Capítulo 10 - Fim de Jogo
Os olhos de Robert Johnson mal se conseguiam despregar da tela da televisão. O Arsenal parecia destinado à derrota no jogo contra o Manchester United: 2 a 0. Poucos minutos para o final da partida. Mas eis que uma reviravolta fantástica e dramática aconteceu. O time londrino virou o placar, sagrando-se vitorioso no campeonato inglês de 1979. Uma conquista que entraria para os anais da história do futebol local. Segurando o fôlego, Robbie seguia, passo a passo, os momentos decisivos do jogo do time de seu coração.
Aproveitando que a noiva fora dormir na casa dos pais, o mais velho dos Johnson chamou o irmão caçula para uma típica "noitada masculina". Cerveja, futebol e aperitivos. Fazia tempos que eles não passavam um tempo juntos sozinhos e aquela era a desculpa que ele precisava para ter uma conversa séria com Nick. Desde que os pais de ambos morreram em um acidente de carro, Robert cuidou da criação do irmão, e, levava aquela responsabilidade muito à serio.
Nicholas, por sua vez, apenas observava os olhos vidrados de Robert para a televisão, sorvendo calmamente a cerveja de sua caneca. Embora fosse tão aficionado pelo Arsenal quanto o irmão mais velho, já vira aquela partida pelo menos umas quinze vezes, e, se fechasse os olhos, poderia visualizar cada passe dos jogadores.
-Ainda não me conformo de ter viajado para o Canadá justamente na semana da final! Se a conta que a firma me passou não fosse tão importante, teria ficado aqui e ido com você e o Jack para o estádio - disse Robert, enquanto pegava um bocado de pistaches para beliscar.
-Teria sido ótimo ter alguém para me ajudar a carregar o Jack de volta para casa depois do porre que ele tomou por causa da derrota do Manchester.- respondeu Nick
Robert levantou-se da poltrona em que se encontrava, indo desligar a televisão e o vídeo cassete.
-Esqueci que seu amigo não tem o bom senso de torcer para o Arsenal - disse o mais velho dos Johnson em um tom levemente divertido.
Nicholas deu os ombros, entrando na brincadeira.
-Ele nasceu em Manchester, fazer o que? Nem com todas as minhas técnicas de controle mental eu conseguir converte-lo à grande verdade universal de que o Arsenal é o melhor time do universo.
Robert voltou a se sentar na poltrona, ao mesmo tempo que soltava uma risada curta e discreta. Sorveu um grande gole de cerveja e passou a encarar Nick em silêncio, por alguns segundos, até finalmente proferir:
-E então? Quando vai finalmente abrir a boca para fazer a grande pergunta que está te remoendo desde ontem à tarde, quando me apresentou à garota?
O jovem escritor passou as mãos por entre os cabelos, levemente apreensivo. O irmão o conhecia bem demais, e Nick deveria ter adivinhado que aquela história de "noite de homens" era só uma desculpa para conversarem sobre a namorada dele, que fora apresentada a Robert na tarde anterior.
-Tudo bem...O que achou dela afinal? - perguntou o rapaz.
Robert coçou o cavanhaque, pensativo. Havia simpatizado com a moça, era verdade. Mas algumas coisas o incomodavam nessa relação. O irmão estava encantado demais, envolvido demais em uma coisa que fazia muito pouco tempo que havia começado. Robbie sempre fora muito mais prático que o caçula sonhador em viver a vida.
-Bem, não posso negar que ela é bonita...educada...simpática...inteligente...tem personalidade...
-Mas? - interrompeu Nick, quase inconscientemente.
Robert arqueou a sobrancelha, surpreso com a interrupção do irmão.
-Por que acha que tem um mas?
Nicholas quase suspirou ao responder:
-Porque te conheço desde que nasci e sempre, sempre sei que existe um mas quando se trata de alguma coisa realmente importante na minha vida.
-Tudo bem...Realmente tem um mas. - o mais velho dos Johnson confirmou - Eu gostei da moça, de verdade. Mas, sinceramente, tive a impressão de que ela não está levando a coisa tão à sério quanto você. Como se escondesse alguma coisa. Por um acaso ela já apresentou você aos pais dela?
