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...Os dois continuam andando...
...Porque depois não poderão voltar...
Mas agora no fundo de seus corações
A dor de um crime nunca irá se apagar...
CAPÍTULO DEZ
REMENDOS
Agindo por puro instinto, Harry estacou de repente, parando de avançar. Draco e ele haviam acabado de chegar ao fim do corredor, porém o hall de entrada do Palácio da Justiça estava cheio de padres.
Os religiosos descobriram o ataque aos vigias da porta principal, e enquanto alguns socorriam aos dois desacordados, os outros se moviam de um lado para o outro tentando descobrir o que acontecera.
A única saída era vigiada por uns seis padres.
Harry Potter tinha consciência de que não escapariam dali, não naquele momento e tendo que praticamente arrastar Draco com ele. Sabia que precisava agir com muito, muito sangue frio. Bastava de burradas. O menor deslize podia custar caríssimo.
Além de cuidar do Slytherin, era necessário proteger sua varinha, o objeto mágico que garantiria a segurança e, muito provavelmente, a sobrevivência de ambos.
Deixando sua mente Gryffindor analisar a situação, Harry percebeu que não podiam fugir enquanto aqueles padres não saíssem da porta principal. Também não podia se arriscar a voltar para a masmorra. Draco, que entendia a situação de ambos, parecia ter se tornado uma estátua, ficando muito quieto e completamente imóvel ao lado de Harry. Apesar disso, o moreno podia sentir a respiração pesada do mais baixo...
O que fazer?
Foi então que os olhos verdes perceberam o grande balcão que dominava o hall de entrada, bem em frente a eles. Entre o móvel e uma das paredes existia um considerável vão. Podiam se esconder ali, até que a movimentação dos padres diminuísse.
Fazendo um sinal de cabeça para o Slytherin, Harry aguardou um momento oportuno e disparou a frente, atravessando o hall sem esbarrar em ninguém. Assim que chegou ao outro lado, ambos meteram-se no vão e só então respiraram aliviados.
Com cuidado, Harry ajudou Draco a sentar-se no chão frio e encostar-se na parede, ainda totalmente cobertos pela capa da invisibilidade. Nenhum dos dois seria burro de arriscar-se fora da mesma, visto que a capa os protegeria dos olhos dos inimigos. E ambos duvidavam que algum padre pudesse querer bisbilhotar naquele vão apertado.
Podiam considerar-se seguros por hora.
Sentindo a confiança aumentar, Harry concentrou-se em Draco. Tinha consciência de que não conhecia feitiços muito profundos, e não poderia curar alguns dos ferimentos mais graves. No entanto daria um jeito em todos que conseguisse curar.
Pensou em lançar um feitiço silenciador ao redor deles, para que pudessem conversar tranqüilamente, mas mudou rapidamente de idéia, e por bons motivos. Primeiro de todos, Draco não parecia nem um pouquinho disposto a tagarelices naquele momento. E com razão. Em segundo, ele preferia gastar sua magia em feitiços curativos, que seriam mais úteis na situação.
Hora de começar a agir.
Analisou a expressão cansada do loiro, que somente aguardou, intuindo o que Harry faria. Vez por outra os olhos dos jovens bruxos miravam o centro do hall, pra ter a certeza de que os padres não viriam mesmo na direção de ambos. Precisavam dessa segurança.
Harry reparou que os lábios finos do garoto a sua frente estavam avermelhados, parecendo manchados de sangue. Implorou silenciosamente para que não fosse resultado de algum sangramento interior.
Entendendo o raciocino de Harry, evidenciado pela expressão preocupada, Draco meneou a cabeça e passou os polegares sobre as bochechas, querendo dizer com isso que elas estavam cortadas por dentro. Teve um arrepio ao lembrar-se do instrumento afiado que os Muggle lhe enfiaram na boca, e que retalhara todo o interior das bochechas.
O Gryffindor tremeu de indignação. Encostou a varinha na face esquerda de Draco e se concentrou em um feitiço silencioso. Imediatamente Draco sentiu a ardência sumir, não só do lado esquerdo, mas do direito também, apesar de continuar com um forte gosto de sangue nos lábios.
