Chapter 10
O detetive encarava o moreno enquanto conversava baixo com alguns policiais. Misha sustentava o olhar, estava detido a mais de vinte e quatro horas, não lhe tinham dado noticias de Jensen, e soube que Jeffrey tinha vindo lhe ver, mas os policiais não permitiram.
_Então... Sr. Collins... – começou o detetive após afastar-se daquele grupo, que se dissipou assim que ele saiu. - Você e Mathew eram irmãos... Estou certo?
_Sim. Mas compartilhávamos este laço apenas por parte de mãe, ele era filho de um cara da faculdade que minha mãe namorou, ele registrou o Mat e depois foi embora, disse pra minha mãe que era muito jovem e que não precisava de um filho. Minha mãe conheceu meu pai dois anos depois, ele não se importou de ela já ter uma criança. Eu nasci quando o Mat tinha doze anos. – respondeu.
_Você nunca conheceu o pai de Mat?
_Não.
_O que aconteceu com a sua família? Você disse que tem um pai, mas aqui consta que é apenas você e sua mãe.
_Ele morreu. – disse rápido querendo desviar a atenção do detetive daquele assunto.
– Eu sinto muito... Mas voltando ao caso... Conte-me exatamente como aconteceu, e se por acaso mentir nós saberemos, pois temos uma testemunha. – disse.
_Eu não tenho porque mentir, detetive. – a voz de Misha era áspera, de um modo que nunca tinha usado antes. – Eu matei meu irmão porque ele... – lembrou-se do rosto de Mathew antes de seus olhos perderem o brilho.
_Ele o que? Não importa o que ele tenha feito, deveria ser punido pela justiça! – disse. – Você não pode decidir pela vida dos outros.
– Eu não podia decidir pela vida dele, mas ele podia decidir pela vida de quem quisesse? Acredite, eu nunca na minha vida pensei que um dia mataria meu irmão, mesmo que ele fosse um criminoso, assassino. Ele fez mal a muitas pessoas e mesmo ele sendo meu irmão, eu não suportaria se ele machucasse o Jensen mais uma vez. Agora ele nunca mais vai machucar ninguém, por isso eu... Fiz.
_Você fala como se fosse muito fácil decidir a vida de alguém... – disse olhando fundo nos olhos azuis. – Por favor, não me entenda mal, mas ele era seu irmão e você o matou sem nem ao menos hesitar, por quê?
_Porque eu não suportaria viver sem o Jensen. – respondeu sério.
_Jensen é... Seu namorado? – perguntou, arqueando uma das sobrancelhas.
_Sim. Eu não podia deixar o Mat machucá-lo novamente. – disse.
_O que estava fazendo lá, na hora do julgamento de Mathew Krushnick Collins?
_Ele era meu irmão, eu não sabia que ele estava sendo julgado, não sabia nem mesmo que ele estava vivo. Eu estava apenas acompanhando meu namorado, ele ia testemunhar contra o Mat. – respondeu calmo.
_Você tinha conhecimento do que Mathew fez ao seu parceiro? – tornou a perguntar.
_Não. Eu não sabia. Meu namorado escondeu de mim, eu desconfio que foi por vergonha, esse não é o tipo de assunto que você pode falar com qualquer pessoa.
_Mas você disse que ele é seu namorado, ele não confiava em você o suficiente para contar?
_Nos conhecemos a pouco mais de dois meses, senhor. – disse olhando nos olhos dele. – Há coisas que eu também não contei a ele, ainda.
_Entendo. Porque resolveu atirar no seu irmão quando podia apenas nocauteá-lo? Disse que foi para ele não machucar mais ninguém, mas ele estava sobre o poder da policia. – o olhar dele se tornou severo, enquanto lia um papel pardo. – Você podia tê-lo nocauteado, por que não o fez?
Misha olhou para o chão. Não, ele não queria responder.
_Por que Sr. Collins? – repetiu a pergunta e tentava ler as expressões do moreno.
