N/A: Jesus amado! Que demora!

Pessoal, eu sei que ta virando padrão eu pedir desculpas, e eu sei que eu to demorando. Por isso mesmo eu agradeço a todos que são pacientes, esperam e mandam reviews lindos. Vocês são os melhores.

E como agradecimento eu deixo dois capítulos aqui!

Vamos ao que interessa?


Capítulo 8: Roleta Russa

-E daí vocês resolveram que ser caçadoras de recompensa era uma boa ideia? –Sirius perguntou em choque –Não era melhor formar uma girl band?

Ully revirou os olhos.

-Nós viemos com a intenção de achar e matar Voldemort, ou pelo menos descobrir se ele ainda estava vivo. –explicou –Nós precisávamos de contatos com esse mundo.

-Vocês têm sorte de estarem vivas. –Remus rebateu –Principalmente convivendo com a Michelle.

-Vocês a conhecem? –Jade perguntou confusa.

-A Michelle era uma assassina de aluguel, como nós, só que mais sádica e perigosa. –Remus informou.

-De certa forma, isso não me surpreende. –Ayla comentou.

-E depois que vocês voltaram e fizeram contato com a Michelle, o que houve? –James quis saber.

-Daí a Jade e a Lary tiveram uma crise de consciência e resolveram ir atrás do Snape. –Ully continuou.

-Severus Snape? –Remus perguntou arqueando a sobrancelha.

-Meu Deus! Vocês conhecem todo mundo? –Ayla bufou.

-Severus Snape é considerado um traidor dentro do grupo de Voldemort e tem um preço bem alto por sua cabeça. –Remus falou.

-OK... –Ully pareceu hesitar –O que ele fez?

-Pulou fora dos Comensais da Morte, testemunhou no julgamento de algum deles, garantindo prisões perpétuas para todos, e entrou pra polícia. –Peter listou.

-Dá pra entender porque odeiam ele. –Jade refletiu –Apesar de que só a personalidade charmosa já explicaria.

-Quão bem vocês conhecem esse Snape? –James preguntou desconfiado.

-Bem o bastante. –Ully deu de ombros –E só o fato de ele ter nos deixado ficar de boa por aqui, já o torna nosso melhor amigo.

-Ou alguém que está preparando uma armadilha para vocês. –Sirius indicou.

-Você está sugerindo que ele ainda está do lado de Voldemort? –Jade perguntou.

-Nunca se sabe. –Sirius falou –Pode ser que sim, pode ser que não. No nosso mundo você tem que desconfiar de todo mundo. Até de si mesmo.

-Muito filosófico, Black. –Ully revirou os olhos –Mas chega de enrolação, vamos aos negócios.

-Que negócios? –James quis saber.

-Nós tínhamos vindo até aqui pela recompensa. –ela começou –Agora que sabemos que são vocês, tudo mudou.

-Em que sentido? –Remus perguntou.

-Nós podemos fazer uma parceria, já que imagino que temos interesses em comum.

-Interesses? –Sirius perguntou, fingindo-se de entediado.

-Nós todos queremos a morte do Voldemort. Ou vocês viraram amiguinhos agora? –Ully desafiou.

-Nada nos faria mais feliz do que a morte dele. –James retrucou –Mas nós não sabemos onde ele está.

As meninas trocaram olhares, como se estivessem conversando por telepatia, por fim Jade suspirou.

-Nós temos uma informação de um lugar onde ele estaria escondido. –ela explicou com cuidado –Foi a mesma pessoa que nos disse que ele está tetraplégico e tentando se reagrupar. Essa pessoa apareceu morta algumas semanas atrás, com a boca costurada e os olhos arrancados. Tende a ser a punição que Voldemort separa para os traidores.

Os olhos de Sirius se estreitaram e ele deu um passo na direção de Jade.

-O informante de vocês se chamava Regulus? –ele perguntou por entre os dentes.

As meninas pareceram levemente alarmadas.

-Como você sabe? –Ully exigiu.

-Porque ele era meu irmão caçula. –ele praticamente rosnou –E eu só fiquei sabendo da morte dele porque estampou mais de um jornal.

As meninas olharam para o chão.

-Nós não sabíamos. Achávamos que o nome era coincidência. –Ayla falou por fim.

-Quase ninguém sabia que éramos irmãos. –Sirius falou por fim –Ele estava querendo pular fora?

-É. –Jade confirmou –Mas pegaram ele antes.

-Que informação ele deu para vocês? –Remus quis saber.

-Voldemort estaria escondido em Kent. –Ayla falou –Nós não tínhamos como ir até la, porque é uma mansão, praticamente uma fortaleza, com seguranças armados e câmeras para todos os lados.

