Traduzido por Seffora Ingrid

Revisado por Beatriz

Betado por Johana

Pause - Pausa

Carlisle notou o rosto de quem tinha chorado, mas ele não perguntou a ela sobre isso, temendo que ele pudesse perturbá-la novamente. Isabella forçou um sorriso para ele e caminhou para dentro da casa.

"Estou muito feliz em ouvir isso." Ela sussurrou. "Esme está bem?"

Carlisle assentiu. "Vá ver por si mesma."

Ele abriu a porta para ela, sorrindo para a esposa. Ele estava tão feliz, ele se sentia tão realizado. Apenas olhando para as duas razões da sua existência enchendo seu coração com tanta alegria. Esme encontrou seus olhos e sorriu com lágrimas nos olhos. Seu filho estava aninhado no berço acolhedor de seus braços, e ela nunca tinha se sentido mais completa.

Isabella imediatamente relaxou com a visão deles. Seus ombros caíram, e um suspiro de alívio escapou de seus lábios. Ela iria esquecer Edward. Pelo menos, por enquanto. Esme e o bebê estavam bem. Ela não podia pedir mais.

"Você está acordada." Sussurrou Isabella, andando mais perto da cama.

Ela notou que Victoria estava longe de ser vista, então Isabella assumiu que ela já tinha saído.

Esme sorriu. "Tenho medo de esta pequena coisa poder desaparecer quando eu acordar." Ela olhou para o bebê, o precioso menino, e deu um beijo carinhoso na sua pequena testa. O bebê choramingou e depois voltou a dormir. Uma lágrima solitária deslizou pela bochecha de Esme.

Carlisle deu um beijo no topo de sua cabeça e acariciou a mãozinha de seu bebê. "Eu irei dizer a todos. Eles ficarão tão felizes como nós estamos." Disse ele, deixando a sala.

Isabella pegou um banquinho no canto da sala e trouxe-o perto da cama. "Ele é tão pequeno." Ela sussurrou com um sorriso. "E bonito. Ele lembra você.

Esme riu. "Eu acho que ele se parece mais com Carlisle. Ele tem o seu nariz e queixo. Ele tem o cabelo loiro, também."

"Mas ele tem suas sobrancelhas, lábios e testa." Isabella apontou, acariciando delicadamente a cabeça loira do bebê com a mão trêmula.

Ela nunca tinha visto um bebê tão pequeno. Na verdade, ela nunca tinha visto um bebê. Era uma visão tão maravilhosa, que derreteu o coração e trouxe lágrimas de felicidade aos seus olhos. Ela desejou que ela pudesse sentir a imensa alegria de ver mãe e filho juntos, mas ela não podia. Apenas uma parte de sua mente estava focada no presente.

Ela retirou a mão do bebê e olhou para Esme. "Eu sinto muito."

"Por que você está arrependida?" Esme perguntou confusa. "Você não fez nada de errado, Isabella."

"Sim, eu fiz. Eu ... eu a lembrei de seu pai. Eu não deveria ter perguntado sobre o passado. Foi errado da minha parte fazer uma coisa dessas." Sua voz tremeu quando ela continuou. Ela respirou fundo, tentando manter as lágrimas.

"Não, Isabella." Esme balançou a cabeça, pegando sua mão. "Não se culpe! Eu te disse, porque eu queria."

"Eu estava com tanto medo quando você me disse que estava dando à luz. Eu estava com medo que eu tinha feito você entrar em trabalho de parto por ter perturbado você." Disse Isabella, erguendo os ombros.

Esme riu. "Oh, não! Isabella, você não fez nada de errado. Sim, eu fiquei triste, por causa do meu pai. Mas, eu esperava para qualquer hora o nascimento então não foi nenhuma surpresa que o bebê decidiu vir agora." Ela apertou a mão de Isabella carinhosamente. "E se o que você diz é verdade, então eu tenho que agradecer a você. Você o trouxe mais cedo em nossas vidas."

Isabella levantou as sobrancelhas, surpresa. A culpa que sentia desapareceu imediatamente. "Posso segurá-lo?"

"Claro."

Esme o colocou suavemente nos braços de Isabella, cuidando para não acordá-lo. Seus pequenos lábios rosa se contraíram um pouco, mas um segundo depois, seu rosto tornou-se pacífico mais uma vez. Isabella o trouxe para mais perto de seu rosto e sorriu. Ele era um lindo bebê.

