Disclaimer: "Todos os personagens reconhecíveis pertencem a JK Rowling e eu não sou JK Rowling. E eu não tive a idéia dessa fanfic sozinha, ela foi inspirada em uma história chamada "Collared" de Albe-chan." — Além disso, acrescento que a fanfic foi escrita (assim como esse Disclaimer) pela Remy-Luna. Eu estou só traduzindo.
Aviso: Esse capítulo é classificado como 'M' pela linguagem e algumas menções de coisas sexuais que assustariam até minha irmã. E não tem muito Remus nesse capítulo, coisa pelo qual eu peço desculpas, mas esses eventos são importantes para a história.
The Pet — Animal de Estimação
Fanfic escrita por Remy-Luna
No dia seguinte, James e Peter pareciam ter esquecido sobre a falsa paixonite de Sirius diante todos os deveres extras e seus planos para a primeira brincadeira do ano. James tentou sussurrar suas ideias para Sirius durante a aula de Transfiguração, mas o último estava levemente distraído pela forma que as mãos de Moony deslizavam pelo pergaminho enquanto ele tomava algumas notas.
De qualquer forma, depois do jantar eles tiveram muito tempo para discutir (por sobre suas redações) precisamente como eles colocariam vermes-cegos no espaguete dos Sonserinos sem serem pegos. Moony, que, é claro, não tinha deveres para fazer, ouviu seus planos sem contribuir para a conversa, mas acabava rindo ocasionalmente.
"Os elfos-domésticos vão notar que algo está acontecendo; nós nãos teremos como colocá-los até que a comida já esteja no Grande Salão." James argumentou.
"Mas uma vez que a comida esteja na mesa, as pessoas vão notar se nós fossemos lá e jogássemos os vermes-cegos nela." Peter pontuou.
"O que nós precisamos é de um Feitiço de Alternação." Sirius disse, pensando. "Nós colocamos os vermes-cegos nas travessas da mesa da Grifinória e depois trocamos com as travessas da mesa da Sonserina."
"Brilhante!" Peter disse, e James sorriu, acenando em concordância.
"Mas nós teremos que executá-lo com cuidado." James advertiu. "Ninguém pode notar que algo está errado enquanto fazemos o feitiço."
"Então nós teremos que praticar antes." Sirius encolheu os ombros. "Nós provavelmente teremos tempo, de qualquer forma. O próximo passo é perguntar para os elfos-domésticos quando eles pretendem fazer espaguete; não acho que vá funcionar se for com qualquer outra comida."
"Por que não vamos agora?" James sugeriu. "Segundo dia de aula — a última coisa que quero fazer agora é dever de casa."
Sirius e Peter sinceramente concordaram e James subiu as escadas para pegar sua capa de invisibilidade.
"Você vai vir com a gente, Moony?" Sirius perguntou.
"Se você quiser que eu vá." Moony encolheu os ombros. "Sei que não é permitido eu ficar na Sala Comunal sem você, mas não acho que alguém vá se importar. Além disso," Ele adicionou com um sorriso. "vocês três não deveriam se esgueirar até a cozinha depois do toque de recolher, de qualquer forma."
Sirius sorriu de volta, sentindo um frio na barriga enquanto o fazia. Isso vinha acontecido bastante ultimamente... Particularmente quando Moony sorria para ele. "É muito divertido ir lá embaixo." Sirius disse. "Os elfos-domésticos são tão atenciosos; ele sempre nos dão lanches. Às vezes até chocolate."
Moony riu, e o som soou como um sino. "Se você quer que eu vá, basta apenas dizer." Ele disse sorrindo para Sirius. "Você não precisa me subornar com chocolate."
"Quem está subornando?" Sirius sorriu. "Eu apenas estava descrevendo os maravilhosos prazeres de se esgueirar até a cozinha — cabe inteiramente a você se vai se render a eles ou não."
