Wow! Acoooorda meninaaa! HAHAHAHA Tá já parei de brincadeiras e nem vou enrolar muito, só quero desejar uma boa leitura pra vocês e avisar que tentarei trazer mais capítulos em breve. Aproveitem a leitura, esse capítulo tem algumas emoções pra vocês. Beijos!
Beta: Piper Winchester (Obrigada sempre pelo ótimo trabalho, amiga!)
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O moreno realmente estava feliz em ver seu amigo por ali, as coisas não poderiam ficar melhores. Na verdade podiam sim, mas isso ficava para depois.
- Entra... – Sam pegou a mala do loiro e o fez entrar, ficando parados entre a sala e o pé da escada que levava até os quartos. – Porque não avisou que vinha?!
- Eu... Imaginei que não fosse preciso. – Alex baixou a cabeça e deu um sorriso sem graça. – Eu devia ter avisado, não é?
- Não... Não é isso. – O moreno riu sem graça, nem tinha percebido que suas palavras pareceram meio grosseiras. – Você sabe que é bem vindo aqui o tempo que precisar. Mas se tivesse avisado, eu e o Dean, teríamos ido te buscar. – Ao dizer pousou a mão no ombro de Alex.
- Eu agradeço sua hospitalidade. – Alex abriu um sorriso. – O Bobby foi me buscar e aproveitei pra passar um tempo com ele. Quer dizer então... Que eu posso ficar?
- Claro que pode! – O outro soltou uma risada e já ia puxando o amigo pra subir e levar suas coisas no quarto que ele costuma ficar, mas assim que puseram o pé na escada viram Dean de pé lá em cima. – Ah... Dean, o Alex acabou de chegar ele vai ficar.
- Pois é... – Alex fitou os olhos frios de Dean que os olhava de cima, não sabia dizer se Sam tinha percebido, mas o mais velho não parecia feliz com a sua chegada. – Eu disse que viria, não é.
Sam puxou mais uma vez Alex para subir até seu quarto e passaram por Dean que finalmente suavizou as feições, deu um sorriso e os acompanhou até o quarto. Ao entrarem caminhou até o loirinho e o abraçou.
- É bom te ter aqui de volta. – Eles se encaram e Alex percebeu uma mudança em Dean, ainda não sabia dizer o que era, mas sabia que algo tinha haver com ele. – Você gosta de comida japonesa? A gente acabou de pedir. – Se afastou e se encostou ao batente da porta.
- Claro que eu gosto... – Deu uma pausa tirando algumas coisas de sua mala e olhou para o moreno. – É uma das comidas preferidas do Sam. – E sorriu.
- É sim... – Mais uma vez aquele sorriso forçado. – Bom, se não se importam eu vou tomar um banho e Sam... Eu coloquei o dinheiro da comida na cozinha, OK?
- Beleza Dean, eu vou ajudar o Alex a desfazer a mala. – Viu o irmão acenar com a cabeça e sumir no corredor. – Que bom que veio Alex. Estou contente mesmo... – Encarou o loirinho que tinha um sorriso bobo.
- Eu também estou. – Ele não sabia dizer o porquê daquela mudança de tratamento dos dois, mas no fundo sentiu que poderia tirar um bom proveito disso.
No banheiro de seu quarto Dean não estava nada contente e não estava gostando nada desse sentimento de ameaça que pairava sobre ele. Essa vinda repentina do Alex mexeu com seu humor e não entendia, pois sempre gostou das visitas que ele dava aos dois irmãos. Mas dessa vez é como se não gostasse tanto dele assim, claro que sempre teve uma queda pelo rapaz... Não iria negar, mas também sabia que o loiro era apaixonado por Sam e de pensar nisso um ódio tomou conta de si e não queria mais ver os dois tão colados o dia todo.
Alguns dias depois...
- E o que eu posso fazer pra ajudar, Sam? – Alex perguntava ao lado do moreno que insistiu em fazer um jantar especial, Sam estava levando alguns ingredientes da geladeira até a pia. – Eu não vou ficar aqui parado enquanto você faz tudo, de jeito nenhum!
