Yuukiko fica fascinado pela demonstração de poderes...

E aos poucos, vai superando o que fez, graças a uma ajuda providencial e como sempre, esperada.

Cap. 10 - Aplacando corações.

- Ji-chan? (tio)

- Vejo que se lembrou de como me chamava.

Vê Rikudou Sennin próximo do quartinho, onde ficava o vaso que outrora fora lacrada. Ele olhava-a paternalmente e sorrindo gentilmente.

Sentindo uma felicidade imensa, assume a forma semelhante a humana e tenta correr até ele, mas, caí de cara no chão. Não fica aborrecida, por causa da imensa felicidade que sentia e caindo diversas vezes, consegue chegar até o sennin, com a face levemente suja.

Ela o abraça fortemente e este em seguida afaga paternalmente a cabeça dela, que chora de felicidade. A beijando na testa, fala:

- Estou feliz em vê-la... dormiu bem?

- Foi como falou, eu dormi e tive muitos sonhos bons... reconhecendo-os dos últimos anos que andei junto com você... - fica levemente triste.

- O importante é que guardou recordações desse tempo... os humanos tem uma vida efêmera, embora, que eu fiquei vivo por muito mais tempo que a média... mas, não muda o fato, que morreremos algum dia... já você...

- Eu sei... juventude eterna... - esconde seu rosto nas roupas dele.

- Peço para que cuide de sua vida, não se exponha...

O olha confusa e este fala:

- Porque é uma youma diferente dos demais... você pode morrer e se isso acontecer, não vai mais voltar...

- Mas, nós bijuus, somos massas de chakra, se por acaso morrermos, voltamos...

- Disse que era especial, não só no quesito personalidade e que as regras não se aplicavam a você... por favor, não se exponha a situações de risco de vida... promete?

- Prometo...

Afaga paternalmente a cabeça dela, sorrindo. A bijuu pergunta, olhando para o humano caído.

- É Yuukiko-kun?

- Sim.

- Mas, por quê? Ele mesmo disse que...

- Mudou de ideia... a mãe dele contou toda a verdade...

- Minako-san prometeu que não ia contar! - fica revoltada - Se ele não tivesse...

- Como sempre, o protege demais... se bem, que comigo também era assim, se lembra quando comprava briga com youmas? Tinha pena deles frente ao seu poder... mesmo Kyuubi no Youko não era páreo para você...

Ela riu um pouco, a raiva passando momentaneamente e agora olhava um pouco triste para seu jinchuuriki.

- Não quero vê-lo sofrer...

Rikudou suspira e fala, coçando a cabeça atrás na nuca, espalhando os cabelos rebeldes.

- Você sempre foi assim, filha, capaz de se sacrificar pelos outros... sempre pensando no próximo em detrimento de você mesmo...

- E você vivia tentando corrigir isso... - sorri, com os olhos fechados.

- Confesso que foi um fracasso retumbante... - a olha tristemente - queria poder mudar isso em você, mas, não tem como... já está muito "enraigado".

Ela o olha preocupada e este, percebendo se refaz, sorrindo:

- Fiquei muito feliz em revê-la...

- Eu também... só não me lembro porque fui lacrada...

Sorri bondosamente e se aproxima, afagando a cabeça dela:

- Foi para lhe salvar...

- Salvar? - o olha confusa.

- Não sente que foi isso?

Se concentra, de fato, era, sabia em seu intímo, que foi para salva-la, mas, não se recordava do quê. Sentindo que ia perguntar algo relativo a isso, fala:

- Sinto, mas, neste momento é imprescindível que não saiba e também porque, acabará levando a outras interrogações... quando chegar o momento necessário e propício, vai se lembrar por si só e de tudo o que foi lacrado em sua mente... nós fizemos isso para seu bem...

- Nós? - está curiosa - Quem mais?

Ele apenas sorriu bondosamente e esta fica emburrada, dobrando os braços, olhando de lado. O sennin ri levemente e fala, com um olhar bondoso:

- Seja paciente filhota... tudo virá ao seu tempo...

- Essa outras pessoa ou essas pessoas... eram seus amigos? - começa a desfazer a face emburrada.

