N/A: Segurem suas lágrimas, babies, pq esse é o último capítulo de MIB! T.T
Como assimmmmmmmmmmm?
É, pessoas, assim mesmo XP
Eu queria antes de mais nada agradecer por todo o apoio, toda a espera e todo o encorajamento de vocês. Vcs são os melhores leitores ever! A MIB nunca teria chego tão longe se não fosse por vocês!
Espero que vocês curtam o final! E não esqueçam: MIB terá uma continuação! Mais informações la no fium do capítulo!
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Capítulo 10: Bala Perdida
Lily adoraria bater a abeça contra a parede uma dúzia de vezes e ver se assim seu cérebro voltava a funcionar decentemente.
Onde ela estava com a cabeça para beijar James Potter? JAMES POTTER!
Ah Deus!
Ela devia ter sido menos idiota. Claro que ele não perderia uma chance daquelas para dar em cima dela! Só se ele fosse burro e, apesar de não gostar de admitir, Lily sabia muito bem que o homem era praticamente um gênio.
Mas a ruiva odiava ter caído na dele. Se o moreno tivesse chegado dando em cima dela talvez tivesse sido mais fácil manda-lo pro espaço. Mas ele chegou devagar, falando de problemas sérios, pedindo ajuda... Não houvera chance de Lily escapar. Quando se dera conta ja o estava beijando e um minuto depois o cretino estava fugindo dela.
Pensa em ironia...
Pelo menos podia agradecer aos céus por James ter tido o bom senso de mudar de ideia. Claro que em outro minuto ela o teria afastado de qualquer forma, o moreno apenas tivera o bom senso antes dela...
Então por que aquele gosto amargo de decepção ainda estava em sua boca?
Enfim, irrelevante porque, mais uma vez, não ia dar certo e ela teria parado James. De verdade.
-Por que você está tão quieta, Lily? –Mary Jane perguntou curiosa.
-Nada demais. –a ruiva falou –Eu apenas estava pensando... Você não ia sair com o Emmet? –perguntou curiosa.
Mary Jane deu de ombros.
-A gente conversou um pouco e tal... Mas eu tava sem ânimo. Essa história toda, sabe...
Sim, Lily sabia muito bem e isso também estava tirando o sono dela.
-Só espero que a Charlotte perceba logo que a melhor opção é falar de uma vez com a polícia. –a ruiva falou.
-Você sabe como a Charlotte é. –Mary Jane falou com um pequeno sorriso –Ela só faz o que quer.
Lily abriu um sorriso pequeno.
-Eu sei.
A porta da frente se abriu e Marine entrou por ela, sozinha.
-Cade a Charlotte? –Lily perguntou levemente preocupada.
-Disse que ia pegar sei la o que na biblioteca e já voltava. –a outra falou.
-Eu não acho uma boa ideia. –Lily falou –Ja anoiteceu. Talvez nós devessemos ir todas juntas busca-la.
-Eu tentei falar para ela não ir, principalmente depois do que aconteceu com o Lupin, mas sabe como ela é... –Marine deu de ombros.
-O que aconteceu com o Lupin? –Mary Jane perguntou curiosa.
-Ele saiu do nada, discutiu com ela, deu um puta beijo nela e daí foi embora. –Marine falou com uma cara que deixava claro que ela mesma ainda não entendia o que tinha acontecido.
-Caramba... –Mary Jane comentou também surpresa.
-Alguma coisa está muito estranha aqui... –Lily falou de repente.
-Por que? –Marine perguntou.
-O Potter também apareceu aqui hoje... E me beijou. –ela admitiu.
-Ah! Ainda bem que você não ia passar nem perto dele, né, mocinha! –Mary Jane provocou.
Lily corou.
-Essa não é a questão! –ela protestou –A questão é que nós andamos ganhando muito beijos repentinos. Muito interesse repentino. Alguma coisa parece estar errada.
