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Um Estranho Conhecido

(4. Ed – 14/02/2014)

Disclaimer: Inuyasha e sua turma não me pertencem, porém toda a história é de autoria minha.

Capítulo 10 – Sentimentos confusos


- Alô?

-Kagome! Você nem sabe! Recebi uma carta do Miroku! Não é romântico? Ele disse que assim terei algo dele para guardar! Não é lindo? Vou ler pra você: Olá Sangozinha meu amor. Como Você está? Estou morrendo de saudade de você! Não sabe como estou sofrendo aqui sem ti, minha bela. Meu pai é um chato, não me deixa fazer nada e ainda estou com o horário contado pra ficar na internet, daí pensei que seria muito mais romântico e mais real te escrever, meu amor, assim você terá algo de mim para guardar aí com você juntinho com meu coração! Te amo demais! Não me esqueça nunca! Assim que eu fizer dezoito anos volto pra te pegar! Espero que consiga voltar para aí antes, mas em todo caso...Prometa-me que me esperará meu amor! Com todo meu amor, Miroku. – Não é lindoooooo? Ai Kagome! Tô morrendo de saudades do meu Mi!

- Ai Sango que bom que ele deu notícias! Fico tão feliz por você!- disse animada pela amiga- Você sabe que ele te ama, é tão maravilhoso isso – comentou num tom mais triste, pensando que não se sentia amada a algum tempo, claro que sua família a amava, mas não o jeito certo de amor homem/mulher que ela queria.

- Ai Kagome relaxa tudo vai se ajeitar...é só esperar. Se anime!

A campainha tocou, lançando um barulho estridente pela casa.

- Vou tentar. Sango tenho que desligar.

-Tá bom Kah! Tchau.

- Tchau. – Kagome desligou o telefone e desceu correndo as escadas. Alcançou a porta e se surpreendeu ao ver Inumaru encostado ao batente. Com seus cabelos negros reluzentes e um sorriso lindo de tirar o fôlego nos lábios. Vestia uma calça jeans preta, surrada e uma camiseta em um tom escuro de azul.

- Oi – ele disse, sorrindo.

- Oi. – Kagome respondeu, incerta.

- Tava pensando se você não tava afim de dar uma volta, sei lá. – Kagome ficou em silêncio. Sentindo seus pensamentos nublarem, a impedindo de responder. Ele era muito lindo, tinha um sorriso, e um par de olhos tão intensos que a deixaram sem fala.

- Como sabia que eu morava aqui? – perguntou, confusa. Não conseguia se lembrar de ter dito isso à ele, na verdade não lembrava de ter dito praticamente nada à ele.

- Ayame me contou – 'depois de horas de insistência e algumas ameaças' ele adicionou mentalmente. – E então vamos dar uma volta?

- Bem, eu não sei, nem sei quem é você – Kagome respondeu.

- É bem, eu sei – ele disse coçando a cabeça sem graça – Eu só sei lá, você é uma garota tão linda, sou novo aqui na cidade e...

Kagome suspirou – Olha, não estou interessada em ter um relacionamento agora, ok? – o garoto fez menção de retrucar algo, mas Kagome não o deixou falar - Só para já te deixar claro. Mas tudo bem, podemos dar uma volta. Só um segundo – fechou a porta, olhou a roupa que vestia, uma baby look vermelha com o desenho de um gatinho e uma calça jeans, concordou que estava adequada, deixou um bilhete de aviso para sua mãe, caso a mãe voltasse do hospital da visita que tinha a Souta que estava com a perna engessada. E voltou a porta, onde Inumaru a esperava. – Vamos?

- Claro. – ele sorriu travesso. Não sabia por que, mas já se sentia imensamente atraído pela garota, apesar do imenso fora que ela acabara de lhe dar, ele não desistiria tão facilmente.

Andaram pela calçada e Kagome notou que ele estava novamente com o skate, agora de baixo do braço.

- Gosta muito de andar de skate? – Kagome perguntou, quebrando o silêncio inicial que se formou entre eles.

- Amo. Você devia experimentar. – ele falou.

- Como sabe que eu nunca andei de skate? – perguntou ela, intrigada pela afirmação dele.

