Notas: Oi~ Certo, em primeiro lugar eu quero agradecer pelos reviews. Sério gente, alguns eu posso não responder, mas eu leio todos eles, e podem ter certeza que eu amo todos eles também~ OK... Rússia e China no pedaço pessoal! \o/

PhoenixOfWind

OBS: Traduções no final da página!

OBS2: Gabriela~ A Santa vai aparecer mais no próximo capítulo. Ainda não sei se vou colocar ela ali ou só menções dela... Mas vamos ver! =3

OBS3: Okay! Talvez vocês queiram saber que:

Rússia - Ivan Braginski (OFICIAL)

China - Wang Yao (OFICIAL)

Espírito Santo - Giovanni

Mato Grosso do Sul - Douglas

Mato Grosso - Diego

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são para ser meio/muito parecidos, e muitas vezes confundidos um com o outro. Curiosamente, quando eu escolhi os nome, eles ficaram com nomes parecidos. Estranho. E Giovanni é um nome italiano. E o ES tem um grande número de italianos. Dizem até que a Máfia tem ligações fortíssimas lá, por isso vocês podem perceber que eu coloquei isso na personalidade do Santo. Isso, ou eu simplesmente gosto de personagens "máfia". Hehehe... OTL *facedesk*

...

Rússia e China

Rússia e China caminhavam por um corredor tranquilo, iluminado pelo luar e repleto de janelas dando para o jardim. Ivan estava despreocupado, olhando às vezes pela janela, admirando as diferentes plantas do local.

- Brasil com certeza tem bastante variedades de flores por aqui, da?

- Verdade, aru.

China, no entanto, não aparentava tanta tranquilidade quanto seu companheiro, o que era óbvio pelos olhares nervosos que dava por cima do ombro e para os lados. Essa falsa sensação de calma o incomodava.

- O que foi Yao-Yao?

Yao virou-se na direção do russo, que sorria, como sempre, para ele.

- Eu não gosto desse lugar, aru. Ele é... - O chinês parou por um momento, procurando a palavra certa- pacífico demais, aru.

Rússia voltou a andar.

- Bem... Tovarishch Brasil não gosta muito de confusão. Eu acho que essa casa encaixa muito bem com a personalidade dele, ou dela, da?

A nação chinesa franziu o cenho.

- Talvez. Mas mesmo assim... Isso não está certo, aru!

- Da, da, tovarishch. -Retrucou Rússia, fazendo um gesto de pouco caso com a mão.

Os dois países continuaram a percorrer aquele caminho curiosamente silencioso, até que se viram frente a frente com uma grande porta de madeira clara, entalhada com diversos desenhos de flores e animais. China lançou um olhar nervoso para ela. A sensação que o chinês tivera quando Rússia escolhera a primeira entrada voltara, agora mais forte do que nunca.

- Eu não gosto disso, aru... -Ele murmurou para si mesmo.

Rússia virou-se para Yao, seu sorriso ainda maior.

- Em frente nós vamos, certo tovarishch China?

O mesmo deu um curto aceno com a cabeça. Com uma expressão satisfeita, Ivan abriu com um forte empurrão a porta, fazendo-a bater de encontro à parede do lado de fora.

BAM!

ÁREA 5 - Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Silêncio. Nada movia, e a quase-floresta que era o quintal de Brasil os encarava ameaçadora. Mesmo que aparentasse estar calmo, Rússia pode ouvir seu coração batendo mais rápido no peito. China estava certo. Aquele vazio não era normal. Era... intimidante, até mesmo para Ivan. Como se um predador estivesse esperando que colocassem um pé para fora da casa para atacar.

O russo tirou seu cano do casaco. "Melhor prevenir do que remediar, da?", com esse pensamento em mente, a gigante nação pisou na grama macia do jardim. Nada aconteceu.

- É seguro por enquanto Yao-Yao. Pode vir!

A velha nação suspirou por causa daquele comportamento infantil.

- Isso não é um jogo Rússia, aru. Nós devíamos tomar cuidad...

- Oh! Girassóis!

E Ivan correu até eles. Yao bateu com a mão na testa. Honestamente...

- Eles são tão lindos, da? Quando acharmos Brasil eu vou pedir para ele, ou ela, me mandar alguns deles junto com aquelas treze garrafas de cachaça que ele me prometeu!

- Treze, aru?

- Da! Elas acabam muito rápido tov...

BANG!

Como um raio, Rússia deu um salto, desviando de uma bala de revólver.

- Droga, Douglas! Eu falei para esperar! - As duas nações ouviram uma voz reclamar, irritada.

