Oi de novo! Continuando a nossa nova aventura das doze casas do futuro, vamos para a quarta casa. Ali não é o perverso cav de câncer como os outros costumavam ser, afinal de contas, ninguém entende como o MDM podia ser cav sendo tão mau, então os outros desse signo naum deviam ser, né? Sem contar q td mundo deve saber q os cancerianos, na verdade, são extremamente sentimentais xD

Então, aí vai, espero q gostem! Boa leitura! Comentem, onegai!

-/-/-ooo-/-/-

A passagem pelo Aglomerado de Presépio:

- Por que? – pergunta o guardião – Por que essa batalha inútil? Por que os humanos não podem seguir seus caminhos livremente?

- Mas que pergunta besta é essa? –torna o Homem à sua frente – Os Deuses é que decidem o destino do homens, vocês não tem direito de resistir.

- Mesmo assim resistimos, e continuamos vencendo. Por que continuam a insistir?

- Cala a boca, moleque! Por essa resistência, todos vocês morrerão!

- Só os seus morreram até agora. Deviam reconhecer que os humanos não são tão fracos assim. Evitaríamos uma luta sem sentido.

- Onde foi que aprendeu a ser tão bonzinho, heim?

- Meu mestre, Shun de Andrômeda, também odeia os combates.

- Não deviam estar aqui então!

O homem avança velozmente, seus cabelos são negros arrepiados e curtos, os olhos são vermelhos como sangue, era alto e magro, com um manto escuro e manchado. Seus golpes são cortantes, e ágeis, o rapaz se desvia com dificuldade do primeiro golpe, seu cosmo agia no corpo dos adversários, deixando-os pesados e lentos, mas quando tentou utilizá-lo contra o inimigo, este explodiu sua energia, libertando-se da do Cavaleiro.

- Acha que esse truque de criança funciona comigo?

- Como eu disse, não gosto de violência, mas se é para defender as pessoas de Deuses como você, eu terei de lutar. Ali de Câncer não se renderá nunca!

- Muito bem... Então Ali de Câncer luta e morre nas mãos de Ênia, a carnificina.

Seus golpes são mais rápidos e violentos, rasgam o chão e estraçalham os pilares, muitos atingem o garoto, arrancando-lhe sangue. Os destroços de um dos pilares cai sobre sua cabeça, e ele desaparece no meio das pedras, o inimigo sorri.

- Essa foi fácil demais, que pena, queria ter retalhado ele...

Uma luz se expande entre os escombros, fazendo tudo voar para os ares, o cosmo dourado é poderoso, o garoto chacoalha a cabeça, tirando a poeira dos cabelos negros e ondulados e fita o Deus com seus sérios olhos castanho escuros. Faz um movimento como se atirasse algo na direção do inimigo, e a energia dourada parece esticar até Ênia, que se defende com um dos braços. A luz dourada circunda seu braço.

- Mas o que é isso?

- Transformei meu cosmo em correntes para alcançá-lo. Se minha armadura não as tem, eu concentro meu cosmo da forma que eu quero.

- Isso são correntes? Garoto, sabe o que é isso em meu manto? É sangue, dos inúmeros fracos que matei, e o seu é o próximo a me banhar.

Sua energia se expande, livrando-se do cosmo de Ali, ele desfere novamente seus golpes ágeis e fortes, sem que o rapaz consiga se defender ou esquivar. O jovem está cada vez mais ferido, seu sangue escorre abundante, deixando-o fraco, consegue ouvir, como que ao longe, as gargalhadas de seu adversário, que se delicia com a retaliação do menino.

- Mais um fraco para minha lista. Hahahahaha.

-/-/-ooo-/-/-

- Ali... Ali...

- Ah... Hikari?

- Por favor Ali, não morra.

- Argh... Droga, eu sou um fraco.

- Não é não. Você não gosta de batalhas, não está usando todo o seu poder. Mas lembra do que meu pai nos ensinou? Lembra de quando ele contava das batalhas dele?

- Si... Sim... Ele também odiava lutar, mas isso quase o matou várias vezes.

- Se isso acontecesse, os Cavaleiros poderiam perder, e o mundo seria destruído pelos Deuses. Você tem que ser forte, você tem que lutar, mesmo que não goste.

- Tenho que lutar... Não posso... Perder...

- Por favor, Ali, não morra...

