Título: Noiva do Desejo
Disclaimer: Esta é uma fic sem fins lucrativos, adaptada do livro "Noiva do Desejo" da autora Sarah Morgan e da editora Harlequin Books. Todos os direitos pertencem a autora e a editora, respectivamente.
Os personagens de Harry Potter e cia pertencem a J.K Rowling, Warner e Editora Rocco.
Esta é uma fic que se passa num universo alternativo...
N/A – Último capítulo meus amores...Sei q não mereço...mais peço desculpas pela demora. Espero q gostem deste capítulo.
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CAPITULO DEZ
Pálida e angustiada, Lílian teria corrido pelo corredor se James não a tivesse segurado.
— Não adianta correr - disse ele, firme. - Sei que você está preocupada, mas quero que você deixe isto por minha conta.
Apavorada, Lílian tentou puxar o braço.
— Você não sabe como ele é. Tenho que estar lá...
— Sei exatamente como ele é. Confie em mim. Sei lidar com gente como ele melhor do que você - respondeu James em tom áspero.
— Mas...
— Theos mou, o que preciso fazer para você confiar em mim? Quantas vezes tenho que dizer que não vou magoar sua mãe? Quanto mais a gente discute este assunto, mais problemas podem surgir.
Lílian sentiu os olhos encherem de lágrimas.
— Eu não sabia que ele viria até aqui.
— Ainda bem que ele veio, assim não preciso procurá-lo. Se bem que se pudéssemos escolher, sua mãe poderia ter sido poupada de mais este estresse.
Ele sorriu e soltou o braço dela.
— Coragem. Você foi tão corajosa até agora, pode agüentar um pouco mais. E seja lá o que eu disser, Lílian, quero que concorde comigo, está bem?
— Mas você não era moderno? Ele sorriu com a observação.
— É só hoje. Promete?
— Alguém já te disse que você é um brigão?
— Claro. Você promete?
— Prometo.
O que mais ela podia fazer?
Para sua surpresa, James pegou uma de suas mãos e entraram no quarto da mãe. Quando viu a figura curvada do avô, Lílian começou a tremer e sentiu a mão de James apertar a sua para confortá-la.
A mãe estava imóvel na cama, pálida, os olhos fixos no homem que tornara sua vida tão miserável.
— Estou surpreso por você ter vindo visitar alguém que sempre ignorou - cortou James, o desprezo claro na voz.
— Isto não é da sua conta - retrucou Dimitrios. Lílian sentiu os joelhos tremerem, mas James não se abalou.
— Você fez com que fosse da minha conta quando decidiu unir a fortuna de nossas famílias. Vamos esclarecer umas coisas. Esta é a última conversa que vamos ter e, depois dela, você não deve se aproximar de nenhum membro de minha família. Em especial, de minha esposa e da mãe dela.
— Ah, sei... e como vai sua esposa - O velho deu um sorriso cínico para Lílian. - Eu o peguei, Potter.
— E eu lhe serei eternamente grato por isso - respondeu James, enlaçando a cintura de Lílian. - Se não fosse sua armadilha, nunca teria conhecido Lílian. E seria uma pena, porque ela mudou minha vida.
Lílian ficou olhando para ele, abismada com o que ouvira. A risada cínica do avô a trouxe de volta à realidade.
— Você está olhando deste jeito para ela porque só prestou atenção no seu corpo. É melhor saber logo a verdade. Ela não pode ter filhos. Os Potter acabaram.
Lílian tentou agredi-lo, mas James a segurou.
— O que sinto por Lílian não tem nada a ver com a possibilidade de ela me dar filhos. E se você insultar minha esposa mais uma vez, Philipos, vai se arrepender. Ao contrário de você, sei como proteger os meus.
Lílian segurou a respiração. Nunca ninguém lutara por ela ou a protegera. A vida inteira ela lutara por sua mãe, sozinha, contra todo mundo, e de repente, aquele homem que ela enganara, a defendia...
Sentiu um nó na garganta. Ela o amava tanto e era tão desagradável ele se sentir obrigado a protegê-la.