- Não posso chamar de amigos, são mais conhecidos, menos um, em especial, que conheci "naquele momento"... nos reunimos e chegamos na decisão de lacrar sua memória... era perigoso demais que continuasse se lembrando.

- Pelo menos me respondeu isso... - fala se refazendo, olhando Yuukiko caído, suas faces ficando levementes rubras.

Notando, Rikudou revira os olhos e suspira cansado. Não queria faze-la sofrer e pensava se agira certo, deixando pré-determinado o acolhimento dos pais dele e que este se tornasse junchuuriki dela. Já sentia fortes dores nas têmporas, se preparando para o surgimento de muitos problemas. Mas, ela merecia tentar a felicidade, embora seu sofrimento o machucasse e muito.

- Treine andar um pouco... faz muito tempo que não assume essa forma... além de treinar sua força, para saber dosa-la dependendo do momento.

- A última vez, foi quando andava junto com você...

- Era mais fácil ir num vilarejo humano com você assim, embora que na época, trajava kimonos, só assumindo esse haori, gi e hakama, se fosse lutar na forma humana contra algum demônio... imagine uma raposa das neves alva, imensa de nove caudas? Justo naquela época que youmas assombravam os humanos?

A jovem ri, acompanhada dele:

- De fato... todo o cuidado era pouco.

- É compreensível... - esta fala e ambos riem ainda mais.

Ao vê-la feliz, ficava também assim. Se pudesse dar um mundo sem quaisquer sofrimentos para a jovem, daria. Então, se lembra de algo.

- Filha, prometa nunca mostrar essa forma á ele... a menos que este descubra, entendeu?

- Por quê?

- Sou homem também... só isso. Yuukiko-kun precisa descobrir no momento certo, não agora...

Ela ainda não entendia nada, mas, resolve fazer o que pedira.

- Tá, eu prometo... embora não compreenda ainda o porquê disso...

Ele sorri, de fato, ainda mantinha a mesma inocência de séculos atrás. Como era um homem, não conseguira ensinar algumas coisas á ela. Esta precisava na época de uma presença feminina, para lhe explicar sobre sexo. A ausência disto, o fazia ter fortes e intensas dores de cabeça, oriundas de stress e preocupação, quando iam a algum vilarejo, pois, inocente, não identificava "segundas intenções".

Todo o cuidado era pouco, embora que, orientou muitas vezes para manter distância de outros homens, não deixando se aproximarem demais e caso fosse encurralada, fugisse. Com a força e poder dela nessa forma, equivalente ao de uma raposa imensa, não era difícil, apenas precisava controlar seu poder e força, pois, poderia matar um humano com apenas um toque.

Afaga a cabeça da raposa e esta viu que os pés dele começavam a desaparecer. Vendo o olhar desta, fala:

- Há um limite de tempo que posso ficar. Graças ao seu chakra senjutsu, essa minha consciência remanescente neste bushin, permite que converse com você, como se estivesse vivo... agora, só vou poder aparecer novamente após algum tempo... e só quando você realmente precisar de mim.

Sentia-se muito triste por não poder ficar com ela. O abraça fortemente, deixando lágrimas péroladas escorrerem de seus orbes azuis como o céu. Ele beija a testa dela paternalmente e a abraça. Em seguida, ergue a face úmida para este, que fala gentilmente:

- Vamos no rever novamente, filha, eu prometo...

- Promete? - pergunta com voz chorona.

- Claro! Embora, que certamente, não será em um momento feliz para você... - a olha preocupado, já sabendo quando.

Fora merticuloso vendo o futuro dela e deixando essa técnica para ajuda-la. Era o mínimo que podia fazer em relação "àquela pessoa" e ao fato, de acabar tendo com ela, sentimentos paternos. Afinal, fora a filha que nunca teve.

- Vou esperar...

- Uma coisa. Para manter o fuuin, precisa seguir duas regras para que não se rompa.

- Quais? Não quero que o selo se desfaça... pois, se acontecer...

- Mantenha uma certa distância-limite dele e use somente metade de seu chakra total... se usar 100%, o selo se romperá, ou melhor, os selos...

