O Yokai virou-se e abraçou a jovem fortemente, usando seu poder ele transportou-se como um feixe de luz até a entrada de seu castelo nas Terras do Oeste. Quando se aproximou, os vigias ordenaram a abertura dos portões feitos em madeira nobre e com adornos em ouro.

Sesshoumaru adentrou o recinto e Rin o seguiu a alguns passos atrás, ela estava maravilhada com a beleza e imponência do lugar. Logo que entrou reparou no magnífico pátio em que estava todo feito de uma pedra alva como a neve, haviam várias estátuas e canteiros com diversas flores. Eles entraram e foram recebidos por dois servos um homem e uma mulher que Rin pode identificar como sendo humana.

- Seja bem vindo de volta mestre!

Os dois o reverenciaram calmamente, Sesshoumaru nem sequer os olhou.

Logo as atenções se voltaram para Jaken que adentrava o salão aos gritos.

- Ssssehor Sssesssshoumaru! Que bom que o ssssenhor voltou.

Ele aproximou-se de seu mestre fazendo uma reverencia e arregalou os olhos ao se deparar com a figura de Rin.

- Rin??? É você mesmo?

- Sim Senhor Jaken, sou eu. A jovem respondeu sorrindo e agachou-se para abraçá-lo.- Eu senti tanto a sua falta Senhor Jaken. Como o senhor está?

- Eu estou bem menina. Jaken estava emocionado, Rin sempre fora muito doce e gentil com ele e também sentia falta dela.

- Jaken!

O momento foi interrompido por Sesshoumaru que ordenou com voz firme.

- Faça com que levem Rin aos seus aposentos e providencie tudo o que ela precisar. Ela ficará sob os cuidados de vocês. Disse encarando os criados.

- Ssssim Sssenhor Sssssessshoumaru. O servo respondeu solícito como sempre.- Vamos seus idiotas não ouviram o que o Ssssenhor Ssssessshoumaru disse, vão fazer o que lhes foi ordenado.

Sesshoumaru estava agora parado junto a uma enorme porta do outro lado do salão que dava para a varanda, uma leve brisa soprava no local fazendo com que seus cabelos prateados dançassem ao seu ritmo. Ele fitava Rin que ainda admirada olhava tudo ao seu redor. Aquele era o lugar mais lindo em que jamais esteve, nem em sonho imaginou tamanha beleza. O ambiente era iluminado por magníficas lanternas, presas as diversas pilastras, emanando uma luz dourada que salientava ainda mais os detalhes esculpidos no teto e nas paredes, assim como os símbolos do clã dos Taisho que estava em toda parte.

- Rin?!

Ela ouviu a voz chamá-la despertando de seus devaneios.

- Esse lugar é tão lindo meu senhor. Por que não gosta daqui?

- Por que acha que eu não gosto daqui? Ele perguntou com a voz calma.

- Porque nunca falou sobre esse lugar, sua casa e nunca passa algum tempo aqui. Está sempre em alguma jornada, sempre longe daqui.

Sesshoumaru ficou surpreso embora ninguém pudesse perceber, imaginava como ela poderia conhecê-lo tão bem.

- Você tem razão eu não gosto desse lugar, não tenho nada além de más recordações daqui.

A conversa é interrompida pela criada que veio informar que o quarto já estava preparado.

- Vá com ela Rin, nos vemos mais tarde. Disse o Yokai.

Rin subiu as escadas sendo guiada pela serva, percorreu um longo corredor até chegar ao aposento que foi preparado para ela. Era um quarto grande de paredes brancas com desenhos de flores de sakura, havia uma grande sacada onde se chegava através de uma grande porta. Havia uma grande cama cuja cabeceira recostava em uma das paredes e era muito bem decorada.

A criada indicou uma porta onde Rin pôde identificar um quarto de banho com uma banheira talhada em madeira grande o suficiente para se deitar confortavelmente. Rin estava adorando tudo aquilo, ela voltou para o quarto e deitou-se na cama sentido o quanto era macia e aconchegante .

- Se quiser posso mandar preparar um banho senhorita.. A criada disse.

Rin ergueu-se da cama para fitá-la e perguntou:

- Como se chama?

- Me chamo Midori senhorita. Respondeu com os olhos baixos.

Midori era humana e uma senhora já de certa idade, aparentava ter entre cinqüenta e cinco e sessenta anos, tinhas os cabelos grisalhos e rugas pelo rosto.

- Eu me chamo Rin e quero sim por favor que me preparem um banho por favor.

Ela disse sorrindo docemente para a velha senhora, esta pediu licença e foi providenciar. Em poucos minutos a banheira havia sido enchida com água fresca já que fazia muito calor. A senhora Midori acrescentou essência de flores à água deixando-a com um cheiro bastante agradável.

A criada se retirou e Rin despiu-se entrando na banheira, onde mergulhou seu corpo ficando totalmente relaxada, passou muito tempo ali e estava tão cansada que adormeceu

Uma hora mais tarde ela despertou com o chamado da senhora Midori.