Nicholas abaixou o rosto. Sabia que Robert chegara no ponto central da questão. Já conversara algumas vezes com Betsy sobre isso, e sabia que a resposta não iria agradar ao seu irmão.
-Ela me apresentou ao irmão mais velho dela.
-Você sabe que não é a mesma coisa - Robbie retorquiu.
-Os pais dela são figurões da alta sociedade ou algo do tipo. Ela está tentando encontrar um modo de preparar o terreno para quando formos oficializar a nossa relação perante eles. Quer dizer, você sabe que eu não tenho ainda um futuro muito certo...Mal lancei um livro, ainda estou terminando a faculdade...
-Em outras, você não é bom o suficiente para a família dela - Robert cortou o irmão, deixando transparecer a raiva em cada entonação de suas palavras.
Por muito pouco Nick não levantou da poltrona em que estava, segurando-se para não demonstrar ao irmão a irritação que sentiu diante do comentário. O escritor só não explodiu porque sabia que Robbie só dissera aquilo pensando no bem-estar do irmão caçula.
-Olha, eu sei o que você está fazendo e sei onde quer chegar. Te garanto que sou bom o suficiente para Betsy. Eu a amo e ela me ama. Eu não sou mais criança, Robert, sei exatamente o que estou fazendo. Pelo menos uma vez na vida, dê um pouco de crédito para mim.
O mais velho dos Johnson pousou protetoramente a mão no ombro do irmão.
-Eu sei que não é mais criança, Nick. Um dia você vai ter filhos e vai entender que a gente sempre se preocupa. Você é romântico demais, enxerga o mundo com olhos de quem sonha acordado. Eu só não quero que você se machuque. Mas, dessa vez, vou confiar no seu julgamento. Como disse antes, Elizabeth me pareceu uma ótima moça.
Nick sorriu quase em alívio ao ouvir as palavras do irmão. Ele sabia que tinha razão, aliás, nunca, em toda a sua vida teve tanta certeza sobre alguma coisa do que tinha naquilo que sentia em relação a Elizabeth. No começo, ele estivera fascinado pela idéia de que Betsy era a fada dos cabelos cor de fogo que era a dona de seu destino, de acordo com a cigana que lera a sua sorte quando criança, mas, a medida em que conhecia mais e mais a namorada, sabia que ela era a pessoa com quem ele queria compartilhar a sua vida, independente de profecias mágicas ou fantasias infantis. O que sentia ia muito além disso.
A ruiva olhava enternecida pela janela da pequena casa de subúrbio onde fora passar a noite. O vento soprava por entre as árvores da entrada, fazendo com que o barulho suave das folhas roçando umas contra as outras lembrassem uma melodiosa canção de ninar.
Betsy amava cada detalhe daquela casa tipicamente comum e trouxa. Era um lugar aconchegante e caloroso, muito diferente dos amplos e frios cômodos e corredores da mansão em que crescera. Secretamente, desde que pisara os pés ali pela primeira vez, desejara que, se um dia tivesse filhos, eles crescessem em um lugar assim.
A moça foi tirada de seus pensamentos por uma mão que repousara suavemente em seu ombro. O rosto sorridente de Marion a encarou. Na outra mão, a moça negra trazia uma fumegante caneca preenchida com chá até a borda. Elizabeth nada disse, apenas pegou o recipiente, bebericando prazerosamente o líquido.
-É o mínimo que eu posso fazer por você ter se prontificado a passar a noite aqui comigo - disse Marion, enquanto se sentava na borda da própria cama.
Afastando a caneca dos lábios, Betsy sorriu para a amiga, respondendo:
-Como se isso fosse um sacrifício para mim.
A negra deixou-se cair na cama, olhando fixamente o teto, pois queria evitar que a amiga lhe lesse nos olhos o verdadeiro terror que passara a tomar conta dela nos últimos meses.
-Eu estou falando sério, Betsy, com meus pais viajando para a apresentação das alunas de balé da mamãe em Brigthon, não conseguiria ficar aqui sozinha. Simplesmente ia enlouquecer de tédio.
