Notas da Autora:
Este capitulo contém conteúdo homossexual. Se não gostas, não leias.
Caso não gostes, mas queiras continuar a ler e saltar o lemon, podes fazê-lo, visto que colocarei um aviso quando lá chegar.
Capitulo 10 - O Segredo de Mukuro
Era segunda-feira, quando Mukuro se encontrou incapaz de suprimir o sorriso de satisfação que lutava por surgir, ao ver a Pequena Cotovia entrar no seu território em Kukuyoland.
"Esta manhã iniciou como qualquer outra. Bem… quase… para quê mentir? Não havia nada de normal nessa manhã. Começando, no sorriso psicopata de Mukuro… espera isso é normal! Continuando, no duo de idiotas mortos no chão… Ah! Espera, só estão inconscientes, que pena!", pensou Hibari. "E terminando, em Chrome, com um pauzinho na mão a tocar os cadáveres, espera estão vivos!", o menino suspirou desiludido. "Sim, tudo perfeitamente normal, em parâmetros mukurenses, se é que essa palavra existe."
Hibari aproximou-se, para de seguida sentar-se no sofá ao seu lado e encará-lo, sem sequer pestanejar. Mukuro divertia-se, com o esforço do pequeno em não pestanejar em situação alguma e dispôs-se a desfrutar das atenções, tão bem merecidas, que a criança lhe quis prestar, durante essa semana.
Durante o decorrer da semana, Hibari tornou-se quase uma extensão do adolescente, com penteado de abacaxi. Onde Mukuro ia, Hibari ia também. Já fosse comer ou dormir, o pequeno estava sempre lá. Só não o acompanhava ao quarto de banho, pois este trancava sempre a porta, ao recordar os acontecimentos anteriores, envolvendo certo beisebolista e certo boxeador. Não necessitava que o catalogassem de doente terminal, por muita atenção que isso lhe pudesse outorgar.
O menino, suspirava cinco vezes, a cada três minutos. Continuava às escuras, sem descobrir nenhuma pista do segredo, do Tarado do Tridente.
A semana chegou ao fim e a bazooka estava finalmente concertada. O domingo iniciou com Reborn a dar ordens. Dame-Tsuna, faz isto! Vaca tonta, faz aquilo! Giannini, faz aculoutro! E entre ordens, o resto da Décima Geração foi chegando e instalando-se na sala de estar da residência Sawada, para poderem despedir-se do pequeno Hibari.
A bazooka foi jogada sobre o infante e a conhecida e familiar fumaça rosada não se fez esperar, cobrindo toda a divisão.
Entre espirros, o fumo começou a dispersar-se, deixando ver um furioso Hibari Kyoya, de dezasseis anos, que agarrou Mukuro pelo colarinho do casaco e exigiu saber o segredo que lhe fora impossível averiguar.
Tsuna, tentava acalmar os espíritos e Chrome, tentava meter alguma lógica, dentro daquela cabeça dura.
― Não te metas, Chrome-ne-chan! ― Hibari largou o psicopata e tapou a boca. Para espanto de todos e do mesmo, não só as recordações haviam sido preservadas, mas também as emoções. ― Não se atrevam a dizer nada ou juro que se vão arrepender pelo resto das suas vi…
Mukuro agachou-se e murmurou algo no ouvido do menor, que terminou corado e sem palavras. Uma reação chocante para todos os presentes.
Hibari ruborizado, sim, vermelhinho que nem um tomate até à ponta das orelhinhas, jogou um golpe na direção de Mukuro e saiu a trote, completamente indignado.
Agora, Hibari sabia o segredo e a Décima Geração não, e a julgar pela reação do recém chegado Guardião da Nuvem, era um belíssimo, fantástico, delicioso e suculento segredo. Como "bons" detetives tentaram (e falharam) em averiguar qual era o segredo de Mukuro.
Reborn deixou escapar o seu típico sorriso de "eu sei algo que tu não" e deixou a sala.
Mukuro despediu-se e saiu, sendo seguido por Chrome.
― Mukuro-san, o que é que disse a Kyoya-chan, para que este reagisse assim? ― perguntou quando chegaram à rua.
― Kufufu… ora, Chrome, o meu maior segredo obviamente! Kufufu!
― Realmente contou-lhe o seu segredo? ― Recebeu um sorriso travesso, acompanhado de uma piscadela picara. ― E… qual é? ― Timidamente, tentou testar a sua sorte e ver se conseguia que Mukuro lho contasse também.
Mukuro sorriu e aproximou-se ao seu ouvido e murmurou.
