Título: There's a Light... (ou a Cia. Hogwarts de Teatro apresenta Rocky Horror Picture Show)
Disclaimer: Fanfic escrita por diversão e para me botar de volta ao rumo. Os direitos autorais de Harry Potter pertecem a JK Rowling, a Warner Bros. e etc. Rocky Horror Picture Show também não é meu e eu não gostaria de ter problemas com quem possui os direitos. Eu não possuo nada e nem quero dinheiro por essa história.
Avisos: Slash, slash e mais um pouco de slash. Se você não sabe o que é isso, talvez seja melhor nem ler.
Capítulo 9: Pansy, obrigado por me evitar
Acordei no dia seguinte com algo parecido com ressaca. Não era ressaca porque eu só tinha bebido duas taças de vinho. Mas a sensação era a mesma. Além da dor de cabeça e da sensibilidade à luz, eu estava com um gosto amargo na boca. Pansy tinha ficado calada enquanto eu a levava para casa, o que não é normal para ela. Calada não é um bom sinal para minha melhor amiga.
Minha vontade era ligar para Blaise e soltar os cachorros pra cima dele. Mas isso me daria muito mais satisfação se fosse ao vivo. Então resolvi fazer o que tinha que fazer. Tomar banho, escovar os dentes, comer, ir para a faculdade, assistir as aulas, trabalhar. Apesar de tudo isso, o gosto amargo ainda continuava na minha boca.
Durante todo o dia, eu tentei encontrar com Blaise ou Pansy, mas não tive sorte. Nenhum deles apareceu a se quer dois metros de mim. Minha esperança se tornou o ensaio de mais tarde para poder conversar com ela, mas quando cheguei ao teatro, era Hermione que estava no camarim em que eu deveria ensaiar com Pansy.
- Pansy me pediu pra trocar... – ela falou assim que entrei no camarim. – Eu ia ensaiar com o Ron, mas depois de ontem...
- Ela explicou porquê? – perguntei apreensivo.
- Não, ela só disse que não queria conversar. – Hermione me olhou de forma compreensiva. – Vocês brigaram ou algo do gênero?
- Algo do gênero. – falei vagamente enquanto tirava a mochila das costas e a jogava num canto.
- Ela vai querer conversar logo, não se preocupe. – apenas concordei com a cabeça e ela sorriu fracamente. Algo me dizia que Hermione também não queria falar sobre o que tinha acontecido na noite anterior. – Por onde você quer começar?
- Não sei... – houve uma batida na porta e logo depois o prof. Lupin entrou.
- Desculpa interromper, mas Tonks me pediu para dar uma olhada em vocês. – o professor parecia muito cansado. As olheiras embaixo de seus olhos, a pele pálida e a postura arcada o estavam deixando com aparência de alguém muito mais velho. – Vocês já começaram há muito tempo? – ele deu um sorriso calmo e pude reparar que Lupin seria muito bonito se não fosse por aquele ar cansado. Peraí, eu acabei de pensar que meu professor é bonito?
- Não, eu só estava explicando pro Draco porque Pansy e eu trocamos de dupla hoje. – Hermione falou, um pouco envergonhada.
- Ah, sim, Ninfadora me disse que vocês tinham trocado. – Lupin acenou positivamente. – Já sabem por onde vão começar?
- Na verdade, não.
- Então se vocês permitirem, eu posso dar uma ajuda. – ele sorriu novamente e percebi como seus olhos brilhavam. Eu e Hermione apenas acenamos positivamente com a cabeça e o sorriso de Lupin aumentou um pouquinho. – Tonks criou esses ensaios em duplas para que vocês se sintam mais a vontade uns com os outros e para entenderem as relações e comportamentos dos personagens. No caso de vocês, um exemplo seria porque Janet se deixa levar pelo comportamento lascivo de Frank'n'Furter. O que vocês acham?
