Depois de muito tempo, aqui estou eu. Acho que o capítulo anterior ficou um lixo... Só recebi uma review. T.T Mas agradeço muito a essa review. ^^ Hm... Em todo o caso. Aqui está o próximo. Acredito que este seja melhor...
Disclaimer: Harry Potter não me pertence, somente a Agatha, a Eliza e a Justine me pertencem.
Capítulo 10. Reunião de Comensais.
Na manhã seguinte ao episódio ocorrente na ala hospitalar, a Profª. McGonagall pediu para que James esperasse um pouco depois da aula, pois tinha um comunicado importante para lhe dar. Quando estavam sozinhos ela lhe pediu que retirasse Eliza do time de quadribol naquele ano por medidas de segurança, já que seria melhor se ela não se colocasse em risco. Como em um jogo estariam voando muito alto, fariam um grande esforço físico, principalmente ela que era rebatedora e poderia acabar reabrindo seus ferimentos ou até mesmo ter um colapso por causa do feitiço de memória que haviam usado nela. James contestou, Eliza era a melhor rebatedora que tinham, mas foi inútil, ela lhe disse:
- Ou tira ela do time, ou teremos que ficar fora do torneio esse ano.
Teria que abrir um teste para a escolha de um novo rebatedor...
Na hora do almoço, ele se sentou perto de Agatha, Sirius, Peter e Lilian, que estavam sentados todos quietos, em um silêncio quase mórbido. Agatha tinha a pior cara que ele algum dia havia visto na vida e além de seu rosto estar inchado, ela parecia estar meio triste e ao mesmo tempo enfurecida. Pelo que parecia, todo o silêncio estava "emanando" dela...
- Hm... Agatha... - chamou ele, meio incerto, logo ao se sentar ao lado de Lilian. Ela levantou a cabeça e olhou para ele, quase mortalmente, e ele engoliu em seco e continuou, cautelosamente – Eu... Só achei que seria bom lhe informar isso, quero que você venha comigo para tentar acalmar a Eliza quando eu der a notícia. A Profª. McGonagall me parou no corredor hoje e disse... Que a Eliza será proibida de jogar quadribol esse ano.
- Como disse? - perguntou Agatha, pasma.
- Eliza não poderá participar do torneio de quadribol esse ano – repetiu James, falando um pouco mais alto.
Outros que estavam na mesa por perto viraram todos para olhá-los, parecendo tão pasmos e até assustados quanto Agatha. Ouviram várias pessoas começarem a murmurar: "Mas como assim? Eliza é a nossa melhor rebatedora!" e "Essa não, sem ela no time...". Então James pigarreou alto e olhou feio para eles, como se pedisse que eles se calassem. A situação já estava feia, fazer com que ela parecesse pior não era algo que ele queria. Como capitão do time ele tinha que achar uma solução, tentaria fazer um teste para rebatedor logo no dia seguinte.
- Ela não vai gostar nada disso... - comentou Agatha.
- Eu sei, por isso é bom que você venha comigo – pediu ele.
- Está certo...
Mais para o final da tarde, eles deram a ela a notícia, como o esperado, ela não reagiu bem, ficou nervosa e respondeu para James, lhe perguntando porque não havia discutido com a professora; aquilo acabou lhe custando muito tempo para que ela entendesse que não havia nada que ele pudesse ter feito e que ele havia tentado conversar com ela, mas ela disse que ou era Eliza fora do time ou era grifinória fora do torneio. Não tinham escolha...
- Você vai fazer o teste então – disse Eliza, apontando para Agatha.
- Como? - indagou Agatha, arregalando os olhos.
- Vamos, você sabe jogar! Você me ajudou a treinar algumas vezes desde o primeiro ano até que eu pudesse entrar no time! - exclamou Eliza – Não vai ser tão ruim!
- Mas eu não jogo-.
- Você joga sim! - disse Eliza, entre os dentes – E vai fazer o teste. Pelo menos não será algum ser metido que pegará o meu lugar no time.
- E-está certo... Vou tentar – disse Agatha, ainda meio contrariada.
- Então está bem, agora vamos para a aula de transfiguração! – exclamou James, dando uma batidinha no ombro de Agatha – Fico feliz em já ter uma candidata para rebatedora.