- E como saberei?

- Você tera um sentimento, tipo, um aviso... apenas o siga, que tudo bem...

- Tem certeza? - está preocupada.

- Claro! Não confia em mim?

- Eu confio... ji-chan...

Sorrindo, afaga a cabeça dela paternalmente, enquanto, esta percebe ele desaparecendo.

- Uma última coisa, um dia surgirá um jovem jinchuuriki, um Uzumaki também. Ele terá domado Kyuubi no Youko, se tornando amigos, tanto, que este costuma ficar no ombro dele, em uma versão filhote... e precisará ser treinado, é imprescindível que faça isso... pois, o mundo dependerá disso... promete que se este aparecer, vai treina-lo?

- Um jinchuuriki? Uzumaki também? Kyuubi no Youko controlado? Forma filhote? - fica estática, processando as informações que a tomaram de surpresa- Mas, como treina-lo? Se eu nem...

- Mais para frente, terá conhecimentos de um verdadeiro mestre, na verdade tem, basta quando chegar o momento certo "destravar" suas memórias... e será a única que poderá treina-lo satisfatoriamente e tendo poder de ajuda-lo ainda mais - e sorri bondosamente.

Confiando nele, até porque sabe que tem memórias lacradas, sorri:

- Claro que sim, ji-chan.

Sorrindo paternalmente, o sennin se despede dela:

- Mata aimashôo (vamos nos encontrar novamente).

- Estarei aguardando... - fala, vendo-o desaparecer.

Se vira para trás e caminha até Yuukiko, fazendo surgir uma cama de gelo, porém, quente embaixo dele, o tirando da relva fria.

Ao seu lado, vê duas flores e achando-as lindas, decide pegar uma e se curva para colhe-la, mas, esmaga o caule imediatamente. Isso a deixa assustada. Pega em outra e acontece a mesma coisa. Não percebeu que usara sua força imensa.

Senta em posição de lótus e começa a se concentrar, tentando equilibrar seu chakra senjutsu com a energia da natureza á sua volta. Se conseguisse, a ajudaria inicialmente. Abre os olhos e vê próximo dali, no quartinho, um pergaminho. Ao tocar com a ponta do dedo, cuidadosamente, este se abre na frente dela e ao ler, descobre ser orientações para treinar sua força e poder. Lê e memoriza.

O pergaminho volta a se enrolar e se esconde atrás do vaso.

Se afasta dali e se concentrando, apontando o dedo para a frente.

Em um piscar de olhos, aparecem diversas taças de cristal, que formavam um monte. Caminha até eles e ao tocar um, este se quebra. O seguinte também e assim se sucede, mas, não desanima. Após meia hora, consegue pegar sem quebrar. Em seguida, faz o mesmo com a esquerda, que demora mais um tempo, mas, consegue segurar sem quebrar.

Ao conseguir, traz suas caudas á tona e treina cada uma, para pegar nas taças sem quebrar. Após massantes duas horas, consegue segura-las. Nesse período de tempo, trouxe mais taças. Depois, treinou pegando uma delas numa mão e uma pedra na outra, usando seus poderes para trazer um monte de pedregulhos. A taça, ela não quebraria, só a pedra. Após algum tempo, consegue quebrar a pedra e não a taça. Depois inverte as mãos e em seguida, altera com as caudas.

As pedras não era o problema, mas, imaginava o prejuízo que devia estar dando a alguém, pois, não sabia de onde invocara as taças. Dominando, decide se lembrar como é voar. Ela não possuí asas, mas, como utiliza o chakra senjutsu, pode entrar em contato com o da natureza e modificar o meio, para permitir que voasse, sendo um truque que domina bem.

Voa acima das nuvens, mas, sente o aviso que era o limite, mais do que isso e os selos se romperiam. Desce até a terra, pousando suavemente. Treina mais um pouco, até estar satisfeita com o resultado.

Vendo o horizonte alaranjado e Yuukiko, ameaçando despertar, assume a forma de raposa das neves de nove caudas, tendo o tamanho de um cavalo médio.

