*** Cap 10 Telhados e lençóis ***
*Essa ação se passa simultaneamente aos eventos descritos nos capítulos anteriores*
Era noite de estreia no Templo das Bacantes e como dizem os boêmios, os poetas e os arruaceiros, a noite era apenas uma criança!
Contudo, para uma certa amazona muito tímida e recatada a noite era penosa e ainda faltava muito a terminar.
Marin conduzia Mu de Áries pelo enorme corredor de carpetes vermelhos e luminárias à meia luz. Seu quarto era um dos últimos e tinha ainda uma boa distância a ser percorrida amparando um lemuriano completamente bêbado e drogado que trançava as pernas e ria à toa, até que...
— Chegamos, Mu-sama! — disse a ruiva timidamente, parando diante de uma grande porta de madeira toda entalhada com desenhos de arabescos — Venha! Entre, por favor!
Áries entrou e mesmo com a visão enuviada e a mente entorpecida, ficou um longo tempo observando tudo à sua volta. Estava um pouco menos confuso sem aquela música alta e as luzes piscando freneticamente. Ali, no silêncio, até que conseguia raciocinar um pouco, por isso tinha consciência de que estava com Marin, mas estranhava o fato de estar no quarto dela.
Subitamente, Mu fora tomando por um sentimento forte de vergonha e constrangimento, que o impediam até de olhar para o rosto de Marin, por isso olhava para o lado tentando disfarçar, procurando qualquer ponto de interesse que não fosse a figura da amazona.
Percebendo o embaraço dele, Marin, que não estava menos desconfortável com aquela situação, se aproximou e gentilmente pegou na mão do ariano. Deu graças à Atena por ser Mu, um homem doce e gentil, e não um bêbado tarado qualquer, ou aqueles dois desaforados do Câncer e do Capricórnio que seria seu primeiro cliente.
Devagar, foi conduzindo Áries até a enorme cama de lençóis corais, enquanto tentava amenizar o clima tenso com carícias delicadas no rosto dele e palavras sutis.
— Está tudo bem, Mu-sama. — disse sorrindo, enquanto o fazia se sentar na beirada da cama.
Estava confusa, mas queria que Mu se sentisse à vontade, pois ele era tão vitima de toda aquela insanidade quanto ela.
Devagar, Marin se sentou no colo de Áries, mais precisamente sobre seus joelhos e juntou coragem para levar uma mão ao peito forte do lemuriano, fazendo uma carícia singela, depois aproximou o rosto e deu um beijo em seu pescoço. Logo em seguida, outro beijo, agora no cantinho dos lábios do cavaleiro, que fez com que Mu sentisse um arrepio repentino e desse um sorriso de canto.
O cavaleiro de Áries fora surpreendido com sua própria reação, pois ficara muito excitado com aquele contato. Ainda estava sob efeito da droga que Saga colocou em seu copo e quando sentiu as carícias e os beijos da moça gemeu baixinho.
Nunca antes tinha experimentado aquele tipo de contato tão íntimo com quem quer que fosse, portanto era tudo novo e interessante. Em uma resposta quase que mecânica aos estímulos, Áries colocou a mão sobre a cintura de Marin com certo temor e respeito e entre gemidos disse quase num sussurro:
— Espere… M-Marin... eu... eu ... nunca fiz isso... antes!
— Não se preocupe, Mu-sama...Vou cuidar bem de você. Só me fale do que você gosta… Pode ser? — pediu e então pegou novamente na mão dele, levou até seu rosto e beijou um dedo, olhando para os olhos verdes do ariano.
Enquanto no Templo de Baco tanto a diversão, quanto as confusões rolavam soltas, na Casa de Touro, Shaka terminava de assistir ao capítulo de sua amada novela.
Quando desligou a TV de Aldebaran e a trama das nove horas deixou de ser seu foco de atenção, Virgem teve um pressentimento insólito e isso o incomodou bastante.
Concentrou-se e percebeu que se tratava da oscilação do cosmo de seu amigo Mu de Áries. Estaria pensando em Mu para sentir o cosmo dele se alterar de longe? Não, eram apenas amigos e como irmãos de armas era normal que estivessem conectados.
Shaka então se teleportou pra o telhado da casa de Touro. De lá podia ver o Templo de Baco ao longe, bem distante no horizonte. Sentou-se em posição de meditação para poder se concentrar melhor e assim entender o pressentimento que lhe afligia, quando de repente franziu a testa em sinal de preocupação.
Sua meditação e capacidade de concentração eram tão poderosas que podia ver e sentir com nitidez tudo o que queria, por isso entrou em choque quando viu, através de seus poderes telepáticos, o cavaleiro de Áries em um quarto à meia luz, sentado em uma enorme cama com lençóis de seda corais, sendo tocado pela amazona de Águia, que inclusive estava sentada em seu colo!
— Por Buda! Mu! — disse em voz alta, em uma clara interjeição de espanto — Não tinha ido para esse lugar decadente para trabalhar?... Aqueles malditos devassos... O envenenaram com sua luxúria e promiscuidade. Não posso deixar meu amigo cair em desgraça nas mãos desses pederastas e dessas concubinas! — chegava a suar frio tamanha sua apreensão.
Sentia o cosmo de Mu entorpecido e achou isso ainda mais confuso, pois sabia que Áries não tinha o péssimo hábito de beber e se entregar à boemia. Por isso fez o que achou que um amigo de verdade faria e, decidido, entrou na mente de Mu através de telepatia para impedi-lo de cometer, o que em sua concepção, era uma loucura.
— Mu! Mu de Áries!... Sou eu, seu amigo Shaka! Fale comigo, Mu… Mu! Muuu!
No quarto da bacante Marin, Áries sentia seu corpo todo estremecer com o contato da língua quente da amazona com seus dedos. Algo dentro dele lhe dizia que não deveria estar ali. Não amava Marin, não eram um casal, porém a visão da garota chupando seus dedos o instigava de uma forma arrebatadora.
— E… perguntou do que eu gosto? Eu… eu gosto... disso que está fazendo. — disse, pousando a mão na coxa dela e apertando com força, ao mesmo tempo em que beijava delicadamente o pescoço dela, aspirando o perfume delicado — Nossa… como é gostoso! — murmurava, quando de repente sentiu alguém lhe chamar.
