Leitoras e leitores do meu BRASIL SIL SIL SIL!!

Mais um emocionante capitulo de A Logica do amor!

Dessa vez eu tenho um pequeno recado.

Infelizmente ou felizmente( eu acho que é esse) eu tive que mudar a rate dessa fic.

Por que? : Bom simples motivo. Esse capitulo contem um hentai. Entao como eu sou uma leitora muuuuito boazinha eu resolvi separar a parte com Hentai...entao o que estiver em italico é hentai!!
Entao...boa leituraaaaa amigossssssssssssssssssss e amigasssssssssssssss!!


CAPITULO 9

Rin olhou furiosa para Sesshoumaru. — Seu computador não quer me dizer onde está a geladeira.

Gem!

A SRA. TAISHO ESTÁ LIMITADA AO NÍVEL DE SEGURANÇA DOIS. PEDIDO PARA INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA NÍVEL UM NEGADO.

Conceder nível de segurança um à senhora Taisho. De agora em diante, responder a todas as perguntas e obedecer a todas as ordens dela. Todas. Está claro, Gem?

AFIRMATIVO. — Rin cruzou os braços.

Agora, diga onde está a geladeira!

PROCESSANDO. A GELADEIRA ENCONTRA-SE DOIS METROS À SUA DIREITA. QUER QUE EU ABRA A PORTA?

Quero! — rosnou Rin. — Quero também que meu marido explique por que os eletrodomésticos se referem ao nível de segurança um, bem como por que eu, sua esposa e companheira, não tinha acesso a esse nível.

Sesshoumaru olhou para o chão.

—Vamos ter que adiar esta discussão até que nossos convidados tenham ido embora.

Rin teve uma sensação estranha. Sesshoumaru escondia algo. Tinha certeza. E devia fazê-lo explicar-se agora, antes que tivesse tempo para inventar uma resposta convincente.

—Seja breve — sugeriu, autoritária. — Tenho certeza de que Raven não se importará em esperar mais trinta segundos.

Após alguma hesitação, Sesshoumaru esclareceu:

Eu era o único com acesso ao nível de segurança um, com exceção do pai de Kohako. Você nunca teve. Nem Kohako.

Por quê?

Porque o acesso ao nível um possibilita mudar a programação de Gem. — Os olhos de Sesshoumaru se obscure­ceram, meio sarcásticos. — Acho que entende minha re­lutância em lhe conceder tanto controle.

Rin concluiu que ele dizia a verdade, se bem que não toda.

Está bem, Sesshoumaru. Estou satisfeita. Por ora. — Virou-se para os armários negros. A porta da geladeira estava aberta. Gem era a responsável. Incrível. — Minha nossa. Mostrou isto a Raven?

Pensei em mostrar, mas então me lembrei de que você ainda não conhecia o sistema. Considerando sua preocupação quanto a Raven descobrir que você acaba de se mudar, sua reação podia entregar o jogo. — Ele pôs um dedo sob o queixo dela e fechou-lhe a boca. — Gem, pode preparar o café?

AFIRMATIVO.

Numa das extremidades do balcão, um cilindro negro começou a emitir sons típicos da preparação do café. Rin balançou a cabeça.

É incrível.

Que bom que está impressionada. — Sesshoumaru fitou-a por um segundo, então inclinou o rosto e beijou-a. Sem pressa, iniciou uma lenta e sedutora exploração. Apa­rentemente, concluíra que o cliente podia esperar mais um pouco. — Bem-vinda ao lar — saudou, por fim.

Rin apertou-se contra ele, vendo promessa nas pala­vras possessivas. Pela primeira vez em muito tempo, a esperança retornava a sua vida.

A noite fechou-se sobre a casa em que Sesshoumaru abrigava havia muito um silêncio doloroso. Sofrendo de insônia desde a infância, muitas vezes recorrera ao trabalho como panaceia. Dessa vez, porém, o trabalho não estava con­solando. Uma hora antes, ouvira Rin ir de mansinho ao quarto de Abigail. Mais que tudo, quisera juntar-se a elas. Mas hesitara, inseguro quanto à recepção que teria e ainda mais quanto à própria capacidade de manter-se a distância da esposa.