"Olá, querido." Ela sussurrou. Suas bochechas estavam rosadas e pedindo-lhe um beijo. Sempre muito gentil, ela se inclinou e apertou seus lábios suavemente na sua carne quente. "Bem-vindo a este mundo."

Esme assistiu-os da cama, sentindo-se exausta. Seus olhos estavam caídos, mas ela não queria dormir. "Seu nome será Anthony. Você sabia que o nome do meio de Edward é Anthony?"

Isabella apertou os lábios. "Não, eu não sabia."

"Carlisle e eu concordamos com nome do nosso bebê Anthony. Nós sempre pensamos que é um nome bonito."

Isabella assentiu, mas seus olhos estavam olhando para o espaço. Ela deu outro beijo na testa do bebê, e, em seguida, deu-lhe de volta para sua mãe. Assim que ele deixou seus braços, ela de repente perdeu o seu calor e sua expressão pacífica.

"O que aconteceu, Isabella?" Esme perguntou, franzindo a testa em preocupação. "Você parece abandonada."

Isabella suspirou. "Isso não importa, Esme."

"Eu estou aqui se você quiser falar com alguém. E essa tristeza que eu vejo em seus olhos importa."

Isabella encontrou seu olhar por um segundo. "Edward e eu brigamos. Foi muito feio."

"Oh, Isabella!"

Ela não diria a Esme sobre a causa de sua luta. Seria aborrecê-la, e Isabella não poderia estragar esse momento para ela.

"Tenha fé que tudo vai voltar ao normal dentro de alguns dias." Disse Esme.

Isabella conseguiu um pequeno sorriso. "É melhor eu ir. Está ficando mais escuro, e eu tenho medo de não encontrar o meu caminho de volta para o castelo. Boa noite, Esme. Boa noite, bebê."

"Vejo você amanhã." Esme murmurou, desejando que ela pudesse dizer qualquer outra coisa que iria animar Isabella para cima.

Isabella fechou a porta atrás de si e deixou a casa de campo, andando fora para o ar frio. Ela colocou os braços ao redor de seu corpo. Seus passos foram guiados pela luz da lua cheia, pairando acima dela. Ela estava tão absorta em seus pensamentos, que ela não percebeu que alguém estava olhando para ela a partir de uma janela.

Edward viu sua caminhada para fora da casa de Esme. Carlisle lhe contara sobre seu bebê, assim, ele sabia por que Isabella tinha ficado tanto tempo no interior. Ele a observou a partir do momento em que ela entrou na casa, até agora. Ele ficou tentado a descer e falar com ela.

O que ele poderia dizer a ela? Que ele sentia muito, mas ele quis dizer o que ele disse? Não iria agradá-la. E ele nunca pediu desculpas antes. Ele não sabia se ele queria começar agora. Mas a necessidade inexplicável de segurá-la nos braços dele e beijá-la era esmagadora - tanto quanto a necessidade de vê-la sorrir novamente.

Sem dar ao assunto um segundo pensamento, Edward abriu a porta. Ele estava no primeiro andar, quando ouviu a voz dela.

"Eu estava pensando que você pudesse preparar outro quarto para mim." Sua esposa sussurrou para alguém. Ele tentou ver com quem ela estava falando e viu Irina, uma de suas servas.

A mulher parecia atordoada. "Um, é claro, Milady. Há um outro no segundo andar. Você gostaria disso?",Pperguntou ela, embora sua voz soava confusa.

Edward franziu o cenho. Isabella quis dizer o que disse. Ela estava indo dormir em outro quarto.

"Sim, obrigado. Você acha que vai demorar muito tempo?"

Pelo que podia ver a partir do topo da escada, ela estava deliberadamente ignorando a curiosidade de Irina.

De repente, ele queria descer e despertar alguma razão nela.

"Nenhum, Senhora."

"Bom." Isabella sorriu um pouco a Irina.

A serva correu por ela para ir pegar o que ela precisava. Enquanto isso, Isabella sentou em um dos bancos no fim da mesa. Ela descuidadamente traçou o contorno da mesa com um de seus dedos.

Sua mente se desviou para a promessa de Edward para que ela pudesse cavalgar. Será que ele falou com Eric sobre os cavalos, especialmente depois do que aconteceu? Ela esperava que ele tivesse falado, por que ela não tinha mais nada para fazer por aqui. Ela ansiava por um passeio, para sentir o vento acariciando seu rosto, para se sentir livre e desinibida.

