Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto.A história é de autoria de Brittainy C. Cherrye de seu livro THE AIR HE BREATHES. Essa Fanfic é uma adaptação.

Capítulo 9

Gaara

4 de abril de 2014

Três dias antes do adeus

Esse aqui é muito bom, se você quiser algo mais forte — disse o diretor da funerária, Hashirama, para minha mãe. Estávamos ali, de pé, escolhendo caixões. — É todo de cobre, então resiste muito melhor à corrosão. É bem melhor que o de aço e garante um repouso extraordinário aos seus entes queridos.

Sim, parece muito bom — assentiu minha mãe enquanto eu continuava ali, completamente desinteressado.

Se você deseja alguma coisa com mais classe, talvez queira dar uma olhada nessa maravilha. — Os dedos de Hashirama alisavam o cavanhaque ao passar a mão pelo outro caixão. — Esse aqui é de bronze puro, feito de um material que dura muito mais do que qualquer outro caixão. Se quisesse algo para se despedir dos seus entes queridos com estilo, eu escolheria este. Temos também as opções em madeira. Veja bem, eles não são tão fortes, mas são resistentes ao impacto, o que também é bom. Temos diferentes tipos de madeira, como cerejeira, carvalho e imbuia. O meu preferido é o de acabamento em cerejeira, mas quando se trata de gosto, cada um tem o seu.

Isso é muito estranho — resmunguei. Minha mãe foi a única que me ouviu.

Gaara — repreendeu ela, virando de costas para o diretor da funerária. — Seja educado.

Ele tem um caixão favorito. Isso é muito estranho — sibilei, irritado com Hashirama, irritado com minha mãe, irritado porque Shion e Shinki se foram. — Dá pra acabar logo com isso? — reclamei, olhando aqueles caixões vazios que em breve seriam preenchidos com tudo que eu tinha.

Voltem para mim.

Minha mãe franziu o cenho, mas tomou todas as decisões e cuidou dos detalhes que eu fingia que não existiam.

Hashirama nos levou até seu escritório, com aquele sorriso estranho que me irritava mais a cada segundo.

Para as lápides, também oferecemos coroas, vasos e flores para cobrir o corpo...

Você está de brincadeira comigo? — murmurei. Minha mãe segurou minha mão, tentando me impedir de falar daquela maneira, mas já era tarde demais. Eu estava no limite. — Deve ser muito bom pra você, não é, Hashirama? — perguntei, debruçado na mesa, com os punhos cerrados. — Deve ser um trabalho do caralho oferecer uma porra de uma coroa de flores para as pessoas que amamos. Fazer as pessoas gastarem todo seu dinheiro com coisas ridículas, que não mudam merda nenhuma, só porque estão vulneráveis. Flores pra cobrir o corpo? FLORES PRA COBRIR O CORPO? Eles morreram. Eles morreram, droga — gritei, levantando da cadeira. — Mortos não precisam de vasos. Eles não precisam de coroas. E não precisam de flores. Para quê? Para que, Hashirama? — berrei, batendo as mãos na mesa e fazendo todos os papéis voarem.

Minha mãe se levantou e tentou me segurar, mas puxei o braço com força. Meu peito subia e descia rapidamente, e minha respiração ficava cada vez mais curta e difícil de controlar. Senti a loucura em meus olhos. Eu estava descontrolado. Estava mais devastado a cada segundo que passava.

Saí correndo do escritório e me apoiei na parede mais próxima. Minha mãe se desculpou com Hashirama enquanto eu esmurrava a parede. Várias vezes. Meus dedos ficaram vermelhos, e meu coração se tornava mais frio à medida que a ficha começava a cair.

Eles se foram. Eles se foram.

Minha mãe saiu da sala e ficou ao meu lado, com os olhos cheios de lágrimas.

Você encomendou o cobertor de flores para os caixões? — perguntei, sarcasticamente.

Gaara... — sussurrou ela. Eu conseguia perceber a dor em suas palavras suaves.

Porque, se comprou, deveria ser verde para Shinki e roxo para Shion. Eram as cores favoritas deles... — Balancei a cabeça, sem querer mais falar no assunto.

Não queria o conforto da minha mãe. Não queria mais respirar.

Foi o primeiro dia em que percebi que eles estavam realmente mortos. O primeiro instante em que me dei conta de que tinha somente mais três dias para dizer adeus às pessoas que eram meu mundo. Balancei a cabeça mais uma vez, levei a mão à boca e, com um gemido, dei vazão à toda minha tristeza.

