AVISO IMPORTANTE: Ok, muitas de vocês estão com pensamentos muito homicídas em relação a mim, mas eu peço desculpas assim mesmo pela demora xD Bem. Estou com este aviso MUITO IMPORTANTE aqui só pra avisar que vai ter uma musiquinha MUITO tosca lá pro final do cap (NÃO OLHEM AGORA! ò.ó), mas é que combinou muito com este cap BASTANTE especial hoho
Boa leitura! o/
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Ia morrer para uma árvore... mas a árvore nunca veio. Apenas sentira um grande impacto, mas não fora atingida, embora a sensação de morte a dominasse por inteiro, naquele instante, assombrando cada póron, cada nervo de todo o corpo de Kagome. Suas mãos tremiam, seus olhos lacrimejavam mesmo estando fechados, seu coração já não tinha mais um limite de velocidade e seus pensamentos eram desesperados e sem nexo algum.
Claro, sem nexo, porque não era normal você pensar em sua virgindiade e dois segundos depois se pegar lembrando de Inuyasha.
Devagar, ela abriu os olhos e deu um grito ao ver a árvore a uns vinte centímetros de seu nariz (vocês pegaram uma régua para medir isso? Eu peguei :B). Arrastou-se rapidamente para longe e, assim que estava fora de alcance dela, a gigantesca árvore caiu no chão, causando outro estrondoso impacto. Soltou o ar que havia prendido e ficou estática a olhar a árvore caída, enquanto seus pensamentos voavam. Uma barreira?... uma barreira invisível, indestrutível e que nada nem ninguém podia atravessar? - Falar com animas e criar barreiras...
O que mais ela poderia fazer?
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Se Inuyasha estava impaciente com três dias de demora, agora estava perdendo a cabeça!
Como é que alguém, por mais lerdo que este possa ser, é capaz de demorar ONZE dias para liberar poderes?! Não era complicado! Apostava que sua mãe levara apenas 3 dias.
"Mãe! - Não tem desculpa desta vez! Onze dias?!" Inuyasha praguejou de onde estava sentado.
Lady Inu se sequer se alterou. "Por que o espanto? - Eu levei quatro meses para terminar - Seu pai ficou do mesmo jeito que você: com preocupação explosiva."
Inuyasha rosnou. "Não é preocupação, é IMPACIÊNCIA explosiva!" Gritou ele, chutando uma armadura de enfeite que tinha ao lado de sue trono. "Aposto que ele também quis esmagá-la, não é?", sorriu esperto.
Ela bebericou o chá. "Logo depois nos casamos."
Ouch. "Bom, eu não sou meu pai.", ele comentou e logo depois voltou a se irritar. "Mas, quando ela volta??"
Lady Inu suspirou discretamente para a preocupação do filho. Ela entendia que ele gostava de Kamitsu e estava preocupado, mas já estava ficando chato ele não assumir isso. "Depende. Se ela for fraca, levará mais tempo. Se ela for poderosa, não demorará muito e estará aqui em breve."
"Vixi."
"Inuyasha, o tempo de lá não é o mesmo que o daqui. - Enquanto aqui passou onze dias, lá se passou apenas onze horas.", disse. "Então, não se surpreenda se ela ficar lá durante meses."
Inuyasha respirou fundo e abriu um sorriso muito obviamente forçado. "Não vou me surpreender. Com licença." Andou até a porta e saiu.
Lady Inu suspirou forte e apoiou seu queixo em sua mão, que estava apoiada no trono. Então, contou. "3, 2, 1..."
Inuyasha gritou.
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Sango suspirou e apertou a mãe de Miroku, enquanto tentava inutilmente parar de chorar e explicar a ele o por que de estar chorando depois de ter visto o corpo do homem que Bankotsu matou para dar sangue para Inuyasha.
Toda vez que matavam alguém oara Inuyasha, tomavam a aparência dos familiares e iam lá reconhecer o corpo. Depois, usavam a voz da pessoa assassinada e ligavam para os parentes, dizendo que fora embora para outro país e que não queria ser encontrado. Mas parecia que, desta vez, Bankotsu cometera um equívoco.
Quando o indivíduo descobriu o corpo do cadáver, Sango entrou em choque e começou a chorar e Miroku não entendeu nada, mas em nenhum momento se alterou e nem ligou para o que o homem pensaria, até que fora conveniente esse choro, afinal, deixava vai reakista. Porém, ainda estava preocupado com Sango, então, levou-a para fora da sala, pedindo um minuto ao funcionário, e a abraçou meio desajeitado.
