Draco Malfoy ia morrer por ela. E ela não queria que isso acontecesse, não sem antes dizer a Draco o que sentia.
- "Que bom Draco. Que bom que fizeste a opção correcta. Nunca me senti tão feliz como agora. Mas realmente, agora estou a pensar. Como? Como consegues? Como consegues trocar a tua vida pela vida desta sangue de lama? Não te lembras de tudo o que eu te ensinei? Como desceste de nível, Draco. Como podes ser do meu sangue?" - questionava Lucius divertidíssimo com a situação que estava a presenciar.
- "Lembro me perfeitamente do que me ensinas te, mas é algo que eu quero esquecer. E essa mesma pergunta, faço-te a ti. Como posso ser do teu sangue? Como posso pertencer a uma família tão nojenta e reles?" - dizia Draco, contendo a raiva dentro de si.
- "Termo na língua, sua peste. Tem cuidado com o que dizes. E quem sabe...podes não ser meu filho. Por acaso, não me importava nada de descobrir que afinal, não sou teu pai. Até existe essa possibilidade, visto a tua mão ser uma "p*** gostosa"! AHAHAHAHAHAHA!"
Mesmo fraco, Draco dirigiu-se a Lucius velozmente para lhe dar um murro, mas foi mais uma vez projectado para longe.
- "Achas mesmo que me consegues derrotar? Tem dó, Draco. Estás rodeado de inimigos. Tens aqui a presença de 5 amigos meus. 5 antigos devoradores da morte. Cresce e aparece insolente."
- "Podem ser muitos. Podem ser grandes. Mas que fique ciente que não são grandes coisas. Mas vamos falar de coisas mais importantes. Eu já lhe disse que me tem aqui. Porque é que ainda não libertou a Hermione Granger?"
- "Estás mesmo decidido a trocar de lugar com ela, não é? Acho muito bem. Mas custa-me acreditar que vais trocar a tua vida pela vida desta sangue de lama. Mas aqui tens." – e dando um toque com a sua varinha, Lucius libertou Hermione da maldição – "Aí tens. Agora espero que faças a tua parte. Pois senão a fizeres, fica sabendo que a tua amiguinha não vai sair daqui viva."
- "Eu cumpro sempre o que eu digo. E agora que libertaste a Granger da maldição, deixa-a ir ao botão de transporte e desaparecer deste inferno." – dizia Draco que continuava a olhar para Lucius com ódio.
Hermione correu para o sítio onde estava Draco e abraçou-o.
Apesar de sentir-se fraco, sem forças e ciente que iria morrer, sentiu-se ao mesmo tempo em paz, cheio de felicidade, pois estava abraçado a Hermione, à pessoa que amava fortemente.
- "Por favor, Draco. Não te entregues. Não te entregues por mim. Eu não quero que morras. Eu… eu…"
- "Tu o quê Granger?" – perguntava Draco, colocando as suas mãos nos ombros de Hermione.
- "Eu amo-te Draco e não te quero perder. Por favor! Vamos lutar os dois contra eles todos. Vamos sair daqui. Eu quero ficar contigo, não te quero perder. Não quero que morras."
Draco abraçou fortemente Hermione. Sabia que iria ser o último abraço que lhe iria dar. E por ser a última vez que iria sentir aquele perfume e a última vez que iria falar com ela, disse-lhe ao ouvido:
- "Nem sabes a felicidade que estou a sentir, por saber que me amas. Nunca pensei que iria sentir algo tão profundo por alguém, como aquilo que sinto por ti. Desculpa de te ter metido nesta complicação. Desculpa de te fazer sofrer. Agora vai! Promete-me que vais de encontro ao botão de transporte e que não vais olhar para trás. Por favor! Promete-me isso. Só vou ficar bem se tu tiveres a salvo. E se eu morrer (Herrmione começou a chorar ao ouvir essa parte) não te culpes. E acredita que onde eu tiver, vou sempre..mas sempre cuidar de ti e amar-te. Porque foste tu que me mudaste. Amo-te. Nunca te esqueças disso. E agora vai!"
