Capítulo 9 – A Sessão Restrita.
- Finalmente você saiu da ala hospitalar, Bones!
Um grupo de meninos falavam com Rodolfo que tinha a cabeça enfaixada e um pé quebrado.
- Madame Mary disse que meu pé já está cem por cento bom, mas não sei não. Acho que vou morrer...
Tom tomava seu café da manhã e revirou os olhos ao ouvir tal coisa.
- Que nada, cara! Você é forte.
- É... espero que sim. Já a minha cabeça está doendo demais e ela disse que pode demorar um pouco.
- Não dá para causar mais dano do que já tem. – Tom falou ainda comendo e olhando para frente.
- O que disse, nanico? – Bones mancou até ele e o encarou furioso. – Nada me tira da cabeça que VOCÊ causou isso.
- Ora Rodolfo! – um dos meninos o segurou. – Ele é só uma criança! Como iria fazer aquilo sem ninguém ver ou ouvir? Sem falar que até pouco tempo ele nem sabia segurar uma varinha e agora ia te jogar uma azaração?
- É Rodolfo...calma.
- Ele é o garoto mais inteligente do colégio! Aposto que saberia perfeitamente o que fazer. – o olhou de forma fulminante ao que Tom retribuiu.
- E todos agora gostam dele. Você não pode machucá-lo se não ganha uma detenção na hora.
- Você ainda me paga, queridinho dos professores. Me paga. – Tom nada disse. Ficou observando-o se afastar.
Voltou a comer calmamente sua refeição e então uma enxurrada de corujas entrou no salão carregando diversos papéis no bico ou então na pata.
Não levantou os olhos, pois sabia que Hel não iria descer trazendo carta alguma. Quem iria escrever para ele?
Mas para sua total surpresa uma coruja branca parou a sua frente.
- Xô! Sai daqui. – abanou com a mão, mas a coruja bateu as asas parada no mesmo lugar e começou a comer sua comida. – Vai procurar seu dono! Sai daqui! – disse enfurecido.
Ela ergueu a cabeça irritada e estendeu a perna. Tom já ia pegar sua varinha para acabar com aquele incômodo, quando notou na parte de remetente da carta que estava presa à pata da coruja, a palavra "orfanato".
Tom congelou. Às vezes quase esquecia do lugar que morou e teria que voltar todos os verões. Na verdade, queria incrivelmente esquecer.
Apanhou a carta e ficou olhando pensativamente para a escrita "A Tom Riddle, Hogwarts".
Será que haviam descoberto o que fizera no jogo e o expulsaram? Teria que voltar para aquele lugar horrível e se tornar mais um infeliz órfão?
Não. De jeito nenhum voltaria. Nem que precisasse se tornar um foragido, sumir com sua varinha, mas não voltaria para lá e nem deixaria o mundo novo que conheceu. O seu mundo.
Evitando que suas mãos tremessem, abriu o envelope e leu o que tinha na carta.
"Riddle,
Eu havia enviado uma carta para o diretor de sua escola Armando Dippet, informando que seu lugar no orfanato havia sido preenchido e que estávamos sem espaço. Ou seja: você não poderia voltar para cá no verão."
O coração de Tom disparou. Não sabia interpretar de início se isso era bom ou ruim. Não precisaria voltar para lá! No entanto...onde ficaria então?
Continuou:
"Ele, porém, nos informou que isso era um despropósito e que havíamos concordado que você deveria voltar aqui todo verão até alcançar a maioridade. Tive que me dar por vencida e separamos um quarto para você no porão. Não é pequeno ou úmido como deve estar pensando. É até bem espaçoso para você.
Até,
Eleanor Cole."
- No porão? – Tom amassou a carta com força.
Como eles poderiam ter a ousadia de colocá-lo no porão?
A vontade era de matar a todos, mas sabia que não tinha essa capacidade...ainda.
Rasgou a carta e jogou dentro de seu cálice que continha um resto de suco de abóbora.
Levantou-se para ir para sua primeira aula do dia e esquecer o que tinha lido. Um dia todos o tratariam bem, iriam respeitá-lo e temê-lo. Esses eram seus pensamentos reconfortantes.
O dia se passou de forma demorada, ainda mais após a tediosa aula do professor Binns. Parecia que falava para si mesmo e não notava os alunos ali. Não se admiraria se um dia ele morresse e voltasse para dar aulas sem perceber o que aconteceu.
Finalmente era aula de Poções. Uma das aulas que Tom mais gostava.
Em primeiro lugar era Defesa Contra as Artes das Trevas, em segundo, apesar do professor, Feitiços e por último a aula do professor Slughorn.
- Bom dia a todos! – o sorridente e simpático bruxo cumprimentou-os. – Hoje vamos fazer uma simples, mas com muitos ingredientes, então é um tanto quanto complicada, tudo bem? Peguem seus caldeirões.