Eles se foram.

Eles se foram.

Voltem para mim.

. . .

— SHINKI! — gritei, sentando na cama. Estava tudo escuro, e meus lençóis, encharcados de suor. Senti uma brisa vindo da janela e tentei esquecer aquele pesadelo, cada dia mais real.

Eram as lembranças que sempre voltavam para me assombrar.

Vi uma luz se acender na casa da Sakura. Ela foi até a janela e espiou na minha direção. Não acendi a minha. Sentei na beira da cama, meu corpo ainda quente. A luz inundou seu rosto, e vi os lábios dela se movendo.

— Você está bem? — perguntou Sakura, cruzando os braços.

Ela era tão bonita que chegava a me irritar.

Mas eu também ficava irritado com o fato de que meus gritos provavelmente a acordavam todas as noites. Caminhei até a janela, meus olhos ainda carregando a culpa por não ter estado com Shinki e Shion.

— Vai dormir — eu disse.

— Tá — respondeu ela.

Mas ela não voltou para a cama. Sentou-se no parapeito da janela, e eu me encostei na minha.

Ficamos olhando um para o outro até nossos corações desacelerarem, e Sakura fechou os olhos.

Silenciosamente, agradeci a ela por não ter me deixado sozinho.

. . .

Sakura

— Estão dizendo por aí que você está trepando com aquele idiota — falou Ino ao telefone alguns dias depois do pesadelo do Gaara. Eu não o tinha visto desde então, mas não parava de pensar nele.

— Jura que estão dizendo isso?

— Não, mas eu preferia que fosse isso em vez do Naruto choramingando que você deixou outro cara cortar sua grama, embora eu tenha oferecido o Deidara para aparar o seu matagal. Mas, me conta, você está bem? Devo me preocupar que nem o Naruto?

— Eu estou bem.

— Porque aquele Gaara é um babaca, Sah. — Era triste perceber a preocupação em cada palavra que ela dizia. Eu odiava o fato de ela estar preocupada comigo.

— Eu só converso com ele — eu disse baixinho. — Sobre Sasuke, só converso com ele.

— Você pode conversar comigo também.

— Sim, eu sei. Mas é diferente. Gaara perdeu a esposa e o filho.

Ino ficou em silêncio por um momento.

— Eu não sabia disso.

— Duvido que alguém saiba. Acho que as pessoas o julgam pela aparência.

— Olha só, Sah. Vou dizer uma coisa que você pode não gostar, mas ser sua melhor amiga significa que tenho que ser honesta com você, mesmo quando não quer ouvir. É triste, muito triste saber que o Gaara perdeu a família. Mas como você consegue confiar nesse cara? E se ele tiver inventado essa história?

— O quê? Ele não inventou essa história.

— Como você sabe?

Porque os olhos dele são assombrados como os meus.

— Por favor, não se preocupe, Ino.

— Amiga... — Ino suspirou ao telefone. Por um momento, pensei em desligar, algo que nunca tinha feito com ela. — Você acabou de voltar à cidade, sei que está sofrendo. Mas esse tal de Gaara é uma pessoa ruim. Ele é violento. E acho que você precisa de estabilidade na sua vida. Você já pensou em fazer terapia ou algo do tipo?

— Não.

— Por quê?

Porque, supostamente, a terapia ajuda a pessoa a seguir em frente, e eu não queria seguir em frente. Eu ansiava por voltar ao passado.

— Olha, preciso ir. Falamos depois, tá?

— Sah...

— Tchau, Ino. Te amo. — Amava mesmo, apesar de não estar gostando muito dela naquele momento.

— Também te amo.

Assim que desliguei, fui até a janela observar o entardecer. Uma tempestade se formava. Uma parte de mim gostava disso, porque a grama ia crescer mais rápido com a chuva — o que significava que Gaara teria que voltar logo para me ver.

. . .

No sábado à noite, eu me sentei na varanda com a caixa em formato de coração da mamãe e li pela milésima vez suas cartas de amor. Gaara estava cortando a grama, o que não poderia me deixar mais feliz. Quando Naruto estacionou o carro na frente da casa, guardei tudo e escondi a caixa num canto. Senti um estranho constrangimento ao me dar conta de que Naruto estava prestes a dar de cara com o Gaara ali.

Quando o motor foi desligado e Naruto saiu do carro, sorri timidamente e me levantei.