- Senhorita?! Senhorita Rin acorde.

- Uhm! Eu adormeci. Disse se espreguiçando ainda sonolenta.

- Sim senhorita. Devia estar muito cansada para dormir assim durante o banho.

- Sim eu estava muito cansada , tive um dia muito difícil hoje.

- E esse ferimento senhorita? Precisa de cuidados.

Rin olha para o braço o corte profundo não sangrava mais mas podia-se ver o quanto era sério.

- Não é nada grave, cuidarei disso depois.

Ela emerge totalmente na água molhando seus longos cabelos. Levantou-se depois e pegou a toalha que estava sendo estendida por Midori seca os cabelos e o corpo e enrola-se na toalha seguindo para o quarto.

A garota se surpreende ao ver que haviam vários quimonos em cima da cama e eles eram simplesmente lindos.

- O que é isso? Ela pergunta demonstrando sua surpresa.

- São seus senhorita, o senhor Jaken mandou providenciarem por ordem do Senhor Sesshoumaru.

Rin se aproximou da cama e tocou aqueles tecidos tão finos e delicados era como se sua pele fosse tocada por pétalas de rosas. Pura seda.

Ela escolheu um lindo quimono azul celeste com bordados cor de rosa e branco para vestir durante o primeiro jantar naquele castelo.

As horas passaram-se lentamente para Rin, já era bem tarde e o Senhor Sesshoumaru ainda não havia retornado, Jaken também não estava no castelo. Ela passou horas sozinha, naquele lugar imenso cercada por Yokais que a olhavam feio mesmo que discretamente, depois da refeição e de ter se cansado de esperar ela se recolheu aos seus aposentos e sozinha com seus pensamentos adormeceu.

Horas mais tarde o poderoso Yokai retornou ao castelo acompanhado de Jaken que reclamava o tempo todo de cansaço. Sesshoumaru não deu ouvidos ao servo, subiu as escadas e se encaminhou diretamente aos seus aposentos. Antes de chegar a ele identificou o cheiro de Rin em um dos quartos e como não ouvia nenhum ruído deduziu que ela dormia. Abriu a porta lentamente e a viu adormecida tranqüila e serena, não se aproximou e saiu.

Em seus aposentos o Yokai retira suas espadas e as deita no devido lugar, na cabeceira da imensa cama. Neste momento, uma das criadas uma jovem e linda Yokai, preparava o banho de seu mestre.

Sesshoumaru olhava para o lado de fora da sacada a planície ao longe que estava iluminada pelos raios lunares.

Alguns minutos depois...

- Senhor Sesshoumaru seu banho já está pronto.

Ele virou sem olhar para a bela yokai a sua frente e caminhou em direção a banheira que parecia ser feita de mármore branco. Ele desatou a já conhecida faixa amarela depositando-a cuidadosamente sobre uma espécie de cabide. Abriu e retirou o alvo quimono principal e deixou-o cair no chão, o mesmo foi feito com o quimono secundário e com o resto de suas vestes ficando completamente nu. Entrou na banheira e recostou-se na lateral ainda sob o olhar atento da jovem yokai que após alguns minutos desfrutando de tal visão pergunta:

- Posso servi-lo em algo mais meu senhor?

De olhos fechados,e impassível como de costume ele diz:

- Saia.

A jovem baixa os olhos

- Sim meu senhor. Recolhe as roupas do chão para tratá-las e se retira.

Sesshoumaru fica relaxado na banheira por cerca de meia hora, depois disso se seca veste um outro quimono totalmente branco e com um tecido mais leve e se deita na cama ainda com os cabelos úmidos. Ele tinha os olhos fechados mas não dormia apenas meditava.

Já era madrugada e no outro quarto Rin acordava. Piscou várias vezes tentando recordar de onde estava e quando se lembrou levantou da cama e olhou pela janela, a lua ainda estava alta no céu. Imaginou se seu Senhor já teria retornado e resolveu verificar. Ajeitou o quimono, calçou as sandálias e pôs-se a caminhar pelo grande corredor . Não fazia idéia de qual seria o aposento dele decidiu então analisá-los um a um, que ela soubesse não haviam hospedes nos castelo então o mais provável é que os quartos estivessem vazios. Abriu com cuidado e fazendo o mínimo de barulho três portas antes de achar a certa.

O quarto dele como era de se esperar, era o principal e maior do castelo, a porta dupla ficava bem no final do corredor de frente e não nas laterais como as outras.

Rin entrou devagar não queria chamar a atenção dele, mas era impossível enganar os sentidos muito apurados de um Yokai cachorro. Quando ela encostou a porta, ele imediatamente abriu os olhos fitando-a. A garota o olhava com uma feição séria e magoada. Sesshoumaru continuou na mesma posição, eles se encaram em silêncio por alguns instantes até que ela quebrou o silêncio e não se contendo disse:

- Por que me trouxe aqui senhor?