Moony apenas riu novamente e Sirius observou sua boca enquanto o som penetrava o ar. Seus lábios eram tão rosados e—
—Lobisomem, Sirius interrompeu a si mesmo pela milésima vez, desviando os olhos. Ele é um lobisomem. Ele é meu bichinho e ele é um animal. Humanos não beijam lobisomens.
"Vamos, então." James disse, retornando do dormitório com sua capa de invisibilidade. Eles jogaram a capa sobre si mesmos, apesar de ser um pouco apertado com Moony ali, e atravessaram o buraco do retrato em direção a cozinha.
Os elfos-domésticos ofereceram-se para fazer espaguete na mesma hora se eles quisessem, mas, rindo, eles simplesmente explicaram que só estavam curiosos sobre quando ele estaria novamente no menu.
"Nós fazer espaguete uma semana a partir de hoje, Senhor." Um elfo-doméstico informou James. "Será servido com almôndegas e salada, com tiramisù de sobremesa."
"Ótimo." James sorriu. "Bom saber."
"Você tem alguma amostra daquele tiramisù?" Peter perguntou ansiosamente, e o elfos-domésticos verificaram por um momento.
"Nós poder preparar se você quiser, Senhor, mas vai levar algum tempo e nós já ter muitas outras sobremesas prontas."
Então, em vez disso, eles se encheram de bolo, brownies, e sorvete coberto de fudge quente antes de voltarem para a Sala Comunal.
"O que você achou, eh?" Sirius perguntou para Moony uma vez que eles estavam de volta ao dormitório. "Divertido, não é?"
O lobisomem, o qual a boca ainda estava muito cheia para falar, apenas acenou. Os bruxos colocaram seus pijamas e escovaram os chocolates de seus dentes, conversando um pouco enquanto se preparavam para dormir. Sirius sentiu uma sensação de calor em seu abdômen enquanto Moony subia na cama ao seu lado, suspirando de contentamento e se aconchegando debaixo das cobertas. Mesmo que Sirius soubesse que era uma má ideia eles dividirem a cama agora, ele não conseguia deixar de sorrir com a alegria que isso lhe trazia. E era a noite depois da lua cheia, afinal. Moony sempre ficava na cama com ele na noite após a lua cheia. Sirius disse a si mesmo que isso o ajudava a se recuperar.
A luz da lua quase cheia brilhava no rosto e cabelos de Moony, e Sirius correu seus dedos por eles. Com seus olhos já fechados, Moony sorriu. Sirius sorriu de volta, mesmo sabendo que Moony não poderia vê-lo, porque aquela era sua reação automática. Ele acariciou os cabelos de seu animal de estimação por alguns minutos antes de bocejar, ajeitando-se e deslizando seu braço em volta da cintura de Moony. "Boa noite, Moony." Ele sussurrou contra a parte de trás do pescoço do outro.
"Noite, Sirius." Veio a resposta sonolenta do lobisomem.
"Vocês sabem que parecem um casal de bichas quando fazem isso, certo?" A voz de Peter cortou o ar da noite.
O coração de Sirius pulou até sua garganta. Ele se sentou ereto e olhou na direção de Peter. "O quê?" Ele perguntou, rezando para que tivesse ouvido errado.
Peter encolheu os ombros, sentando-se na ponta de sua cama. "Apenas... Os dois dormindo em uma cama e tipo... Se abraçando... Vocês parecem dois viados."
"Bom, nós não somos." Sirius gritou, saltando da cama e olhando para Peter. "Nós não somos malditos— o que diabos você acha que eu pareço? Moony é um lobisomem, Peter! Ele é um animal! Você acha que eu foderia um animal? Que tipo de doente você acha que eu sou?"
"Sirius, pega leve." James disse, ficando entre Sirius e Peter. "Ele não quis dizer nada com isso."
"Ele não precisa de você para defendê-lo." Sirius retrucou, olhando para James. "Ele pode falar por si mesmo o que ele quis dizer com isso."