Insensível como sempre, Dimitrios Philipos começou a rir.
— Reconheça, Potter. Eu venci. Você pode ter retomado a empresa, mas sabe que não pode salvá-la. Pode fingir também que não se importa com crianças, mas nós dois sabemos a verdade. Você é grego. Não preciso dizer mais nada.
Lílian ficou paralisada. Fitou James, achando que ele estava intimidado pelo avô, mas ele nem se abalou.
— Em primeiro lugar, a empresa voltou para seu legítimo dono: a família Potter. Sua péssima administração a fez cair muito, mas vou recuperá-la e reconstruir sua reputação. Quanto a Lílian, ela mostrou-se leal, forte e amorosa, as três qualidades mais importantes de uma esposa grega.
Dimitrios grunhiu.
— Ela não pode ter filhos e o contrato que assinou diz que você não pode arranjar outra esposa.
— Melhor assim, porque não quero outra esposa - respondeu James, olhando para o rosto espantado de Charlotte. - Acho que sua presença desagrada a mãe de Lílian. Por isso, quero que você vá embora agora. Acabou tudo. Proíbo que você se aproxime de minha família.
— Elas são minha família também, Potter. E se eu resolver ficar, vou ficar - retrucou Dimitrios.
— Acho que não. E já está na hora de colocar as coisas no seu devido lugar - advertiu James. - Você perdeu o direito de chamá-las de família quando as exilou da Grécia e as renegou. Perdeu o direito de chamá-las de família quando não as sustentou, ainda que o único crime de Charlotte tenha sido amar seu filho. Perdeu este direito quando usou Lílian covardemente como instrumento de sua vingança. Elas não são mais sua família, Philipos, são minha família. E sempre protejo os meus. Ao contrário de você.
Dimitrios o olhou com desdém.
— O que você quer dizer com isto?
— Você culpou minha família pela explosão em nosso barco, mas nós dois sabemos que você, e só você, foi o responsável. Você foi o culpado da morte de seu próprio filho.
Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente e Lílian viu a mãe abrir a boca assombrada.
Dimitrios olhou para ela, com ar apavorado e virou-se para James.
— Você acha que eu tentei matar meu próprio filho?
— Não. Acho que tentou matar meu pai, porque ele estava procurando convencer Costas a acabar com a rixa entre as famílias de uma vez por todas, e a unir os negócios.
— Era uma idéia ridícula! Meu filho não deveria estar naquele barco!
James respirou fundo.
— A explosão foi planejada para acabar com a minha família, mas houve alguma mudança e quando eles embarcaram, seu filho e sua nora também foram. E foi o seu filho que morreu com meu tio. E você foi o responsável. Não acha que está na hora de acabar com este conflito, Philipos?
Com a respiração acelerada, os olhos arregalados, Dimitrios correu para a porta, mas foi bloqueado por vários homens.
— As autoridades gregas desejam ter uma conversa com você - anunciou James. - Eles estão interessados em vários acontecimentos recentes, principalmente alguns investimentos seus.
Dimitrios parou na porta e se dirigiu a James.
— Ela vai lhe custar uma fortuna. James deu um sorriso.
— Espero que sim. Eu vivo oferecendo meu cartão de crédito e ela se recusa a usá-lo. É uma mulher diferente. Mais uma vez, eu agradeço por tê-la me apresentado. Achei que nunca encontraria uma mulher como ela.
Quando Dimitrios foi levado embora, Lílian caiu sentada numa cadeira.
— É verdade? A voz de Charlotte era um sussurro. - Foi ele que colocou a bomba?
James assentiu, fechando a porta do quarto.
— Sempre suspeitamos, mas nunca encontramos nenhuma prova.
— E agora? James deu de ombros.
— As provas são fracas, mas ele tem feito negócios suspeitos nos últimos tempos. Acho que ele será preso. Talvez os motivos para prendê-lo nem interessem mais.
Charlotte fechou os olhos.