Embora não pudesse ver o rosto amiga, e esta tentasse mascarar os sentimentos em um comentário ligeiramente despretensioso, a ruiva conhecia Marion Peterson o suficiente para saber que existia algo muito mais sério por trás daquele pedido.
-Você não precisa esconder de mim que está com medo, Mari...
A negra continuou a encarar o teto, sem se mexer na cama. Era verdade, cada dia que passava a guerra se tornava mais insana, mais perigosa, mais sangrenta... A idéia de ficar sozinha em casa, vulnerável e desprotegida a aterrorizava. Não que a presença dos pais amenizasse esse sentimento, ao contrário, temia também pela vida deles. A ausência dos pais era quase um alento... Um alívio vê-los afastados do perigo. Sabia que para os servos d' Aquele-que-não-deve-ser-nomeado, pessoas como Clarence e Josephine Peterson eram menos que animais, e ela, Marion, por ser uma bruxa nascida trouxa, era uma escória a ser eliminada.
-Tudo bem...Eu admito...a quem estou querendo enganar...é reconfortante ter você aqui comigo...
Betsy largou a caneca praticamente vazia no peitoril da janela, indo deitar-se ao lado da amiga. Pousou as mãos no ventre e ficou a fitar o teto como a outra.
-Bem, não é todo mundo que pode se vangloriar de ter sua auror particular para protege-la.
Marion deixou que um sorriso pálido lhe aflorasse nos lábios.
-Obrigada, Betsy... De verdade...Bem, já que esclarecemos o meu problema, agora é hora de discutirmos o seu...Como foi com o irmão do Nick?
-Melhor impossível, eu acho. - respondeu a ruiva, serenamente - Ele é um cara legal. Dá para ver que o Nick admira o irmão, e também que Robbie realmente se preocupa com ele... Acho que no fim dei uma boa impressão... Assim como Nick deu a Aldo quando apresentei os dois... Creio que já é meio caminho andado, não?
Marion virou-se de lado, apoiando a cabeça em uma da mãos para observar melhor Elizabeth, e dizendo:
-O problema é o resto do caminho, não é? Contar para os seus pais que você está saindo com alguém sem absolutamente nenhum traço de magia no sangue, um trouxa "qualquer" como eles diriam.
Os olhos verdes da moça desviaram-se do teto para o rosto da amiga, tristes e preocupados.
-Eu sei...Já pensei em milhares de formas de como fazer isso, já repassei a cena centenas de milhares de vezes na minha cabeça, e, mesmo nas melhores possibilidades, o cenário não foi dos mais bonitos... E, eu simplesmente não sei o que fazer ou como fazer, porque, sinceramente, não consigo mais imaginar a minha vida sem Nick ao meu lado.
Marion inclinou o corpo para frente, encostando a cabeça na testa da amiga, e, tentando dar para a outra uma coragem que ela quisera um dia também sentir, murmurou baixinho:
-Tudo vai acabar se ajeitando da melhor maneira possível, Betsy...Você vai ver..
- Aldo, você não comeu quase nada. Não ficou bom?
- Ficou excelente, como sempre, Gaby. Você continua sendo a melhor cozinheira que eu conheço. - o auror sorriu.
- É o tempero latino, eu já te disse. - respondeu a morena, com uma piscadela - Mas se ficou tão bom, coma mais um pouco.
- Obrigado, Gaby. Mas realmente hoje estou sem apetite. Cabeça cheia por conta do trabalho.
-Eu já te disse, Aldebaran, nada de assuntos do departamento de aurores aqui em casa. Você vem nos visitar para relaxar. Sem falar que esse assunto fica dando idéias para esse outro desajuizado aí - disse Gabriella, apontando o marido com a cabeça, enquanto se levantava para retirar os pratos da mesa.
Alexander simulou uma cara de ofendido, dizendo:
- Eu não fiz nada, querida. Sou o marido mais obediente do mundo.
