Música: Alone - Lacuna Coil
I hear the ticking of the clock
(Eu escuto o tique-taque do relógio)
I'm laying here the room's pitch dark
(Estou deitada aqui no breu do quarto)
I wonder where you are tonight
(Me pergunto onde você está essa noite)
No answer on the telephone
(Não há resposta no telefone)
And the night goes by so very slow
(E a noite passa tão devagar)
Oh I hope that it won't end though
(Oh, eu espero, porém, que não termine).
Alone...
(Sozinha)
Till now I always got by on my own
(Até agora eu sempre vivi sozinha)
I never really cared until I met you
(Eu não estava nem ai até que encontrei você)
And now it chills me to the bone
(E agora isso me gela até o osso)
You don't know how long I have wanted
(Você não sabe quanto tempo eu esperei)
To touch your lips and hold you tight
(Para tocar seus lábios e te abraçar com força)
…
And my love for you is still unknown
(E meu amor por você permanece desconhecido)
Hinata não conseguiu mais dormir depois de ter lembrado daquilo. Fazia tanto tempo, anos. Longos anos. Será que Neji ainda se lembrava da promessa que ela tinha feito quando tinha quatro anos? Ela não sabia, mas agora entendia porque eles se davam bem juntos, apesar do reencontro catastrófico. Como ela podia ter esquecido de algo tão marcante na sua infância? Neji e ela eram como irmãos, eles moravam na mesma casa e nunca se separavam, até que a tia Aika resolveu mudar-se para a fazenda que o pai de Neji tinha deixado para os dois. A pequena Hinata implorara para a mãe ir junto com a tia, pois amava Neji nii-san e não queria ficar longe dele.
Harumi não quis se mudar com a irmã, mas tinha prometido a filha que sempre poderiam visitar os parentes e vice-versa. O problema foi que essas visitas nunca ocorreram. De um lado nem de outro. Hinata cresceu e outras pessoas acabaram substituindo o lugar de Neji em sua vida.
Ela não conseguiria mais dormir mesmo, então pegou um livro e desceu para a cozinha. Pensou em comer algo e de repente notou que estava morta de fome, tinha passado o dia com o estômago vazio. Hina não sabia que horas eram, mas tinha certeza que era madrugada. Ia comer alguma coisa e depois ficaria lendo no sofá até o sono voltar. Um plano.
Quando entrou na cozinha viu uma sombra de frente pra janela, estranhou e acendeu a luz para poder ver quem era. Surpreendeu-se ao ver sua mãe se virando para ela.
-Mas que porra é essa? – ela murmurou boquiaberta com a situação.
-Olha o linguajar, Hinata – a sombra disse com aquela expressão que Harumi fazia quando não estava feliz com a atitude da filha – Eu te eduquei muito bem para você sair por ai falando palavrões. – até o discurso sobre educação era o mesmo. Aquilo estava estranho de mais.
-Só posso estar ficando louca. – ela disse dando curtos passos para trás com a intenção de se afastar
-Não querida. Eu resolvi aparecer para você por que estou preocupada. – a sombra disse se aproximando – Quero que preste bastante atenção no que eu vou lhe dizer, certo querida? – a morena estava ficando apavorada de verdade com aquela situação. Ela sabia que estava acordada e sabia que estava mesmo vendo sua mãe ali na cozinha, junto com ela, conversando com ela. Mas a situação era a seguinte: Harumi estava MORTA.
-Eu não vou ouvir merda nenhuma. – respondeu Hinata para a sombra – Eu quero que você vá embora. Você não é real. Isso não é real – ela ficou repetindo de olhos fechados – Não é real. Não é.
-O que não é real, Hina? – ela abriu os olhos ao ouvir a voz de Neji e surpreendeu-se o abraçando com força. – Você está bem? – ele perguntou a abraçando de volta meio desconfiado e preocupado.
-Não. Eu não estou nenhum pouco bem. – ela respondeu chorando – Por que isso teve que acontecer, Neji? – a garota perguntou se soltando do primo para poder olhá-lo nos olhos – Por que minha mãe? Por quê? – Neji estava preocupado com a prima agora. Ela parecia perturbada de mais.
-Venha aqui. – ele a levou até uma cadeira e a fez sentar. – O que você veio fazer aqui há essa hora? – perguntou com a intenção de fazê-la esquecer das perguntas que ele não sabia responder.
