Disclaimer: Twilight não me pertence, mas está fanfic, sim. Então, por favor, respeitem.

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9. DISTÂNCIA

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"Por que nos conhecemos? Por que o acaso o quis?
Foi porque através da distância, sem dúvida, como dois rios que correm a unir-se,
nossas inclinações particulares nos impeliram um para o outro."
- Gustave Flaubert -

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Edward estava feliz. Era um paradoxo idiota o fato que ele estivesse feliz em meio ao inferno que vivia, mas ele estava. Finalmente o fato dele e Bella serem irmãos e estarem namorando parou de ser o assunto principal em Princeton, claro, ainda havia murmúrios e de vez em quando algumas frases soltas sobre o assunto, mas em nenhum momento eles estavam sendo apontados ou sendo o assunto principal em todas as rodas de conversa.

Tudo bem, a razão para isto é que eles pararam de ser vistos juntos, limitavam estes encontros em lugares públicos em jantares em restaurantes que prezavam a intimidade, ou então em lugares mais alternativos, onde os outros não se preocupavam com a vida alheia, e mesmo assim, nestes lugares limitavam seus gestos, estudando cada ação antes de executá-la.

Era como andar em uma corda bamba.

Mas como isso poderia deixar Edward feliz?

Depois de semanas tendo quase nenhum contato íntimo com Bella, ela havia proposto uma noite romântica entre eles. Poderia ser uma coisa banal, e talvez era para a ordem cósmica, contudo para o universo deles era um passo gigantesco. Como se Edward fosse o próprio Neil Armstrong ao pisar na lua.

A única coisa que deixava Edward um pouco entristecido é que no dia seguinte, após o almoço ele iria voar para Chicago onde ficaria por 3 dias, para se reunir com os advogados e discutir os últimos detalhes do processo em que estavam sofrendo perante a Corte Americana. Bella não poderia ir com ele, já que seriam nos dias de seus plantões no hospital universitário.

Todavia, Edward não iria ficar sofrendo antecipadamente, ele iria aproveitar cada segundo que tinha ao lado de Bella essa noite. Ele a amava, e Bella era uma mulher que necessitava ser amada, adorada, paparicada; e com este pensamento fixo, antes de retornar ao edifício em que vivia parou em uma joalheria e uma floricultura para comprar presentes a sua amada.

Com os presentes que ele havia escolhido com demasiado cuidado e atenção, Edward literalmente voou para o seu apartamento para se arrumar para encontrar Bella em sua própria casa às sete da noite.

Usando roupas casuais – calça jeans, camiseta preta sob uma camisa cinza e tênis pretos -, Edward pegou o elegante vaso de tulipas vermelhas que havia escolhido, obviamente com o auxílio da florista que lhe disse que tulipas vermelhas simbolizavam o amor eterno, perfeito, o amor verdadeiro, aquele que não terá um fim. Edward sabia assim que ouviu as palavras deixarem os lábios da mulher que era o ideal para presentear Bella.

O seu outro presente veio embrulhado na elegante sacola azul da Tiffany & Co, onde estava a elegante caixa também azul da marca com um elegante colar prateado com uma forma intrincada e delicado. O desenho era uma espécie de mandala, com diversos corações interligados.

Com um sorriso amplo em seu rosto Edward seguiu para o apartamento de Bella, exatamente em frente ao dele. Assim que tocou a campainha, Bella abriu a porta para recebê-lo. Seus cabelos castanhos estavam soltos e enrolados, para evitar que caíssem em seus olhos um arco os segurava para trás. Seu vestido era delicado, creme com um padrão floral de estampa com cores que iam do verde oliva claro, passando pelo amarelo, lilás e vermelho. Por mais que o decote deste fosse ligeiramente amplo, um pedaço de renda vermelha não mostrava a clivagem de seus seios, combinando com o detalhe em renda, em seus pés Bella usava uma sapatilha do mesmo tom.

O sorriso de Bella era um espelho do de Edward, contudo ele parecia distante, quase vazio; contudo rapidamente foi esquecido, Edward a puxou para um abraço de um braço só. Apesar do contato limitado aquela emoção, aquela corrente elétrica que sempre corria entre eles estava mais presente do que nunca, indicando que a ligação deles era mais do que física, muito mais do que sanguínea, era espiritual. Suas almas estavam entrelaçadas para sempre, não havia nada que pudesse mudar isso.