Peter olhou de um para outro, parecendo surpreso. "Tudo que eu disse foi que vocês pareciam dois veados na mesma cama. Merlin, Sirius, eu nunca quis dizer que vocês realmente—"
"—Bem, eu não seria!" Sirius gritou. "Eu não transaria com um homem e com toda a certeza não transaria com um lobisomem! Eu pareço algum tipo de zoófilo pra você?"
"Sirius, relaxe." James disse, colocando uma mão em seu braço e guiando-o de volta para sua cama. "Nós sabemos. Ninguém estava sugerindo que—"
"—Doente." Sirius murmurou, subindo em sua cama. "Você é doente, Peter."
"Sirius, me desculpa." Peter murmurou miseravelmente, deitando em sua própria cama.
Sirius fechou suas cortinas não querendo mais olhar para ele e, quase desafiadoramente, voltou a colocar seu braço em volta de Moony, que estava com a cabeça enterrada no travesseiro de Sirius. Ele não quis dizer nada, Sirius lembrou a si mesmo. Ele deitava com Moony na mesma cama desde que tinha doze anos — antes disso, nunca tinha tido qualquer tipo de atração por ele. E o que quer que estivesse acontecendo consigo agora era apenas uma fase que ele ia superar. Não era nada. Sirius não era algum tipo de pervertido que saía com animais. Ele iria achar alguma garota humana normal e ficaria muito mais atraído por ela do que jamais esteve por Moony.
"Desculpe por você ter que testemunhar isso." Sirius murmurou para seu lobisomem. Moony não respondeu. Não tinha como ele ainda estar dormindo dado o volume da discussão de Sirius e Peter, mas o bruxo imaginou que ele apenas estava tentando dormir. Ele afastou o súbito desejo de beijar os cabelos de Moony e fechou os olhos, com a intenção de também tentar dormir.
—
"Eu decidi chamar Rebeka Vick para sair." Sirius informou seus amigos no café da manhã do dia seguinte.
James e Peter se olharam por um momento antes de se virarem para Sirius.
"Na noite passada você não queria nem admitir que gostava dela." James pontuou.
"Sim," Sirius admitiu. "mas agora que eu o fiz, acho que é inútil continuar fingindo. Eu a quero e eu vou tê-la."
Peter riu e então tossiu para disfarçar.
"Você acha que eu não consigo?" Sirius perguntou, virando-se para ele com desafio em seus olhos. Ele ainda estava bravo pela noite anterior, apesar de, em retrospectiva, ele ter percebido seu exagero já que a acusação passou tão perto da verdade para ele. Se o comentário tivesse sido feito ano passado, ele provavelmente estaria dando uma boa risada do ocorrido.
"Eu acho que ela é... Mais velha..." Peter disse devagar. "… E… Bem… Gostosa."
"Você está dizendo que ela está fora do meu alcance?"
Peter e James se olharam novamente, e James encolheu os ombros. "Não é que você não seja bonito, cara, mas... Ela é uma quintanista—"
"—E popular." Peter cortou.
"Eu sou popular." Sirius disse.
"Claro," James disse. "mas—"
"—Escute, James," Sirius interrompeu, sorrindo de repente. "só porque você não conseguiria arranjar um encontro nem se sua vida dependesse disso—"
"—Eu conseguiria um se eu quisesse!" James argumentou.
Peter riu. "Sim, quantas vezes você já chamou Lily Evans para sair? E quantas vezes ela disse sim?"
"Ela me quer." James declarou simplesmente. "Ela apenas está bancando a difícil."
Sirius e Peter rolaram os olhos um para o outro.
"Bem, eu não vejo por que Rebeka Vick não sairia comigo." Sirius disse, cruzando os braços.
—
James cutucou Sirius enquanto eles caminhavam pelo jardim durante o intervalo da manhã. Sirius olhou na direção que ele assentiu com a cabeça e viu Rebeka conversando com algumas outras quintanistas Corvinais.
