N/A: Chegamos ao capítulo 10

N/A: Chegamos ao capítulo 10! Muito obrigada á todos! Sem vocês não teria passado nem do primeiro.

Vestido

Segunda-feira.

Riza chegou ao QG ás sete horas, não queria topar com muita gente no corredor, sabia que as pessoas estavam achando que ela e o Coronel tinham um caso e a olhariam torto ou até fossem perguntar. Mas eles não tinham um caso. Só que quem iria acreditar na versão real? Ninguém. O povo adora um bom escândalo, apesar que não tinha nada de estranho duas pessoas ficarem juntas. Mas como os dois eram do exército, as coisas se agravavam um pouco. O exército se escondia, não havia muitas notícias sobre gente de lá de dentro, então um acontecimento daqueles envolvendo um Coronel (que nos jornais virou General) e sua subordinada parecia ser algo extremamente chamativo.

Como sempre ela foi a primeira a chegar na sala onde todos os dias desde que foram transferidos para a Central trabalhavam que nem loucos (ela pelo menos trabalhava). Aproveitou para descer até á secretaria e pedir que todos os papéis fossem enviados automaticamente, logo após isso caminhou até ao refeitório onde conseguiu dois bolinhos e uma caixa de leite, não queria aparecer no refeitório para o almoço.

Às oito horas os demais subordinados já haviam chegado, nenhum deles a fez nenhuma pergunta sobre o acontecido da sexta á noite. A conversa no grupinho era mais realista:

- Quem será que é o cara?

- Não sei Breda, só sei que ele vai se encontrar com a Primeira Tenente no baile.

- O de máscaras? Ah Havoc, desse jeito a gente nem vai ver a cara do sujeito.

- Calma Fallman, lembra que no fim da festa todos tem que tirar suas máscaras? È só a gente ficar de olho na máscara do cara que se aproximar da Primeira Tenente.

- E como a gente vai saber quem é ela?

Um silêncio pousou sobre eles. Fury tinha revelado uma falha no plano perfeito de Havoc. Como eles iriam saber quem era a Primeira Tenente? Então ele se lembrou que Mustang á acompanharia.

- Ei, junta aí. Não falem isso pra ninguém. Mas ela vai com o Coronel.

- Com o coronel?

- O que tem eu?

Todos olharam para trás e se depararam com Mustang, estava com uma cara de sono, mas seus ouvidos estavam bem atentos.

- Er, nada Coronel. Estávamos falando daquela moça da Floricultura que preferiu sair com o Senhor ao invés de sair com o Havoc.

- Ah sim... Se não me engano o nome dela era Jaqueline. – Ele começou a olhar para o alto, então se virou e foi andando até a sua mesa.

- Ufa, dessa a gente escapou por pouco né Havoc? Havoc!?

Havoc estava distante, parecia que tinham lhe cortado ao meio, seus olhos estavam perdidos, então ele se virou para os companheiros e disse melancolicamente:

- Então ela... ela saiu com ele? Ela tinha me dito que a mãe estava doente... – Ele parecia muito abatido, estava com aquele olhar "Sou um fracassado".

- Ah Cara, foi mal, não era pra você ficar sabendo assim...

Enquanto os outros tentavam consolar Havoc, Riza continuava mergulhada na pilha de relatórios, então Roy foi até a mesa dela, parou em frente e disse:

- As relações entre homens e mulheres são tão complicadas não é Primeira Tenente?

Ela não desviou os olhos dos papéis e respondeu:

- Como assim Coronel?

- Ué, agora o Havoc vai ficar daquele jeito por umas duas semanas. Até arrumar outra namorada.

- Entendo. – ela continuava olhando para os papéis, estava extremamente fria com ele, mas Roy não desistiu e continuou, queria apenas que ela olhasse para ele, mesmo que para isso ele tivesse que apelar para as mentiras.

- Falei com o meu amigo ontem, aquele que quer te conhecer.