No entanto, o chamado lhe parecia distante e confuso, mas apesar disso, sentia que conhecia a voz que lhe chamava. Pensou ser de Shaka!
Atarantado, Mu atribuiu aquilo como sendo sua mente lhe pregando uma peça e então resolveu ignorar aquela sensação estranha. E nada melhor que continuar o que estava fazendo para esquecer a sua confusão mental.
Por isso, puxou Marin para mais perto de seu corpo e tomou os lábios da amazona num beijo febril. As línguas se misturavam e os lábios se acariciavam numa dança cadenciada e excitante.
Marin, que até então não sabia o que fazer com aquele carneiro bêbado e drogado em sua cama, após aquele beijo deliciosamente atrevido sentiu que não seria de todo mal aproveitar a noite com ele. Mu era lindo, exótico e muito gentil.
Pensando nisso, a amazona de Águia interrompeu o beijo para tirar seu kimono. Desamarrou o obi deixando a peça deslizar até o chão, expondo seu corpo delicadamente forte e torneado, além de um conjunto de lingerie muito sensual, todo rendado e cheio de frescurinhas. Era uma japonesa linda, ruiva e muito sexy!
Sentado na beirada da cama, Mu olhava hipnotizado para ela. Era como uma flor de cerejeira delicada. Sentiu um ímpeto em tocá-la ainda mais e então esticou o braço e a puxou pela mão, a trazendo para junto de si.
Em pé, Marin acariciava os ombros do lemuriano, enquanto ele lhe distribuía beijos e pequenas lambidas pela barriga e seios fartos, já deslizando as mãos pelas costas da garota, lentamente as conduzindo para as nádegas macias e torneadas.
Foi quando Mu deu um apertão bem sem vergonha na região que ele ouviu, na mesma hora, um grito diretamente em sua mente!
— Mu de Áries! Me responda agora! — a voz de Shaka soou grave e em tom severo, fazendo o ariano arregalar os olhos assustado.
— Mas o que? Shaka? — disse, deixando Marin confusa, já que Mu se comunicava ao mesmo tempo, tanto por telepatia, quanto pela voz.
— Finalmente, Mu! Ouça, o que pensa que está fazendo? Isso é errado! Não se lembra da nossa conversa? — dizia Virgem.
No quarto de Marin, a presença forte do cavaleiro guardião da sexta casa confundia os sentidos do lemuriano, que parecia atordoado, mas mesmo assim não parecia querer deixar de aproveitar aquele momento único e prazeroso com a amazona de Águia.
Ouvindo Shaka em sua mente, Mu fechava os olhos sentindo as mãos de Marin lhe acariciar o rosto e a nuca.
— Sh-Shaka? — disse Marin em tom baixo, se perguntando por que raios o lemuriano havia dito o nome do cavaleiro de Virgem bem naquela hora — Mu-sama, você está bem?
Áries demorou a lhe responder. Em vez disso ficou parado ali, encarando a ruiva com um olhar vago e distante. Também pudera, com Shaka entrando em sua mente bem na hora que ele apertava as nádegas da garota...
Eram tão macias e redondinhas…
— S-Sim, Marin… está tudo bem… eu acho… Aaaahhh… sim… está ótimo! — dizia, sentindo um arrepio forte lhe percorrer as costas — É o Shaka… ele… hmmmm… é bom isso! Shaka está falando comigo… eu acho… mmmm...
— Shaka-sama? — disse a amazona sorrindo, e então colou seu corpo ao do lemuriano, segurou em sua nuca e mergulhou o rosto dele no meio de seus seios fartos e firmes — Hmmm… não! Shaka não está aqui! — puxou os cabelos do ariano para trás e beijou sua testa, descendo para as maçãs do rosto e por fim tomou novamente sua boca.
Mu sorria entre um beijo e outro. Percorrendo as mãos fortes pelo corpo dela, enquanto tentava falar com Shaka, mesmo em voz alta, pois dentro de sua condição, bêbado e drogado, imaginava que o amigo estivesse ali, no quarto com eles.
— Shaka? Eu acho que… estou muuuito bebado! Hummm… Você não! Eu. Eu estou bêbado. É errado? O que é errado? Puxa… está tão bom, Sha! Errado é bom também! — disse meio embolado, fixando o olhar naquele par de seios que estavam quase pulando em sua cara novamente.
No telhado de Aldebaran, Shaka se surpreendera com o que acabara de ouvir.
— B-Bêbado? Como bêbado? Você não bebe! — respondeu alarmado — Mu… não a deixe… Pare! Não olhe assim para o corpo da moça, Mu! — falava o virginiano podendo sentir o quanto o amigo estava animado com as caricias da garota.
Sentiu raiva!
Não sabia bem de quê e nem por quê! Talvez fosse pela possibilidade de perder seu único amigo para esse mundo mundano, e justamente para aqueles degenerados do Santuário. Raiva talvez por eles terem levado Mu, um ser puro e ingênuo para aquele caminho de devassidão ou, ainda, raiva por ser Marin e não ele a estar ali! Essa ultima opção, aliás, perturbou a cabeça do cavaleiro de Virgem, que num gesto nervoso coçou o couro cabeludo irritadiço — Por Buda! — repreendeu-se.
Dentro do quarto de Marin, no bordel, a amazona percebia o estado alarmado do ariano, mas sem saber direito o que acontecia a ele julgou ser apenas alteração consequente da quantidade de bebida que ingeriu horas antes de subirem. Assim, Marin ignorou o que ele falava e com delicadeza o empurrou contra a cama, fazendo Mu se deitar de costas. Engatinhou sobre ele e beijou seu queixo, dando uma mordidinha em seguida.
— Tudo bem, Mu-sama. Não há nada de errado! — disse a ruiva, julgando que Áries falava com ela, a despeito de citar o nome de Shaka — Vou tirar suas roupas, está bem? — disse com voz baixa e sedutora.
Do telhado da casa de Touro, Shaka via a cena em sua mente. Incrédulo perante a audácia daquela amazona, Virgem ficou tão perturbando que nem percebera que deixara a postura meditativa e agora estava de pé, olhando por cima dos rochedos o Templo de Baco distante no horizonte.
