Obrigada pela maravilhosa companhia, espero que tenham gostado dessa história. E, fique com a gente, leia mais adaptações.

Está tendo uma votação no grupo "Adaptações Sasusaku" no facebook.

As opções são:

Coração Bárbaro – Michelle Styler

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Tudo por um bebê – Michelle Douglas

Qual dessas obras deve ser a próxima adaptação?

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Boa Leitura! 3

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CAPÍTULO DEZ

Sakura tremia. Estava apavorada. Não conseguia olhar para a mãe. Ao invés disso, olhou ao redor. O que viu acabou com as esperanças de que pudesse haver uma explicação convincente, plausível. Aquela era, sem dúvida, a casa de Mebuki. Os quadros, as esculturas e os móveis luxuosos eram exatamente o estilo da mãe e do padrasto.

— Alguma vez o Dennis chegou a largar você? Ou foi mais uma das mentiras em que você me fez acreditar? — Sakura interrogou a mãe.

— Nós fizemos as pazes — disse a mãe envergonhada.

Sakura estava horrorizada, aturdida. Passou pela mãe e entrou na espaçosa sala de estar da casa. O padrasto estava de short e sem camisa, vendo futebol numa televisão de plasma gigantesca. Ao ver a enteada, ficou boquiaberto.

— Onde vocês arranjaram dinheiro para tudo isso? — Sakura perguntou, sentindo uma dor profunda no coração.

Sasuke apareceu na entrada da porta.

— Quem você trouxe junto? — Mebuki acendeu, um cigarro, com um brilho no olhar.

— Não importa! Você me disse que estava endividada, que estava arruinada! Agora vejo que era tudo mentira. — Sakura estava transtornada. — Há quanto tempo você tem essa casa?

— Estamos apenas tomando conta da casa. Ela não é nossa — respondeu a mãe.

— A casa está no nome da sua mãe. Comprou em dinheiro vivo há dois anos — contradisse Sasuke secamente.

— Isso é uma mentira deslavada! — gritou o padrasto, com o rosto vermelho como um tijolo.

Sasuke o olhou com desprezo.

— Vocês deixaram vários rastros da sujeira que fizeram. Abaixe o tom de voz e se comporte. Sakura tem provas suficientes para colocar os dois atrás das grades por um bom tempo.

— Mas ela nunca vai fazer isso — declarou Mebuki. — Eu sou a mãe dela. E o que é dela, é meu. Não é isso que vivia dizendo, Sakura?

Sakura estava envergonhada e magoada com o comportamento da mãe. Agora estava claro que o casal andava trapaceando Sakura havia muito tempo. No entanto, os olhos verdes de Mebuki, que eram da cor dos de Sakura, permaneciam implacáveis e desafiantes. Não havia qualquer vestígio de arrependimento ou de desculpas.

— Alguma vez se preocupou com o fato de que eu pudesse ir para a cadeia por sua causa? — Sakura não tinha força na voz.

A loura não respondeu.

Sakura sentiu que as lágrimas transbordavam, mas lutou com força para que não caíssem. O silêncio havia sido a resposta mais dura e cruel que Mebuki poderia ter dado.

Hinata uma vez a havia chamado de galinha dos ovos de ouro da mãe e só agora ela descobria a verdade daquela afirmação. A mãe só se interessava pelo dinheiro que trazia para dentro de casa.

Ao lembrar da reação de Dennis e Mebuki quando anunciou que iria abandonar a carreira de modelo, Sakura teve calafrios. Depois que a galinha parou de botar os ovos valiosos, o casal teve que arranjar outros meios para continuar aumentando suas economias.

Com a dignidade que lhe restava, Sakura saiu da casa direto para a limusine. Quando o carro começou a se mover, o olhar vazio estava fixo na janela. Estava arrasada. Sem dizer uma palavra, entregou-se nos braços de Sasuke. Ele também não disse nada. Sakura achou melhor assim, pois qualquer palavra de conforto iria desencadear um mar de lágrimas. Os olhos ardiam, mas não chorou.

— Ela nunca me amou... E no fundo, no fundo, eu sempre soube disso — disse, soltando um suspiro comovido. — Mas me esforçava ao máximo para agradá-la.

— Não vou deixar que ela lhe faça mal nunca mais, gioia mia.