Dessa vez ela parou de preencher os dados e olhou para ele. Tinha conseguido!

- Co-Coronel, acho... Acho melhor não falarmos sobre isso aqui.

- Hum, verdade, Bom dia Primeira Tenente, você está realmente ótima hoje. – Dizendo isso ele se virou e foi até a sua mesa assinar a pilha que ela já tinha preenchido.

Riza ficou quieta, olhando ele andar até a mesa e sumir atrás dos papéis. Ele nunca tinha dado bom dia pra ela antes e muito menos elogiado a sua aparência.

- OLÁ MEUS AMIGOS!

Todos se assustaram, Hughes tinha essa mania de entrar gritando. Ele deu olá para os outros subordinados e caminhou até a mesa de Riza, então disse:

- Primeira Tenente Hawkeye! Como vai?

- Muito bem... E o senhor?

- Estou ótimo! Ótimo!

- Porque tanta alegria Hughes?

- Ah Mustang, o baile está chegando... É um dos poucos dias que eu e a Gracia saímos pra dançar, e ela é a mulher mais perfeita dessa Terra. Já to até animado.

- Mas Hughes, hoje é dia 27, faltam 4 dias.

- Vinte e sete? – Riza se levantou, parecia extremamente espantada.

- É sim, o baile é dia 31... dia de Halloween.. algo de errado Primeira Tenente?

- Não Coronel. Nada. Desculpe. Estou preocupada no que vestir. – Ela se sentou novamente, faltavam quatro dias para o dia do baile e ela nem tinha arrumado um vestido, ela não estava preocupada com aquilo até dois dias antes, quando descobriu que tinha um encontro marcado naquela festa, se não fosse por isso, ela não iria.

- Ah, não precisa se preocupar. Hoje eu vou tirar folga á tarde porque vou com a Gracia ao centro comprar um vestido. Sabe como é, nem sobra tempo pra nada. Você pode ir conosco, a Gracia vai gostar de alguém que entende de roupas que nem ela.

- Ah, nesse caso eu acho que não vou poder ajudar, não entendo muito de roupas...

- Mas você é mulher e a Gracia adoraria ter uma companhia feminina com mais de 3 anos para acompanhá-la nas compras...

- Pensando por esse lado. Mas eu tenho que trabalhar e...

- Não! O Roy já te deu folga hoje a tarde, vocês nem tem muito serviço, afinal fizeram um bando de hora extra não é?

Roy imediatamente sacou a jogada de Hughes e disse:

- È isso mesmo. Pode ir Primeira-Tenente! Você já adiantou bastante trabalho, vá se divertir um pouco.

- Se está tudo bem para o senhor, então não vejo problema.

- Ótimo! Eu sabia que o Roy ia entender, bom, eu vou indo ligar para a Gracia.

Hughes saiu cantarolando pela sala, então voltou rapidamente e disse:

- E Mustang, você precisa de uma esposa! – dizendo isso foi andando normalmente pelo corredor até os telefones.

Havoc não perdeu a chance de ir até Riza e perguntar:

- Pretende vestir o que Primeira Tenente?

- Um vestido?

Os outros subordinados começaram a rir, então Havoc se recolheu para o seu canto de solidão... Dois foras no mesmo dia era muito para ele.

XxX

Centro da cidade. Uma e meia da tarde. Hughes e Riza com a farda militar indo ao encontro de Gracia. Fazia tempo que Riza não ia ás compras, só tinha ido ao centro fazer compras umas duas vezes desde que se mudara para a Central.

Gracia estava com um vestido até abaixo dos joelhos, uma sandália com tiras de corda e um chapéu daqueles que nós usamos para tomar sol e ir à praia. Hughes estava conversando com Riza sobre o modo que as pessoas organizavam as vitrines quando viu sua esposa, imediatamente esqueceu o assunto e foi correndo até ela:

- Meu chuchuzinho! Que saudadeees!

