Capitulo X
Super Irmão
Nike abraçou a si mesmo incomodada. Era só impressão ou a brisa havia ficado fria de repente?
-Ah... Sim... Irmão. – desviou o olhar por um momento – Desculpa, ainda não estou acostumada com a idéia.
-Eu também não... – disse ele, o sorriso falhando um pouco.
-Na verdade... – ela voltou a encará-lo – Eu não tinha parado para pensar que ter um pai podia significar... Ter outros parentes.
-Entendo... – e olhando em seguida para Violet que continuava parada na mesma posição. Acenou – Ah, oi.
Nike se admirou quando viu Areta piscar algumas vezes e conseguir apenas acenar para o homem de volta. Riu.
-Parabéns, você realizou um feito histórico. É a primeira vez que a vejo sem palavras.
Ele riu gostosamente e a "irmã" o observou, entretida com a facilidade que ele tinha de mostrar os dentes. Então Joseph olhou para o lado, como se ouvisse algo.
-Há um tumulto aqui perto. – franziu o cenho, parecendo preocupado - Eu já volto.
-Espera. – e inexplicavelmente, ele esperou – Me leva junto.
-Eu... Ahã... Não sei. Eu já vou estar me intrometendo na cidade do Batman, ele não gosta nada disso.
-Estou pouco me lixando pro que aquele morceguinho pensa.
-Na verdade meu problema é morcego mais velho...
Ela arqueou uma das sobrancelhas, incomodada. Lembrar do homem que conhecera na madrugada anterior a incomodava mais do que gostaria.
-Tem medo de um velho?
-Eu poderia falar que é respeito, já que ele é meu padrinho e tal... – sorriu meio sem graça, enquanto a irmã se perguntava como o destino podia ter um humor mórbido – Mas é medo mesmo.
Nike girou os olhos, incrédula sobre o que ouvia. Mas desistiu de debater o fato e segurou no braço dele. O choque que o homem sentiu só não foi detectado por ela porque Joe não costumava tremer com choques, mas foi fácil para ele perceber a eletricidade entre os dois... Isso não era bom, isso não era nada bom.
-Bom, você tem duas opções, medroso... – ele sorriu, achando graça da petulância dela - ou me leva com você, ou me encontra lá.
Joe riu.
-Ok, princesa. – envolveu-a pela cintura – Vamos voar.
Colégio secundário de Gotham City. Intervalo entre as aulas.
-Não sei como agüentava isso aqui. – resmungava o descendente de descendência oriental, enquanto caminhava por entre os corredores ao lado do amigo.
Darek era esguio e tinha o cabelo cortado de forma descolada. As roupas em tons escuros não davam à extensão do dinheiro que tinha, sendo neto adotivo do bilionário Bruce Wayne, mas podia-se notar que ele era um rapaz de posses. Quando sozinho, costumava atrair a atenção das garotas, embora preferisse passar desapercebido na maioria das vezes.
Naquele dia, porém, Jack atraia bem mais olhares ao seu lado. Alto, moreno, porte atlético. As meninas no corredor praticamente paravam o que estavam fazendo para vê-lo passar. Algumas soltavam suspiros.
-Você fala como se tivesse passado muito tempo aqui, Darek.
-Foram os piores seis meses da minha vida.
-Seis meses? Você fez o segundo grau em seis meses, seu nerd!
-Na verdade a denominação correta é superdotado... E eu só passei por aqui para cumprir uma determinação do juizado de menores. Disseram que eu precisava de um período com "crianças da minha idade". – resmungou.
Jack começou a rir.
-E levaram seis meses para descobrir que as "crianças da sua idade" tinham que ter cinqüenta anos e não quinze anos.
A expressão do oriental continuava impassível.
-Você é tão engraçado, Jack. – e então apontou para frente – Lá está ela, vamos.
A prima havia acabado de sair de uma das salas de aula e não os avistara por estar enrolada com alguns livros a mais.