Uma lasca de madeira entrou em seu dedo, quebrando-a para fora de seu devaneio. "Ai!"

Ao som de sua voz, Edward desceu as escadas. Isabella olhou para cima e apertou os dentes.

"Deixe-me ver." Disse ele.

"Eu posso controlar."

Ele tomou o assento na frente dela e agarrou-lhe a mão, ignorando sua recusa. Ela tentou pegá-la de volta, mas seu aperto aumentou. Ela não tinha escolha a não ser render-se com uma carranca. Seus dedos eram gentis e quentes, fazendo-a nervosa.

Ela mordeu o lábio com o estranho silêncio desconfortável que fez presente. Seu hálito quente em sua palma estava distraindo-a.

Irina entrou na sala e corou assim que os viu. Ela passou correndo por eles e subiu as escadas. Edward a ignorou, sua atenção exclusivamente sobre Isabella.

"Você está dormindo em outro quarto." Ele disse, quebrando o silêncio.

"Você me ouviu falar?"

"Eu ouvi." Sua resposta a fez desconfiar. Ele olhou por cima de seus dedos e encontrou seus olhos curiosos. "Você não tem que mudar de quarto."

Ela esperava que ele continuasse, para dizer a ela o que ela realmente queria ouvir. Mas ele não o fez. Decepção subiu em seu corpo, e ela abaixou a cabeça, evitando o olhar dele.

"Eu quero um tempo sozinha, Edward. Preciso pensar sobre tudo o que você me disse. Tenho que tentar compreendê-lo, mas é tão difícil." Ela sussurrou.

Ele pegou a lasca de sua mão, e então ele levou-a aos lábios, surpreendendo-a. Ela olhou com admiração quando ele beijou as costas da mão. Então ele se levantou e se virou.

"Boa noite."

"Boa noite? É isso? Isso é tudo que você tem a me dizer?" Ela ergueu as sobrancelhas, surpresa. "Eu pensei ... Eu pensei que você estava indo para ... Esqueça, Edward. Boa noite para você, também."

"Você disse que queria um tempo sozinha, Isabella. Eu não posso forçá-la a dormir no mesmo quarto comigo quando você obviamente não quer. Eu não vou retirar o que eu disse, e eu duvido que você faria isso, tampouco."

Eles olharam um para o outro um pouco mais, até que ela concordou. De repente, ele desejou que ela a tivesse beijado. O pensamento o surpreendeu. Por que ele iria querer uma coisa dessas? Mas ele queria sentir seus lábios macios contra ele mais uma vez, antes de ir para a cama e deixá-la sozinha. Isabella parecia alheia à batalha que ocorria dentro de sua cabeça.

Quando eles finalmente chegaram ao segundo andar, ele se virou para ela.

"Isabella?"

"O quê?"

Ela levantou uma de suas sobrancelhas. Tomando-a de surpresa, ele agarrou seu rosto com ternura, abaixando a boca para a dela. Ela suspirou baixinho quando seus lábios se encontraram, e todo o seu corpo relaxou. Antes que ela pudesse aprofundar o beijo , Edward se afastou, e os seus olhos encapuzados perfuraram os dela por um par de segundos. Uma de suas mãos agarrou uma das suas, e ele podia ver as questões remanescentes em seu olhar. Sem dizer mais nada, ele deixou cair as mãos de seu rosto, virou-se e subiu as escadas. Isabella ficou olhando para ele, piscando. Seus dedos tocaram os lábios e perguntou sobre o que aquele beijo tinha sido.

Ela quase não dormiu um piscar de olhos, a pensar em quantas coisas mudaram em menos de um dia. Ela virou e revirou a noite toda. Por volta da meia-noite, ela finalmente admitiu para si mesma que ela tinha esperado a noite inteira que Edward viria a ela. Mas, isso não aconteceu, então ela passou o resto da noite tentando esquecer sua decepção. Ela estava com raiva de si mesma por pensar nisso. Depois de tudo o que ele tinha dito a ela, ela não devia sequer pensar no seu nome. Quando o sol nasceu na manhã seguinte, ela estava exausta.

"Isso é ridículo!" Ela sussurrou para si mesma.