Marine abriu a boca para retrucar quando a campainha tocou.
-Você vai ter que contar em detalhes essa história do Potter em um minuto, Lily. –ela avisou –Deixa eu só ver quem está na porta.
Marine olhou pelo olho mágico e viu James parado do lado de fora, com Peter e Sirius logo atrás de si.
-Falando do diabo... –ela comentou rindo.
Marine abriu a porta, mas antes que tivesse tempo de dizer alguma coisa um punho acertou-a no rosto, derrubando-a no chão.
-Marine! –Lily exclamou.
-Toc, toc. –Bella entrou na casa com um sorriso macabro –Olha quem veio brincar!
Lily correu para o telefone, mas Narcisa, que entrou logo atrás de Bella, apontou uma arma para a ruiva.
-Silenciador, boneca. –ela avisou –Eu te mato e ninguém fica sabendo.
Lily ficou parada.
-Muito esperta. –Narcisa falou. Ela olhou em volta –Qual de vocês é Charlotte? –ela quis saber.
Nenhuma das garotas disse nada. Bella revirou os olhos.
-Não sejam chatas. Ou nós teremos que começar a brincar mais cedo...
-Charlotte não está aqui. –James declarou –Essas são as amigas.
-Hum, não dá pra começar a festa sem a convidada de honra. –Bella comentou –Onde ela está? –ela perguntou para Mary Jane.
-Eu não sei. –a loira comentou.
-Deixa eu te contar uma coisa, loirinha... –Bella falou se aproximando –Eu não tenho vergonha nenhuma em machucar você ou qualquer uma das suas amiguinhas. –se aproximou mais, como se fosse contar um segredo para ela –Na verdade, eu ia adorar uma desculpa para começar a machucar vocês o mais cedo possível.
Mary Jane soltou um som surpreso e recuou um passo.
-Remus, vá atrás de Charlotte. –James ordenou de repente –Ela deve ter ido a biblioteca.
-Eu voltarei logo. –ele declarou.
-Por isso eu sempre gostei do menino lobo... –Bella comentou –Ele é o mais eficiente de vocês.
Nenhum dos rapazes respondeu nada.
-Como vocês puderam! –Marine gritou de repente –Foram vocês que mataram o Henry, não é?
-São apenas negócios, Swan. –Peter deu de ombros –Nada pessoal.
-Nada pessoal? –Lily comentou em choque –Isso tem que ser uma piada.
-Não é piada nenhuma, Evans. –James falou, olhando diretamente nos olhos dela –Nós somos assassinos de aluguel e fomos pagos para matar Henri.
-Finalmente eles mostram a verdadeira face! –Bella falou fazendo uma pirueta –Eu vou contar um segredo, princesa: eles são os assassinos mais bem pagos da Europa. Ninguem que está na mira deles sobrevive. E adivinha quem está na mira agora?
Lily apertou os lábios e se recusou a responder, mas Bella não precisava que elas falassem.
-Vocês estão. –ela respondeu com um enorme sorriso.
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Remus sabia exatamente onde Charlotte estaria sem precisar nem ao menos perguntar a alguém. Do tempo que os marotos ficaram observando as meninas ele aprendera o costume de cada uma delas. Lily tomava chá de madrugada, Mary Jane dormia de luz acesa, Marine tomava extase e, quando estava confusa ou irritada, Charlotte ia até a biblioteca ler romances. Era meio óbvio onde ela estaria agora.
Se havia um momento para se estar confuso, era agora. Nem Remus, que sempre era apático, sabia o que fazer dessa vez.
Tudo fugira do controle e já estava cansado de saber disso. Nem imaginava quando ou como, mas essa missão estivera fadada a fracassar desde o começo. Provavelmente desde que pusera as mãos em Charlotte.
Não, isso era mentira. Muito antes de tê-la, muito antes de ajuda-la naquela noite. Talvez tudo tivesse se perdido no momento em quem James colocara os olhos em Lily. Essa era provavelmente a mais correta.