Os dois se abraçaram e deram um beijinho rápido. Hughes era um babão perto da mulher e da filha. Riza gostava disso nele, achava que o jeito que ele expressava o amor pela filha e pela esposa era extremamente bonito, mesmo sendo escandaloso.

- Amor, essa é a Primeira Tenente Riza Hawkeye. Você a conhece.

- Ah, olá Riza, posso te chamar de Riza não é?

- Claro, prefiro assim. Gracia não é?

- Isso mesmo. Bom, vamos, achei uma loja ótima ali na esquina.

- Querida, eu falei pra você me esperar.

- Calma amor, é que minhas amigas recomendaram essa loja.

Gracia pegou no ombro de Hughes e foram na frente até a loja. Enquanto Riza ficava olhando as vitrines das demais lojas que tinham por ali, sem contar os vendedores ambulantes que praticamente jogavam as coisas no seu rosto.

- Ei Riza, venha!

Logo que a Sra. Hughes á chamou, Riza se tocou que estava parada no meio do calçadão e tinha deixado os dois irem na frente, então ela foi ao encontro deles, não queria se perder em pleno centro.

A loja se chamava Fabulous&Incredible, era especializada em vender vestidos de festa, também era uma loja muito chique, e com certeza, muito cara.

Riza já havia morado na Central, mas nunca tinha tido chance de entrar numa loja tão bonita como aquela, e tinha tantos vestidos.

Uma vendedora ruiva apareceu e cumprimentou Gracia, com certeza ela achou que ela estava sendo escoltada por dois soldados, então Gracia disse:

- Trouxe uma amiga para comprar comigo, ela e eu queremos vestidos para uma festa social á noite.

A vendedora examinou bem a loja, então deduziu que a amiga fosse mesmo Riza.

- Ah Claro, pode deixar. Quais os seus nomes?

- Gracia e Riza.

- Bom Srtas., esperem um momento, eu já volto para tirar suas medidas.

A moça se afastou, então Hughes foi atrás de Gracia e disse:

- Bom amor, já vi que já conseguiram atenção suficiente. Vou em algum outro lugar comprar algo pra Elisia. – Deu um beijo na mulher e saiu rapidamente da loja.

A vendedora voltou com a fita métrica e pediu que as mulheres fossem até outra sala onde queria que elas se despissem para tirar as medidas certas.

Riza não podia fazer aquilo, ela tinha aquela tatuagem enorme nas costas, não queria que a vendedora visse. Então disse:

- E se eu já souber minhas medidas?

- Já sabe? Ah então por favor anote-as ali no caderninho enquanto eu tiro as medidas dela. – A vendedora apontou para Gracia.

Riza foi preencher os dados no caderno, como militar ela fazia esses tipos de medições todo mês, então sabia de cor e salteado todas as suas medidas.

Depois de preencher ficou esperando a vendedora terminar de medir Gracia.

Após terminar de medir, a vendedora ruiva pegou uma tabelinha de cores e foi colocando uma por uma na pele de Riza. As cores violeta e verde escuro foram as que ficaram mais bonitas. Riza preferia violeta. Então a mulher levou Riza até uma parte da loja onde só havia vestidos no tom violeta. Já Gracia se identificou com a cor verde musgo, e foi levada para uma sessão onde só havia vestidos verde musgo.

Enquanto as duas piravam tentando escolher os vestidos que eram um mais lindo que o outro, Hughes caminhava apressadamente pela rua, tinha comprado uma boneca para Elisia, mas precisava urgentemente achar Roy. Ele disse que estaria em frente á Raftel, uma padaria muito renomada na central.

E lá estava ele, sentado numa das mesas lendo jornal e tomando café. Então Hughes deu um de seus típicos gritos:

- HEY MUSTANG!

Roy queria fingir que não era com ele, mas Hughes foi até a mesa e se sentou numa das cadeiras vagas. Obs: Todos em volta olhando para ele como se ele fosse um louco varrido. Bom, ele era.

