O SEGREDO DOS ANJOS – PARTE III
ASCENSÃO
Dama 9 e Hana-Lis
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Nota:
Os personagens de Saint Seiya não nos pertencem, pertencem a Masami Kurumada, Toei Animation e empresas licenciadas.
Apenas Diana e Aisty são personagens criadas única e exclusivamente por nós para essa trilogia.
Este é um trabalho de fã para fã sem fins lucrativos.
Uma boa leitura a todos!
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Importante!!!
Dama 9, Hana-Lis e amigos incentivam a criatividade e liberdade de expressão, mas não gostamos de COPY CATS. Então, participe dessa causa. Ao ver alguma história ou qualquer outra coisa feita por fã, ser plagiada ou utilizada de forma indevida sem os devidos créditos, Denuncie!
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Capitulo 10: Atlântida.
.I.
Sentia a cabeça rodar, sem conseguir abrir os olhos, ou identificar onde estava, até que um flash de memória o fez despertar.
Aquela criatura monstruosa com seus orbes sanguinários, um rodamoinho... Os amigos. Grandes orbes azuis...
-Diana; murmurou atordoado, por fim conseguindo abrir os olhos.
Com dificuldade Shura tentou se levantar piscando os olhos repetidamente, deparando-se com o chão pedregoso e logo atrás de si uma espécie de piscina natural que se estendia em frente a um templo parcialmente submerso e em ruínas. Não havia mais o mar, estava em um lugar comum como na superfície.
Teriam chegado a Atlântida? –indagou-se. Mas onde estavam os outros e...
-Diana; murmurou novamente ao se deparar com o corpo inerte da jovem um pouco mais à frente.
Correu até ela, estava desacordada; constatou ao voltar o corpo da jovem, que jazia repousado de bruços sobre o chão para si. Levou a ponta dos dedos até a testa da mesma, retirando dali as melenas escuras que caiam frente a seus olhos. Sentiu-a remexer-se inquieta e com dificuldade, abrir os olhos.
-Onde estamos? –ela indagou piscando os olhos repetidamente e tentando discernir a imagem a sua frente que parecia sair de foco.
-Acho que em Atlântida; Respondeu Shura, vendo-a com dificuldade se sentar.
-Mas...; a amazona voltou os orbes para ambos os lados à procura dos demais, deparando-se apenas com pedregulhos e ruínas. –E os outros?
-Não faço idéia; Ele disse, acompanhando com o olhar a amazona tentar se levantar. –Quando despertei, só havia isso aqui; completou se levantando também vendo Diana olhar surpresa para o céu.
-Estamos em Atlântida e... Em baixo d'água? –Indagou Diana ainda com os orbes cravados no "céu", vendo as ondas moverem-se vagarosamente sobre suas cabeças por detrás do que poderia ser chamado de uma espécie de parede de aquário.
-É o que parece; respondeu Shura acompanhando o olhar da jovem.
-Zeus... Isso é Atlântida? Uma cidade fantasma? –Indagou, por fim voltando-se para o cavaleiro.
A sua volta só havia pedras e templos em ruínas pouco mais à frente, nem sinal de vida, verde, nada, somente aquele pesado silêncio como se estivessem dentro de uma tumba. Voltou-se para trás avistando o templo submerso, certamente de onde haviam vindo.
-Vamos; ela disse caminhando na direção contrária do templo e Shura assentiu silenciosamente acompanhando a jovem. –Temos que tentar encontrar os demais.
.II.
-Isso aqui ta parecendo o templo de Posseidon, mas... Não é o templo de Posseidon... Não tem sereias e... Uhg? –Milo fez uma careta enojada, pulando um pedregulho. –E aqui tem crânios no chão...
Mascara da Morte limitou-se a balançar a cabeça e continuar andando, não se daria ao trabalho de responder; pensou.
-Será que estamos mesmo em Atlântida? –Indagou Milo apertando o passo e alcançando o amigo. O cavaleiro apenas assentiu. Era a décima vez que perguntava isso. –Tem certeza que não estamos na sua casa?
-O que? – Mascara da Morte exasperou, voltando-se para o Escorpião que mantinha os orbes azuis cravados em cada canto, como se estivesse a procura de cadáveres completos para cada cabeça que encontravam.
-É, isso aqui ta parecendo à casa de Câncer... Cabeça pra todo lado e... TA MALUCO É? –Exasperou Milo pulando a uma distancia considerável pra se desviar do ataque do canceriano que estava com o cosmo inflamado.