— O que? Mu! Não pode permitir que essa mulher lhe desnude! — Shaka praticamente gritava, apontando o dedo no ar como se estivesse mesmo falando diante da presença física do lemuriano.
Já no quarto de Marin, tudo que Áries conseguia ver, além de um par de seios fartos, eram cores em espirais dançantes e luzinhas pequenas e saltitantes que salpicavam no ar e faziam um balé divertido sobre os móveis retorcidos e até sobre os cabelos ruivos de Marin.
Em sua viagem, Mu agora associava a presença de Shaka ali, na cama com ele e Marin, a um anjo da guarda! Um anjo lindo e gostoso, por sinal!
— Não, Sha… eu não vou deixar ela me desnudar! Né, Marin? — disse o ariano, nem notando que a amazona já o havia desnudado.
Contudo, quando Marin começou a passar a língua em círculos pelos mamilos do cavaleiro dono da primeira casa zodiacal, ele sentiu sua pele toda eriçar, só então notou o contato pele com pele, já que a garota se deitara por cima dele e se esfregava toda, causando uma fricção deliciosa entre os corpos.
— Wow! — disse o ariano, sentindo seu membro pulsar em resposta aquele contato.
No Santuário, sobre o telhado da segunda casa zodiacal, o cavaleiro de Virgem andava de um lado para o outro estalando os dedos das mãos. Estava nervoso, irritadiço e desesperado! Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Melhor! Não podia permitir que aquilo acontecesse! Porém… por que não podia deixar Mu se deitar com Marin?
— Pelos seis infernos de Samsara! Por que não? … Oras, porque não! Porque… porque… ele é um homem puro! Ela é uma devassa! Não… ela é uma mulher que está sendo forçada! Isso! E isso é errado! É isso, oras! Buda! — dizia Shaka para si mesmo, tentando se dar uma justificativa.
Enquanto Shaka tentava resolver seu dilema, no Templo de Baco, Marin começava uma carícia mais ousada no lemuriano.
— Mu-sama… tente relaxar! — disse a ruiva e então deslizou a mão delicada até o membro rijo do ariano o acariciando sobre o tecido da cueca — Vou tirar sua cueca, tudo bem?
Com mais dois ou três beijos distribuídos pelo peito do ariano, Marin ia retirando a peça intima com calma e delicadeza, vendo o cavaleiro arfar em êxtase.
— S-sim… tira… tira tudo! Eu tiro? Ou você tira?... Shaka… quem tira? Hmmmm… Marin… isso é melhor que beijo! — dizia Mu em seu devaneio, totalmente perdido nas sensações novas, quando sentiu-se totalmente nu.
— Nossa! Por Zeus, Mu-sama! Você é tão… bonito… — exclamou a moça, olhando com os olhos arregalados para o pênis do ariano, que tinha um tamanho considerável.
Sorrindo para ele, Marin ficou de joelhos na cama e soltou o sutiã, o retirando em seguia e jogando sobre a cama. Pegou nas duas mãos de Mu e as colocou sobre seus seios.
A reação do lemuriano fora imediata!
Começou a apertar de leve os dois volumes macios, enquanto os olhava hipnotizado. Ergueu o tronco e aproximou o rosto distribuindo beijos e lambidas pelos mamilos durinhos, se deliciando com a textura, até que abocanhou um deles e começou a suga-lo de olhos fechados. Ao mesmo tempo, descia as mãos para o quadril de Marin abaixando sua calcinha.
Percebendo a dificuldade dele, a ruiva o ajudava e quanto já estava completamente nua, o fez se deitar novamente na cama e agora era ela quem lhe acariciava com beijos e lambidas distribuídos por todo o corpo. Então segurou com firmeza no membro rijo do ariano e iniciou um estímulo oral tímido, porém deliciosamente novo para Mu.
Do telhado do Templo de Touro, Shaka de Virgem via a tudo incrédulo!
Quando Marin se atrevera a engolir o órgão genital de Mu, Shaka perdeu todo o controle e raciocínio que ainda tentava manter, e num rompante de indignação e raiva explodiu seu cosmo, desferindo uma de suas técnicas contra a amazona de Águia.
— OHM! — gritou o cavaleiro de Virgem e então seu cosmo acumulado por meditação se elevou a um nível incrível e Shaka paralisou Marin de imediato.
— Mu!... Isso é errado, meu amigo! Marin é uma boa mulher e está sendo forçada! E você… você é meu amigo e está sob efeito de álcool! Me escute! Não siga o caminho desses prevaricadores sodomitas, Mu!
Áries sentiu o cosmo do amigo virginiano invadir todo o quarto de repente e os estímulos que a amazona lhe faziam subitamente sumiram. Não entendeu nada. Em um momento estava sentindo a língua quente de Marin fazendo massagens em seu pênis, lhe levando á loucura e em outro ela não se mexia mais e Shaka voltava a falar consigo!
— Sha? É errado? Mas, Sha... Você deveria provar também!... É gostoso! — falava o ariano de olhos fechados e sorriso no rosto — Eu estou te forçando… Marin?
Não obteve resposta, já que a amazona estava paralisada.
Mu então abriu os olhos, ergueu a cabeça e olhou para ela. Fez uma análise rápida da situação. Marin estava parada feito uma estátua, com seu pênis dentro da boca, enquanto olhava para si com os olhos arregalados e surpresos, ao mesmo tempo em que a voz de Shaka ecoava em sua mente tão nítida que era como se ele estivesse ali no quarto. Achou tudo muito estranho e atribuiu toda aquela estranheza à seu inconsciente, achando que era um sonho!
— "Ah… é um sonho! Se é um sonho… posso então fazer o que eu quiser!" — pensou, dando um sorrisinho de canto de boca.
Em seguida, deixou-se cair de costas na cama e rolou para o lado, se afastando de Marin, que deu graças à Atena por sair daquela situação desconfortável.
Mergulhado nos efeitos alucinógenos que sofria, Áries levou uma mão até seu pênis e começou a se masturbar lento e cadenciadamente, enquanto murmurava:
— Hmmm... Shaaaa... Que gostoso... — esfregava o rosto no travesseiro.