Era possível ver vários grupos a rirem dela ou a apontá-la de longe.
Jack e Darek já estavam acostumados com isso, os óculos só não pareciam incomodar aos outros quando eles estavam em alguma praia ensolarada. O que era raro.
Alguém colocou o pé na sua frente, com o intuito de fazê-la cair, mas conseguiu apenas desequilibrar a pilha que Gabrielly carregava. Porém, Jack já estava ao seu lado antes que suas coisas se esparramassem no chão.
-Heim, mais cuidado com seus livros, CDF...
-Oi J.! – disse ela abrindo seu tradicional sorriso – Obrigada pela ajuda... Acho que me desequilibrei. – e deu-lhe um beijo no rosto.
Darek captou de forma discreta a reação enciumada da maioria das garotas do local. Riu por dentro, já que não costumava fazer isso por fora.
Depois os olhos se prenderam por um momento no grupo responsável pela tentativa de humilhação da sua prima. Dois rapazes e três garotas. Pelas roupas, integrantes do time de futebol do colégio e algumas líderes de torcida.
Isso era tão clichê.
Respirou fundo e não resistiu. Tirou o celular do bolso, (ou algo que parecia ser apenas um celular), digitou alguns comandos entrando em segundos no sistema de segurança do colégio, e ativou um único Extintor de Água Pressurizada que ficava bem em cima do tal grupo.
A escola inteira caiu na gargalhada enquanto apontava para os rapazes e garotas totalmente ensopados.
Discretamente (e feliz consigo mesmo) ele guardou o celular no bolso e se aproximou da prima. Gabrielly o beijou no rosto também, parecendo não ter percebido o ocorrido. Ao seu lado o amigo já carregava praticamente todos os livros, material e bolsa.
-Precisamos conversar. – disse seco.
-Só se você me der um sorriso. – ele arqueou a sobrancelha em resposta – Não, Darek... Isso não é um sorriso, sorriso é aquele movimento que a gente faz curvando os lábios pra cima... Assim. – ela escancarou a boca, abrindo um sorriso de orelha a orelha.
-Ah, achei que essa era a posição comum da sua boca. Faz isso de propósito então? Qual a finalidade?
-Debochado.
-Você quem começou. – olhou de rabo de olho para Jack que levava os livros todos em uma das mãos apenas – Seja mais discreto, sim. – o outro concordou, dividindo o peso nas duas mãos.
-Você quem fez aquilo? – ela perguntou, apontando para o grupo molhado mais adiante – Se foi por minha causa, não precisava.
-Claro que não foi por você. – mentiu – Mas isso te tira do centro das atenções tempo suficiente para nos afastarmos e podermos conversar mais discretamente.
Seguiram para o pátio, e, por idéia de Jack, sentaram no gramado.
-A melhor forma de ser discreto é agir como pessoas normais... – disse, enquanto deitava no colo da amiga, sob o olhar de reprovação de Darek.
O amigo era ciumento com a prima e ele sabia disso, mas, muito embora ele e Gabrielly não tivessem nenhum interesse afetivo desse tipo, Jack não resistia à chance de incomodar Darek e mostrar-lhe que não havia nada de mal em demonstrar carinho.
Ao longe, Matt acabava de chegar ao colégio, atrasado. Havia dormido mais que o normal e não conseguia entender o que acontecera.
A cabeça ainda doía um pouco e, achou que a visão também estivesse comprometida quando avistou sua companhia da noite anterior conversando animadamente com dois rapazes no pátio.
Pensou em ir até lá, tirar satisfação, mas a idéia lhe pareceu ridícula. Só que vê-la acariciando os cabelos do rapaz que havia acomodado a cabeça no seu colo o impulsionou a isso.
-Grayson! – chamou quando alcançou os três.
O grupo o olhou de forma curiosa. E, como de costume, a jovem lhe abriu um sorriso iluminado.
-Oi Matt! Não te vi na sala hoje, o que aconteceu?
