To perdoada Portuga? Dois capítulos lindinhos! Quem disse que era o Jeremy acertou. Oque será que ele tem a dizer? Logo eu volto com mais.! COMENTEM!
Ouça meu coração, você não estava sozinho
— Finalmente te encontrei. Acho que podemos finalmente resolver as coisas.
Bella observava o rapaz a sua frente, enquanto Edward continuava parado na porta.
— Eu sou o Jeremy, a propósito. O irmão desse mal educado aí.
— O que faz aqui? - Edward sinalizou, se recuperando do choque. Pensou que o irmão havia partido.
— Então ele fala, senhoras e senhores. Eu vim ver meu irmão. Sabe onde posso encontra-lo? – Perguntou, com um sorriso brincando nos olhos.
— Edward é seu irmão? – Bella perguntou.
— Sim. Eu sou mais novo e pela sua cara, aposto que o cabeçudo aí não falou de mim. – Respondeu, e enquanto falava com Bella, sinalizava com as mãos.
— Você não mudou nada, garoto.
— Como pode dizer isso? Sempre que eu venho aqui, você me dispensa.
— Pensei que não quisesse mais me ver. Depois de tudo. - Explicou.
— Olha só, eu aceitei minha situação. Por que não pode fazer o mesmo? O que você poderia ter feito que mudaria minha situação?
—Se eu estivesse prestando atenção...— Edward começou, mas Jeremy negou com a cabeça, revirando os olhos.
— Eu ainda teria corrido. Ainda mais rápido, tentando te driblar. Eu era atentado na época. Ainda sou, mas isso não vem ao caso. Foi um acidente, Edward. Supere. Mas se realmente quer se desculpar por algo que não é de jeito nenhum sua culpa, tudo bem. Eu tenho uma ideia.
— E o que seria?— Perguntou curioso, enquanto Bella observava tudo.
— Volte a ser meu irmão. É tudo o que eu quero. Abra a porta para mim quando eu vier e se não for abusar, me deixe dormir no seu apartamento, porque dormir no do Emmett não tem como. Eu adoro o cara, mas ele ronca muito!- Sinalizou, fazendo Edward gargalhar.
Ao ouvir aquele som, o coração de Bella se aqueceu.
— Acho que vocês tem muito o que conversar. Eu sou a Bella. – Ela declarou, estendendo a mão.
— É claro que é. – Respondeu sorrindo. – Ouvi falar de você, garota. Bom te conhecer. Está lidando bem com esse rabugento aqui? – Perguntou, sem nunca deixar de sinalizar, ganhando um tapa na nuca de Edward.
— Muito engraçado, pirralho.
— É meu irmão de novo não tem nem cinco minutos e já está me batendo? Isso não está certo, cara. – Respondeu em tom de provocação.
— Acho que não vamos correr mais. Mas podemos ir outro dia? – Edward perguntou e ela assentiu sorrindo.
— Bem, eu diria, não, vamos lá, mas... – Respondeu apontando para as pernas paradas na cadeira de rodas e Edward o olhou como se tivesse dito algo errado. – Cara, relaxe! Eu estava brincando! Quer dizer que você pode dizer que não vai me ouvir, mas eu não posso dizer que não vou correr? – O provocou.
—Muito engraçado. - Bufou.
— Eu tento. Agora, vamos ou não até seu apartamento? – Perguntou com um sorriso que mostrava suas covinhas, fazendo Edward revirar os olhos.
— Eu tenho que ir agora. – Disse a Bella e ela assentiu.
— Foi bom te conhecer, Bella. Acho que vamos nos ver muito.
— Assim espero. – Respondeu se despedindo. – Vejo você depois, Edward. – Acrescentou e ele assentiu, chamando o elevador.
O silencio se instalou no apartamento. Os irmãos estavam frente a frente, mas nervosos demais para dizer alguma coisa.
— Então... Não queria atrapalhar seu encontro. – Jeremy soltou sem pensar.
— Encontro?— Perguntou confuso.
— Sim, com a Bella.
— Aquilo não era um encontro. Somos... amigos?— Declarou em tom de pergunta.
— Você não parece ter muita certeza. Gosta dela? - Perguntou. Com o tempo, havia ficado bastante fluente nos sinais.
