DISCLAIMER: Assim como eu fiz em LdL, farei aqui. Disclaimer definitivo! Inu-Yasha não é meu, eu não tenho lucro algum por escrever essa fic (o que é uma pena . ), só utilizo seus personagens por diversão e por um desejo secreto e indecente de ter poder sobre o destino dos personagens. É só isso. Portanto, sem mais disclaimers nos próximos capítulos.
Ah, sim – X-Men também não me pertence, foi só como ilustração.
'Aaaah, que vida chata essa minha,' suspirou Sango, semi-deitada na mesa da cozinha, pouco depois que Kagome saíra. Kohaku olhou-a alarmado.
'Por favor, ane-ue, se você estiver tendo pensamentos suicidas, não se mate enquanto eu estiver por perto,' disse ele, quase tropeçando em Kirara ao recuar para a porta. 'Não tô a fim de ter pesadelos à noite.'
Sango mostrou-lhe a língua. 'Você devia me consolar, Kohaku, e não zombar de mim!'
Kohaku deu uma risadinha. 'Kii-chan, diz pra Sango que pelo menos você gosta dela,' disse o menino, com a gatinha bege de listras pretas no colo, pegando a patinha dela e apontando-a para a irmã. 'Ela tá carente!'
Sango virou-se um pouco esperançosa para Kirara, mas a gata só bocejou largamente e pulou dos braços de Kohaku, rumo a algum lugar mais escuro e menos barulhento para dormir. A garota choramingou, dramática. 'Nem mesmo minha própria gata de estimação liga pra mim! Você vai ver, sua vira-casaca de uma figa, da próxima vez que vier me pedir resto de comida!'
'Não é culpa da Kirara que você esteja tendo um ataque de autopiedade, ane-ue,' disse Kohaku, revirando os olhos. 'Tá com inveja da Kagome-san? Por que não faz o mesmo que ela e arruma um homem pra chamar Dirceu?'
'É "pra chamar de seu", seu burro! E eu não quero homem nenhum!' gritou Sango, atirando-lhe uma bisnaga indefesa que tivera o azar de estar em seu campo de alcance. Kohaku soltou um grito e se desviou por pouco.
'Essa bisnaga é de anteontem, sabia? Dura do jeito que tá, é capaz de me arrancar a cabeça!' exclamou ele, de volta. De fato, a bisnaga batera no chão com um "toc" alto. 'Quer saber de uma coisa? Por menos que eu goste daquele efeminado do Sato, da próxima vez que ele vier eu vou mandar ele te dar uns pegas pra ver se você sossega. AAAAAHHHH!' ele começou a gritar quando Sango saltou da cadeira e disparou atrás dele.
'Meninos, parem de brigar,' veio a voz preguiçosa do pai deles, Takeru, de algum lugar no segundo andar. Os dois nem lhe deram ouvidos e continuaram a perseguição pela casa, aos berros e ameaças.
Kagome estava encantada com Houjou. Ele era inteligente, simpático e uma gracinha de pessoa. Ele era fofo. Era o tipo de amigo que uma garota gostaria de ter, mas um garoto não o agüentaria por perto. Ele não era frutinha, entenda-se; era só fofo.
Quem sabe, um dia, Kagome se apaixonasse por ele. Por ora, ia só desfrutar de sua companhia e assistir ao tal filme com ele.
E o filme seria…
'"Agridoce Amor"?' Kagome repetiu o nome do filme, tentando não parecer muito horrorizada. Houjou abriu-lhe um sorriso branco e perfeito.
'Sabia que você iria gostar, Higurashi-chan!' disse ele, muito satisfeito em ver que Kagome não desgrudava os olhos do cartaz, do lado de fora do cinema.
Mas não viu que ela estava era petrificada.
Tinha um monte de filmes bons passando naquela noite – de comédia, de ação, de aventura, de comédia romântica, pastelão, ficção científica, anime, por Deus, até terror ela gostava – então por que raios ele escolhera um filme daqueles?
A julgar pelo cartaz (uma moça super-delicada chorando ao ver seu amado, um jovem lindo e charmoso, nos braços de uma mulher também linda, mas obviamente maligna), era um daqueles filmes tão açucarados que eram desaconselháveis para diabéticos. E Kagome não conseguia gostar desse tipo de filme, lhe dava cãibras. Por quê? Mistério…
Parece que ele tá conseguindo acertar tudo o que eu mais odeio, pensou ela, desanimada. Um de nós dois é muito azarado.
Mas ele tinha obviamente tentado ser gentil com ela, a julgar pela cara dele. E isso era o que importava, não é? 'Ah, Houjou-kun, olha só o que tá passando hoje! O filme novo de X-Men!' exclamou ela, alegremente, apontando para um cartaz mais adiante e puxando o rapaz pelo braço.