Ela respirou fundo e olhou para os lados e os dois seguiram para a aula de transfiguração. Não havia tido tempo nos dias anteriores de tentar falar com a professora sobre Snape, mas tentaria lhe dizer depois da aula, ela tinha que acreditar! Pelo menos manter um olho nele... Apesar de que... Ela se lembrou de Justine, que havia brigado com ela e agora, além de Agatha ter conseguido um inchaço enorme em seu rosto, quando se deparava com ela no corredor, a amiga lhe virava a cara como se estivesse topando com a sua pior inimiga. Pensando bem, Justine tinha razão, ela não deveria incrimar os outros...
O fim da tarde foi chegando e, no fim da aula, Agatha olhou para a professora, pensou um pouco em dizer, mas desistiu. Não deveria incriminar Snape... Mas ao contrário dela, Sirius havia ido falar, mas o resultado foi uma Professora McGonagall lhe dizendo, nervosa: "Isso é uma acusação muito grave, meu rapaz!". Por fim a conversa dele também acabou não dando em nada. Fez bem em não falar, a professora só havia olhado para Sirius como se ele fosse um idiota que saia acusando os outros sem motivos.
Ela desceu para as estufas de herbologia, para buscar algumas plantas que precisaria para fazer uma poção para a tarefa, então quando chegou a estufa, viu algumas pessoas andando em direção da floresta proibida. Eram sonserinos e todos eles mantinham o capuz sobre suas cabeças, escondendo seus cabelos e fazendo sombras em seus rostos igualmente escondidos. Já havia anoitecido, então ficava ainda mais difícil de reconhecer quais alunos que eram aqueles, mas pelo tamanho deles, deveriam pelo menos estar do quinto ano para cima.
"Plantas para depois. Agora, seguir" pensou Agatha, se esgueirando por trás de algumas árvores que haviam no caminho e finalmente chegando a entrada da floresta, sempre se escondendo por trás das árvores e prestando atenção em seus movimentos para saber se eles não a viam e também se não haviam sumido de vista.
Aos poucos, foram se infiltrando cada vez mais na floresta proibida, ela olhava para todos os lados sempre com muita atenção e medo, ouvindo o barulho das aves e dos animais passando. Se alguém a pegasse seguindo, provavelmente teria o mesmo problema de Eliza. Ou pior... Naquele lugar acabaria morta pois ninguém viria socorrê-la. Não havia tido a noção do perigo que estava correndo, mas o importante agora era ouvir o que eles iria dizer. Ela tinha certeza que eram as pessoas que haviam feito aquilo com Eliza, Justine e os outros alunos que haviam sido atacados. Quando finalmente chegaram bem fundo da floresta, em um lugar que parecia uma clareira, eles pararam e ela olhou para ver se eles não haviam desconfiado que haviam outras pessoas por lá, mas só estavam quietos, meio que em um semi-circulo, então entre eles, surgiu um homem, com uma máscara. Era um Comensal da morte.
- Como anda o treinamento? - perguntou o comensal, sua voz era grave e tenebrosa.
- Estamos indo bem, já conseguimos amaldiçoar cinco alunos, em alguns usamos a maldição cruciatus com eficiência além de outros feitiços – disse um dos alunos, cuja voz era irreconhecível para ela.
- Só me incomoda o fato de termos que apagar as memórias... - resmungou um outro, que ela poderia jurar que era a voz de Lúcio Malfoy.
- Não se preocupe, esse é nosso último ano aqui, depois poderemos fazer o que quisermos sem ter que ficar apagando a memória dos outros – disse o que havia falado em primeiro lugar, cuja voz ainda era irreconhecível para ela.
- Isso para vocês dois, eu ainda estou no sexto ano – resmungou um outro, cuja voz também não lhe parecia muito familiar, mas parecia ser um rapaz que havia caçoado dela um outro dia, se não se enganava, o nome dele era Cristian Macdrin.
- Oras, não se preocupe, também sairemos daqui no ano que vem – riu um outro – enquanto isso só temos que nos preocupar em não sermos pegos.
- Droga, calem essa boca. Que discussãozinha irritante – disse o comensal, já irritado com a infantilidade dos "aprendizes" – Vim aqui para lhes perguntar se as vítimas tem sido apenas nascidos-trouxas.