Ela provavelmente teria ficado contente de saber que Edward mal teve um pouco de sono, também. Ele olhou para o teto durante toda a noite, sem conseguir dormir. Seu doce perfume ainda estava nas almofadas e entre os lençóis. Toda vez que ele cochilou, as imagens de Isabella começaram a correr através de sua cabeça, e o sono lhe escapava por completo. O pensamento de entrar em seu quarto surgiu em sua mente um par de vezes, mas ele rejeitou-o imediatamente.

O café da manhã foi estranho e desconfortável. Pelo menos, no início. Os soldados estavam extremamente conscientes da situação tensa entre Isabella e Edward, então eles tentaram aliviar a atmosfera na sala, brincando um com o outro e contando histórias engraçadas sobre as desgraças uns dos outros.

"Quando a gente lutou com as Dwyers no verão passado, uma mulher de seu clã atirou uma flecha bem no traseiro de Laurent." Um dos soldados riu, batendo a mão contra a mesa. "Você deveria ter visto a cara dele quando viu seu atacante. Nenhum de nós pensou que a mulher seria capaz de realmente bater-lhe, mas ela surpreendeu a todos, quando ela fez."

"Você a viu, mas você não a impediu?" Isabella perguntou, a história capturando a atenção dela.

"Sim." O mesmo homem descaradamente admitiu. "Todos nós fizemos." Todos eles riram, mas Isabella não conseguia esconder sua expressão de choque. "Laurent não estava gravemente ferido, Milady."

"Eu tenho uma cicatriz para me lembrar dela para sempre." Laurent suspirou, o que representa um enorme sorriso.

"E orgulho ferido, também." James riu, ganhando um olhar de seu amigo.

Depois do café, Edward andou para fora, ignorando-a. Isabella descartou a sua insolência. Ela queria dar um passeio pela floresta e, mais tarde, ela iria falar com Eric. O tempo parecia bom hoje, e ela queria tirar proveito disso. Um cavalo se encaixava maravilhosamente nesse plano.

Mas, seu humor caiu assim que ela passou por um casal de mulheres. Elas começaram a sussurrar entre si, olhando para ela como se ela fosse doente mental. Ela endureceu sua espinha, mostrando-lhes que não se importava o que elas estivessem pensando sobre ela. Ela não pôde deixar de ouvir o que elas estavam dizendo, no entanto.

"O proprietário de terras a expulsou de seu quarto de dormir." Uma delas murmurou.

"Talvez ela não o satisfaz na cama." A outra riu descaradamente.

"Você acha que ela realmente dormiu com ele?"

"Eu faria se eu fosse ela."

Isabella franziu o cenho. As mulheres claramente não sabiam que ela podia ouvi-las. Ela parou na frente delas.

"Eu suponho que vocês não tem nada melhor para fazer." Disse ela com um olhar severo.

Seus olhos se arregalaram, e elas rapidamente saíram de sua vista. Parecia que todos sabiam. Ela deveria saber que Irina não iria manter a boca fechada. As mulheres gostavam de fofocas, e era isso. Todo o clã deve ter descoberto até agora. Ela engoliu em seco e tentou agarrar a ideia de que elas podem não gostar dela tanto quanto ela queria. A única mulher que ela realmente confiava agora era Esme. Pelo menos, ela esperava que ela pudesse confiar nela.

Depois de sua curta caminhada, ela decidiu ir falar com Eric. Sem saber onde o estábulo era, ela perguntou a um soldado para as direções. Ela encontrou os olhos de Edward por um tempo, pois ele estava falando com Laurent, e eles não estavam tão longe dela. Ela virou-se e caminhou em direção ao estábulo.

"Bom dia." Disse ela, sorrindo para as costas de um jovem. Ele voltou-se para a voz dela, e seus olhos se arregalaram por um segundo.

"Bom dia, Milady." Disse ele.

"Eric, certo?" Quando o homem acenou com a cabeça, ela continuou. "Eu queria saber se o meu marido falou com você sobre o meu cavalo." Ela preparou-se para a decepção.

"Sim, Milady. Ele falou, não faz muito tempo. Ele quer dar-lhe a égua, Abby. Ela não é muito jovem, mas ela é obediente e gosta de ser acariciada, tanto quanto possível." Ele sorriu para ela.

Isabella levantou as sobrancelhas, desconfiada. "Será que Edward disse-lhe para me dar a égua, só porque ele acha que eu não posso lidar com um garanhão?"

Eric parecia surpreso com a pergunta. "Hum ... ele não mencionou isso."

Isabella assentiu. "Eu gostaria de vê-la, por favor."

