CAPITULO OITO
Bella corria ofegante pela rua, arrastando sua mala, quando Edward apareceu à frente dela. Ela pa rou petrificada, pois parecia que ele tinha aparecido do além.
— Por favor, entre no carro. Não quero ver uma foto minha arrastando você para dentro da limusine amanhã nos jornais — alertou Edward em tom sério. Os olhos verdes dele faiscavam.
Bella não conseguia sair do lugar.
— Eu...
— Esses bebês também são minha carne e meu sangue — interrompeu-a veementemente.
Irritada por ser recordada daquele fato mais do que gostaria, Bella entrou no automóvel. O que mais poderia fazer?
Fitou-o com um olhar cauteloso, ciente de que ele estava possesso. Mais uma vez a tinha impedido de ir embora. Mas como ele sabia o que planejava fazer?
— Como descobriu?
— Você tem uma equipe de segurança exclusiva agora.
— Quer dizer que estou sendo vigiada?
— Depois da pequena demonstração de hoje, não espere que eu me desculpe por isso. Se tivesse desa parecido outra vez, talvez nunca mais a encontrasse. Por acaso mereço isso? Fui tão ruim com você que não tenho o direito de saber se está bem? Não tenho direito de saber sobre os meus próprios filhos?
Uma combinação de vergonha, frustração e confu são deixaram Bella sentada, imóvel.
— Não devia ter mandado Tania me procurar. Ela conseguiria irritar um santo.
— Tania? Você conheceu Tania? — A testa mo rena e sensual enrugou-se e os olhos brilhantes fica ram, repentinamente, arregalados ao fitá-la intensa mente.
Bella balançou a cabeça confirmando.
Na mesma hora, Edward apanhou o telefone e co meçou, em seguida, a falar em grego, rápida e furio samente. Enquanto conduzia a conversa, Bella ins pirou e expirou várias vezes, na tentativa de se re compor. Poucos minutos depois, ele desligou.
— Não mandei Tania procurar você.
Bella estava relutante em acreditar no que ele lhe dizia. Queria confiar em Edward, mas e se ele es tivesse fazendo jogo duplo? Seria ingenuidade igno rar que ele tinha interesses pessoais e que iria defen dê-los a qualquer custo. E se Tania estivesse dizendo a verdade?
— Falaremos sobre isso no apartamento — deter minou Edward, contendo a impaciência de saber o que Tania tinha dito durante a visita. Não previra tal possibilidade e se sentiu culpado. A idéia de que o in cidente pudesse afastá-lo de Bella o preocupou. Ao mesmo tempo, estava cansado de ser tratado como um inimigo.
No elevador que os levou até a cobertura, o silên cio reinou. O apartamento era gigantesco e muito es paçoso, com poucos móveis e algumas esculturas contemporâneas bem amplas.
Bella não perdeu tempo e foi ao ponto da questão.
— Tania me procurou para me fazer uma proposta. Sabe qual foi?
Fitou Edward e seu semblante vibrante e sedutor. Precisou se esforçar para não perder a concentração. Ele não é confiável, não é, lhe dizia repetidamente seu bom senso, enquanto ela se deliciava com a bele za e os olhos incríveis e cativantes dele.
— Como poderia saber?
— Porque você deve ter falado com ela, ontem à noite — ousou dizer. — Ela já sabia que estou espe rando gêmeos.
— Quando a imprensa tirou as fotos de nós dois juntos, não tive dúvidas de que devia uma satisfação a Tania. Por isso, liguei para ela, sim, não nego.
A resposta dele foi calma e sem ressentimento.
— Uma coisa é terminar um noivado, outra é apa recer em público com uma mulher grávida, em se guida.
Bella corou. Sentiu-se humilhada ao lembrar do vínculo afetivo que ele tinha com Tania.
— Claro, é compreensível que vocês sejam pró ximos.
— Nós nos conhecemos desde pequenos. Escute. Por que ela procurou você?
Bella o estudou, lutando para disfarçar a des confiança.
— Não, não sei a razão! — Ele respondeu enfáti co, como se houvesse lido seus pensamentos.
— Tania me propôs que entregasse meus filhos para que ela os adotasse.
Edward fez uma careta.
— Não posso acreditar. Ele trincou os dentes com aquela revelação ines perada.
