Boa noite! Como foi o feriado? Visitaram os parentes que não estão mais entre nós? Eu não, fiquei jogando Devil May Cry 3 com meu namorado e depois eu dormi! :P

Enfim, semana que vem eu tenho prova de novo na faculdade, ou seja: o capítulo 11 vai demorar, arrã.

Espero que curtam o capítulo 10! Um abração!


Naquela hora, Hanabi corou.

Capítulo 10

Hanabi esperou que seus lábios fossem preenchidos pelos lábios de Konohamaru.

-Me larga!

O resmungo fez a garota abrir os olhos e perceber que o amigo estava sendo erguido pelo cachecol por Neji. Konohamaru se debatia, porém aquietou-se quando olhou o Hyuuga nos olhos.

Neji olhou para a prima. As bochechas dela ainda estavam rosadas e ela parecia ainda não ter entendido o que acontecia ali. O shinobi, então, sentiu algo queimar em repulsa em seu peito. Como Hanabi poderia fazer, ou sequer sentir, qualquer coisa com aquele imbecil?

-Solte-o! - ela ficou de pé sobre o galho do carvalho e fechou os punhos.

-O que faz aqui? - Neji apertou com força o cachecol de Konohamaru, porém a pergunta e o olhar eram especificamente para a prima.

-Solte-o!

Neji fechou a mão esquerda mantendo apenas os dedos indicador e médio esticados. Hanabi abriu os olhos em espanto. Ela sabia muito bem o que o mais velho faria.

A garota olhou para o primo e balançou a cabeça negativamente, não conseguia produzir nenhum tipo de som. Konohamaru olhou assustado – e sem entender nada – para Hanabi e sentiu uma dor aguda irradiando-se do estômago para o restante do corpo e, sem perceber, gritou. Sua visão tornou-se negra por alguns segundos e logo que voltou a enxergar, olhou para Neji. Ele estava fazendo com Konohamaru o mesmo que fizera à Hinata seis anos antes.

-Pare! - ela grunhiu, porém um tom de súplica podia ser notado.

Neji tocou novamente no abdome de Konohamaru, porém não obstruiu nenhum ponto de chacra. Então olhou para o garoto.

-Saia daqui.

Neji soltou-o e deixou que caísse de mal jeito na grama. Konohamaru apertou a área dolorida e olhou para Hanabi lhe garantindo que estava bem. Ela entortou os lábios em um sorriso de alívio e Konohamaru foi embora.

Hanabi virou-se para o primo com raiva.

-Você é louco? Poderia tê-lo matado!

-Mas não o fiz. - ele a olhou como se nada estivesse acontecendo.

A garota franziu o cenho. Sentiu cada centímetro de seu corpo ferver numa raiva que tentava, em vão, conter.

-Qual é o seu problema?

Neji aproximou-se de Hanabi, que recuou um passo. Ela continuou afastando-se até que sentiu o tronco do carvalho em suas costas.

-Qual é o meu problema? - ele colocou as mãos – uma de cada lado do rosto da prima – no tronco e olhou para Hanabi por um momento. Retirou a mecha que caía gentilmente sobre a face pequena e acariciou o rosto dela. - Sabe... - os dedos de Neji percorreram desde a têmpora de Hanabi até o seu queixo. Aquele toque fez as bochechas dela tornarem-se rubras novamente. - Nunca permitirei que te toquem dessa maneira.

Antes que Hanabi pudesse questionar algo, Neji selou os lábios da garota com um beijo.

XXX

Após encontrar-se – pela terceira vez em tão pouco tempo – com Tenten, Shino voltou para casa e procurou por seu pai. Ele contou a Shibi sobre os acontecimentos com seus companheiros e, assim como Shino, o mais velho nunca soubera de nada parecido.

Shibi pesquisou nos pergaminhos do Clã sobre o ocorrido, porém não achou nada que o explicasse.

-Talvez isso tenha sido causado por estresse, - enrolou o último pergaminho – alguma mudança hormonal, ou – amarrou uma fita amarelada devido ao tempo em volta do pergaminho – paixão.

-Não sinto-me estressado e tenho certeza que meus hormônios estão em perfeito estado, Otou-sama.

-Seria paixão, então?

A imagem de Tenten sorrindo passou pela mente de Shino.

-Não há motivos para tal, Otou-sama.

Shibi olhou para o filho e balançou lentamente a cabeça em sinal de que Shino podia retirar-se.

Shino encaminhou-se para seu quarto à espera do jantar. Ele pegou algo do bolso de seu casaco, retirou a veste, jogou-a sobre uma cadeira e deitou-se na cama. Observou com cuidado a presilha que Tenten deixara cair mais cedo. Ele tentou avisá-la, porém a chinesa simplesmente desaparecera no meio de tanta gente. Precisava devolvê-la o quanto antes.

-Ele está apaixonado. - disse enquanto tomava sakê.

-Shino-kun mentiu? - um jovem empregado serviu novamente Shibi.

-Não. - olhou para o empregado – Ele apenas não percebeu isso.

XXX

Sai voltava para casa após uma missão – qualquer tarefa com Naruto, até mesmo resgatar animais perdidos, é uma grande missão – que a Hokage lhe ordenara. O shinobi desejava um bom banho, já que o trabalho lhe rendeu uma queda em uma poça de lama junto ao loiro. Como era possível um homem na idade do Uzumaki continuar sendo tão desastrado? Pobre feiosa.

O ANBUne tateou os bolsos à procura de suas chaves e abriu a porta. Jogou as roupas sujas no cesto e banhou-se em água gelada.