Remus nunca ia enteder o que realmente acontecera. Logo James, o líder deles, o assassino mais caro da Europa, um cara que não tinha nada a perder, totalmente rendido por uma mulher.
Para Remus nunca ia fazer sentido, mas então ele nunca entendera nada de relacionamentos humanos. Poucas coisas desse tipo pareciam realmente fazer sentido para ele. Podia enteder amizade, porque vivia com os outros e sabia que faria muito por eles, mas o resto... Não sabia nem como chamar o que fazia James agir dessa forma com a ruiva. Não podia ser amor, porque pessoas como eles não podiam amar pessoas como elas.
A biblioteca estava deserta á essa hora da noite. A bibliotecária lançou um olhar desconfiado a ele antes de voltar a jogar paciência no computador. O rapaz andou até onde sabia que ficavam os romances, onde sabia que Charlotte estaria.
E de fato la estava a morena, sentada no chão, com as pernas cruzadas, lendo um livro que parecia velho demais para estar ali.
Remus podia jurar que não tinha feito barulho algum, mas quando se aproximou mais Charlotte levantou a cabeça assustada.
-Lupin. –ela soltou um suspiro conformado –Ta na hora de nós irmos a algum lugar?
Charlotte parecia incrivelmente conformada com a ideia de que podia morrer a qualquer segundo e que seria ele a pessoa a mata-la. De alguma forma Remus não se sentia tão tranquilo assim.
-Está na hora de você ir pra casa. Suas amigas estão esperando. –ele falou.
Os olhos de Charlotte se arregalaram e ela se levantou na hora, deixando o livro jogado no chão.
-Se você tocou nas minhas amigas...
-Não tem como eu tocar nelas, ja que eu estou aqui. Ja os outros eu não posso prometer. Depende só de você. –ele informou.
Charlotte espremeu os lábios e apenas fez que sim com a cabeça.
-Vamos então. –ele falou segurando-a pelo braço e puxando-a para o seu lado –Fique quieta e nada vai acontecer a suas amigas.
-Eu não acredito em você. –ela falou.
-Muito esperto da sua parte.
Os dois saíram em silêncio da biblioteca e começaram a caminhar pelos corredores em direção a saída. O prédio estava completamente deserto, mesmo que Charlotte pudesse pedir ajuda não haveria ninguem ali para ajuda-la.
-Desde quando vocês estão planejando isso, hein? –ela perguntou por fim –Desde quando vocês sabem que eu tenho que morrer?
-Desde que você foi burra o bastante para ler papéis que não eram da sua conta. –ele informou –Você não tem ninguem a culpar por essa situação, Myers. Ninguem além de você mesma.
Isso pareceu irrita-la ainda mais.
-Então mesmo quando você transou comigo você ja sabia que ia me matar? –ela rebateu ácida –É um hábito seu dormir com pessoas que você pretende matar?
Remus jogou-a contra a parede, sacou sua arma e encostou o cano dela na garganta dela. Ele tinha que mata-la e sabia que o faria. Ela era apenas mais um trabalho, como vários outros que vieram antes e que viriam depois. Sequer era a primeira mulher que matava, mas Deus, ele esperava que fosse a última.
-Atira! –Charlotte desafiou –Você acha mesmo que eu tenho medo de você? Atira!
Remus puxou o cão da arma e apertou ainda mais o cano contra o pescoço dela.
-Você acha que eu não consigo, Myers? Você ainda tem alguma ilusão de que eu seja uma boa pessoa? –perguntou por entre os dentes, debochando tanto dela quanto de si mesmo.
-Eu não tenho mais ilusão nenhuma a respeito da sua moral, Lupin. –ela retrucou de forma corajosa, embora seu coração parecesse a ponto de explodir –Você deve gostar disso. Quem sabe? Talvez você até se sinta excitado por isso. É o que você gosta? -provocou –A ideia de me matar te deixa louco de desejo?