"Você vai fazer?" James sussurrou na orelha de Sirius.
Sirius encolheu os ombros. "Por que não?"
Ele olhou para Peter e Moony, que lhe deram um pequeno sorriso. Quando o último o fez, Sirius sentiu aquela agora familiar sensação de calor vibrando em seu peito, bem como o aumento de sua frequência cardíaca. Aquilo não estava certo. Ele não devia se sentir daquele jeito.
Passando a coleira de Moony para o James, Sirius virou-se para as garotas. Rebeka era de longe a mais bonita do grupo. Ela não era a mais alta ou a mais magra, mas seu rosto e suas curvas a fazia se destacar entre as outras. Sirius notou que ele não sentiu nada enquanto andava através do jardim na direção dela. Nada de medo, nada de nervosismo, nada de... Emoção.
Bem, aquilo viria logo. Uma vez que Rebeka fosse sua namorada, ele ficaria animado para ver ela e passar um tempo ao seu lado, e, uma vez que ele tivesse oportunidade de tocá-la, bem...
Espontaneamente, fantasias de Sirius deslizando as mãos pelo corpo de Moony vieram em sua cabeça. Elas eram as mesmas imagens que ele usou para se masturbar no chuveiro essa manhã, as mesmas imagens que o vem assombrando por dois meses e o deixam totalmente duro em questão de segundos.
Rebeka, Sirius pensou consigo mesmo. Foque-se em Rebeka. É ela que você vai chamar para sair, seu estúpido. Não Moony.
"Hey, Rebeka." Sirius disse casualmente, apoiando-se em uma parede do jardim.
Todas as garotas Corvinais o encararam com uma mistura de confusão e curiosidade, mas não de forma rude ou condescendente.
"Oi, Sirius." Rebeka disse devagar, olhando para ele. Como suas amigas, ela parecia confusa sobre porque ele estava falando com ela. Eles tinham se falado talvez apenas duas vezes em toda suas vidas.
"Teve um bom verão?" Ele perguntou polidamente.
"Brilhante." Ela disse sem muita entonação. "Você?"
"O mesmo." Ele encolheu os ombros.
"Bem… Er… Posso ajudá-lo?" Ela perguntou quando ficou claro que ele não iria falar mais nada.
"Creio que sim." Ele respondeu. "Eu estava pensando se você gostaria de ir até Hogsmeade comigo na próxima visita."
"Oh." Rebeka disse, parecendo surpresa. Ela olhou para suas amigas, na qual duas deram de ombros e outra sorriu encorajadoramente. Rebeka encolheu os ombros também. "Claro," ela disse. "eu acho, por que não?"
"Ótimo." Sirius disse, sorrindo para ela. "Conversamos em breve, sim?"
"Tudo bem." Rebeka concordou. "Bem… Te vejo por aí."
O sino tocou e as garotas da Corvinal desceram para a aula de Herbologia enquanto os Grifinórios se dirigiram até Trato das Criaturas Mágicas. Sirius olhou cima de seu ombro para elas enquanto deixavam o jardim apenas para ver Rebeka fazendo a mesma coisa.
—
"Seu maldito sortudo." Peter murmurou, olhando para o hall de entrada onde Rebeka esperava por Sirius.
A garota estava vestindo um short jeans curto que mostrava suas pernas longas e escuras, e uma blusa delicada que deixava exposto seus seios e quase uma polegada de pele acima do cós do seu short. Seu cabelo brilhante estava solto e atingia seus quadris.
"Você não tem uma namorada, Pete?" James perguntou. Ele olhou pra onde Lily e algumas amigas (incluindo Rhonda, irmã de Rebeka) estavam prestes a passar pela porta. "Hey, Evans!" Ele gritou. Lily não foi a única que se virou para olhar para James, mas isso não pareceu incomodá-lo. "Ainda há tempo de mudar de ideia." Ele chamou, sorrindo como se ela estivesse perdendo uma oportunidade de ouro. No entanto, Lily sacudiu sua varinha e James soltou um "Oomph!" e agarrou seu estômago, como se tivesse levado um soco.