Em seguida o loiro levantou as mãos. Não pedia que Harry retirasse as algemas. Cuidariam disso quando estivessem bem longe do Palácio da Justiça. Na verdade Draco mostrava seus dedos. Logo abaixo das articulações distais, em cada um dos dez dedos, havia um corte fino que sangrava.
Aquela tortura Harry conhecia, vira em um livro Muggle. Era muito simples, mas nem por isso menos dolorosa. O torturador passava uma linha fina e resistente ao redor dos dedos da mão e começava a apertar o fio. Às vezes apertava tanto que chegava a cortar a pele. O livro que Harry lera relatava casos em que as vítimas perdiam as pontas dos dedos.
Repetiu o feitiço fazendo com que os cortes parassem de sangrar e se fechassem. Não conhecia nenhuma magia que tirasse cicatrizes. Os dedos de Draco levariam, talvez para sempre, uma finíssima lembrança do que passara nas mãos dos Muggle.
Draco moveu os dedos por várias vezes de maneira imensamente aliviada. Mostrou a lateral direita de seu tórax. Harry descobriu três pequenos cortes, não muito profundos, mas que sangravam mais do que os outros. Deviam doer bastante. E era daqueles cortes que minava o sangue que sujara suas vestes.
Com esse pensamento, Harry virou-se bruscamente para o lado por onde vieram. Havia respingos de sangue marcando o rastro de ambos até ali. Cuidou deles, limpando-os com um feitiço simples. Sorte que ninguém notara aquelas marcas no chão ou estariam perdidos!
Mais calmo, Harry tratou de concentrar-se outra vez em seu companheiro loiro. Curou os três pequenos cortes. Draco pareceu conseguir respirar melhor.
À medida que ia curando os ferimentos de Draco, Harry começava a cansar-se. Sua magia diminuía pouco a pouco, e ele agradeceu por não ter usado aquele feitiço de silêncio ou teria se esgotado muito antes. O Slytherin percebeu a situação. Draco sabia que precisavam de Potter inteiro, ou não sairiam dali jamais.
Felizmente o moreno já cuidara do pior. Draco podia respirar sem sentir dor, e já não estava se esvaindo em sangue. O que incomodava era a dor em seu tornozelo, mas o mesmo estava tão inchado, que duvidava ser da capacidade de Potter curá-lo. Provavelmente apenas um Curandeiro ou um bruxo mais experiente. Para isso precisavam chegar a Londres.
Sobrava também o corte em seu braço, mas isso não era tão ruim assim, apenas uma ardência chata.
Decidido, Draco colocou sua mão sobre a de Harry e fez um sinal com a cabeça. O Gryffindor ficou um pouco surpreso. Assentiu, a contragosto, pois queria acabar logo com as dores que o loiro devia estar sentindo e só não continuou com os feitiços porque a expressão séria de Draco o impediu.
Ambos ficaram quietos, espremidos naquele vão entre o balcão de atendimento e a parede. Suas pernas se esbarravam num contato agradável e nenhum dos dois sequer cogitou em se afastar.
A movimentação dos padres começou a diminuir, e os jovens bruxos se alegraram. Em breve sairiam dali...
Então inconvenientemente alguém descobriu o que acontecera na masmorra. Foi um novo rebuliço.
Três homens vieram trazendo um desacordado Frei Tomás, que ainda sangrava de forma abundante. O rosto desfigurado causara terror entre os companheiros.
- Marcus e Cristóvan estão lá dentro! - um velho baixinho gritou com voz esganiçada - Acudam!
- O bruxo fugiu! Simplesmente sumiu! - outro completou.
- Levaremos Frei Tomás ao médico! Parece que ele foi atacado por uma besta selvagem!
- Eu disse que devíamos ter matado aquele feiticeiro! Manter um Amaldiçoado entre nós é como deixar aberta uma porta para o inferno!
- E Satã tem vomitado seus asseclas sobre nós!
