Capitulo9
A noite foi passada numa profusão incalculável de sensações e excitação. Os amantes queriam entregar-se cada vez mais e oferecer ao outro parceiro mais prazer, mais loucura, mais êxtase.
A certa altura, quando não lhes era fisicamente possível oferecer mais, quedaram-se nus por cima dos lençois da cama de Mamoru e conversaram sobre as possibilidades. Mamoru confessou-lhe que ainda em Tóquio ela lhe despertara o interesse e que quando a vira em topless ficara sem saber o que fazer. Usagi, por seu turno, explicou-lhe que a sua atracação era mais recente mas que também se sentira estranha quando o vira de calções justos.
Largaram ambos uma solene gargalhada e abraçaram-se demoradamente, procurando conservar aquela felicidade entre os respectivos corpos.
Entretanto, ouviram a porta da rua abrir-se. Era Seiya. Por momentos, Usagi estremeceu com a ideia do fotógrafo saber que não havia hipóteses entre eles e que ela se entregara completamente ao seu chefe. Era inevitável. Ele ia chegar e vê-los. O que iria Mamoru fazer?
- Ouviste a porta, Mamoru?
- Sim. Espera.
Deu um berro para fora.
- Seiya?
- Sim. . .
- Espera, não entres. . . Não estou sozinho. . .
- Ah, com quem. . .? Posso entrar. . . Vou entrar. . .
- Espera. . .
- Eu vou. . . Faço companhia. . .
O fotógrafo abre a porta, e de repente, pára. O rosto muda, o espanto imprime-se na cara.
- Usagi?! Tu?!
Usagi não sabe o que fazer. Fica sem palavras. O fotógrafo desaparece, fecha a porta com um estrondo, irritado. _