Como de costume, Tom conseguiu com sucesso, preparar sua poção e arrecadou mais pontos.
- Muito bem, Riddle! Parabéns aos outros também. – a sala esvaziou-se, mas Tom continuou sentado.
- Há há! Como era de se esperar, não é meu rapaz? – Slughorn sentou em frente a sua mesa e pôs os óculos. – Muito bem, o que quer saber a mais?
- Na verdade professor, é algo que eu vi em um livro da biblioteca. O que é bezoar?
- Ahh, bezoar é algo que parece uma pedra e pode ser usado em quase todos os tipos de veneno. Mas ainda não é matéria para o primeiro ano. Só o sexto.
- Entendo. E bezoar líquido? Eu estava lendo e não tinha muitas informações.
- Bem, é um pouco mais complicado e não sei bem se devo falar com você sobre isso... – o professor ficou vermelho e desviou o olhar.
- É perigoso?
- Bem, um pouco sim. Por que quer saber sobre isso?
- Sou um curioso e bem... – fingiu constrangimento. – eu estive pensando e não é nada bem certo, sabe? Ainda tenho 4 anos para pensar mas...eu acho que quero ser um mestre de poções quando me formar.
- Ora! Isso é maravilhoso! – o rosto rechonchudo do homem iluminou-se.
- Foi graças ao seu talento e dom para ensinar que me causou essa vontade.
Slughorn ficou ainda mais escarlate.
- Bom, eu... mas, mesmo assim eu não poderia permitir que avançasse tanto e preparasse coisas perigosas.
- Não! Não iria preparar. Apenas estudar a teoria, entende? Eu acredito que os livros são bastante úteis e muitas vezes melhores que a prática.
- Hum...se for mesmo só para estudos.
- Claro que sim. – Tom sorriu percebendo que já conseguira.
- E como eu poderia ajudar? Dando aulas extras? – ele se animou.
- Não exatamente. – falou de forma cuidadosa. – Como eu disse, a biblioteca muitas vezes não tem todas as informações e ouvi dizer que pode se achar sobre isso, bezoar líquido, na sessão restrita.
- A Sessão Restrita... – Slughorn coçou o queixo. – Não sei...lá não tem apenas sobre isso, entende? Tem coisas realmente... – abaixou a voz. – das trevas.
Os olhos de Tom brilharam, mas rapidamente disfarçou seu contentamento e fez um sinal de surpresa.
- Ah não, não! Eu jamais iria mexer nessas partes. – seu corpo tremeu como que arrepiado por algo medonho. – Não, não...eu...sou meio medroso para essas coisas, se é me entende. – sorriu de lado e baixou os olhos como que com vergonha do que declarou.
- Ahhh eu também, meu jovem! Eu também. Temos muito em comum! – parou um instante para pensar e depois sorriu. – Então tudo bem. – começou a escrever em um papel que entregou para Tom.
- Tem prazo de expiração?
- Não. Você acha que eu daria limites para meu melhor aluno que quer ser mestre de poções? Claro que não! – gargalhou novamente segurando a barriga enquanto continuou olhando a permissão escrita.
- Claro que não. – repetiu as palavras dele e sorriu. – Bem, obrigado professor.
- De nada rapaz.
Tom saiu e calmamente foi para sua próxima aula, pensando que as coisas começavam a ir de bom a melhor.
Olá pessoas. Desculpe a demora, mas apareci!
Cara, que emoção. Tem mais uma leitora rsrsrs. Achei que eu só ficaria com duas para sempre (não que eu esteja reclamando de vocês, meninas. Fico muito feliz de vocês estarem acompanhando minha fic ^^).
Bem, eu não tenho muito o que falar e tenho que ir estudar latim e ler Edgar Allan Poe para aula de Teoria Literária, então, vou logo aos finalmentes:
LadyProngs24 - rsrsrsrs verdade. Tirei a ideia dela mesmo. A diferença é que a Hermione não deixaria ninguém se machucar feio, já o Tom... rs
Ah que legal ^^ Vou ver se escrevo então para te homenagear por ter me acompanhado nessa fic que ninguém, além de você, Julia e agora Gabriela, lê.
Ah...mas você poderia ser a nova esposa de um casamento de 20 anos :D Pense nisso rs.
Julia P. Black - Sim, o Tom premedita cada maldade dele. Tem uma cena na fic três que eu estou LOUCA para escrever. Muito ansiosa mesmo, mas é só no final e eu ainda to na metade...
Eu também queria ter me visto invadindo o show! rsrsrsrs
Ah que ótimo. Imagina, além de todo problemático, mau e tal, ainda por cima é bipolar rsrsrsrs.
Eu também gosto da característica robô. É mais interessante, já que não é algo que se vê todos os dias.
Gabriela S2 - Pode deixar que eu não vou parar! Mesmo que ninguém leia, eu sou teimosa! Vou postar tudo.
Beijos pessoas. Até semana que vem.