Ele a abraçou com mais força e Sakura fechou os olhos. Ela o amava com tanta intensidade que chegou a tremer. Desesperada por poder retribuir tanta gratidão, disse:

— Vou tentar entrar no seu iate outra vez... Está bem?

Com o queixo sobre a cabeça de Sakura, Sasuke suspirou e acariciou os cabelos dela.

— Quem sabe um dia. Não há pressa.

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O helicóptero pousou no heliporto da casa de campo de Sasuke, na

Inglaterra. Welbrooke Park era um lugar deslumbrante. Sakura se lembrou da primeira e última vez que havia estado lá, naquela fatídica festa que terminou de madrugada, quando fugiu com Orochimaru em seu carro esporte, ridiculamente pequeno. Riu sutilmente daquela história tragicômica. A agonia e a desilusão que sentiu naquele fim de semana eram coisas do passado. Em poucas horas, ela estaria recebendo os convidados para a festa de noivado.

Sasuke, que tinha passado dois dias em Londres a trabalho, saiu do escritório para dar-lhe as boas-vindas.

— Venha, quero que conheça uns amigos meus — fez uma pausa. — Desculpa, estava louco para ter umas horinhas com você a sós, mas vamos ter de esperar — disse baixinho.

Indo atrás dele até o escritório, Sakura se ouriçou ao ver Sasori, mas relaxou ao ser apresentada à sua namorada lânguida, Tenten.

— Você é realmente surpreendente, não é mesmo? —Sasori comentou em voz baixa, enquanto os outros conversavam. — Veio do nada e chegou ao topo. Quem diria?

— Acho que não entendi.

O banqueiro deu uma risada malvada.

— Quem não ficaria surpreso? Uma qualquer, com um rostinho bonito, conseguiu fisgar um dos homens mais ricos do mundo. Só posso concluir que você deve ser um arraso na cama.

Sakura sentiu as bochechas queimando.

— Você não tem o direito de falar assim comigo!

— Se tivesse esbarrado comigo antes, a história teria sido totalmente diferente — ele disse com soberba.

— Nunca. Você me dá nojo. — Sakura não conseguia disfarçar sua repulsa por Sasori. Viu nos olhos dele inveja e rancor, antes de virar as costas, rispidamente.

Então era isso, concluiu ela. Sasori estava interessado nela e ficou irritado quando Sasuke começou a sair com ela. Era uma pena que fosse amigo íntimo de Sasuke, constatou com pesar.

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Sasuke entrou no quarto, quando Sakura acabava de sair do chuveiro, enrolada numa toalha. Os olhos negros e brilhantes a devoravam e Sakura contraiu o estômago de desejo.

— Que perfume maravilhoso — ele disse, cheirando-a no cangote enquanto a envolvia com um único propósito.

— Sabonete.

Acariciou-a e beijou-a no pescoço. Ela deixou escapar um gemido e sentiu vibrações por todo o corpo. Depois de quarenta e oito horas longe dele, aquele toque a deixou cheia de lascívia e umedecida.

— Ainda tenho que me maquiar e arrumar o cabelo — ela disse sem convicção, louca para que ele não lhe desse ouvidos.

— Eu sei... Acho que vou ter que arrastar você para algum canto escuro durante a festa, porque não estou aguentando de desejo. Morri de saudades de você.

Pouco depois, Hinata subiu para fazer companhia para Sakura.

— Me diz o que você acha de Sasuke — pediu Sakura, timidamente.

Hinata fez uma cara engraçada.

— Ele é simpático. Quando o encurralei na parede, no escritório dele, não se alterou.

— Você gosta dele?

— Que mulher não gosta? Ele ficou uns quinze minutos conversando comigo lá embaixo. Me senti tão especial. Ele é um fofo!

— Hinata! — riu Sakura.

— É um partidão.

— O amigo dele, Sasori, também acha. Só que ele acha que sou uma qualquer que está dando o golpe do baú e que só consegui isso porque sou uma máquina na cama.

— Esse imbecil disse isso na sua cara?

Sakura contou a história toda. Sentiu-se melhor ao desabafar com a prima, que ficava visivelmente indignada. Hinata aconselhou Sakura a contar tudo para Sasuke. No entanto, Sakura tinha receio que, se contasse o que o amigo tinha dito a ela, Sasuke pudesse acabar pensando que havia um fundo de verdade nas palavras de Sasori.