_Porque se eu o deixasse vivo, ele voltaria! – gritou levantando-se, o que fez a cadeira cair atrás de si. – Ele voltaria e mataria todos, exatamente como fez quando saiu de casa, eu e minha mãe tivemos muita sorte.
_O que está querendo dizer?
_Estou dizendo que a policia não faz o trabalho que deveria fazer, passaram quase doze anos tentando pega-lo, fazia cinco dias que ele estava no poder de vocês e mesmo com todo aquele batalhão de policiais ele conseguiu escapar mais uma vez, por isso eu mesmo o fiz pagar! – gritou com raiva.
O detetive o olhava com os olhos arregalados.
_Eu tinha sete anos quando o vi matar meu pai, minha mãe e eu conseguimos escapar porque nos trancamos no porão. Os gritos do meu pai ainda ecoam em meu ouvido! – Misha parecia descontrolado. – E então três anos depois ele volta pra casa como se não tivesse feito nada, ele espancava minha mãe todos os malditos dias e ameaçava cortar a minha garganta se alguém ficasse sabendo. – as lágrimas enchiam o olhar azul e o detetive, antes tão cheio de si, não sabia o que falar. – Ele foi embora depois de cinco meses e eu jurei pra mim mesmo que não o deixaria escapar se o visse mais uma vez.
O detetive sentou-se, sentia as pernas amolecerem, toda a raiva de Misha lhe mostrando o quanto Mathew Krushnick Collins era desprezível.
_Ele acabou com a minha família, e com muitas outras... – o pesar na voz do moreno era palpável. – Eu só... Não podia deixá-lo continuar...
_Eu entendo. – encostado na parede ele encarava o chão, pensando que se estivesse no lugar de Misha, ele teria feito a mesma coisa. O silêncio tomou conta da sala até que a voz grossa de Jeffrey atravessou a porta.
_Vocês não podem me impedir de entrar, eu já estive aqui antes e vocês me barraram, mas agora eu vou entrar nem que seja pela força! – o detetive olhou curioso, de onde vinham os gritos.
A porta foi escancarada e o tio de Jensen entrou com uma maleta na mão, enquanto arrumava o cabelo para trás. O olhar do detetive Butler arregalou-se e Jeffrey parou estático ao ver quem era.
_Gerard? – o moreno mais velho, ficou pálido de repente.
_Jeffrey?... Quanto tempo. – disse sorrindo para o colega. – Puxa... Então você agora é o Dr. Jeffrey Dean Morgan? Muito bizarro pra se acreditar! – disse o detetive rindo.
_Oras... Eu também não imaginei que você conseguiria se formar e se tornar um detetive famoso. – disse o moreno. – Aliás, eu tenho que comentar que seu cabelo fica melhor assim, curto.
_Obrigado. – Gerard riu e balançou a cabeça. – Eu não posso acreditar que depois de tantos anos...
_Pois é...
Um silêncio repentino se alastrou pela sala, mas não era de todo, desconfortável.
_Será que eu posso ir? – manifestou-se Misha, sentado enquanto olhava de um para outro. – Eu preciso ver o Jensen.
_Me desculpe Misha, mas você precisa ficar mais um pouco, e antes que você pergunte, o Jensen está no hospital... – disse Jeffrey, que logo emendou vendo os olhos arregalados do moreno. – Ele está bem, é que a bala se alojou no ombro, mas não se preocupe os médicos a retiraram um pouco depois de chegarmos lá.
O detetive e Jeffrey ouviram o suspiro de alivio do moreno, e antes que o detetive pudesse fazer qualquer outro comentário a conversa foi interrompida por batidas leves na porta e Gerard a abriu encontrando os olhos azuis da mulher.
_Misha! – a voz feminina se fez ouvir no cômodo. – O meu Deus... – não terminou de falar, o moreno correu até a mãe, abraçando-a.