- "NÃOOOOOOOOO… eu não te vou deixar aqui sozinho e não vais morrer. "
- "Hermione Granger promete-me que vais fazer aquilo que te pedi? Promete!" – dizia Draco olhando fixamente para Hermione.
- "Nãoooooo…"
- "PROMETE GRANGER?"
Hermione começou a chorar compulsivamente e Draco teve que desviar o olhar de Hermione para não começar também a chorar. Por fim, vendo que não podia fazer nada e os devoradores da morte já estavam a tirar as varinhas dos seus mantos, Hermione abraçou-se mais uma vez a Draco e disse chorando:
- "Prometo..e também prometo que nunca te vou esquecer. Por favor sobrevive! Eu amo-te!"
Draco sorriu e beijou Hermione. Um beijo rápido, mas com sentimento.
-" Eu vou estar sempre aqui – dizia Draco apontado para o coração de Hermione e vislumbrando o colar que lhe ofereceu – O colar? Tu andas com ele?".
Hermione sorriu.
- "Queria que soubesses que és importante para mim. Queria demonstrar isso."
- "Estou a perder a paciência Draco. Já acabaram as lamechices? Vamos ao duelo ou nem por isso? Estou ansioso para lutar com o meu próprio filho antes de mata-lo."
- "Vai Granger. Vai-te embora. HEY…Lucius…a Granger vai embora, espero que a deixes ir em paz. E prepara-te para o duelo." – depois de dizer isto, Draco avançou deixando Hermione a chorar e de costas para ele.
- "Pronto Draco? Pronto para morrer?"- dizia Lucius apontando a varinha a Draco e rindo-se.
- "E tu? Estás pronto para sofrer?"
- "Oh que medoooo…deves pensar que vais ter a mesma sorte que tiveste quando lutaste com a Bellatrix naquela noite. Matas-te a Bella por sorte. Eu nem acredito que mataste a Bella. E por causa disso e por causa da traição, eu quero te morto. Mataste a tua tia por causa de uma sangue de lama?"
Hermione que caminhava de encontro ao botão de transporte, chorando e sem olhar para trás, parou. Não acreditava no que ouvira. Draco Malfoy matou a Bellatrix? Matou a própria tia por causa dela? Afinal fora ele que a tinha salvo na batalha final? Era ele? Vários factos começaram a surgir na cabeça de Hermione:
Seguiu em frente, mas caiu para os braços do rapaz. Aí reparou nos seus profundos olhos, que naquele momento transmitiam tranquilidade e surpresa e sentiu o seu toque quente na sua cintura.
- "Obrigado!"
- "De nada Granger"
(…)
- "Realmente não te conheço Draco. Mas explica como nos ajudas-te? Eu não te vi lá."
- "Claro que não...se nem para um feitiço de meia tigela da Bella tu consegues aguentar. Pelo que me disseram, tiveste á beira da morte. A Bellatrix quase que te matou. Não é?"
- "Sim...ia mesmo morrendo. Se não fosse uma certa pessoa...foi como um anjo."
- "Um anjo?Ahahahaha! Desde quando os anjos ajudam os bruxos nas suas batalhas? Andas a ler demasiadas coisas de muggles sobre isso. Pois esqueci, os teus são muggles."
(…)
- "Draco…PÁRA…ESTÁS PARVO? DRACO MALFOY O QUE ESTÁS A FAZER? VAIS TE MAGOAR."
- "Já não faço nada neste mundo. As únicas pessoas de que gosto estão a afastar-se de mim por medo e outra por desprezo. Parabéns Granger, vais assistir à destruição de Draco Malfoy".
(…)
- "O que tu fizeste hoje foi muito importante para mim."
- "Ok…essa pessoa foi corajosa. Salvou te e prejudicou a sua vida, pois matou alguém. Não sabes, quem é? Não suspeitas de alguém?"
- "Não faço a mínima ideia. Quer dizer, eu suspeitei do Neville, pois ele ontem tinha uma característica idêntica ao do tal rapaz e ainda por cima agia de uma maneira suspeita".