A recepção amistosa o desarmou um pouco. Ele levou a mão aos cabelos, incomodado com o fato de não saber o que dizer. O que ele foi fazer ali mesmo?
-Dormi demais. – falou por fim – Eu... Você... Hum, - o olhar do rapaz magro o incomodou, mas não mais que o outro que fechou os olhos e continuou aproveitando o cafuné que a garota lhe fazia -
Você poderia me passar a matéria depois?
-Claro.
O silencio que se seguiu, onde Matt esperou por alguns segundos ser apresentado aos rapazes, ou ser chamado para se juntar ao trio, o deixou um pouco desajeitado.
Como Gabrielly não realizou nenhuma das ações, ele se retirou com um quase inaudível "obrigado".
Darek olhou para a prima após se assegurar que o outro havia se afastado o suficiente.
-Seu encontro de ontem à noite, suponho.
Ela fez que sim. No seu colo, Jack semi levantou a cabeça e abriu apenas um dos olhos na direção onde Matt se fora.
-Por que ele usa um colete a prova de balas por sobre a jaqueta?
-Ele está usando colete à prova de balas? – ela perguntou, surpresa.
Jack fez que sim, voltando à cabeça para o lugar original.
-Ontem também.
Gaby torceu os lábios em uma leve risada.
-Mas é bem paranóico mesmo, igual ao vovô. – soltou. Darek levantou a sobrancelha e ela resolveu completar – É, ele é a minha "missão".
-O irmão do sucessor? Por que?
-Pensei que você soubesse de tudo... – ela o encarou com um sorriso cínico.
Darek clicou um numero no celular e Jack levou a mão a um dos ouvidos incomodado com o ruído (inaudível para ou outros) que interferiria em qualquer escuta próxima.
-Sei da nova tia amazona.
-Hum... Sabe da parte mais secreta então... Essa é a informação que não pode cair nos ouvidos do avô do tio Damian. – cutucou a cabeça do amigo – Para todos os efeitos, até para a sua família, ela é filha do primeiro Superman.
Jack acenou em positivo.
-To sabendo... Eu também ouvi o sermão que seu tio Damian deu no Darek depois que ele foi tirar satisfação... – contorceu o rosto em desagrado, o tio certamente havia pego pesado com os dois e Gabrielly sabia o quanto isso incomodava o super rapaz.
-E o irmão do sucessor? – perguntou o primo.
-Ele e o Terry são filhos do vovô... – Darek franziu o cenho, Jack arregalou os olhos antes de soltar a piada.
-Cara, acabei de descobrir em quem o Joe se inspira.
-Não é nada disso... Foi uma experiência do Cadmus... Longa história.
-E alguma história deles é curta? – resmungou o super garoto.
Ela deu um leve respirar antes de continuar.
-Mas isso o sr. Al Ghūl já sabe. Tio Terry sabe se virar, mas o Matt não tem idéia do perigo que está correndo. Minha missão é mantê-lo longe de problemas, o que é muito difícil já que o roby dele é lutar contra criminosos à noite.
-Por isso saiu com ele ontem. – concluiu o primo.
-É, depois dei um jeito do papai ir me pegar, e ele deu outro jeito de fazê-lo tomar um sonífero... – riu um pouco – Vamos ter que usar uma dose menor na...
Um movimento do amigo a fez engolir o resto da frase. Jack levantou novamente a cabeça, parecendo ter ouviu algo.
-Então, Kal resolveu te ajudar.
-Ele entende a necessidade.
-Duvido que ele fosse "entender a necessidade" se a Lois ainda estivesse viva...
Ele sorriu aquele sorriso quase invisível.
Estava sentado a sombra de uma das árvores do jardim, tentando ler um livro. Fazia anos que não desfrutava da área externa da mansão e por vezes Terry brincou com ele sobre a necessidade de pagar jardineiros para cuidar de algo que não aproveitava.
