Nossa, já estamos no 10º capítulo! Eu nunca imaginei que essa história fosse chegar tão longe, até porque originalmente ela era uma oneshot! Mas nem tudo sai como nós imaginamos, não é? Ela virou uma longfic e tem muitos leitores! Estou muito feliz por isso! Obrigada a todos que tiram alguns minutos preciosos do seu dia para lerem essa minha história! Saibam que eu a escrevo com muito carinho! Bem, agora tudo começa a fazer sentido e Bobby finalmente entrará na história! Rsss! Espero que gostem!
PS: Prometo não demorar mais para postar!
Os dois olharam para Dean assustados. Nenhum deles esperava que ele estivesse ouvindo tudo. Com medo de perdê-lo, Castiel tentou se explicar:
Castiel: Deanno, não é nada...
Dean: Não se preocupe, Cas. Eu sei que você é inocente. Desde que te deixei sozinho com o Sam no nosso quarto e, quando voltei, você estava daquele jeito que fiquei desconfiado. Então fingi que ia no banheiro para ver se confirmava minhas suspeitas. Meu problema é com o Sam. O que deu em você pra me trair desse jeito, Samuel? Eu sou seu irmão, caramba! Como você pôde fazer isso comigo?
O caçula dos Winchester contornou a mesa e foi até os dois enquanto esticava o braço para tocar no rosto de Castiel ao mesmo tempo em que falava com um sorriso malicioso nos lábios:
Sam: Ah, Dean! Achou que eu não ia notar o que você viu nesse anjinho delicioso?
Dean (batendo na mão de Sam): NÃO OUSE TOCÁ-LO! Ou então eu te arrebento!
Sam: Nossa, quanto ciúmes! Deixa de ser tão nervosinho, maninho! Vamos dividir o anjo! Aposto que ele ia gostar!
Dean: Desgraçado!
As palavras do irmão fizeram Dean perder o resto de controle que ainda tinha e, sem poder se conter, ele desferiu um soco no rosto do mais novo, que se virou com a força do golpe e caiu sobre a mesa atrás de si. Ao mesmo tempo, Castiel observava a cena e, ao encarar os olhos do cunhado antes do soco, notou algo que ainda não tinha visto. Uma coisa que Dean não viu e nem poderia ver. Preocupado, ele segurou o namorado, evitando que ele fosse para cima de Sam novamente e falou:
Castiel: Temos que sair daqui agora!
E assim, ele os teleportou direto para o Impala. Os dois estavam sentados em seus lugares de costume no banco da frente. O anjo apenas encarou o namorado e disse:
Castiel: Deanno, nós temos que ir para a casa do Bobby agora. Eu só te trouxe para cá porque sei que você não ia querer ir embora sem seu carro. Mas temos que sair daqui imediatamente.
Dean: O que está acontecendo, Cas? Porque você resolveu me tirar de lá de repente?
Castiel: Liga o carro que eu explico, Deanno. Por favor.
Dean: Está bem, anjinho, mas eu preciso da minha mochila que ficou no motel.
Castiel: Sem problemas. Eu vou buscar.
Em segundos, o moreno sumiu e voltou com a mochila do loiro nas mãos, que ele tirou dos braços de seu anjo e jogou no banco de trás enquanto falava:
Dean: Obrigado, anjinho, mas antes de irmos, tem uma coisa que precisamos discutir.
Castiel (olhando para fora): Nós discutiremos no caminho, Deanno. Sam está vindo para cá.
Dean (ligando o carro): Certo. Vamos.
Assim que tomaram distância do caçador mais novo, Castiel voltou a falar:
Castiel: O que você queria discutir, Deanno?
Dean: Como falaremos de nós para o Bobby. Ele ainda não sabe, lembra?
Castiel (sem graça): Eu tinha esquecido. Eu não sei como fazer isso, Deanno.
Dean (com um sorriso doce nos lábios e olhando para Cas): Ah, não fique assim, anjinho! Por mais que eu te ache lindo envergonhado, não quero que fique assim. Relaxa. Nós daremos um jeito. Vamos sentar diante daquele velho doido e sermos francos. Só isso.
Castiel (sorrindo no final): Está bem. Vamos fazer isso então, mas você me acha lindo quando estou envergonhado?
Dean (sorrindo e bagunçando o cabelo de Castiel no final): Eu te acho lindo de qualquer jeito. Até assim!
Castiel (gargalhando): Dean! Para com isso!
Dean (rindo): É muito bom de ver rir assim, anjinho.
Castiel: Só você me faz rir desse jeito, Deanno.
Dean: É bom saber disso também. Mas você ainda não explicou porque nos tirou do restaurante daquele jeito.
Castiel: Bem, antes de você dar aquele soco no Sam, eu vi uma coisa nos olhos dele.
Dean (confuso): Que coisa? Eu não vi nada.
Castiel: E nem poderia, amor. Só anjos podem ver isso.
Dean (ainda mais confuso): Como assim? O que você viu nos olhos do Sam afinal?
Castiel: O brilho de um feitiço.
Dean: Que? Explica isso melhor, Cas!
Castiel: Quando um anjo enfeitiça um humano, esse feitiço deixa um brilho no olhar dele que só outro anjo consegue enxergar. Eu não havia notado o brilho no olhar do Sam antes, porque desde que ele começou a me assediar que eu não consigo encará-lo, mas hoje, durante a briga de vocês, eu vi.
Dean (com raiva): Então um maldito anjo enfeitiçou meu irmão para ele dar em cima de você?
Castiel: Infelizmente sim. Sinto muito, Dean. Eu te avisei que que meus irmãos iam fazer alguma coisa para nos separar.
Dean: Eu sei, Cas. Mas não imaginei que eles fossem usar meu irmão para isso. Desgraçados!
Castiel: Bem, como você já sabe de tudo, eu tenho que lhe contar que Sam não se ateve apenas a me assediar.
Dean (nervoso): Como assim, Cas? O que mais o Sam fez contigo?
Castiel (constrangido): Quando você nos deixou sozinhos no quarto, ele me forçou a ficar nu na frente dele.
Dean: O que? Eu não acredito nisso! Como ele te forçou?
Castiel (constrangido): Ele ficou puxando o lençol que me cobria. Eu o puxei também, pedi que ele parasse e ele jurou que pararia se eu deixasse ele me ver nu. Então eu deixei e logo depois você abriu a porta. Ele voltou correndo para a poltrona e eu me cobri de novo e enxuguei as lágrimas que estava derramando antes de você entrar. Me desculpe, Deanno. Eu não queria ter feito isso. Me senti mal por me despir diante de alguém que não fosse você, ainda mais seu irmão.
Dean: Não precisa se desculpar, anjinho. Sam te obrigou. Mas eu juro que se ele não estivesse enfeitiçado, eu daria uma surra nele! Te assediar, te fazer ficar nu diante dele e ainda te fazer chorar! Ele não parece mais o Sammy! Aliás, como se quebra esse feitiço?
Castiel: É por isso que estamos indo para a casa do Bobby. Uma vez eu vi um livro lá que deve ter um contrafeitiço adequado para isso.
Dean (triste): Espero que esse livro nos ajude mesmo. Eu quero o meu irmãozinho de volta.
Comovido com a tristeza de Dean, o anjo enlaçou o braço direito dele com o seu esquerdo e apoiou seu rosto no ombro direito dele. O caçador sorriu diante do carinho de seu moreno e, antes que pudesse dizer qualquer coisa, escutou a voz rouca que tanto amava falar:
Castiel: Fique tranquilo, Deanno. Eu trarei seu irmãozinho de volta. Eu prometo.
Não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!