Sem fazer barulho, levantou-se da cama e postou-se à porta entreaberta do quarto de Rin. O abajur estava aceso. Entrou. Ela dormia com um livro aberto no colo. Colocou o volume de lado e ajeitou-lhe as cobertas. Pelo jeito, não era o único com dificuldade para adormecer.

Vinha tendo sorte, nas últimas semanas. Após cinco longos anos, finalmente convencera Rin a desposá-lo. Ela o presenteara com uma filha e, agora, dormia sob seu teto, comprometida com um casamento de um ano. Bem antes de completar-se esse prazo, esperava vê-la partilhando também sua cama. Tinha tudo. Tudo o que sempre desejara.

Restava-lhe agora descobrir uma maneira de manter o que conseguira.

Não seria fácil. Ela não confiava nele, graças a Kohako. Aliás, o fato era mais compreensível do que ela imagi­nava. Ela esperava do casamento um compromisso total, o que ele era capaz de conceder. Só que ela queria também amor. Eis algo difícil para ele ceder. Já não sabia nem se era capaz de tal emoção. O desejo físico, entendia-o e a ele podia entregar-se plenamente. Mas amor? Retraía-se à possibilidade.

SENHOR TAISHO? — sussurrou o computador.

Sim, Gem?

ESTÁ ACONTECENDO ALGO ANORMAL? — Ele abriu um sorriso tenue.

Não, Gem. Só estou cuidando de minha família.

NENHUM DESVIO EM ANDAMENTO?

Até agora, não. — Sesshoumaru estendeu a mão para tocar em Rin, mas conteve-se. Não devia, ainda. Não até que pudesse oferecer mais do que luxúria. Baixou a mão. — Apague as luzes, Gem. Avise-me se ela precisar de algo. De qualquer coisa.

AFIRMATIVO, SENHOR TAISHO.

Três semanas após aquele jantar em casa de Sesshoumaru, Raven Sierra concordou em testar Gem. Rin e Sesshoumaru tra­balharam juntos no projeto, aproximando-se de uma ma­neira que ela nunca imaginara possível. Todo dia, após o expediente, relaxavam juntos, conversando sobre os mais variados assuntos, divertindo-se assistindo a tele­visão ou a algum vídeo. Mas o que mais gostavam de fazer era ficar juntinhos no sofá, com Abigail entre eles, passatempo bastante raro, infelizmente.

—Rin? — Sesshoumaru saiu do estúdio. — Onde tinha ido?
Ela parou no corredor, com o bebê nos braços, surpresa por vê-lo tão tenso.

—Oh, esqueci de dizer a Gem que tinha consulta no médico hoje.

—Com o pediatra de Abbey? — quis saber ele, amuado. Só então Rin compreendeu.

—Não roubei nenhuma lembrança de você, Sesshoumaru — afirmou, suave. — Jamais faria isso. Fui ao meu médico. Já faz dois meses que Abbey nasceu e... — Corada, não completou.

Sesshoumaru relaxou.

E está tudo bem?

Está.

Rin receou alguma indiscrição, mas ele só comentou:

Que bom.

Obrigada. — Sem jeito, ela fez um gesto para o corredor. — Vou estar no quarto do bebê, se precisar de mim. Está na hora da mamada.

Claro.

Sesshoumaru fez que ia entrar de novo no escritório, não antes que Rin detectasse um flash saudoso nos olhos dele. Por instinto, indagou:

—Quer vir também?
Ele balançou a cabeça.

Acho que não vai conseguir relaxar se eu estiver assistindo.

Consegui em todas as outras vezes. — Era verdade. Ele a deixava um pouco constrangida, atiçando senti­mentos que deviam ser suprimidos, mas apesar disso conseguia fazê-la relaxar o bastante para amamentar Abigail. — Não quer mesmo? Não me importo.