-Podíamos até ter denunciado para a polícia, mas a essa altura queremos resolver o problema nós mesmas. –Jade continuou.

-Claro, porque se meter com um chefe do crime é uma ótima ideia e sempre deu certo para vocês. –Sirius falou irônico.

-A questão é que agora seremos oito no lugar de quatro. –Ully ignorou o sarcasmo –Teremos mais chances. E eu não sei vocês, mas eu to cansada de fugir.

Os rapazes trocaram olhares.

-Chama a quarta mosqueteira. –James falou por fim –Se vamos mesmo fazer isso, temos muito o que planejar.

XxX

Laryssa tinha deixado seu celular no silencioso, porque tinha receio que Snape ouviria se o aparelho vibrasse. O homem era tão chato e abelhudo que ela não descartava a possibilidade. Então deixou o telefone no silencioso ao lado do seu travesseiro, assim quando ele tocou as três da manhã, a luz da tela acendeu e a acordou.

-Oi. –falou baixinho.

-Não fale alto, porque vai que o chato escuta... –a voz de Ayla soou do outro lado da linha –Nós encontramos os tais Marotos e... Lary, pelo amor de Deus, não vai gritar ou surtar! Na verdade os Marotos são os nossos quatro vizinhos preferidos.

Laryssa arregalou os olhos e tapou a própria boca para na gritar.

-Lary? Você ta aí?

-To. –ela respondeu baixinho de novo.

-Eu sei que isso é meio chocante demais. Acredite: nós ainda não nos recuperamos. –a voz de Ayla abaixou também, como se não quisesse ser ouvida –Não acho que a Jade está levando essa numa boa. Você precisa vir pra cá agora. Estamos em casa. Você consegue se livrar do Snape?

-Merda! –Laryssa suspirou -Ok, ok. Estou a caminho.

Ela desligou o aparelho e levantou-se silenciosamente. Colocou apenas sua calça de novo e pegou o sapato nas mãos, ia calça-lo quando chegasse na rua. Tinha uma janela na cozinha de Snape que não tinha alarme porque era estreita demais, mas Laryssa sabia que conseguia passar por ela, porque ela e as amigas já tinham feito um teste uma vez para caso de emergência.

Abriu a porta se fazer um som sequer e pisou de forma macia no corredor. Mal dera dois passos quando...

-Onde você pensa que vai?

Droga. Pega no flagra. Bom, agora não havia mais nada a fazer, então virou-se para Snape que estava parado no corredor escuro, os braços cruzados. Não conseguia ver a expressão dele direito, mas tinha o palpite de que ele não estaria sorrindo.

Ela endireitou-se, como se não estivesse fugindo da casa dele no meio da noite.

-As meninas precisam de mim e eu vou ajudar. –declarou cheia de confiança.

Snape ficou em silêncio por um longo minuto, o que a fez pensar que ele estava pensando em algum jeito de proibi-la. Não que fosse funcionar.

-Eu vou com você. –ele falou de repente, chocando-a.

-De jeito nenhum!

Ele finalmente acendeu a luz do corredor e Laryssa percebeu que Snape estava vestido, pronto para sair. Provavelmente estivera esperando a noite inteira para ver se ela sairia.

-Vocês se meteram em alguma encrenca e eu exijo saber o que é. –ele falou de forma firme -Eu vou junto.

Laryssa podia ver, pela firmeza na voz dele, que Snape não seria facilmente dissuadido de segui-la. Mas tinha que tentar. Se o que Ayla falara fosse verdade e os quatro vizinhos estavam na casa delas, alguma coisa muito séria devia estar acontecendo.

-Não vai mesmo! –embora soubesse que era fraco e meio infantil.

-Quero ver você me impedir. –a resposta dele não foi lá muito melhor.

Laryssa queria gritar de frustração. Por que ele tinha que resolver ficar todo macho justo agora? Queria ir encontrar com as meninas, queria ver se Jade estava bem! Mas Snape não podia ir junto. Tinha que distrai-lo de alguma forma.

Os olhos de Laryssa analisaram Snape de forma crítica. Aquela tática tinha dado certo uma vez, será que...

Balançou a cabeça porque de repente parecia uma desculpa. Como se ela realmente quisesse... Não ia pensar nisso. Ela não queria, nem ia...

Snape lançou um olhar desconfiado a ela, como se estivesse tentando entender o que o silêncio repentino queria dizer e o que ela faria.

Laryssa não ia... É, ela ia sim e já sabia disso. Devia estar louca ou com sono. Apesar de que uma pequena parte dela queria se vingar pelo que ele fizera na cozinha mais cedo.