Houve um momento de silêncio enquanto eu e Hermione pensávamos na pergunta. Apesar de conhecer o musical de uma ponta a outra, eu nunca tinha realmente parado para pensar nisso. Eu tentei pensar e chegar a alguma conclusão, mas minha mente não estava conseguindo se concentrar naquilo. Eu estava mentalmente pulando da situação de Pansy e Blaise, para meu pai, para Luna, para Potter... Olhei em volta e vi a cara de concentração de Hermione. Ve-lâ daquele jeito era como estar novamente no colégio.
- Ela quer liberdade. – ela disse de repente. – Janet quer se libertar das amarras sociais.
- Muito bem, Srta. Granger. – Lupin sorriu novamente. – Por que vocês não continuam se perguntando sobre as ações de seus personagens enquanto eu dou uma olhada nos outros grupos? - Hermione concordou efusivamente e o prof. Lupin saiu pela porta.
- Como assim liberdade? – perguntei, enquanto me sentava no chão.
- Sexo é uma das principais formas de controle social, Draco. – ela desceu de sua cadeira e se sentou na minha frente. – Principalmente para as mulheres. O filme é dos anos 70 e Janet é a típica menina de classe media norte-americana. Ela estudou e foi para a faculdade, mas sonha em casar e construir uma família com um homem que a sustente e a proteja. Por isso ela namora Brad. – Hermione parecia ainda mais entusiasmada enquanto estava me explicando. – Ele é alto, forte, machão e ao mesmo tempo romântico, que pensa nela e se preocupa com ela. Apesar disso, ela é fruto de um tempo em constante mudança. A revolução sexual foi ontem, o feminismo estava dando tapas na cara de todo mundo. Você tá vendo onde eu quero chegar? – a resposta estava embaixo do meu nariz, mas eu ainda não conseguia ver. – Se entregar para Frank e depois para Rocky foram atos de liberdade porque ela estava se guardando pro casamento. Ela tirou o controle das mãos de Brad e o tomou para si mesma. – Agora que Hermione tinha me explicado, eu havia entendido.
- Então no final das contas, Rocky Horror é um filme sobre liberdade? – perguntei.
- Acho que sim. De alguma forma, todos os personagens buscam algum tipo de liberdade...
- É por isso que ele mexe tanto com a gente. – falei.
Hermione apenas sorriu e então começou a passar as páginas do texto que estava em cima da mesa, sem prestar muita atenção no que fazia. Puxei uma cadeira e me sentei ao seu lado. Havia algo errado com ela, era tangível no ar, mas eu não tinha coragem de me meter. Acho que ela não se importaria se eu perguntasse, mas...
- Se você quiser, eu posso ver com a Luna um jeito de deixar o Weasley roxo enquanto eu mato o Eddie.
Primeiro, ela me olhou em choque, mas logo depois Hemione teve um ataque de riso. Não pude deixar de sorrir. Então do nada, ela me abraçou. Nós ficamos ali, abraçados por um tempo. Aquela tinha sido uma expressão de afeto tão espontânea que me assustou, porém não foi ruim. Na verdade, eu gostei bastante. Era um afeto tão real e concreto, que me fez sorrir mais um pouco.
- Obrigada... – ela sussurrou quando me soltou. – Mas não será necessário. – Hermione então se ajeitou e me surpreendeu mais um pouco. – Se o Ronald prefere garotas como a Brown do que... Bem, não importa. Se ele gosta desse tipinho, não sou eu que vou ficar... – ela ficou sem palavras por alguns instantes, então continuou. – Me arrastando pelos cantos. Ronald é um homem feito e deve lidar com as consequências de seus atos.
- Nunca imaginei que Hermione Granger podia ser orgulhosa... – comentei, fazendo graça. Ela revirou os olhos, mas sorriu discretamente. – Você é a parte mais surpreendente do Trio de Ouro.
- Do quê? – ela perguntou, rindo sem graça.
- Trio de Ouro. Era como todo mundo chamava você, Potter e Weasley no colégio.
- Isso é sério? – Hermione perguntou, visivelmente surpresa.