- "O Neville? Tu estás doida Granger? O Neville nem uma aranha consegue matar. Achas que ia matar a Bellatrix? Mas agora diz me uma cena, para quê que queres descobrir quem te salvou?"
- "Para quê? Malfoy ele salvou me a vida! Quero agradecer-lhe…quero saber o porquê de ele ter estragado a vida dele por mim. E eu não vou descansar enquanto não saber quem foi."
- "Ok…bem Granger…eu…queria dizer que …"
(…)
- "O que achas Draco? Agora já achas que foi ele quem me salvou?"
- "Parece que tens razão…parece que foi mesmo o Neville que te sa…salvou. E agora o que pensas fazer?"
- "Bem vou agradecer e essas coisas. Mas também quero saber porquê que ele fez isto. Achas …tipo eu não quero ser convencida, mas achas que ele gosta de mim?"
- "Não sei…pode ter feito aquilo que fez, só por seres amiga dele. E se ele gostar mesmo de ti? Vais dar o troco?"
- "Achas? Eu não gosto do Neville…quer dizer pelo menos, daquela maneira. Agradeço imenso ele ter me salvo da Bellatrix, mas não sinto nada por ele e alem disso ele não faz o meu género de homem. É muito coisinho. Gosto de rapazes com atitude e isso."
(…)
- "O que tens Draco? Que se passa?"
-" Não tenho nada… a sério…só ando cheio de trabalho e cansado."
- " Mas eu também ando cheia de trabalho…também sou chefe de turma, como tu. Tu tens algo Draco…mas o quê? Diz – me estou preocupada contigo. Eu sei que tens algo…e eu vou descobrir. Não querias a minha amizade? Então confia em mim e pára de ser orgulhoso."
- "Eu sou teu amigo…eu gosto de ti Granger. És uma pessoa fantástica. Mas deixa estar…dos meus problemas cuido eu. Mas acredita que não quero prejudicar-te."
(…)
- " Eu recebi mensagens do Lucius Malfoy… do meu pai… ele como não me conseguia atingir, disse que ia atingir-me através de outra pessoa…TU. Eu afastei-me de ti para te proteger. Não quero que nada te aconteça. Tive que me afastar de ti, para puder-te proteger. Foi doloroso, mas teve que ser Granger."
- "Mas porque o teu pai quer me fazer mal? Como ele sabe da nossa amizade? Como ele sabe que ao fazer-me algo iria te atingir?"
Agora tudo fazia sentido. Loiro, olhos cinzas, manto negro, alto. Era Draco, o seu salvador. Fora ele que a salvou de Bellatrix e por isso é que o pai tinha um ódio de morte. Agora entendia o porquê de Draco ficar triste e com poucas falas quando ela dizia que se calhar era Neville o seu salvador. Agora ela entendia, porque ele mudava de conversa quando ela o questionava sobre a rapariga de quem ele gostava e do porquê do pai a querer magoar. Agora entendia tudo. Como tinha sido parva e cegueta, uma vez que a resposta sempre esteve à sua frente.
Draco verificou que Hermione tinha parado de caminhar. Percebeu que ela agora sabia que era ele o seu salvador da batalha final.
Naquele momento, Hermione já o devia estar a odiar por ter escondido aquilo dela e por se ter tornado num assassino. Quem é queria como namorado um assassino?
Olhou para ela e reparou que ela ia se virar.
- "Tu prometes-te Granger!" – gritou Draco na esperança que ela recordasse a promessa que tinha feito e que se fosse embora.
Hermione na verdade ouviu e lembrou-se da promessa, mas não tinha intenção de a cumprir. Mas não podia fazer nada.
Apertou bem forte o colar que Draco lhe tinha oferecido e caminhou para o botão de transporte. Já longe do local onde Draco e os restantes estavam Hermione encontrou o botão.
- "Agora que descobri a verdade não vou desistir de te salvar Draco. Agora é a minha vez de te salvar. Sei o que fazer e espero chegar a tempo."
Colocou as suas mãos no botão de transporte e sentiu-se ser sugada. Mas antes ouviu o grito de dor de Draco e sentiu a presença de dois estranhos no redemoinho que o botão de transporte originava.
Não estava sozinha.