Ele se pôs de lado junto à porta do escritório.

Se tem certeza de que não vou atrapalhar, venha.

Aqui?

Por que não? Pode se sentar no sofá e me contar como foi seu dia enquanto amamenta.

Acomodou-se na beirada do sofá e olhou-o curiosa. Conhecia-o havia cinco longos anos, crente de que ele não diferia em nada de seus computadores. Tal ideia parecia ridícula agora.

—Vá mais para lá — sugeriu ele.

Sentando-se na ponta do sofá, recostou-se contra o bra­ço e estendeu uma das pernas ao longo do assento, dei­xando a outra apoiada no chão. Com tapinhas no couro, convidou-a a instalar-se entre suas coxas. Ela não se retraiu, permitindo que ele a puxasse de encontro ao vão estreito. O encaixe foi perfeito e delicioso, como sempre. Ele segurou Abigail enquanto ela abria a blusa e a frente do sutiã.

Sesshoumaru?

Hum?

Você não é como Gem, é?

Claro que sou. — Ele colocou o bebê nos braços dela. — Somos almas-gêmeas, querida. Não é o que sem­pre disse?

É. — Rin observou o bebê abocanhar o mamilo o começar a sugar com sofreguidão. — Mas agora sei que estava errada.

—O que está tentando dizer, querida?

Rin não sabia. Não mesmo. Seria bom mudar de assunto.

O que é aquilo atrás de sua mesa?

Um monitor de vídeo. Pode mostrar até dezesseis imagens diferentes ao mesmo tempo. Os outros só acessam uma de cada vez.

Há um em cada cómodo?

Exato.

O que você monitora?

Tudo o que está conectado ao sistema de vídeo. A casa, o escritório. A televisão. E até alguns de nossos clientes cujos contratos determinam isso.

Não sabia... — Rin enrijeceu-se de repente. — Um momento. Todos os cómodos estão no sistema de vídeo? Todos têm uma câmera?

Isso mesmo. Em caso de emergência, Gem liga a câmera para que eu possa avaliar a situação.

Mas ela não grava a imagem o tempo todo?

Não. Ela só grava com autorização. — Após uma pausa tensa, Sesshoumaru suspirou sonoramente. — Saiba que havia câmeras em sua casa. Kohako mandou colocá-las quando instalamos Gem. Mas ele nunca as ativou.

Rin lembrou-se de que Sesshoumaru interligara as moradias de ambos logo que Abbey nasceu. Mais um segundo e ocorreu-lhe a lógica questão seguinte:

—E você? Alguma vez as ativou?

Ele apertou os braços em torno dela, como que para impedi-la de fugir.

—Ativei.

Sesshoumaru respondera em tom tão brando e pesaroso que Rin sentiu sua raiva morrer antes de nascer. Afastou o bebê do seio.

Por que, Sesshoumaru? Por que invadiu minha privacidade desse jeito?

Na primeira vez, foi quando você não conseguia amamentar Abigail. — Sesshoumaru tinha a voz embargada. Para um homem sem emoções, o incidente parecia tê-lo afetado bastante. — Gem me disse que estava havendo uma emergência e eu ordenei que ligasse a câmera. Você es­tava sentada na cadeira de balanço, chorando quase tanto quanto o bebê...

E ele saíra correndo para ajudá-la, trajando apenas uma calça jeans. Não obstante, precisava saber.

Mandou Gem ligar a câmera outras vezes?

Mandei. — Ele se mexeu, e ela sentiu os músculos do peito másculo contra suas costas. — Eu dava uma olhada em Abigail todas as manhãs. Precisava vê-la. Fa­lar com ela. Passar algum tempo com ela. Estava errado, eu sei, mas, Rin, ela é minha filha. Eu queria vê-la. Não só de vez em quando, mas todos os dias. Pode en­tender isso?