- Uhum... – ela tentou falar mais alguma coisa, mas não conseguia. – E por incrível que pareça, não fui eu que inventei isso.
- Então quem foi? – Hermione tinha ficado realmente intrigada.
- Na verdade, ninguém sabe. De um dia para o outro, todo mundo começou a chamar vocês três de Trio de Ouro pelas suas costas. – minha explicação não a tinha convencido. – Mas eu, pessoalmente, fico entre a Pansy ou uma das Patil.
- Deve ter sido a Pansy... – Hermione respondeu, sorrindo. – Ela sempre foi a mais criativa nos insultos.
Nós começamos a rir. Isso era muito estranho. Nunca tinha imaginado que relembrar os tempos de escola com Hermione pudesse ser divertido. Então bateram na porta e um Blaise entrou. Ele parecia derrotado, como se a ressaca que ele tinha tido de manhã não tivesse passado.
- Achei que Pansy estivesse aqui... – ele falou quando viu Hermione.
- Ela pediu pra trocar... – ela falou, sorrindo sem graça. – Algo sobre não querer conversar e se concentrar nessa maldita peça.
- Ah... – Blaise falou e então olhou pra mim. Eu não queria conversa com ele, mas tive que olhar de volta. – Eu estraguei tudo de novo.
- É mesmo? Não tinha reparado... – falei sarcasticamente. – Nem mesmo quando você foi se pro meio de uma orgia enquanto deveria estar prestando atenção na Pansy! – os olhos de Hermione se arregalaram e um calor subiu pelo meu corpo de tanta raiva que eu estava sentindo naquele momento.
- Eu não vou atrapalhar mais... – Blaise disse, corando. Mandei meu olhar mais irritado para ele, que foi embora logo depois.
- Eu diria que nós temos nosso próprio Weasley, só que Blaise pensa com o pênis dele. – Hermione continuava chocada e eu não deveria ter mencionado o órgão sexual dele, porque só de pensar... – A gente deveria estar ensaiando.
- É verdade... – ela falou, depois de engolir a seco e respirar fundo. – Mas parece que nossas vidas são muito cheias de drama. É como se a gente estivesse num melodrama televisivo.
Durante algum tempo, fiquei imaginando como seria minha vida numa novela bem mela-cueca e percebi que ela seria igualzinha a realidade. Acho que Hermione estava pensando o mesmo, pois ficamos em silêncio por um bom tempo. Quando conseguimos nos concentrar no ensaio, passamos boa parte do texto e acertamos nosso entrosamento no palco.
Let's do the time warp again…
Minha vida parecia finalmente estar entrando nos eixos. A faculdade estava indo bem, eu tinha um emprego normal, o ensaio de quarta foi bom e Luna era a melhor colega de quarto que eu poderia querer. Tudo estava indo bem até quinta-feira. Eu cheguei ao teatro para meu ensaio particular com Pansy, quando recebo uma mensagem no celular dizendo que ela ainda não estava pronta para ficar sozinha comigo. Só que essa não era a parte preocupante da mensagem (eu admito, é um pouco preocupante, mas o resto fez meu coração parar). Pansy tinha trocado de parceiro com Hermione novamente, o que me deixava sozinho com Harry Potter.
Eu queria fugir, mas ele chegou logo depois de mim. Minha parada cardíaca se transformou em arritmia rapidamente. Potter me cumprimentou e não pude deixar de reparar que ele tinha olheiras embaixo dos olhos e parecia triste. Como não tinha mais jeito, fui até um camarim com ele e nos sentamos em silêncio. Havia uma tensão no ar e minhas mãos começaram a ficar suadas. Potter parecia extremamente nervoso de estar sozinho comigo, provavelmente do mesmo jeito que eu estava. Então a porta se escancarou e Tonks entrou animada.