Mesmo não compreendendo ainda, acatava ao desejo de Rikudou Sennin.

Senta no lado deste olhando sua face, achando-o lindo e corando com este pensamento. Apoia sua cabeça felpuda delicadamente na mão dele, aspirando seu cheiro, céus, como amava aquele cheiro másculo e acaba por se viciar nele. Sentia-se feliz perto de seu jinchuuriki, ouvindo o coração humano bater tranquilamente. Suspira de contentamento, enquanto abanava as caudas em uma felicidade quase indecente por revê-lo.

Porém, não percebera, que sonolento, o jovem humano chegou a ver ela na forma humana, rapidamente. Mas, para a sorte da bijuu, pensou se tratar de um sonho e não deu real importância, contando com o fato que vira um pouco borrado. Sente em seguida, algo felpudo. Alisa e sente como se tocasse seda, de tão macio e era quente e inconsciente começa a acariciar.

Sente que está deitado em algo branco e olhando embaixo, nota ser uma cama de gelo e só conhecia uma pessoa, ou melhor, uma youma capaz disso, aliado ao fato de sentir algo felpudo e macio como seda em uma de suas mãos e quente.

Escuta um ronronar sonoro. "Um gato?", ele questiona a si mesmo. Olha e vê a raposa alva sorrindo para ele, feliz, suas nove caudas balançando de felicidade.

- Yuki-chan?

Fica feliz ao revê-la. Sentira muita falta, mas, também se lembrava de tudo o que fez, esses sentimentos o acossando a mergulhar na tristeza. Sua face muda para uma melancólica e fica cabisbaixo. A youma o olha preocupada.

Levanta e se prosta no chão, com a cabeça abaixada.

- Yuukiko-kun? Tudo bem? - sua voz está impregnada de preocupação pela mudança súbita.

Escuta-o chorar, ainda sem olha-la. Isso a faz ficar triste também. Com a voz impregnada de pesar, implora:

- Perdão Yuki-chan, por favor me perdôe...

- Yuukiko-kun... - uma lágrima escorre de seus orbes.

Aquilo a deixava deprimida na mesma intensidade, seu coração sofria ao vê-lo assim, adorava seu sorriso mais do que tudo, a felicidade dele era a sua felicidade.

- Olhe... eu escolhi carregar o fardo sozinha... você não tem culpa - fala com a voz emotiva, começando a deixar a tristeza domina-la.

- Sou um desgraçado, um verme desprezivél, vil... um cretino... salvou a minha vida não só uma vez, mas, várias, me protegeu do sofrimento, sempre esteve ao meu lado me consolando, cuidando de mim, era minha única amiga... sempre estando lá para me ajudar... e o que esse desgraçado que está a sua frente, fez? A tratou rispidamente como um objeto e depois, a lacrou num sono profundo... sou um verme desgraçado...

Fala as palavras cheias de dor e desespero, enquanto chorava em um misto de tristeza, pelo que fez e de raiva, consigo mesmo, estes sentimentos auxiliados pelas maldades que fez, principalmente com as mulheres, enfim, o lixo que foi. Todo o sofrimento e dor que fez sua genitora passar nesses anos de orgia, sexo, alcóol e festas, somado ao quanto feriu a raposa.

Se amaldiçoava tanto, que não vira as lágrimas peroladas que caíam na terra, respingando em seu rosto, gotículas. Sem entender, a olha e vê espantado, ela chorando compulsivamente. Podia sentir a tristeza dela como sua. A jovem fala, com a voz carregada de melancolia:

- Pare, por favor... eu nunca lhe culpei ou nutri raiva por você... nunca... mas, fico triste na mesma intensidade com que você fica, sinto sua dor como a minha, chega a ser sufocante, comprimindo meu coração... por favor, se levante... eu sabia que ficaria daquele jeito e escolhi enfrentar sua raiva... como agiu, não me supreendeu muito... o fuuin sim, mas, tive sonhos apraziveís com ele - fala forçando um sorriso em sua pelagem felpuda umidecida- dormi tranquilamente e para mim, apenas passou um dia, é como se tivesse dormido ontem mesmo...