— Ele é um verdadeiro monstro. Acho que até Costas sabia disso. Por isso queria se unir a seu pai nos negócios. Queria começar de novo. Tentei convencê-lo do contrário. Tinha medo do que Dimitrios podia fazer. Parece que eu tinha razão...
— O preço que você pagou foi muito alto — concordou James.
— E você também. Foi obrigado a casar com Lílian para ter a empresa de volta.
James sorriu.
— Não foi nenhum sacrifício, pode acreditar. Sua filha é especial. Bonita e corajosa.
Charlotte ficou olhando para ele por um tempo e depois se virou para Lílian.
— Foi este o emprego que você arranjou? Você casou por dinheiro?
— Não havia outro jeito de conseguir a operação para você - disse Lílian, e James segurou suas mãos.
— Ela agiu certo e não quero que se preocupe com nosso relacionamento. Amo muito a sua filha e serei eternamente grato por ela ter escolhido casar comigo.
Lílian o olhou agradecida. Ainda que soubesse que ele estava só dizendo isto para proteger a mãe, que soubesse que ele não a amava...
— E agora você precisa descansar. Sei que já melhorou bastante. Quando estiver recuperada, vou levá-la para Atenas. O sol vai lhe fazer bem e aqui em Londres ele não aparece muito.
— Para a Grécia? - Charlotte sorriu. - Achei que nunca mais retornaria à Grécia, mesmo já tendo vivido lá...
Num gesto inesperado, James beijou a testa da mãe.
— Fique tranqüila, você voltará à Grécia.
De volta ao hotel, Lílian deixou-se cair no sofá, exaurida. A cabeça rodava e se sentia cansada.
— Obrigada por tudo que contou a minha mãe - disse ela. - E por ter enfrentado meu avô. Acho que você foi o único que teve coragem.
— Nos livramos dele para sempre - disse James, com ar preocupado. -Parece que você vai desmaiar. Não devia tê-la levado comigo. Foi demais para você.
— Estou bem. Só um pouco cansada -murmurou Lílian, esfregando a testa.
— Precisa comer alguma coisa e depois dormir. Ele pegou o telefone para pedir o serviço de quarto quando Lílian se levantou para ir ao banheiro.
Ela sentiu tudo ficar escuro e caiu. Quando recobrou os sentidos, viu James ajoelhado ao seu lado, tenso, tentando reanimá-la.
— Quando vai parar de fazer isto comigo? Jamais soube o que era medo até conhecê-la.
Ela só queria que o enjôo passasse.
— Desculpe... não sei o que há de errado comigo.
— Eu sei. Você está se ressentido do tremendo estresse que sofreu. Primeiro foi o casamento, depois a preocupação com sua mãe, o trauma da piscina e o choque de saber toda a verdade. Para completar, o encontro com seu avô.
Lílian fechou os olhos para esquecer o que passara.
— Nem me lembre. Meu avô tentou matar sua família. Você salvou a minha vida e da minha mãe e, como retribuição, fiz você se casar comigo mesmo sabendo que não poderia te dar os filhos que deseja. Sinto-me tão culpada - disse Lílian, cobrindo o rosto com as mãos, torturada pela dimensão do que acontecera. - Será que as pessoas têm uma vida tão difícil como a minha?
— Provavelmente não - respondeu James, com ar de riso na voz. - Mas aposto que, comparando com a sua, elas são bem chatas.
Ela não conseguiu achar graça. Se sentia culpada demais.
— Sabe, nunca pretendi me casar. Achava que não era justo.
— Por isso você ainda era virgem? Lílian assentiu.
— Nunca deixei os homens se aproximarem muito. Não queria correr o risco de me envolver com ninguém.
— Mas casar comigo foi fácil, porque você me odiava. Você achava que a culpa era toda minha.
— Não agi certo - continuou ela, mortificada - posso ver agora. Mas estava desesperada para conseguir o dinheiro e não via de que maneira. Não sabia de todos os fatos... – A sala começou a rodar de novo e ela empalideceu.