"Certo." Ele a levou até o final do estábulo.

Enquanto eles caminhavam lado a lado, Isabella estudou os belos cavalos, relinchando para ela, como se estivessem tentando entender quem ela realmente era. Um sorriso curvou seus lábios quando ela olhou e acenou para eles. Todos pareciam tão poderosos e grandes. Seus olhos encontraram o garanhão preto de Edward, e o cavalo acenou com a cabeça para ela, como se ele a reconhecesse. Sem dizer uma palavra para Eric, ela se aproximou dele.

"Oi." Ela sussurrou, levantando a mão em uma tentativa fútil de acariciá-lo na cabeça.

O garanhão recuou, bufando. O barulho chamou a atenção de Eric, e ele ficou chocado quando viu Isabella tão perto do cavalo. Ela podia se machucar. Ele rapidamente agarrou seu braço e puxou-a de volta.

"O cavalo poderia ter ferido você, Milady." Seus olhos se arregalaram de preocupação.

Isabella parecia tão calma, no entanto. "Não. Ele me conhece."

"Suas patas dianteiras poderiam ter batido no seu rosto." Disse ele, tentando não parecer rude. Isabella estreitou os olhos para ele.

"Eu teria me afastado dele. Eu só não acho que ele iria me bater." Ela levantou os ombros. "Depois de tudo, ele me trouxe aqui." Ela deveria estar brava com ele por ter feito isso, pensou ela, virando-se para Eric. "Onde está a Abby?"

"Venha comigo. Tenho certeza que você pode ouvi-la daqui. O garanhão parece ter medo dela."

Na verdade, Abby estava desesperada, quando finalmente chegou a ela. Ela estava gritando e se deslocando nervosamente em sua baia. Eric estendeu a mão para ela, mas ela afastou sua mão.

Isabella riu. "O que você estava dizendo sobre ser obediente?"

"Ela geralmente é." Eric franziu o cenho. "Abby, quieta!" Ele tentou acalmá-la novamente, e desta vez funcionou um pouco. A égua relinchou baixinho, e então ela levantou a cabeça. Quando a mão dele a acariciava, ela parou de se debater em volta e chegou mais perto de Eric.

"Ela é muito bonita." Isabella sussurrou, tentando tocá-la, também. A égua começou a puxar de volta.

"Calma, Milady. Ela não está acostumada com estranhos."

Ela assentiu com a cabeça, olhando para a égua. Abby não se parecia com Maya, mas Isabella podia ver uma pequena semelhança em suas atitudes. Ela se aproximou e tocou-lhe com cuidado na cabeça. Abby exalou para fora, curiosa.

"Oi, Abby." Ela sussurrou. "Eu vou ser a sua nova proprietária." Ela sorriu para a égua, acariciando-a entre os olhos.

Eric suspirou, aliviado. "Devo trazer a sela?"

"Eu normalmente prefiro montar sem sela." Ela murmurou, não desviando o olhar de Abby.

Ela não podia ver o choque estampado no rosto de Eric. Ele olhou para ela, com os olhos arregalados, pensando que ela tinha sido idiota. Ninguém andava sem sela, nem mesmo seu latifundiário.

"Eu não acredito que o proprietário de terras gostaria disso."

"Por que ele precisa saber?" Perguntou ela, virando-se para Eric.

Ela viu sua descrença e suspirou. Por que eles estavam com tanto medo de desobedecer a seu senhor? Embora ela ainda estivesse zangada com seu marido por ser tão cruel com ela, ela estava feliz, ele manteve sua promessa sobre o cavalo. Ele tinha falado com Eric, mesmo que ela o tinha enfurecido. Carlisle estava certo, afinal. Edward nunca quebrou suas promessas.

"Traga a sela, Eric." Ela murmurou. Se Edward manteve sua promessa, ela poderia pelo menos usar a sela.

Eric ergueu as sobrancelhas, perguntando por que ela tinha mudado de ideia tão rapidamente. Sem pedir a ela, ele balançou a cabeça e deixou-a sozinha por um tempo curto.

Isabella tentou se aproximar da égua, enquanto Eric trouxe a sela. Ela estava ansiosa para ir para um passeio, mas ela queria ter certeza que Abby não iria jogá-la no chão, logo que eles estivessem fora. A égua levantou a cabeça, mostrando a Isabella que ela gostava do leve toque dela. Quando sua mão se moveu lentamente para o seu pescoço, Abby relinchou e cutucou seu braço.