- Como eu senti a sua falta. – suspirou Edward entre os longos cabelos castanhos de sua amada, absorvendo o seu perfume único de freesias e pêssegos.

- Eu também. – suspirou Bella com a voz constringida. Ela teve que controlar as grossas lágrimas que insistiam em ser derramadas por seus grandes olhos castanhos.

Edward notou que a sua meia-irmã e namorada estava prestes a chorar, por isso tentou tranquiliza-la apertando mais forte em seu braço, beijando o pequeno feixe de pele atrás de sua orelha.

- Vai ficar tudo bem, meu amor. Eu prometo a você. – murmurou correndo a ponta de seu nariz por seu maxilar.

- Eu sei. – replicou a morena com a voz grossa, sorrindo levemente. Tentando amenizar o clima Edward afastou-se minimamente de Bella e estendeu o vaso de tulipas vermelhas.

- Eu lhe trouxe flores. Segundo a florista tulipas vermelhas significam amor eterno, um amor sem fim, infinito. – falou com um sorriso enviesado, encarando o belo rosto de Bella, que ao ouvir a sentença de Edward não conseguiu controlar as lágrimas que estavam na baía de seus olhos.

Edward rapidamente entrou no apartamento de sua namorada, depositando as flores e a sacola azul sobre o sofá que ficava próximo a porta, ele a puxou para um abraço mais forte, aproveitando para fechar a porta de entrada do apartamento com seu pé.

- Shhh, meu amor. Vai ficar tudo bem, logo vão parar de nos importunar e poderemos ficar bem. Viver nosso amor sem nenhum empecilho. – suspirou Edward, mas nem sua voz tranquila conseguiu aclamar Bella que começou a soluçar de tanto chorar. – Bella, por favor, meu amor, se acalma. – implorou.

A morena balançou negativamente a sua cabeça contra o peito do ruivo, ainda chorando copiosamente.

Percebendo a vulnerabilidade de Bella, Edward a pegou em seu colo e seguiu para o sofá onde sentou com a futura médica em seu colo. Não sabendo como acalmá-la, o filho de Carlisle e Esme a segurou firmemente em seus braços, cantarolando uma cantiga em seu ouvido. Pouco a pouco, Bella foi recuperando-se do seu estado emocional sensível, inspirando o perfume amadeirado e aconchegante dele.

Depois de um longo tempo na mesma posição Bella, sentiu-se incomodada. Sua coluna protestava, Edward percebeu o desconforto de sua meia-irmã, e deixando que ela decidisse o próximo passo, deixou cair seus braços ao seu lado. Lentamente Bella afastou seu rosto do conforto que o peito de Edward lhe oferecia e encarou o seu rosto. Seus olhos verdes brilhavam de amor e preocupação.

- Obrigada. – murmurou com um sorriso tímido. – E desculpe a minha... atitude. – deu de ombros.

- Tudo bem meu amor. – replicou com um sorriso enviesado, correndo seus longos dedos pelos cabelos castanhos dela. – As coisas estão sendo tão... fodidas conosco que é natural se sentir desgastada assim. Eu te entendo, amor.

- Eu te amo tanto, Edward. – falou Bella, segurando com suas mãos o rosto de Edward. – Tanto. – afirmou roçando seus lábios nos dele.

Não perdendo a oportunidade, Edward trançou seus dedos nos cachos castanhos de Bella, e traçando seus lábios com a ponta de sua língua, um convite claro para aprofundar o beijo, do qual ela respondeu imediatamente, deixando que todas as preocupações, os julgamentos, os preconceitos que sofreu ao longo das últimas semanas esvaíssem, não sobrando nada, apenas o amor incondicional entre eles.

Por mais que tivessem partilhado diversos beijos, este era diferente. Era cheio de expectativas, promessas, um futuro completamente incerto; e na mesma máxima que aterrorizava, era prazeroso. A ligação cósmica entre eles era algo que nem mesmo o caos que viviam conseguiria desobstruir. Ou assim acreditavam.