_Mãe! – ela rodeou-lhe o quadril, já que o moreno era muito mais alto que ela. – Mãe, acabou! – disse aliviado. – Finalmente acabou.
Ela chorou mais, escondendo o rosto sofrido no pescoço do filho mais novo. O detetive e Jeffrey saíram da sala deixando-os a sós.
_Oh, Deus, permita que nada mais aconteça, eu acho que esses dois dias aqui em Dallas foi sofrimento suficiente para uma vida inteira. - disse Jeffrey, para si mesmo enquanto saia da delegacia e encarava o céu que se mostrava mais azul que nos dias anteriores.
Misha teria que ficar com a mãe, para esclarecerem o que mais Mathew tinha feito, e mesmo que o mundo agradecesse por Misha ter matado Mat, Jeffrey sabia que o moreno estava encrencado. Não se sai matando ninguém por ai, mesmo que um criminoso.
Era a única coisa que Jeffrey discordava da lei, ele achava que um homem como Mathew, não merecia nem mesmo um julgamento. Ele só esperava que Misha ficasse bem.
Dirigiu até ver o prédio branco e grande.
O loiro encarava a porta esperando que a qualquer momento Misha entrasse por ela e o beijasse.
_Misha... – sussurrou lembrando-se do ódio que viu nos olhos dele. – Eu só espero que esteja tudo bem com você...
_Oi, Jen, está tudo bem?
Olhou pra porta que se abria, mas não foi o seu moreno que passou por ela.
_Está tudo bem sim, tio. – disse sorrindo triste. – E o Misha?
Viu o tio desviar o olhar, e antes que a pergunta morresse no ar ele indagou novamente.
_O Misha, tio?
_Ele... Ele está esclarecendo alguns fatos aos policiais.
_Mas ele está bem?
Jeffrey olhou o sobrinho e a ânsia pela resposta estava estampada em todo o verde daqueles olhos marejados.
_Ele está bem sim, Jens. Mas há complicações... – disse.
_Que tipo de complicações? – perguntou. – O que quer dizer com isso?
Jeffrey olhou fundo em seus olhos e não hesitou em responder.
_Talvez ele fique detido por algum tempo.
_Quanto tempo?
_Eu não sei.
Jensen soluçava e as lágrimas caiam de seus olhos como uma linda cascata.
_Eu preciso vê-lo! – disse cheio de desespero.
_Você não pode, amanhã ou depois de amanhã quando for liberado pelos médicos, eu te levo para vê-lo.
Jensen fez cara feia, mas não desobedeceu ao tio, pelo menos não naquele momento.
Eram 22hrs27min quando Jensen abriu os olhos encarando os do tio, que sentado em uma cadeira ao lado da cama do hospital, repousava. A gravata frouxa, os primeiros botões da camisa abertos e os braços cruzados, protegendo-se do ar gelado do quarto.
Levantou-se devagar, temendo acordar o tio, tirou as agulhas que lhe furavam a carne, foi até o armário pequenino, apanhou suas roupas, tremendo enfiou uma das mãos no bolso do tio pegando a chave do carro e antes que Jeffrey acordasse e tentasse impedi-lo, saiu porta afora com as roupas na mão.
Jeffrey não acordou.
_Meus Deus, Misha o que você fez comigo? – perguntou-se, mas a resposta estava estampada em seu rosto e ele sorriu.
O loiro corria pelo corredor branco, até ver uma salinha que, ele sabia, era a enfermaria. Entrou e trocou de roupa o mais rápido que pode.
_Senhor precisa de ajuda? – uma mulher baixinha de rosto redondo e cabelos curtíssimos disse quando viu o loiro sair da enfermaria, o coração disparou, e o medo de ser pego fugindo inundou seu corpo.
_Não, eu estou bem, obrigado. – sorriu tentando passar um ar descontraído, mas por dentro tentava não se deseperar.