'Você gosta de X-Men?' perguntou ele, muito surpreso.
'Adoro,' disse ela, sorrindo. 'Será que a gente não pode ver esse hoje e o "Agridoce" da próxima vez?'
A frase dela iluminou o rosto de Houjou. Então haveria uma próxima vez! Ele tinha acertado! 'Claro que sim, Higurashi-chan!' concordou ele, muito feliz. Tinha que se lembrar de agradecer ao Inuyasha na segunda-feira.
Esse mesmo Inuyasha, por acaso, estava assistindo meio sonolento enquanto Rin refazia todo seu dever de matemática. Equação de primeiro grau, tinha coisa mais fácil do que aquilo? E sua irmã ainda tinha o desplante de não conseguir resolver…
'Até que enfim terminei esse troço!' exclamou a menina, toda contente, jogando a lapiseira para cima e errando a lâmpada por pouco. 'Opa.'
'Quero ver você comprar outra lapiseira boa dessas, depois,' bocejou o garoto, mostrando os dentinhos pontudos. Rin pôs as mãos na cintura e soltou um barulhinho exasperado.
'Que que te aconteceu, Inu-chan?' perguntou ela, em tom de não-tente-negar. Inuyasha arqueou as sobrancelhas. 'Ah, não vem com essa! Você tá com essa cara de moribundo desde que você chegou em casa.'
'Não sei do que cê tá falando, menina,' resmungou ele, espreguiçando-se. 'Eu tô super-normal. Nunca estive melhor.'
Rin revirou os olhos. 'É, e nem discutiu com o Sesshou quando ele te chamou de vira-lata. Você não tá nem um pouco normal.'
Inuyasha deu de ombros.
'Ah, que saber, vai dormir!' disse a menina, cansada. 'Quem sabe amanhã meu irmão verdadeiro volte, seu alienígena. E obrigada pela ajuda.' Dito isso, catou seu livro, seu caderno, seu estojo e seu celularzinho super-fofo e foi embora.
'Talvez eu vá dormir mesmo,' disse ele, sem emoção, antes de ouvir um "bah!" irritado e uma porta se batendo.
Era em noites de céu limpo (como aquela) que Miroku e seus irmãos ficavam sozinhos em casa. O motivo? Ora essa, o péssimo exemplo de tio-avô que era o Mushin, em noites límpidas, freqüentava um barzinho família (leia-se: cheio de meretrizes) ali nas redondezas. Não era preciso ser muito perspicaz para ver que Miroku não ficava feliz com aquilo.
'Velho libertino,' reclamava ele, carregado de garrafas de bebidas alcoólicas em geral, marchando para a cozinha. 'Adulto de araque. Isso é porque ele tem três menores de idade sob o teto dele! Não tem a mínima noção de responsabilidade e bons exemplos.'
Shippou, que estivera comendo biscoitos recheados, escondido, na cozinha, apressou-se a esconder a prova do crime nos bolsos. 'Nii-san! O que cê tá fazendo? Vai beber isso tudo sozinho?'
Miroku fuzilou-o por detrás dos óculos, fazendo o menino engolir em seco. 'Olha bem pra mim e pense no que acabou de dizer, Shippou.' Este riu amarelo, sabendo muito bem qual era a opinião do irmão a respeito da adega particular de Mushin. 'Eu vou é esvaziar essa porcaria toda na pia.'
Shippou arregalou seus grandes olhos verdes. Miroku estava ficando doido? Aquelas bebidas eram como filhas pro monge! Tá certo que ele bebia seu conteúdo e depois as jogava fora… e isso não soava nada bom de se fazer com filhas. 'Tá maluco? O que o tio Mushin não faria se soubesse disso!'
'"O que o titio não faria",' imitou Miroku, caprichando no deboche, depositando a profusão de garrafas em cima da bancada da cozinha. Shippou não gostou nada. 'Como se eu me sentisse ameaçado por aquele velhaco.'
Abriu uma gaveta e tirou de lá um saca-rolhas e um abridor de latas. Por alguns minutos a cozinha permaneceu em silêncio, apenas com o som esquisito de garrafas de vinho, uísque e cerveja sendo abertas uma atrás da outra. Assim que Miroku começou a virá-las de boca para baixo no ralo da pia, e um cheiro forte de álcool impregnou o lugar, Shippou adiantou-se para o irmão.
'Posso te ajudar?' pediu ele, ansioso. Parecia algo meio idiota de se fazer, mas era sábado à noite, ele estava entediado em casa, com biscoitos meio-comidos nos bolsos, e sempre disposto a uma novidade. Miroku concordou, afinal, duas pessoas trabalham mais rápido que uma.
Parecia um pouquinho de desperdício jogar aquilo tudo fora, quando obviamente custara tão caro; mas Shippou não conseguia deixar de pensar em uma grande população de peixes bêbados, aparecendo nas manchetes dos jornais no dia seguinte.