-Abra essa boca de novo e vou recomeçar a minha coleção de cabeças pendurando a sua na minha sala de estar; o canceriano rosnou.
Estavam perdidos, sem saber pra onde ir ou o que encontrariam e aquele inseto não conseguia fechar a boca um segundo sequer? Precisava pensar, mas com um papagaio que não parava de repetir a mesma coisa o tempo todo e só dizia bobagens, não havia forma de alcançar tal coisa.
-Calma...; Pediu Milo vendo o amigo dar-lhe as costas e continuar a caminhar. –Devia comer chocolate, alivia TPM...; Resmungou em um tom inaudível de voz, mas se enregelou ao ver o canceriano virar-se para trás com um olhar assassino sobre si.
-O que foi que disse, inseto? –MDM cerrou os orbes.
-Nada; Milo respondeu de prontidão, balançando ambas as mãos de forma displicente.
-É bom mesmo; respondeu voltando a caminhar. –Temos que tentar encontrar os demais.
-É...; Murmurou Milo sem de fato entender o que o canceriano havia dito. A imagem de sua cabeça na casa de Câncer era pavorosa demais e parecia persistir em sua mente. –Mascara da Morte...; Milo gritou de repente ainda no mesmo lugar
-O que foi agora? –MDM se voltou para trás com ar entediado e rolando os olhos.
-Você disse... Recomeçar? Recomeçar a coleção e...
-É, pra sua informação não há mais nenhuma cabeça na casa de Câncer, mas caso deseje que eu recomece esse hobby, é só por a sua cabeça na reta. Acredite, não vai ser muito agradável ter que ver a sua cara todos os dias enquanto tomo café da manhã, mas se estiver disposto a...
-Hei? Calma, só fiz uma pergunta;
-Faça outra e estará me dando um presente... Sua cabeça; respondeu MDM se divertindo com a expressão lívida do amigo.
-Como quiser "Senhor mau humor"; Milo murmurou baixinho antes de seguir o amigo que já ia uns passos à frente. –Credo e eu que achei que não tinha pessoa mais mal humorada que o Kamus... Me enganei, há os mal humorados e com desejos assassinos que são muito piores e...
-Disse alguma coisa? –MDM parou de caminhar e se voltou para trás mais uma vez.
-Não, nada; respondeu Milo voltando a caminhar e passando pelo amigo. –Estava cantarolando, nem isso eu posso é? –completou tomando frente e deixando o outro para trás.
-Por Zeus...; o canceriano suspirou levando ambas as mãos a cabeça. –Essa viagem vai ser mais longa do que eu esperava...
.III.
Há quanto tempo caminhavam naquele mais completo silêncio? Como se fossem dois estranhos? É, de fato Atlântida parecia ser uma cidade fantasma e eles dois os seus espectros que caminhavam por entre suas tumbas...; Pensou Shura.
Desde a reunião que aquele clima estranho permeava entre ambos e toda, e qualquer aproximação que fazia em relação a amazona era rejeitada, assim como agora. Caminhavam há horas pelas suas contas e haviam se limitado a pouco mais que dois ou três monossílabos. Sim, não, é, talvez...
Queria poder quebrar aquela barreira, mas não sabia como.
-Veja; Disse a amazona, apontando para um grande templo pouco mais à frente. –Esse parece diferente, não sei, talvez devêssemos entrar...
Dito isso a jovem continuou a caminhar sem esperar resposta. Caminharam em silêncio até a entrada do templo, que assim como os demais estava em ruínas, mas tinha o seu diferencial. A antiga construção assemelhava-se aos templos gregos, porém estava protegida por uma imensa porta de carvalho intacta. Ao lado da porta símbolos e inscrições incompreensíveis haviam sido talhados sobre a parede, como uma espécie de pergaminho explicativo para quem chegasse até ali.
Sem pensar, a amazona levou a ponta dos dedos até as inscrições e no exato momento em que as tocou, uma luz prateada tomou conta das muitas letras e símbolos mudando-os de lugar.
"Somente aquela que descende do sangue dos deuses poderá atravessar o Templo dos Opostos, onde Terra e Ar devem se tornar um só elemento...".