- Tudo bem, Alex, já que você quer tanto ajudar corte essas cebolas em cubinhos pra mim. – Entregou as cebolas para o loiro tentando esconder o riso. – Mas tem que ser bem pequenos. – Queria só ver como o loirinho se sairia.
- Mas afinal de contas você ainda nem me disse o que vai fazer para jantar? – Perguntou o rapaz enquanto colocava as cebolas em uma pequena tábua de madeira e começava a cortá-las.
- Uma lasanha especial que aprendi a fazer em meus anos de encarar o fogão. – Riu baixo e abriu a porta de um armário tirando de lá as massas para a lasanha. – Eu sempre amei lasanha, então foi uma das primeiras coisas que aprendi fazer.
Sam continuou com seus afazeres e olhando de relance, viu Alex cortando as cebolas exatamente com tinha pedido, mas ao olhar no rosto dele viu que estava coberto por lágrimas e até fungava. O moreno soltou uma risada alta ao ver o amigo naquela situação, a princípio pensou que ele não daria conta da tarefa, mas não imaginou que o rapaz era sensível ao ponto de chorar cortando cebolas.
- O que foi? – Perguntou o loirinho limpando as lágrimas com as costas da mão que segurava a faca. – Eu choro mesmo, qual o problema? Meus olhos são sensíveis. – Ele tentava em vão limpar as lágrimas que voltaram a se formar no canto dos olhos.
- Me desculpe Alex... – Sam gargalhou até ficar sem ar, apoiando a mão na pia para recuperar o fôlego. – E-eu não imaginava que fosse acontecer de você chorar, é sério... Desculpe-me? Eu já parei de rir, agora vem aqui.
Sam se aproximou bem do loiro e delicadamente começou a limpar as lágrimas do rapaz. De repente esse ato tão simples e carinhoso começou a se tornar algo mais. Alex mirou os olhos esverdeados do moreno que sorriu sem jeito, eles estavam muito próximos e uma energia os rondava, era fraca, mas era facilmente sentida.
Foi o mais alto que tomou a iniciativa e juntou seus lábios com o de Alex num beijo tímido e foi o loiro que abriu passagem para que suas línguas se tocassem. O loiro envolveu os braços na cintura do moreno. Sam foi mais além e passou a explorar o corpo do outro com ambas as mãos sentindo os músculos definidos e o beijo tornava-se cada vez mais intenso até que no outro cômodo a porta da sala bateu forte. Dean havia chegado.
Rapidamente eles se soltaram e Alex voltou a cortar as cebolas, mas Sam não conseguiu sair do lugar e só teve tempo de ver seu irmão entrando pela cozinha. Mas ele não tinha aquelas feições suave de dias atrás, Dean havia colocado novamente aquela sua mascara de cara durão que passou a usar depois que seus pais faleceram. Assim que ele entrou passou a encará-lo até ver as feições dele se suavizar. Foi estranho.
- Ah vocês estão aqui... – Falou o mais velho com uma voz animada e andou o espaço que o separa do irmão e deu um abraço no rapaz. – O que estão fazendo? - Perguntou ao ver Alex.
- O Sam vai fazer sua receita de lasanha especial. – O loirinho se virou rapidamente sorrindo, olhando para o moreno. – E eu vim ajudá-lo não quero que ele faça tudo sozinho.
- É... Eu vou fazer a lasanha, Dean. – Sam saiu do transe finalmente, pegou uma panela e colocou no fogão acendendo o fogo em seguida. Depois pegou as cebolas cortadas para dourá-las no azeite. – Espero que esteja com fome, irmão.
- Eu sempre vou estar com fome pra comer da sua lasanha. – Ele caminhou até a geladeira pegando uma cerveja, abriu e tomou um gole. – Mas eu também quero ajudar, pode me pedir o que quiser que eu faça. – Dito isso deu um sorriso para Alex que o encarava.
Todos ajudaram e assim a lasanha ficou pronta rapidamente. Sam tirou o refratário do forno e levou direto para a mesa de jantar que já estava arrumada e os outros dois só esperando para atacar. O moreno tomou seu lugar à mesa vendo seu irmão se servindo rapidamente.
- Cuidado, Dean que a lasanha ainda está muito quente. – O repreendeu. – Desse jeito vai queimar a língua.