A resposta residia, no momento, deitada na grama ao redor deles, com a cabeça em seu colo. Diana adorava jardins, o ar puro e o Sol eram parte de sua alma e ter em sua casa um lugar que o fizesse lembrar dela sempre lhe fora importante, mesmo que não precisasse disso para se lembrar.
Na grande maioria das vezes ele tinha que fugir, se esconder, para conseguir se concentrar em algo diferente que as lembranças ao lado dela.
-A Lois entendia a necessidade... – respondeu após um breve silencio. Diana abriu os olhos, curiosa – Na verdade foi ela quem deu a idéia na época.
Obviamente que, estando presente, ela não o deixaria fingir que o Sol, as plantas e as cores não existiam. Logo cedo, assim que acordaram, Diana o obrigou a comer algo e depois a dar um passeio.
-Você não vai se enfiar naquela caverna agora, Bruce. Precisa esticar as pernas... E a luz do Sol vai te fazer bem...
-Isso não vai me deixar menos velho, Diana. – chiou, fingindo não se importar com o risinho que Terry tentava esconder, sem o menor sucesso.
-Deixe de ser resmungão. – respondeu ela – Você vem por bem ou terei que te levar a força?
Foi por bem, era sempre melhor ir por bem quando ela usava tal argumento. Em tempo, conseguiu levar um livro consigo, sabia que em determinado momento da caminhada ela fingiria um cansaço que não tinha, só para o fazer sentar em algum lugar.
Além disso, seria bom passarem alguns momentos juntos... Precisavam conversar.
-A Lois... Sabia? – ele fez que sim – E eu não?
-Irritada pela inversão de papeis? – ele perguntou, afinal era comum ela saber das coisas e não Lois.
Diana de contorceu um pouco em seu colo.
-Sim, acho que sim. – sorriu levemente – Mas por outro lado, fiquei feliz em saber que ela se importava a esse ponto.
-Ela gostava de você... Apesar de tudo.
-Apesar de tudo o que, Bruce?
Ele fez um aceno com a mão, como se não tivesse falado nada demais. Depois a postou sobre as mãos dela, que a mulher deixara repousando sobre o próprio abdômen.
-Apensar de todos acharem que você era o par perfeito para o marido dela...
Ela entrelaçou os dedos aos dele, sorrindo.
-Ela foi o melhor par que Kal poderia ter tido na vida. E, embora você goste de negar o posto, o meu par perfeito é você.
-Romântica. – resmungou – Você não viveu demais para ser tão romântica?
-Grosso. – respondeu ela fechando os olhos mais uma vez.
Ele balançou a cabeça em negativa.
-Daqui a pouco eu me vou e você vai arrumar outro par perfeito. – embora a voz não demonstrasse, ela pode sentir a aflição dele ao falar isso, pelo leve aperto que ele deu em seus dedos.
Ela levou as mão dele a própria boca, beijando-a docemente, antes de abrir os olhos e encará-lo sorridente.
-Eu levei uns três mil anos para te encontrar, Bruce... E provavelmente vou levar bem mais tempo para lhe esquecer... – levantou o dorso e emparelhou a cabeça a dele - Sua filha é parecida demais com você para que eu me esqueça. – gracejou antes de beijá-lo, daquela forma doce e amorosa que só ela possuía. Daquele jeito que o fazia sentir-se jovem de novo... Jovem o suficiente para amá-la.
Foram interrompidos pelo bipe do celular dele.
-O que foi Terry? – perguntou ao atender o aparelho. Arqueou a sobrancelha, incomodado com a resposta – Certo, estamos indo...
Ele entrou colégio a dentro com passos firmes de quem estava irritado com algo. Resmungava coisas sem sentido como "Adorei a sua companhia, Matt..." ou então "Você é tão gentil... Devia sorrir mais... " depois bufava e balançava a cabeça em negativa.
-Você é um idiota. Isso sim!
Sua atenção só foi desviada quando, já no terceiro andar do prédio, percebeu uma calmaria incomum ao local. Até parecia que não havia aula alguma.