No telhado de Aldebaran, Shaka via aquela cena, agora não mais com raiva, porém muito mais confuso. Ao mesmo tempo em que Virgem concentrava seu cosmo para manter Marin paralisada, também via Mu se tocando. E o pior: Dizendo o seu nome enquanto o fazia!
— Mas… Mu... — pensou em falar com o amigo, alertá-lo pelo que estava fazendo, para que ele parasse de se tocar tão libidinosamente na frente da moça. Porém, por algum motivo ainda oculto para o indiano, não disse nada.
Ficou parado ali, observando o lemuriano se tocar, enquanto gemia baixinho. Além do mais, Mu estava nu e Shaka nunca o tinha visto daquela maneira. Embora fosse uma visão por telepatia, podia ver nitidamente cada movimento muscular, cada gesto e cada expressão do cavaleiro de Áries. Notou também como o corpo do amigo era forte e definido. As coxas grossas e firmes, o abdômen torneado, e apesar da aparência doce e angelical, Mu tinha um corpo muito másculo e viril, moldado pelo treino e pela forja, quase sempre escondido pelas roupas largas que usava.
Shaka estava completamente hipnotizado por aquela visão!
Como que em transe, o loiro tinha a boca entreaberta e os olhos azuis injetados, olhando para o horizonte, porém era como se olhasse para Mu logo ali à sua frente.
— M-Mu... o... o que está fazendo?... — sem que notasse, o cavaleiro de Virgem tinha se sentado novamente em sua posição costumeira de meditação, só que ao em vez de juntar as mãos na altura do umbigo, onde ficava seu chacra mais poderoso, Virgem metera logo ambas as mãos no meio de suas próprias pernas, apertando o tecido grosso de sua túnica alaranjada e fazendo pressão com as mãos sobre sua virilha.
Já no quarto de Marin, Mu continuava se masturbando em deleite. Seu corpo estava quente e suado e em sua mente imagens de Marin o tocando se misturavam com a silhueta de Shaka. Ouvia a voz do indiano e percebia-se ficar ainda mais excitado.
— "Sha… está aqui?" — pensava o lemuriano. Sua mente entorpecida confundia as informações que seus cinco sentidos vitais lhe passavam — Hmm, Sha… o que estou fazendo?... Eu… eu não sei… você… sabe? Ain... Shaaa… fala comigo! — gemia e então se virou de bruços na cama.
Com uma mão agarrava o travesseiro e com a outra continuava se estimulando com movimentos cada vez mais rápidos e cadenciados. Porém, agora ao mesmo tempo em que se masturbava, Mu movimentava o quadril, num vai e vem ritmado, como se estivesse mesmo penetrando alguém deitado embaixo de si. Gemia baixinho, enquanto aumentava o ritmo cada vez mais. O suor começou a brotar nas costas nuas e os cabelos lavanda grudavam em sua pele muito alva, quando a imagem do amigo loiro lhe veio à mente e nela, Shaka olhava para si com um olhar luxurioso lhe dizendo — "Existem outros encaixes!"
Imediatamente Mu sentiu um torpor que fez seu corpo todo tremer. Em delírio o ariano via o cavaleiro de Virgem ali, deitado embaixo dele.
— Aaaaaahh, Shaka... você esta aqui? Aaaaaahhh… como você é quente! Mais... mais… isso, Shaka, mais! — dizia entre murmúrios e gemidos, enquanto continuava a estocar os lençóis.
Marin, que via a tudo de camarote, paralisada pelo cosmo do indiano, apenas observava o que desenrolava bem ali à sua frente. Ficar paralisada daquela forma por um poder tão avassalador era uma sensação horrível e desesperadora. Era como se seu espirito estivesse em uma boneca, querendo se mexer, mas não conseguindo. Pelo menos tinha uma visão privilegiada do belo cavaleiro a sua frente.
No Santuário, no telhado de Touro, Shaka estava perplexo!
Nunca poderia imaginar que na sua curta vida reclusa, de clausura e privações, um dia fosse passar por uma situação como aquela. Estava suando, tremendo, seu rosto queimava e seu baixo ventre pulsava.
Como assistia a muitos filmes e novelas, sabia perfeitamente o que significava aquilo. Estava excitado! Era como ver uma cena quente da novela em tempo real. Só que não eram Ralej e Síbila que estavam ali o deixando excitado, era Mu! Seu melhor amigo! O cavaleiro de Áries! Um ser ingênuo que até horas antes não sabia nem o que era uma casa de tolerância. Um coração puro e bondoso e... um homem!
Apesar da brisa fresca da noite Grega, sua franja loira colava em sua testa suada e sua respiração ficava cada vez mais ofegante.
— Por Buda! — gritou.
Num gesto rápido tapou a própria boca com a mão. Queria se tocar também, mas não podia fazer isso. Era um monge e monges não se masturbam no telhado da casa dos outros!
— M-Mu... — disse tirando as mãos da boca e em tom baixo, sôfrego — Está me deixando... com... com vergonha! Pare com isso... — sem perceber, Shaka já descia uma mão para seu membro rijo — Não podemos… — apertou de leve e soltou um gemido curto.
— Por que não? — disse Mu no quarto de Marin, soltando seu membro e abrindo os olhos assustado.
Sua mente estava confusa, mas seu corpo estava tão excitado que o lemuriano não pensou duas vezes. Deixou seu corpo ditar as regras!
Não se forçou a entender mais nada. Estava enlouquecido de desejo e tinha que se satisfazer. Puxou então o outro travesseiro que estava a seu lado e o colocou debaixo de seu quadril. Levou ambas as mãos ao travesseiro que estava em seu rosto e o apertou com força, começando a estocar o que colocara embaixo de si, enquanto sua mente se incumbia de formar a imagem de Shaka deitado ali consigo.
— Hummm, Shaka, vem… aproveita também... Isso é bom! Mais, isso, assim mesmo, Shaka! Que delícia! Shaaaaa… você está gostando? Hummm… fala pra mim… fala comigo… aaaaaaahhhhh… Shaka!
— ...
Mu sentia o cosmo do virginiano arder em sincronia com o seu e isso lhe instigava ainda mais! Por isso, aumentou a velocidade e a força com que estocava o travesseiro. Contudo, sentia falta da voz de Shaka.