- Não era o que você queria? Ele disse calmamente.

- O que eu quero é ficar próxima ao senhor.

- E você está. Não?

Sesshoumaru a estava provocando. Rin sentiu seus olhos encherem de lágrimas mas se esforçou para contê-las, não seria fraca diante dele. Seu coração batia mais forte agora.

"Por que ele está fazendo isso? Queria brincar com ela se divertir?" Ela pensou.

Ele ainda a fitava sem qualquer reação.

- Por que está fazendo isso comigo?

Sesshoumaru sentou na cama fitando a garota com tranqüilidade e com a voz calma perguntou:

- Do que está falando Rin?

- Me deixou sozinha na primeira noite nesse lugar imenso, cercada por desconhecidos. Disse chorosa.

- Eu tenho deveres a cumprir aqui Rin, por isso voltei a esse lugar.

Rin ainda tentava conter as lagrimas, estava com raiva e frustrada como uma criança que não tinha recebido o presente desejado no aniversário.

- Por que não me procurou quando voltou?

- Você estava dormindo.

Ela parou um pouco para pensar, se ele sabia que ela estava dormindo é porque tinha ido procurá-la. Respirou fundo e caminhou até a porta da sacada procurando se acalmar, com certeza estava agindo como uma criança tola e mimada. Sentiu os cabelos serem afastados da nuca e lábios a beijarem, tentou fazer-se de forte e resistir para mostrar o quanto estava brava mas não conseguiu. Sesshoumaru passou a língua pelo pescoço dela que soltou um gemido que fez o Yokai sorri maliciosamente sem que ela percebesse. Os braços fortes a envolveram ...

- Não era minha intenção deixá-la sozinha esta noite.

Ele disse sussurrando no ouvido dela e passando a língua por ele.

- Eu a quero Rin, quero agora.

O Yokai arrancou o quimono de seda do corpo da garota com extrema habilidade e volúpia, estava faminto, sedento do amor dela os dias em que estiveram separados fizeram a vontade de possuí-la novamente crescer ainda mais.

Ele lambeu a pele das costas dela percorrendo toda a extensão da espinha, levou-a até a cama posicionando-a ainda de costas para ele, essa posição lhe era muito mais aprazível. Fitou por mais algum tempo o corpo frágil e nu de Rin, sabia que teria que agir com o máximo cuidado, começou sua invasão lentamente seu membro rijo pulsava de tanto desejo, a garota gemia e cerrava os punhos agarrando os lençóis alvos da espaçosa cama.

Sesshoumaru aprofundava cada vez mais a sua entrada tendo a sensação deliciosa de ter seu membro envolvido por aquela cavidade quente e úmida pela excitação, forçou uma ultima vez a entrada depositando-se totalmente no interior dela. Rin gritou de dor com o rosto enfiado entre as almofadas vermelhas da cama.

Embora estivesse envolto em sensações que poderiam desnorteá-lo Sesshoumaru percebeu o desconforto dela e parou os movimentos tentando acalmá-la antes de continuar.

Ele inclinou-se sobre ela e beijou a nuca dela carinhosamente depois o pescoço, Rin procurou pelos lábios dele ávida por senti-los e aos poucos foi relaxando, percebendo isso o Yokai voltou a executar seus movimentos de forma delicada e lenta que depois foi se tornando mais rápida a medida que Rin se acostumava com a sensação.

Ele sentia seu sangue ferver e seu membro pulsava intensamente em Rin. Não demorou para que ele fosse tomado pela maravilhosa sensação de gozo. Quando se deu por satisfeito ele se retirou dela e passou a beijá-la carinhosamente e a acariciar a pele perfeita. Ele fez com que Rin se virasse para ele com seu corpo ainda sobre o dela, ainda não pararia com as caricias sabia que sua fêmea ainda não havia sido saciada. Beijou os lábios rosados dela com voracidade, Rin fitava aqueles orbes dourados que tanto a fascinavam coberta de desejo, ela arqueava o corpo buscando por mais caricias daquelas mãos habilidosas.

Sesshoumaru delineava com a língua os lábios entre abertos de Rin enquanto a penetrava, os gemidos dessa vez eram baixos, ele olhava fixamente para aquele rosto inocente que o encantava agora transformado pelo intenso prazer que se aproximava e quando aconteceu ela cruzou as pernas na cintura dele prendendo-o com força dentro de si. Sesshoumaru gostou da sensação. Ele continuou deitado sobre ela enquanto tinha seu rosto acarinhado pelos dedos delicados como plumas. Sua cabeça repousava acima do ombro dela, suas respirações voltando ao normal lentamente.

Rin virou-se deixando seus lábios quase colados aos dele, viu que seus olhos estavam fechados e sorriu pensando no quanto estava feliz.

- Eu te amo Sesshoumaru

Disse murmurando talvez na esperança de que ele não ouvisse mas ele ouviu.