Encerrando o clima romântico e cheio de promessas em que estavam embutidos, o estômago de Edward protestou alto, fazendo que ambos rissem com seus lábios colados.

- Eu preparei beef Wellington para você, o seu preferido! – exclamou Bella, praticamente pulando do colo de Edward e correndo para a cozinha. – Ah e salada de batatas, cenouras, vagem e brócolis refogadas na manteiga, que eu sei que você ama! – completou aparecendo na porta da cozinha para olhar para Edward com um amplo sorriso.

- Soa delicioso Bella. – suspirou Edward sorrindo apaixonado para a garota.

- Você poderia ir abrindo o vinho. Comprei um carménère da Califórnia, me disseram que era muito bom. – comentou levando a garrafa e o saca-rolha até onde o ruivo estava.

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Como a muito não fazia, o casal saboreou o seu jantar trocando olhares apaixonados, tocando um ao outro sempre que achava necessário (isso quer dizer sempre), beijavam-se apaixonadamente apenas porque podiam. A felicidade irradiava e iluminava todo o ambiente que estavam, desligando suas mentes dos problemas terríveis que passavam, e dedicando-se exclusivamente um ao outro.

Quando o jantar acabou, Edward achou que era o momento de entregar o outro presente que havia comprado a Bella, que ainda estava desleixadamente colocado sobre o sofá. Ansioso para ver a reação dela, o ruivo tirou a caixinha da sacola e segurou em suas mãos enquanto ela terminava de organizar a sua cozinha.

Assim que Bella pisou na área da sala e viu a expressão de Edward – como se fosse um gato que tivesse comido um peixe -, ela levantou uma sobrancelha inquiridora. O futuro médico sorriu amplamente e pediu para que sentasse ao seu lado no sofá.

- Bella, eu sei que tudo está uma bagunça, e que o mundo está contra o nosso amor, mas eu quero te dizer que não importa o que aconteça, não importa o quanto nos julgue, eu sempre irei te amar. Irei te amar incondicionalmente, irrevogavelmente, completamente, você é a mulher da minha vida, não importa o que disserem contra isso. É por você que meu coração bate mais rápido, e é por você que ele sempre baterá. – declamou apaixonadamente Edward, ajoelhando-se na frente de Isabella e estendendo a pequena caixa azul da Tiffany's para que ela abrisse.

- Edward! – exclamou emocionada, pegando com suas mãos trêmulas a diminuta caixa. – Oh!

Aninhado em um veludo branco, um colar parta no padrão de uma mandala no formato de flor, adornado por corações interligados um ao outro. Tão simples, mais tão lindo, que fez com que novas lágrimas, desta vez de felicidade inundassem os olhos castanhos de Bella.

- Eu pensei em comprar o símbolo do infinito, mas acho tão... clichê – começou dizendo Edward nervosamente. – então vi está... hum... mandala, feita de corações e vi que era perfeito para você. Nossos corações estão ligados de tantas maneiras que não há possibilidade de separá-los. Eu sou seu e você é minha. Simples assim, Bella. – declamou com um sorriso enviesado.

- É perfeito. – murmurou chorosa Bella, jogando seus braços ao redor do pescoço dele. – Eu amo isso, Edward. – declamou recuando para depositar um beijo em seus lábios. – Me ajuda a coloca-lo? – pediu com um sorriso.

- Claro. – disse o ruivo, retirando a joia de sua morada e colocando em torno do pescoço de Bella, e quando terminou deu um beijo suave na nuca da morena em devoção. – Perfeito. – murmurou em seu ouvido.

- Prometo nunca tirá-lo, não importa o que aconteça. – prometeu Bella vagamente, porém antes que Edward pudesse replicar a sua promessa ela avançou os seus lábios para os dele, reivindicando um beijo sôfrego e urgente.

Rapidamente o beijo tornou-se luxurioso, e as peças de roupa que estavam entre seus corpos tornou-se um incomodo, e com toques urgentes e apaixonados, cada peça das roupas que usavam foi caindo em uma trilha até a cama de Bella, onde se entregaram a paixão que sentiam um pelo outro, ansiando o contato de suas peles, necessitando do contato carnal entre eles. Reivindicando o seu amor, sem preocupar-se com mais nada, apenas com o outro.