-E-e-eu, eu acordei e não c-c-co-consegui mais dormir. – ela respondeu ainda nervosa olhando para a janela – Desci pra comer alguma coisa, fi-fi-fiquei o dia inteiro sem comer nada e estava com fome.
-Tudo bem. Acalme-se que eu vou fazer algo para você. – ele disse pegando umas coisas na geladeira, mas Hinata não prestava atenção no que o primo estava fazendo. Ela ainda estava pirando por causa do que acontecera minutos atrás.
Hinata tinha visto sua mãe na cozinha. A sua mãe que estava morta há dois dias e que tinha sido enterrada naquele dia. A mãe que estava morta, mas apareceu para ela e chamou sua atenção por falar palavrões. Ela definitivamente precisava ver um terapeuta ou psicólogo, porque estava ficando louca. Insana. Pirada.
-Aqui está – disse Neji colocando na mesa um prato com um sanduíche e um copo de suco de maracujá. – Coma e vai se sentir melhor.
-Obrigada Neji. – ela disse olhando nos olhos azuis do primo – Por tudo que tem feito por mim. Eu não mereço tanta atenção e carinho. – abaixou a cabeça com vergonha. Lembrou-se do sonho e ficou ainda mais envergonhada. O que estava acontecendo com ela?
-Não diga isso. – a voz dele era suave. Ergueu o rosto da prima com um dedo e sorriu – Sempre vou estar aqui por você, Hina. – aquele sorriso e as palavras do primo fizeram seu coração se aquecer. Estava decidido. Hinata iria procurar um psiquiatra assim que fosse possível, e ia pedir internação, porque o que estava acontecendo não era normal. – Para qualquer coisa que você precisar, quando precisar. Agora coma e vá dormir.
Ela sorriu e fez o que ele disse. Neji fez companhia a garota enquanto comia e depois a levou até seu quarto. Eles pararam na porta. Hinata se virou e o olhou de uma maneira diferente. O rapaz não soube identificar o que estava estampado no rosto da prima, mas a morena estava com medo de entrar no quarto e ficar sozinha. Tinha medo de o que, seja lá o que fosse que ela tivesse visto na cozinha, voltasse.
-Fica comigo essa noite? – ela pediu ao primo sem nem pensar – Não quero ficar sozinha. – ele percebeu a insegurança na voz dela
-Claro. – ele sorriu transmitindo confiança e os dois entraram no quarto.
-x-
Eles já estavam na ultima semana das férias de primavera e nenhum dos dois primos sentia-se feliz em voltar para a escola. Hinata por motivos óbvios. Mas Neji queria ficar longe daquelas pessoas falsas, ignorantes e idiotas. Ele estava de saco cheio daquilo tudo, não queria mais fazer parte dessa merda. E ainda tinha esse sentimento de proteção para com Hina. Ele não queria que ela sofresse mais do que já sofrera na vida e agora aqueles filhos da puta iriam atormentá-la ainda mais. O que ele deveria fazer? Queria protegê-la e não entrega-la aos leões.
Lá estavam os dois a caminho da escola. Hinata ouvindo suas musicas no iPod e Neji dirigindo a caminhonete. Naquele dia, especialmente, os dois não conversaram muito. A garota estava de vestida ao seu estilo novamente e Neji não tinha medo de admitir, linda. Naquela manhã enquanto gritava para que a prima descesse logo ou chegariam atrasados teve que se conter para não agarra-la e não soltar nunca mais.
Hinata vestia apenas um vestido preto, meias-calça arrastão vermelhas e o coturno de batalha de sempre. Por cima do vestido ela usava um corset vermelho. A maquiagem de sempre, toda preta. Ele se perguntava se a prima não cansava de esconder aquela garota, frágil e dócil que era por trás dessa pose toda de "durona".
Assim que pararam no estacionamento Hinata avistou as três cheerleaders saindo do carro caro de Haruno Sakura e teve vontade de voltar para caminhonete e sumir dali, mas manteve-se firme e viu Annabele se aproximar sorrindo.
As duas garotas tinham passado as duas ultimas semanas bem próximas. Anna tinha ajudado a amiga a superar a morte da mãe e ela ficavam cada vez mais conectadas, o que deixava Neji cego de ciúme, apesar de não saber bem o por que.