Sim, eu entendo. Mas devia ter pedido, Sesshoumaru. — Rin achou que era o momento de se arriscar a excitar a bomba dele. — Você ama Abbey, não ama?

Ela é minha filha — esquivou-se ele.

—Mas você a ama, não ama?
Ele estava tenso.

—Eu daria minha vida por ela — esquivou-se de novo.— Faria tudo o que estivesse a meu alcance para pro­tegê-la. Quero fazer parte da vida dela e tê-la como parte
da minha.

—Diga as palavras, Sesshoumaru. Diga.
Silêncio. Rin fechou os olhos.

Sentindo as lágrimas aflorarem, ela baixou a cabeça.

—Não é suficiente — murmurou. — Não posso viver assim. Pensei que pudesse, mas não dá.

Levantou-se apressada do sofá, com Abigail nos braços. Sesshoumaru seguiu-a pelo corredor, alcançando-a à porta do quarto do bebê. Pegou a filha, acomodou-a no berço e só então encarou-a, os olhos âmbar frios e distantes.

—O que quer de mim? Que mais posso oferecer que já não tenha dado?

Por que fez amor comigo na véspera de ano-novo, quando vim aqui trazer aqueles documentos? Por que me beijou?

Sabe por quê.

Desejo.

Também.

Só isso? — Rin estudou-lhe o rosto desesperada, tentando adivinhar seus pensamentos mais íntimos, des­cobrir algum sinal de que ele sentia algo. — Aquela noite significou tão pouco para você? Foi uma maneira diver­tida de saudar o ano-novo?

Eu nunca disse isso?

Você nunca disse nada! — Ela balançou a cabeça. — E impossível que eu tenha só imaginado a ligação entre nós. Não pode ter sido só fantasia. Não posso acre­ditar. Não vou acreditar!

Palavras? É sem elas que não consegue viver? Quer mentiras confortadoras? Do tipo que Kohako lhe contava?

Não!

Ou é isto o que quer?

Sesshoumaru tomou-lhe a boca, ávido, exigente e suplicante. Puxou-a contra si, tão apertada que ela não deixaria de perceber sua reação masculina ao contato. Ele a queria com um desespero que se equiparava ao dela, avassala­dor, devastador.

Não, Sesshoumaru. Não podemos.

Já fizemos. Nossa filha é a prova.

O que não significa que seja certo. Você não me ama. Você não ama nem sua filha.

Ele contraiu os lábios.

—Estou aqui, comprometido a fazer este casamento vingar. Estou me dando inteiro a você e Abigail. E que­remos um ao outro. Vai negar?

Os olhos dela encheram-se de lágrimas.

—Não, não vou. Mas isso não quer dizer que seja certo. Não foi certo quando concebemos Abbey e não é certo agora.

—Faltam dez meses para o término de nosso acordo, pretende mesmo passar todo esse tempo em celibato?

— Pretendo.

Rin, por favor. Vamos ter um casamento de verdade.

Casamentos de verdade devem durar para sempre. Não era isso o que Kohako queria. — Ela o encarou firme. — E o que você quer, Sesshoumaru?

Ele fechou os olhos, encurralado.

Kohako era um idiota. Não era digno nem de seu amor, nem de sua confiança.

Você não respondeu. Quer um casamento para sempre?

A questão pendeu entre ambos. Rijo, Sesshoumaru raciocinava furiosamente em busca de mais uma resposta evasiva.

Não vou abandonar você e Abigail. Vou fazer tudo ao meu alcance para que sejam felizes. Pode confiar em mim, Rin. Não vou traí-las.

E o amor?

Como Sesshoumaru não respondia, Rin concluiu que cabia a ela decidir. Podia viver sem amor? Assim vivera com Kohako. E quem podia predizer o futuro? Talvez o amor chegasse mais tarde, com o convívio. Talvez conseguisse quebrar o gelo em que se encarcerava o coração dele, ou derretê-lo com seu calor. Sabia que Sesshoumaru não a magoaria. Ele não era Kohako.