Enquanto falavam, os padres iam levando Tomás embora. Os padres se dividiram em praticamente dois grupos: uma comitiva saiu junto com os religiosos que carregavam o Frei ao médico, e os outros correram para acudir os dois feridos nas masmorras.
Era a chance que Harry e Draco estavam esperando.
Levantaram-se depressa, e ao mesmo tempo em que apoiava Draco, Harry o puxava com urgência em direção à saída. Quando estivessem longe dali poderiam relaxar.
O único padre que restara no local estava longe da porta e não oferecia mais nenhum perigo. Sem problema algum conseguiram atravessar a porta do Palácio da Justiça, e com alívio imensurável, saíram à luz do sol.
Harry puxou o companheiro em direção ao campo de onde viera mais cedo. Continuaram protegidos embaixo da capa da invisibilidade. Não se arriscariam a retirá-la, até que estivesse, longe dali.
- Não se preocupe, Malfoy. - Harry sentiu-se na obrigação de deixar uma coisa bem clara - Eu não vou mais tentar salvar aquelas mulheres.
- Hunf. - Draco debochou.
- O que foi?
- Estão mortas. - afirmou o loiro. - Você não pôde ajudá-las. Tudo o que fez foi piorar a situação.
Harry ficou quieto. Pelo visto o destino de uma pessoa não podia ser mudado. Ou quem sabe nem o futuro pudesse ser mudado... Talvez... Não. O Gryffindor afastou essa idéia da cabeça. Seria impossível que a atitude de ambos não interferisse com o futuro. Principalmente se Frei Tomás sobrevivesse. O homem estaria marcado para sempre.
- Por isso que não gosto desses Muggle. Viu o que fazem com bruxos?
Harry piscou.
- Não pode julgar todos baseados em uns poucos.
- Poucos? - o loiro torceu o nariz. - Um Condado e uma vila? Todos os moradores pensam igual, Potter. Você viu o que houve ontem à noite.
- Mas eles agiram assim achando que estariam se defendendo. Temem o que não compreendem.
- É uma desculpa esfarrapada... - Draco pareceu subitamente muito cansado. O tornozelo doía tanto que o loiro praticamente tinha que arrastá-lo. Harry nem precisava olhar o ferimento para saber que estava fora de sua alçada curá-lo. Os feitiços que conhecia eram primários demais para a situação.
Enquanto se afastavam lentamente, Harry ruminava sobre a afirmação de Draco. Não podia aceitar que todos os Muggle fossem tão irracionais quanto os que conheceram até agora. Mesmo Joanne, que tivera um bom coração para ajudá-los, parecia ser irredutível quanto ao ódio contra supostos bruxos. A prova disso era as mulheres que encontraram assassinadas quando foram parar naquela época.
Apesar de tudo, o Garoto Que Viveu não aceitava!
- É diferente, Malfoy. Não queira justificar o que Voldemort faz baseando-se no que viu até agora. - o moreno irritou-se mais ainda ao sentir Draco estremecendo a menção do nome do Lord das Trevas. Não ia parar por isso. - Voldemort é louco. Ele não tem o direito de...
- Ser preconceituoso? Torturar pessoas? Matá-las em nome de uma causa? - a voz arrastada saiu muito baixa e ácida. - Espere... Confundi-me... Estamos falando do Lord das Trevas ou do Frei?
- Malfoy...
- Potter... Explique-me a diferença entre o que aquele Frei maldito faz e o que o Lord das Trevas faz. Ilumine-me.
Harry abriu a boca, mas não encontrou palavras que rebatessem a comparação de Malfoy, por que, evidentemente, para Frei Tomás não havia defesa. Não havia justificação.
Draco diminuiu ainda mais o ritmo dos passos.
