Capitulo - 9 - conspirações na Escuridão

O relógio apontava 3 horas da madrugada e a única coisa que imperava nas ruas mórbidas de Noxus era o silêncio tumular. Em algum beco obscurecido, passos podiam ser ouvidos. o Atormentado Reno. recente capitão que foi promovido depois de seu superior ser decapitado por Darius à mando de Swain. caminhava por dentro de algum beco, ele carregava consigo uma luz uma bruxuleante de uma lampião.

– finalmente, senhor Reno. - disse um homem ao sair da escuridão do beco.

Reno levantou o instrumento e o homem foi iluminado com a fraca luz, mas era reconhecível. Vladimir estava ali com um propósito, os saltos de suas botas polidas pisavam as sujas ruas da cidade. O cabelo perfeitamente preparado, o traje extravagante, as unhas bem cuidadas. Marcas pertencentes a nobreza, mas isso enganava a todos, pois ele repugnava sua origem humilde em um monastério. Seu rosto com suas características cruéis e angular. Respeitosamente Vladimir se inclinou e sorriu com um ar de superioridade.

– Senhor Vladimir, eu vim assim que pude. Em que posso ser útil? - Reno estava claramente atordoado

Vladimir faz uma pausa, saboreando o momento. Ele foi direto

– Você irá conduzir um ataque a Demacia.

Reno engoliu seco, mesmo que sua boca não tivesse saliva

– mas senhor, eu não sei nada sobre esse ataque. Swain não me disse nada. - protestou ele

Valdemir mostrou os dentes

– não é Swain que está arquitetando o ataque. Eu apenas preciso que tome o meu lugar a frente da batalha. Nesse dia estarei indo até Freijord, tenho assuntos mais importantes

– mais importantes que um ataque aberto a Demacia? - Protestou Reno - Isso irá gerar uma guerra que até então estava sendo travada apenas em política para os campos abertos, para ser travada por armas e sangue. acho que o senhor está equivocado.

– você não está aqui para achar nada. Sua opinião é irrelevante. apenas preciso que cumpra ordens.

Reno reuniu a coragem que lhe restava.

– eu não farei! não irei trair o general Swain.

Vladimir riu. Ele esperava por essa reação.

– você tem um lida filha senhor capitão e uma linda esposa.

Reno empalideceu

– quanto sangue esperando por um propósito, qual recipiente devo esvaziar primeiro - disse Vladimir com um sorriso no rosto

Reno entendeu a mensagem. Não tinha escolhas, teria que fazê-lo, mesmo que significasse a morte. Ele não colocaria sua família em perigo.

– entendido.

Vladimir sorriu satisfeito

– O dirigível já deixou Zaun. Você irá até Howling Marsh, o resto do planos irão ser explicados ao longo do caminho. fui claro?

Ele assentiu

– Quando o dirigível chegar ao seu destino, nesse dia, o céu de Demacia irá chover em vermelho.

Reno se retirou angustiado, cambaleando ele se apoiou na parede, deu mais uma olhada para trás e viu Vladimir sorrindo. Não ousou dizer nada, mas em sua mente ele praguejou. Respirou fundo e se retirou sumindo na escuridão. Vladimir produziu um sorriso no canto de sua boca. Como em uma pintura abstrata feita por algum pintor alucinado, a sua aparência se tornou distorcida, a luz tremulava em sua frente. Como se um espelho tivesse sido quebrado, milhares de partículas de luzes se espalharam pelo ar. Quando o fenômeno terminou, não era mais Vladimir que estava ali, mas uma exuberante mulher que tinha assumido sua forma.

Seu traje definia seu sensual corpo os poucos panos e tiras de couro apenas cobriam suas intimidades. A sua capa flâmulava com o vento revelando mais sobre o seu ser. Em suas mãos delicadas, um cajado se estende, coberto com uma série de cristais multifacetados, suspensos por uma força desconhecida. Fixado em seu cabelo uma joia ornada à ouro e sobre ele um ônix negro. Ela esboça um breve sorriso, mas apenas por um instante. Um momento depois, o rosto dela é insensível, mais uma vez, um quebra-cabeça sem emoção, mas ainda exuberante e linda.

Leblanc, a dissimuladora, era assim como a chamavam. Ela tinha feito com maestria o que lhe foi pedido por Vladimir, usar de seu poder para assumir a sua forma e convencer Reno a comandar o ataque a Demacia, como se fosse Vladimir. Ela inspirou e suas narinas foram preenchidas pelo cheiro da alvorada.