Remus ainda pressionou a arma contra o pescoço dela mais uma vez antes de abaixa-la.
-Não, sua idiota. –ele falou por fim –Matar não me excita. É você. Você, que por alguma razão, me deixa louco.
E então ele a beijou, como sempre soube que faria. Porque, de alguma forma, ela o fazia sentir coisas que ele não queria sentir.
James não era o único que estava perdido.
Mas antes que Remus tivesse tempo de realmente se chamar de idiota Charlotte o empurrou e deu-lhe um tapa forte o bastante para fazer seu rosto virar.
-Você está louco? –ela gritou irritada –Você acaba de me dizer que eu vou morrer, que minhas amigas são reféns e você ainda me beija? Você perdeu a cabeça? –ela exigiu furiosa.
Remus balançou a cabeça.
-Aparentemente sim. –ele voltou a segurar o braço dela –Vamos logo. Quanto mais tempo perdermos aqui menos tempo suas amigas terão.
Charlotte mais uma vez se recusou a responder, mas voltou a segui-lo, dessa vez em silêncio.
Os dois sabiam que aquela noite terminaria com um assassinato. O problema era saber quem seria a vítima.
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James fechou mais uma vez a mão em volta do cano da 12 que segurava. A arma não seria discreta caso tivesse que ser disparada, mas seria certamente eficiente.
A mente de James continuava girando e girando sem chegar a solução alguma. Não havia como resolver essa situação, não com Bellatrix e Narcisa ali. Se elas não tivessem aparecido ele teria feito as quatro meninas sumirem para algum outro país, continente, universo, qualquer coisa! Se elas... Bom, não adiantava mais pensar no "se". Estava feito. A única saída que via agora era...
Para ser sincero não via saída, porque a única coisa que via era matar as quatro rapidamente para que elas não sofressem. E sabia que não conseguiria matar Lily. Não ela.
-Eles estão vindo. –Narcisa, que aguardava próxima a janela, declarou.
Mary Jane tentou se levantar, mas Sirius pôs a mão em seu ombro e fez a loira continuar sentada no sofá com as amigas. Ela lançou-lhe um olhar de ódio que Sirius ignorou.
A porta se abriu e Remus entrou trazendo Charlotte consigo.
-Charlotte! –Lily exclamou.
A morena sorriu.
-Ola, meninas. Agora fiquem quietinhas e deixem a tia Lotte resolver tudo.
Marine olhou para a morena como se ela finalmente tivesse surtado. Lily e Mary Jane pareciam chocadas demais para ter reação alguma.
Bellatrix levantou-se da cadeira onde estava e andou até Charlotte.
-Então... –ela falou circulando a outra morena –Você é a vagabundazinha que ousou ir contra nosso lorde? –o desprezo era claro na voz de Bellatrix.
Charlotte arqueou a sobrancelha, então virou-se para Remus.
-Lorde? Diz que essa vaca louca ta me zoando. –ela pediu.
Bellatrix deu um soco nela, que fez Charlotte cair no chão.
-Você tem muita sorte que nós precisamos de você viva e bem. Por enquanto. –ela agarrou Charlotte pelo cabelo e puxou –Ou eu cortava a sua língua agora por isso.
-Chega, Bella. –Narcisa mandou calmamente, indo em direção as duas –Façamos tudo isso de forma fácil, senhorita Myers. Responda as perguntas e nós não te machucamos. Muito.
-Vai pro inferno. –Charlotte pronunciou claramente para Narcisa.
Bellatrix deu outro soco na morena.
-Não seja irritante, senhorita Myers. –Narcisa pediu num suspiro entediado –Vamos tentar de novo. Onde estão os papéis?
-Que papéis?
Dessa vez ela ja estava mais preparada para o golpe. O que não o fez menos dolorido.
Narcisa bufou.