Franziu o cenho e continuou a subir as escadas até o quinto andar, na procura de alguma pista.
Do lado de fora o trio que ele havia deixado para trás já se movia para dentro do prédio ao serem alarmados, pelos super ouvidos de Jack, de que algo estranho estava acontecendo.
Darek acionou algo no relógio de pulso enquanto caminhavam apressados, tentando não chamar tanta atenção.
-Captou as câmeras de segurança? – perguntou a prima já sabendo o que ele fazia.
-Há um cara no quinto andar. – disse – parece que está impedindo a saída das crianças de três salas.
-Está os atacando? – perguntou o amigo.
-Não da para ter certeza e...
No movimento do holograma que o relógio emitia, um homem se virou apontando uma arma na direção da escada de acesso ao andar. Atirou. Mas eles não puderam escutar o barulho.
-Ele está usando uma pistola 465 com silenciador. – disse Jack, provavelmente o único a escutar o barulho e conseguir identificar o armamento.
-Vão! – gritou Darek quando alcançaram o corredor, já vazio, do segundo andar.
Jack e Gabrielly sumiram do lado dele em segundos. Voando.
Ele seguiu bem mais rápido e o homem não chegou a identificar o que o atingira, jogando-o para dentro de uma das salas.
Gabrielly chegou logo depois, apagando o rastro de luz que seus cabelos deixavam ao pousar.
Os óculos haviam caído pelo caminho e os olhos esmeralda brilhavam enquanto ela procurava por quem quer que tivesse sido atingido pelo tiro. Foi quando ela viu algumas gotas de sangue pelo chão e, seguindo o curto rastro com o olhar, encontrou Matt, encostado em um dos cantos, com a uma das pernas sangrando, mas os olhos presos na sua imagem.
Da onde ele estava era certo que vira sua chegada triunfal, o que seria bem mais difícil de explicar que os olhos alienígenas.
-Você está ferido. – disse, se agachando ao lado dele, tentando se preocupar com a desculpa que daria depois.
Matt tentou balbuciar uma resposta, mas acabou apenas acenando em positivo com a cabeça, a deixando olhar melhor o ferimento.
-Foi de raspão... – ela disse, o tom de voz parecia aliviado.
-Eu estou bem... – acabou por dizer – Mas, as crianças...
-Já estamos cuidando disso. Elas vão ficar bem...
-Você não está entendendo... Não são crianças...
Ela perguntaria o que ele quis dizer com isso, mas a imagem de Jack voando contra a parede oposta a fez perder o raciocínio.
O amigo não era alguém fácil de se derrubar, mas, o que quer que o tivesse atingido, o fez cair no chão inconsciente.
Então, a reaparição do homem que Jack derrubara, empunhando uma nova arma que reluzia uma luz verde na ponta, a fez ter uma dica do que acontecera.
-Droga! – esbravejou ao reconhecer a Kriptonita.
Ao lado do homem, surgiram anões mal encarados, vestindo roupas infantis. As tais crianças que eles identificaram nas câmeras de segurança.
-Fuja. É uma armadilha. - disse Matt, concluindo o que acontecia - Fizeram tudo isso para atrair vocês...
-Não é exatamente a gente que eles querem. – disse ela, ativando as mãos e se pondo em posição de ataque.
-Fomos avisados que alguns aliens poderiam aparecer. – ruiu o homem que ostentava a arma de kryptonita – Agora, sejam bonzinhos e façam o que mandarmos, ou então...
Ele apontou a arma na direção dos dois, e Gabrielly tinha certeza que uma rajada de kryptonita a machucaria, mesmo que não como machucara Jack.
Mas antes que o homem pudesse disparar, uma lâmina afiadíssima foi arremessada na pistola, cortando a em dois pedaços.
-Mas o que? – resmungou ele sem entender o que acontecera.
Gabrielly aproveitou a distração para acertá-lo com uma rajada de energia de sua mão. E, quando o líver caiu, os anões partiram para cima deles com armas em punho.