"Sango, o que houve?"
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Kagome caminhava feliz entre as almas, pensando o quão se tornara poderosa. Podia falar com os animais, criar barreiras, podia afastar quaisquer tipos de coisas hostís com sua energia. Estremeceu ao se lembrar do youkai que tentou atacá-la, aquele lagarto cretino tornou-se pó em suas mãos. Bem, ela também podia levitar coisas, mas não a si mesma, e nem nada em grandes alturas. Hipnotizava pessoas e tinha telecinese básica.
Sentia como se agora pudesse enfrentar de igual pra igual Inuyasha, sem medo.
Não que estivesse planejando mesmo fazer isso. Estava tão feliz que não estava mais irritada com ele, nem com nada, nem ninguém.
Parou de andar em um lugar mais afastado e deserto quando um pontinho brilhante parou a sua frente e depois foi para o chão, mais afastado de si. Sorriu quando outros pontinhos foram se juntando ao primeiro.
Mas algo a fez ligeiramente surpresa.
Aquilo eram pés...?
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Miroku entrou vondo dentro do castelo. Sango em suas costas. Rezava para Kagome não ter voltado, pois Inuyahsa ia explodir, e conhecendo o temperamento dela, ela iria explodir com ele também, e se um já é o terror, nem queria pensar em dois. Arrombou as portas da sala do trono e viu Inuyasha pular de susto.
"Mas que caralho! - Já é a décima segunda vez neste ano, Miroku, e olhe que ainda estamos em setembro!"
"Sem gracinhas, Inu, a coisa é séria." Miroku disse, pousando e pondo Sang no chão.
"O que hou-"
Sango deu um passo a frente. "Onde está Kagome?"
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Kagome continuou a olhar e ela já havia entendido. Aquilo era mais uma alma chegando ao Jardim, mas não sabia que elas chegavam 'em partes'. Até agora, passaram-se mais ou menos um minuto e vinte segundos e só podia ver dos pés até a cintura. Pernas bonitas, lembravam as de Inuyasha, mas não podia dar certeza, pois estas usavam calça social.
Segurou o ar.
Ela conhecia aquela calça.
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
"BANKOTSU!!"
Inuyasha berrou a plenos pulmões, lá dos altos céus. Bateu poderosamente as asas e voou mais alto. "Banko-"
"O que houve, Me-" Bankotsu gemeu de dor quando bateu contra a parede de uma das torres do castelo, sentindo Inuyasha apertar mais o seu pescoço, enquanto via os dentes de seu mestre crescerem involuntariamente e suas estrias roxas serpentiaram suas bochechas. Ele estava muito irritado. Desde adolescente, quando ficava irritado, essas duas tranformações aconteciam sem mesmo Inuyasha querer.
"Eu já falei para você ver antes quem você mata pra mim!!" Ele gritou no rosto de Bankotsu, narizes se tocando. "Por seu maldito descuido, eu terei de me explicar para quem eu MENOS queria!!" Inuyasha percebeu que iria acabar matando seu aliado, então o soltou, passando as mãos pelos cabelos para mantê-las ocupadas para não espancá-lo de novo. "Foi mal!" Ele disse, apesar de ainda estar alterado.
"Mestre, eu olhei antes. Aquele homem não era membro de nenhuma Casa ou aliado." Bankotsu explicou-se confuso.
Inuyasha socou fraco a parede onde tinha pressionado Bankotsu minutos atrás e apoiou sua testa nela, com os olhos apertados.
'Kagome... me ajuda, o que eu faço...?'
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Kagome olhava espantada para aquela alma que ainda não tinha cabeça. Ela conhecia aquela pessoa, não tinha dúvidas, com certeza era ela. Seus olhos arderam em antecipação do grande choque que receberia, pois podia muito bem ser outra pessoa usando roupas iguais e não ser quem pensava que fosse, mas seu coração já se esmagava em uma dor que nunca tinha sentido antes, mesmo não sabendo realmente quem era, mas só a possibilidade de ser, já a fazia desesperar-se.
A alma se formou... Mas desapareceu tão rápido que quase não pra ver.
Quase.
Aquele era seu pai. Não era uma alma, afinal, fora só um vulto. Suspirou imensamente aliviada, talvez fosse mais um poder se manifestando. Criar ilusões, será...?
Quem sabe?
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
"Inuyasha-sama... quem exatamente eu matei?"