— E aí, cara, o que veio fazer aqui? — perguntei. Ele olhou para o Gaara imediatamente e franziu o cenho.

— Estava indo pra casa e pensei em parar aqui e ver se você e Sarada não querem jantar ou comer uma pizza.

— Nós já pedimos pizza, e Sarada está vendo Frozen pela segunda vez.

Ele se aproximou, ainda com a cara fechada.

— A grama não parece tão alta.

— Naruto — repreendi, com a voz baixa.

— Por favor, me diga que você não está dando dinheiro pra esse cara, Sah. Ele provavelmente vai comprar drogas ou algo do tipo.

— Não seja ridículo.

Ele ergueu a sobrancelha.

— Ridículo? Estou sendo realista. Não sabemos nada sobre ele, exceto que trabalha com o louco do Orochimaru. Olha pra ele. Parece um psicopata, assassino, Hitler ou alguma coisa do tipo.

Dá medo.

— Se você parar com essa bobagem, pode entrar e comer um pedaço de pizza. Senão, é melhor nos falarmos outra hora, Naruto.

Ele fez que não com a cabeça.

— Vou entrar e dar um oi pra Sarada. Depois vou largar do seu pé. — Naruto respirou fundo e entrou na casa com as mãos no bolso. Quando saiu, me deu um sorriso cauteloso. — Você está diferente, Sah. Não sei por que, mas você está agindo de maneira muito estranha desde que voltou. É como se eu não te conhecesse.

Talvez você nunca tenha me conhecido.

— Falamos depois, tá?

Ele assentiu e foi para o carro.

— Ei — gritou ele na direção do Gaara, que olhou de volta, estreitando os olhos. — Você esqueceu de cortar do lado esquerdo.

Gaara piscou e voltou ao que estava fazendo. Naruto saiu com o carro.

Quando terminou, Gaara foi até a varanda e me deu um meio-sorriso.

— Sakura?

— Sim?

— Será que eu... — Ele gaguejou e pigarreou, coçando a barba, e se aproximou de mim. Vi o suor escorrendo do couro cabeludo até a testa, e tive uma vontade enorme de passar a mão ali para enxugá-lo.

— Será que eu o quê? — sussurrei, olhando mais tempo do que deveria para os lábios dele. Ele deu mais um passo em minha direção, fazendo meu coração acelerar. Prendi a respiração e simplesmente fiquei olhando para ele. Inclinei a cabeça bem devagar, e os olhos de Gaara também pareceram se deter em minha boca.

— Será que eu... — gaguejou ele de novo.

— Será que... — repeti.

— Você acha que...

— Eu acho que...

Ele olhou bem no fundo dos meus olhos. Meu coração não sabia se desacelerava ou se disparava com toda força.

— Será que eu posso usar seu chuveiro? Estou sem água quente.

Um leve suspiro saiu dos meus lábios, e assenti.

— Sim, um banho, é claro. — Ele sorriu e me agradeceu. — Você pode pegar uma roupa do Sasuke emprestada, assim nem precisa ir até sua casa.

— Não precisa fazer isso.

— Mas eu quero. Eu quero.

Entramos. Fui até meu quarto e separei uma camiseta e uma calça de moletom para Gaara.

Em seguida, peguei esponja e toalhas para ele.

— Aqui está. Tem sabonete e xampu no banheiro. Desculpe, mas são femininos.

Ele riu.

— Aposto que são melhores do que o meu cheiro nesse momento.

Não tinha ouvido sua risada antes. Era um som muito bem-vindo.

— Tá. Olha, se precisar de mais alguma coisa, dê uma olhada no armário embaixo da pia.

Qualquer coisa é só chamar.

— Obrigado.

— De nada.

Ele mordeu a parte interna da bochecha e entrou no banheiro. Um suspiro escapou do meu peito quando fui buscar Sarada e colocá-la para dormir.

Precisava me ocupar até que Gaara saísse do banho.

Caminhei pelo corredor na direção do banheiro e parei quando cheguei na porta. Gaara estava em pé, diante da pia, vestindo só a calça de moletom que dei para ele. Ele passou as mãos pelo cabelo e o prendeu no topo da cabeça em um coque estilo samurai. Em seguida, levou a gilete até a área acima dos lábios, o que fez meu corpo se retrair.

— Você vai fazer a barba?

Ele parou e olhou em minha direção antes de raspar o bigode. Depois, aparou a barba até que ela ficasse bem curta, quase invisível.