-/-/-ooo-/-/-

Ergue os braços, pronto para o golpe final, mas sente o cosmo se elevar mais e mais à sua frente, o menino não estava morto e começava a tomar novas forças, forças descomunais para um ser humano, mesmo um Cavaleiro dourado. Ele se levanta, mais sério que nunca, e parte para cima do adversário.

- Não vou perder. Não vou ser um fraco. Eu seguirei os passos de meu mestre!

As defesas agora eram difíceis, Ali o acertava em vários pontos de seu corpo, e mesmo que o atingisse com seus golpes, o menino não se deixava levar pela dor, continuava a atacar mais e mais. Transformou então seu cosmo em correntes, e o lançou com todo o poder sobre o Deus, fazendo-o cravar numa das pilastras.

O inimigo se ergue, com um sorriso irônico, e limpa o sangue do canto de sua boca.

- Bem... Ao que parece teremos que partir para o plano B.

Expande seu cosmo pelo templo, um acinzentado pesado e escuro que se espalhou por todo o ambiente, o clima ficou pesado, quente e agonizante, escuro e tétrico. Imagens estranhas começam a aparecer por toda parte, envoltas na fumaça densa que, quando se dissipa, revela uma cena apavorante. O menino não consegue reagir, está boquiaberto de olhos esbugalhados diante àquela cena funesta. Milhares de cabeças humanas se espalhavam por todo o templo, pelo chão, paredes teto e pilares, cabeças de homens, mulheres e crianças com expressões cheias de medo, dor, terror, agonia, raiva e ódio.

- O que... O que é isso?

- Isso? Ora, é a antiga decoração. Não sabia, seu antecessor adorava estas cabeças.

- Do que está falando?

- As pessoas o tomavam como mau. Acho que ele era mesmo é louco. Tantas batalhas e mortes na sua frente, talvez o tenham ensinado a ser insano. Mas pra dizer a verdade, eu gosto do estilo. Que tal ser tragado por essa aura amaldiçoada?

Ele queria mesmo era acabar com o psicológico do rapaz, fazer sua mente entrar em colapso com o peso que depositara no ambiente com seu cosmo. De fato, sua cabeça parece a ponto de explodir, e suas forças começam a faltar novamente, as pernas tremem, ele quase cai de joelhos. Mas se lembra da voz de Hikari em sua mente: "Por favor, Ali, não morra..."

Seu cosmo dourado explode novamente, ele solta um grito que assusta Ênia, fazendo com que todo o ar pesado desapareça, as cabeças se desfazem e ele parte para cima com um soco que novamente crava o inimigo na pilastra. Desta vez o dano parece ser maior, mas o Deus ainda se ergue explodindo seu cosmo e transformando-o em navalhas afiadas que voam na direção de Ali. Ele apenas se defende com os braços cruzados diante de si, e o inimigo se assusta ao vê-lo inteiro por trás da defesa.

- Não acredito que seja tão poderoso para defender meu cosmo!

- Se gosta tanto do inferno, por que não faz de lá sua morada?

- Como é?

- Meu mestre também me falou sobre a técnica secreta dos que possuem o cosmo de Câncer. Eu nunca queria ter que usá-la mas é o único jeito.

- Não conseguirá me atingir. Eu sou um Deus primordial!

Ele eleva seu cosmo para se defender, mas a energia do Cavaleiro de Câncer está elevada demais, e sua técnica sai com todo o poder que ele possui e que ainda não mostrara para ninguém até então.

- "ONDAS DO INFERNO!"

O inimigo se desfaz diante dele, envolto no cosmo cor de vinho que o envolve, enviando-o diretamente para a entrada do mundo dos mortos. Suas energias acabam, Ênia está vencido, e não mais poderia retornar para o mundo dos homens, ou para o dos Deuses. A voz da menina com quem treinara novamente ecoa na mente do jovem árabe.

- Não disse, Ali, você é muito forte, como o meu pai.

- Obrigado, Hikari, por acreditar em mim. Mas ainda tem muito pra eu conseguir ser tão forte quanto mestre Shun.

- A gente chega lá. – respondeu a garota.

O rosto da menina refletiu-se então em seus olhos, e ele sorriu sozinho, fitando um ponto qualquer na direção das casas adiante, na direção da casa de Sagitário. "Espero que não se machuque, Hikari..."

-/-/-ooo-/-/-

Continua...