Chora ainda mais, o humano em uma perda de palavras, não sabendo o que falar e como agir, pois, ficara desnorteado momentaneamente. O comportamento dela sempre o supreendia, nunca imaginava existir alguém como ela, considerando que é uma youma, embora, deveria como seu jinchuuriki já ter uma boa noção de como era sua personalidade.

Fica irritado consigo mesmo, afinal, fizera esta sofrer e agora, as lágrimas dela eram culpa dele também. Se esquecera que com o fuuin, um podia sentir os sentimentos do outro. Não havia bloqueado isso e esta sentira toda a sua dor, somada ao fato de ser gentil e se preocupar com os outros. Agira inconsequentemente e acabara por provocar mais sofrimento á esta.

Se concentra, bloqueando o compartilhamento de sentimentos, mas, não dela por ele. A bijuu poderia fazer o mesmo, mas, não faz ainda e agradece, pois, assim saberia como se sentiria.

Ele se levanta e abraça, afagando o pescoço peludo, falando:

- Me desculpe por faze-la sofrer... tudo o que mais desejo é sua felicidade... e veja o que fiz... por favor, não chore...

Falava gentilmente, acariciando o pescoço felpudo, esta, apoiando a cabeça no ombro dele, enquanto fazia de tudo para tentar dissipar as tristezas que esta sentia.

O seu calor, o cheiro, enfim, a presença dele a confortava e aos poucos, parava de chorar, se recuperando e retribui, o abraçando com suas caudas. Ela fala, cerrando os olhos, inclinando a cabeça para a face dele.

- Fiquei feliz em revê-lo, mesmo sonhando... seu rosto não saía da minha mente...

- Eu senti muito a sua falta, era como se uma parte de mim tivesse sumido... me culpando inconscientemente pelo que fiz a você, mergulhei em um mundo de orgias, sexo e alcóol, além de festas... experimentei o lado mais negro da humanidade e perdi os últimos anos com a minha mãe. - fala, segurando a vontade de chorar.

- Últimos anos...?

Desencosta dele e ele fica de pé, cabisbaixo, o silêncio já falando tudo. Ela chora e acaricia a mão dele com seu focinho, falando:

- Sua mãe sabe que se arrepende... ela sempre estará com você, em seu coração, assim como seu pai, eles sempre o olharão.

- Errei muito, fiz besteiras e muitas que não tem mais volta - fala, cerrando os punhos, provocando um leve sangramento, que começara a cicatrizar em poucos minutos.

Esta o olha gentilmente e pede em um tom de voz doce:

- Olhe para mim, por favor, Yuukiko-kun.

Ele faz o que pede e esta nota a dor em seus orbes verdes. Ergue sua cabeça e esfrega levemente no tórax dele, falando:

- O passado não pode ser mudado... mas, o futuro, sim... se fez besteiras, pode corrigi-las fazendo coisas nobres, ajudando os outros, procurando meios de pagar sua dívida, mas, não se punindo, pois, não trará nada de bom, além de não ter nenhuma utilidade... o passo mais importante é o arrependimento e em seguida, é preciso praticar o bem, muitas vezes e assim aos poucos, reparando tudo o que fez de ruim, podendo um dia erguer a cabeça... afinal, todos erram, ninguém é perfeito - nisso, põe-se a ronronar, o som tendo um efeito instantâneo de relaxamento, de alívio para o jovem.

Pensa sobre as sábias palavras dela e de fato, tinha razão. Deveria fazer todo o possivél para ser um ótimo médico e se dedicar a causas nobres, ajudar os outros, enfim, praticar o bem para que pudesse resgatar todo o sofrimento que causou aos outros. Somente punir si mesmo, não trará nada útil. Se deseja realmente se redimir perante a sociedade e á ele mesmo, deve dedicar seus esforços para fazer diferença na vida de muita gente e assim, quem sabe, não poderá erguer o rosto novamente?

Como sempre, cuidara dele. Sorrindo, afaga a cabeça dela, agradecendo:

- Obrigado, Yuki-chan... - e sorri.