-Oi gostosa – disse Annabele assim que chegou perto da amiga
-Fala ai loirinha – respondeu a outra sorrindo e dando um beijo no rosto de Anna.
-Preparada para encarar isso ai – a loira disse apontando com a cabeça para as três cheerleaders que estavam passando por elas.
-Preferia ficar longe disso, mas como não dá... – respondeu a morena dando de ombros.
Sakura, que estava passando ao lado das duas garotas ouviu e disse:
-Acredite, queridinha, nós também preferíamos que você estivesse longe... – ela sorria de uma maneira tão mesquinha e cheia de falsa simpatia que Hinata sentiu ânsia – Sei lá, algo como no inferno. Com sua mamãe. – a voz da garota estava transbordando de veneno.
-Garota, eu estou de saco cheio de você, dessa sua cara de puta e desse seu veneno – disse Hinata se aproximando da rosada – Você se acha superior a tudo e a todos, não é mesmo? – agora a morena estava de frente para a cheerleader e apenas sussurrava – Deixa eu te contar uma coisa. Você é uma merda. Uma vadiazinha de quinta categoria que tem um namorado que a trai com sua melhor amiga e com o resto da cidade. Você não tem nenhuma moral pra tentar ser melhor do que eu.
-Cala a boca sua bruxa – Sakura gritou tentando se afastar
-Não, fofa. – respondeu Hina – você me atormenta desde que eu cheguei nessa porra de escola e agora você vai ouvir tudo que eu tenho pra dizer – ela segurou a Haruno pelo braço – E vai ouvir quietinha.
-Me solta. – a Haruno gritava – Me solta agora. – todos os alunos que estavam no estacionamento pararam para ver o que acontecia ali, mas ninguém ousou se intrometer.
-Você não manda em mim, querida. Deixa eu te dizer umas coisinhas que estão entaladas na minha garganta há algum tempo: - a morena sorria de uma forma irônica que assustava Sakura – Você é uma filha da puta mimada que acha ser uma deusa, mas ninguém nessa escola suporta ficar mais de uma hora ao seu lado, porque você não tem conteúdo. Seu namoradinho come sua melhor amiga e você sabe disso. O casamento dos seus pais é uma piada, mas eles continuam juntos para "manter as aparências", que é tudo o que você faz. Mantêm sua aparência de melhor aluna, melhor líder, melhor namorada... Mas você é oca, vazia por dentro. – Sakura tinha os olhos verdes arregalados de susto e surpresa e lágrimas escorriam por eles – Você humilha todos nessa escola que você não julga serem merecedores da sua atenção, mas essas pessoas têm muito mais do que você tem, elas têm amor e isso você nunca vai saber o que é. Um dia essa beleza que você tem vai acabar Sakura. E nesse dia você vai estar morta porque ninguém mais vai querer sua companhia. Nem por interesse. – depois que terminou de dizer essas palavras, Hinata soltou Sakura e deu um soco na boca dela – Nunca mais se atreva a falar da minha mãe. Você não é digna nem de pensar nela. – e depois saiu andando até onde Annabele estava, puxou a amiga pelo braço até o portão de entrada.
Sakura ficou ali parada olhando para o chão enquanto todos os alunos a olhavam. Ela chorava e se sentia a pior pessoa da face da terra. Ela sabia que as coisas que a bruxinha disse eram verdades, ela não era burra. Mas ter seus piores defeitos e segredos esfregados na sua cara na frente de toda a escola era a maior humilhação de todos os tempos.
-Não tem nada pra ver aqui. – ela ouviu uma voz masculina e sentiu-se ainda pior – Todo mundo circulando. – alguém se aproximou e a pegou pela mão, puxando-a para algum lugar, mas detonada do jeito que ela estava, ela não discutiu e apenas deixou-se levar. – Pronto. Você está segura – disse a mesma voz do estacionamento. Agora que estava longe de todo mundo ela se permitiu chorar de verdade. Lágrimas e mais lágrimas desciam pelo belo rosto borrando a maquiagem. O rapaz a abraçou murmurando palavras de conforto.
-Nunca me senti tão pequena na minha vida, Naruto. – disse ela assim que se acalmou. – Não consigo nem descrever o que eu to sentindo.