- Você é tão preconceituoso quanto os outros, Potter. Anda por Hogwarts se achando o Grande Salvador, mas não passa de um idiota. É fácil olhar pra mim e deduzir que eu serei um Comensal da Morte e o que eu faço é errado... - parou de andar e olhou pra Harry, mas o moreno fugiu do olhar cinzento, permanecendo parado à frente de Draco. O fato de estarem escondidos debaixo da capa da invisibilidade os deixava muito próximos - E agora mesmo estava tentando justificar o que o Frei fez. O que ele faz. Tenta defender os Muggle afirmando que não se pode condenar a todos com base na ação de apenas um. Mas e os Slytherins? Você já condenou a todos, por causa de alguns, não é?
Novamente Harry não teve argumentos. Como se defender da verdade? Draco estava certo. Os bruxos podiam ter certa razão em temer os Muggle, mas isso não justificava a violência de Voldemort. Em contrapartida, os Muggle também não tinham direito de agir daquela maneira.
Era uma verdadeira bola de neve. O terror causado pela ação violenta e cruel no passado criara uma barreira entre os nascidos com magia contra quem não a possuía. Barreira esta, que existia por parte dos Muggle.
Talvez eles realmente não pudessem coexistir em harmonia. E restava a pior acusação de Draco... A afirmação que o loiro lhe jogara na cara de que julgara todos os Slytherins sem fazer distinção... Céus...
- Isso não é o pior, Cara de Troll. O Frei sabia sobre a minha varinha. Ele a destruiu. Sabe o que quer dizer?
Harry engoliu em seco: - Se ele sabia da sua varinha, significa que sabia que Joanne, Elise e as outras não eram bruxas de verdade ...
- Mesmo assim as acusou de bruxaria! E deixou que morressem!
Harry não respondeu. Era muito mais simples manter o silêncio a confrontar todos os conceitos que lhe haviam sido incutidos desde que ingressara nesse surpreendente mundo mágico.
Seu padrinho lhe afirmara que o mundo não era feito de perfeitos tons de preto e branco, e Harry não conseguira entender a magnitude dessa afirmação até então. Agora a compreensão caíra toda de uma vez sobre sua cabeça, e ele tinha que reconhecer a verdade do que sempre soubera, mas ignorara por uma questão de comodismo, nem todo Muggle era uma vítima inocente.
Claro, havia sim as vítimas. E elas existiam de ambos os lados.
Bruxos sofreram muito nas mãos de Muggle. Eles estavam apenas virando o jogo. Pagando na mesma moeda... Era confuso. Era perturbador. Harry não queria pensar naquilo. Não naquele momento.
- Vamos embora, Malfoy. Antes que formem alguma patrulha ou coisa que o valha para vir atrás de nós.
O loiro analisou bem a expressão de Harry e deu de ombros. - Não pode fugir para sempre, Cara de Cicatriz.
- Posso tentar pelo menos.
Draco sorriu de lado. A tensão entre os garotos se evaporou quase completamente, mas ainda sem se sentirem totalmente livres da posição defensiva.
- Nunca vamos chegar a Londres. - o loiro suspirou, voltando a caminhar arrastando a perna. - E é... Esquisito andar debaixo dessa capa!
Harry olhou de esguelha para o Slytherin. Draco estava apenas com as calças. Perdera a blusa e a capa. Sofreria com o frio da noite. E ele tinha razão em aludir a dificuldade de chegar a Londres. Principalmente naquele passo tão lento.
- Pessimista. Tinha que ser Slytherin mesmo.
- Engana-se, Pequeno Troll. Slytherins são astutos, não pessimistas.
Harry balançou a cabeça e pegou sua preciosa varinha. Colocou-a sobre a palma da mão aberta e concentrou-se.
- Me oriente.
O objeto mágico girou e parou apontando para o leste.
- Vamos por aqui, Malfoy. Quanto antes nos afastarmos desse Condado melhor. Aliás, devemos nos manter longe de quaisquer vilarejos Muggle... a não ser em último caso.
Draco balançou a cabeça concordando.
Nesse momento Harry viu um galho de árvore caído mais à frente. Então seu rosto iluminou-se com um sorriso e ele segurou no pulso magro de Draco e o puxou para o lado do pedaço de pau.
O moreno teve que se segurar para não fazer uma careta ao sentir a fria algema que ainda estava presa ao pulso do slytherin. Teria que retirá-la assim que encontrassem um lugar seguro.