- Me engana que eu gosto, Alex - retrucou a morena, colocando os pratos que juntara em cima da mesa, e postando as mãos na cintura. - E não vem pensando que eu perdoei vocês dois pela brilhante idéia de fazer o meu marido arriscar o pescoço naquela festa infestada de comensais.
-Eu sei que te dou trabalho, mas você me ama assim mesmo.
Alex puxou a esposa pelo braço, fazendo com que ela caísse sentada em seu colo, dando-lhe um beijo.
- Convencido! - replicou Gabriella, passando os dedos por entre os cabelos castanhos de Alexander. - É claro que eu te amo, cariño. Siempre!
- Yo tambiém te amo, mi corazón - respondeu ele, em um estranho espanhol carregado de sotaque.
Aldebaran limitou-se a permanecer em silêncio, com meio sorriso no rosto, observando os amigos, apesar de aquela cena trazer à tona uma certa melancolia que insistia em assolá-lo já fazia quase uma semana, desde que beijara Frida no parque.
Gabriella levantou-se do colo do marido e continuou a retirar os talheres sujos da mesa.
- Quer ajuda? - ofereceu Aldebaran.
- Não precisa se preocupar, Aldo. Só vou tirar a mesa, mais tarde Alex me ajuda a lavar. Relaxa, hoje você está com uma cara excepcionalmente cansada. Por que você e Alex não vão para a sala de estar conversar, enquanto eu preparo um café para a gente?
Alexander esparramou-se no sofá da sala, encarando o amigo e ex-parceiro da época em que era auror.
- Pode me contar a verdade, Aldebaran.
- Que verdade, Alex? - perguntou o ruivo, com um tom de voz casual.
- Sobre o que realmente está te incomodando, meu amigo. Você não é de demonstrar explicitamente o que está pensando ou sentindo, mas depois de todos esses anos convivendo com você, já aprendi a ler nas entrelinhas.
- Como eu disse à Gabriella, estou apenas preocupado com o trabalho, nada mais.
Alexander abriu um amplo sorriso.
- Sei...Vou fingir que acredito. Para mim, isso tem jeito de ser história envolvendo mulher. Você está igualzinho a mim quando eu descobri que estava apaixonado por Gaby. O mesmo jeito avoado, o mesmo olhar perdido. A diferença é que eu tinha um sorriso bobo no rosto, já você continua com essa cara séria de monitor-chefe que sempre teve.
- Que bobagem, meu amigo - respondeu Aldo, forçando-se a sorrir. - eu já te disse que eu não tenho espaço na minha vida para esse tipo de coisa, as minhas obrigações como auror não me permitem cogitar essa possibilidade.
- Ah, por Merlim, Aldo! Antes de ser auror, você é um homem, uma pessoa. E mesmo que teime em negar, você tem sentimentos! A vida é curta e incerta demais, Aldebaran. Especialmente nestes tempos de guerra em que estamos passando. Para que ficar perdendo tempo? Às vezes a gente precisa mergulhar de cabeça na vida se quisermos ser felizes.
- Alex, as coisas não são tão simples.
- As coisas são tão simples quanto nós quisermos que sejam. Olha, semana que vem Angus vai estar aqui em casa com a esposa e os filhos. Você está intimidado a trazer a moça aqui para conhecer todos nós.
- Não tem moça nenhuma, Alex.
- Então trata de arrumar uma, Aldo.
A fachada da velha loja de penhores Lil' Varsóvia dava conta de um lugar pobre e miserável. Os poucos trouxas que davam atenção á loja se perguntavam como o estabelecimento se mantinha, já que raríssimos eram os fregueses que entravam ali. Mas o que eles não sabiam era que aquele era apenas um disfarce. O prédio, na realidade, escondia em seu subsolo, os suntuosos escritórios da embaixada bruxa da Polônia em solo britânico.
Embora a maioria dos empregados utilizassem a rede de pó de flu para chegar e partir do estabelecimento, a senhorita Frida Grygiel, secretária particular do embaixador Roman Kasprowicz, entrava e saia pela porta da "loja de penhores" há mais de uma semana.