Edward sentia a urgência de Bella, em cada toque, em cada carícia, em cada beijo, em cada gemido, em cada lamúria. Tudo aquilo era uma sinfonia tão apaixonada e tão especial para ele, que Edward fazia questão de decorar cada retumbe, cada pausa.

Bella, em contrapartida estava desesperada. Desesperada por sentir Edward de todas as formas possíveis. Ela queria guardar cada memória que partilhavam para confortar a sua decisão, decisão que a cada segundo se tornava mais certa e mais difícil. Era um paradoxo confuso e atordoante. Paralisante. Mas ela não deixou o medo toma-la, aproveitando-se, agarrando-se a cada minúsculo gesto, a cada gemido dele, a cada beijo, a cada jura de amor eterno como um bote salva-vidas, bote este que a confortaria quando as coisas ficariam complicadas.

Edward e Bella se amaram com fervor durante toda a noite, tendo como testemunhas do seu amor incondicional apenas a lua e as estrelas. Entretanto, cedo de mais veio o sol brilhante e acusador, penetrando pelas cortinas do quarto, avançando como a morte no leito em que abraçados descansavam.

O tempo que tinham estava contado, assim como a fina areia escorrendo por uma ampulheta. Apenas esperando o grão final cair no monte e extinguir o prazo que tinham juntos.

Edward sentia-se estranho ao deixar Bella e ir a Chicago na tarde daquele dia. Era como se um mau presságio dominasse a sua mente, fazia tremer seus ossos, congelar o seu sangue e paralisar o seu coração, contudo, ele não sabia o motivo desse instinto tão aguçado, e por isso, preferindo a ignorância, como a maioria dos seres humanos, ignorou a sua intuição.

Bella, em compensação, chorava copiosamente quando se despediu de seu amado na porta de seu apartamento. Ela repetiu inúmeras vezes a Edward que o amava, e ele retribuiu todas às vezes o sentimento. Bella sabia que a sua decisão os afetaria de maneiras tão distintas e tão similares ao mesmo tempo, mas era o que precisava fazer, ela não suportaria viver daquela forma, ela não suportava mais ser julgada, ser condenada, apontada por todos. Era como se ela estivesse vivendo sua própria Idade Média e estava sendo acusada de bruxaria. Ela não queria mais isso para ela, muito menos para Edward.

Poderia ser egoísta a sua decisão, mas era a sua e, ela sabia que era o certo a fazer.

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Ao chegar a Chicago Edward foi recebido carinhosamente por seus pais. Seth Clearwater, o advogado, teve que ir urgentemente à Los Angeles e só poderia atendê-lo no dia seguinte, o que para o ruivo foi uma grande frustração.

Depois de um jantar com Carlisle e Esme, Edward ligou para o celular de Bella, entretanto a chamada foi direto para a caixa postal para a frustração do ruivo. No dia seguinte, quando ligou pela manhã, novamente a chamada foi direto para a caixa postal. Aquilo deixou Edward inquieto, mas como estava há quilômetros de distância de Princeton, e sabendo que Bella estava completando seus plantões antes do semestre iniciar, ele ignorou, preferindo se preocupar tão somente com a reunião que teria com o seu advogado.

Seth explicou a Edward como estava o processo, e como o juiz da comarca de Phoenix – um lugar neutro e por ser também onde haviam nascido – recebeu o processo com cautela, afirmando que estudaria a fundo, para procurar uma melhor situação. O Ministério Público fazendo às vezes de acusador contra a ordem pública do Estado arrolou testemunhas que preocupavam Seth, com a respeito do veredicto, mas tranquilizando Edward que uma sentença em que colocaria tanto ele quanto Bella na cadeia estava fora de questão. A pena que certamente iriam sofrer seria serviços comunitários, multa, e a promessa de que não se envolveriam romanticamente nunca mais, que arrumariam famílias próprias para não causar nenhuma desordem natural.