Sesshoumaru pareceu adivinhar sua decisão. Erguendo-a nos braços, carregou-a para o quarto. Assim que transpuse­ram a porta, pousou-a de pé. Diante dele, ela viu nos olhos dele aquilo que devia estar evidente nos seus. Cau­telosos, ambos queriam aproximar-se, mas hesitavam. Temiam arriscar aquele último passo avante.

Foi só ao respirar fundo que Rin percebeu que sua blusa continuava aberta. Perturbada com a frieza de Sesshoumaru, esquecera-se de abotoá-la após amamentar Abbey. Não fechara o sutiã, tampouco. Sesshoumaru também percebeu. Erguendo as mãos, afastou ainda mais as abas da blusa.

Longe de protestar, ela permitiu que ele apreciasse seus seios.

Você mudou.

Ela riu brandamente.

Experimente ter um bebê.

Quero ver as outras mudanças. Todas. — Sesshoumaru pu­xou a blusa por sobre os ombros dela, e ao longo dos braços. O sutiã também foi descartado. Com os polegares, acariciou os mamilos rígidos, contornando os bicos escu­recidos. — Estão maiores. Mais escuros. — Sopesou os seios. — E mais cheios.

Um arrepio percorreu-a toda.

Acha ruim?

Nem um pouco. Quando fizermos amor, o leite vai sair?

Apesar do espanto, Rin conseguiu murmurar:

Não sei.

Vamos descobrir juntos, então. — Ele baixou as mãos. — Vou tirar o resto de suas roupas.

Sem fala, ela apenas aquiesceu nervosa, concordando. Ele lhe desabotoou a calça e abriu o zíper, baixando-a até os quadris. Então, agachando-se, livrou-a da peça erguendo primeiro um pé, depois o outro. Ela enterrou a mão nos cabelos dele, cônscia de que só lhe restava sobre o corpo uma pecinha de algodão branco com elástico na cintura. Estremeceu.

Para surpresa de Rin, Sesshoumaru não a despiu imediata­mente. Em vez disso, pousou a mão na suave curvatura de sua barriga, aquecendo-a.

Difícil acreditar que, há poucos meses, Abigail es­tava aqui.

Difícil para você. Para mim, nem tanto.

Gostaria de ter estado aqui o tempo todo. Eu teria gostado de acompanhar todos os estágios da sua gravidez. — Ele a fitou no rosto, os olhos âmbar flamejantes. — Talvez da próxima vez.

Ainda nem recuperei a forma, e você já está falando na próxima vez?

Sou filho único. Não quero que Abigail também seja. Quero que ela tenha uma família como a sua, não como a minha.

Segurando-a pelos quadris, Sesshoumaru roçou a boca nas li­nhas brancas sobre o abdómen dela.

Estrias — explicou Rin, pesarosa. — São como fios corridos na meia-calça, só que piores. Infelizmente, não se pode arrancar a pele e comprar outra nova, como se faz com as meias.

Nesse caso, pensemos nelas como cicatrizes de guer­ra. Condecorações de honra. De qualquer forma, ninguém irá vê-las, a não ser eu. — Não se tratava de uma per­gunta, mas de uma declaração. — E eu as acho lindas.

Antes que ela pudesse responder, ele introduziu os polegares por dentro do elástico da calcinha e puxou-a ao longo de suas pernas. Ela podia ter-se sentido vulne­rável e exposta, mas não se sentiu. Graças a Sesshoumaru, sentia-se bela e desejada. Ele se pôs de pé e despiu-se em poucos movimentos, atirando a camisa e a calça sobre as roupas dela empilhadas no chão. Num minuto, esta­vam um diante do outro, sem artifícios.