Darek apareceu do nada, do outro lado do saguão e Matt ficou impressionado com a forma rápida que o rapaz derrubava os opositores e sumia novamente.
Gabrielly, por sua vez, mantinha seu posto a frente dele, parecendo querer impedir que os anões se aproximassem. As luzes saindo das mãos com rajadas certeiras nos insanos que tentavam subjugá-la.
Os dois iam muito bem, mas os anões estavam em uma maioria absurda. Matt chegou a se perguntar se não estavam aparecendo mais a cada instante, pois o numero parecia crescer ao invés de diminuir.
Então, um milagre não, dois.
Uma das amplas janelas do andar foi arrebentada dando espaço para a entrada do Superman e uma mulher gladiadora.
Ela rolou pelo chão quando ele a soltara, em pleno vôo, e se levantou acertando dezenas de anões com uma das barra de fero que, segundo antes, faziam parte da janela. Mas, o herói de azul e vermelho continuou o vôo acertando, em meio segundo, mais anões do que ela, Darek e Gabriely juntos.
E se sobrou algum eles correram amedrontados, porque assim que o Superman colocou os pés no chão não havia mais nenhum para contar a história.
-Estão todos bem? – perguntou ele, parando o olhar especificamente em Matt.
Mas antes que ele pudesse responder uma voz mórbida inundou o saguão.
-O que diabos você está fazendo na minha cidade?
Os olhos do rapaz ferido buscaram da onde viera a voz, sem sucesso, então voltou a encarar o homem de aço que parecia sorrir para o nada.
-Estava de passagem. Ouvi o tumulto.
O Batman emergiu da escuridão, parando ao lado da gladiadora, enquanto dizia.
-Você sempre escuta demais. – sem olhar para a mulher continuou – E por que trouxe ela?
O Superman deu de ombros.
-Ela fez questão.
O Batman olhou para a mulher de relance enquanto ela cruzava os braços por sobre o peito, na pose desafiadora das Amazonas. Depois voltou a atenção para a janela arrebentada.
-Limpem essa bagunça. – disse em tom de ordem, ao que a gladiadora levou as mãos a cintura, pronta para rebater.
O Superman a impediu.
-Assim que cuidarmos dos feridos.
-Cuidaremos deles, em outro lugar. – disse e então uma luz azulada envolveu o corpo de Jack o fazendo desaparecer.
E para total surpresa de Matt, o mesmo aconteceu a ele.
Continua...
Ola gente!
Capítulo cheio né?
Momento Joe e Nike, Momento "cute" Bruce e Diana, os jovens herois entrando em ação, ataque e briga (ficou péssima, eu sei), chegada trunfal da "nova" Trindade hauahauahu... Bom, me digam o que acharam, ok!
Lilica – Eu já te disse que estou amando os comentários que vc manda por e-mail, mas trate de mandar algo "maior" por aqui já que agora só vai ler um cap por vez hauahauahua. bjs
Bela – seja bem vinda, mesmo atrasada, espero que continue lendo e comentando! ^^
djeni – Hum, vamos lá. Joe, Gabrielle, Jack e Darek são criações minhas, embora nos quadrinhos seus pais tenham outras versões de filhos. E a Lian que vai aparecer na fic ainda, não é a mesma dos quadrinhos, só recebeu o nome da irmã por homenagem, já que a primeira morreu.
Eu adoror a Max tb, mas não a vejo com o Matt, acho ele muito imaturo para ela ainda.
Não tenha pena do Joe, ele é um galinha, está merecendo isso hauahauhau
E o Bruce deveria aproveitar a vida dele, mas ele nunca fez isso quando novo, que dirá agora! XD
Karol Borges– hehe, ainda não decidi como a Nike vai descobrir, mas to pensando numa cena bemmm dramática pra isso, pode deixar! E não se esqueça de comentar de novo heim, se não vc parte meu coração hauahuahaua
Bjs a todos
e COMENTEM!
que eu fico feliz!
