Título:O que acontece em Vegas...
Gênero:Romance
Pares:ReitaxRuki,AoixUruha,MiyavixKai
Classificação:NC-17,lemon.
N/A: Desculpa demorar mais uma vez,mas agora acho que os trabalhos acabaram de vez...e confesso que também gastei muitas idéias numa oneshot,e negligenciei o capítulo...mas espero que gostem,e comentem.
Capítulo 10 "Ciúmes"
Reita bateu a mão no despertador irritado,profundamente irritado.
Não tinha dormido bem, mal havia fechado os olhos e o barulhinho irritante já o avisava que era hora de levantar.
O loiro se levantou e fez sua rotina matinal ligado no automático, sem realmente prestar atenção à nada.
Pegou sua pasta e quando ia sair do apartamento deu uma última olhada ao papel dobrado ao lado da mesinha do telefone.Ele não podia ver o que estava escrito,mas sabia que lá estava,com a sua letra, o endereço da redação do the GazettE.
Respirou fundo e "contra a vontade" voltou,pegou o papel,colocando-o de qualquer jeito no bolso da calça,para aí sim ir trabalhar.
-Ai-meu-Deus.
Reita encarou Kai de uma forma que faria qualquer pessoa sair correndo,mas eles eram amigos a tanto tempo que as caretas de Reita não o assustavam mais.
-Bom dia pra você também Kai.
-Reita,você...tirou mesmo a faixa?
O loiro se sentiu corar,e instintivamente levou a mão ao rosto.
-É,tirei,algum problema?
O moreno os guiou para seu próprio escritório,fazendo sinal para conversarem melhor a sós,pois a secretária parecia bem interessada no novo visual do chefe.
Dentro da sala Kai apenas sorriu,de forma doce,o que irritou levemente Reita.
-O quê? Me chamou aqui para ficar com essa cara?
-Você tá mesmo disposto a tentar alguma coisa com ele, não é?
-O nome é Ruki.-Retrucou,e Kai só sorriu ainda mais.
-Você odeia quando chamam as pessoas importantes pra você de qualquer jeito.
O loiro arregalou os olhos.
-Como?
-Você sempre se irrita quando as pessoas não chamam a Sayuri pelo nome,você as corrige,e você acabou de fazer a mesma coisa com o Ruki.
O empresário ficou uns instantes tentando pensar em alguma coisa para retrucar, para provar ao outro que ele estava errado,mas aparentemente ele não poderia fazer isso...porque Kai estava certo afinal.
-Eu vou...vou trabalhar.
-Reita.- Chamou Kai quando o loiro estava prestes a fechar a porta. - Se você pudesse ligar lá no jornal seria uma boa,eu vou acompanhar o Miyavi naquela entrevista que ele vai dar hoje a tarde.
Reita não respondeu,apenas fechou a porta, mas Kai tinha certeza que ele tinha escutado.
-O senhor ficou bem assim.
O loiro parou o caminho que fazia até sua sala para encarar a secretária completamente corada,que lhe sorria.
-Obrigado.
-O senhor não está precisando de nada?
O empresário estancou no lugar novamente encarando a mulher que parecia que iria explodir de tanta vergonha, agora não faltava mais nada, a funcionária estava "encantada" com ele.
-Você pode cancelar meus compromissos da tarde? Eu vou ter que ir sair.
-Claro Reita-kun,farei isso imediatamente.
-Você não precisa ficar me tratando com uma criança mimada.
-Você é uma criança mimada Miyavi.
O cantor olhou falsamente ofendido para o namorado, que tentava conter a risada.
-Eu não vou falar nada,juro, é uma entrevista pra promover o album.
Kai girou os olhos ficando impaciente com a teimosia do outro.
-Tá,a outra também era,e olha o que você disse, não vou te deixar sozinho, além disso, eu também sou seu empresário.
Quando Miyavi se preparava para retrucar um homem que aparentava ser apenas um pouco mais velho que os dois entrou na sala com um mini-gravador, além de papel e caneta.
-Miyavi-san,veio com o guarda-costas hoje?