– Isso é um desperdício para minhas habilidades. - disse Leblanc - você já pode sair daí, eu já terminei - disse ela olhando para trás

– Suporte...sacrifícios devem ser feitos. Isso é fundamental para os planos - disse a voz feminina por dentro da escuridão

Morgana surge das sombras, com suas asas angelicais. Ela um dia foi uma moradora do paraíso, mas agora renegada, buscava vingança contra sua irmã. Cada pluma de suas asas até a menor bainha de seu vestido é o retrato perfeito da sua raça. Nobre e linda. Morgana faz uma pausa, admirando o luar, ela passa a mão delicadamente sobre a parede enquanto anda suavemente como se estivessem tentando combinar a elegância ao seu movimento. Ela sorriu para Leblanc e seu rosto foi iluminado pela luz diurna do luar

– O caos sempre pode agir. - disse Morgana olhando para a lua - Só precisa de um empurrão para atuar. sabe como conseguir esse caos? com o medo

– O caos é deselegante. - retrucou Leblanc - Mas a arte está na persuasão. Mentir e enganar é só uma entre tantas de minha habilidades. - ela sorriu - A mentira é só uma verdade que não aconteceu.

Leblanc olhou fixo para Morgana

– o que vai fazer com ele no final, claramente você também se juntou a Vladimir por um propósito. Depois de conseguir tudo, vai matar ele?

Morgana sorriu maliciosamente

– nem todos os anjos são bons.

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OST: watch?v=PYZ437_bCAE

A lua havia se erguido soberana no céu trazendo consigo uma noite pouco estrelada. Do amontoado de entulho, uma mão salta para fora em uma explosão de fragmentos de pedras e poeira. Logo depois o corpo brota, rosnado Sion se lança para fora do escombros, sacudindo o destroço sobre seu corpo. Sua pele estava acinzentada pela poeira. Ela golpeia o chão afundando o braço no meio do entulho e de lá retira seu machado de guerra com um só solavanco. O ódio transbordava em seu olhos. Um cólera que só seria apaziguada pela morte daqueles que causaram sua humilhação.

Sion brandindo o seu machado o seu olhar varre o local a procura de Ezreal e Lux. Mas o que achou foi outra pessoa. Um jovem alto e orgulhoso com olhos perigosos fitavam Sion do telhado de uma casa. Vestido de azul escuro, um capuz cobria parte de seu rosto e duas laminas afiadas se estendiam de seu punho. Talon pulou como um gato em direção ao chão posando com suavidade.

Talon caminhou até Sion com um olhar para a frente. Qualquer um pode considerá-lo descuidado, mas para observadores perspicazes, é evidente que Talon estava infinitamente consciente de cada detalhe em seus arredores.

– Talon - diz Sion entre os dentes

– Sion, você parece péssimo. Precisa de ajuda? - Talon sorri se aproveitando o momento de humilhação de Sion

Sion atravessa o entulho e passa por Talon quase esbarrando em seu ombro

– o poderoso guerreiro derrotado por uma dupla de adolescentes. Até eu perderia a compostura.

Sion parou ao lado de Talon

– se você não fosse noxiano, Talon, sua cabeça estaria no chão agora. - disse Sion ameaçando com o machado - mas se continuar falando, eu irei me esquecer disso!

Talon sorrir, sua feição era presunçosa e orgulhosa

– não me importo se deseja me matar. - disse ele se virando - eu vim trazer um mensagem de Swain.

Sion eriçou a testa

– Mensagem?

– Ele deseja que todos nós voltemos para Noxus, imediatamente.

Sion cuspiu

– esqueça, tenho alguém para matar!

– não vai alcançá-los. Eles já chegaram em Arkandia.

Sion se virou e seus olhos cintilavam em fúria

– então eu vou revirar a cidade, matar os guardas e arrancar aqueles dois daquele local. Nem que eu destruía tijolo por tijolo

– então o que eu devo dizer a Swain, que você vai desobedecê-lo? acho que ele viria pessoalmente buscá-lo.

Sion empalideceu

– O que é tão importante?

Talon guardou a suas lâminas e sem esforço ele saltou para o alto de uma árvore. Antes de desaparecer a escuridão ele olhou de lado para Sion.

– Swain quer todos os seus melhores homens em noxus.

– o que ele vai fazer? - perguntou Sion

– começar uma guerra - respondeu Talon e com um salto desapareceu na escuridão entre as copas das árvores