- Cara, elas já estão escolhendo os vestidos, se quiser fazer parte do plano apareça lá agora. E afinal, quem você deixou no seu lugar?

- O Armstrong aceitou passar a tarde no meu posto.

- Ah. – A visão de Armstrong ensinando os subordinados de Roy á fazer abdominais veio á cabeça de Hughes, mas ele preferia que não tivesse vindo.

Roy acabou o café, deixou o pagamento em cima da mesa e saiu com Hughes até a loja de vestidos, onde Gracia e Riza já estavam perto de escolher algo.

Riza tinha selecionado três vestidos para as provas. A-) Longo, com um pouco de decote B-) Era um pouco para baixo dos joelhos e tinha meio que uma parte plissada no busto. C-) Longo, tinha uma pequena cauda, a frente meio plissada.

Ela não era muito alta, tinha pouco mais que 1.60, mas um salto resolveria o problema.

Após provar cada um deles, achou que o vestido C tinha ficado melhor, era um baile chique, a elite militar estaria presente, então parecia o vestido apropriado.

Pediu para que a vendedora embrulhasse e foi até ao balcão pagar.

- São 1600 reais. Incluindo ajustes de acordo com a medida do corpo.

Riza quase engasgou, esperava que fosse caro, mas nem tanto.

- Pode processar o pedido, eu pago.

Riza quase teve um ataque. Ele ali na loja? Não, até ali? Era demais pra ela... Então disse:

- Não, eu vou pagar.

- Hãm, você vai comigo. Eu pago.

Riza se virou e se deparou com Roy, os olhos se cruzaram por uns segundos, então desviando daquele olhar ela disse:

- O vestido é meu.

- Mas o dinheiro vai ser meu. Sem mais.

- Coronel, o senhor não pode...

- Claro que posso. Se quiser eu compro esta loja e todos os seus vestidos. Posso muito bem comprar um vestido para a minha subordinada, amiga e companheira.

Ela ficou quieta, companheira? Amiga? Era impressão dela ou Roy Mustang estava tentando se aproximar? Bom, era de se esperar que sim. Afinal, eles iam ao baile juntos.

Roy pagou o vestido. Enquanto Hughes pagou o de Gracia (óbvio), então os quatro saíram da loja, Roy e Riza brigando para ver quem segurava a sacola com o vestido dela (Ele ganhou novamente e carregou as sacolas).

- Bom, já são quatro horas. Que tal passarem em casa?

- Desculpe Gracia. Não tenho tempo, sabe como é, cuidar do Hayate, guardar o vestido... Mesmo assim muito obrigada.

- Ah Riza, que pena. Mas passe em casa qualquer dia desses.

- Claro.

Riza se despediu de Gracia e Hughes, quando foi se despedir de Roy ele disse:

- Não vou te deixar carregar essa sacola até sua casa, pode amassar no táxi, eu te acompanho até lá.

- Não precisa Coronel, eu me viro.

- De forma alguma. Eu paguei o vestido, eu o levo até sua casa.

- Mas...

- Não! Eu comprei, eu levo. Considere como um presente.

Riza meio que corou, então disse:

- Tudo bem Coronel. Você leva.

- Certo, então você dirige, estou de carro.

- Pode deixar.

- Bom, então até mais Gracia.

- Até Roy...

- Ei Mustang – Hughes se aproximou e sussurou – Não vá fazer nenhuma besteira.

Roy deu um sorriso para disfarçar, se virou para Riza e disse:

- Meu carro está estacionado ali, vamos. – Ele deu o braço para ela que hesitou um pouco em aceitar, afinal eles estavam de farda.

- Não se preocupe Riza, é só um ato de cortesia. Não há nada demais. – Ela gelou com ele pronunciando o nome dela, mas resolveu aceitar o braço, afinal, não tinha mesmo nada demais.