-Você quer mesmo jogar esse jogo com a gente? Vamos, senhorita Myers, você supostamente é a inteligente do grupo.
-Aposto que não dá pra falar o mesmo de você. –Charlotte falou.
Bellatrix levantou a mão para acerta-la mais uma vez, mas Narcisa fez um gesto para ela parar.
-É perda de tempo. –a loira falou –Nós precisamos achar o estímulo certo para faze-la falar.
-Se você estiver falando em dinheiro...
-Discutir dinheiro é algo muito vulgar, senhorita Myers. –Narcisa declarou sacando sua arma e anexando o silenciador ao cano.
Os olhos de Charlotte se arregalaram por alguns segundos, mas ela respirou fundo e não disse nada.
-Quem disse que isso é pra você, boneca? –a loira perguntou com falsa doçura.
Narcisa virou-se na direção do sofá, onde as outras três meninas olhavam para Charlotte com claro medo.
-Espera ai! –Charlotte gritou, tentando se levantar, ao que Bella puxou seu cabelo de novo.
-Agora você fica quietinha ai, bonitinha. –Bella falou –Sua hora de falar passou.
Narcisa olhou para as três garotas sentadas, seus olhos passando por uma a uma até se fixar em Marine.
-Adorei a blusa. –ela falou simplesmente.
O som foi de um estampido seco, mas o grito de dor de Marine foi alto e sofrido.
-MARINE! –Lily e Mary Jane se apressaram a ajudar a amiga.
Lily tirou o agasalho e usou-o para pressionar contra a ferida no ombro direito da amiga. Charlotte se debateu contra Bella, que segurou com uma facilidade insultante.
-Sh... –Narcisa fez calmamente para Marine, que ainda chorava de dor –Calminha. Essa ferida não é fatal, apesar de doer muito. Pegou o osso, provavelmente, mas não o pulmão. Você vai ficar bem.
-Sua cretina! –Charlotte gritou -Eu vou te matar!
-Não, você não vai. –Narcisa falou com calma –Você vai começar a me dizer o que eu quero agora mesmo, porque a próxima vai ser a ruivinha ali, e pode apostar: eu vou machucar mais do que o ombro dela.
-É TARDE DEMAIS! –Charlotte gritou –Vocês estão perdendo tempo! Eu ja mandei todos os papéis para a polícia.
Um silêncio chocado caiu na sala.
-Quando? –Narcisa perguntou por entre os dentes.
-Desde que um deles entrou no meu quarto. –ela explicou sem energia.
-Como você sabia que nós tinhamos entrado? –Peter quis saber.
-Mais ou menos do mesmo jeito que eu sabia que meus pais entravam no meu quarto quando eu era adolescente. Eu coloquei um grafite de lapiseira na vertical na beirada da janela com ela meio aberta...
-Quando alguem abre mais a janela o grafite se quebra. –Remus adivinhou –Foi assim que você soube.
-Exato. E no mesmo dia eu mandei tudo para a Interpol. Vocês estão atrasados! –ela repetiu meio que sem folêgo.
-Sua vagabunda! –Bella gritou furiosa, agarrando Charlotte pelo pescoço –Você acha que vai ser fácil assim?
-Calma, Bella. –Narcisa pediu –Mata-la seria generoso demais. Mesmo porque... Eu prometi que seria a vez da ruiva agora.
Charlotte se debateu.
-NÃO SE ATREVA! –ela gritou.
-Tarde demais. –Narcisa falou, apontando a arma para Lily.
-Que se dane! –James falou de repente, atraindo atenção para si.
Sem um minuto sequer de hesitação James levantou a 12 e deu um tio na cabeça de Narcisa.
-CISSA! –Bella gritou.
A Lestrange mal teve tempo de se virar antes de também levar um tiro na cabeça.
As quatro garotas ficaram chocadas demais para se mexerem. Os marotos não.