Draco ficou confuso, sem entender tanta felicidade em encontrar um filete de madeira velho e sujo, mas compreendeu quando Harry pegou o galho e o transfigurou até que ganhasse a forma de uma bengala preta com a ponta do cabo dourada.
Estendeu a bengala para Draco: - Use isso. Vai ajudá-lo a andar melhor. E não precisará sobrecarregar tanto o tornozelo.
O Slytherin aceitou a oferta. E sem aviso algum saiu da segurança da capa da invisibilidade, pegando Harry de surpresa. Ainda espantado com a atitude impulsiva e tão atípica do companheiro o assistiu rodopiar a bengala e dar uma risadinha abafada.
- Pareço meu pai com isso... Potter, se me desagradar eu o acerto com uma bengalada num lugar que vai doer um bocado! - falou muito sério.
O loiro riu com gosto e testou alguns passos apoiando-se na bengala. Torceu o nariz para a ponta dourada. Ele preferia mais a cor prata... Enfim...
Depois de três ou quatro passadas sentiu-se seguro para caminhar apoiando-se completamente na bengala.
Harry revirou os olhos diante da ameaça bobalhona. Tentou não mirar dorso pálido marcado por arranhões e que ainda levava vestígios de sangue coagulado. Tentou afastar da mente o pensamento do quanto de responsabilidade pelos ferimentos de Draco pertenciam a si, ou, quantas daquelas cicatrizes o loiro teria que carregar para o resto da sua vida.
Também tentou não pensar em como o Slytherin podia ser elegante numa situação tão extrema, andando com desenvoltura e graça, ocasionalmente balançando a bengala de uma forma surpreendentemente aristocrática.
Mas acima de tudo, tentou convencer-se a si mesmo que aquele sentimento em seu peito era apenas uma coisa que sentiria por qualquer um de seus amigos. Tinha vontade de gritar para que o loiro voltasse para a segurança de sua capa, que não se arriscasse daquele jeito. Ainda estavam muito próximos do Condado para agirem sem um mínimo de precaução.
Harry estava quase o chamando, pedindo pra que voltasse para seu lado e ali permanecesse. Sentimento esquisito. Nunca sentira nada parecido por Ron ou por Mione. Claro que nunca voltara centenas de anos no tempo com algum dos dois.
Aquilo devia explicar tudo.
E apesar de estar quase sufocando de precaução, Harry não abriu a boca. Não tinha coragem de correr até alcançar o loiro e enfiá-lo de volta na capa. Não quando ele parecia se divertir tanto com uma simples bengala. Não quando era tão satisfatório se parecer com o pai, um Comensal da Morte dentre os mais cruéis.
Ainda com o sorrisinho nos lábios, Draco voltou-se na direção de onde imaginava estar Harry, mas olhando um pouco mais para a esquerda de onde o Gryffindor realmente estava, oculto pelo manto invisível.
- Ei, Potter! Vai ficar plantado aí, Troll Cicatrizado? Cuidado pra não criar raiz! - agitou a bengala ameaçadoramente no ar, sem saber que não a apontava realmente para Harry - Meu pai sempre acertava os elfos domésticos com uma dessas... É melhor pensar em algo pra gente comer ou eu vou lhe presentear com dois ou doze vergões nas pernas!
Harry riu baixinho e avançou.
Tudo bem. Eles tinham suas diferenças, acreditavam em idéias opostas, e se odiaram por tempo demais para que tudo pudesse ser um mar de rosas entre ambos em dois dias de convivência. No entanto tinha que admitir para si mesmo que o companheirismo progredira bastante. Ainda meio remendado e capenga, mas algo em que se apoiar...
Caso contrário não sentiria aquela esmagadora vontade de proteger Draco Malfoy, e garantir que nada de ruim voltasse a acontecer a seu ex-inimigo. Não havia nada de errado naquilo, havia?
Amigos cuidam de amigos. Amigos protegem amigos. Amigos se gostam muito.