— Você fez a barba. — Suspirei, olhando para aquele homem que era tão diferente há alguns minutos. Os lábios dele pareciam mais grossos, os olhos mais, brilhantes.

Gaara voltou a concentrar sua atenção no espelho, analisando seu rosto despido.

— Não quero parecer um assassino. Ou pior, Hitler.

Meu estômago se revirou.

— Você ouviu o que Naruto disse.

Ele não respondeu.

— Você não parece Hitler — continuei, forçando-o a se virar em minha direção, admirando cada movimento de seu corpo. Tentei pôr meus pensamentos dispersos em ordem. — O comentário dele não faz o menor sentido, porque você sabe que Hitler tinha... — Coloquei o dedo debaixo do nariz. — ... Ele tinha um bigodinho. E você... — Passei a mão pelo meu queixo. — ... Você tinha uma barba bem estilo lenhador. Naruto estava sendo... não sei... estava tentando me proteger, de uma forma muito estranha. Ele é como um irmão mais velho. Mas não foi legal ele ter dito aquilo. Passou dos limites.

O rosto de Gaara ficou paralisado; seus olhos se fixaram nos meus. Ele tinha um porte tão rijo que era difícil não apreciá-lo. Pegou a camiseta, vestiu-a e, em seguida, passou por mim, roçando meu ombro.

— Mais uma vez, obrigado — disse ele.

— E, mais uma vez, de nada.

— É difícil? Olhar pra mim usando as roupas dele?

— Sim. Mas ao mesmo tempo me dá vontade de te abraçar, porque seria como abraçar o Sasuke.

— Isso é estranho. — Ele sorriu, brincando.

— Eu sou estranha.

Quando ele me abraçou, eu derreti. Não esperava por aquilo. Não fiquei triste, o que era surpreendente. A forma como ele encostou o queixo no topo da minha cabeça e passou a mão pelas minhas costas, bem devagar, me trouxe uma paz que eu não sentia há muito tempo. Eu me senti egoísta por querer abraçá-lo ainda mais forte, pois não estava preparada para abandonar minha solidão. Durante aqueles minutos com Gaara, não consegui pensar no quão solitária eu era. Por alguns instantes silenciosos, encontrei o conforto de que eu sentia tanta falta.

Não percebi que estava chorando até sentir os dedos dele secando minhas lágrimas. Estávamos muito próximos, e minha mão agarrava a camiseta dele, enquanto as dele me puxavam para mais perto de seu corpo. Ele abriu os lábios, também abri os meus, e nós ficamos ali, respiramos o mesmo ar, juntos.

Fechamos os olhos e permanecemos em silêncio. Não sei se foi a boca dele que tocou a minha primeiro, ou o contrário, mas elas se encontraram. Não nos beijamos; simplesmente ficamos ali, unidos, um liberando ar para o pulmão do outro, impedindo que ambos caíssemos na escuridão.

Gaara inspirava; eu expirava.

Pensei em beijá-lo.

— Minha água quente não acabou — disse ele, suavemente.

— Sério?

— Sério.

Pensei em beijá-lo de novo.

Olhei para aqueles olhos sombrios e vi um pouquinho de vida. Meu coração disparou, sem querer deixá-lo ir embora tão cedo.

— É melhor eu ir — disse ele.

— É melhor você ir.

Pensei novamente na minha vontade de beijá-lo.

— A não ser que você fique — sugeri.

— A não ser que eu fique.

— Minha melhor amiga disse que eu deveria usar o sexo para tentar seguir em frente depois da morte do Sasuke. — Suspirei. — Não estou pronta para esquecê-lo. Não estou pronta pra seguir em frente. Mas eu quero isso. — Suspirei novamente. — Quero você aqui comigo, porque isso me ajuda. Isso me faz lembrar como é me sentir desejada. — Abaixei a cabeça, envergonhada pela minha confissão. — Sinto falta de alguém cuidando de mim.

Os lábios do Gaara roçaram na minha orelha, e ele falou baixinho:

— Vou te ajudar. Vou te ajudar a não se esquecer dele. Vou te ajudar a lembrar. Vou cuidar de você.

— Vamos nos lembrar deles usando um ao outro?

— Só se você quiser.

— Isso me parece uma ideia horrível, mas cheia de boas intenções.

— Uma parte enorme de mim sente falta da Shion todos os dias. E abraçar você... — ele deslizou a língua gentilmente pelo meu lábio inferior — ... me faz lembrar de como era abraça-la.