Obviamente que Edward se exaltou quando Seth lhe disse as condições, afirmando que não abandonaria Bella por nada neste mundo, e que ele iria se casar com ela. Cauteloso, o advogado afirmou que se durante o processo ou mesmo no tempo em que tivesse cumprindo a sua pena, Edward ou Bella fizessem qualquer burrice para ficarem juntos, todo o acordo amigável seria anulado e ambos seriam condenados a passar um infindável tempo em um presídio federal.

A sentença assustou Edward, contudo não tanto como a que Seth falou em seguida:

- Você sabia que Isabella contratou um advogado para cuidar da parte dela do processo? – questionou curioso ao jovem rapaz.

- O quê?! – replicou surpreso. – Não! Bella não faria isso, ela me disse que queria que você cuidasse de tudo.

Seth deu de ombros.

- Aparentemente ela mudou de ideia, uma procuração foi anexada aos autos, em que ela postulou um novo advogado para defender a sua parte. – explicou, entretanto quando viu o olhar alarmado do rapaz, Seth tentou tranquiliza-lo. – Edward isso é normal em um processo como este, talvez os pais dela tomaram esta decisão, ou até mesmo a própria acusação pediu que ela contratasse um novo advogado para defender seus próprios interesses.

- Os nossos interesses são os mesmos! – exclamou Edward, retirando o seu celular do bolso para tentar mais uma vez falar com Bella, mas sendo frustrado mais uma vez ao ouvir que a ligação foi para a caixa postal.

Edward sentiu uma sensação terrível escorregar lentamente por sua espinha.

- Acredito que está tudo certo, Edward. – disse Seth, claramente mudando de assunto. – Como havíamos conversado antes o seu depoimento, assim como o de Bella serão o de máxima importância para afirmarem que não sabiam do grau de parentesco até o dia em que o Dr. Amun os informou, o depoimento do Dr. Amun também será de máxima importância. Entretanto o de Alice Brandon será complicado, notei que o advogado de Bella entrou com um pedido para anular o seu testemunho, também entrarei com o mesmo pedido, para provar ao juiz que o interesse da Senhorita Brandon é divergente ao motivo da audiência, é claro que é movido por puro egoísmo.

O futuro médico ouvia com meia atenção o discurso cheio de termos jurídicos de Seth, sua mente estava só em Bella, e na maldita sensação ruim que dominava seus instintos. Desesperado para falar com a morena, Edward continuou a ligar em seu telefone celular, mas este continuou caindo na caixa postal. Ele estava ficando desesperado.

Desesperado, tentou mudar o seu voo para um dia antes, contudo, sendo final do tempo de férias, conseguir um lugar livre em um avião era impossível. Ainda mais com as companhias aéreas praticando overbooking descaradamente.

Finalmente o dia do seu voo chegou, Edward estava ansioso demais para reencontrar Bella e tentar descobrir o que estava acontecendo, porque ela não estava atendendo seu telefone, e porque ela havia contratado um novo advogado. Desde que Seth havia lhe falado sobre isso, ele não conseguira dormir somente ponderando o que levou a ela tomar essa decisão, ele não conseguia compreender.

Foram 5 horas intermináveis entre voos e escalas para Edward, mas felizmente ele havia chego ao aeroporto de Princeton. Numa velocidade sobre-humana Edward agarrou suas bagagens e chamou um taxi para leva-lo ao seu apartamento. Ao chegar a seu edifício tudo estava como havia deixado, e desesperado para falar com Bella Edward bateu em sua porta, entretanto não obtendo nenhuma resposta.

Mas ele não se deixou levar, continuou batendo incansavelmente, mas ainda assim sem nenhuma resposta. Havia se passado diversos minutos, Edward estava quase desistindo e indo finalmente para o seu apartamento quando ouviu passos no corredor, levantando a sua cabeça ele viu uma elegante mulher, com uma placa de aluga-se em seus braços caminhando em direção aos dois últimos apartamentos do corredor: o dele e o de Bella.

- Desculpe-me o atraso senhor Hastings, mas fiquei presa com uns últimos detalhes no escritório. – disse a mulher estendendo a outra mão, a que não segurava a placa a Edward. – Este apartamento foi desocupado há apenas dois dias, mas eu mesma fiz uma vistoria e ele estava impecável! – exclamou a mulher ignorando o fato que o ruivo não apertou a sua mão, e remexendo o molho de chaves em sua mão para abrir a porta do apartamento que fora de Bella.