— Ela é legal. Não sei bem.
— Então gosta dela. – Afirmou.
— Não vou chama-la para sair. E você tem passado muito tempo com o Emmett.
— Se você abrisse a porta, eu não precisaria. – Respondeu sem pensar. – Desculpe.
— Não, eu mereci. Te virei as costas, não foi?— Perguntou, sem realmente esperar uma resposta. — Quando Carter morreu, eu quase fui até você.
— E por que mudou de ideia?
— Você parecia melhor sem mim. Era o que a mamãe dizia. Que você ficaria seguro longe de mim.
— O que? Quando ela disse isso?
—Você era pequeno. Carter havia bebido e eu mandei você se esconder no armário. Disse que era como...
— Esconde-esconde. – Completou, se lembrando.
— Mas não importa. Eu cometi um erro, irmãozinho. Não vou te abandonar outra vez, está bem.
— Isso é bom. Porque Emmett bolou um jeito de abrir a sua porta e se você me chutar daqui, não literalmente, é claro, eu vou voltar. – Respondeu brincando.
- E como estão as coisas?— Perguntou curioso.
— Boas. Eu estou no ultimo ano do colégio e me candidatei a várias universidades. Incluindo uma aqui em Chicago.
— E o que quer fazer?
— Dar aulas. De literatura. – Respondeu. – Se eu conseguir a bolsa aqui, venho morar aqui. Cloe e eu temos falado de dividir um apartamento, uma vez que ela mora com os tios.
— Cloe? – Indagou curioso.
— É. Minha namorada. Você precisa conhece-la. Ela é linda, inteligente, divertida. Eu a conheci no fundamental. Me apaixonei por ela e não faço ideia porque ela se apaixonou por mim. Eu era noventa por cento bobo e dez por cento lesado, mas ainda sim, consegui essa garota incrível.
—Fico feliz por você. – Respondeu com um sorriso. Era indescritível a sensação de saber que seu irmãozinho era feliz.
— E quanto a você? Alguma gata? Além da vizinha nova, é claro.
— Eu não vou responder isso.— Respondeu sorrindo.
— E você? Apartamento legal esse. Como paga por ele?
— Com a minha música. Quando me mudei par cá, Esme foi muito boa para mim. Não cobrou os primeiros meses e ainda me dava aulas de piano sem nada em troca. Com o passar o passar do tempo fiquei bom e comecei a escrever músicas para uma trupe de teatro.
— Isso é legal. Muito legal. E como é? – Perguntou interessado.
— Eu vou até o teatro algumas noites e fico no fundo, atrás das cortinas tocando. Eles colocaram uma luz, que se acende quando eu devo começar a tocar e apaga quando devo parar. Paga as contas e eu faço o que eu gosto.— Explicou, deixando Jeremy orgulhoso do irmão.
— Isso é incrível. Quero te ouvir tocar depois. – Respondeu sorrindo e Edward respirou fundo. Sabia que era hora.
—Como ela está?
— Indo. Dias bons e ruins. Ultimamente mais ruins. - Lamentou.
— O que ela tem exatamente? – Perguntou.
— Leucemia. Os médicos já fizeram todos os exames e não podem fazer mais nada além de deixa-la confortável. – Respondeu, se referindo a mãe deles. – Ela... Ela perguntou de você outra noite.
— Agora sei que está mentindo. - Bufou, cruzando os braços.
— Não! Eu juro que não estou, Edward. Ela mudou muito desde que o pai morreu. Parece arrependida.
— Ela tem que estar mesmo. Olha, eu não quero falar disso com você. Ela é sua mãe e foi ótima para você, mas para mim? Não é ninguém, está bem. Você é meu irmãozinho e eu amo você, mas é aí que minha família acaba.
— O que ela poderia ter feito, Edward? Ele era mais forte. Ela tinha medo!
— De que?— Perguntou, perdendo o controle.
— Do papai! Não era só em você que ele batia. – Sinalizou, deixando Edward paralisado de medo do que ouviria a seguir.
Olha só, eu sou muito boa e muito má ao mesmo tempo. Boa porque são dois capítulo no mesmo dia. E má, porque parei aí! MAUAHAHAH. RECOMENDEM QUE EU VOLTO RÁPIDO!