Após alimentar-se, Sai sentou-se sobre o futon e pegou seu caderno. Passou rapidamente o olhar pelas páginas velhas, parando em uma em particular.

Sai estalou a língua. Algo em sua obra estava incompleta, mas ele não sabia decifrar o que. Procurou uma folha em branco e começou outro desenho, ficando verdadeiramente insatisfeito. Após a quarta ou quinta tentativa, Sai franziu levemente as sobrancelhas e desistiu, deixando o caderno de lado e deitando-se sob as cobertas.

Para onde teria ido sua imaginação?

XXX

Lee e Hinata dirigiram-se à direção de onde julgavam ter vindo o som que ouviram. Estavam preocupados, pois tinham certeza que havia sido um grito de dor.

Correram por entre os grandes carvalhos do jardim Hyuuga e não tardaram a avistar um pequeno e cambaleante vulto aproximando-se. Hinata aumentou sua velocidade quando o viu caindo, porém, felizmente, Lee fora mais rápido e segurou o corpo desacordado.

A Hyuuga aproximou-se ofegante enquanto Lee deitava o garoto na grama úmida.

-Kohohamaru-kun? - ela murmurou enquanto checava os pontos vitais dele.

-O que ele faz por aqui?

-Konohamaru-kun e Hanabi-chan são amigos, ele sempre a visita. - Hinata checou o pulso. Estava fraco. - Mas não sei porque ele estava aqui. - referiu-se àquela parte do jardim enquanto analisava o chacra do garoto.

Hinata franziu o cenho quando passou as mãos sobre a porção abdominal dele.

-Há um ponto de chacra obstruído... - disse mais para si do que para Lee, mas o homem ficou preocupado.

Quando a mulher pressionou o ponto de chacra obstruído, Konohamaru gemeu alto, porém permaneceu desacordado. Lee percebeu que ele suava frio e colocou sua jaqueta sobre o garoto no intuito de aquecê-lo. Konohamaru imaginou que apenas um ponto de chacra obstruído apenas lhe causaria uma dor incômoda. Entretanto ele não imaginava que isso desregularia todo o seu chacra, impedindo-o que circulasse por seu corpo. Mesmo que seu coração ainda batesse, ele não era um Hyuuga como Hinata. Neji poderia matá-lo como se fosse uma mera mosca, se assim desejasse.

Lee viu Hinata fechar os olhos e respirar profundamente antes de aproximar as mãos abertas do corpo do garoto. Uma aura esverdeada contornou as mãos da mulher, porém, menos de um minuto depois, ela enfraqueceu e desapareceu. Hinata olhou para as mãos trêmulas, cruzou os braços como se estivesse com frio e escondeu as mãos sob as axilas.

-E-eu falhei...

Hinata sentiu-se uma inútil. Estudara tanto, compreendera perfeitamente a teoria... como poderia falhar na prática?

Lee segurou gentilmente o queixo de Hinata e virou o rosto dela para si, encarando-a nos olhos.

-Ora, Hinata-chan. Você deve estar cansada. - o homem segurou as mãos dela e as trouxe para frente, largando-as em seguida. Sorriu. - Gai-sensei sempre me diz: - esticou o indicador para cima, fechou os olhos e tentou imitar a voz de seu sensei - "Sempre acredite no fogo da juventude e nunca desista, não importando o tamanho do desafio!". - sorriu fazendo aquela típica pose deles.

Lee nunca poderia usar ninjutsu ou genjutsu, por mais que treinasse ou desejasse. Entretanto ele decidiu focar toda a sua força no taijutsu e transformou-se no melhor nisso em toda Konoha. Mesmo sua genética lhe negando várias técnicas, Lee decidiu sorrir e dar o melhor de si apesar dos limites impostos a ele. E Lee sempre almejava aperfeiçoar-se, o que o fazia forte.

Hinata devia fazer o mesmo, então sorriu. Sorriu tão docemente que deixou Lee sentindo-se bobo.

-Bem... - ele desviou o olhar para Konohamaru – Vou levá-lo ao hospital. - encabulou quando Hinata se aproximou.

-Vou com você!

-Não é preciso, Hinata-chan! - ele sorriu – Por favor descanse.

Hinata tentou argumentar, estava preocupada com Konohamaru. No fim, deu-se por vencida. Ajudou Lee a posicionar Konohamaru nas costas do homem de uma forma que ambos ficassem confortáveis. Protegeu o garoto com a jaqueta de Lee e acariciou as madeixas castanhas e desarrumadas.

-Melhor eu ir, Hinata-chan. Ou senão ficará tarde.

Hinata olhou para Lee e segurou-lhe as mãos delicadamente.

-Muito obrigada, Lee-san. - ela agradecia por Lee não tê-la julgado quando falhara. Estava tão acostumada com as reclamações do pai que não esperava coisa diferente de Lee. - Tenha uma boa noite. - sorriu e soltou as mãos de Lee.

Lee sentiu a face pegar fogo e, de seu jeito tímido, gaguejou um pouco ao despedir-se de Hinata.

-B-b-boa noite, Hinata-chan. - curvou-se de um jeito rígido e ela riu achando a cena engraçada.

Lee apenas se acalmou quando virou à direita e correu o mais depressa possível até o hospital.

Hinata olhou para as mãos e as colocou junto ao peito. Estavam quentes...

"Que sensação engraçada será essa?"


Admito que está ficando cada vez mais difícil fazer estes dois se apaixonarem sendo fiel a eles. Mas vou acelerar as coisas... ou pelo menos tentar, né?

Estou respondendo às reviews via reply, espero que vocês estejam recebendo elas.

Um abraço!