- Palpite.

Ele parecia ser alguém de poucas palavras, na impressão de Kagome. Ou ele estava sem jeito que nem ela, ela não conseguia pensar em nada para dizer.

- E Ayame? – perguntou ela de repente.

- Está em casa. Arrumando as coisas.

- E por que você não tá lá?

- Por que, eu já arrumei minhas coisas – 'Joguei tudo em cima da cama, melhor dizendo' – ele acrescentou em pensamento.

- E não vai ajudar sua tia e sua prima? – perguntou ela se lembrando da conversa que teve com Ayame algumas horas antes.

- Não. – ele respondeu simplesmente – Depois eu ajudo. Então, mora aqui à muito tempo? – ele mudou de assunto.

- Não muito, uns três meses mais ou menos.

- Hum.

O silêncio se estabeleceu novamente entre eles, já estavam à meia hora caminhando pelo bairro.

O céu estava escurecendo. Indicando que uma tempestade se aproximava.

- Acho que vai chover. – Kagome comentou, observando as nuvens negras no céu.

Inumaru olhou o céu então e disse – Acho melhor voltarmos... – ele mal acabou de pronunciar as palavras a chuva começou a cair. – Droga! – exclamou ele, escaneando a área a sua volta em procura de algum abrigo. Avistou uma velha marquise do que provavelmente um dia fora uma pequena loja à uns vinte metros – Vem garota! – puxou a pela mão e juntos correram até o local.

- Mas que droga! – Kagome exclamou olhando a chuva, segura de baixo do abrigo, infelizmente já estava ensopada. – Estou toda molhada!

- Pelo menos saímos da chuva. – ele se sentou no degrau, encostando as costas na porta de metal. Deixou seu skate no chão e observou Kagome.

Kagome seguiu seu exemplo e ficaram a olhar a chuva.

- Que divertido! – Kagome ironizou – Molhados esperando a chuva passar.

- É... – ele sorriu – Nada mal para um primeiro encontro – ele olhou para ela, vendo-a ficar vermelha instantaneamente. Ficou vermelho também percebendo o que dissera. – Q-Quer dizer...

Kagome deu risada do constrangimento do garoto, de algum modo isso era bom para seu ego – Por que se mudaram para cá? – decidiu perguntar, para mudar de assunto.

- Por que minha tia queria morar mais perto da família dela... fazia anos que não vínhamos para Tókio.

- Hummm.

- E você?

- Eu o quê?

- Por que se mudou para cá? Você me disse que mora aqui há pouco tempo...

- Ah...na verdade a gente só se mudou de volta..moramos uns cinco anos nos Estados Unidos e daí agora voltamos...

Inumaru decidiu ignorar o fato de que ela não respondeu exatamente a pergunta dele.

- Gosta de chuva? Kagome?

- Sim...eu acho... – respondeu imaginando o porquê da pergunta repentina. Ele sorriu para ela.

E num instante Kagome se via sendo arrastada para a chuva.

- Você tá louco? – ela gritou enquanto tentava se soltar de Inumaru que a rebocava em direção à rua, segurando suas mãos.

- Não! – ele respondeu – Você disse que gosta de chuva! Então vamos aproveitar! – ele gritou animado, sorrindo de orelha a orelha.

- Você é louco! Eu já tô toda molhada!

Ele a soltou. E quando voltou-se de frente para ela, tinha um sorriso enorme no rosto. Tão radiante que Kagome não conseguiu evitar sorrir de volta. E de repente começou a empurrá-lo em direção a uma grande poça que se formou pela chuva. Ele não fez nada para evitar, não havia percebido qual era intenção dela. Quando chegaram bem perto da poça, Kagome o empurrou com força para que caísse na poça. Só não esperava que ele a puxasse junto. – Merda! – ela gritou.

Splash

Os dois caíram na poça, Kagome em cima de Inumaru. Começaram a rir da situação. A poça estava marrom, da terra transformada em lama com a chuva. Kagome parou de rir, uma idéia passando por sua cabeça. E de repente começou a fazer cócegas nele. E ambos riam fazendo cócegas um no outro, dentro da poça, como duas crianças se divertindo.