Inuyasha estava mesmo bastante entediado, então não estava em seu juízo perfeito quando procurou o número de Miroku no celular e apertou "send".
Um toque e meio. 'Miroku falando, em que posso ser útil?'
Inuyasha suspirou pesado. 'Nunca vou entender esse seu jeito de atender o celular.'
'Inuyasha!' exclamou o outro, parecendo muito entusiasmado. 'Que milagre você me ligar! Sabe qual é o toque que eu coloquei pro seu número?' acrescentou ele, com uma risadinha escarninha.
'Qual?' perguntou Inuyasha, sabendo que iria se arrepender.
'"Eu não sou cachorro não…"'
'Miroku, quer me fazer o favor de ir se matar? Eu não quero ter o trabalho de fazer isso por você!'
'Nossa, que violência, coleguinha. Você sabe que eu pus essa música na melhor das intenções…' disse a voz arrastada e sarcástica de Miroku.
'Você vai ver minhas intenções no teu—'
'Epa! Não seja vulgar, sim? Quem sabe quem poderia estar grampeando essa ligação. E se for uma doce e meiga senhorita, com que cara eu vou ficar?'
Inuyasha fechou os olhos com uma das mãos, tentando recompor-se. 'Certo,' disse ele, 'eu estava mesmo desesperadamente entediado.'
Miroku pareceu surpreso. 'Entediado? Por quê?' O hanyou só soltou um muxoxo. 'E esse tédio foi o motivo de você ligar para mim? Não sei se fico irritado ou lisonjeado com isso.'
'E pensar que o Houjou tá saindo com uma garota hoje, e eu aqui nessa mesmice,' reclamou Inuyasha, jogando os pés sobre a escrivaninha, sem prestar atenção ao que tinha em cima dela e que muito provavelmente era frágil e importante.
'Céus, até aquele almofadinha conseguiu me passar a perna…'
'Keh. No seu ritmo, qualquer um te passa a perna,' disse Inuyasha, irônico.
Ambos sabiam que a idéia de Miroku, a de ficar mais próximo de Sango com as sessões de estudo à tarde, não estavam dando em nada; a garota parecia que ia matá-lo se ele chegasse perto demais dela, e toda hora o peste do irmão dela vinha "checar a situação", ou seja, vigiar. Não ajudava nada o fato da mãe dela, uma mulher muito agradável e tudo o mais (a filha era o completo oposto dela, coitada), ficar lhe oferecendo suquinhos nas horas mais inoportunas.
'Vai zoando da minha desgraça, vai, um dia você será castigado pelo meu anjo da guarda.'
'Ué, você acredita em anjos? Eu achava que você era budista.'
'Inu-kun, querido, foi só uma força de expressão.'
'Eu não sou seu querido merda nenhuma!'
'E eu nem quero que seja! Mas vem cá, com quem é que o Houjou tá saindo hoje?'
Inuyasha hesitou antes de responder. 'Higurashi,' resmungou ele.
Miroku assobiou baixo. 'O sujeito sabe mesmo escolher, hein?'
'Escolher! Aquela garota é o cão chupando manga!' exclamou Inuyasha, mal-humorado. 'Louca, chorona, medrosa, esquisita. Até CDF ela é.'
'É, mas você já olhou para as pernas dela?' retrucou Miroku, e Inuyasha podia ouvir seu sorriso indecente.
'Por que é que você tava olhando as pernas dela?' perguntou ele, muito bravo com essa pequena informação. E, de repente, ele se deu conta – por que ele tinha ficado tão bravo?
Miroku permaneceu num silêncio espantado por alguns segundos. 'Por essa eu não esperava,' disse ele, e ele claramente tinha os olhos arregalados agora, assim como Inuyasha.
'E-eu—' ele tentou dizer, mas o outro o interrompeu.
'E, pelo jeito, nem você. Vou te deixar dormir com esse dilema na cabeça, beleza?'
'Miroku!'
'Tchau, colega, até segunda!' E desligou na cara de Inuyasha.
Ótimo; agora ele não tinha mais do que se queixar. Tinha com o que ocupar sua mente, pelo resto da noite, e possivelmente do dia de amanhã inteiro também.
Gente, é o capítulo 10 de NCeY! 8D Vocês também não estão emocionados? Que coisa linda, é uma ocasião festiva! Vou aproveitar que é sexta e vou dormir bem tarde hoje... X.x É o máximo que eu consigo fazer, porque amanhã eu tenho que acordar às seis e meia (niver da minha maninha). Legal, né? Também acho.
Enfim. Gostaram do capítulo? Tentei ser rápida, ficou bom? Hein? Digam-me! Deixem reviews – eu fiquei tão happy com os do cap.9. Me façam ficar feliz de novo, sim? (puppy eyes)
>> Zu