Susoirou e devagar abriu os olhos, sem mexer-se. Seu coração esquentou e sentiu Kagome em si, então, pensou no que diria à Kamitsu. Não demorou muito e uma idéia lhe o ocorreu... não era a das melhores, mas era a única digna o suficiente. "Ban... o que você me deu... era todo o sangue da vítima?"
Bankotsu asentiu. "Até a última gota."
"Ótimo. - Está perdoado. O erro foi meu de não ter lhe informado sobre a prisioneira."
"Quem eu matei, senhor?" Ele tornou a perguntar, mas Inuyasha não respondeu, somente aproximou-se de Bankotsu, pegou sua alabarda e o cortou ao meio, mas sem separar o tronco das pernas, porém, dava para ver alguns órgãos querendo derramarssem para fora do corpo. Bankotsu nem ao menos sentiu dor. "O que queres, Inuyasha-sama?"
"Vá, e cuide para que ela não veja o vulto.", ele disse. "Cuidarei de Banryuu até que volte."
"Trago ela junto?"
"Sim. - Ela é a garota que-"
Ele não conseguiu terminar. Bankotsu virara pó.
"Keh! Apressado."
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Mas quem foi que disse que no além era escuro e deprimente?
Tinha até fontes termais para se banhar e relaxar! E enquanto não acontecia nada, ela podia relaxar um pouco, pensava. Despiu-se e entrou na fonte, tomando cuidado para não ter nenhum choque térmico, já que estava frio ali no Jardim. Suspirou de satisfação e relaxou instantâneamente, apoiando a cabeça na pedra atrás de si. Do nada, seu corpo ficou tenso e Inuyasha veio a sua mente.
'Kagome... me ajuda, o que eu faço...?'
Sua pele se arrepiou de repente e ela ficou nervosa, com medo e preocupada. O que tinha acontecido? Ele estava em perigo? Ou será que era Sango?
O ambiente escureceu de repente e só aí percebeu que ela estava em uma situação perigosa. O céu estava negro, o vento estava tempestuoso, agitando as árvores violentamente, e as águas, até mesmo as de riachos, se moviam em uma turbulência de ondas revoltas que deveria acontecer apenas em alto mar. Ela não sabia se era ou não, mas algo dizia que aquilo era por sua causa, então, procurou se acalmar. Suspirou, fechando os olhos e sentindo as batidas do seu coração diminuírem o rítmo. Ficou assim por vários segundos, notando que os arredores calmamente voltavam ao normal. Quando abriu os olhos, tudo estava calmo e normal. Exceto de que o lugar parecia ter sido visitado por um Twister. Suspirou aliviada e tranquila, mas toda a paz evaporou quando piscou e do nada apareceu um homem a sua frente.
"Quem é você e o que faz aqui?" Se ele viesse de gracinha, ela torraria ele com todos seus poderes destrutivos.
"Mil perdões, senhorita." Ele fez uma pequena reverência e virou-se de costas para ela por respeito a nudez em que a encontrara. "Me chamo Bankotsu." Ele a ouviu vestir o vestidinho preto rodado que estava jogado no chão. "E procuro uma moça loira bem bonita."
Kagome pensou. "Lamento - Estou neste lugar faz um dia e cinco horas e não vi nenhuma loira." Bankotsu praguejou. "Eu te conheço de algum lugar, não?", perguntou estreitando os olhos para se lembrar.
Ele se virou para ela, sabendo que tinha se vestido. "Receio que não, senhorita." ... apesar de ela lhe parecer bastante familiar.
"Hm - Mas, então, posso saber o que quer com essa moça? - Estou entediada."
"Ah, é uma longa história." Bankotsu sorriu.
"Kagome sorriu também e deu de ombros. "Melhor ainda."
Bankotsu sorriu mais ainda. "Então, irei resumir."
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Inuyasha entrou no quarto e se jogou na cama, suspirando pesadamente e esfregando os olhos, e sentindo uma alfiçao no peito mais era suortável. Insuportável era não poder achar Kagome por causa da demora de Kami. Ele gemeu frustrado. Lá estava ele pensando naquela praga de novo.
Ele deu um soquinho na barriga. "Não é porque você é o sangue de quem é que vai ficar me fazendo isso." ele resmungou, estapeando o próprio estômago.
A verdade, a que ele não queria admitir nem para si mesmo, era que ter o sangue daquele homem correndo pelo seu corpo não era o único motivo por estar pensando nela. Era o mais forte, com certeza... mas não o único. Setenta porcento da culpa disso era do sangue e os outros trinta era sua culpa mesmo. Nem poderiam dizer que tinha alguma culpa, sua parte naquilo era quase nula. Isso meio que o tranqüilizava. Meio. Ainda estava furioso com o fato de que aqueles trinta porcento existiam.