- Sim – respondeu o primeiro.
- Ótimo, então agora comecem a atacar também os traidores de sangue. Está dando muito na cara o que estão fazendo – disse o comensal, como se eles fossem um bando de retardados – Tentem pegar aqueles mais irritantes.
- Sirius Black... - resmungou um deles e isso fez Agatha soltar uma exclamação, assustada, então todos da reunião ficaram quietos e ela se encolheu contra a árvore, ficando apavorada. Eles estavam em seis alunos e um comensal da morte, se ela fosse pega, estava frita!
- Eu ouvi alguma coisa – disse Lúcio, se aproximando a passos lentos da árvore onde ela estava, mas quando ela sentiu que a mão dele deveria ter tocado a árvore na parte detrás, ela sentiu uma mão tapar a sua boca e um tipo de pano descer sobre ela. Ela pensou em tentar reagir, mas logo ouviu em seu ouvido, uma voz já conhecida sussurrar, fazendo um calafrio percorrer todo o seu corpo:
- Shh, estamos invisíveis, fique quieta que ele irá embora.
Lúcio olhou ao redor da árvore, jurando ter ouvido alguém dizer alguma coisa, mas não havia ninguém ali. Pelo menos não para ele. Então viu no chão um tipo de um cachorro preto se esgueirando e produzindo alguns ruídos e ele respondeu bem alto para os outros:
- Era um cachorro.
E ele voltou para a sua rodinha de supostos amigos.
Agatha olhou para trás, quem estava atrás dela era realmente Remus, que cobria a sua boca e mantinha-a perto dele com o seu outro braço ao redor da cintura dela, e atrás dele, estava James, que estava preocupado em observar o comensal e os sonserinos.
- Então, como eu ia dizendo: Comecem a se preocupar também com pessoas tipo traidores de sangue ou qualquer outra criatura desgostosa que encontrarem – disse o comensal, mais uma vez – Vejo vocês no mês que vem, dia 25, está certo?
- Ótimo, temos dois meses – riu uma menina – Teremos o bastante para causar caos o bastante naquela escola.
- Apenas não hajam impensadamente – resmungou o comensal, sumindo em meio a escurdião do caminho contrário.
Os sonserinos se viraram e voltaram pelo caminho no qual haviam vindo, enquanto isso, os três ficaram quietos, observando, esperando que eles se afastassem. Algo que estava chamando a atenção de Agatha era aquele cachorrão preto que estava parado ali perto. Quando os sonserinos estavam vindo, ele se precipitou em se esconder atrás da árvore, como se estivesse com um certo medo deles.
- Ouvi meu pai dizer que tem um filhote de lobisomem na grifinória – riu o menino que falara em primeiro lugar com o comensal. Provavelmente era algum tipo de líder pelo modo como se dirigia aos outros – Vou tentar descobrir quem é. Atacar essa criatura será ótimo!
Remus perdeu o ar, tinha certeza que estavam falando dele... Boatos corriam soltos, não era estranho que eles resolvessem falar que seu pai também era um lobisomem, apesar de não ser realmente. Já havia ouvido essa conversa antes de vizinhos... Sentiu seu corpo começar a tremer um pouco conforme segurava Agatha, mas percebeu que a reação dela não havia sido tão diferente da sua, os músculos dela haviam se contraído todos e algumas partes do corpo dela também haviam começado a tremer. Ela parecia estar perdendo o controle. Pela proximidade que mantinha com o corpo dela, percebeu a temperatura corporal da menina começar a cair rapidamente e os lábios dela, que ele ainda mantinha tapados por sua mão, estavam mais gelados do que tudo. Ela havia até mesmo começado a bater os dentes de medo.
- Lobisomem? - perguntou Lúcio, interessado – Odeio essas criaturas! Vai ser um prazer acabar com esse aluno.
- Desgraçados! - rosnou James, bem baixo, quando foram se afastando.
Agatha olhou para trás, vendo como Remus parecia pálido, então colocou a mão sobre o rosto dele e viu o quão gelado ele estava, além de tremer muito. Será que havia sido por causa do... Comentário?
- Remus, você está bem? - perguntou ela, preocupada.
- S-sim... - mentiu ele, fingindo um sorriso não muito convincente. Remus nunca conseguia fingir um sorriso. Ela gostava um pouco dessa característica dele... Deixava que ela visse a tristeza através dele.
