Capítulo 10 – Conselho de pai

Antes que eu conseguisse ver o que houve, uma luz de cegar os olhos apareceu entre Cronos e eu, porém eu tinha certeza de que havia acertado mordecostas nele.

Atire-me para trás cobrindo meus olhos e pude ouvir Cronos dando um grito, mas não soube identificar se era de dor ou de raiva. Esperei mais uns segundos até que a luz foi enfraquecendo e eu pude abrir os olhos.

- Mas o que... – eu comecei a dizer.

Eu já não estava mais sozinha e acho que nem estava mais correndo perigo. Em minha frente estavam Percy, Annabeth, Nico, Grover e Clarisse...um momento!Clarisse?O que ela estaria fazendo aqui?Nem ao menos somos amigas para ela vir em minha defesa...Ergui-me rapidamente e olhei para o céu. Entre as nuvens eu podia ver alguns raios, será que aquela luz teria sido um raio de meu pai?Mas afinal o que está acontecendo?

- Thalia! – disse Annabeth vindo me abraçar – Você está viva!

- O que está acontecendo aqui?Onde está Cronos? – perguntei apressadamente.

- Acalme-se Thalia, seu pai já deu um jeito nele – respondeu Annabeth me soltando.

- Como assim? – meu pai derrotou Cronos?

- Seu pai lançou um raio, você deve ter visto – disse Percy me olhando – bem, agora ele está no Olimpo, os deuses vão decidir o que fazer com ele.

- Tomara que o mandem para o Tártaro de novo! – disse Clarisse nervosa.

- E você?O que faz aqui? – tudo bem, foi uma pergunta indelicada, afinal ela havia acabado de vir me ajudar.

- Devia ser mais agradecida filha de Zeus!Eu vim para ajudar a derrotar Cronos! – ela dizia orgulhosa, como se pudesse derrotar qualquer um.

- Bem, então obrigada por vir – eu disse.

- Fique claro que eu não vim por você garota – ela disse rispidamente.

Preferi não falar nada, afinal eu tinha coisas muito mais importantes em jogo.

Antes que dissesse mais alguma coisa vi o olhar desesperado de Annabeth na direção que eu menos queria olhar. Sabia que ela estava vendo o corpo de Luke, meu coração se apertou e toda a raiva fora substituída pela dor.

Ela correu para o corpo e eu cai de joelhos, larguei a espada no chão e deixei as lágrimas caírem novamente.

Grover correu até Annabeth e Percy veio em minha direção.

- Thalia... – ela parecia com medo de falar comigo.

Então sem pensar eu o abracei e comecei a chorar ainda mais, sentia que nem se chorasse pelo resto da minha vida eu iria conseguir expressar a dor que estava sentindo. Então como um pesadelo, os últimos momentos de Luke me passaram na cabeça. Ele dizendo que me amava quando estava a beira da morte, dizendo que não queria me ver sofrer e em seguida fechando os olhos. Eu queria me enterrar em algum lugar e ficar lá para sempre até chegar a minha hora.

- Eu sinto muito – disse Percy.

- Eu sei – murmurei soltando-me dele – obrigada Percy.

Logo Annabeth veio e me abraçou, ela estava se debulhando em lágrimas, o que sinceramente não me ajudou em nada no momento, porém eu duvidava de que ela estivesse sofrendo tanto quanto eu.

Levantei-me e pude ver Clarisse, ela estava com pena de nós?Seus olhos não eram mais frios como antes, ela parecia sensibilizada com a situação.

- Vamos até o Olimpo – disse Grover segurando meu braço.

Assenti e todos nós seguimos até o elevador.

Seguia caminhando pelo Olimpo totalmente distraída. Estava tão abalada que nem ao menos conseguia prestar atenção na beleza da paisagem a minha volta.

Assim que entramos no grande palácio pude ver Hermes ajoelhado ao lado do corpo de Luke, o mesmo estava coberto por um pano preto e eu agradeci por não ter que ver o rosto de Luke frio e sem vida.

Ergui o olhar e encontrei os olhos de meu pai. Ele parecia tentar me confortar com seu olhar, mas nem isso me animou.

- Thalia, minha filha – chamou meu pai – venha comigo.

Eu assenti e o segui para fora do palácio.

Quando chegamos a um jardim, que era muito lindo, ele parou e me olhou.

- Eu sei que deve estar sofrendo – ele começou – mas precisa seguir sua vida minha filha.

- Pra você é fácil dizer pai, é um deus – falei o encarando.

- Thalia, não pense que não sei o que é perder alguém, esqueceu que já perdi muitos filhos?

Eu não respondi.

- Eu senti o mesmo que esta sentindo agora quando você morreu – ele me disse sincero.

Senti lágrimas escorrerem novamente pelo meu rosto.

- É muito difícil pai...não sei como superar – desabafei enxugando as lágrimas.

- Querida – ele me abraçou – não quero vê-la sofrendo.

Eu fiquei surpresa pelo abraço, mas o retribui e continuei a chorar. Era uma sensação estranha estar buscando consolo no colo de meu pai, um deus.

- Pai, obrigada.

- De nada minha filha, apenas tente superar isso e não se esqueça de que irei ajudá-la no que eu conseguir.

- Obrigada.

Passado alguns segundos, me acalmei e me pai me soltou.

- Ártemis ofereceu novamente um lugar nas Caçadoras – ele falou.

- Não sei se irei conseguir ser caçadora de novo – ainda estava com raiva por Ártemis não ter acreditado em mim.

- Mas acho que deveria procurar algo a que se ocupar, não quero que fique chorando todo dia.

- Vou pensar na proposta pai, mas não irei dar uma resposta agora – falei suspirando – vou para o acampamento, passar um tempo com meus amigos, preciso refrescar a cabeça.

- Claro, se é essa sua decisão. Agora venha, precisa descansar.

Não me lembro ao certo de quando cai no sono, a única coisa que sei é que já era de manhã e eu estava em meu chalé.

N/A:Oiie pessoal!

Não se desanimem!O sofrimento da Thalia vai acabar logo logo!Tenho uma surpresa muito legal para vocês!

Obrigada pelas reviews!Valeu de coração pessoal! *-*

Espero que tenham gostado do novo capítulo!Prometo que o próximo saira logo!

Bjonas!