E juntaram-se, espontâneos e seguros, redescobrindo seus pontos secretos à medida que transferiam as lem­branças para a realidade. Ao sentir a boca ávida de Sesshoumaru em seus seios, Rin passou as mãos pelas costas dele, deliciando-se com o contato. Ele foi baixando o rosto, detendo-o entre o ventre e as coxas generosas, aos quais aquecia com a respiração ardente. Após deter as mãos sobre os quadris estreitos dele, ela contornou o delta som­breado entre as pernas musculosas, ao mesmo tempo que ele a agarrava pelo bumbum.

Aninharam-se entre os lençóis bordados com o mono­grama de ambos.

Haviam resistido àquele momento, sabendo que cor­riam de encontro a ele, tragados por uma gigantesca onda de desejo. Rin abriu-se para Sesshoumaru, rebolando os quadris com graça, prendendo-a entre as coxas macias. Ele plane­jara possuí-la devagar, ela via nos olhos dele, mas não conseguia controlar a tempestade, assim como não conse­guira na véspera do ano-novo. Ele avançou, introduzindo-se fundo, deslizando pelo caminho de doçura indescritível.

A explosão final atingiu-os. Foi uma bênção, uma ce­lebração, uma fusão de coração e alma. Passara-se quase um ano, meses intermináveis de morte emocional.

Quando Rin despertou, já estava escuro. Sesshoumaru per­manecia abraçado a ela, envolvendo-a toda com seu calor.

—Luzes — sussurrou ela. — Dez watts.

Com cuidado, desvencilhou-se dos braços dele, assolada por uma inexplicável inquietação. Vestindo uma camiso­la, foi ao quarto do bebê, embora não estivesse na hora de amamentar. Apoiou-se na cerca do berço e observou a filha no sono, acariciando-lhe a bochecha rosada. Passou a vaguear pela casa então, até chegar à sala de estar. Diante da imensa janela, sentiu a proximidade da aurora, bem como o gradual despertar da própria alma.

Era como seu amor por Sesshoumaru. Sempre estivera presente, ainda que oculto, encerrado numa noite de cinco anos até romper o horizonte, quente e radiante.

SENHORA TAISHO?

Sim, Gem?

ESTÁ OCORRENDO ALGO ANORMAL?

Sim, está, pensou Rin. Dois anos de escuridão chegam ao fim e a manhã está chegando. Riu divertida.

Não, Gem. Não está ocorrendo nada anormal.

TEM ALGUMA SOLICITAÇÃO? Rin surpreendeu-se.

Por que pergunta?

O SENHOR TAISHO DETERMINOU QUE EU O AVISASSE SE A SENHORA PRECISASSE DE ALGU­MA COISA.

Não preciso de nada.

Não era bem verdade. Queria fazer uma pergunta à qual Sesshoumaru nunca respondera satisfatoriamente. No en­tanto, hesitava. Mais tarde, atribuiria à premonição. Mes­mo apreensiva, deu vazão à preocupação:

Gem, por que a SSI está em dificuldades financeiras?

ACESSANDO. PERDA DE ATIVOS RESULTOU NA REDUÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO. RELATÓRIOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS NO TERMINAL PRIN­CIPAL DO COMPUTADOR.

Rin franziu o cenho.

—Perda de ativo? Como isso aconteceu?

—ATIVO FOI REMOVIDO ILEGALMENTE DA SSI.
Rin levou alguns segundos para entender. Então, foi tomada por um mau pressentimento.

—Dê explicações detalhadas, Gem.

EXPLICAÇÃO REQUER ACESSO AO NÍVEL DE SEGURANÇA UM.

Eu tenho acesso ao nível de segurança um! — protestou ela, nervosa. — Agora, explique o que acabou de informar.

PROCESSANDO. — Passou-se um tempo que pa­receu interminável. Por fim, Gem retomou a palavra. — FUNDOS DAS SEGUINTES CONTAS FORAM REMO­VIDOS ILEGALMENTE PELO SENHOR KOHAKO OZAWA. CONTA NÚMERO...

Encerrar transmissão — ordenou Sesshoumaru.