"Ok - Sejamos maduros e admitemos: você se simpatizou com ela, depois daquele jantar."
... já era alguma coisa.
'Inuyasha, abra a porta. - Rápido!'
Putz, era seu pai, justo na hora que queria ficar sozinho e em paz. "Tá aberta." Seu pai entrou e Inuyasha percebeu que ele estava bastante agitado. "Que que houve?", perguntou arqueando a sombrancelha esquerda.
Lord Inu abriu o seu típico sorrisão colgate. "Adivinhe quem chegou."
Inuyasha pensou por um segundo e abriu um sorriso maior que o de seu pai. Havia umês e sete dias que Kamitsu se fora para o Jardim e admitia que sentia falta de uma conversa decente. Levantou da cama num pulo e correu para o salão, junto com seu pai. Lord Inu não entendeu aquele sorriso que seu filho ainda mantinha no rosto, mas aquilo era bom, pois significava que finalmente eles passaram a se entender. Inuyasha corria com o vento, mas quando viu a pessoa de quem se tratava, freiou com tudo e chegou derrapando no salão, parando perto do recém chegado. "O que você faz aqui?"
Kouga não respondeu. Estava surpreso demais com o círculo de luz que se formava ao lado de Inuyasha.
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
"Bom, eu matei um cara para o meu chefe, mas depois descobrimos que este cara era alguém que eu não deveria ter matado. Então, Inuyasha-sama me mandou pra cá-"
"Peraí, peraí, para! - Você disse 'Inuyasha'?"
"Sim, foi o que eu disse - Então, ele me mandou para não deixar que uma prisioneira visse este homem."
Kagome engoliu em seco. Tinha até medo de perguntar. "Por quê?"
Bankotsu ficou sério. "Porque Inuyasha prometeu que os entes da prisioneira ficariam seguros e não contou isso pra ninguém, então, acabei matando o pai dela."
Kagome ficou de pé em um milésimo de segundo e saiu correndo atrás de seu pai. E, percebendo o que acabara de acontecer ali, Bankotsu praguejou e foi atrás de Kamitsu. Nem conseguia acreditar no próprio azar, Inuyasha ia arrancar sua pele! Kagome correu e correu, mas não achou seu pai, até que notou uma silhueta conhecida encolhida, sentada numa pedra... era seu pai. "Ah. não..." Ela foi até ele, mas parou no meio do caminho, a um metro e pouco de seu pai. "Pai...?"
Sr. Higurashi vagarosamente olhou para o lado e estacou ao ver sua filha parada ali. "Filha! - Por Deus, o que faz aqui?!" Kagome se jogou e abraçou sua cintura fortemente, como fazia quando era criança e estava com medo. "Você também morreu?"
Kagome soluçava alto e forte, mas nem se preocupava com isso. Ela o olhou através das lágrimas e murmurou. "Não, não estou, mas...- Pai, perdão, foi minha culpa, perdão, por favor me perdo-a!!" E recomeçou a chorar.
"Não foi culpa sua, filha, como pode ser?... eu amo você..." Sr. Higurashi sorriu apesar da voz e dos olhos chorosos. Ele sentiu o 'corpo' todo adormecer e sentiu medo, pois já sabia o que aquilo significava. "Vai cuidar de Souta pra mim, não vai, Kamitsu?"
Kagome segurou o choro pesado que lhe subiu a garganta e concordou. "Pai, eu-" Ela perdeu o apoio e caiu no chão, vendo uma porção de pózinhos brilhantes em ouro saírem de baixo de si. "Não! Não, não, não, não, não! Pai, volta, peraí!"
Bankotsu aproveitou sua deixa e estalou os dedos, abrindo o portal para o mundo dos vivos, que o sugou junto com Kamitsu.
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Kouga piscou confuso. "O que raios é-"
Inuyasha daria um passo para trás, mas aquela luz meio que explodiu com uma luz mais forte e lá apareceu Kamitsu. Ele se sentiu estranho e quase achou que fosse sorrir ao vê-la. Mas a primeira ação dela ao vê-lo o assustou.