Quando já estavam sem fôlego, Kagome se rendeu. Inumaru olhou profundamente nos olhos dela que ainda sorria por causa da brincadeira. Ele sorriu de volta e pousou uma mão ao lado do rosto dela e inesperadamente a trouxe para baixo de encontro a seus lábios.

Quando Kagome caiu em si já estava correspondendo ao beijo, envolvida pelas sensações do momento. Se separaram depois de alguns minutos em busca de ar. As bochechas de Kagome estavam vermelhas, ela notou que as de Inumaru também. Percebendo o que acabara de acontecer, Kagome paralisou no lugar e começou a se afastar, ela se levantou e olhou para os lados confusa com o que havia acontecido. A chuva continuava a cair, mas agora com mais intensidade.

- Eu ... – Inumaru começou ao perceber que ela se afastava – está tudo bem? Eu não tive a intenção...

Kagome o interrompeu – Olha, está tudo bem, é só que...não estou pronta para conhecer outra pessoa agora, eu...

- Tudo bem. – ele disse relaxando, afinal isso não era um Não definitivo. – Foi sem intenção, vamos fingir que não aconteceu, está bem?

Kagome assentiu e juntos voltaram até a marquise, onde Inumaru pegou seu skate e continuaram em silêncio seu caminho de volta a casa.

Ambos perdidos em seus pensamentos. Kagome não sabia dizer o que a fizera corresponder ao beijo dele. Só sabia que havia gostado de beijá-lo. De repente seus pensamentos voaram para Inuyasha, e ela se sentiu triste. Se sentia confusa...havia descoberto a pouco que estava apaixonada por Inuyasha, pelo menos achava que sim e sentia muita falta dele, de repente se viu nos braços de outro garoto, um no qual ela mal conhecia.

Kagome chegou à casa ensopada depois de meia hora andando na chuva.

- Está entregue. – ele sorriu abertamente – Nos vemos amanhã.

Kagome acenou e entrou em casa, tomou um banho quente depois de se livrar das roupas molhadas e passou o resto do dia pensando que talvez esse garoto fosse a solução para seus problemas, talvez ele a fizesse esquecer de suas desilusões amorosas...e talvez, só talvez, a fizesse esquecer do dono de belos olhos dourados que estava sempre em seus pensamentos. Será que estava tomando a decisão correta? Não, era melhor não se envolver, seus coração estava sofrendo demais, seus sentimentos confusos, não seria justo envolver outra pessoa.

oOOooOoOOOO

No outro dia, Kagome acordou animada para ir para escola. Depois de se arrumar devidamente, desceu as escadas para tomar café.

Sua mãe lhe contou que Souta seria liberado naquele dia e que estava bem, por sorte só tinha quebrado a perna e precisaria de muleta.

Assim que passou pela porta avistou Ayame e Inumaru a esperando.

- Bom dia. – ela anunciou sorrindo para o casal de primos.

- Bom dia. – responderam os dois.

- Vamos? – Kagome perguntou.

Os três seguiram juntos até a estação de metrô.

Ayame se sentou e Inumaru sentou a seu lado, fazendo com que Kagome se sentasse do outro lado dele. Ficaram em silêncio por algum tempo.

Inumaru logo começou a conversar com Kagome, perguntando sobre o colégio, sobre o que ela gostava e sobre sua família.

Pararam na estação e desceram do metrô, Ayame aproveitou para perguntar a Kagome sobre os garotos do colégio, se eram bonitos e qual ela sabia que estava disponível e se encaixava na descrição. Kagome lhe disse sobre Kouga e Bankotsu que eram os garotos mais bonitos da sala, omitindo de propósito Inuyasha.

Assim que chegaram ao colégio, Kagome avistou Sango na portaria.

- Kagome! – ela disse, mas viu que a amiga não estava só e emendou – Oi.

- Sango, esse é Inumaru - fez um gesto de mão na direção dele – E essa é Ayame, prima dele. São meus novos vizinhos. Gente, essa é Sango, minha melhor amiga – Kagome sorriu.

Sango sorriu de volta e cumprimentou os mais novos amigos.