"Isso é mais parecido com ela." Disse ela com uma risada. "Eu acredito que nós vamos ser grandes amigas, Abby. Certo?"

Eric apareceu ao seu lado, e então ele entrou na baia. Abby não vacilou para longe dele quando ele habilmente a selou. Isabella esperou por Abby fora de sua baia. Quando Eric finalmente trouxe a égua para ela, ela agarrou as rédeas.

"Vamos dar uma volta." Disse ela para Abby.

"Eu acho que alguém deve acompanhá-la, Milady." Ele murmurou.

Isabella franziu as sobrancelhas. "Eu gostaria de ir sozinha. Só eu e Abby. Devemos ficar a conhecer uma a outra. Além disso, não é como se eu fosse ficar muito longe. Estarei de volta antes da refeição do meio-dia."

Ele assentiu com um sorriso. "Então, bom dia, Milady."

xXx

Após a refeição do meio-dia, Edward foi para o campo de treinamento para assistir os jovens soldados. Ele não tinha visto Isabella hoje, não depois de seu pequeno concurso de encarar esta manhã. Ele não iria perguntar sobre ela, no entanto. Ela lhe disse que queria um tempo sozinha, e ele daria a ela. Ele também queria que ela entendesse seus motivos para preferir ser deixado sozinho com seus demônios.

Ele se virou para Carlisle. "Como eles estão?" Perguntou, referindo-se aos soldados.

"Eles são bons, embora eles ainda sejam jovens. Emmett teria o prazer de vê-los tão motivados. Ele sempre gosta de uma boa luta." Carlisle riu.

Emmett, como um jovem guerreiro, animado, lutou tudo e todos só para se mostrar para as senhoras. Todo mundo ficou aliviado quando ele gradualmente se estabeleceu ao longo dos anos.

"Eles são de temperamento forte." Edward acenou com a cabeça em agradecimento.

Carlisle de repente virou-se para ele, pensativo. "O que está errado entre você e Isabella?"

Edward fez uma careta para o amigo. "A fofoca viaja mais rápido que um raio."

"Especialmente se Isabella não está dormindo em seu quarto de dormir." Carlisle apontou, com uma sobrancelha levantada.

A carranca de Edward se aprofundou. "Eu deveria saber que Irina diria a todos."

"Mas o que realmente aconteceu entre vocês dois? Vocês nunca se deram bem, mas era administrável. Se ela dorme em outro lugar, então algo ruim deve ter ocorrido. Esta luta ainda vale a pena?"

Edward debateu se ele deveria dizer a ele sobre a história de Esme ou não. Vendo a expressão confusa de Carlisle, Edward decidiu que não era uma boa ideia contar a ele. Só porque ele estava miserável não queria dizer que Carlisle tinha que ser infeliz também.

"Eu não acho que vale a pena, Carlisle, mas nenhum de nós está pronto para aceitar o que o outro necessita. Então, talvez precisemos nos separar por um tempo."

"Sério? Não é porque você é orgulhoso e teimoso demais para aceitá-la por quem ela é?"

Os olhos de Edward se estreitaram. "Há sempre um limite, Carlisle."

"Não se ela é sua esposa." Carlisle ergueu os ombros, tentando não entrar em uma discussão com o proprietário de terras, que parecia irritado com a conversa.

"Ser minha esposa não muda as coisas."

"Eu acho que não. Se você tentar conhecê-la melhor, você poderia gostar dela. Isto é, se você não se apaixonou por ela." Carlisle sorriu para ele, sabendo que ele tinha surpreendido Edward.

"O amor não é para alguém como eu. Eu não acredito no amor." Edward encolheu os ombros com ele.

"Porque você não quer, não porque você não é capaz disso."

"Carlisle, essa conversa parece um assunto adequado para as mulheres. Largue isso!" Edward disse, olhando para o amigo. Carlisle balançou a cabeça para ele, incrédulo.

Um movimento a partir do canto de seu olho chamou a atenção de Edward, e ele virou-se, só para ver Eric correndo freneticamente para eles.

"Latifundiário, latifundiário!" Ele gritou quando ele se aproximou.

"O que é isso?"

Eric ofegante, olhando para trás e para frente entre Carlisle e Edward. Suas bochechas estavam vermelhas, e ele parecia inquieto.

"Lady Isabella não voltou."