- Não é muito gentil de vocês atirarem em nações desprevenidas, da? - Falou Rússia, sua aura ameaçadora aumentando.

A resposta foi outro disparo, que atingiu o chão em frente aos pés do russo, que não havia se mexido um milímetro. Quem estava disparando dessa vez certamente era um profissional. Enquanto isso, China movia-se silenciosamente, circulando a área de onde ele vira que saíra os tiros. Rússia continuava falando, distraindo a atenção dos atacantes.

- Você é muito bom nisso tovarishch! Agora o que você está fazendo no jardim do meu colega, hmm~?

Outro tiro. Desta vez Ivan teve que se mover para desviar da bala, cujo alvo era sua perna.

- Você está me irritando, russo...

- Relaxa aí Giovanni! - Interferiu outra voz.

China se aproximava do esconderijo. Ele já podia ver duas sombras paradas, de joelhos na grama úmida. Ele poderia apagá-las num segundo. Ele não havia criado várias artes marciais para nada! Espere um pouco. Somente duas figuras?

BANG!

China abrigou-se atrás de uma árvore.

- Você sai daí, ou daqui saio eu. Escolhas, escolhas... - Falou uma voz, um tanto sinistra.

China moveu-se, rápido como um raio, e quase conseguiu acertar seu inimigo. Enfatize o quase. Desacostumado com o terreno, que não era tão plano quanto seu campo de treinamento, não mencionando a presença de inúmeras árvores, China não conseguia se mover tão rapidamente, ou melhor, não tinha espaço para fazer isso. A nação asiática entendeu o porquê daquelas pessoas terem escolhido aquele lugar. Levemente elevado, daria uma boa visão para atirar, e rodeado do jeito que era por plantas, impediria qualquer pessoa de tentar envolver-se numa luta corpo-a-corpo. O estranho é que aquelas pessoas pareciam estar muito acostumadas com o terreno. Será que eles eram guardas da casa de Brasil?

- O quê vocês são? - China nem percebeu o fato de tratá-los como uma coisa, e não como seres humanos. O que era adequado, já que Yao os entendia mais como animais selvagens, prontos para abocanhá-lo no primeiro deslize que cometesse.

Enquanto falava, ele movimentava-se levemente para longe, e sentia que seu atacante o seguia. Obviamente esse não era o líder daquele grupo, já que o líder teria entendido que o seguro era dentro do aglomerado de árvores, e não fora dele. Silencioso, após encontrar um bom terreno, mais aberto do que o primeiro, China parou, esperando uma resposta que ele sabia que não viria. Ou que ele esperava que não viesse. A figura era bem visível de onde Yao se encontrava.

- O "quê" nós somos? Eu me sinto magoado, sabe? Que eu saiba, eu sou uma pessoa. - A figura comentou, um tom de brincadeira substituindo o tom agressivo de antes, e dando, infelizmente, um passo à frente.

- É bom saber disso, aru. Pessoas podem ser nocauteadas. -Respondeu o chinês, enquanto movia-se por trás do vulto, atingindo-o num ponto entre o pescoço e a orelha, fazendo a figura desabar inconsciente instantaneamente.

Vários tiros foram ouvidos na distância, alguns parecendo bater em alguma coisa oca, que China imaginou que fosse o cano que Rússia sempre utilizava como arma. Imaginando que o russo poderia precisar de algum tipo de reforço, Yao começou a se mover silenciosamente por entre as plantas. Porém, quando ele conseguiu uma visão clara do que estava acontecendo, ele soube que não teria como ajudar Ivan. Não que ele parecesse precisar.

Tiros voavam pelos ares, Rússia encontrando-se muito perto do esconderijo dos atacantes. Graças ao longo alcance de seus braços, Ivan conseguia passar, de vez em quando, sua "arma" em um rasante pelo emaranhado de arbustos e árvores. Vários galhos já haviam sido quebrados, e, enquanto a nação chinesa observava, o russo quebrou um grande tronco, fazendo-o cair em cima do esconderijo dos inimigos, numa grande demonstração de força bruta. Os tiros pararam.

\...\

Rússia debruçou-se sobre o emaranhado de plantas, galhos e folhas, mirando a figura caída ali, com uma das pernas presas embaixo do tronco derrubado.

- Boa noite tovarishch~ Se torne um com a Mãe Rússia, da?

- Pelo amor dos deuses Giovanni! Anda logo! - Gritou, aterrorizada, a figura.