Vê os olhos dela brilhando, sorrindo e as caudas abanando de felicidade quase indecente. Ela fala:

- Quero te mostrar as habilidades que possuo e na época, não podia mostrar.

Ela se concentra e em um piscar de olhos, nota que estão em um lugar estranho, olha em volta e vê árvores de cabeça para baixo e água mexendo em cima dele. Vendo-o pasmo, fala:

- É uma dimensão que criei com os meus poderes, posso dar o aspecto que quiser, posso tanto trazer pessoas para cá, quando joga-las em uma dimensão, embora, que para manter é preciso muito controle mental e não só bastante chakra, se me distrair muito, essa técnica cessa e a pessoa presa estará livre... posso modificar a dimensão como quero.

- Incrivél! - fica maravilhado.

Nisso, em um piscar de olhos, se vê de volta ao Éden. Ela fala:

- Peça algo que está longe, desde que eu saiba.

- Por quê?

- Apenas peça.

Ele se concentra e pede algo, que não sabia aonde estava, mas, que já havia mostrado mentalmente á ela, quando criança:

- Meu Hocchiku (法竹).

Nisso, os olhos dela brilham e nas mãos dele, a flauta vertical de bambu aparece, como em um passe de mágica. Vendo-o estupefato, fala, se divertindo:

- Posso deslocar pessoas ou objetos pelo espaço, desde, que eu saiba o que é... tem um limite de distância e posso não saber de onde vem, como por exemplo, se me perguntar onde estava essa flauta, eu não saberei. Meu ji-chan achava muito útil, principalmente pela comodidade. - fala revirando os olhos.

Memoriza o ji-chan e em breve perguntaria sobre ele. Ao olhar para ela, vê um sorriso maroto. A raposa invoca chamas azuis e gelo de seu corpo, que passam a circunda-la. Nota, que o céu fecha como se viesse uma tempestade, mas, que começa simplesmente a nevar.

- Posso manipular a natureza a minha volta, posso fazer nevar em um dia quente, em uma área determinada e se for a algum lugar com neve, posso comandar uma área maior ainda, deixando o clima sobre meu controle... e não é só isso - sorrri marotamente, ao ver ele maravilhado - também posso fazer isso.

Seus olhos brilham e nota que um monte de neve, vira um gatinho azul, que se mexe e mia, ganhando um corpo e vida. Ele se ajoelha, olhando maravilhado. Ela fala, rindo, se divertindo em supreende-lo, mas, guardaria o melhor para o fim.

- Isso vale para meus ataques também... posso fazer meus ataques ganharem vida e dá-lhes uma inteligência limitada... é bem útil e permite que lute sem se preocupar muito... posso fazer com chamas também - nisso, das chamas azuis, surge um passáro incandescente que sobrevoa em volta do jovem médico - e trocar a composição deles.

Olha estupefato, o gato de gelo virar incadescente e o passáro incadescente, se tornar de gelo. Ele olha as chamas azuis, tão incomuns e se lembra que os aldeões chamam o fogo fátuo das florestas, que tem coloração azul e que segundo falavam, as raposas causavam aquilo. Notando ele olhando para as chamas azuis que a circundavam, fala, como se prevesse a pergunta:

- Essas chamas são especiais, resistentes a água e podem suprimir qualquer outra chama, inclusive chamas negras, já deve ter ouvido falar da existência delas.

Claro que ouvira, como não podia saber? Não sabia como, mas, tinha pessoas que manipulavam essas chamas que queimam por dias, sem apagar. Mas, se supreende ao saber que o fogo dela suprimia esse tipo de chama.

- Aoi no honô( 蒼の炎 - chama azul) pode ser usada para defesa, engolfando as chamas e as apagando, através da supressão...

- Sugoi! Não sabia disso, você nunca me contou... - fingiu sentir-se ofendido.

- Nunca me perguntou - e ri levemente, com este a acompanhando.

Sentia seus músculos da face doloridos e sabia porque, há quanto tempo não ria verdadeiramente? Cinco anos? Percebe que precisaria praticar mais. Achava aquilo tudo fantástico, senão visse com seus próprios olhos, não acreditaria, ela era muito poderosa, mas, nunca agiu com vaidade ou se "achando".