— Pois pode acreditar. Ela disse que vocês já ha viam terminado e voltado antes e que a adoção seria a solução perfeita. Ela acredita que vocês se casariam e juntos criariam meus filhos.
Edward passou os dedos pelos cabelos, demons trando incredulidade.
— A cabeça feminina, às vezes, me surpreende de uma maneira assustadora. Essa foi uma idéia enge nhosa demais para Tania, mesmo que absurda.
Ela se levantou energicamente.
— Então está dizendo que não tem absolutamente nada a ver com esse plano dela?
Edward a olhou atentamente antes de responder.
— Acha que sou louco? Conheço você bem o sufi ciente para saber que nunca aceitaria uma proposta descabida dessas.
— Como posso confiar em você?
Uma pequena mentira por omissão, pensou Edward com raiva e frustração, e estava pagando com ju ros e correção. A insegurança dela em relação a ele era profundamente irritante. Ficou observando-a sen tada à mesa de centro da sala. Os cabelos soltos sobre os ombros emolduravam os olhos castanhos provo cadores e a boca vermelha e carnuda. A blusa estava apertada o bastante para deixar os seios ainda mais matadores e abundantes. Apesar de estar muito zangado, aquela visão provocou uma excitação e ele trin cou os dentes bonitos e bem cuidados.
Bella percebeu que ele olhava diretamente para os seus seios e, antes que se desse conta, já havia arqueado as costas para a frente, sem pudor, exibindo ainda mais seus dotes. A impressionava a rapidez em que ele despertava nela o desejo carnal e, mais ainda, o imenso prazer e satisfação que sentia com a forma indecorosa como ele a olhava. De repente, lembrou de Tanioa e se levantou bruscamente, enver gonhada, indo até a janela. Tanioa era tão elegante, ti nha classe.
— Edward...
— Seria tão mais fácil se resolvêssemos essa his toria na cama, pedhi mou — murmurou Edward com voz embargada de desejo.
Bella cruzou os braços e cobriu os seios, receosa de que os mamilos estivessem sobressaindo sob o tecido da blusa. Ele a olhava sem cerimônia, sem qualquer pudor. O que mais mexia com ela era a própria reação de gostar tanto daquela sexualidade explosiva e franca dele.
— Bella... — Ele foi até ela virando-a e a envol vendo no abrigo de seu corpo quente e viril. — Preci samos um do outro.
Com as palmas das mãos grandes e fortes, agarrou-a delicadamente pelos salientes glúteos e a pu xou contra si, fazendo com que ela percebesse o ta manho de sua excitação. Ela sentiu um ardor sutil entre as coxas e um estremecimento.
— Não posso fazer isso... Não posso. É errado...
— Por que é errado, se vamos nos casar?
— Vamos o q-quê? — gaguejou ela, olhando-o boquiaberta.
— O que mais podemos fazer? E a decisão mais sensata. E é por isso que pode confiar em mim. Por isso fiquei tão furioso por você ter pensado em fugir novamente.
Bella não conseguia disfarçar a surpresa e a in segurança. Estava atenta a cada palavra que ele lhe dizia, mas, ainda assim, não acreditava que estivesse falando sério.
— Fugi porque me senti ameaçada. Não tenho di nheiro nem poder para brigar com você caso decida tirar meus filhos de mim.
— Theos mou... por que faria isso? Faz algum sen tido para você? — Edward inquiriu, exasperado. — Quero que meus filhos cresçam com a presença das figuras paterna e materna, em um ambiente seguro e estável.
Bella mordeu os lábios nervosamente e disse em seguida:
— Mas não é necessário que nos casemos.
— Claro que é. Quem vai ensinar a eles a falar gre go? A conviver com a família Cullen? A lidar com a riqueza e o privilégio? Você não conseguiria cum prir esse desafio sem viver no meu mundo.
De repente, Bella compreendeu por que Tania a tinha procurado. A bela loura conhecia Edward sufi cientemente para adivinhar que ele pediria em casa mento a mãe de seus filhos e, por isso, havia tentado bloquear tal possibilidade.
— Não sei o que dizer... — sussurrou ela, pois os pensamentos zumbiam em sua cabeça.