Saiu dali e andou devagar até a saída, tudo o que ele não queria era que o pegassem tentando fugir, e também, precisava desesperadamente ver o seu moreno, porque a falta que ele fazia o deixava vazio.
O loiro sorriu quando viu o carro do tio estacionado perto da entrada do prédio, agradeceu, pois seu ombro estava ficando um pouco dolorido, mas sem pensar na dor, entrou e deu a partida.
_Vamos lá, então... – disse para si mesmo enquanto ligava o rádio.
Parou em frente à delegacia, estava ali a tempo suficiente para sempre onde ficavam alguns lugares, então não errou o caminho. Saiu do carro e correu até a entrada, precisava ver o moreno.
_Posso ajudar em alguma coisa?
_Eu... Eu sou o Jensen, meu namorado está aqui...
_Ele está preso? O horário de visita é a partir das 8hrs00min da manhã, e vai até as 10hrs00min da noite, acho que você está meio atrasado...
_Oh, não, o senhor não entendeu. – disse rápido, e o detetive o olhou arqueando as sobrancelhas. – O Misha não está preso... Ele só...
_Você é o Jensen do Misha? Aquele do caso do Mathew?
_Sim, sou eu... – respondeu.
_O que está fazendo aqui? Pensei que estava no hospital. – Gerard olhou o loiro de cima a baixo. – Bom, já que está aqui, acho que você quer vê-lo, estou certo? –sorriu.
O loiro acenou positivamente com a cabeça e seguiu o detetive pelo pequeno corredor até a sala de interrogatório.
Gerard abriu a porta e Misha olhou em direção a ele, logo se levantando ao ver o loiro atrás do detetive. Sorriu, e o seu sorriso alcançou seus olhos, o que fez o loiro sorrir da mesma maneira. Jensen correu, apertando-se ao moreno como se ele fosse sua vida.
_Oi. – disse e o moreno sorriu ainda mais.
_Oi, Jenny Boy.
Gerard saiu da sala, fechando a porta. Sorriu, pensando que eles tinham muita sorte, não era todo dia que via um casal tão apaixonado assim. Talvez se ele tivesse coragem o suficiente...
_Não! Absolutamente fora de questão. – respondeu a si mesmo, saindo da delegacia e puxando um cigarro enquanto pensava em quem não devia pensar.
Jensen ainda não tinha se soltado do moreno, e Misha não parecia se incomodar de ficar ali pelo resto da eternidade, porque o seu Jensen estava ali, nos seus braços, com ele.
_Eu senti tanto a sua falta! – Jensen disse com os olhos marejados.
_Eu senti mais. – respondeu.
O loiro levantou a cabeça, o olhar verde perdendo-se nas Iris azuis do outro.
_Me beija. – pediu.
Misha segurou com delicadeza a face corada dele, passou o polegar pelos lábios carnudos e sorriu chegando perto devagar, deliciando-se com a expressão de expectativa no rosto do outro.
Fechou os olhos um pouco antes de sentir os lábios macios pressionarem-se contra o seu. Jensen abriu os lábiose logo a língua do moreno invadia-lhe a boca, sugou-a e Misha gemeu baixo.
O loiro empurrou Misha com delicadeza até a mesa fazendo o moreno encostar-se nela, sem nunca quebrar o beijo. Passou as mãos pelo peitoral coberto pela camisa de algodão, desceu os beijos pelo pescoço de Misha enquanto uma de suas mãos entrava sorrateira por baixo da camisa, fazendo a pele do outro ficar arrepiada.
_Jen... – gemeu.
A calça jeans que usava parecia ter diminuído consideravelmente. Sentiu as mãos do loiro apertar de leve o volume que se fez em tão pouco tempo, mas antes que pudessem fazer qualquer coisa uma batida na porta fez os dois assustarem-se.
_Com licença... Eu... – o homem parou ao ver os cabelos arrepiados do moreno e a camisa amassada.