— Hmmm… fala pra mim… fala, Sha… aaaaaaaahhhh… está gostando?
No teto da segunda casa zodiacal, o virginiano era inundado por sentimentos e sensações novas. Seu corpo tremia e sua mente fervilhava!
Deitou de costas no telhado, com os joelhos dobrados e as pernas meio abertas. Ver Mu daquele jeito, de bruços, executando aqueles movimentos pélvicos libidinosos era torturante demais. Sentia como se uma corrente elétrica passasse por sua espinha, arrepiando todos os pelos do seu corpo. Tombou a cabeça para o lado e por baixo da túnica começava a massagear seu membro lentamente, ouvindo a voz e os gemidos de Mu, até que criou coragem pra respondê-lo.
— Sim... Mu... é… é bom... mas... — ainda tinha uma ruguinha de preocupação na testa. O que estava fazendo, afinal?
Depois de tantos anos de meditação, reclusão, mantras e orações, não era possível que estava passando por aquela provação, e o pior; caído tão fácil na tentação da carne!
— Foram as novelas! As malditas... Aaaaahh... novelas... — disse Shaka para si mesmo, culpando a televisão por lhe ter desviado de seu caminho de luz.
Ouviu Mu novamente perguntar se estava gostando e sem mais conseguir resistir, sentiu seu corpo todo pedir por alívio, foi quando aumentou o ritmo da masturbação, entregando-se a um prazer que há muito se privara.
— Sim... aaaaahhh... Mu é muito bom... por Buda! Você é tão... bonito… Seu cosmo é tão quente… aaaaahhhhh… Mu… assim… eu gosto assim…
No quarto de Marin, se Mu já estava em êxtase apenas por ouvir a voz de Shaka o repreendendo, agora que o virginiano gemia para ele seu tesão se multiplicou. Foi como apagar incêndio com querosene!
Sentiu o cosmo exaltado de Virgem e foi à loucura, dobrando um pouco as pernas e as abrindo para obter mais equilíbrio. Levantou o tronco alguns centímetros e como se realmente houvesse alguém embaixo de si, segurou o travesseiro que estava sob seu quadril e o apertou com muita força contra seu pênis, passando a estocar o pobre com movimentos frenéticos. Do jeito que estava alucinado de tesão não conseguiria parar de meter naquele pano cheio de enchimentos nem se quisesse!
— Sha... geme para mim! Geme, Shaka!... Sua voz é tão gostosa... aaaaaaahhhh... — gemia alto, estocando com tanta força que seus cabelos chegavam a balançar para os lados. Mordeu o lábio inferior e começou a sugá-lo, como se sugasse os lábios de Shaka — Lindo... aaaaaahhhh... Shaka, você é tão lindo! Isso... quase lá... Hummm... assim... tão quente…
Simultaneamente no telhado de Aldebaran de Touro, Shaka rolou para o lado e fechou os olhos. Os gemidos safados de Mu de Áries o estavam enlouquecendo e o indiano não conseguia mais esconder que estava tão entregue aquele momento quando ele.
— Aaaaaaahhh Mu... Faz assim! — estava afoito para gozar, mas teve ainda uma certa dificuldade, pois sua mente ainda conflitava sua educação de celibato com seus instintos primários, como o desejo sexual, tão vital aos seres humanos.
Já Mu, no quarto do bordel, não suportando mais, soltou o travesseiro e o jogou para longe. Depois, apoiou um cotovelo no colchão, ergueu o quadril e levou uma das mãos até seu membro, se masturbando alucinadamente.
Estava tão maluco de tesão que não demorou em gozar. Soltando um grito sufocado pelos espasmos involuntários, o ariano se derramou em suas próprias mãos, melando os lençóis da cama de Marin.
Se Shaka ainda reprimia o tesão, ouvir o grito de prazer intenso do lemuriano enquanto gozava, e o ver naquele momento tão delirante do clímax, o fez mandar tudo aos ares e sucumbir de vez aos seus desejos.
Quase ao mesmo tempo, Virgem atingiu o ápice de seu prazer tendo um orgasmo deliciosamente arrebatador! Gemeu alto, esquecendo-se até de que estava no telhado do vizinho e ao relento, e após alguns segundos de espasmos deliciosos, abriu os olhos, olhou para um céu maravilhosamente estrelado e levou a mão à boca cobrindo-a, enquanto respirava acelerado.
Então Shaka apagou seu cosmo, livrando Marin da paralisia e abafou sua própria respiração para fazer silêncio. Achou que ficando assim, calado, Mu talvez não percebesse o que acabara de fazer.
No quarto de Marin, Áries caiu de bruços nos lençóis, ainda arfante, porém agora relaxado e muito cansado.
— Sha… fica aqui… cadê você, Sha… — murmurava baixinho de olhos fechados. Queria pedir para o amigo dormir essa noite consigo, não queria ficar sozinho. Porém um fiozinho de consciência lhe dizia que tudo havia sido um sonho.
Com o rosto virado para o lado, Áries não via Marin ali, que estava do lado oposto, então pensou estar sozinho no que julgava ser seu quarto em Jamiel. Sim, tudo fora um sonho. Um excitante e delicioso sonho, por sinal.
No telhado de Touro, poucos minutos após aquela transa telepática com Mu de Áries, Shaka ficou ainda alguns minutos parado, olhando para o céu com os olhos arregalados, as mãos tapando a boca e o cabelo todo bagunçado.
Lentamente, sentou-se na laje passando as duas mãos pelo rosto, puxando toda a franja para trás, mostrando uma testa toda suada e bochechas extremamente coradas.
— Meu... Buda! Isso foi algum tipo de provação? — questionava-se e então se levantou ajeitando a túnica alaranjada, mas tornou a agachar de súbito, assustado, pois temia que algum pudesse vê-lo ali — Buda, por que me deixou fazer isso? — questionou seu tutor supremo com aflição na voz e então teleportou-se para a casa de Virgem, onde ficou por horas sentado em um cantinho de seu quarto abraçado aos próprios joelhos e com um véu indiano jogado por cima da cabeça. Parecia um montinho de roupa suja!