Não era do conhecimento de absolutamente ninguém ali de que a jovem polonesa de cabelos dourados era, na realidade, espiã de Voldemort, o temível bruxo das trevas. Ser secretária do embaixador foi um modo de se aproximar do auror Aldebaran Black-Thorne, para seduzi-lo e assim conseguir acesso as alguns segredos do Ministério Bruxo Inglês.
O plano traçado pela polonesa tinha ido muito bem, até que ela, em uma manobra arriscada, beijou o auror. Frida começava a se arrepender do feito. Tanta impetuosidade deve ter repelido Aldebaran, afinal ele era um homem reservado e taciturno. Ela insinuara que ele a procurasse na embaixada, dias se passaram e ele não aparecera. Falhara com o mestre. Logo em sua primeira missão, em sua primeira oportunidade real de adquirir poder e status suficiente para reerguer o nome de sua família. Precisava de uma nova estratégia urgentemente, senão...
As elucubrações da feiticeira foram interrompidas ao perceber que do outro lado da rua um homem alto e ruivo a observava. Aldebaran! O coração dela disparou, sua respiração suspendeu por alguns segundos e sentiu até mesmo as pernas fraquejarem momentaneamente. È claro que tudo isso deveria ser conseqüência da emoção de seu plano te dado certo, só podia ser isso.
Atravessou a rua, apressada, mal percebendo se carros passavam ou não. Nada disse, apenas olhava o auror, respirando de modo um pouco ofegante.
- Srta. Grygiel - começou Aldo - pensei muito antes de procurá-la. Precisei pensar nos prós e nos contras antes de tomar a minha decisão. Estamos em tempos difíceis, tempos de guerra. Como auror tenho uma vida instável e perigosa por causa disso. Mas, como um amigo me lembrou, essa instabilidade também pode ser vista como um lembrete de que não devemos perder as oportunidades que surgem na nossa vida.
- E o que você quer dizer exatamente com isso, Aldebaran?
- Que eu lhe devo uma resposta desde nosso último encontro, e agora, estou pronto para lhe dar.
O ruivo não pronunciou nem mais uma palavra, apenas envolveu a moça em seus braços, beijando-a. E enquanto se perdia naquele momento, um pensamento surgiu forte na mente da espiã: Xeque Mate.
Nota da Autora
Oi novamente a todos!
Espero que tenham gostado do capítulo...
Bem, vamos ao capítulo em questão. Finalmente Aldebaran cai nas artimanhas de Frida...Mas, pelo que deu para perceber, até que ponto predador e presa se confundem nessa história?
E, como também devem ter notado, Betsy e Nick se encontram cada vez mais próximos do ponto crucial de sua relação...Fortes emoções nos próximos capítulos...
Bem, vamos às referências:
Título, capa. Tudo relacionado ao "xeque mate" que a Frida dá em Aldebaran, conseguindo, assim, cumprir a primeira parte da missão que Voldemort designou a ela. Mas também é referência ao episódio 19 da segunda temporada de Alias, na minha opinião, a melhor temporada de toda a série. O foco dessa temporada é a mãe de Sydney, Irina Derevko, um ex-espiã da KGB, que se casou com o pai de Sydney para espioná-lo. Irina é uma das minhas fontes de inspiração na criação de Frida.
A paixão pelo Arsernal, compartilhada pelos irmãos Johnson é uma homenagem minha a um escritor inglês sensacional, conhecido como "um cronista do século XXI" por seus textos descolados e ao mesmo tempo complexos. O senhor Nick Horbny, autor de Febre de Bola, Alta Fidelidade, Um Grande Garoto (todos transformados em filme), entre outros. O Arsenal é alvo de paixão incondicional do personagem principal de Febre de Bola.
Temos também a primeira aparição em nossa fic de Gabriella Herrera Sinclair, mãe trouxa de Raven.Gaby nasceu no Peru e mudou-se para a Inglaterra para trabalhar com o irmão mais velho, Gullermo. Teremos mais dela no decorrer de PSnM.
É isso!!
Espero que tenham se divertindo com o que leram tanto quanto eu me diverti escrevendo.
Abraços, Meridiana (Ana)