Provavelmente por isso mesmo que largou os sapatos e deu passadas decididas na direção dele e puxou-o pela nuca para um beijo. Os lábios dos dois se chocaram e Snape fez um som de surpresa, mas fora isso não se mexeu. Nem um pouquinho.

Esse tipo de coisa podia destruir a autoestima de uma garota...

Laryssa deu um passo para trás, separando-se dele imediatamente. Snape a olhava como se ela fosse louca.

-O que foi isso? –ele perguntou de repente.

Humilhante. Era isso que essa situação era: humilhante.

-Uma tentativa de sedução. –bufou, tentando soar casual.

-Juro que eu achei que você estava tentando quebrar meus dentes. –Snape falou, massageando a mandíbula para efeito dramático.

-Você ta insinuando que eu não sei como seduzir alguém? –ela perguntou, totalmente ofendida.

-Nós dois sabemos muito bem que você consegue fazer melhor que isso. –ele indicou de forma seca.

Laryssa não acreditava que ele tinha a cara de pau de jogar aquela noite na cara dela! Que pessoa rancorosa! Fazia três anos que isso tinha acontecido, era hora de esquecer e perdoar, né?

-Ah é assim? –ela falou, pondo as mãos na cintura -Ok, vamos tentar de novo. –resolveu indo na direção dele, só para mostrar que se ele queria rosnar para ela, não ia ser impune.

Quando ela chegou perto o bastante Snape agarrou os punhos dela, mantendo-a a distância.

-Nem pensar. –ele falou com simplicidade e finalidade -Dessa vez você me acompanha.

E daí ele a beijou.

Se bem que, para ser bem sincera, "beijar" parecia um nome simples demais para aquilo. O jeito que ele a puxou contra si e afundou a mão nos fios curtos do cabelo dela e tomou sua boca, fazia o beijo que ela lhe dera antes parecer uma brincadeira de criança. Não tinha nada infantil no beijo dele agora.

Talvez ela devesse ter resisitido pelo menos um pouquinho, só para fazer um charme, mas não foi possível. A boca dele na dela, as mãos dele nela... Fazia muito tempo que Laryssa não sentia algo tão intenso.

A mão dele que não estava afundada no cabelo dela deslizou pelas costas de Laryssa, enquanto a língua dos dois se enroscava. O corpo dele empurrou o dela e a garota esperou sentir a parade contra suas costas, mas ao invés disso os dois passaram pela porta ainda aberta do quarto. Os dois continuaram andando de forma instável, já que não separavam suas bocas para olhar onde estavam indo, até a perna de Laryssa bater contra a cama e os dois desabarem no colchão ainda juntos.

A cabeça dela estava rodando com tantas sensações, embora soubesse que não devia estar fazendo isso. Se estivesse totalmente no controle não seria uma má ideia seduzir Snape. Entretanto quem estava dando todas as cartas no momento era ele e isso não era legal. Ou justo.

A boca de Snape deslizou da sua depositando uma mordida em seu queixo antes de continuar a descer. Laryssa não saberia explicar como, mas suas pernas foram parar em volta da cintura dele e mesmo com as calças de ambos entre eles era possível sentir que as coisas estavam ficando meio... Sérias.

Ela sentiu os dedos gelados dele entrarem por sua camiseta, que na verdade era dele e... Bom, não era o ponto. O ponto era que ele estava beijando o pescoço dela e de repente havia roupa demais entre eles.

Laryssa puxou-o pelo cabelo para que voltasse a beija-la na boca e então suas mãos foram parar automaticamente nos botões da camisa dele. Sentiu a mão que estivera embaixo de sua camiseta o tempo todo fechar-se em seu seio e arqueou as costas em reflexo, um gemido rouco escapando de sua boca e sendo sufocado pela dele.

Quando o último botão dele foi solto ela tentou imediatamente empurrar a camisa dele pelos ombros, mas Snape foi mais rápido. Ele capturou as duas mãos dela e afastou-as de seu corpo. Então Laryssa sentiu o metal gelado em sua pele seguido pelo click de uma algema.

Ela se separou dele na hora e olhou para a argola em volta de seu pulso esquerdo.

-Você não acha que tá cedo demais para sugerir isso? –ela perguntou arqueando a sobrancelha.

Em choque viu Snape fechar a outra argola em volta do próprio pulso.

-Você não vai a lugar algum sem mim. –ele declarou com simplicidade.

-Você só pode estar me zoando. –ela falou, então sentou-se.

-Não. Isso é bem sério. –ele falou, começando a abotoar a camisa, o que o fez puxar o braço dela.

-Então você veio todo fogoso pra cima de mim só pra me algemar? –ela perguntou incrédula.

-Como se você tivesse moral. –ele revirou os olhos –Pelo menos eu não te tranquei no armário.