Enquanto isso, no Templo das Bacantes, no quarto de Marin, Mu não ouvia mais a voz de Shaka, nem sentia seu cosmo quente e envolvente. Porém já estava quase pegando no sono.
— Sinto tanto sua falta, Shaka! — murmurou baixinho.
Muito cansado, só conseguiu se ajeitar melhor na cama antes de cair definitivamente no mundo dos sonhos!
Marin, que se mantinha ajoelhada sobre o colchão, ao lado do ariano, ainda estava assustadíssima. Primeiro pelo fato da horrível experiência de ter o espírito e o corpo dominados pelo poder avassalador do cavaleiro de Virgem, segundo por ter presenciando uma cena no mínimo estranha e incomum.
Contudo, mesmo assustada não podia deixar o quarto, nem o pobre lemuriano bêbado dormindo sozinho. Tinha que ficar ali ou Saga lhe pediria explicações. E tudo que a amazona não queria era se indispor com Gêmeos, já que temia por seu irmão.
Assim, Marin engatinhou até Mu e se deitou ao lado dele. Aninhou-se nos braços do ariano e esperou o sono chegar, o que não demorou, já que ainda sentia o corpo todo dolorido e pesado devido ao golpe de Shaka.
Dormiram por horas e quando o quarto já estava quase todo iluminado pelos raios de sol que atravessavam as cortinas de tecido fino e claro, Mu despertou confuso.
Estava com uma dor de cabeça lancinante. Piscou os olhos devagar, tentando fitar o ambiente para ter noção de onde estava, quando sentiu um peso sobre seu braço direito. Quase deu um grito quando ergueu a cabeça e olhando para baixo viu a amazona de Águia deitada ao seu lado nua. Ficou ainda mais consternado quando se percebeu nu também.
Deixou a cabeça cair sobre o travesseiro — "Zeus! O que aconteceu aqui?" — pensou assustado.
De repente um sentimento de culpa e vergonha se apoderou dele. Como perdera o controle de si mesmo daquela maneira? Que quarto era aquele? Não se lembrava de nada, nem de como havia parado ali. O pouco de que se lembrava era de Afrodite conversando consigo, depois Aiolia se juntando a eles e Saga lhe trazendo um suco de frutas. A partir dai tudo parecia desconexo, nublado e confuso. Tinha apenas flashes de consciência. Via Marin lhe beijando, via a si mesmo beijando os seios dela… — "Deuses! Eu dormi com a Marin?" — pensou aturdido.
Olhou novamente para ela, adormecida em seus braços e suspirou angustiado. Sentiu vergonha de si mesmo. Não amava a moça, mas a respeitava.
Logo, as palavras do amigo virginiano lhe vieram à mente o chamando de leviano, imoral e indecente. Áries estava arrasado! Shion o ensinara que não deveria fazer sexo levianamente com qualquer um e sem amor. Deveria se guardar para alguém especial, alguém a quem amasse de verdade, e agora tudo que aprendera e que seguia a risca tinha sido jogado ao vento.
Enquanto Mu sofria ali em silêncio, Marin despertava aos poucos. Remexeu-se na cama e sentiu o peito do ariano subir e descer em ritmo um tanto quanto acelerado. Olhou para cima e viu o rosto do cavaleiro corado. Também sentiu vergonha, por si mesma e por ele. Sabia que o cavaleiro tinha sido ludibriado pelos colegas para estar ali com ela.
— Bom dia, Mu-sama... dormiu bem? — perguntou dando um sorriso para ele. Depois se sentou na cama puxando o lençol para cobrir sua nudez.
— Eu… eu acho que sim… — respondeu em tom baixo o lemuriano e depois também puxou o lençol para se cobrir.
Mal olhava para a amazona, tamanha era a vergonha que sentia. Contudo, tinha que encarar os fatos e assumir a responsabilidade de seus atos, por isso disse logo em seguida:
— Ontem nós... bem… enfim… Me perdoe, Marin, mas eu não lembro… Estou tão envergonhado! Não me entenda mal, por favor. Você é uma mulher linda! Qualquer homem seria muito sortudo por perder a virgindade com você, mas eu… bem, eu… não queria que fosse assim, sabe… Eu não faço essas coisas… olha eu…
Marin lhe tampou os lábios colocando o dedo indicador na frente deles quando o percebeu se desculpando por algo que não havia nem acontecido.
— Shiiiii… calma, Mu… espere! Ouça… não aconteceu nada entre nós… — Marin procurava um jeito de dizer o que havia acontecido sem ter que citar Shaka de Virgem. Ficar paralisada por ele tinha sido assustador demais e julgou ser melhor não mexer com ele — Máscara e Shura me compraram no leilão do Templo das Bacantes… fiquei apavorada, mas… Não me compraram para eles e sim para você! Acredite, fiquei muito aliviada. — disse sorrindo, enquanto segurava na mão do cavaleiro — Você é um homem doce e gentil, Mu! Mas… preciso te dizer a verdade! Eles te embebedaram e quando subimos demos uns amassos e bem… depois você dormiu! Ai acabei dormindo também! E… foi só isso!
Sem tirar os olhos dela e também surpreso com a história, Mu deu um sorriso de alívio. Saber que não tinha acontecido nada entre ele e a amazona lhe tirou um peso enorme das costas, mesmo que por outro lado tenha ficado ainda mais envergonhado ao saber de sua performance desastrosa.
— Jura, Marin? Então… não fizemos…
— Juro! — respondeu a ruiva rindo — Não fizemos sexo, Mu. Mas acho que você deve ter tido algum sonho, sabe… bem erótico… — continuou Marin, já que tinha que dar uma explicação para o sêmen endurecido no lençol — … porque você se mexeu muito enquanto dormia e também falou umas coisas estranhas… — olhou nos olhos verdes dele e sorriu, vendo como ele ficara vermelho de vergonha — E foi isso, Mu! Mas… se não se incomodar, gostaria de lhe pedir um favor!
Quando a amazona disse aquilo, seu semblante mudara completamente. O sorriso descontraído deixou seu rosto e em seu lugar uma expressão assustada e triste tomou as feições delicadas da ruiva.
— O que foi, Marin? Pode falar!
