Chapter 10: I can't live without you.
JPOV
Alice simplesmente não queria me atender e eu não sabia o que estava acontecendo com ela. Passei o dia todo a sua procura esperando alguma resposta. Seu celular somente na caixa postal e não estava casa ou no hospital.
Algo estava errado.
Aliás, desde que Maria voltou para minha vida tudo tem dado errado. Meu relacionamento com Alice esfriou, eu não estava conseguindo lidar com tudo isso. Maria diariamente em minha casa me deixava estressado como nunca antes.
E ainda quando Maria vinha me atormentar dizendo que Marcela logo estaria com ela. Aquilo me deixava tão furioso, aquela maldita depois de tanto tempo voltou como se não tivesse feito nada de errado e ainda queria levar minha filha de mim.
Tomei um susto quando meu celular tocou e o numero não era conhecido.
- Alô?
- Jasper? – a voz de uma mulher ecoou do outro lado da linha.
- Ele mesmo, quem fala?
- Aqui é a Bella, sou cunhada de Alice.
- Ah sim, por acaso você sabe onde Alice está? – perguntei.
- Ela está aqui em minha casa, mas ela definitivamente não quer lhe ver. – falou – Eu não deveria estar fazendo isso, porque você realmente não merece isso. – falou exasperada – James hoje pela manhã foi falar com Alice no hospital e mostrou algumas fotos onde você beijava Maria.
Meu mundo desabou quando eu ouvi isso. Agora tudo fazia sentido, Maria indo até o meu restaurante e me agarrando sem nenhum motivo aparente. Eu deveria ter desconfiado antes, só podia ser alguma armação para me separar de Alice. E ela conseguiu.
- Bella, eu sei que isso vai soar piegas, mas eu juro pela minha vida que eu nunca traí Alice, eu a amo mais que a mim mesmo. – expliquei.
- Jasper, eu não duvido de você, sério. – Bella falou, compreensiva – Mas eu duvido que Alice acredite, aliás, ela está indo para Nova York amanhã de manhã.
- Eu não acredito, preciso impedi-la. – me exaltei.
- Calma, eu tenho uma ideia melhor para você. – ela soltou uma risadinha e começou a me explicar tudo.
Depois de algum tempo falando com Bella no telefone consegui arrumar tudo do jeito que ela me aconselhara. O plano estava sendo colocado em ação.
APOV
Não consegui dormir durante toda à noite, ou seja, levantei um caco. Não conseguia ficar concentrada em algo por muito tempo sem que o sono me dominasse.
Bella me levou até o aeroporto depois de passarmos na casa de meus pais para que eu pudesse me despedir.
Depois de muita choradeira de minha mãe, finalmente conseguimos ir para o aeroporto de Port Angeles. Lá Bella se despediu com um abraço e sorriu para mim.
- Até mais, Bella. – falei, pegando minha bolsa.
- Até breve. – ela disse com um sorriso em seu rosto.
Aquilo foi bem estranho. Entrei no avião e me sentei ao lado de uma senhora que parecia ser simpática por suas feições. Seu cabelo grisalho indicava sua idade avançada e algumas rugas que cobriam seu rosto confirmavam.
Ela sorriu para mim e voltou a ler sua revista.
Quando o avião decolou meu peito se apertou e aquela vontade de chorar me atingiu como um disparo. Respirei fundo para que as lágrimas não voltassem a demonstrar minha fraqueza.
- Está tudo bem, querida? – a senhora ao meu lado perguntou.
- Está... – minha voz saiu falhada e eu senti algumas lágrimas descerem pelo meu rosto. A senhora olhou para mim descrente.
- Eu não acho que esteja tudo bem. – murmurou, fechando a revista – Pode contar para mim, se você quiser é claro. – logo tratou de falar.
- Er... – me sentia tão desconfortável em contar minha vida a uma estranha – Resumidamente, meu namorado me traiu com a ex-mulher dele. – murmurei, sem olhar para a mulher.
- Querida, você o ama? – perguntou, com um sorriso em seu rosto, afirmei com a cabeça e ela continuou – Se você o ama realmente deveria dar uma chance ao amor, realmente é difícil achar nossas almas gêmeas, mas quem sabe esse homem não é a sua?