— Diga que sim... diga em grego. — Edward a olhava com um sorriso carismático que fez o coração de Bella oscilar. — Ne é a palavra de que precisa.
— Mas você não pode se casar comigo — protes tou ela.
— Por que não? Sua fertilidade devia estar no li vro dos recordes, além disso, você é um espetáculo na cama, glikia mou — ressaltou Edward sem hesi tação.
— E isso basta para se casar com alguém?
E o resto, tão essencial em um relacionamento ?, pensou ela, confusa e irritada. E elementos como amor, fidelidade, comunicação? Livro dos recordes por fertilidade? Queria esbofeteá-lo! Uma relação tão superficial nunca seria suficiente para ela. Porém, se não aceitasse se casar com ele, Edward poderia acabar se casando com Tania, que estava, obviamente mais do que disponível e entusiasmada com a possibilidade.
A simples hipótese de Edward acabar ficando com Tania gerou uma onda gélida de medo pelo interior de Bella, pois sabia, agora, que Tania faria qualquer coisa contra ela e seus filhos para reconquistá-lo. Estaria perdida, se casasse com ele ou não. Em ne nhum dos casos, via a possibilidade de ser feliz.
Levou a ponta da língua aos lábios que estavam secos de apreensão.
— E se não aceitar? — ela arriscou.
Um silêncio explosivo reinou entre os dois comoum rastilho de pólvora.
Edward estava imóvel, mas Bella podia sentir a irritação dele. Os cílios espessos e escuros protegiam os olhos com o brilho faiscante que sinalizava perigo.
— Se fosse você, não entraria nesse campo mina do — respondeu arrastadamente, sem se alterar.
Ficou na dúvida se deveria contar a ele que amea ças eram desnecessárias, visto que ela já estava, pra ticamente, apaixonada, pelo pavor que sentia ao pen sar em ver Tania entrando no altar em seu lugar. Amava Edward e sabia que teria de fazer o que fosse melhor para os filhos que estavam por nascer. A ati tude de Edward a revoltava, mas acabaria encontran do um jeito de se fortalecer e aprender a se proteger e atacar, quando fosse necessário. Se ele era capaz de coagi-la a se casar, Bella refletiu acaloradamente, também teria que aceitar as consequências daquela atitude.
Edward chegou à conclusão que havia escolhido se casar com a única mulher no mundo que se sentaria, grávida de gêmeos, em uma mesa de centro e, calmamente, passaria uns dez minutos pensando se que ria ou não ser uma Cullen. Não se orgulhava da ameaça que havia feito, porém estava convencido de que suas intenções eram as melhores e que, por isso seus métodos implacáveis se justificavam para obter os resultados desejados.
— Tudo bem, aceito me casar com você — informou-o Bella sem entusiasmo.
— Acha que tem problema se tomar uma taça de champanhe para comemorar? — Um sorriso triun fante coloriu a boca sensual de Edward.
Os olhos de Bella brilharam.
— Não tenho motivo para comemorar.
Edward não gostou nada da declaração, porém ti nha alcançado sua meta e isso já bastava, por enquan to. Não haveria mais escapadas ou ameaças de fuga com seus filhos. O desaparecimento de Bella havia sido motivo de insônia e desconforto para Edward, uma realidade que não estava mais disposto a tolerar.
— Quero que a cerimônia seja marcada o mais rá pido possível — disse, olhando-a minuciosamente, sem estar totalmente confiante de que ela cumpriria o trato. Por isso, não queria perder tempo.
— Por mim, tanto faz... — Bella deu de ombros, demonstrando indiferença e irritando Edward.
— Quero uma festa decente — acrescentou ele, para que não restassem dúvidas de que o pouco tem po para organizar a festa não significava que não ha veria pompa e luxo. — Igreja, um belo vestido de noiva, centenas de convidados.
Bella empertigou-se.
— Não vou me meter dentro de um vestido de noi va grávida desse jeito!
— Qual o problema? — provocou-a Edward. — Atualmente é bem comum. Além disso, vai garantir que seja a atração da festa.
Bella não conseguia pensar em nada mais cons trangedor que uma enorme barriga em um vestido branco. Ficaria parecendo um bombom de festa. Fora isso, todos os amigos de Edward e parentes ficariam comparando-a com a bela e elegante ex-noiva, Tania.
