N/A: Não gente, eu não estou doente, apenas quis compensá-los pela demora nas postagens, então o novo capítulo já está pronto. Senti que deixei alguma coisa faltando, mas tudo bem, eu conserto depois. Pois é, meu penúltimo capítulo ai que tristeza que tá me batendo aqui, espero conseguir escrever um pouquinho mais...
Ah! Queria agradecer pelos reviews, valeu mesmo por todo o carinho, eu realmente teria desistido da história se não fosse por vocês gente. :x
Ok, vamos à história!
Assim que Megan saiu do quarto, Violet tornou-se material e ficou olhando para a porta aberta com a expressão vazia, apenas seus olhos demonstravam a inquietação em seu peito, a mistura de tristeza angústia e raiva pela nova inquilina. Será que estava com ciúmes?
Desapareceu e tornou a aparecer naquele que costumava ser seu quarto e agora havia se tornado uma espécie de sala de artes, ali Genevieve pintava seus quadros, fazia suas cerâmicas e tocava piano.
Violet parou em frente à janela e ficou observando as pessoas que passavam em frente à casa e teve inveja delas, inveja por serem livres para ir a onde bem entendessem, livres para amar, livres para viver e livres para ir para um lugar diferente quando morressem. Será que um dia este pesadelo terminaria?
Ouviu o bebê chorar e correu para o quarto onde ele estava escondido, pegou-o no colo e tentou acalmá-lo, mas Jeffery estava inquieto.
-Moira! – Gritou por socorro e a governanta apareceu imediatamente pegando o pequeno no colo e dando-lhe o que comer. – Maldita hora que minha mãe resolveu me deixar sozinha com ele...
-Apenas não tem experiência com crianças senhorita, com o tempo aprenderá a cuidar do seu irmão – Sorriu ao olhar para ele.
-Uhm... Moira?
-Sim senhorita? – Quando olhou para ela percebeu a expressão perdida da garota – Algum problema?
-Não, eu só queria te perguntar uma coisa... Você é feliz?
-Acho que não sei aonde quer chegar senhorita Harmon.
-Esquece, é besteira. – Disse baixando a cabeça achando-se patética e Moira suspirou deitando Jeffery de volta no berço.
-Estamos presos aqui, ninguém nesta casa pode ser feliz, todos estamos amaldiçoados senhorita. Mesmo que conseguíssemos encontrar a felicidade aqui, a força a trucidaria e voltaríamos a sofrer, pois esse é o preço que temos que pagar por termos ousado entrar aqui. O preço por nossos pecados. Agora se me permite, a madame deve estar precisando de mim lá em baixo. Não se desgaste pensando nesse tipo de coisa senhorita, não faz bem para ninguém...
Moira fitou-a com tristeza então sumiu no ar deixando Violet só com as lágrimas que se formavam no canto de seus olhos, fungou tentando livrar-se delas e foi dar atenção ao irmão.
-x-
A bola vermelha rolava de um lado para o outro, e tudo o que se podia ouvir era o seu som atritando contra o soalho de madeira e a pesada respiração de Beau. Estava se divertindo como nunca enquanto Tate apenas jogava a bola de volta sem demonstrar muito interesse.
Até que de repente ela não voltou mais. Tate levantou seus olhos e viu o irmão que o olhava com a expressão preocupada.
-Tate triste?
-Não Beau, apenas um pouco cansado. Vamos continuar brincando?
-Tate mente mal, Tate triste por causa da Violet. - Ele sorriu com isso então estendeu a mão para que Beau jogasse a bola novamente e assim o fez.
-Só você consegue me entender, não é mesmo? – Beau sorriu e pulou, então pegou a bola e continuou a brincadeira.
-A garota nova...
-O que tem ela? – Ficou curioso
-Tem que sair daqui, casa má quer ela. Tate proteger.
-Eu não consigo proteger ninguém, Beau. Eu só faço besteira, por isso Violet me odeia, lembra?
-Violet não odeia Tate, Violet ama Tate só precisa lembrar disso.
Tate baixou a cabeça e ficou observando seu tênis enquanto se perdia em pensamentos, se fosse verdade, então como faria para fazê-la lembrar disso? Ficou assim por um tempo até que Beau voltou a falar tirando-o do momentâneo transe.
-Garota com problema, Tate ajudar. – Olhou confuso para o irmão e então entendeu.
-x-
Megan estava no quarto sentada na cama com as costas apoiadas na cabeceira, os fones nos ouvidos e o livro que Tate havia esquecido nas mãos. Estava folheando-o quando ouviu um sussurro "Megan" sob a música, parou e tirou o fone para tentar descobrir de onde viera, então o pôs de volta.
Outra vez o sussurro lhe chamou o nome e ela ignorou, então ouviu mais uma vez e ela tirou os fones e fechou o livro.
-Mãe? – Chamou, mas não ouve resposta, parou de estalo ao sentir algo gelado roçar em sua nuca eriçando seus cabelos. Pulou ficando de joelhos sobre o colchão, sentiu o coração querer pular para fora do peito.
-QUEM ESTÁ AI? – Sem resposta, apenas uma força estranha que a empurou para trás.
Levantou desesperada e correu para a porta, quando a abriu Tate estava do outro lado e ela se jogou em cima dele abraçando-o. Ele paralisou, não estava esperando por aquilo, então lançou um olhar furioso para seja lá quem estivesse no quarto e tratou de levar Megan de volta para dentro. Induziu-a a sentar-se na cama e fez o mesmo.
-Você é um deles não é? – Tate apenas limitou-se a anuir, ela não o olhou, ficou fitando o chão com os olhos vermelhos e as unhas que apertavam os braços. – O que há nessa casa?
-Algo ruim e se eu fosse você seguiria o meu conselho e sairia daqui enquanto ainda pode, essa casa vai matar você e a sua mãe.
-O que é essa "coisa" que fica me atacando? – Tate deu de ombros e olhou em volta
-Apenas alguém tirando uma com você, mas não se engane, há espíritos maus aqui que a matarão sem motivo, apenas para dar umas risadas ou qualquer merda do tipo.
Ela pareceu ponderar por um momento, precisava de um tempo para digerir tudo aquilo, se fosse verdade, então não havia mais tempo e ela precisava dar o fora dali o mais rápido possível.
N/A: Pois é gente, espero que tenham gostado, o próximo (e talvez último :x) já será postado e mais uma vez desculpem por demorar tando nas postagens. Então é isso!
Beijinhos,
~T.