-Sua culpa Sakura. – respondeu ele – Você sabe que tudo aquilo é verdade e que você pediu por isso. – ela olhou para o garoto a sua frente e sentiu um aperto no peito. Naruto e Sakura se conheciam desde sempre, seus pais eram amigos e desde criança sempre foram amigos, mas para o rapaz, Sakura era a mulher de sua vida. Loiro de olhos azuis, ele era exótico por ali e sempre teve muitas garotas aos seus pés, mas nunca deu chance para nenhuma delas.
-Você é mesmo um ótimo amigo Naruto – retrucou a garota irônica – Vai ficar defendendo aquela vadia?
-Sakura, você sabe que eu nunca menti pra você. – disse Naruto abraçando a garota – E você também sabe que isso iria acontecer um dia ou outro.
A garota se calou e aproveitou o abraço. Naruto sempre fora um ótimo amigo, sempre por perto quando ela precisava. E ela sabia que ele era apaixonado por ela, mas não o via dessa forma, não até agora.
Ela se apaixonara por Sasuke no momento em que o vira e depois acabou virando um obcessão. Ser namorada do Uchiha era algo que ela tinha que conseguir. Independente de quem tivesse que passar por cima. E essa personalidade acabou por se fixar na doce garota de cabelos rosados que um dia Sakura fora.
Mas agora que tudo estava exposto daquela maneira, agora não tinha mais nenhum motivo para ficar com o Uchiha. Era hora de procurar um outro amor.
-x-
Depois de ter perdido a cabeça com Sakura, Hinata apenas foi para a sala e assistiu às aulas quieta até a hora do almoço. Annabele não tinha comentado nada, mas ela sabia que tinha assustado todo mundo com aquela reação. Até ela mesma se surpreendera. Mas se fosse para comparar, ela tinha agüentado tempo de mais.
A morena escolhera se isolar na hora do almoço e foi para biblioteca, onde acharia um pouco de paz e tranqüilidade. Desde o dia do enterro da mãe ela evitara ficar sozinha, mas em algum momento isso teria que acontecer.
Assim que entrou na sala, foi para o canto perto da janela e pegou um caderno na mochila, onde passou a escrever. Ela só perceberá que tinha tocado o sinal quando Arina, a bibliotecária, lhe avisou e pediu para ir para sua classe. Agora teria que agüentar mais algum tempo antes de ir pra casa e dormir até não conseguir mais.
Hinata não conseguiu encontrar a amiga loira quando as aulas terminaram e ela também não tinha aparecido na aula de desenho, o que deixou a morena um pouco desconfiada. Assim que o último sinal tocou, ela foi direto para o estacionamento esperar por Neji, mas ao caminhar pelos corredores da escola percebera a quantidade de olhares; reprovadores, animados, assustados e admirados; lançados em sua direção. Essa percepção deixou-a um pouco irritada, mas não podia fazer nada, já que ela mesma provocara isso.
Quando chegou aonde Neji tinha estacionado a caminhonete ele estava à sua espera. Não conseguiu decifrar o olhar que o primo lhe dirigira e também não estava nem um pouco preocupada com isso. Colocou os fones de ouvido e se perdeu com Lacuna Coil. Hina queria sumir daquela cidade e nunca mais voltar. Morar ali estava acabando com ela e a escola sugava suas energias de forma devastadora. Não era um lugar bom e ela não era querida nem amada. Agora que Harumi estava morta não havia nenhuma razão para sua permanência. Mas por outro lado ela não tinha outro lugar para ficar. As coisas eram mais complicadas do que pareciam.
Assim que chegaram ao sítio, a garota desceu do carro e foi para seu quarto, de onde não saiu pelo resto da tarde ou da noite. Neji estava preocupado e frustrado com as teorias que estava criando em sua cabeça para poder explicar o comportamento de Hinata. Ela não era fácil de desvendar e isso o agradava às vezes, mas em contraposta também o irritava.
Ela se trancara no quarto para poder pensar. No primeiro dia de aula tinha conseguido arrumar confusão com a Haruno. De novo. Porem dessa vez a filha de uma puta exagerara e a morena perdera a cabeça. Isso não acontecia com freqüência, entretanto as coisas estavam acontecendo tão rapidamente e de forma tão devastadora que ela não sabia o que fazer. Nunca tinha se sentido tão confusa e perdida na vida.
Ouviu batidas na porta e olhou no relógio, percebendo que tinha se passado mais tempo do que percebera.