Kagome se equilibrou no chão e olhou para Inuyasha, então, toda a metade de sua angústia tornou-se o ódio mais puro, fazendo uma combinação de sentimentos que a assolaram, deixando-a fora de si e totalmente alheia ao fato de que o salão estava cheio de gente e não só ela e Inuyasha, como pensava. Sentindo perder o controle, Kagome saltou para cima de Inuyasa, mirando seu pescoço, mas tudo que conseguiu foi o prazer de ficar dando socos fortes no peitoral dele, o que não faria efeito nenhum, claro. Isso a enfurecia. Queria abrir um buraco no peito dele, arrancar seu coração pulsante de dentro para fora e esmagá-lo entre seus dedos... assim como ele acabara de fazer com ela.
"Eu vou pulverizar você, seu desgraçado mentiroso! - Você mentiu, você ME enganou!" Ficou de pé e tentou chutá-lo, mas Inuyasha de longe é muito mais rápido que ela, então já estava de pé, também. Tentou socá-lo no rosto, mas ele estapeava seus socos para o lado e andava para trás, tomando distância.
"Me desculpa."
E nesta noite o amor chegou... chegou pra ficar.
Tudo está em harmonia.
Romance está no ar.
Kagome hesitou por uns seis milésimos pela surpresa de ele estar se desculpando, mas continuou suas tentivas, desculpas não a comoviam mais, nem amenizavam sua dor. E não traziam o seu pai de volta. Ele ainda estava morto, não estava? Então não adiantavam de absolutamente nada! Kagome fungou e recomeçou a chorar, e em um de seus ataques, ao invés de socá-lo, ela o abraçou pela cintura, como tinha feito como seu pai minutos atrás. "Por favor...", soluçou. "... traz ele de volta... faça qualquer coisa, porque agora estou sozinha..."
Por puro reflexo, um reflexo que até o apavorou, ele disse "Não, não está, não." Ele ainda olhava estatico para ela, sem saber o que fazer. Suspirou e pôs a idéia que teve em prática. Descansou as mãos nos ombros dela e suspirou novamente. "Kamitsu... eu bebi até a última gota do sangue do seu pai." Isso a fez chorar e querer bater nele de novo, mas ele continuou. "Portanto..." Ele pegou uma das mãos dela que o circulavam e a pôs no peito esquerdo nu dele. "É como se ele estivesse vivendo por intermédio meu, pois não tenho sangue próprio para o meu coração bombear." Ele meio que sorriu quando a viu olhar para o seu coração e tocá-lo... tão inocente. "Seu pai vive em mim."
Kagome fungou, mas o abraçou forte, sorrindo.
Izayoi chegou ao salão e estacou ao ver a cena. Quando Inuyasha ia abraçá-la de volta, desistiu ao ouvir sua mãe falar. "Kami! - Querida, você já voltou?!"
Kagome se virou e só então notou a platéia que a assistira dar este show. E seu olhar se petrificou em uma dauqelas pessoas. Ela não podia acreditar que era ele ali. "Kouga? - Ookami Kouga?!"
Ao ouvir seu nome, ele olhou para ela e cerrou os olhos para enxergá-la àquela distância e arregalou os olhos, sorrindo. "Lady Inu, o nome dela não é Kami."
"É apelido, sabemos que é Kamitsu."
"Não, não é." Ele estava alheio ao olhar bastante significativo que Kagome estava lhe dando. "Ela se chama-"
"Não, Kouga!" Kagome gritou e olhou para Inuyasha, que a olhava de um jeito nada menos que surpreso e furioso. Ele agarrou seu pulso e evaporou no ar, levando-a junto.
O.o.O.o.O.o.O.o.O.o.O
Kagome pousou no chão meio tonta e, nem dando a chance de respirar, Inuyasha a levantou do chão pelo pescoço e a pressionou numa árvore, sentindo o peso dela começar a influênciar na sua força. Merda, esquecera que era noite de Lua Nova.
Kagome parou de se debater ao ver o cabelo dele enegrecer, os caninos diminuírem e seus olhos a perder o brilho dourado. Ele estava humano. E ao vê-lo assim, ela sentiu uma grande sensação de nostalgia, como se já o tivesse visto em algum lugar.
Inuyasha apertou mais os dedos ao redor do pescoço da garota, fuzilando-a com o olhar e desejando que seu olhar pudesse fuzilá-la mesmo.
"Até três você vai me dizer como conhece Kouga. Até cinco você me dirá quem você REALMENTE é. E até dez eu vou decidir se devo ou não matar você." Inuyasha sibilou, apertando os dedos.
Kagome fez uma careta e debateu-se com todas as forças que lhe restavam... o que era pouco.
"Um... dois... três..."