— Saga! — disse ela, levantando o olhar para o lemuriano — Ele não vai gostar nada disso! Não se lembra, não é mesmo? — após uma negativa do ariano, ela suspirou — Me pagaram um bom dinheiro para dormir com você, Mu-san! Não que eu queira estar aqui, nem me sujeitar aos caprichos do Gêmeos, mas… ele é o Grande Mestre e entre outras coisas! — baixou o olhar e achou melhor não mencionar o irmão. Mu era um cavaleiro muito justo e bondoso e não queria que ele se indispusesse com Saga por sua causa, já que, conhecendo o lemuriano, era bem capas de ele obrigar Saga a lhe entregar o irmão — Se Saga souber que não dormi com você ele pode querer me castigar! — já estava com os olhos marejados, só de se lembrar que o irmão poderia correr perigo.
— Shiii… calma, Marin! Está tudo bem. Eu entendi. — disse Mu, puxando a ruiva para um abraço terno — Façamos assim... eu... bem, eu acabei que sujei os seus lençóis, não foi? Não quero jamais que seja prejudicada por causa de minhas irresponsabilidades! — deu um beijo na testa da amazona de forma paternal e protetora — Diga a Saga que dormimos juntos sim. Que eu fiquei muito satisfeito. E esse será nosso pequeno segredo! Combinado?
— Obrigada… Mu-sama! — respondeu a ruiva olhando nos olhos do cavaleiro e voltando a lhe dar um sorriso tímido.
Mu retribuiu o sorriso. Sentia de fato, agora, um alivio gigantesco em saber que não tinha feito nada indevido com a moça. Porém com o alívio também viera a vergonha em saber que além de ter dormido nu com ela havia tido um sonho molhado. E o que era pior! Um sonho molhado muito do comprometedor, pois primeiro se agarrava com a Águia e depois Shaka de Virgem surgia e eles tinham uma noite quente de sexo! — "Zeus! Como fui capaz de ter um sonho tão absurdo?" — pensou ainda abraçado à Marin. Não sabia como encararia o rosto de Shaka depois daquilo.
Suspirou angustiado. Pelo menos não prejudicaria Marin. Iria manter a mentira mesmo tendo aprendido que era errado mentir, assim também ficaria livre dos colegas que pegavam em seu pé por ainda ser virgem.
De repente, pensou novamente em Shaka. O amigo ficaria extremamente decepcionado consigo, contudo não poderia deixar que a amazona sofresse por sua causa. Um dia trataria de esclarecer tudo com o virginiano e lhe contaria a verdade, que não era menos vergonhosa, por sinal! Suspirou de novo!
Pelo menos, sabendo que não se comportara como um devasso tinha a esperança de diminuir a imagem horrível que Shaka certamente teria dele quando soubesse daquela fatídica noite, em que todos pensariam que ele, Mu de Áries, desfrutara de uma bacante na tal casa de tolerância!
*A ação seguinte se passa simultaneamente à ação descrita acima e aos acontecimentos narrados nos capítulos 7 e 8.*
No quarto de Shina, que ficava ao lado dos aposentos de Geisty, Shura olhava excitadíssimo para a amazona de exóticos cabelos verdes que o provocava enquanto se remexia sensualmente na cama! Ela era dona de um corpo perfeito e escultural, porém o que a fazia mesmo tão desejada por quase todos ali no Santuário era sua fama de safada na cama! Visto que, muita de sua fama fora difundida pela língua grande e ferina de Milo de Escorpião.
Enquanto rebolava sobre os lençóis toda insinuante, a amazona olhava para Shura com um olhar provocador. Estava bem satisfeita com seu primeiro cliente. O cavaleiro de Capricórnio era lindo, gostoso, um pouco reservado, sim, mas tinha lá seu charme até nisso! Era extremamente viril e até meio rude! O que para ela era um prato cheio!
— Algo me diz que essa transa será uma das minhas melhores, meu caro espanhol! — provocou a amazona enquanto deslizava as longas unhas pelos elásticos da calcinha, dando uma risada enquanto mordia o canto dos lábios.
Em seguida, ficou de quatro sobre o colchão e engatinhando como um gato até o cavaleiro e com um olhar injetado de luxúria ergueu o corpo ao se aproximar dele, segurando seu rosto com ambas as mãos e lhe dando um beijo logo. Contudo não se ateve por muito tempo aos lábios do cavaleiro e logo se afastou novamente.
— Espero que não seja apegado a essa sua camisa! — provocou e então encaixou a unha no primeiro botão e desceu com toda a força, arrebentando todos os botões seguintes e deixando um rastro vermelho por onde sua unha passou na pele morena do capricorniano.
Olhou para os olhos do cavaleiro com uma nada convincente tentativa de inocência.
— Ops! Me empolguei um pouco, perdão querido. — disse aproximando o rosto do corpo dele.
Com uma das mãos segurou entre sua cintura e costas e percorreu com a língua o vergão que sua unha levantara na pele de Shura, até levantar o olhar injetado em desejo e encontrar os olhos libidinosos do cavaleiro, que a fitava como um predador almeja a presa.
Shina então começou a desafivelar o cinto que o espanhol usava e enquanto descia o zíper de sua calça sorriu lambendo os lábios.
— Estou louca para conhecer o poder da sua "espada"!
Shura, que até então estava quieto apenas se deliciando com aquela mulher tão sexy e safada, agarrou os cabelos dela com força e trouxe seu rosto para mais perto, dando uma lambida no pescoço enquanto sussurrava em seu ouvido.
— Ah é! Que bom! Pois é assim mesmo que quero vê-la! Louca! — puxou os cabelos dela para trás e caiu de boca em seu colo e seios, lambendo, sugando a pele e se esfregando neles.
A amazona delirava! Era louca por sexo e só de encostarem nela já ficava toda instigada!
Com um puxão nas calças dele, acabou de tirá-las e as jogou para longe, já acariciando o membro rijo do espanhol com as pontas das unhas por cima da cueca. Não esperou muito para rasgar aquele tecido incomodo de uma vez por todas com suas garras também, admirando aquele pau grosso e de um tamanho bem satisfatório! Sem conseguir desviar os olhos daquele membro molhado, Shina logo o abocanhou com desejo e luxuria, iniciando uma felação deliciosa, onde sugava, lambia, executava movimentos circulares com a língua e também massageava com as mãos.