Edward esperava que o entusiasmo fosse aos pou cos tomando conta de Bella, mas isso não ocorreu.
Não obstante, uma de suas maiores qualidades era a persistência. Talvez, raciocinou, ela estivesse com medo de não ser capaz de organizar uma festa daque la dimensão em tão pouco tempo.
— Naturalmente, você não vai precisar se preocu par com nada. Vou contratar uma equipe para cuidar de todos os preparativos.
— Gostaria que, se possível, a cerimônia fosse bem simples e reservada.
Controlando para que não deixasse a irritação transparecer, Edward respirou profunda e lentamen te, antes de dizer, com admirável tranquilidade:
— Estou orgulhoso em fazer de você minha espo sa. Discrição e simplicidade não estão nos meus pla nos.
— E, claro, como todos sabemos, tudo tem que ser do jeito que você quer. Mas vou logo avisando, se você se casar comigo a vida não vai ser tão simples e fácil assim.
— Essa é uma declaração de guerra, pedhi moul — Edward achou divertida a ameaça e percebeu que considerava Bella uma companhia extremamente jocosa e agradável, na maioria das vezes. Naquele instante, estava aborrecida, mas acabaria se acalman do e percebendo que ele, sim, sabia o que era melhor para ela e seus filhos. Afinal, será que não se dava conta de que um casamento simples e discreto apenas faria parecer que ele tinha vergonha dela? E que seria a alegria dos mal dizentes? E, afinal, as mulheres não eram loucas por casamentos?
Estava convencido de que, não importava o que ela dissesse naquele momento, logo estaria profundamente envolvida com os preparativos. Apenas preci sava de um empurrãozinho na direção certa.
— Não tenho mais nada a dizer sobre esse assunto. Apenas gostaria de saber onde vou morar, enquanto isso.
— Aqui.
Bella fez uma careta. Não queria ter que encon trá-lo todos os dias. Era tentação demais para uma grávida só.
— Se não gosta deste lugar, não tem problema. Te nho uma casa de campo em Kent, a poucas horas da qui.
— Se não se importa, prefiro ficar lá até o dia do casamento.
Edward se importava, e muito, mas não disse nada. Entendia que havia usado da coerção e agora ela revi dava com as únicas armas que tinha à disposição. Es tava desconcertado com a rapidez com que ela havia aprendido a contra-atacar. Teria aprendido essa arte com ele? Em seguida pensou em quanto tempo uma festa de casamento de qualidade poderia ser organi zada. Não queria esperar nem um mês. Na verdade, sendo honesto consigo mesmo, não queria esperar nem uma semana. Estava assombrado com a sofre guidão de sua impaciência. Afinal, havia sido ele quem tinha insistido com Tania para que marcassem a data do casamento com mais de 18 meses de antece dência.
Dez dias depois, Bella se encontrava no escritó rio da enorme casa de campo de Edward, em compa nhia de um dos advogados dele. Naquele instante, o silêncio era desconfortável, pois o jurista havia acabado de explicar os pontos mais relevantes do acordo pré-nupcial.
Ela não conseguia acreditar no que havia acabado de ouvir. Segundo um dos termos do contrato, em uma eventual separação, Edward exigia o direito de ficar com a guarda das crianças. A inclusão de tal condição lhe parecia uma insinuação de que Edward apostava no fracasso do casamento e que estava pou co disposto a se esforçar para garantir que a relação fosse duradoura.
— Edward ficaria com a guarda das crianças inde pendentemente de quem fosse a culpa pelo fim do ca samento? — inquiriu Bella. — Isso é totalmente injusto.
— O mérito da culpa não entra em questão, aqui.
— Pois deveria — disse Bella ao advogado. — Presumo que também possa impor minhas condições?
— Mas é claro. No entanto, isso irá estender as ne gociações, o que demandará mais tempo — alertou o advogado, como se esperasse que o fato a fizesse de sistir.
Bella quase sorriu.
— Por mim, tudo bem. Não aceito a cláusula que diz respeito às crianças. Minha condição é a de que, caso Edward cometa adultério, terá de abdicar do di reito da custódia das crianças.
Pego desprevenido, o advogado fitou-a com os olhos arregalados, antes que o profissionalismo vol tasse a suavizar seu semblante.