-Ah,sempre tão engraçado, esse é Kai-kun,meu empresário.
-Prazer.- Cumprimentou o homem, e Kai apenas lhe acenou,de forma automática, os olhos vidrados.
-Então,podemos começar a entrevista?
-A hora que você quiser Daigo-san.
-Certo,então vamos parar com essas formalidades, nós nunca fomos assim.
Kai encarou Miyavi,que sorria sem graça,desviando propositalmente o olhar.
A entrevista em si corria de forma normal, e bem descontraída, mas o que mais irritava Kai nem era a forma como os dois conversavam, fazendo ele ter certeza que os dois já se conheciam, mas sim o fato de Daigo a cada piadinha nova que Miyavi fazia colocar a mão em uma parte do corpo dele. Uma hora era na perna, depois no braço, e eles estavam em posições bem diferentes das que estavam no começo da entrevista, agora Kai apenas encarava os dois de frente, já que eles estavam sentados lado a lado.
-Bom,acho que é só isso.
-Tem certeza?
-Claro Miyavi,muito obrigado por achar um horário pra mim na sua agenda.
O empresário cerrou os olhos.
-Ah,já que terminamos cedo, o que acha de uma chá,Daigo?
-Infelizmente sem chances.
Os dois encararam Kai que já estava de pé na porta.
-Kai? -Perguntou Miyavi confuso.
-Você ainda tem uma seção de fotos,esqueceu?
-Tenho?
-Claro que tem,e pelo jeito esqueceu mesmo né? Sorte que sou eu que cuido da sua agenda.
Os dois seguiram em silêncio até o estacionamento, depois de uma despedida bem rápida que deram ao jornalista.
Dentro do carro Kai ligou o rádio bem alto, e ignorou o moreno ao seu lado o quanto pode.
Depois do terceiro farol o cantor não aguentou todo aquele silêncio e desligou o aparelho,tirando a frente para que o empresário não pudesse ligá-lo de novo,se pretendesse continuar a ignorá-lo.
-O que deu em você?
-Nada, eu sempre gostei de música alta.
-Kai, você sabe que não é disso que eu estou falando.
-Ficou bravo por causa do chá? Ótimo,vamos tomar um chá então.- Disse fazendo uma curva e parando num restaurante bem tranquilo e modesto.
Miyavi se irritou e saiu do carro batendo a porta, assustando o outro com o comportamento.
-O quê?
-Eu não tenho nenhuma seção de fotos hoje.-Respondeu falando alto.
-Entra no carro Miyavi.
O cantor entrou nervoso e fechou a porta com muito mais força que o necessário.
-O quê é Kai,posso saber por que veio comigo nessa entrevista hoje? E por que toda aquela ceninha com o Daigo?
-Ah,é por isso que está bravo? Eu atrapalhei a sua chance de ficar sozinho com o Dai-chan.
Miyavi suavizou a expressão e começou a rir.
-Não acredito que você está assim porque tá com ciúmes.
Kai sentiu o rosto corar, mas nem teve tempo de dizer nada,pois logo teve seus lábios atacados num beijo avassalador.
-Você é completamente louco! Nós estamos em público!
O cantor deu uma leve mordida na orelha do namorado.
-Então dirige logo antes que eu faça mais do que só te beijar.
Reita estacionou o carro e desceu.
Ele estava pálido,e terrivelmente arrependido de ter tomado essa atitude, ele deveria estar em qualquer lugar, menos nos corredores daquela maldita redação.
-Reita?
O loiro estancou no lugar, e se virou lentamente.
-Hey, eu queria mesmo falar com você.
O empresário secou as mãos,molhadas pelo suor, na calça e seguiu Uruha em silêncio até sua mesa.
-Quais são suas intenções com o baixinho?
-O quê?-perguntou estático,ele estava fazendo a coisa mais difícil da sua vida e o outro homem estava zombando dele.
Uruha percebeu a linha de pensamento do outro loiro e decidiu que seria legal com ele,e lhe explicaria tudo.