― O meu segredo, Chrome, é que tenho estado a planear, como desflorar, o nosso pequeno Kyo-chan desde que o conheci ― O sorriso ladeado, recordava Cheshire, o gato do País das Maravilhas. ― e atá-lo a mim pelo resto das nossas longas vidas.
"Desflorar? O que é que Mukuro-san sabe de flores?", pensou a menina confusa.
― Não sabia que gostava de flores, Mukuro-san!
Mukuro sorriu perante a inocência da sua querida aprendiz.
Não foi até várias semanas depois que, Chrome compreendeu o verdadeiro significado por trás das palavras de Mukuro e disse adeus à sua ingénua forma de pensar.
oOo- I – N – Í – C – I – O -oOo
LEMON
Chrome chegou a Kukuyoland e passou vários corredores, quando escutou uma voz que deixava transparecer o "sofrimento" que o seu dono estava a sentir.
― Kyoya-chan! ― A adolescente correu na direção da qual provinham os sons.
À medida que se aproximava, os sons iam ficando mais fortes e claros.
― Vá, K-Y-O-chan, vais dizer que não gostas do que te estou a fazer?
― Pa… para… ― Escutou-se um suspiro dificultoso entre arfadas. ― já não posso mai… mais. N-não me tortures assim!
― Mukuro-san, que estás a fazer a Kyoy… ― Chrome era viva imagem de uma caricatura de desenhos animados, olhos esbugalhados, boca aberta e cabelos arrepiados. A menina nem teve tempo de cobrir os seus olhos antes de desmaiar e cair redonda no chão com uma hemorragia nasal massiva.
Plaf! Hibari deu uma chapada a Mukuro.
― Disseste que a porta estava fechada.
O Guardião da Nuvem tentou separar-se de Mukuro e levantar-se do seu colo, mas este puxou-o de regresso, atingindo o ponto doce de Hibari sem realmente ter a intenção. Não por isso, sentido-se mal. Afinal só era uma prova de quão bom ele era, que até podia satisfazer a sua Cotovia sem querer.
― Para, Chrome-ne-chan, ainda está aqui.
― Chrome colapsou e não deve despertar em várias horas.
― Disse que não e não é não. Haaaaaa… ― Mukuro abraçou o corpo da sua obsessão, tomou impulso e deu a volta, ficando desta vez sobre a sua Pequena Nuvem. ― Que pensas que estás a fazer? Solta-me agoraaaaah ― Pequenos beijos começaram a cobrir o seu pescoço. ― mesmooooooh… aah… aaaaaah…
― Claro que te deixo, assim que terminar-mos… ― Moveu-se mais rápido, quando estava perto de alcançar o climax, mordeu o pescoço albino que tanto amava.
― Imbeeeeh… haaa… imbecil, não deixes marcas, tenho uma imagem que preservar… Mukurooooooo! ― Hibari gritou, deixando sair o fruto do seu prazer, manchando ambos os seus ventres.
― Kyoyaaaaaaa! ― Deu uma última estocada e pintou o interior do seu amado com os seus tons.
LEMON
oOo- F – I – N – A – L -oOo
Chrome acordou no sofá. "Talvez foi um sonho ou só a minha imaginação a correr selvagem", pensou a menina.
― Sim, definitivamente foi imaginação minha.
― Não sabia que a tua imaginação era tão pervertida, Chrome! ― Mukuro entrou seguido de um envergonhado e recém banhado Hibari, com os cabelos molhados que pingavam pelo seu pálido pescoço e cujas as gotas traçavam caminhos proibidos pelas suas clavículas e escorriam a esconder-se por debaixo do seu uniforme.
Após os primeiros dias de choque, Chrome descobriu a sua veia yaoistica e passou a espiar o casalinho, sem que este se desse conta. Melhor dizendo, sem que Hibari se desse conta, pois Mukuro sabia tudo e nada lhe escapava e estava realmente satisfeito ao ter conseguido uma cúmplice, que o ajudava a conseguir as expressões mais embaraçosas e adoráveis de Hibari. Chrome como boa fangirl que era, procurava ter sempre à mão a sua máquina fotográfica afim de imortalizar os momentos mais "preciosos" do seu irmãozinho e do seu mestre, tradução espiava-os na sua intimidade e vendia as fotos a outras fangirls ao melhor preço. Sem dúvida era por fim uma digna aprendiz pervertida do Mestre da Perversão, Mukuro Rokudo.
Nota:
Este foi o meu primeiro lemon. Foi apenas uma experiência e não sei realmente se saiu bem, pelo peço a quem o leu, que comente e diga o que achou e o que posso melhorar.
Feliz 2017!