- Posso usar minha chama para "secar" roupas, pessoas... - comenta em tom divertido - se eu não quiser, ela não queimará, só fará assim, caso deseje... o mesmo vale para a neve, posso congelar ou não alguém, embora já deve ter percebido, pela cama de gelo temporária que criei...

E o envolve em chamas azuis e sente-se quente, mas, não se queimou em nenhum momento. Em seguida veio a neve e como esperado, era refrescante. Tocava nos flocos de neve e não os sentia frios. Então, se lembra do que disse.

- Como assim secar roupas, pessoas...? - arqueia a sombrançelha.

Vê ela ficar sem graça, coçando a pata distraidamente na grama e falando, sem olha-lo.

- Bem, quando ji-chan lavava as roupas, pois, vivíamos viajando, eu secava com minhas chamas, para poupar do tempo de espera-las secar. Uma vez, ele tropeçou e caiu na água e eu o sequei e quando encontravamos um lago, eu usava minhas chamas para criar um terma temporária... por mas neve que tivesse em volta... era prático, podíamos ter uma terma particular sempre que quiséssemos. - e olha para ele, sorrindo, suas caudas repousando placidamente na grama,

De fato, era bem prático. Mas, estranha o ji-chan, da última vez, ela contara que não se lembrava de nada, antes de ser lacrada nele, quer dizer, deixa-se lacrar, pois, além de romper o fuuin que a mantinha no vaso, dado á ela por Rikudou sennin, ao aceitar que ele fosse seu jinchuuriki, para salva-lo da morte certa. O fuuin que tinha nele, ela podia romper facilmente, se assim quisesse, através de duas maneiras.

Aumentando seu poder, pois, sabia que para mante-lo, era preciso que mantivesse seu chakra pela metade e uma distância-limite. Sabia que tinha conhecimento disso. Esse novo fuuin, na verdade, se integrara ao pré-existente, virando um novo selo, era até esquisito chamar de selamento, afinal, Yuki podia se libertar se quisesse, mas, sabia que nunca faria isso, afinal, significaria sua morte, pois, só vivia graças ao seu poder.

Ao se lembrar disso, se questionava como pudera fazer aquilo com ela, afinal, sem sua existência, já teria morrido há muito tempo. Saindo de seus pensamentos, nota esta finalizando as chamas e a neve, além das criaturas temporárias criadas pela mesma.

- Quem é ji-chan?

- Rikudou Sennin, eu o chamava assim e me lembro de algumas coisas... eu andava com ele, mas, não era meu jinchuuriki, o ajudava na luta contra youmas. - fala feliz - ele falou que sentia pena dos demônios quando eu os enfrentava, sabia, que ele disse que enfrentei até o Youko e mais de uma vez, dei uma surra nele... embora não me lembre. - e exibe um imenso sorriso, suas caudas abanando de felicidade.

- Eu acredito que foi capaz disso - fala sinceramente com a demonstração dela e de seus poderes, que quando estava na mente dele, não podia usar.

Ele a olha e vê um sorriso maroto. Este retribui, estava curioso para ver o que ela estava tramando, mas, não consegue. Como Uzumaki, esta bloqueou seus pensamentos. Em um piscar de olhos, sente as caudas dela o segurarem contra seu lombo e sente um vento frio soprando.

Instintivamente, se agarra a pelagem felpuda, agradecendo dela ser igual a uma raposa das neves em materia de pelagem e olha em volta, notando que a casa dele era um ponto praticamente insignificante no chão, pois, estavam voando e sentia um felicidade imensa.

Ri se divertindo e pergunta:

- Então, tinha mais uma habilidade? Poderia ter falado.

- E perder a diversão de ver sua face assustada por alguns minutos?

- Fracamente, você gosta de se divertir, né?

- Afinal, sou uma raposa ou não?

Ele abana a cabeça para os lados sorrindo e aproveita o vôo. Nota que sobrevoavam vales, montanhas e vilas, sentia uma liberdade aprazivél no ar, como se seus problemas tivessem ficado na terra. Ela sorria ao sentir a felicidade dele, pois, se ele era feliz, ela também era. O humano comenta:

- Esse é o máximo que pode?