- Mas ele me traiu depois de dizer que me amava. – retruquei – Não acho que posso perdoá-lo tão facilmente.
- Aposto que você não deu uma chance para ele se explicar, porque se ele realmente disse que lhe ama algo deve ter acontecido e, com certeza, ele não teve a intenção de te magoar. – ela dizia como se já tivesse passado por tudo isso.
- Eu não sei... – suspirei.
- Confie em mim, você não se arrependerá. – murmurou, compreensiva e depois voltou a ler sua revista.
Aquilo realmente mexeu comigo. Estava com uma vontade repentina de ligar para Jasper e pedir alguma explicação, nem que ele dissesse que não me quisesse mais. Só que agora era tarde demais.
Algumas lágrimas desceram por minhas bochechas antes de eu cair num sono profundo e só acordar com a aeromoça me pedindo para colocar o cinto, que já íamos pousar.
Desembarquei no aeroporto John F. Kennedy e peguei um táxi direto para Manhattan, onde ficava meu apartamento.
Desci do táxi e pedi para que o porteiro do prédio, Charles, me ajudasse a levar as malas para meu apartamento. Quando ele já tinha subido com todas as malas, paguei o taxista e subi para meu apartamento.
Tudo que eu precisava nesse momento era um banho quente e um bom sono, se fosse possível.
Quando entrei em meu apartamento tomei um susto ao ver o chão coberto de pétalas de rosas vermelhas e o ambiente decorado com velas e mais flores espalhadas pela casa.
Até pensei que havia entrado no apartamento errado, mas quando vi Jasper parado no batente da porta da cozinha e olhando para mim com um sorriso genuíno meu coração disparou.
- Precisamos conversar. – ele murmurou.
- Você precisa se explicar. – sibilei, ainda parada no mesmo lugar.
- Eu sei disso Alice e eu vou, pode ter certeza. – ele começou – Eu vim até aqui para dizer para você que eu a amo e que eu nunca seria capaz de traí-la. Aquilo tudo foi uma armação da Maria, eu sei que isso está parecendo uma desculpa esfarrapada, mas é nada mais do que verdade, por favor, acredita em mim. – ele disparou a falar e sua voz estava tremula.
- Jasper, você sabe quanto doeu ver aquilo? – perguntei – Meu mundo desabou, depois de tudo que nós passamos, depois de tudo o que eu passei, ver aquela imagem foi como se enfiasse uma navalha em meu peito.
- Eu sei como deve ter sido difícil, mas eu estou aqui implorando para você, Alice. – sibilou, se aproximando de mim – Eu deveria ter lhe contado que Maria estava me rondando, mas eu fui fraco e preferi deixar nosso amor quase morrer. – eu pude ver uma lágrima caindo por sua bochecha – Me perdoa. – quase suplicou.
- Jazz... – eu comecei, mas parei de falar.
Ele me olhou ansioso e eu preferi demonstrar para ele que eu não podia viver sem ele, mesmo que eu tentasse. Então acabei com a distância entre nós e o beijei apaixonadamente, ele retribuiu com vontade.
Nossas línguas brincavam de um jeito só nosso, ele me abraçava e me puxava para mais perto, se isso fosse possível. Minhas mãos passeavam por suas costas. Paramos já quando estávamos sem ar.
Jasper me olhava com aquele sorriso que me encantava e de repente ele se ajoelhou na minha frente, tirou uma caixinha de veludo de seu bolso e começou:
- Mary Alice Brandon, você quer casar com esse babaca que vos fala? – murmurou com sua voz serena e meu coração disparou.
- Sim, sim, siiiiiiiiiim. – quase gritei e ele colocou o anel em meu dedo.
- Agora você é minha para sempre. – ele murmurou enquanto eu enchia seu rosto de beijos.
- Eu sempre fui sua.
- Eu te amo. – ele disse olhando nos meus olhos.
- Eu também te amo. – falei, fazendo um bico e beijando seus lábios.
Depois de tantos anos sozinha eu senti que agora eu nunca mais voltaria para onde eu estive antes, porque agora nós tínhamos um ao outro.
"Sem mais noites que me façam sofrer
Sem mais razoes para não ser feliz
Você jogou todos esses motivos para fora"
FIM