Tudo passou muito rápido. Quando Rússia absorveu o que havia sido gritado, ele virou-se, mas era tarde demais. Ele só conseguiu ver uma pistola pelo canto do olho, e então tudo ficou escuro.

\...\

Rússia estava desmaiado no chão, de certo modo parecido com a figura que China havia "apagado", um dos vultos parado ao seu lado, uma pistola na mão, enquanto o outro atacante tentava se levantar. Yao nunca pensou que fosse ser tão assustador ver Rússia nocauteado. Isso provava que aquelas pessoas eram muito perigosas.

- C.I.C? - A figura com a pistola falava no celular.

- Aqui é Espírito Santo, Área 5. Informando que Rússia foi apagado. Não se sabe a localização do China nem do Mato Grosso. Ligo quando tiver mais informações. Câmbio, desligo.

A nação chinesa encarava seus inimigos de olhos arregalados. Havia mais deles?!

- E aí, Santo? - A outra figura perguntou após ver a primeira guardar o celular no bolso- Vai me ajudar ou não?

"Santo" foi até onde se encontrava seu companheiro, e ajudou-o a sair debaixo do tronco caído.

- Tudo bem?

- É... Nada quebrado, eu acho... - Resmungou ele- Nunca mais me obrigue a fazer isso de novo. Aquele russo é assustador.

- Nem tanto assim.

- Sei! É porque você não estava caído ali enquanto ele segurava aquele maldito cano, que eu tenho certeza que ele já usou para matar alguém, e perguntava para você se queria se tornar um com ele! - A figura respirou fundo. China entendia mais ou menos a situação dela. Rússia podia ser muito intimidador às vezes- Certo. Tô legal. Talvez. O que nós fazemos agora?

- Agora nós procuramos pelo Diego. Droga, Douglas! Por que você atirou stupido?

- Ôa! Agressividade de auto-defesa irmãozinho? Já falei que não foi de propósito! E fui eu quem ficou com a pior parte da história!

Suspiro.

- Tudo bem... Vamos atrás do Diego de uma vez. Talvez ele tenha tido sorte e tenha pego o China.

Os dois caminharam até o local onde China havia deixado seu atacante. Diego era o nome dele? Bem, era melhor não perder tempo. Rapidamente, o país foi em direção à porta de onde ele e Rússia haviam saído.

- Desculpe Rússia. -Ele murmurou ao passar pelo companheiro- Eu tenho que avisar os outros primeiro, aru.

\...\

C.I.C

- O quê?! - Brasília gritou.

Alguns Estados taparam as orelhas.

- Regula o som aí, maninho! - Reclamou Alagoas- Não tô querendo ficar surdo hoje!

- Como o Espírito Santo conseguiu perder o China? Agora além do estado-unidense e do Inglaterra, tem mais uma nação à solta aqui em casa!

- Relaxa D.F... - Interviu Santa Catarina- O Inglaterra tá inconsciente. O EUA tá alucinando. E o Giovanni não sabia o que tinha acontecido direito. Você tá exagerando.

Após esse pequeno discurso, a catarinense pegou a cuia de chimarrão que Paraná lhe oferecia. Num canto da sala, três países não perdiam uma palavra do que estava sendo dito.

- Vocês acreditam nisso mes amis? Eles apagaram o Rússia! Eu nem sabia que isso era possível! - Comentava França, chocado.

- Eu não sabia que era possível fazer isso e não morrer depois... - Retrucou Prússia, os olhos vermelhos arregalados.

- Eu me pergunto onde está o meu Romanito... - Suspirou Espanha.

- Isso é hora de se preocupar com o italiano, Antônio? - Exasperou-se o prussiano.

- Eu sempre me preocupo com o meu Romano amigo! E não fale "italiano" desse modo. Parece que você é preconceituoso.

Prússia bufou. França lançou um sorriso para Espanha.

- Liberando seu lado mau, mon ami?

Espanha sorriu, oblívio.

- Perdon?

O sorriso do francês caiu.

- Deixe para lá.

...

Yes! Área 5 finalmente pronta! Vocês não fazem idéia como é difícil escrever o China... O Japão é pior, na verdade... Deixem pra lá. Traduções!

Russo: Da - Sim/ Tovarishch - Camarada.

Francês: Mes Amis - Meus amigos/ Mon ami - Meu amigo.

Espanhol: Amigos - Amigos (Cara, quanto amigo! O que é a amizade...)/ Perdon - Desculpe.

Reviews? Vamos lá, eu mereço! Eu escrevi um Rússia adoravelmente perigoso! =3