"Seus piores demônios deverão ser aniquilados antes de chegar ao fim de tudo, pois só assim essa longa jornada irá ter fim. Por Ártemis e por Selene, as Deusas da Lua, sangue divino e mortal deverão ser derramados e formar um pacto de sangue...".
-Mas o que é isso? –Indagou Shura após ouvir a citação da amazona, que parecia estar em transe e nem ao menos notara a sua indagação.
Aquilo era mais complicado do que parecia ser, como que tomada por uma força maior, Diana, havia acabado de ler um manuscrito de símbolos indecifráveis, provavelmente criado pela nação já extinta dos antigos habitantes da cidade perdida.
Entretanto, antes que dissesse ou pensasse em algo, a cena a sua frente chamou-lhe a atenção. O cosmo prateado da amazona havia se incendiado repentinamente a envolvendo numa espécie de aura a ponto de explodir, porém a mesma apenas aproximou o indicador do pequeno orifício na parede um pouco abaixo do manuscrito que ainda cintilava.
Ouviu um fraco gemido escapar dos lábios da jovem, que não conteve uma expressão de dor, ao sentir o filete de sangue escorrer pelo orifício, manchando a parede.
-Diana? –Shura indagou preocupado, antes que se aproximasse viu a amazona recuar e seu cosmo voltar ao normal.
Viu-a cambalear com se fosse ao chão e segurou-a de prontidão em seus braços, amparando-lhe. O que estava acontecendo afinal? –Indagou-se, mas logo foi lhe dada a resposta. Um alto rangido chegou-lhes aos ouvidos e a voz da amazona lhe chamou a atenção.
-A porta...; Ela disse apontando para a imensa porta de carvalho que abria ruidosamente revelando a obscura entrada do antigo templo. –Tenho que entrar; ela completou assim que a porta se abriu por completo, se desvencilhando dos braços do cavaleiro.
-Não. Nós temos que entrar; ele disse aproximando-se da jovem que havia caminhado até a entrada do templo.
-Não me ouviu? Você não pode entrar, eu...; Ela começou, porém não conseguiu terminar a frase. Sentiu o corpo pesar e tudo se tornar disforme.
-Diana; gritou Shura correndo até a amazona e a envolvendo nos braços, antes que fosse ao chão, mas jamais poderia explicar o que se sucedera naqueles segundos que vieram, pois a mesma escuridão que abraçou, envolveu-o por completo, como se fosse o fim.
-o-o-o-o-
Com um baque surdo sentiu suas costas se chocarem contra o chão. Desesperado, levantou-se o mais rápido possível sentindo as costelas estalarem. Onde ela estava? –indagou-se ao ver que Diana não estava mais consigo, lembrava-se de tê-la segurado forte entre os braços instantes antes.
Voltou-se para trás e não havia mais a imensa porta de carvalho. Estava numa sala, sem janelas ou portas, onde muito pouco podia se ver, apenas escombros e pilares tombados por toda a sua extensão. Voltou-se para cima onde via uma luz intensa brilhar, quase lhe cegando, mas que estranhamente muito pouco iluminava o local onde estava.
Onde ela estava? Onde estavam, afinal? –indagou-se desesperado enquanto caminhava pela sala desviando dos escombros, até que sentiu algo se prender em sua perna. Voltou os orbes para baixo e vislumbrou uma mão cadavérica presa ali. Recuou puxando a perna para se livrar daquela coisa pútrida e piscou os olhos repetidamente, tentando assimilar tudo aquilo.
Com um mau agouro voltou os orbes para todos os cantos da sala, reparando que em cada canto, havia uma mão, perna ou crânio pútridos.
-Diana? –Ele gritou desesperado olhando para ambos os lados a procura da jovem. Aquilo não era bom, nada bom. Não sabia o que poderia estar acontecendo a jovem naquele momento e não tinha tempo para pensar.
Um a um os esqueletos foram se refazendo e erguendo-se do chão, como se revivessem de suas tumbas abaixo daquela sala. Alguns saiam do chão, outros se refaziam dos poucos ossos espalhados por ali.
Cercaram sua vítima, centenas deles armados com arcos e espadas prontos a aniquilar a única fonte de vida naquele lugar.
Juntaram-se e de uma só vez atacaram o cavaleiro...
-o-o-o-o-
-NÃOOO!
A voz da jovem ecoou por toda sala. Debruçou-se sobre o pequeno pilar onde uma espécie de bacia de prata, ornada com detalhes talhados em ouro e pedras preciosas refletia o acontecido na sala abaixo.