As garotas riram e uma delas disse "Boa, Lily!" enquanto elas deixavam o hall de entrada.
Sirius sorriu. "Boa sorte na próxima." Ele disse, dando tapinhas no braço de James antes de caminhar até Rebeka. "Está pronta?" Ele perguntou, sorrindo para ela.
Ela encolheu os ombros. "Suponho que sim."
Sirius estendeu sua mão e Rebeka olhou para ele por alguns segundos antes de pegá-la e sair andando junto com ele.
Num todo, Sirius achou o encontro bem... Chato. Rebeka não parecia ter muito que dizer, e nem parecia interessada no que Sirius tinha a dizer. Ela perguntou a Sirius algumas coisas sobre sua família, mas pareceu perder interesse quando ouviu que eles não se davam muito bem. Ela realmente não tinha interesse em ir a Zonko's ou Dedosdemel e quando Sirius a convenceu a ir até o Três Vassouras, ela simplesmente ficou traçando círculos em volta da borda de seu copo.
Sirius estava se sentindo um pouco frustrado, porque não só ele estava morrendo de tédio, mas ele também podia dizer que Rebeka não estava se divertindo. Ele não pode evitar se perguntar o porquê dela ter aceitado sair com ele se ela não parecia estar interessada. Por um momento, Sirius ponderou se devia apenas admitir que aquilo tinha sido uma má ideia, mas então ele lembrou que ele tinha mais razões para sair com Rebeka do que apenas provar para seus amigos que ele podia. Ele deveria ao menos tentar salvar o encontro em vez de desistir tão cedo.
"Então..." Sirius disse e Rebeka levantou os olhos de sua bebida. "... Quando você... Vem aqui com suas amigas, o que vocês fazem para se divertir?"
Rebeka encolheu os ombros. "Compras, geralmente. Há algumas lojas agradáveis de roupas algumas quadras abaixo. E mesmo que a gente não compre nada, geralmente conversamos e tomamos chá ou café."
"Bem, você prefere fazer isso, então?" Sirius perguntou.
Ela olhou para ele e assentiu. "Nós poderíamos ir até a Madame Puddifoot." Ela ofereceu. "Eu gosto da... An… Atmosfera de lá."
"Você costuma ir lá com suas amigas?" Sirius perguntou enquanto pagava, mais para ser educado e começar uma conversa do que por real interesse.
Rebeka sorriu e sacudiu sua cabeça. "Não é um lugar que se costuma ir com amigos."
Sirius não pode deixar de pensar no que exatamente aquilo queria dizer, mas ele ficou quieto enquanto eles andavam pelas ruas e ela o levava até o local.
E quando eles entraram, ele viu... Bem claramente... O que ela queria dizer. Todas as mesas e cabines eram para duas pessoas, e cada uma delas era ocupada por casais desde desajeitados a risonhos até apaixonados e cheios de intenções.
"Olhe." Rebeka disse, guiando Sirius pela mão. "Há uma cabine aberta lá, vamos sentar."
Sirius fez o que ela disse, sentindo sua apreensão crescer quando Rebeka se sentou ao seu lado em vez de em sua frente. Ela segurou sua mão entre seus corpos, acariciando os dedos de Sirius. O garoto não fez nenhuma objeção, mas ele também não conseguia entender porque ela estava fazendo aquilo. Há apenas alguns minutos atrás ela parecia entediada até os ossos. E não é como se eles realmente se conhecessem. Mesmo nas poucas semanas entre o pedido de Sirius e a atual data, eles mal se falaram.
Quando o atendente chegou, Rebeka pediu um chá de hortelã e Sirius um chá doce gelado. Ele tentou pensar em algo para falar enquanto eles esperavam as bebidas chegarem — Rebeka certamente não iria começar uma conversa — mas ele não conseguiu pensar em nada. Enquanto o atendente saía, Rebeka largou a mão de Sirius apenas para colocá-la sobre seus joelhos.