- Ah Kagome, não sabemos onde fica nossa sala..será que você nos ajuda? – Ayame perguntou, enquanto subiam as escadas.

- Qual sala que é?

- Sala, duzentos e dez.

Sango e Kagome se olharam e sorriram.

- Vocês estão na nossa sala. – Kagome anunciou.

Chegaram a sala de aula, que por terem chegado cedo ainda estava vazia. Kagome indicou onde se sentava e Inumaru sentou atrás dela. Sango na carteira na frente da de Kagome e Ayame decidiu se sentar ao lado de Kagome.

Sango estava morrendo de vontade de perguntar sobre os novos 'amigos' de Kagome, já sentindo um clima diferente entre a amiga e Inumaru.

Os quatro começaram a conversar e Sango ficou sabendo um pouco mais sobre os primos. Logo o sinal bateu e o restante dos alunos chegaram, juntamente com o professor. Entre eles estavam Kikyou.

Kikyo entrou na sala e lançou um olhar gélido na direção de Kagome que fingiu nem perceber.

A aula de inglês começou. A professora, Abi, era uma mulher magra, alta e autoritária. Não permitia conversas.

- Você. Qual seu nome? – a professora perguntou, parando de repente de explicar (pela milionésima vez) o verbo to be.

- Kikyou. – a garota disse, sorrindo.

- Muito bem, Kikyou. Abra a boca para dizer mais uma palavra durante minha aula e descontarei um ponto na sua nota.

- Mas...

A professora lhe lançou um olhar zangado e Kikyou calou-se, resignada.

Kagome sorriu, bem feito para aquela garota, pelo jeito já estava se juntando com as garotas mais chatas da sala, Kaguya e Tsubaki.

Quando o sinal bateu indicando o fim da primeira aula, Inuyasha e Bankotsu entraram.

O olhar de Inuyasha pousou em Kagome e seu rosto se tornou triste.

Sentou-se em seu lugar. Não havia percebido ainda a presença de Inumaru.

Kouga que já havia notado a presença dos mais novos alunos, não perdeu tempo em conhecer Ayame. Para ele, Kagome era uma causa perdida, notara que a garota gostava mesmo do Inuyasha.

Sango participava da conversa de Kouga e Ayame, mantendo um olho em Kagome e Inumaru. Kagome estava voltada para trás conversando com Inumaru.

- Qual seu signo Inumaru?

- Eu? Sou de Áries.

- Áries? Nossa. Esse signo dizem que as pessoas são meio 'pavio-curto', você é?

- AH...as vezes...depende...do dia, da pessoa...de várias coisas...mas e você?

- Sou de câncer.

- Quando foi seu aniversário?

- Dezenove de julho. E o seu?

- Vinte e três de Março. Você tem dezessete? – Inumaru perguntou.

- Isso.

- Eu tenho dezoito.

- Mas..você reprovou algum ano?

- A primeira série..vê se pode? É ridículo, reprovar a primeira série! – ele se irritou.

- Ai Inumaru! – ela deu risada da pequena explosão dele. – Você e sua prima brigam muito?

- Ah sim, como cão e gato.

- Por quê?

- Não sei. Sempre fomos assim.

Naquele momento o professor entrou na sala e Kagome quando foi se virar, lançou um olhar na direção de Inuyasha e percebeu que ele a fitava inexpressivo, parecia quase perplexo, parado lá de boca aberta. Se sentiu triste, sabia o que ele deveria estar pensando, mas logo mandou esse pensamento para longe, ela não estava fazendo nada de errado, só conversava com um amigo.

A aula passou silenciosa, a aula de química exigia concentração.

Quando o sinal bateu, Kagome se levantou. Precisava ficar sozinha.

oOOoOOOo

- Hey! – Kagome exclamou quando alguém puxou seu braço, no momento que ela saia do banheiro. Ela ergueu os olhos e encontrou belíssimos orbes dourados que pareciam até meio alaranjados de pura fúria.

- Quem é aquele garoto? – Inuyasha exigiu, segurando com força o braço de Kagome.

- Ah agora está falando comigo? – ela o olhou nos olhos, profundamente irritada - Não é da sua conta! E me larga! - ela tentou se soltar.