Jensen reconheceu o promotor Wisdom, mas não sabia o que ele estaria fazendo ali, ficou na frente do moreno para esconder o volume que ele mesmo tinha provocado.
_A senhora Collins e você já estão liberados, o caso foi arquivado, e como você estava apenas se defendendo... Não vejo o porquê de mantê-lo aqui. – disse, mas logo sua atenção se voltou para o loiro. – Jensen? Pensei que seu tio tivesse dito que só receberia alta amanhã, então... O que está fazendo aqui?
_Eu... Eu vim ver o Misha, precisava saber se ele estava bem... – respondeu.
Wisdom riu e balançou a cabeça.
_Ah, a juventude e seus amores. – disse. – Venham, eu vou acompanhá-los até a saída.
O promotor estava saindo quando o loiro falou.
_Será que nós podemos usar o banheiro antes? – o promotor os olhou com as sobrancelhas arqueadas.
_É no fim do corredor. – respondeu.
_Obrigado.
Saíram os dois juntos, tentando ao máximo não deixar ninguém perceber as calças de Misha. Chegaram ao banheiro e diferente do resto da delegacia, não cheirava a papéis velhos e café requentado, era muito branco e bem limpo.
Jensen não teve tempo de reparar em mais nada, sentiu-se sendo puxado para dentro de uma das cabines, e seu ar foi roubado quando Misha apertou-se forte contra ele tomando seus lábios com desejo.
O loiro apertou a ereção do moreno, e este arregalou os olhos, sentindo as mãos o acariciarem por cima do tecido que ficara ainda mais incomodo que antes.
_Jen... – gemeu.
Antes que pudesse falar qualquer outra coisa viu o loiro ajoelhar-se a sua frente e encarar o zíper. Misha prendeu a respiração.
Jensen puxou o zíper para baixo devagar, o tempo todo encarando o moreno que olhava extasiado a face de pura luxuria. Puxou a calça para baixo junto com a boxer preta que o moreno usava. O pênis completamente ereto apontava para seu rosto, e ele sorriu de lado para Misha, antes de passar a língua pela ponta avermelhada.
_Meu Deus! Porra Jen! – gemeu alto.
O loiro abocanhou-lhe o membro e Misha pensou que poderia morrer com aqueles lábios no seu corpo, o chupando de forma tão sensual. Sugava-lhe forte. Sentiu as mãos do moreno envolverem sua cabeça, o ajudando nos movimentos de vai-e-vem. Sentia a ponta do pênis dele chegar à garganta e pensou que se morresse sufocado não poderia reclamar, porque melhor que aquilo, só se Misha estivesse dentro de si.
A lembrança do moreno lhe estocando forte fez a mão do loiro ir de encontro as próprias calças, acariciou o membro duro, estremeceu quando sentiu os primeiros espasmos, avisando-lhe que logo chegaria o orgasmo arrebatador.
_Jen... - gemeu rouco o nome dele enquanto derramava-se na boca obscenamente perfeita.
Jensen logo lambuzou a mão e o piso do banheiro, levantou-se e ia fazer um comentário sacana, mas antes que pudesse o moreno o puxou pra mais um beijo que lhe tirou o ar, mas ele não se importou tudo o que queria estava em seus braços, tudo o que sempre quis o moreno estava lhe dando, e era milhões de vezes melhor do que tinha imaginado.
_Vamos? – perguntou assim que tinham se recomposto.
Misha assentiu e saíram. O promotor estava encostado no balcão conversando com a mãe de Misha. O loiro olhou surpreso para o moreno quando este pegou sua mão, mas Misha apenas sorriu.
_Misha! Eu estava... – a mulher parou de falar quando viu as mãos do filho unidas ao do loiro, mas diferente do que Jensen pensou, ela apenas abriu um sorriso tão grande quanto o de Misha. – Oh, você deve ser o Jensen! Que bom finalmente conhecê-lo, ouvi falar muito de você. – ela virou-se para o filho e dando uma piscadinha, comentou. – Você não me disse que ele era tão bonito assim.