De repente a pequena loja ficou muito quente e abafada, até demais para o gosto de Sirius. Ele se sentiu suando e conseguia sentir o coração batendo em seu peito... Mas aquilo era uma coisa boa, certo? Não é desse jeito que ele deveria se sentir quando uma garota bonita o tocasse? Mas... Novamente... Isso era para fazê-lo se sentir desconfortável? A proximidade de Moony — especialmente recentemente — sempre o fez se sentir relaxado mesmo quando seu coração batia a mil quilômetros por hora. Ele sempre queria ficar mais perto de Moony, achar uma desculpa para tocá-lo. A mão de Rebeka agora deslizava para sua coxa e tudo que ele queria era fugir daquela cabine.
Sirius ficou aliviado quando suas bebidas chegaram, mas a aparição de seus chás não impediu as mãos errantes de Rebeka. Ele realmente queria dizer a ela que ela estava deixando-o desconfortável e que queria que ela parasse, mas ele não podia porque isso era o certo, era dessa forma que era para ser. Os dedos de Rebeka traçaram a costura do jeans de Sirius e ele se perguntou se isso deveria deixa-lo excitado... Ou será que isso era suposto vir após os beijos e outros toques sem as roupas?
"Quente." Rebeka suspirou, e Sirius olhou para ela. Ela sorriu. "O chá." Ela explicou, acenando para o copo fumegante na mesa. "Acho que teremos que esperar um pouco... Antes que esteja bom para beber."
Então, sem aviso, ela o beijou.
Sirius, que provavelmente deveria esperar algo pelo modo que ela estava se aproximando dele — mas, de alguma forma, ele não esperava — simplesmente ficou sentado lá, olhos ainda abertos enquanto ele processava o que ela estava fazendo e pensava no que diabos ele deveria fazer em retorno. Fechar os olhos, certo? Pessoas deveriam fechar os olhos enquanto se beijam.
E foi o que ele fez. Não que tivesse sido uma grande melhora, mas ele honestamente não esperava que fosse. Ele pressionou seus lábios contra os dela e ela pressionou de volta com mais força, assim Sirius percebeu que era a coisa certa a se fazer. Ele fez de novo. Depois ele se perguntou quando ele deveria se afastar. Seus instintos gritavam para ele o fazer agora, nesse mesmo segundo, o mais rápido possível, mas Rebeka não parecia interessada em parar. A garota que deve se afastar quando não quiser mais, certo? Então, novamente, Sirius achou que não deveria ser a garota a dar o primeiro passo.
Mas antes que Sirius pudesse se decidir entre se afastar ou não, uma língua molhada e escorregadia deslizou para sua boca.
Oh.
Ele não tinha certeza do que fazer com aquilo, também. Tocá-la com sua própria língua, talvez? Ele realmente não queria, em fato ele queria aquela língua fora de sua boca, mas, novamente, ele ignorou seu instinto e deslizou sua língua pela de Rebeka. Isso era para ser excitante? Porque isso não era... Realmente… Talvez fosse por que Sirius nunca tinha beijado antes e era tudo novo para ele?
Sirius se afastou, sem querer, e ficou cara-a-cara com uma Rebeka ligeiramente ofegante.
"Esse foi seu primeiro beijo de verdade, não foi?" Ela perguntou.
Deixando claro o que era óbvio, Sirius acenou com a cabeça. "Sou ruim isso, não sou?" As palavras escorregaram antes que pudesse impedi-las.
Mas Rebeka sorriu. "Nah. Você apenas precisa praticar, só isso. Eu poderia te mostrar algumas outras coisas também." Ela adicionou em uma voz baixa, deslizando suas mãos pela coxa de Sirius novamente.