Os olhos dele se suavizaram, sabia que era culpado – Kagome – ele suspirou – Precisamos conversar.

- Agora quer conversar? Me larga Inuyasha! Agora quem não quer falar com você sou eu!

- Kagome...eu preciso te explicar...Mas em primeiro lugar quem é aquele idiota?

- Já disse que não te interessa. E você disse que ia me explicar algo...pois então estou esperando uma explicação. – ela tentou cruzar os braços.

Inuyasha a olhou e sabia que ela estava certa, não tinha o direito de pedir explicações a ela. Soltou um longo suspiro.

- Tá bom. Vem. – ele a puxou.

- Mas..e a aula? – ela perguntou, se perguntando a onde ele a levaria.

Ele nada respondeu e saiu a rebocando pelo colégio. Levou-a a pista de atletismo.

Chegando lá, ele largou os braços dela e permaneceu de costas para ela.

- Pronto. Era aqui que queria me levar? Me explica. – ela exigiu cruzando os braços.

Quando ele se virou, Kagome sentiu um frio na barriga. O que via nos olhos dele era...

Ela não teve tempo para terminar o raciocínio. Os lábios quentes dele estavam nos dela. Lutando contra os dela. Kagome se rendeu na sensação de ser beijada por ele novamente. Agarrou o pescoço dele, enquanto as mãos dele apertavam sua cintura.

Se afastaram lentamente. – Senti tanta falta disso. – ele sussurrou. E ela voltou a realidade.

- Idiota! – ela o empurrou – Por que fez isso? Você é um idiota! Idiota! Achei que as coisas estavam se acertando entre a gente e então BUM! Finge que não existo e que nada aconteceu. Quando me vê com outro...pensa que pode me beijar assim?

- Então você está mesmo com outro! – ele acusou. – Ah! Esse garoto vai se arrepender amargamente! – ele se virou, pronto para voltar à sala. Estava furioso. Não podia acreditar que tinha sido trocado.

Kagome puxou o braço dele.

- Olha aqui! – ela apontou um dedo na cara dele – Me deixa em paz! Continua fingindo que eu não existo! – ela sentiu os olhos lacrimejarem. – Você é o culpado de tudo isso! Você não tem direito nenhum sobre mim! Nosso acordo não serviu para nada...Você só me deu esperanças para depois parti-la em mil pedaços! Me esquece! – ela gritava, lágrimas quentes escorrendo pelo seu rosto. Como lhe doía dizer essas palavras. Mas se sentia traída. Tudo bem que não vira mais ele com Yura, nem com garota alguma, mas...ele não a procurara, não se explicara...simplesmente fingia que ela não existia. – Idiota! – ela esmurrou o peito dele.

- Kagome.. – ele segurou as mãos dela, e quando Kagome o olhou nos olhos, os dele estavam frios. – É Perfeito! Que bom que você não me quer, eu é que não te quero. Pode ficar com aquele playboyzinho..ele é perfeito para você. Dois babacas. – ele a largou de repente e sorrindo arrogantemente acrescentou – Consegui o queria, você ainda ama os meus beijos. – e foi embora, tranquilamente.

Kagome estava atordoada. Não conseguiu voltar para sala, sentou-se na arquibancada e continuou a repassar tudo que acontecera. Podia jurar que antes de beija-la, tinha visto amor nos olhos dele.

oOOoOOoOO

- Kagome! – Sango gritou quando a avistou sentada na arquibancada – Onde você esteve? – Ayame e Inumaru estavam logo atrás dela.

- Ah..Oi gente...eu estava aqui..pensando um pouco...- sorriu fracamente – Vamos comer alguma coisa! – ela se levantou num pulo agradecendo aos céus, por ter parado de chorar antes deles a virem, e rezava para que as evidências não estivessem óbvias em seu rosto. Pegou a mão de Inumaru, que a olhava confuso. E o beijou. Ele mesmo confuso, correspondeu ao beijo.

Kagome pensou que aquilo era tudo que precisava no momento, o beijo dele foi tranquilizante, doce e ao mesmo tempo vigoroso. Se beijaram com vontade, esquecendo completamente da presença de Ayame e Sango, que se olharam e saíram andando na frente, a caminho da lanchonete.