Uma hora depois, Sakura descia as escadas em formato de caracol, num lindo vestido de gala, verde-oliva, que deixava os ombros à mostra. Diamantes brilhavam como faíscas de fogo em suas orelhas, pescoço e pulso. Os flashes das câmeras dos fotógrafos cegaram sua vista. Sasuke, vestindo um black-tie de tirar o fôlego, se juntou a ela e os flashes se multiplicaram.

Sasori estava entre os convidados assistindo à sessão de fotos. E ela viu de relance a expressão azeda em sua face. Estava determinada a não deixar que nada estragasse aquela noite,

Sasuke a levou até o salão de dança.

— Você está tensa. O que há?

Sakura pousou o rosto no ombro de Sasuke. Estava ficando irritada consigo mesma. A festa estava ótima e os convidados pareciam se divertir. Apenas Sasori tinha sido indelicado com ela. Por que deixava que aquilo a incomodasse tanto?

A verdade era que sabia perfeitamente porque estava daquele jeito.

O fato de que Sasuke não a amava era doloroso e a deixava insegura e vulnerável. Amor era como uma cola, capaz de manter duas pessoas unidas, chovesse ou fizesse sol. Sasuke, no entanto, estava satisfeito apenas com um bom sexo. Ou melhor, incrível. Tinha descoberto que queria ser pai e ela havia aparecido na hora certa.

Foi por isso que ganhou de presente um divino anel de diamantes. Mas, com uma relação sustentada por uma estrutura tão frágil, não demoraria muito até que Sasuke se enjoasse dela. E quando isso acontecesse o que usariam como cola? O amor de Sakura?

Próximo à meia-noite, notou que Hinata dançava com o mesmo rapaz que havia convidado horas antes, um loiro animado. Sakura sorriu, feliz pela prima. Não via Sasuke havia um tempinho e foi procurar por ele. Suspeitou que estivesse no escritório trabalhando e ia repreendê-lo, mas não o encontrou lá. Estava tudo apagado. As janelas estavam iluminadas pelas luzes de lampião, espalhadas por todo o jardim, produzindo uma atmosfera aconchegante. Foi quando ouviu um barulho.

— Achei que nunca fosse encontrar você sozinha.

Sakura se virou e ficou lívida. Sasori estava parado, recostado na porta, olhando para ela com cobiça.

— O que o Sasuke vai pensar se nos vir aqui sozinhos? Somos amigos por toda a vida. Confia em mim como em um irmão. Em quem acha que ele vai acreditar se disser que você estava jogando charme para cima de mim?

A ameaça a encheu de pavor. Se gritasse, dificilmente alguém escutaria, pois o som da música invadia o local. Ele se deliciava com a expressão de medo no rosto dela. Sasori bloqueava a única saída.

— Estou esperando Sasuke.

Sasori se aproximou.

— Não perca seu tempo. Ele está no hall principal falando de negócios.

Sakura deu um passo atrás. O coração batia tão forte que parecia que ia arrebentar o peito.

— Fique longe de mim.

— Nunca vai ter coragem de contar para ele que eu tive você. Tem muito a perder. Vou ser seu segredinho para o resto da vida...

Sakura levou um susto ao ver um vulto atrás de Sasori. Alguém o pegou pelas costas e lhe deu um murro tão forte que ele desabou no chão. Tremendo de nervoso, viu Sasori se levantar para que fosse derrubado mais uma vez por um soco ainda mais certeiro.

— Seu porco imundo! — Sasuke vociferou, e se afastou para ir ao encontro de Sakura e abraçá-la. — Se tivesse encostado em um fio de cabelo dela, eu matava você! Mas, como você só a amedrontou, vou chamar a polícia!

— Não, polícia não — murmurou Sakura. — Ele não me tocou. Não o deixe estragar a nossa festa. Só coloque-o para fora.

Juugo acenou com a cabeça e carregou Sasori para fora do escritório.

Sakura ainda tremia muito.

— Como soube que estava aqui?

— Juugo estava de olho em você e em Sasori a noite toda. Suspeitei que Sasori tinha dito alguma coisa para você mais cedo. Você ficou apreensiva e ele a olhava de um jeito doentio. Sempre suspeitei que ele tivesse uma tara por você, bella mia.

— Como?

Sasuke a tomou pelo braço e os dois saíram do escritório.

— É só se olhar no espelho. Todos os meus amigos te desejam. Não posso culpá-los. Mas Sasori está noivo de Tenten e achei esquisito e até ofensivo o jeito como ele olhava para você.