E antes que o garoto pudesse protestar, ela estava beijando-o novamente. E ele forçou a si mesmo a beijá-la de volta, porque era isso que ele deveria fazer, certo? Ele não poderia desfrutar do beijo sem aprender propriamente como dar um e isso não aconteceria sem prática. Então ele ficaria ali sentado e a beijaria até ele aprender a gostar disso, mesmo que isso significasse ficar naquela loja abafada por toda a noite.
—
Peter e James sorriram quando Sirius entrou no dormitório.
"Então, diga," James disse, inclinando-se em sua cama. "Como foi seu encontro?"
Sirius encolheu os ombros, tentando agir indiferente. "Bom. Nós nos beijamos."
"Apenas bom?" Peter perguntou.
"Sim." Sirius disse, de repente se sentindo defensivo. "Bom."
"Sirius, eu pensei que você gostasse dessa garota." James disse, rolando os olhos. "Depois de tudo, de conseguir um encontro com ela — inferno, vocês até se beijaram — tudo que você tem a dizer é que foi bom?"
"O que você quer que eu diga?"
"Que você está perdidamente apaixonado?" James sugeriu. "Bem, você fez planos para outro encontro?"
Sirius nem tinha pensado nisso. Mas ele imaginou passar sua próxima visita a Hogsmeade como a de hoje e quase se encolheu. Ele balançou a cabeça rapidamente.
"Você não se divertiu?" James perguntou. "Ou ela não se divertiu?"
Sirius suspirou e se sentou em sua cama. "Eu não sei." Ele murmurou, se sentindo vulnerável e odiando isso. "Talvez... Talvez eu não goste dela tanto quanto eu achava. Isso foi… Eu não sei… Foi chato, ok?"
Peter e James riram, e Sirius sorriu para eles.
"Não foi minha culpa!" Ele se defendeu. "Aquela garota estúpida não queria ir a lugar algum sem ser aquela loja de chá idiota e ela nem queria falar sobre algo. Tudo que ela queria era dar uns amassos."
"O que há de errado nisso?" Peter perguntou entre risadas.
O rosto de Sirius de repente ficou quente. Ele lembrou que deveria gostar de beijar, que ele deveria querer.
"Não, eu entendo o que Sirius quer dizer." James disse e Sirius se sentiu aliviado. "Meu primeiro encontro com Lily será repleto de passeios românticos pela aldeia, vários flertes, ela irá me contar sobre seus sonhos e desejos... E depois nós vamos nos amassar até não poder mais." Ele declarou.
"Sim." Sirius concordou, acenando com a cabeça fervorosamente. "Eu não estou reclamando dos amassos..." Ele mentiu. "... Eu só achei que seria mais do que só isso."
"Bom, você escolheu a garota errada, cara." James disse, sorrindo. "Rebeka... Yeah... Ela é muito bonita… Mas não é muito para conversar."
Peter acenou com a cabeça em concordância.
"Acho que vou ter que achar outra pessoa, então." Sirius disse com um suspiro, sentindo-se aliviado. Não foi culpa dele que ele não tenha se divertido hoje. Foi culpa da Rebeka por ter sido uma companhia chata. Se ele achasse uma garota que fosse mais interessante, uma garota com quem ele realmente pudesse apreciar passar um tempo ao lado, então as chances seriam maiores de que ele iria gostar de beijá-la. Apenas fazia sentido.
N/T: Não sei se vão querer me matar pela demora ou se nem vão se dar o trabalho de ler o capítulo depois de tanto tempo, mas estou aqui para fazer minha parte e postar como manda o bom senso. xD Meu ano foi bem corrido e o emprego não me deixou tempo algum para fanfics, mas agora que está tudo na calmaria fica mais fácil de levar a tradução a diante.
Eu particularmente não gosto muito desse capítulo — vontade de espancar o Sirius pelo que ele falou do Moony! — porque ele me corta o coração... Mas espero que vocês gostem. Não esqueçam de mandar reviews, viu?