- Por algum motivo desconhecido, Pansy parece estar te evitando Draco e é por isso que você está aqui com Harry. – sorri desconcertado. – Basicamente, tive essa ideia dos ensaios particulares por causa de vocês, meninos. O relacionamento Brad-Frank é um dos mais importantes da peça e dado o histórico de vocês, eu achei que isso seria uma boa ideia, já que vocês amadureceram. – Tonks sorriu ansiosamente. – Quando falei com Luna sobre isso, ela achou uma excelente ideia e começou a tagarelar coisas que eu não entendi muito bem, mas de qualquer forma, aqui estão vocês. Eu não vou poder ficar aqui o tempo todo, então preciso que vocês deem um jeito nessa situação. Preciso do meu Brad e do meu Frank no ponto. – e ela foi embora, fechando a porta ruidosamente atrás de si.
- Olha, Potter...
- Pode me chamar de Harry, Draco. – ele falou, corando – Não é como se nós não nos conhecêssemos. Afinal, quantas detenções não passamos junto no colégio?
- Errr... – foi minha vez de corar. – Certo, annhh... Harry... – o nome dele parecia indecente quando eu falava – Nós poderíamos ler algumas cenas para ver o...
Harry havia chegado mais perto de mim. Um cheiro de canela inundou meu nariz e o cômodo ficou mais quente. Ele parecia estar prestando atenção no que eu falava, mas era diferente de qualquer outra pessoa. Harry parecia estar estudando cada movimento dos meu lábios assim como eu tentava me fixar em algum ponto dele que não me fizesse botar tudo a perder naquele momento.
- Ou nós poderíamos conversar... – ele falou vagamente, parecendo não acreditar no que tinha acabado de falar. Ou era eu que não tinha acreditado no que ele tinha dito?
- Conversar? – Harry deu de ombros. É impressão minha ou foi muito fácil me acostumar a chama-lo pelo primeiro nome?
- Tonks disse para a gente se entrosar melhor... – ele desviou o olhar de mim – Acho que conversando seria mais fácil do que lendo partes da peça.
- Okay... Sobre o que você quer conversar? – perguntei nervoso.
- Bem... – cinco milhões de coisas pareciam passar pela mente dele. – Por que você quis interpretar Frank'n'Furter?
- Acho que porque ele me ajudou em um momento em que eu achava que não tinha mais jeito. – Eu respirei aliviado. – E não tem como não notar certas semelhanças entre Frank e eu.
- Como assim? – Harry parecia genuinamente interessado.
- Eu meio que faço o tipo vilão em redenção... – ele sorriu timidamente. – Eu fiz umas coisas meio malucas e malvadas, mas tudo o que queria de verdade era ser amado.
- Sabe, Draco... – é impressão minha ou o meu nome também parece indecente quando Harry o fala? – Nunca achei que você fosse o vilão. Eu achava que você buscava atenção do jeito errado.
- Isso também... – eu sorri. Essa conversa tinha me pegado completamente de surpresa, mas parecia estar indo bem. Ênfase no parecia.
- E você está à vontade com o... a... você sabe...
- A sexualidade do personagem? – Harry fez que sim e o ar me faltou. Será que ele achava que eu era hetero? Eu tinha que botar as cartas na mesa. – Tenho que admitir que tive sorte que Hermione vai interpretar Janet, já que eu não me sentiria muito a vontade tendo que simular sexo com uma garota que eu não me de bem.
- E com os... ahnn... garotos? Isso não te incomoda? – ele perguntou baixinho, envergonhado. Eu sei que não deveria falar coisas ruins sobre Harry, mas... COMO ELE PODE SER TÃO TAPADO A PONTO DE NÃO ENTENDER O QUE EU ESTAVA DIZENDO?
- Eu fiquei um pouco nervoso... – falei bem devagar para que ele entendesse direitinho. E para me dar tempo e calma para revelar meu segredo nem tão secreto assim. – Achando que talvez os garotos não ficassem muito a vontade comigo. Talvez achando que eu pudesse passar dos limites... – a reação que eu esperava ou achava que ele teria não aconteceu então continuei. – Porque eu sou gay, então isso me preocupa bastante.