Quando se sentia cansada ou até mesmo sem fôlego, subia para o rosto dele, não antes de percorrer seu tronco todo com a língua e atacava sua boca com beijos intensos e ardentes.
— Gostei da sua boca espanhol, que língua deliciosa! Hmmm… mas gostei daqui também! — disse mordiscando o lábio inferior dele enquanto agarrava seu pênis e dava um leve apertão — Hmmm… que delícia! — abocanhou novamente o membro para continuar a chupar com vigor.
Shura estava enlouquecendo com o boquete que recebia da amazona. Ela parecia mesmo ser experiente, mas também parecia fazer com gosto! Adorou sua atitude e ficou feliz em tê-la disputado no leilão com Aldebaran e Máscara da Morte! Afinal, tudo que Milo tanto falava dela até agora não poderia ser considerado exagero!
— Hummm… Shina… — gemia o cavaleiro olhando para baixo a vendo chupar seu pau com vontade — Aaaaahhh… que boca deliciosa!
Depois de um bom tempo se servido daquele membro apetitoso, Shina se jogou de costas na cama, num convite explícito ao espanhol, que a olhava hipnotizado.
— Está muito bela hoje, señorita Serpiente! — disse o capricorniano a observando acariciar os próprios seios e então, num gesto súbito e para a surpresa de Shina, Shura acendeu seu cosmo e usou a Excallibur, desferindo um golpe rápido, assustando a moça, mas apenas retalhando as roupas que ela usava.
— UAU! — gritou a amazona, antes de soltar uma gargalhada alta e um gemido logo em seguida.
— Eso fue por rasgar minha camisa, sua safada! — disse o espanhol e então subiu na cama deitando por cima dela a agarrando com firmeza, enquanto lhe distribuía beijos e chupões pelo corpo.
— Hummm… meu caro, Saga vai querer te matar… e o Afrodite também! Essas merdas de figurinos pertencem ao bordel! Ou pior! Vão por na minha conta! — disse Shina levando as mãos às costas de Shura, o acariciando com vigor.
— Se Saga me matar, el vai ficar sem segurança aqui… Hmmm... Algo que acho que el no vai querer, no? — disse despreocupado e então não se aguentando mais de tesão, escorregou pelo corpo dela, ergueu suas pernas, as apoiando em seus próprios ombros e a começou estimular com a língua, mostrando todo seu desejo latente.
Shina gemia e se contorcia toda. Agarrada aos cabelos dele, ela ditava o ritmo que lhe dava mais prazer e Shura delirava com toda iniciativa e desembaraço dela.
Depois de se fartar daquele corpo deliciosamente quente e voluptuoso, Shura puxou a amazona pelos quadris, pegou a camisinha que ela agora lhe oferecia, tirou da embalagem e rapidamente colocou em seu pênis para então penetra-la em urgência, iniciando logo em seguida um vai e vem frenético e cadenciado, arrancando gemidos de prazer de Shina e também gemendo ao se sentir tão apertado por ela.
— Aaaaaaaaaahhh… que delícia você, espanhol! — dizia a amazona arranhando as costas dele enquanto seu corpo era chacoalhado com fúria sobre a cama — Que pau gostoso! Aaaaahhhh… assim… vai… mais rápido!
Shura atendeu aos pedidos da fogosa amazona e a estocava com veemência! Depois de alguns minutos saiu de dentro dela, agarrou novamente em sua cintura, a girou bruscamente na cama e a colocou de quatro, maravilhado com a visão do corpo trabalhado pelos treinos, porém deliciosamente feminino. Lambeu despudoradamente o meio de suas nádegas e ao final lhe deu um tapinha sem vergonha, para logo em seguida penetrá-la novamente, forte e com vigor, fazendo a ambos gemerem de prazer. Vez ou outra o capricorniano debruçava sobre as costas dela e lhe acariciava os seios, delirando com os movimentos que ela executava pra intensificar ainda mais o prazer de ambos.
— Você parece… aaaaahhh... realmente una serpiente, mujer! — disse entre gemidos.
Shina, experiente e amante de sexo como era, empinava mais a bunda para sentir o membro do cavaleiro dentro de si. Rebolava e jogava os cabelos para os lados em êxtase. De vez em quando olhava pra trás, por cima dos ombros, provocando os instintos de Shura quando mordia os próprios lábios e lançava um sorriso safado para ele.
— Me fode com força Shura… aaaaahhh! — dizia sem parar de provocá-lo um só instante.
Para Shina, aquilo não era um programa e sim uma transa deliciosa com um homem viril, lindo e gostoso! E era ela quem ditava as regras! Por isso, intensificou os movimentos e reboladas, se contraindo com ele dentro de si até que teve um orgasmo delicioso, soltando um gemido de puro prazer, seguido de um sorrido de satisfação e êxtase. Era dona absoluta de seu corpo e o conhecia como ninguém!
Enquanto ainda sentia espasmos e contrações involuntárias, Shina percebeu que seu gozo atiçara ainda mais a libido de Shura, que lhe estocava enlouquecido. Então, sabendo que o espanhol estava quase no clímax, a amazona olhou para ele por cima dos ombros e gemeu alto o deixando ainda mais instigado.
— Shura…Aaaaaaaaaaaahhh!
— Aaaaaaaaaaaaaaaahhhh… Serpiente… aaaaaaaaaaaahhh — gemeu alto e forte enquanto se deliciava com a expressão dela de puro deleite!
— Adorei ser sua puta hoje, Shura de Capricórnio! — puxou o espanhol para um beijo e depois se levantou da cama, caminhando lentamente e nua até o banheiro. Antes de entrar, parou na porta, encostou o rosto no batente e lhe lançou um olhar sedutor — Mas… tenho certeza de que ainda não provei todo o potencial da Excallibur! — deu uma piscadinha e entrou, fechando a porta em seguida.
Shura, na cama, esticou os braços para cima, apoiando a cabeça com as mãos. Com um sorrisinho de lado, ele olhava para o teto do quarto ainda meio arfante e ofegante. Foi o dinheiro mais bem gasto de sua vida!