— Achei que ele fosse seu melhor amigo.

— Ele disse isso? Sempre o tolerei, porque tenho muitos negócios com o pai dele, que é totalmente diferente do filho — ele fechou o pulso. Parecia espumar de raiva. — Podia ter matado ele.

— Morri de medo.

— Juugo estava tomando conta de você desde o início. Nunca deixaria que nada de ruim lhe acontecesse.

— É melhor voltarmos para a festa.

— Eles não vão sentir nossa falta. Você precisa se recompor. Se aquele idiota tivesse encostado em você...

Sakura tocou os lábios de Sasuke.

— Não aconteceu nada e estou bem. Não precisa se preocupar.

— Vou ter que contar para Tenten o que aconteceu. Ela é minha amiga de longa data. Não posso deixar que continue noiva daquele crápula.

— Se ela ama Sasori, talvez prefira não acreditar.

— Isso é problema dela.

Foram para o quarto e Sasuke a carregou no colo até a cama. Deitou-a com cuidado e ficou olhando para ela com um olhar intenso e amável, como se não estivesse ainda seguro de que ela estava bem.

— Quer parar de se culpar? Estou bem.

— Claro que a culpa é minha! Tinha de ter desconfiado que Sasori era um mau-caráter. — Ficou andando de um lado para o outro até que se virou novamente para ela. — Preciso lhe falar uma coisa...

— Pode falar — Sakura respondeu, curiosa.

— Não fui honesto com você... nem comigo. Apaixonei-me por você há mais de dois anos. Eu te vi naquela passarela e depois ouvi sua voz, vi o jeitinho como você inclina a cabeça quando fala. Tinha algo em você extremamente cativante, que me intrigava — ele confidenciou, sem perceber que ela o olhava boquiaberta. — Mas custei a admitir isso para mim mesmo. Não queria aceitar que o que sentia era amor, porque não suportava aquela sensação de estar numa armadilha.

— Armadilha? — Sakura devia estar sonhando. Devia estar tendo alucinações.

— Acho que não estava preparado para um relacionamento sério. Você entrou na minha cabeça e não saiu mais. E fiquei assustado. Dio Mio, estava numa reunião de negócios e, de repente, tudo desaparecia e só conseguia pensar em você! — ele deu de ombros ao lembrar. — Era um pesadelo. Perdia o rumo, a objetividade. Então, quando queria ver você, me obrigava a esperar até o meu limite.

— Então estava certa de quando você se queixava que eu não me esforçava para te ver.

— Mas mostrava o meu afeto de outras formas — protestou ele. —

Mandava flores e até mandei um cartão no dia dos namorados.

— Um cartão de Nova York, com seu nome e nada mais.

Sasuke não estava escutando.

— Ligava sempre para você. Tudo isso era novidade para mim.

— Quando ouvi Sasori falando sobre a aposta, aí mesmo que achei que você não gostasse de mim — ela lembrou.

— Sinto muito, Sakura. Sei que magoei você. Mas, se serve de consolo, quando você fugiu com Orochimaru, me senti um lixo. A vida perdeu a graça. Não sabia por que até pouco tempo. Mas tinha o sonho de ver você de joelhos, implorando para voltar para mim, cara mia.

Sakura estava hipnotizada, ouvindo cada palavra com atenção e assombro.

— Foi por isso que resolveu transformar sua fantasia em realidade, quando descobriu que eu estava em apuros?

— E quando pus os olhos em você, fiz tudo para garantir que não iria se separar de mim nunca mais.

— O contrato? — Agora que estava tudo explicado, Sakura já via o documento que os dois assinaram com outros olhos.

— Precisava amarrar você a mim, de um jeito que não pudesse fugir, como da última vez.

— E quando você me pediu em casamento?

Sasuke deu uma risada.

— Foi um desastre, não foi? Não sabia como fazer o pedido. Sentia-me tão culpado e queria que você ficasse comigo. Mas achava que você me odiava e acabei sendo arrogante.

— Também achava que odiava você.

— Quando Hinata me mostrou a foto que você tinha de mim, foi como uma injeção de adrenalina — lembrou. — Pensei que, se tinha gostado de mim, ainda havia esperança. Quando você fez aquela cena de ciúme por causa da modelo russa, ganhei o dia.