-O barulho dos tiros vai com certeza chamar a atenção. Alguem vai acabar chamando a polícia. –James falou –Rápido, se mexam. Remus, ajude a Marine. Peter, cuide do andar de cima. Sirius, me ajuda aqui.
Os quatro começaram a se mexer com eficiência e frieza, seguindo as ordens de James. Peter subiu as escadas correndo e Sirius foi parar do lado de James. Remus puxou Charlotte pelo braço sem delicadeza alguma.
-Não é hora para ficar assim. –ele colocou a morena na parede ao lado do sofá, então pegou uma bolsa que tinha ficado ao lado da porta –Vocês têm que se apressar e sair daqui. –ele tirou uma seringa com um líquido claro e uma faixa da bolsa.
Marine estava tão chocada com tudo que deixou Remus aplicar a injeção e começar a enfaixar seu braço.
-Você teve sorte, a bala passou e saiu. –ele comentou seco –Vocês têm algum plano? –pressionou.
-Nós temos. –Charlotte falou coma voz tremula –Era o que eu e a Mari estávamos fazendo mais cedo.
-Nós compramos passagens para a Austrália. –Marine informou com um olhar vago.
-Óbvio demais. –Remus falou –Vocês devem ter usado cartão de crédito, vão ter que apresentar documentos...
-Nós não estávamos realmente indo para la. –Lily cortou –O avião faz uma parada na China e nós íamos ficar la.
Remus pareceu considerar isso.
-Vai servir. –ele falou por fim.
Enquanto isso James e Sirius moveram os corpos das duas irmãs e checaram bolsos. O tiro de uma 12 era potente demais e ambos os rostos estavam totalmente deformados.
-Tira a aliança das duas. –James mandou –E me joga sua faca.
Sirius fez o que James mandou e o moreno rapidamente cortou o cabelo de Bella com a faca.
-O que você está fazendo? –Lily perguntou, finalmente saindo do seu choque.
-Elas vão ser Mary Jane e Charlotte. –James falou indicando os corpos –Vamos usa-las para dizer a Voldemort que vocês morreram.
-Vai ficar faltando... –Mary Jane não conseguiu completar a frase, mas James entendeu o que ela queria dizer.
-O sofá está encharcado com o sangue de Marine. –James informou –Quando a polícia chegar para investigar a cena eles vão recolher o sangue e supor que ela morreu e nós sumimos com o corpo.
-E não vão fazer DNA nas duas? –Charlotte insistiu indicando os corpos.
-Nós temos contatos no necrotério da Scotland Yard. Eles vão cuidar para que os corpos sejam identificados como seus.
Charlotte lançou um olhar duvidoso para os dois corpos. Mesmo que os técnicos dissessem que aquelas eram Charlotte e Mary Jane ainda havia algumas diferenças meio óbvias. Charlotte era mais alta que Bella e Mary Jane tinha a pele mais bronzeada que a de Narcisa. Se bem que... Mary era órfã e Charlotte não via nem falava com os pais há anos. Mesmo que viessem para seu enterro eles provavelmente não a reconheceriam.
-Ainda falta a Evans, James. –Sirius falou.
Uma sombra passou pelos olhos de James.
-Eu sei.
Nesse momento Peter veio descendo as escadas, carregando bolsas.
-Elas estavam mesmo prontas. –ele falou passando as bolsas para elas.
James entregou a mala de dinheiro que Bellatrix trouxera para eles para Charlotte.
-Corram, saiam da Inglaterra, sumam da Europa. Levem esse dinheiro.
-Eu não quero seu dinheiro. –Charlotte falou por entre os dentes.
-Não é hora para isso. Sumir de vista é caro. –Remus falou –Vocês vão precisar.
Charlotte não falou nada mais, e pegou a maleta.
-E a Lily? –ela quis saber –Como vocês vão fazer ela entrar na cena do crime?
James respirou fundo e virou-se para Lily.