Misha avermelhou e o loiro sorriu.
_Jenny Boy essa é a minha mãe. – disse.
_É um prazer conhecê-la, senhora Collins. – o loiro sorriu.
_Pode me chamar de Agatha*, querido. – disse ela sorrindo
Saíram e a mãe do moreno ofereceu carona para Jensen, mas o loiro recusou dizendo que tinha pegado o carro do tio. Jensen sabia que ela tinha chegado a Dallas há poucas horas e que provavelmente não tinha lugar pra ficar, então disse que ela podia ficar no apartamento que ele e o tio tinham alugado, ela agradeceu, pois estava realmente muito cansada da viajem.
_Vamos, Misha?
_Mãe, eu vou com o Jen. – disse. – Eu vou dirigir, porque ele pode não ter me contado, mas o braço dele está machucado e é perigoso deixá-lo dirigir desse jeito.
_Tudo bem então, querido. Cuide-se... E você também, pequeno. – disse para Jensen e o loiro sorriu achando engraçado o fato de a mulher chamá-lo de pequeno, já que ele era mais alto do que Misha, mesmo que apenas alguns centímetros.
Jensen deu o endereço para Agatha que entrou no carro, os dois acenaram enquanto ela se afastava. Jensen abraçou Misha e o moreno segurou-lhe o quadril, olhando fundo nos olhos verdes.
_Você acha que ela gostou de mim? – perguntou e Misha gargalhou. – O que é tão engraçado? – disse zangado tentando afastar-se dos braços do moreno que lhe prendiam.
_Ah, Jenny Boy, quem é que não gosta de você, me diz? Você é irresistível! – beijou-lhe a testa com carinho. – Mas o seu tio com certeza deve estar muito furioso!
Jensen riu. Misha dirigiu rápido até o hospital, quando entraram no quarto Jeffrey ainda dormia.
_Coitado, ele deve estar tão cansado!
_Sorte sua que ele não acordou. – disse o moreno.
Jensen sorriu. Um médico que estava passando por ali entrou e examinou o loiro, conclui que ele estava bem, disse que descansasse um pouco e no dia seguinte já poderia ir embora, Jensen agradeceu.
Acordou com os raios fortes da janela em seu rosto, olhou para o lado e o moreno dormia em uma das cadeiras, o tio não estava no quarto e Jensen levantou-se indo até o namorado que estirado na cadeira falava dormindo.
_Jen... Eu... É... Ahmm.
O loiro sorriu e beijou os lábios do moreno que abriu os olhos e sorriu, ainda com os lábios do loiro pressionando os seus.
_Puxa, acho que eu quero acordar assim todos os dias...
_Se depender de mim, assim sempre será. – respondeu.
E sorriram um para o outro, antes de Jeffrey entrar e dizer que já podiam ir embora. Jensen sentia-se tão feliz que achava que o coração explodiria a qualquer momento.
Jeffrey tinha conhecido a mãe de Misha no dia anterior, quando ela apareceu na delegacia preocupada com o filho, e como Jensen tinha lhe avisado, não se assustou ao ver a mulher no apartamento. Perguntou a ela se queria enterrar o filho, mas ela disse que não, que aquele filho pra ela tinha deixado de existir a muito tempo.
Voltaram para Vancouver todos no mesmo avião, Jeffrey e Agatha conversaram o tempo inteiro, o assunto entre eles parecia nunca acabar. Jensen se aconchegou mais ao moreno, e repousando a cabeça no ombro do mais velho, dormiu. Misha com o coração leve sussurrou acariciando a cabeça loira.
_Eu nunca estive tão feliz antes, Jensen... Obrigado. – disse. – Eu prometo nunca deixar você se afastar de mim.
N/A: O nome da mãe do Misha foi escolha minha, procurei em vários sites o nome da mãe dele, mas não consegui encontrar, então -.-