Ouviu o mais velho resmungar alguma coisa que devia estar com fome demais por se importar, ele continuou se servir. Depois de algum tempo todos estavam satisfeitos e a lasanha tinha ido quase por inteiro, todos comeram mais de uma vez.
- Nossa, Sam, você está de parabéns. – Alex deixava os talheres no prato e limpava a boca com o guardanapo. – Essa lasanha estava divina. – Riu alto por fim.
Sam agradeceu sem jeito e fechou o sorriso assim que percebeu como sei irmão encarava o Alex, não estava nada contente, mas Dean deu um sorriso assim que encontrou os olhos do moreno.
- Concordo com o Alex. – Ele tomou o ultimo gole de cerveja deu outro sorriso. – Eu adoro sua lasanha, Sammy.
O moreno franziu o cenho, era estranho o irmão o chamar assim, ainda não tinha se acostumado, mas no fundo ele se sentia bem com isso.
- Agora vocês tratem de lavar toda a louça. – Começou a se levantar e ouvir os protestos. – E sem reclamação, eu cozinhei e vocês se fartaram de comer, agora tratem de limpar essa bagunça. - Terminou sua ordem e subiu para o quarto a fim de tomar um banho e descansar.
Os dois loiros observaram Sam sair de cena e depois se encararam até que Dean se levantou e começou a tirar os pratos da mesa, e quando ia pegar o prato de Alex, o garoto o fizera antes.
- Deixa que eu faço isso, Dean. – Se colocou de pé e parou de frente com o mais velho. – Pode ir assistir TV ou para o seu quarto que eu arrumo tudo aqui.
- OK... – Disse o outro depois de um tempo, levou seu prato para a pia e antes de se afastar, dera uma olhada no rapaz. – Pode me falar, Alex, o que você ta querendo com isso.
- Isso o quê? – O menor fechou a torneira, deixando as coisas que segurava na pia e passou a encarar Dean. – Lavar a louça?
- Não se faça de bobo rapaz. – Riu baixo e diminuiu a distância entre eles. – Você está atacando o Sam desde que chegou aqui, acha que não percebi?
- E qual o problema disso? O Sam é um rapaz bonito, está solteiro e você sabe muito bem que eu sempre tive uma paixão por ele. - Alex riu desdenhoso e voltou a encarar os olhos verdes do outro, deu um passo e ficou bem perto dele. – Não me diga que você ainda tem ciúmes, Dean... – Sua voz era baixa.
- Sim, eu tenho. – Disse, mas naquele momento não sabia dizer por quem. Sua voz saiu sôfrega aquela aproximidade espontânea do mais novo o deixou confuso, pois Alex sempre fugia dele e agora isso. – Que você esta fazendo?
O loirinho se aproximou ainda mais e seus corpos se tocavam levemente e uma de suas mãos tocava a cintura do mais alto, sem tirar os olhos daquela boca carnuda e tentadora. O Winchester fechou os olhos e inspirou profundamente ao sentir o toque. – Por favor, pare! – Disse rápido e tentou se afastar, mas foi em vão, pois lábios já tocavam os seus, sentindo a língua tímida de Alex pedir passagem.
Empurrou Alex até a pia e o prensou, atacando sua boca com voracidade. Sentia as mãos do outro em todas as partes do seu corpo. Estavam dando um amasso daqueles, as respirações ofegantes até que Dean percebeu que fazia isso mais pela excitação do momento e que aquela atração que tinha pelo loiro havia passado, e o seu irmão não saia de sua mente. Então o afastou bruscamente.
- Estou te avisando... – Respirou fundo pra recuperar a respiração, o outro fez o mesmo. – Não quero ver você se atrevendo a fazer alguma coisa com o meu irmão, estamos entendidos?
O outro apenas afirmou com um aceno de cabeça até que Dean sumiu do seu campo de visão, voltou-se para a pia e não conteve um sorriso sacana.
- Babaca... – Deu uma risadinha de satisfação. – Acho que essa visita vai sair melhor do que eu esperava, mas eu preciso ter foco. – Dizia para si mesmo. – Não posso me deixar levar e me perder naquela boca.
Balançou a cabeça para tentar organizar seus pensamentos e foi terminar de lavar a pilha de louças.
Continua...