Voltou os orbes para cima, sentindo grossas lágrimas escorrerem por sua face, mas nada mais além da água cristalina refletia dentro da bacia. Levantou-se e olhou para ambos os lados, procurando uma saída, e só havia a mesma porta que outrora tentara abrir sem nenhum resultado.
Caminhou até o centro da sala onde havia uma imensa estrela de cinco pontas talhada sobre um circulo de mármore. O circulo, as paredes, o teto, tudo ali era alvo e frio, sem vida. Só se recordava de perder os sentidos em frente àquele imensa porta na entrada do templo e de ser sugada pelas sombras, depois despertara ali sem entender como ou o porquê.
Deixou-se ir ao chão. Não podia sair dali e não sabia o que tinha acontecido aos demais e agora a ele também. Shura... Tinha que tentar encontrá-lo, saber se estava bem e...
"Saber se ele viverá ou não, só dependerá de si mesma, do quanto é capaz de se entregar para alcançar a junção de opostos e alcançar a plenitude de seu cosmo...".
-Quem é você? Onde está e... Por que se esconde? –a amazona indagou surpresa voltando os orbes para todos os lados a procura da voz misteriosa que lhe falava.
"Muitas perguntas e que não tem a menor importância agora... Se realmente deseja que ele viva esqueça-o e volte seus pensamentos para o seu demônio interior. Enfrente-o, lute e o aniquile.".
-Por Zeus... O quer de mim? –Murmurou a amazona levantando-se e olhando para o teto.
"Apenas ajudá-la a encontrar o caminho, o poder, para que possa vencer a insanidade de Apolo e salvar aqueles que ama...".
-E como pretende fazer isso? –Indagou a jovem voltando os orbes para ambos os lados. –Matando aqu...;
"Matando o homem que ama? Não. Só o que lhe peço é que o esqueça por alguns ínfimos instantes e apenas me ouça. Limpe sua mente, a deixe em branco. Lembre-se, a vida dele e de todos aqueles que nada fizeram contra Apolo está em suas mãos...".
-O que tenho que fazer? –Indagou a jovem sem conseguir conter a lágrima solitária que rolou por sua face.
"Libere sua cosmo energia em sua total plenitude. Aprenda a controlar o dom que tem e una as forças naturais que regem sua cosmo energia. Opostos terão de se fundir para alcançar o poder absoluto e capaz de reverter o curso dos acontecimentos...".
Sem dizer palavra alguma, a jovem se posicionou no centro da estrela, deixou que ambas as mãos pendessem para trás e num impulso seu corpo começou a levitar. O vento começou a ficar pesado e formar pequenos rodamoinhos que ricocheteavam nas paredes causando pequenas rachaduras. De olhos fechados a jovem aumentava gradativamente a sua cosmo energia.
"Se realmente quiser salvá-lo terá que fazer mais do que isso... Não tenha medo, eleve sua cosmo-energia ao nível máximo...".
Uma aura prateada intensa evolveu o corpo da amazona, que sem pressa abriu os orbes tingidos de prata, os cabelos negros a esvoaçarem com o vento. Um imenso tufão se formou em torno de si para instantes depois explodir, levando consigo alguns pilares do templo que rodopiaram no ar como se fossem feitos de papel.
"Isso mesmo, criança está próxima de alcançar o que tanto procura... Ártemis fez uma boa escolha...".
.IV.
-EXCALIBUR...
A voz do cavaleiro ecoou por toda sala e uma intensa luz dourada tomou conta do negrume, lançando as centenas de esqueletos que haviam se amontoado sobre si, para todos os lados. Os guerreiros cadavéricos chocaram-se contra as paredes se desfazendo e voltando a ser apenas pilhas de ossos.
Uma aura dourada ainda envolvia o corpo do cavaleiro após a explosão de cosmo, fazendo sua sagrada armadura cintilar.
Estava acabado; pensou Shura, porém repentinamente cedeu para o lado segurando o braço direito. Aquela mesma dor havia voltado. Franziu o cenho sem conseguir conter a expressão de dor, sentia o braço latejar, no entanto, havia coisas mais importantes no seguinte momento.
Diana.
Tinha que encontrá-la e...
