que ela passasse suas pernas ao redor de sua cintura e a levantou, deitando-a em seguida perto da lareira e em cima de várias pétalas. Vagarosamente, suas mãos se livraram do cinto da calça dela, depois da calça e por último, da calcinha. Seus lábios começaram nos tornozelos, subiram pelas pernas, pode dentro das coxas, até a boca. Uma de suas mãos voltou a um dos seios, enquanto a outra descia para o meio das pernas dela.

"Tony..." – Ela fincou suas unhas nas costas dele. Implorando pelo contato.

Ele sorriu e um de seus dedos a penetrou tortuosamente devagar. Ela gritou por ele e então ele introduziu o segundo dedo, depois o terceiro e sentiu que ela não agüentaria por muito mais tempo.

"Espere por mim, Michelle." – Ele retirou os dedos, retirou suas calças, cueca e a olhou de sua posição. O rosto dela mostrava o prazer que ela sentia. Seu peito subindo e descendo, a aceleração da sua respiração. Ele sorriu novamente e ao vê-lo, ela fez o mesmo.
"Por favor, Tony. Agora." – Ela estendeu uma mão e pediu que ele se abaixasse de uma vez.

Ainda sorrindo, agora maliciosamente, ele abriu as pernas dela e deitou-se em cima, penetrando-a só um pouco. Ela imediatamente fechou os olhos com o início do contato e ele de novo decorou a expressão de intenso prazer que ela fazia. Ela o puxou para mais perto e ele a penetrou mais um pouco.

"Tony... Eu preciso... Eu..." – Ele entrou mais fundo e ela gemeu. Ele saiu e entrou. Repetidas vezes. Lento. Rápido. Rápido. Lento. Ele continuou seu ritmo, o ritmo deles, até que ela tremeu violentamente com o orgasmo que ele a proporcionou. E ele, segundos depois, também tremeu.

Quando ele se preparava para sair de dentro dela, ela o impediu, suas mãos nas costas dele mantendo-o no lugar.

"Fique aí, Tony." – Ela falou com uma voz cansada.

"Estou aqui, meu amor." – Ele deitou sua cabeça no tórax dela, não desfazendo a união entre eles. – "Michelle?" – Ele a chamou sem mudar de posição.

"Hum?"
"Eu te amo."


"Expire.
Então eu posso inspirar você para dentro mim.
Te manter dentro de mim."

Everlong – Foo Fighters.