O carro não estava muito longe, demorou uns 5 minutos para chegarem. Um dos cinco minutos mais inesquecíveis da vida deles. No meio do caminho foram parados por um vendedor de flores;

- O senhor não quer comprar uma flor para essa magnífica mulher?

- Hum, quantas flores você tem aí?

- Er, umas trinta.

- Quero todas.

- Todas? – Perguntou o vendedor meio sem acreditar.

- Coronel, pare com isso. – Riza estava envergonhada.

- Não, você merece muito mais que uma flor.

Dizendo isso Roy comprou todas as flores e o homem que as vendia as embrulhou num papel branco. Era um buquê simples, mas era bonito.

Depois de comprar as flores, andaram mais um pouco e chegaram no carro. Meia hora depois estava entrando no apartamento de Riza,

Hayate veio correndo alegremente e Riza brincou um pouco com ele. O cachorro viu Roy e começou a pular nele.

- Hayate, senta!

- Não precisa Riza, eu gosto de animais.

- Bom, então fica ai com o Hayate enquanto eu guardo o vestido.

- Não. Eu que tenho que guardar o vestido.

- Você disse que só queria trazer. Guardar é comigo.

- Não. Serviço completo.

- Coronel, isso já é demais!

- Haha, vem pegar a sacola então.

Roy saiu correndo e gritando "Me alcance se puder! Nossa, que lerda!" pelo apartamento como uma criança de cinco anos e o pior, ele estava segurando a sacola do vestido. Riza sabia que podia muito bem sacar uma arma e dar uns tiros para que ele tropeçasse, mas resolveu entrar na brincadeira e saiu correndo atrás dele. Hayate os seguindo e latindo.

Ela era rápida, ele também. Então ele foi abrindo as portas e contornando os móveis. Até a hora em que estavam no quarto de Riza. Era normal, um armário embutido numa das paredes, uma cama de casal (ela gostava de espaço) e uma penteadeira com poucos perfumes e cremes. No canto havia algumas caixas da mudança que ela nem tinha começado a mexer. Roy ficou de um lado da cama e ela do outro, então ele disse:

- Duvido que você me pega.

- Eu também. – Então ela mostrou as luvas dele.

- Co-como você pe...

- Há há, quem é o lerdo agora? – Dizendo isso ela saiu correndo, mas ele subiu na cama, pegou impulso e deu um pulo em cima dela, ambos caíram no chão, ele em cima dela, então ele a prensou contra o carpete e disse:

- Acho melhor você devolver essas luvas.

Ela não conseguia se mexer, mas mesmo assim disse:

- Você parece uma criança.

- Você também.

Os dois riram, mas foram parando aos poucos. Ele já havia parado e ficou olhando o rosto dela sorrir, examinando cada detalhe. Ela tinha uma pequena cicatriz no lábio inferior... O que a deixava mais especial. Então ele deixou escapar:

- Você é a mulher mais linda que eu já conheci.

Ela ficou séria de repente, olhou para ele surpresa, o coração acelerado... Roy a olhava de um jeito diferente, parecia hipnotizado. Então ela disse:

- Coronel, o senhor está... bem?

- Melhor impossível, eu to aqui junto com você, a mulher mais linda que eu já vi e...

O rosto dele foi se aproximando, mas ela desviou e disse:

- Coronel, espera – Ela o empurrou de cima dela e se levantou, depois continuou:

- Eu sei que vamos juntos ao baile, mas isso não significa que eu queira outras coisas com o senhor. – Ela não queria falar isso, pois sabia que queria outras coisas. Mas se Roy era amigo do cara que gostava dela e o estava ajudando, podia ser um teste, e mesmo se não fosse ela não ia querer que chegasse o dia do baile e ela já tivesse traído o tal admirador até antes de conhecê-lo. Era uma questão de honra.

Ele estava surpreso, não pelo fora recebido, mas pelas suas ações naquele momento. Ele havia se deixado levar, o seu pensamento tinha sido mais forte que seu físico. Mas havia um jeito de sair dessa.