— Nenhum de nós sabia, agape mou. Agora sabemos. Pare de se preocupar. Você pode piorar. O médico já vem - recomendou James.
— Não deve ser nada - murmurou Lílian, colocando a mão sobre o estômago. - Acho que engoli alguma bactéria com aquela água toda.
— Seja lá o que for, quero saber o que você tem.
Lílian achou graça. Era melhor o médico descobrir logo o que havia, do contrário conheceria a falta de tolerância de James.
Após uma batida na porta e um dos seguranças de Potter entrou com o médico. Na presença de James, ele fez várias perguntas, algumas até embaraçosas. Mas James permaneceu impassível.
— Há quanto tempo está casada?
— Seis semanas.
— Então está na hora dos parabéns — concluiu o médico. — Você está esperando nenê.
Todos ficaram calados. Finalmente, Lílian falou.
— Não é possível.
— Depois do que me contou sobre seu histórico médico, entendo que pense assim, mas posso lhe assegurar que a senhora está grávida.
— Mas...
— Sou médico há trinta anos e, apesar de haver dúvida às vezes em alguns diagnósticos, desta vez tenho absoluta certeza. O enjôo que tem sentido é típico da gravidez. Logo vai passar, o cansaço também. Aí vai começar a gostar da experiência.
Lílian tinha medo de respirar. Ela estava grávida? James passou a mão pela cabeça.
— Mas por que os outros médicos se enganaram? O médico deu de ombros e se encaminhou para a porta.
— Sabemos muito sobre fertilidade e concepção, mas ainda temos muito a descobrir — admitiu ele. — Como se explica que vários casais adotem crianças e, logo depois, tenham filhos naturais? Já vi casos de homens praticamente estéreis serem pais. Apesar de nós médicos termos muitas respostas, o certo é que a natureza é capaz de verdadeiros milagres. Você acaba de constatar esta realidade, sra. Potter. Seja grata.
James fechou a porta quando o médico foi embora e foi até Lílian, deitada no sofá.
— Tenho medo de me mexer — sussurrou ela.
— Acho que o bebê não vai cair — tranqüilizou ele, pegando-a no colo e indo para o quarto.
— O que você está fazendo?
— Levando você para o descanso que precisa.
— Você sabe o que tudo isto significa?
— O quê?
— Que podemos nos divorciar.
Ele ficou tenso e apagou a luz do abajur.
— É melhor descansar. Amanhã de manhã, conversamos.
Lílian fechou os olhos para segurar as lágrimas. Estava grávida. Ia ter um bebê. Devia estar feliz. Então, por que se sentia tão vazia?
Quando Lílian acordou já era dia claro e James estava sentado numa poltrona num canto do quarto.
— James? O que está fazendo aí?
— Achei que você podia sumir e você não vai a lugar nenhum antes de conversar. Fique aí e não se mexa.
Ele saiu e voltou com um prato de biscoitos e uma bebida.
Ela se sentou e olhou para ele.
— O que é isto?
— O médico sugeriu que você comesse biscoitos antes de se levantar de manhã, assim alivia o enjôo. — Ele esperou ela comer. — Se sente melhor?
— Sim. Para dizer a verdade, sim.
— Ótimo.
Ele sentou na beira da cama e continuou:
— Porque temos que conversar e não quero desculpas para você sair do quarto. E antes de você dizer qualquer coisa, quero que saiba que estou disposto a concordar com qualquer coisa que peça, menos com o divórcio. Por isso nem fale mais sobre isto.
— Você não foi responsável pelo que aconteceu, James. Sei disso agora. Foi culpa de meu avô. Acho que por esta razão ele não suportava nem minha mãe, nem a mim. Fazíamos com que se lembrasse de todo mal que fez.
— Você acha que ele é capaz de sentir culpa ou remorso, eu não. E a razão pela qual não quero que vá embora não tem nada a ver com minha responsabilidade, mas sim com o que sinto por você.
Lílian sorriu. Ele era verdadeiramente grego. Ele ia ser pai e seus instintos tradicionais não permitiriam que ele a deixasse, mesmo sem amá-la.