Ela estava radiante. Via como ele havia sofrido para reconquistar o amor e a confiança dela. Levantou-se da cama e o abraçou pelo pescoço.

— Quando foi que pensou em se casar comigo?

— Provavelmente no momento em que disse não — ele olhou fundo nos olhos de Sakura. — Preciso saber que você é minha. Não vou me sentir seguro enquanto você não for minha esposa de papel passado.

— Só se você me amar tanto quanto amo você — ela disse com um sorriso largo.

— Você me ama? — ele buscava a verdade nos olhos dela. — Achei que isso fosse algo que ainda tivesse que conquistar.

— Está brincando? Gosto de você desde a adolescência. — Sakura acariciou o rosto de Sasuke. — Tentava me convencer de que o odiava para me proteger. Não queria mais sofrer. Finalmente, tive que aceitar que ainda o amava.

— Você nunca vai se arrepender — ele disse com tanta sinceridade que tocou fundo o coração de Sakura.

Em seguida, tomou os lábios dela com ardor e o desejo se reacendeu como num passe de mágica. A necessidade de demonstrar o amor que sentiam fisicamente tomou conta dos dois e todo o resto foi esquecido.

Os anfitriões só voltaram a descer ao salão quando o sol já havia nascido. Dezoito meses depois, Sakura deu um beijo de boa-noite na filha, Sarada, e a cobriu com o cobertor. Sarada tinha apenas dois meses de vida. Em poucos minutos, adormeceu com o balançar do berço. Era um bebê lindo, com olhos negros e cabelos bem escuros que contrastavam com o rostinho alvo e sereno.

Uma hora depois, no terraço, com uma taça de vinho, Sakura apreciava a paz e a vista do vale iluminado de Toscana. Aquele lugar era, agora, o seu lar.

Duas semanas depois da festa de noivado, Sakura e Sasuke se casaram na pequena igrejinha no alto da montanha. Foi uma cerimônia simples e discreta.

Hinata era a única convidada de Sakura. Tenten, que tinha terminado tudo com Sasori, também compareceu com o novo namorado, Neji. Sakura estava com um vestido de seda branco e uma tiara de diamantes que Sasuke lhe havia presenteado. Apenas uma foto dos noivos no altar foi liberada para a imprensa.

Os recém-casados passaram a lua-de-mel numa ilha particular, na Grécia. Desde então, a vida lhe sorria. Hinata ia se casar em seis semanas com Naruto, o colega de Sasuke que ela havia conhecido na festa de noivado. Sasuke doou uma casa para a fundação que beneficiava crianças carentes e contribuía mensalmente para ajudar nas despesas com os internos. Sakura organizou uma série de eventos beneficentes e ninguém mais se lembrava do inconveniente

do dinheiro roubado.

Apesar do que a mãe havia feito com ela, Sakura não guardou rancor e contratou um advogado para defendê-la, quando Mebuki e Dennis foram presos, na França, por negociações ilícitas com terrenos. Tudo o que o casal possuía havia sido confiscado pelas autoridades e a condenação parecia inevitável. Sasuke chegou a fazer alguns comentários sobre a justiça ter sido feita.

Houve apenas um momento de tensão entre Sakura e Sasuke, quando ela agarrou o celular dele e o jogou no mar. Ele só a perdoou porque havia sido a primeira vez que Sakura se aventurava no mar. Depois disso, já conseguia ir para o fundo da piscina sem entrar em pânico. Também havia entrado no Lestara duas vezes. Pouco a pouco, vencia o medo, graças à ajuda paciente do marido.

Um sorriso largo se estampou no rosto de Sakura ao ouvir o som do helicóptero se aproximando. Era Sasuke, voltando de uma reunião em Londres. Ouviu os passos dele entrando em casa e seu coração começou a bater mais forte.

Quando ele apareceu no terraço, Sakura se jogou em seus braços. Ele a beijou várias vezes no pescoço.

— Como está Sakura?

— Dormindo como um anjo.

— Garanto que às três da manhã não estará — profetizou o pai. —Londres estava tão triste sem você. Sempre que tenho que deixar você, me descubro completamente apaixonado, gioia mia.

A alegria iluminava o rosto de Sakura, que se perdia nos olhos brilhantes do marido que tanto amava. Quando voltou a abraçá-lo, percebeu que não tinha nada que a perturbasse — havia se encontrado, descoberto seu lugar no mundo...