-Eu sou amigo do Ruki, e apesar de brincar gosto dele de verdade.Agora presta atenção. O cara não pára de pensar em você, e eu sei que ele tá super a fim, ou seja, se você propor um relacionamento ele vai aceitar, mas...
-Mas? - Perguntou Reita intrigado com a provável "dupla personalidade que aquele louco tinha".
-Eu também percebi que aquele dia no cinema a moça que estava com você não era sua irmã ou coisa assim, então se você estiver pensando só em passar o tempo com ele,é bom pensar em outra pessoa, porque se ele sofrer,eu faço da sua vida um inferno.
-Isso é uma ameaça?
Uruha deu um sorriso carregado de malícia.
-Eu não costumo ameaçar.
Reita se levantou.
-Eu vou embora.
-Não vai falar com o baixinho?
O empresário nem respondeu, apenas saiu dalí com a cabeça rodando, sem saber o quê fazer.
Mal o loiro saiu da sala,Ruki entrou por ela,vindo de outra direção, e se sentou na mesa do amigo.
Uruha pensou se devia dizer que Reita estivera alí a sua procura, mas pensou que por hora era melhor não dizer nada.
-O quê foi Uruha? Tá tão sério.
-Nada Ruki, só preocupações do trabalho.
O menor arregalou os olhos e sorriu.
-Deve ser sério mesmo, nem me chamou de baixinho.
Novamente o brilho zombeteiro passou pelos olhos do outro jornalista, que bagunçou os cabelos de Ruki.
-Eu sempre soube que você gostava do apelido,baixinho.- Disse fazendo questão de enfatizar a última palavra.
Quando pensou em retrucar, Aoi entrou meio apressado na redação,indo até a mesa que os dois ocupavam.
-Ruki,que bom que está aqui,preciso falar com você.
-Oi Aoi. -Disse Uruha levemente irritado por ter sido ignorado.
-Desculpa Uru-chan,já conversamos,podemos ir pra sua mesa Ruki.
O jornalista achou estranho,mas Aoi parecia tão sério que ele o acompanhou.
Realmente coisas estranhas estavam acontecendo nessa redação hoje.
-Quero que veja isso.-Disse o fotógrafo jogando várias miniaturas de fotos na mesa.
Quando Ruki olhou sua boca ficou seca. Eram fotos de Miyavi,e do sócio de Reita. Os dois no carro, conversando, depois se beijando,e mais uma sequência,que terminava com uma foto deles entrando num motel.
-Você que fotografou isso Aoi?
O moreno confirmou com a cabeça.
-Olha Ruki,eu sou seu amigo,por isso estou te mostrando isso.Depois daquela entrevista que o Miyavi deu sobre gostar de homens e mulheres as revistas de fofoca estão dispostas a pagar o que for por uma foto comprometedora,e isso valeria ouro.
-Mas você não quer vender.
Aoi confirmou com a cabeça.
-Isso seria um golpe terrível pra carreira dele,e poderia levar o escritório do seu amigo a falência.
Ruki corou à menção de Reita.
-E o que eu tenho a ver com isso?
-Fui o único que fotografou isso,tenho certeza, mas deixo nas suas mão decidir se eu vendo,ou não. Não precisa responder agora,vou estar falando com o Uruha, e qualquer coisa,você tem meu telefone.
O jornalista se viu sozinho,com todas aquelas fotos,e completamente perdido.
-O que vou fazer? - se perguntou, e rendido abaixou a cabeça na mesa.
Assim que fechou os olhos a imagem de seu chefe lhe veio a mente,dizendo a ele e Uruha,alí,naquele mesmo lugar "É um favor a um amigo".
Bem,agora ele sabia com quem falar pra chegar até Reita,pois ou ele,ou o sócio,era amigo do editor,e justamente por essa coincidência ele tinha ido a Las Vegas,e tanta coisa tinha mudado.
Ele não tinha certeza do que fazer,mas sabia perfeitamente que teria que se encontrar com o empresário novamente,e sua cabeça estava doendo, de novo.
Continua...