- Melhor voltarmos para o castelo e avisarmos a Profª. McGonagall o mais rápido possível! - exclamou James, dando uma batidinha nas costas de Remus – Vamos voltar.
Remus olhou para ele, ainda pálido, e apenas assentiu. Agora Agatha estava preocupada. Será que havia sido porque ele havia dito... Filhote de lobisomem? Será que Remus tinha... Medo de lobisomens também? A verdade passava longe de seus pensamentos.
Os três tomaram o caminho de volta, todos meio expremidos para ficarem sob a capa sem serem vistos. Ao olhar para trás, Agatha viu que aquele cachorrão preto estava seguindo-os, então ela sussurrou para os outros dois:
- O que aquele cachorro está fazendo?
- Ahn... É uma longa história – disse James – Sabe, esse cachorro é... Hm... Sirius.
- Sirius? - perguntou ela, boquiaberta – Ele é um animago?
- Sim, mas isso é um segredo nosso, por favor não conte para mais ninguém – disse James, sorrindo.
- Ah, está certo. O segredo dele está seguro comigo... - sussurrou ela, ainda chocada. Havia tanta coisa que ela deveria desconhecer sobre eles...
Quando entraram no castelo, James parou, abriu um pergaminho e sussurrou as palavras: "Juro solenemente que não vou fazer nada de bom" e de repente, um mapa de Hogwarts se formou naquele pergaminho. Agatha olhou para aquilo, depois para James, mas ele não deu explicações, continuou a observar o mapa, depois tirou a capa de cima dos três e disse:
- A barra está limpa, Filch está nos corredores do segundo andar e aquele gato chato dele no terceiro. Sirius, você também pode voltar ao normal.
Ao ouvir a ordem de James, o cachorrão preto se transformou no rapaz de cabelos negros, que olhou para eles com uma cara de raiva enquanto levava as costas da mão até a boca para mordê-la. Então ele resmungou:
- Droga, odeio essas pulgas!
Agatha deu algumas risadinhas. Então era por isso que Sirius para ela as vezes parecia ser meio cachorro... Ele "era" um cachorro mesmo.
- Nós dois vamos procurar a McGongall – disse James, dando uma batidinha nas costas de Sirius.
- Você sabe que ela vai te dar uma detenção se aparecer na porta dela a essa hora, não? - perguntou Sirius, irritado – Não quero nenhuma detenção.
- Acho que no caso que estamos, ela vai até agradecer – disse ele, sorrindo – Vamos então?
- Está bem, será bom se acabarmos sendo vangloriados por isso.. - riu Sirius, dando uma batidinha também nas costas de James.
- É assim que um maroto tem que falar!
- Ei, espera aí, e nós dois? - perguntou Agatha.
- Você e o Remus estão um pouco pálidos. Subam para os dormitórios – disse James, um pouco preocupado – Como eu disse, o gato chato está no terceiro andar e o Filch no segundo. Só tomem cuidado com isso e, por favor, Agatha, cuide dele.
- Ah, está... Bem... - disse ela, dando de ombros, um pouco envergonhada e no momento seguinte, Sirius e James haviam sumido por baixo da capa da invisibilidade e provavelmente estavam indo pelo outro caminho.
- Ahn, vamos, Remus? - perguntou Agatha, tentando chamar a atenção dele, que parecia um pouco distraído.
- Vamos... - disse ele, tomando a frente, deixando-a um pouco para trás.
"Você não planeja me deixar sozinha, planeja?" se perguntou ela, nervosa. Então correu e segurou na mão dele, fazendo ele olhar para o rosto dela, que ele só enxergava por causa da iluminação da lua quase cheia no céu. Ela parecia um pouco nervosa...
- O-o que foi? - perguntou ele.
- Você está me deixando para trás e está com essa cara... - disse ela, meio nervosa.
- Desculpe... - disse ele, ainda meio "morto", desviando seus olhos do rosto dela.
- Está tudo bem... Só estou preocupada... - disse ela, mudando sua expressão de nervosa para uma de preocupação, mas dessa vez, ele não respondeu. Ela não tinha a coragem de perguntar porque ele estava assim, parecia ter sido depois daquela de... Filhote de lobisomem... Será que ele tinha medo? Trauma? Algum problema? Aquilo a estava preocupando...