- Riza me desculpe. É que... É que eu estava...

- Fazendo um teste para o seu amigo?

Bom, não era o que ele tinha pensado, mas era melhor.

- Sim, me desculpe. Eu disse á ele que podia confiar em você, mas ele pediu que eu te testasse, me desculpe, por favor.

Ela chegou a ficar com pena dele. Parecia arrependido. Ele nem precisava pedir perdão, ela o perdoaria até se ele tivesse feito a coisa mais errada do mundo.

- Coronel...

- Por favor, me chama de Roy quando não estivermos no serviço.

- Roy, não se preocupe. Eu te perdôo.

Ele queria pular nela de novo, abraça-la, beija-la. Mas não podia. Por enquanto não. Se limitou a dizer:

- Obrigado.

Ficaram se olhando por uns segundos, até que Hayate apareceu e tentou pular no colo de Riza.

- Ah, quase me esqueci, seu vestido... Onde eu guardo? Não me venha com a desculpa que quer guardar. Já disse que eu comprei, eu guardo.

- Hum, já vi que não vai desistir. No armário. Terceira Porta.

- Certo.

Roy andou até o armário e colocou o vestido num cabide de madeira e o pendurou lá dentro. Aproveitou para dar uma olhada nas roupas dela. Até que viu um quepe. Era o quepe que ele usava em eventos militares como nomeações e coisas do tipo. Porque ela o guardava ali?

- Coro... Roy, algo errado?

- Não... Só estava pensando numa coisa. Nossa, já são cinco e meia! Tenho que voltar para o quartel...

- Eu vou com o senhor...

- Não, você tirou folga.

- Só para comprar o vestido, já posso voltar ao meu trabalho agora.

- Ri...

- Já disse que vou voltar.

- Tudo bem, eu já entendi.

Roy fechou o armário e foi seguindo Riza até a saída. Ela pediu que ele a esperasse lá fora enquanto ela alimentava Hayate e procurava um relatório que ela tinha feito de uma de suas últimas missões.

Novamente no carro, dessa vez ele dirigindo. Não conversaram durante o trajeto, ele apenas a olhava de vez em quando pelo retrovisor e vice versa. Pouco tempo depois estavam no QG, desceram do carro e entraram apressadamente, mas foram interrompidos no meio do caminho.

- Hey esquentadinho.

- Ah, olá do aço, onde está o seu irmão?

- Não interessa, só quero entregar isso aqui. – Ed entregou uma pequena pilha de papel ao Coronel e depois continuou - Ah, boa tarde Primeira Tenente.

- Boa tarde Edward.

- O Al está treinando com a arma dele, nós gostamos muito da sua aula.

- Ah, obrigada.

- Quando você poderá dar outra?

- Domingo que vem está bom para você?

- Está ótimo. Tchau Primeira-Tenente...

- E pra mim você não fala tchau? – Mustang o encarou.

- Não. – Ed deu as costas e saiu do QG.

- Que garoto mal educado.

- Você o provoca muito também.

- Ei, você ta de que de lado?

- Nenhum Coronel. Vamos, já deve ter muitos relatórios para o Senhor assinar.

- Nem me fala.

E assim os dois foram andando até a sala onde ficaram trabalhando até ás 20 horas, quando a hora extra acabava.

O resto foi normal, foram para suas casas, completaram a rotina da segunda feira (Embora aquela segunda não tenha sido muito rotineira). Cada um pensando no dia do baile. Cada um com seus motivos para isso.

N/A: Acabou! Essa fic vai até o capítulo 12, portanto não desanimem, estamos na resta final e finalmente descobriremos quem é o admirador secreto de nossa querida Riza Hawkeye. Me desculpem a demora, é que essa semana foi muito corrida, poxa, eu também sou um ser humano. E aproveitem o começo das novas fics, uma Royai e outra de Avatar (quem gosta de histórias que tenham máfia vai amar essa).

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