- Desocupado? – repetiu Edward atordoado. – Impossível! Minha namorada vive neste apartamento! – exclamou violentamente a mulher, que o encarou confusa.

- Senhor Hastings? – chamou a mulher.

- Eu não sou a porra de senhor Hastings nenhum, esse apartamento é da minha namorada Isabella Swan como você-

Contudo Edward não terminou sua sentença, quando a porta do apartamento que outrora fora um recanto de amor seu e Bella se abriu, Edward observou que todos os seus objetos pessoais que decoravam a sua sala haviam se ido, ele enfim compreendeu.

Bella havia deixado.

Grandes lágrimas inundaram seus olhos, ele esquadrinhou o ambiente a procura de alguma resposta, mas não encontrou nenhuma. Furioso ele encarou a corretora de imóveis.

- Para onde ela foi? – pediu com urgência a mulher.

- Eu não sei, senhor. Ela foi à imobiliária há uma semana dizendo que iria entregar o apartamento, porque estava mudando de cidade. – ela levantou seus ombros. – Não é de a nossa política sondar a vida de nossos clientes. – completou humildemente.

Edward chutou a porta de entrada com irritação, caminhando a largas passadas para o seu apartamento. Assim que abriu a porta, viu um envelope escrito o seu nome na caligrafia de Bella.

Atordoado ele o pegou em suas mãos, desesperado por uma explicação.

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Edward,

Me desculpe. Eu sei, é ridículo esse meu pedido diante do que eu fiz, mas eu só não conseguia mais. Não conseguia mais ouvir julgamentos, não conseguia ouvir mais fofocas, não conseguia ouvir mais preconceitos. Tudo aqui em Princeton estava me sufocando, e por mais que eu te ame, meu amor não é forte o suficiente para continuar nesta maldita provação. Nem em Deus, que sempre foi o meu refúgio posso mais recorrer, tudo porque fui expulsa da Igreja por conta do nosso relacionamento.

Sei que prometi ficar sempre ao seu lado, mas Edward, pouco a pouco toda essa aversão a nós nos sufocaria e acabaríamos nos odiando. Entretanto, continuaríamos juntos apenas pelo fator proibido da situação. No fundo você sabe que faz sentido. Continuaríamos a lutar, mesmo não havendo mais amor, pois este estaria desgastado, apenas para provar que estavam errados sobre nós. Somos muito teimosos, Edward, muito.

Oh Deus! Eu não estou fazendo sentido algum!

Edward, eu sei que você nunca irá me perdoar por abandoná-lo dessa forma tão covarde, mas eu nunca conseguiria me despedir de você, sem contar que você sequer me deixaria ir. Somos egoístas demais Edward, e isso é que acabaria conosco. Sei que disse que nada iria nos separar, que por mais que nosso sangue diga que somos irmãos, nós nunca seriamos como irmãos. Eu ainda acredito nisso, mas a minha crença não é forte o suficiente para enfrentar toda a sociedade nos julgando.

Acredito que em outras circunstâncias, circunstâncias onde eu seria filha legítima de Charlie e Renée e você de Carlisle e Esme, poderíamos viver nossa história de amor sem problema, sem interferência externa. Poderíamos nos casar no verão, um casamento em um jardim florido, cheio de rosas brancas, e nossos, ah... nossos filhos tenho certeza que seriam pálidos como nós, mas teriam seus intensos olhos verdes e meus cabelos castanhos cacheados. Nossos filhos seriam lindos. O nosso amor tão imenso seria suficiente, contudo, não foi isso que o destino quis, ele quis que partilhássemos o mesmo sangue, que nos apaixonássemos perdidamente um pelo outro, simplesmente para depois nos obrigar a se separar. Nos sentenciar a viver uma vida separadas, não compartilhando felicidades.