— Devo adiantar à senhora que Edward não vai gostar disso.
— Não tenho dúvida. Mas a fidelidade é muito im portante para mim e quero que haja uma cláusula que o desencoraje a procurar outras mulheres.
O advogado a olhava com total admiração. Estava pensando em como iria descrever a futura sra. Cullen para os colegas, visto que ela era fonte de enorme curiosidade. A noiva podia estar grávida, mas não pa recia nem um pouco ávida para subir ao altar e fazia valer suas exigências com tranquilidade.
— O que, exatamente, tem em mente?
Bella levou em conta o que era de mais estimado para Edward. Sua reputação? Poder? Fortuna? Ele le vava incrivelmente a sério os negócios e a arte de fa zer dinheiro.
Quiçá, ao descobrir que a infidelidade pudesse lhe pesar no bolso, Edward pensaria duas, três vezes an tes de traí-la. E se por acaso o fizesse, mesmo assim, ela teria, pelo menos, o consolo de ficar merecida mente rica, mesmo que infeliz.
— Se ele me trair, quero que tenha um prejuízo milionário.
— Acredito que uma cláusula desta natureza des pertaria uma tempestade e tanto — preveniu o advo gado.
— Tenho certeza que sim.
Bella não pensava em recuar. Se Edward estava determinado a se casar com ela, teria que fazer esco lhas também. Não podia ter tudo à sua maneira.
— Que tipo de quantia a senhora tem em mente como forma a não incentivá-lo à traição.
— Uma quantia que fosse bem dolorosa.
O advogado mal podia esperar para apresentar o contrato explosivo ao soberbo time de assessores jurídicos do Cullen, que havia deixado claro que es perava que o acordo pré-nupcial fosse assinado ime diatamente e sem que houvesse chance para estrata gemas. Ficou curioso em saber qual deles teria a tare fa ingrata de informar a Edward Cullen sobre a cláusula punitiva sobre adultério exigida pela noiva. Depois que o advogado partiu, Bella foi dar um passeio pelas dependências da casa. O lugar era suntuoso como um hotel cinco estrelas e os empregados pareciam esmerar-se para fazê-la se sentir à vontade. Após algumas noites muito bem dormidas e refeições regulares e saborosas, o cansaço e a magreza desapa reciam gradualmente. Sentia-se bem-disposta e mais forte. Desde sua saída de Londres, havia visto Edward apenas uma vez, nos primeiros dias, quando ele passou rapidamente para almoçar antes de voar para Bruxelas. No entanto, estava quase certa que a cláu sula adicionada ao contrato pré-nupcial o traria de volta para uma visita em breve. E esperava ansiosa mente por esse momento...
Naquela mesma tarde, Bella desfrutava de um demorado e preguiçoso banho de banheira quando al guém bateu na porta impacientemente. Ela se sentou rapidamente. A água da hidromassagem agitava-se em seus ouvidos ruidosamente.
— Sim? — gritou.
— Sou eu, Edward... — A porta se abriu.
— Nem pense em entrar!
— Não me faça esperar — respondeu ele. Bella saiu apressadamente do banheiro, enrola da em uma toalha. A água escorria por todo o corpo.
Do outro lado do quarto estava Edward que a obser vava assim que ela saiu do banheiro.
— Me arrumo em cinco minutos — disse ela, apressada.
— Você rejeita tudo o que lhe ofereço... rejeita quem eu sou!
Bella ficou atônita. Não esperava uma saudação tão enérgica e desaforada:
— Eu...
— Que interesse tem em boicotar o próprio casa mento? Não compreendo essa falta de interesse e des leixo com algo tão importante. — Ele parecia profun damente ofendido: — Se arruinar o que temos, não vai poder recuperar depois!
Bella descobriu que estava tremendo. Sua única intenção fora mostrar a ele que não estava inclinada a bancar a esposa feliz, depois de ter sido obrigada a se casar com ele sob condições injustas.
— Mas o que não posso perdoar é o fato de você ter exposto meu comportamento, minha privacidade, para meus próprios advogados! — vociferou ele. — Como pôde fazer isso?
oi flores... mais um capitulo espero que gostem... e não se esqueçam das reviews... bjuxx^^