- Tem certeza que quer velocidade? Cuidado com o que deseja - pergunta, usando suas patas como impulso, como se corresse pelo ar.

- Claro, não será tanta diferença assim.

- Não diga que não avisei...

Sorrindo, sobe em um ângulo de 45º, gerando uma espécie de escudo em volta dele, de chamas, por causa da pressão do ar e deste ser rarefeito àquela altura, além da temperatura baixíssima. Vira e desce em queda livre, correndo.

Ele grita em um misto de medo e prazer, sua adrenalina indo a mil. Por precaução, o envolve com suas caudas, por mais que usasse chakra para se manter e não só as mãos, todo o cuidado era pouco. Quando o ar passava por seu escudo, ia quente para o ningen( ser humano), pois, descendo naquela maneira, o ar ficava gelado e o humano sabia disso, mas, confiava nela plenamente.

Ela desce até chegar perto do solo, dando a impressão que ia bater, mas, desvia no último minuto, rindo, sentindo o medo dele nestes instantes. Confessava que era divertido.

Após o susto, comemora. Fora emocionante e sabia que esta fez de propósito, apenas para se divertir, bem, afinal, Yuki era uma raposa ou não?

Após algumas horas, pousa com graça e leveza no chão. Yuukiko ainda sentia a adrenalina em seu corpo. Nunca se sentira tão bem assim, nem mesmo quando fez esportes radicais na sua fase "dark".

Vê esta sorrindo e em seguida, escuta um ronco quase ensudercedor. A bijuu se põe em guarda e depois, senta, levando umas das patas a barriga, fazendo uma expressão de dor.

- Está doendo... - fala preocupada.

- É fome... Rikudou Sennin-sama disse que quando foi, digamos, lacrada no vaso, seus desejos e necessidades foram lacradas junto com você, já, aqui fora, os sentiria novamente.

- Entendi...

Só diminuindo um pouco mais de tamanho, agora, ficando do tamanho de um cão da raça fila, apoia sua cabeça felpuda em cima da mão deste. Ele afaga-a e depois de um tempo, pergunta algo que vinha acossando-a.

- O que é orgia? O que é sexo? - pergunta olhando-o curiosa.

Pego de surpresa, demora para processar a pergunta. Yuki parecia uma criança e não deixava de sorrir a este pensamento.

Estava meditando, encontrando a melhor forma de explicar, quando nota que levantava o focinho para cima, cheirando o ar e após, alguns minutos, move suas orelhas para frente e depois para trás, notando que procurara descobrir algum odor conhecido á esta.

Os olhos dela brilham e um imenso sorriso surge em sua mandíbula. Abando as caudas, corre para dentro da casa, gritando, extasiada:

- Doce! Doce! Chocolate! Eeeeba!

Yuukiko anda tranquilamente, vendo-a correr animadamente. A maneira que agia, correndo, passava, de fato, a imagem de um infante e ao pensar nisso, sorria. Se questionava, como conseguira viver esses anos sem ela.

OooOooOooOooOooOooOooOooOooO

Gente, um capítulo grande XDDDDDDDDDD

É um presente para vocês, além de revelar algumas coisas, mas, também, gerar mais mistérios.

Devem ter achado os poderes dela exagerados e de fato, são, agora.

Quando mostrar o passado dela, irão ver que não é nenhum exagero e vou fazer uma mini-fic anexa á esta, explicando isto, pois, se for colocar aqui, vai ficar meio longo. Garanto, que vou explicar o porque de todo esses poderes e habilidades, uma inclusive remotando ao Rin´negan. Vou explicar tudo nessa fic e o resto, na em anexo que vou escrever, embora, já tenha o roteiro para trabalhar em cima XDDDDDDD

Mais uma coisa, esses personagens originais, iram aparecer em outras fics.

Espero que tenham gostado. Uma coisa, não nego que ela é gentil, amavél, capaz de se sacrificar pelo outro... mas, a muito mais da personalidade dela, agora, com ela no exterior, poderei trabalhar melhor este aspecto...