Não sei o que será a minha vida sem você, provavelmente um verdadeiro calvário. Mas Edward, eu imploro, não venha atrás de mim. Não me procure, eu sei que você não seguirá as minhas recomendações, e por isso que não disse a ninguém aonde estou indo, nem mesmo aos meus pais. Eu sei que você está pensando que isso é ridículo, que eu posso morrer e ninguém vai saber, mas acredite se algo fatídico acontecer comigo meus pais saberão, não que eu acredite que algo de ruim vai acontecer comigo.

Senhor! É tão difícil dizer adeus!

Ainda mais dizer adeus aquele que se ama, mas meu amor, eu não estou fazendo isso por mim, estou fazendo isso por você, por nós, eu não suportaria vê-lo sendo condenado por todos por me amar. Sei que não posso pedir para que você pare de me amar, mas pouco a pouco você irá se acostumar com a minha ausência, assim como eu me acostumarei com a sua e então seremos uma bela recordação um para o outro.

Deus! Como eu te amo Edward! Eu te amo tanto que doí. Doí saber que não verei o seu sorriso, o meu sorriso torto favorito, que não sentirei mais o seu perfume amadeirado, não terei mais o calor dos seus braços me abraçando, a devoção de seus lábios me beijando, e a promessa de seu amor incondicional por mim. Doí saber que nunca mais o verei, que nunca mais o sentirei seu corpo contra o meu, que nunca mais poderei te amar e você me amar de volta.

Estou indo para algum lugar longe de você, mas Edward meu coração ficará para sempre com você. Meu amor, minha devoção, tudo de mim continuará com você. Batendo por você. Você é meu tudo, Edward. Meu único. Minha alma.

Desculpe-me por abandoná-lo assim, sem olhar em seu belo rosto, mas se eu olhasse para você toda a minha determinação iria embora, e você me convenceria a ficar ao seu lado, algo que eu não posso. Me perdoe meu amor. Me perdoe.

Te amarei para toda a eternidade, porque o nosso amor é eterno, verdadeiro, único.

Com amor,

Bella.

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Os grossos pingos que manchavam a carta anteriormente fizeram companhia as que Edward derramava de seus olhos ao ler o fim de seu relacionamento. Bella havia deixado. Deixado para sempre, sem nenhum sinal de onde ela estaria.

Bella havia desistido deles.

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N/A: E aí amores?! Ainda estão comigo nessa loucura?! Espero que sim! Quero que vocês me desculpem a demora em atualizar, mas como disse antes, a minha vida acadêmica está me sufocando, chega a ser ridículo o pouco tempo que tenho, mas aproveitando a minha inspiração (que resolveu dar as caras este fim de semana) eis o capítulo.

Sei que ficou bem fraco e triste esse capítulo, e que a carta que a Bella deixou para o Edward em alguns pontos não fez sentido para quem lê, mas era está sensação que queria passar mesmo, que ela estava tão desesperada escrevendo a sua despedida a ele, que ela não fez um rascunho antes, ou passou a limpo, só escrevendo o que estava em sua mente. Acho que todo mundo já passou por um momento assim, certo?! Momento em que você só quer soltar tudo o que está a sua cabeça, sem se preocupar com sentido, métrica, vocábulos, verbos, sem se preocupar minimamente sequer com a gramática, Bella estava assim. Tadinha da Bellinha. ='(

Como muitas vezes, quero agradecer mais uma vez a compreensão e paciência de vocês comigo nesta história. Todos veem que é um tema complexo e difícil de escrever, então estou fazendo o meu máximo do máximo para que tudo isso aqui fique o mais próximo a realidade, ok?! Obrigada a todos por continuar aqui comigo e espero vê-los no último capítulo em breve.

Ah... falando de último capítulo, não me abandonem ainda, sei que tudo está clamando para um final não feliz, porém, fiquem comigo que prometo não decepcionar nenhum de vocês, ok?! ;D

Obrigada a Gaby mais uma vez por ser essa beta linda e betar isso aqui. Amore, obrigada mesmo.

Como sempre quem tiver alguma curiosidade, dúvida ou pergunta aleatória não hesitem em me questionar no formspring: www(PONTO)formispring(PONTO)me/carolvenancio

Obrigada por lerem e comentarem.

Até o próximo capítulo.

Beijos,

Carol.

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