O queixo dele caiu. Suas bochechas ficaram vermelhas. Harry se levantou e ficou dando voltas pelo camarim. Ele parecia cada vez mais nervoso e andava cada vez mais rápido. Por um momento, achei que tinha quebrado Harry Potter. Então ele parou de repente de costas para mim e meus olhos se fixaram nas suas costas, mas logo foram descendo até a sua bunda. Mesmo por baixo dos jeans largos, aquele lugar parecia o paraíso.
- O problema é que... - Harry começou a falar e então se virou. Tive que desviar o olhar rapidamente, mas acho que ele percebeu. – Eu não sei. – ele se sentou novamente na minha frente. – Até pouco tempo eu achava que era hetero, mas...
- RHPS fez você questionar isso. – ele ficou branco como papel. – Isso aconteceu comigo... E aparentemente com a Luna. – um sorriso tímido apareceu em seus lábios e meu estomago virou uma borboleta gigante. Respirei fundo. – Não tem problema não saber. Você tem que se dar tempo para descobrir. E se eu fizer algo que você não goste, é só me avisar. – O sorriso de Harry se tornou maior e mais calmo. – Na peça, é claro.
- Obviamente.
Então o silêncio reinou novamente. O que tinha acabado de acontecer? Eu não conseguia acreditar. Eu e Harry Potter tínhamos acabado de conversar sobre nossas sexualidades? Um com o outro? Que mundo é esse? Harry mordeu o lábio inferior e todos os meus pensamentos sumiram. Tudo o que eu conseguia pensar eram naqueles lábios rosados. Talvez aquele fosse o paraíso e não bunda dele. Ou talvez os dois fossem o paraíso. Quando dei por mim, eu já estava tão perto de Harry que podia sentir sua respiração. Como eu me aproximei tão rápido? Ou ele tinha se aproximado? O que estava acontecendo?
Então meu olhar encontrou com o dele. Como alguém podia ter olhos tão ridiculamente verdes? Sem quebrar o olhar, nossos narizes se encontraram e como se nós nos encaixamos perfeitamente, nossos lábios se tocaram. Meus olhos se fecharam ao mesmo tempo em que os dele e em dois segundos eu sabia que estava perdido. Pansy tinha razão. Mais que razão. Eu não tinha só uma queda por ele. Eu tinha a queda, os hematomas e os membros quebrados por ele. Não era só uma paixonite. Eu estava seriamente e realmente apaixonado.
Naquele momento, a língua dele invadiu minha boca e se enroscou na minha. Eu não me importava se ele estava só experimentando. Eu não me importava que talvez nunca mais olhasse na minha cara. Eu não me importava se ele voltasse para a Weasley ainda hoje. Um coração despedaçado não era nada comparado com aquele beijo. Era a mais incrível das sensações. O tempo parecia ter parado e quanto mais o beijo se aprofundava, mas maravilhoso ele se tornava.
Então a realidade voltou na figura de uma sorridente Luna na porta. Harry ficou todo envergonhado e corado (o que só o deixou ainda mais bonito por causa do contraste verde-vermelho claro). Ele sorriu tímido para mim, disse um "oi" apressado para Luna e saiu correndo dali. Eu estava com cara de bobo. Não precisava nem olhar no espelho para saber. Eu a sentia.
- Finalmente, Draco. – foi tudo o que Luna falou. Peguei minhas coisas e fui embora com ela. Naquela noite, tudo no que conseguia pensar era o beijo.
Notas: Yay! Eu estou de volta e não se passou outro ano!
Quero agradecer a todos por esperarem pacientemente pela volta e por serem tão carinhosos comigo.
E saibam que mesmo que demore (o que eu vou me esforçar bastante para não acontecer de novo), eu não vou desistir da fic, assim como vocês não desistiram depois desse tempo todo. Afinal, essa fic é o meu bebê e por mais que eu veja as falhas dela, eu tenho muito orgulho dela.
Além disso, esse capítulo tem algo que todos estavam esperando ansiosamente. Principalmente a Luna.
Bjos.