— Você está dizendo isto porque estou grávida...
— O que sinto por você não tem nada a ver com a gravidez. Poderia fingir que não estou feliz porque este fato me liga a você. Não acredito que uma mulher tão leal e despreendida como você impediria um filho de conviver com o pai.
— James, isto é ridículo. Você sempre deixou bem claro o que pensava sobre mim, desde o início. Sempre achou que eu era interesseira, e de certa maneira eu era...
— Isto foi antes de conhecê-la melhor. E me sinto muito mal por ter tratado-a daquela maneira.
— Você não teve culpa...
— Tive sim. Você foi forçada a se casar por dinheiro e eu achei que você era como as outras mulheres que conheci.
— James...
— Você tem que entender, nunca conheci uma mulher como você — disse ele, se aproximando mais dela. — Todas as mulheres que conheci estavam interessadas em coisas materiais. Achei que era por isso que você queria o dinheiro.
— Não vou fingir que não gosto de vestir roupas bonitas e de comer boas comidas...
— Então fica comigo e eu a ensino como as mulheres se comportam. Vou ensiná-la como gastar, gastar, gastar e se divertir muito. Você merece — disse ele, com um sorriso irônico.
Era tão tentador responder sim.
— Isto não é suficiente, James. Você acabaria se aborrecendo.
— Jamais. Você está sempre me surpreendendo...
— Você nunca ficou com uma mulher por muito tempo...
— E com você, não consigo ficar longe. Já percebeu?
Ela corou.
— É só sexo.
— Não, não é — contradisse ele, respirando fundo como se estivesse se esforçando muito para se expressar. — Eu te amo, mas sei que você não me ama. Mesmo assim, não vou deixar você ir embora.
— Você não me ama... você disse isso só por causa da minha mãe e do meu avô.
— Disse porque é a verdade. Nunca pensei que o amor existisse até conhecê-la. Não posso deixar você partir, mesmo sabendo que a recíproca não é verdadeira. Sei que posso fazê-la feliz.
Lílian estava tonta. Ele a amava?
— Você não pode me amar... depois de nosso casamento, você desapareceu. Nem passou a noite comigo.
— Nem me lembra desta bobagem. Fui tão cruel com você.
— Você me odiava...
— Eu não conseguia resistir — corrigiu ele, beijando-lhe com paixão —, foi difícil deixá-la para trás. Queria fazer amor com você até não poder mais.
— E por que agiu assim?
— Porque meu sentimento por você me assustou — confessou ele —, você me fez perder o controle e não gostei. Principalmente, pelo tipo de mulher que achei que era.
— Então foi embora e sumiu por duas semanas...
— Não sabia como lidar com estas emoções. Não tinha acontecido antes. Decidi manter distância e também precisei trabalhar 24 horas para consertar a desordem que seu avô fez na empresa.
Não lhe ocorrera que ele tivesse tantos problemas no trabalho.
— Ficamos tão próximos lá na ilha, mas depois que contei que era estéril você se afastou. Pensei que me odiasse.
— Primeiro, fiquei bravo — concordou ele, abraçando-a —, mas quando me acalmei, vi que você não tinha outra saída a não ser se casar comigo. Você aproveitou a única oportunidade que apareceu. Quando reconheci isto, não queria que fosse forçada a suportar minha companhia.
— Mas você disse que continuaria a me sustentar porque se sentia responsável pela explosão mesmo sem ter estado lá.
— Eu pressenti que havia alguma coisa errada. Aconselhei meu pai a não se reunir com seu avô. Mas ele achou que era hora de acabar com a rixa e eu só tinha 19 anos naquela época... Por que me dar ouvidos? Eu era arrogante... achava que sabia de tudo...
— Mas você tinha razão.
— No fim, tinha. Decidi ir lá, mas quando cheguei, o barco explodiu. Foi muita confusão e nunca soube quem estava a bordo.
— Ainda não consigo acreditar que foi você que me salvou...
— Foi o destino. Você tinha de ser minha.