- Você está bem? – Inumaru perguntou, encostando sua testa na dela, a abraçando com força.

- Inumaru...me desculpa..eu não devia ter te beijado.

Kagome lhe contou sua breve história com Inuyasha, omitindo o recente beijo e as palavras duras que ele lhe dissera há pouco.

- Então, esse cara te quer, mas não te quer ao mesmo tempo? – Inumaru perguntou.

- Eu sinceramente não sei, e não quero te enganar, eu.. não seria justo contigo, eu nem sei o que eu quero, ou o que estou sentindo, me desculpe! – ela gritou e saiu correndo, lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Ah Inuyasha! Por quê?

O intervalo terminou e ninguém havia visto para onde Kagome fora.

Mais tarde a garota entrou na sala para a próxima aula e fingiu não perceber o olhar preocupado dos amigos, logo foram informados que teriam aula de educação física, portanto deveriam se dirigir ao ginásio.

Os meninos foram jogar futebol, enquanto a maioria das meninas preferiu jogar vôlei ou caminhar pela pista de atletismo.

- Ai! – Kagome gritou quando a bola atingiu sua cabeça. Olhou na direção que tinha vindo a bola e viu Kikyou sorrindo para ela. – Sua louca você é do meu time! Não enxerga não?

- Desculpa querida, não te vi aí – Kikyou disse, com a maior cara de pau.

'Você me paga', Kagome pensou. Em breve seria a vez dela de sacar.

Enquanto isso no campo de futebol.

- Porra! – Inumaru gritou quando pela segunda vez sua canela foi atingida por um 'carrinho' para quem não sabe é como se fosse uma jogada do futebol, ou mais ou menos isso ^^). Nem precisou procurar seu 'agressor' sabia que era Inuyasha.

- Foi mal! Eu queria acertar a bola. – Inuyasha sorriu satisfeito. Iria atazanar a vida desse cara a todo custo.

O jogo continuava e qualquer chance que lhe era dada Inuyasha o atingia ou com um carrinho, ou ia para cima do outro.

Do outro lado do campo Kagome comemorava, enquanto suas colegas de time a olhavam sem entender. Ela errara o saque, mas acertara certinho na cabeça da Kikyou. Kagome olhou triunfante para Kikyou e sorriu.

- Ai Sango, puts esse jogo acabou comigo! – Kagome reclamava no final da aula.

- Também né você e aquela garota não paravam de se acertar. – Ayame foi quem respondeu – Mas me diz, o que vocês tem contra a outra?

- Ah Ayame, história antiga, ela roubou meu namorado ano passado, quando estudávamos juntos em outro colégio.

- Nossa!

- Pois é, agora não sei por que veio para cá. Do outro lado do mundo estudar aqui só para me encher a paciência!

- Oi meninas. – Inumaru apareceu.

- O que houve? – Kagome perguntou, notando que ele parecia exausto e estava mancando.

Ele olhou para ela – Seu ex.

Ayame olhou confusa. – O que ele fez? – ela perguntou.

- Nada, só tentou quebrar minha canela. – Inumaru soltou um longo suspiro, estava sujo de barro pelas vezes que caiu, mas estava satisfeito, Inuyasha também estava sujo e mancando do outro lado do campo.

- Ai meu Deus que colégio de loucos! A Kagome e uma garota ai não pararam de se acertar com a bola a aula toda e daí você com o ex dela se pegando! Affe! Me diz aí Kagome aquela guria roubou esse ex aí que o Inumaru tá falando? – Ayame perguntou.

- Não, foi outro...esse ex que o Inumaru disse é um ex recente, na verdade não posso nem chamá-lo de ex-namorado por que não chegou a durar um dia. Mas Inumaru você está bem? – Kagome perguntou para ele.

- Estou sim e você? Que garota é essa?

- Ah eu estou bem, só com dor de cabeça, a é umazinha ai..depois de explico...

- É a gente perdeu o jogo por causa delas! – Sango entrou na conversa.

- Pois é, a única coisa que a bola acertava era a cabeça das duas! – Ayame riu e logo os quatro estavam rindo da situação.


Oi segue mais um capítulo!