-Me perdoa. –ele pediu antes de puxa-la para um beijo.
Lily se debateu, mas não percebeu quando James puxou outra arma e colocou na cintura dela. Dessa vez não houve barulho, ja que essa também possuía um silenciador, mas o grito de dor de Lily foi bem real, apesar de ter sido abafado pela boca de James.
Mãos separaram os dois.
-Você está louco? –Mary Jane gritou, ajudando Lily a se apoiar no sofá.
-O tiro foi de raspão e agora tem sangue no chão e em uma bala. A Lily também está na cena. Vão supor que aconteceu com ela o mesmo que com Marine. –James falou sem emoção –Agora vocês peguem tudo e saíam daqui.
Charlotte ajudou Mary Jane a levantar Lily. Marine levantou-se também e pegou uma das bolsas.
-Eu espero nunca mais ver nenhum de vocês. –a morena falou para James.
O moreno deu um sorriso amargo.
-Normalmente eu compartilharia o sentimento, mas dessa vez eu não consigo nem mentir.
Lily se recusou a olhar para ele e, infelizmente, James sabia que merecia. Sabia que não ia esquecer a ruiva. Só esperava que um dia ela pudesse odia-lo menos.
Sirenes soaram ao longe.
-Alguém chamou a polícia. –Sirius declarou.
-Vocês tem que ir. –James falou –Corram! AGORA!
E foi assim que elas saíram, pelas portas do fundo e sumiram na escuridão da noite.
-Peter.
-Oi?
-Pode queimar tudo.
Peter tirou um controle do bolso e apertou um botão, fazendo assim com que todas as camêras instaladas na casa dessem curto circuito e se queimassem, inciando assim um fogo na casa também.
-A polícia vai chegar antes da casa queimar. É melhor nós irmos. –Remus falou.
-O que nós vamos fazer agora? –Peter quis saber.
-Vamos sair do radar por um tempo –James declarou –Mas quando voltarmos vai ser para matar Voldemort.
-Finalmente. –Sirius comentou.
É, finalmente.
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Charlotte e Mary Jane tiveram que ser extremamente cuidadosas com Lily e Marine, ao mesmo tempo que tiveram que se apressar. Felizmente elas não viram ninguém. Provavelmente todos os curiosos tinham ido ver o que o barulho das sirenes queria dizer.
Elas conseguiram andar até uma das estradas secundárias que levavam até a Universidade e se sentaram ali.
-Deixa eu ver seu machucado. –Charlotte pediu para Marine.
A outra mostrou o ombro.
-O Lupin enfaixou direito. –Charlotte falou surpresa –Ta doendo?
-Não. Eu acho que tinha alguma coisa forte naquela seringa.
-Sorte a sua. –Lily gemeu –Isso queima.
Charlotte moveu-se para o lado da ruiva.
-Deixa que eu enfaixo para você.
-Tem alguem aqui. –Marine falou de repente.
Charlotte levantou os olhos e viu que, de fato, havia mais alguem ali. Uma figura estava parada a uns vinte metros delas. A ausência de luz as impedia de ver o rosto, mas com certeza era uma figura masculina que usava um casaco longo.
-E agora? –Lily perguntou preocupada.
Charlotte parou por um minuto e então suspirou de alívio.
-Está tudo bem. –ela afirmou –Agora tudo vai finalmente terminar.
Será que ia mesmo?
FIM DA PRIMEIRA PARTE
XxX
*chora litros*
Acabouuuuuuuuuuuuuu! Ah que triste... Nada não! A continuação virá se voces todos derem muitos reviews! (fika a dika)
Antes de começar o drama... Eu queria informa-los que há um concurso cultural para um final alternativo dessa fic! Sim, voce poderá escrever sua própria versão de como MIB acabou! As refras estão no link disponível no meu perfil!
Foi um prazer escrever para todos vocês!
OBRIGADA!
B-jão