— Isto é culpa, James, não amor. E você não precisa se sentir responsável pelo que aconteceu.
— Não é culpa e um dia vou fazer você me amar como eu a amo.
— Tem certeza?
— Prometo que não vou descansar enquanto você não me amar.
— Não é isso. Tem certeza que me ama?
— Você ainda precisa de provas? Pela primeira vez na vida, me sinto vulnerável, agape mou, e para um grego, isto é demais. Confessar meu amor, sabendo que não é correspondido...
— Ele é correspondido. Eu o amo, James — sussurrou ela —, eu o amei desde o momento que percebi que tipo de homem você era: forte, responsável, digno de confiança. O oposto de meu avô.
— Você não precisa mentir para eu me sentir melhor...
Ela sacudiu a cabeça.
— Nada de mentiras, nunca mais. De agora em diante, só a verdade. E a verdade é que eu o amo.
Ele a beijou.
— Repete, repete o que disse...
— Eu o amo — disse ela, gemendo quando ele a beijou no pescoço. — Ah, James...
— Nenhum outro homem vai saber como você é excitante — prometeu ele, curvando o corpo dela contra o seu.
— Esqueci de dizer que além de forte, responsável e digno de confiança, você é um machão autoritário e possessivo — provocou ela.
— Sou grego, agape mou. O que você queria?
— Gosto de ser protegida. Nunca tive ninguém para me proteger.
— De agora em diante, nada vai magoá-la. E não precisamos voltar à ilha, se você preferir viver na cidade.
— Não me importo onde vamos viver, contanto que você esteja comigo — confessou Lílian, se encostando nele como uma gata. — Sinto segurança ao seu lado. Acho que nunca vou nadar no mar, mas posso voar sobre ele se você segurar minhas mãos. Adoro a ilha, James. Foi onde me apaixonei por você.
— Vamos achar os melhores especialistas para curar esta fobia de água e jamais vou perdê-la de vista, agape mou. De agora em diante, você é minha e sempre protejo o que é meu. Você terá tudo o que quiser, é só pedir.
— Qualquer coisa?
— Você está me deixando nervoso — brincou ele. — O que você quer? Só vou avisá-la que não permitirei que a mãe de meu filho ande por aí de minissaia e salto alto.
— Possessivo — brincou ela, colocando os braços em volta de seu pescoço. — Você estava falando sério sobre minha mãe ir viver na Grécia?
— Claro que sim. Os médicos disseram que ela se recuperará mais rápido num clima quente. Tão logo ela possa viajar, faremos a transferência para um hospital particular na Grécia.
— Como é fácil quando se tem dinheiro...
— Você precisa pedir alguma coisa para você mesma — relembrou ele.
— Você, por um acaso, é o gênio da lâmpada?
— Quero lhe dar tudo — confessou ele, submisso. E Lílian sorriu, um sorriso de quem se sente amada de verdade.
— Então, que tal voltarmos logo para Grécia? Estou ansiosa pela comida grega e por aquele sol maravilhoso.
— E quanto aos gregos? Está louca por eles também?
— Só por um deles, sr. Potter — assegurou ela, feliz. — Só por um deles.
Fim
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N/A – Oi meus amores...Ai meu deus..vou me esconder...fiquei um tempão sem postar e várias vezes recebi reviews pedindo atualização. Mas vamos por partes...eu já tinha o capítulo no meu pc...mas precisei formatar...e perdi td =/, pra ajudar eu deixei o livro em Ctba, onde eu morava, e tive q esperar ir pra lá pra poder pegar...coisa q fiz neste final de semana..Aí mais um pouco pra escrever...e aqui estou. Sei q não mereço desculpas..Mas é o ultimo capítulo e talz..vocês podiam pensar com carinho né? Mas prometo q em breve eu apareço com outra fanfic.
Agora quero agradecer de coração a todos que acompanharam a fic, comentaram, deram palpites e se apaixonaram pela história assim como eu. Adorei a companhia de vcs... Vou ficando por aqui....
Beijosss
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