"Kouga é meu amigo!"
"Quatro… cinco…"
"Você sabe quem eu sou!"
"Seis… sete… oito… cara, que chato." Inuyasha fez uma careta. "Não posso contar tudo – acho que vou matar você agora-"
"Meu nome é Kagome!!" Kagome caiu no chão ao ser largada, esfregando seu pescoço agredido, o ajudando a puxar ar. Ela olhou confusa para Inuyasha e ficou ainda mais confusa quando o viu com uma cara de tempestuosa surpresa e incredulidade. Bem, ela não esperava menos dele quando ele soubesse.
Inuyasha engoliu em seco, nem se importando em esconder sua surpresa e sua confusão em sua expressão sofrida e espantada. "O que disse?"
"Olha, sei que está confuso, mas eu estou tanto quanto você, pois não faço a mínima idéia do por que sonha comigo." Ela lhe disse.
"Confuso? CONFUSO?! - Eu estou IRADO!" Ele socou a árvore, fazendo um ligeiro amassado no tronco e vários arranhados em sua mão. Virou-se novamente para ela, com um olhar de fúria fria, desejando imensamente que aquilo fosse apenas um pesadelo. Desejo esse, que o deixava louco de tantas perguntas, pois, encontrar Kagome era tudo que mais queria e agora que a encontra, fica irritado...? Talvez por ela estar mentindo todo esse tempo... Absolutamente não, ele mesmo já havia mentido milhares de vezes, nem tinha o direito de reclamar. Talvez seja por Kami realmente nunca ter existido... Bobagem, são a mesma pessoa, só mudou o nome. Ou talvez, não. Talvez ela estivesse atuando por todo esse tempo. Isso o fez se sentir traído e enganado. "Por que diabos você mentiu?! - Por que não me disse que era ela no instante em que te contei aquelas coisas, hein?! POR QUÊ?!"
Ninguém sabia, mas depois que Kagome entrou em seus sonhos, sua necessidade por ela aumentava a cada segundo e sofria horrores sem ela. Ninguém tinha o direito de privá-lo de ficar perto dela... nem mesmo a própria Kagome... mas claro, não podia dizer que não estava feliz. Estava em êxtase por tê-la achado! Ele só não queria descobrir daquele jeito. Além disso, não tinha o direito de ficar com raiva dela, depois de tudo o que ela passou nas mãos dele, porém, pela mentira dela, por saber quem Kagome era sem antes saber quem ela REALMENTE era, aquele sentimento obssessivo e necessitado se esvaiu, porque ele não agia assim com Kamitsu, então, porque agiria assim com Kagome?
Inuyasha deu de ombros mentalmente. Não importava se era Kamitsu ou Kagome, gostava da companhia daquela garota, e pronto.
"Ai..." Kagome olhou para o pulso, onde tinha um leve ferimento aberto, mas que sangrava bastante. "Cortei o pulso, viu?!", ela reclamou num murmúrio, sem olhar pra ele.
Inuyasha olhou aquilo e imediatamente lembrou de sua médica que o ajudou há onze anos atrás, achando incrível o fato de ter se esquecido completamente dela. Sorrindo, ele abaixou-se, pegou o pulso de Kagome e lambeu todo o sangue que escorria da ferida. Kagome corou com aquilo, mas foi inevitável não lembrar-se de seu Menininho. De repente, um clique estalou em sua mente e ela prendeu a respiração. Não era possível, não podia ser ele! Seria coincidência alem da razão, uma loucura! Pensando bem... Kagome olhou atentamente e ligou as semelhanças. Céus, eram idênticos.
Ele beijou seu pulso e sussurrou "Sinto muito...", beijou novamente e sussurrou "Sinto muito...", beijou de novo e sussurrou "Sinto muito."
Kagome, então, soube. Sim, era ele. "Inuyasha..." Ele a olhou de uma maneira calma...
Senti minhas bochechas esquentarem quando ele me olhou. Era o mesmo olhar penetrante de antes, porém, seus olhos não estavam mais frios, eles obtiverem um brilho diferente, uma expressão. Estava intrigado, mas por quê?
... e ela percebeu de que ele estava alheio de que ela era a garota que o ajudou há anos atrás. Puxou seu pulso e, vendo que a mão dele continuou estendida, grudou sua mão na dele.
Inuyasha arregalou os olhos.
E nesta noite o amor chegou... chegou pra ficar.
Tudo está em harmonia
Só por te encontrar...
"Menininho..."
"Kagome..."