Eles subiram as escadarias para a torre da grifinória e, como havia previsto James, não encontraram Filch nem seu gato. Os dois entraram pelo retrato e, quando já estavam no salão comunal, ela o conduziu até o sofá e o sentou ali, se sentando ao lado dele, mantendo uma das mãos geladas dele entre as suas mãos quentes. A sala estava meio escura e gelada, mas ali em frente a lareira, onde haviam se sentado, estava iluminado, quente e confortável. Ela desejava que aquele fogo pudesse aquecer o corpo tão gelado dele... E derreter todo aquele sofrimento que ela podia enxegar por trás daqueles lindos olhos.
- Você quer que eu faça alguma coisa para você tomar? - perguntou ela, preocupada.
- Não, eu... Estou bem...
- Não, não está! - exclamou ela, nervosa – E eu quero te ajudar a melhorar. Remus, eu sou sua amiga! - disse ela, cheia de preocupação. Seus olhos começavam a lacrimejar, se enxendo tão rápido que estavam quase afogados pelas lágrimas que ela insistia, por mero capricho, em segurar para não chorar na frente dele. A visão estava embaçada, tão embaçada que ficava difícil enxergar os olhos castanhos, mas era impossível não enxergar seu sofrimento. Remus não podia sofrer... Ela não queria vê-lo sofrer nunca.
Ele olhou para os olhos dela. Olhos tão azuis... Tão cheios de lágrimas causadas por ele. Lágrimas que ele derrubaria algum dia de qualquer maneira como fizera com sua mãe, com seu pai e com todos aqueles que algum dia o amaram demais antes de ele se tornar aquela criatura odiosa. Não podia fazê-la chorar... Não ela. Não a sua Agatha. Levantou inconscientemente uma de suas mãos e acariciou o rosto dela, levemente, passando seus dedos perto dos olhos dela e enxugando as poucas lágrimas que haviam começado a se derramar contra a vontade dela. Porque tinha que ser assim? Porque com ele?
Agatha ficou paralisada, apenas observando os olhos dele. Não estava feliz como havia estado aquele dia em Hogsmeade, mas era uma mentira se dissesse que estava triste... Algum sentimento estranho a invadia com a proximidade tão grande dele. Algo incontrolável que ela não conseguia entender. Algo que ela percebeu que era... Medo. Ela sentia como se Remus gostasse dela, mas apesar da verdadeira felicidade que imaginava que iria sentir com essa esperança, o medo ainda a inundava. Naquele momento não soube o porquê, mas algo nos olhos dele a assustaram. Assustaram demais... Mas foi incapaz de se afastar dele, continuou a fitá-lo como se ele fosse desaparecer a qualquer momento. Ela deixou que ele se proximasse cade vez mais, até que, após um curto momento que pareceu durar uma eternidade, seus lábios se tocaram. De alguma maneira, aquele foi o beijo mais perfeito que ela algum dia poderia ter imaginado. Era o que ela mais queria. O que ela mais havia sonhado. Entretanto, algo quebrava seu momento perfeito. No fundo do seu coração, sentiu um medo... Sentiu uma fobia desesperadora. Um medo tão forte que ela quase não conseguiu controlar. Um medo que queria consumi-la. "Alguém" gritava alto em sua cabeça, mandando que ela o empurrasse e fugisse para longe. Muito longe. Mas ela não quis e não deixou que aquilo a tomasse. O sofrimento daqueles olhos castanhos lhe diziam algo. Algo que ela não podia entender. Algo que ela não quis entender... Algo que ela não sabia mais o porquê.
Fim do capítulo 10.
James: Professora-.
Minerva: O que você está fazendo em frente a minha sala novamente a essa hora? Vai deixar outro balde de água planejado para cair quando eu passar?
James: Não! Eu-
Minerva: Fora!
Sirius: Mas nós descobri-.
Minerva: Não quero saber! 20 pontos a menos de Grifinória, agora sumam! Amanhã terão detenção para cumprir. (bate a porta na cara deles)
Sirius: Quem queria ser o herói novamente, han?
James: Droga, cala a boca...
Narradora: E foi assim que James e Sirius tiveram que limpar o salão principal sem usar magia...
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