— Sentir as batidas do seu coração... — coloquei a palma da mão no peito dele — ... me faz lembrar das batidas do coração dele.

— Passar a mão pelo seu cabelo... — seus dedos percorreram os fios, me fazendo suspirar — ... me ajuda a lembrar dos dela.

— Sentir sua pele na minha... — levantei a camisa dele bem devagar — ... me lembra a dele.

Ergui a cabeça e estudei seu rosto. O queixo quadrado e bem-definido, as pequenas rugas no canto dos olhos. A respiração ofegante. Todos na cidade tinham certeza de que ele corria para fugir de seu passado, mas isso estava muito longe de ser verdade. Gaara corria para se lembrar dele. Não queria se tornar um atleta. Se quisesse, não teria tanta tristeza em seu olhar.

— Então, brinca de faz de conta comigo por um tempo — murmurei antes de aproximar ainda mais meus lábios dos dele. — Me ajuda a lembrar do Sasuke hoje — sussurrei, um pouco envergonhada.

Seu quadril se esfregou no meu, suas pupilas se dilataram. Gaara levou a mão direita à parte de baixo das minhas costas, forçando-me a pressionar meu corpo contra o dele. Senti sua ereção entre minhas coxas, e meu corpo se derreteu. Sim. Encostamo-nos na parede mais próxima. Ele apoiou a mão esquerda com o punho fechado acima da minha cabeça. Seu rosto se aproximou do meu, e ele soltou um suspiro profundo.

— Não deveríamos...

Sim.

Abri a boca e mordisquei seu lábio inferior enquanto passava a mão pela sua calça, tocando sua ereção. Isso. Gaara soltou um gemido e pressionou seu corpo ainda mais no meu. Senti sua língua lamber meu pescoço, me fazendo tremer. Faz isso de novo.

Sua mão deslizou por dentro do meu vestido, chegando até a parte interna da coxa. Quando seus dedos abriram caminho pela minha calcinha molhada, meu coração disparou. Isso, isso

Gemi quando ele afastou a calcinha e introduziu seu dedo em mim.

Nossas bocas se encontraram, e Gaara sussurrou um nome, mas eu não consegui distingui-lo. Também murmurei o nome de alguém, mas não tinha certeza se era o dele. Ele me possuía, me beijava, sua língua explorando cada parte de mim. Gaara introduziu mais um dedo e começou a circular meu clitóris com outro.

— Meu Deus, isso é tão bom... — gemeu ele, sentindo minha excitação, sentindo meu corpo.

Meus dedos se esgueiraram para dentro de sua cueca boxer e comecei a movê-los para cima e para baixo, ouvindo seus gemidos de prazer.

— Perfeito — murmurou ele, os olhos fechados e a respiração entrecortada. — Absolutamente perfeito.

Era errado.

Mas era tão bom.

Minha mão se movia cada vez mais rápido, e seus dedos acompanhavam meu ritmo. Nós dois ofegamos juntos, nos perdendo, nos encontrando, perdendo as pessoas que amamos, encontrando-as. Naquele instante, eu o amei, porque era como amar Sasuke. Naquele instante, eu o odiei, porque sabia que tudo era uma grande mentira. Mas não conseguia parar de tocá-lo. Não conseguia parar de ansiar por ele. Não conseguia parar de desejá-lo.

Nós dois juntos era uma ideia terrível. Éramos instáveis, estávamos destruídos, não havia como negar. Ele era o trovão, e eu, a nuvem escura.

Estávamos a segundos de criar a tempestade perfeita.

— Mamãe. — Ouvi uma voz frágil atrás de mim. Tive um sobressalto e me afastei de Gaara, ajeitando meu vestido, confusa. Meus olhos se viraram para o corredor, onde vi a sombra de Sarada.

— Oi, filha, o que aconteceu? — perguntei, passando a mão pela boca, limpando-a. Corri até ela.

Sarada segurava Bubba e bocejava.

— Não consigo dormir. Você pode ficar comigo e com o Bubba?

— Claro. Já estou indo, tá?

Ela concordou e voltou para o quarto. Quando virei para trás, vi culpa nos olhos de Gaara enquanto ele arrumava a calça.

— É melhor eu ir — murmurou ele.

— É melhor você ir.

CONTINUA

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Mais um capítulo, e eu gostaria de agradecer a todos que leem e acompanham a adaptação e em especial a minha fofurinha do meu coração Nega Uchiha e a boneca da Bela 21 pelos comentários de sempre.

Tchau Brigaduuu!