-Entre – ela disse depois de limpar o rosto das lágrimas que tinham escorrido por seus olhos sem que nem percebesse.
Viu o primo entrar em seu quarto e ir sentar-se na cama junto a ela. Eles não tinham conversado naquele dia, o que era estranho e irritante. Hinata gostava da companhia de Neji.
-Como você está? – perguntou o rapaz ao sentar-se
-Explodindo – ela respondeu virando-se para ele. – Você?
-Sai do time. – ele disse com simplicidade.
-Por quê? – aquilo a surpreendera. O basquete era tudo para Neji. E ela sabia que a popularidade advinda do esporte também o deixava feliz.
-Não é mais minha prioridade e de qualquer maneira, as coisas mudaram e meus sentimentos e pensamentos também – ele respondeu.
-Não entendi. – Hina retrucou – O que seus pensamentos e sentimentos têm a ver com o basquete? – ela se aninhou aos braços do moreno, que tinha se deitado ao lado dela.
-Você não precisa – ele respondeu simplesmente. Então os dois permaneceram em silêncio por um tempo. Cada um envolto em seus pensamentos. Cada um com seus problemas e aflições. As coisas tinham mudado tão drasticamente em apenas uns poucos meses, que era quase impossível acreditar.
– Gostei do que fez hoje. – ele começou após um longo intervalo – Mais da metade daquela escola sonha em fazer o mesmo desde que Sakura se tornou uma cheerleader. – Hinata sorriu meio amarga.
-Não pensei no que estava fazendo, pra falar a verdade. – olhou para ele – O sangue me subiu a cabeça e quando vi já tinha dado o soco naquela vadia do inferno. Eu não perco a cabeça com facilidade – a garota explicava – mas quando acontece é difícil de argumentar contra mim.
-Já é difícil argumentar quando você está calma. – ele retrucou fazendo-a rir. – Hina, - o tom de voz era cauteloso – você se lembra de quando éramos crianças? – a pergunta fez Hinata se encolher e enrijecer. Não esperava por isso.
-Vagamente... – a resposta era cautelosa
-Você me fez uma promessa antes de minha mãe e eu nos mudarmos. – Ele viu as bochechas da prima se tornarem rubras e sorriu. Sentira tanta falta desse gesto, que a dava uma aparência de inocência. – Lembra-se?
-Sim. – ela respondeu encarando os olhos azuis tão parecidos com os seus – Prometi que seria sua para sempre. Mas as coisas mudaram Neji. – o rapaz tinha vontade de morrer quando ela usava esse tom de voz e essa expressão. Toda essa seriedade não ficava bem em Hinata – Para sempre não existe
-Claro que não – ele retrucou – Não quero que acredite nisso também. Apenas quero que seja minha. – assim que terminou de falar colou os lábios aos da prima e sentiu-se como se fosse a primeira vez que estava vivo.
Hinata foi pega de surpresa pelas palavras e ação do primo. Claro que ela desejava esse beijo, mas nunca imaginou que aconteceria dessa forma. Os lábios de Neji eram finos, mas em compensação, eram quentes e macios também. Agridoce e convidativos. Assim que foi aprofundado, o beijo se tornou, não apenas faminto, mas devastador. O rapaz acabou com toda resistência dela e tudo o que sentiam e percebiam eram os dois. Nada mais importava. Nada mais fazia sentido.
A pequena garotinha que era apaixonada pelo primo há anos atrás ressurgira e isso assustava Hinata de uma forma inexplicável. Naquele momento os dois não apenas voltaram ao passado para revivê-lo de forma diferente, mas também começaram a escrever o futuro. O que, necessariamente não significava algo bom.
Oi oi gente ! :D
dessa vez não demorei tanto, certo? hihi
eu queria dizer pra vocês que meus planos de terminar essa fic no cap 16 foi por agua a baixo.
Por que ontem a noite eu terminei de escrever o cap 18.Mas sobre esse cap, o que vocês acharam? Gostaram? Odiaram? Deu pro gasto? E essa Hinata que deu pra ver espíritos agora? O que fazer? Quem gostou das coisas que nossa heroina disse pra Haruno levanta a mão \o/
Espero que vocês tenham gostado, por que eu escrevi com muito carinho. Deixem comentários com elogios, criticas, sugestões...
DocesBeijos *-*