Amigos realmente se gostam muito.
Harry suspirou e apertou os olhos com força. Merda. Tinham que voltar logo para casa... Antes que precisasse enfrentar aquele estranho sentimento de amizade que ameaçava sufocá-lo...
Harry & Draco
4ever
Capítulo especialmente dedicado a Dryade. Muito obrigado por apreciar tanto a fic e deixar-se levar pelo plot dessa história. Estaremos lado a lado até o fim!
N/A: Queria agradecer a Rapousa pela descrição detalhada sobre os costumes da época e de ter me alertado para um fato... Esqueci de avisar que essa fic é totalmente tirada da minha cabeça com base nos meus escassos conhecimentos de história. Eu não pesquisei nada pra escrevê-la, então não levem muito a sério esse aspecto. Minha única preocupação foi não colocar um metrô no meio de Londres, ou qualquer coisa gritante assim. Rsrsrs. A intenção dessa história é distração light e descompromissada! Grato pela atenção!
A todos que vêm acompanhando essa saga, meu sincero agradecimento. Aos que deixaram review, um abraço mais que especial. São eles: Samantha (você quase me mata do coração com seus comentário e... sua betagem... rsrs...), Rapousa (uau, você manja mesmo de história, hein? Valeu!), Lady Anubis (muito obrigada, madrinha! Sua opinião é super importante!), Simca (oi! Passou por aqui também? Rsrs... não tive coragem de judiar mais, nosso amado Draco!), Kalyl (você não está sendo chato! Não com tantos elogios! Nem sei como agradecer), Dana Norram (essa será A facada no peito do Draco, rsrs... puxa, dessa vez eu demorei... gomen...), Rafael19692 (Que review empolgado! Não se preocupe: depois dessa ameaça de morte eu nunca desistirei de Eternity!), MSTiago (Cara, eu pensei em dark lemon, mas... ai, gosto demais do Draco pra isso... porém... em Crawling ele não escapa!), LadyMy (essa dos ferimentos foi só pra 'atrasar' a volta dos dois. Rs. Obrigado pelo review!), ScheilaPotter (acho que o Harry é o melhor remédio pro Draco... hum... acho que também quero ficar dodói... rsrs), Thais WeasleyMalfoy (ai, caramba! Eu tento não atrasar muito! Valeu pelo review!), Matt M. P. (suas dúvidas mais abaixo...), Maaya M (rs. Obrigado pelas recomendações! Foi muito gentil!), Jeniffer (Oi! Se preocupa com o loiro não! O Harry tá aí cuidar dele!), Sarih (#correndo mais rápido que o Draco# Guarda essa faca, moça! Se me matar não tem mais fic!), Nicolle Snape (oi moça #abraça# gomen não ter atendido seu pedido... eu tava off...), Gê Black (ei! Eu não tinha intenção de deixá-la confusa nem curiosa! Rs! Ah, os dois se pegam antes, com certeza! Uns beijos aqui, outros ali, mas lemon... só mais pra frente...), CondessaOluha (realmente esse é um tema bem complicado, mas eu acho fascinante!), Dryade (vou ficar devendo um favorzão pra Samie. Obrigado pelos reviews!), AleraBlack (Sim! Rola muito slash na fic, mas não nessa saga...) e Sanae-chan (sua opinião é uma das que julgo muito, muito importante! Obrigado!).
Dúvidas – Matt M.P.
01-Não. O Draco não ficou muito machucado. Só um pouco...
02-Sim. O Harry é uma pantera. Mais detalhes sobre a forma animago dele no próximo chapie! Rs. O último da primeira saga.
03-O Draco sem varinha estará totalmente dependente do Cara de Cicatriz. Quer coisa melhor do que isso? Rsrs...
04-Lemon entre eles vai demorar. Planejo apenas no final da terceira saga. Mas eles se acertam na próxima!
05-O complexo de herói do Cabeção Rachado nasceu com ele e vai morrer com ele. Mas conto com isso pra colocá-los em fria... que não vou revelar! Pra que estragar a surpresa? Rsrs...