-Meu, esquece isso! Faz tempo! –ela esbravejou –Isso é ridículo. Eu não vou te levar a lugar algum.

-Ah você vai.

XxX

Jade não estava feliz por estar ali. Levara muito tempo para que se recuperasse do que acontecera na Universidade e, na maior parte do tempo, ainda não acreditava que realmente estivesse bem. Lee sempre dissera que ela era mais um problema do que uma solução para as outras, o emocional dela não era estável. Claro que não! Fora beijada e baleada num espaço de 30 segundos.

Tinha dúvidas se um dia voltaria a ser Lily, como fora antes. Duvidava muito, tinha quase certeza que aquela pessoa tinha realmente morrido aquela noite no campus. Tentava não deixar isso transparecer muito, porque sabia que as meninas se preocupavam. E ser a responsável do grupo ainda era função dela.

Dar de cara com James Potter não estava ajudando seu psicológico abalado.

Se ela nunca mais vesse a cara do maldito sua vida já teria sido bem melhor. Não esperava encontra-lo tão cedo. Ou algum dia.

Os quatro rapazes estavam sentados no sofá, um ao lado do outro, enquanto Ayla parecia vigia-los em silêncio. Ully tinha desaparecido na direção dos quartos, provavelmente se escondendo de Remus. Como se as coisas não pudessem piorar.

Então a campainha tocou. Seria cômico, se não fosse totalmente trágico, quando as seis pessoas na sala puxaram armas imediatamente. E Ully surgiu com uma escopeta.

Jade, que estava mais perto da porta, foi quem a abriu.

E deu de cara com Laryssa. E Snape logo atrás dela. Sua cara de choque deve ter sido bem óbvia, mas a única explicação de Laryssa foi levantar o braço esquerdo, revelando a algema que a prendia a Snape.

-Eu quero saber? –Jade perguntou dando espaço para os dois entrarem.

-Na verdade não. –Laryssa declarou com simplicidade.

-Eu acho que eu quero. –Ully falou se aproximando. Então mediu a amiga de cima a baixo -Você sabe que não está usando sutiã, né?

Laryssa bufou.

-É meio difícil de por um com algemas. –falou irônica.

-Você sabe que tem uma marca de mordida no pescoço? –Jade perguntou logo em seguida.

O queixo de Laryssa desabou e ela gaguejou um bom tanto antes de conseguir responder.

-Não, eu não tenho.

Snape limpou a garganta.

-Na verdade... –ele falou com cuidado, sem olha-la -Você tem sim.

-O que raios vocês dois estavam fazendo quando ele pôs essas algemas em você? –Ayla perguntou, finalmente chegando perto.

-Vocês não querem saber. –Laryssa afirmou.

As outras três trocaram olhares.

-Sim, nós queremos. –falaram ao mesmo tempo.

-Chega de perder tempo. –Snape declarou de repente, finalmente chamando a atenção para si –O que vocês estão aprontando? Eu exijo saber.

-Xi, colega, aqui você não exige nada. –Ully falou –Nós estamos numa situação de emergência e é melhor você ficar de fora.

-Então acho bom vocês terem uma serra boa o bastante para cortar osso. –ele retrucou de forma seca –Porque do contrário sua amiga vai ficar aqui colada em mim.

-O que você obviamente tem aproveitado. –Ayla comentou de forma seca.

-Eu corto o braço dele fora com uma faca de cozinha se você quiser. –Sirius ofereceu se levantando –Nem vai doer... Muito.

-Black! –Snape falou em choque, então sacou a própria arma –O que você está fazendo aqui?

-Fala, Ranhoso. –Sirius falou de forma arrogante –Ainda vivo e trabalhando para o inimigo... Por que isso não me surpreende?

-Opa, para tudo! –Ayla falou na hora –Você não tinha dito que se conheciam!

-Você não perguntou. –Sirius falou dando de ombros.

-Pelo menos eu não tenho que me esconder como um rato de esgoto, Black. –Snape falou de forma cortante –Eu sou um homem livre.

-Depois de trair um grupo inteiro, mandar todo mundo pra cadeia e ficar na proteção da polícia né? –Sirius retrucou sarcástico.

-Eles eram criminosos e assassinos!

-E o que isso faz você?

-CHEGA! –Jade bradou –Calem a boca os dois.

Um minuto de silêncio então...

-Ok, eu preciso de alguma coisa pra beber, eu preciso de cigarros e, já que ele ta aqui mesmo, o Snape pode fazer-se útil e ajudar a planejar. –Ully falou.

-Planejar o que? –ele preguntou desconfiado.

-Nós vamos invadir a mansão do Voldemort.