Seus pensamentos foram interrompidos. Um a um os esqueletos se refaziam e multiplicavam-se. Já não eram mais centenas deles; Shura concluiu ao ver que mais uma vez o cercavam. Sem pensar, pois se na posição de ataque, mas no instante em que ia lançar a lâmina da Excalibur sobre aquelas criaturas, sentiu mais uma vez a seqüela do golpe de Hipólita no braço direito. Curvou-se sem conseguir resistir a dor intensa que lhe invadia e no instante seguinte era coberto pelo grupo de esqueletos...
.V.
Emitiu um baixo gemido de dor ao sentir as costas latejarem, a única coisa de que se lembrava era o monstro, o redemoinho e dois, tudo ficara escuro. Parecia até clichê de filme de terror; Kamus pensou, abrindo os olhos.
Foi com espanto que deparou-se com o mar acima de si, semelhante a visão do templo de Posseidon, mas aquilo era bem diferente, , remexeu-se um pouco aonde estava, tentando se levantar.
Olhou a sua volta não encontrando os demais. Onde estaria Aisty e os outros?-ele se perguntou preocupado.
Levantou-se rapidamente ao ver poucos passos de onde estava, o que há algum tempo atrás seria uma cena no mínimo difícil de ser explicada. Balançou a cabeça levemente para os lados, era melhor deixar isso de lado e ver se os dois estavam bem.
-o-o-o-o-
A única coisa que conseguia se lembrar era do monstro e de Saga, prendendo-a com força entre seus braços, quando o Leviatã batera a cauda na água, causando uma grande explosão, tudo ficou escuro.
Suspirou cansada, sentindo as costas doerem um pouco e algo realmente pesado remexer-se em cima de si. Será que havia morrido ou algo do tipo? –ela se perguntou, abrindo os olhos, cautelosa.
Viu uma volumosa cabeleira azulada sobre seus olhos, impedindo parcialmente sua visão. Uma respiração quente e suave chocava-se contra seu pescoço, causando um breve estremecimento. Ergueu parcialmente a cabeça, deparando-se com o corpo bem talhado do geminiano estirado sobre o seu, por isso não conseguia se mover; ela concluiu, com a face levemente enrubescida.
-Saga; Aisty chamou num sussurro, cutucando-lhe o ombro.
Franziu o cenho ao ouvi-lo resmungar algo, estreitando os braços em sua cintura, acomodando-se melhor, para dormir de maneira mais confortável.
-Vê se eu posso com isso; a amazona murmurou, balançando a cabeça levemente para os lados. Quase morreram e ele estava simplesmente dormindo; ela pensou, dando um baixo suspiro. –Saga;
-Uhn! –ele murmurou.
-Acorde;
-Mas ta tão bom aqui; o cavaleiro resmungou sonolento.
-Esta tudo bem ai, Aisty? –Kamus perguntou, se aproximando, fazendo com que rapidamente o geminiano se levantasse ao sentir uma corrente gelada envolver-lhe o corpo.
-Nós sobrevivemos; Saga respondeu, engolindo em seco diante do olhar de Kamus, enquanto o mesmo estendia a mão para que a irmã levantasse.
-Obrigada; Aisty respondeu, dando um discreto suspiro.
-Onde estão os outros? –Saga perguntou, olhando para os lados, não avistando os demais amigos.
-Não sei, quando acordei só vi vocês dois, creio que quando o redemoinho se rompeu, fomos arrastados para lugares diferentes; o aquariano explicou.
-Estamos em Atlântida? –Aisty perguntou, deixando os olhos correrem por sua volta.
Estavam no meio de ruínas. Não havia vida, tudo estava deserto. Via pilares de mármores caídos pelos chão, como se estivessem assim a muitos séculos. A única coisa que parecia vingar ali era o musgo pela umidade.
Para todo o lado que olhasse só conseguia ver coisas sem vida e destruídas. Não era essa Atlântida que desejava ver; ela pensou, com um olhar decepcionado.
-Algum problema? –Saga perguntou, vendo os orbes dela perderem parcialmente o brilho.
-...; negou com um aceno silencioso. Quem sabe se houvessem ido pra Lemuria o cenário seria mais agradável; ela pensou, um tanto quanto inquieta. Não estavam sozinhos ali. –É melhor procurarmos os outros;
-Vamos, esse lugar não me inspira confiança; Kamus falou, indicando um caminho onde as colunas quebradas não obstruíam, possivelmente seria mais fácil seguir por ali e depois tentar encontrar as armaduras, aonde quer que elas pudessem estar.
Continua...
