Margarida: UAHUIAHAUIHA Adoro ver as demonstrações de carinho que vcs tem pela Hadiya... auhuiahauahuia Bom, é claro que ela vai ser ferrar, mas só não digo quando. xD E vcs estão começando a me fazer pensar em juntar mesmo Aiolos e Nawar... Saga e Amirah... vish... vai ser complicado... xD
Notte di Luce: Sim, ele casou =/ Mas agora que a Amirah voltou, get ready! Ainda tá desmemoriada, mas não tá cega e nem doida... xD Mais uma votando por Aiolos e Nawar... hum... *anotando*
Metal Ikarus: (eu gostava mais do Darkest...) Saga não encosta um dedo que seja nela. Nem porre! Certeza que numa cena mais adiante vc vai vibrar com ele! Ela ainda não lembra o que aconteceu. Tá mais focada naquele bad hair day que ela teve... Isso fica mais explicito nesse capitulo, mas aos poucos ela vai lembrando tudo o que aconteceu e ai, fodeo mariola! xD Mais um voto por Aiolos e Nawar... ok, I can think about it...
Capitulo 10: O mesmo de sempre.
Estava nervosa. Não queria aquele encontro. De forma alguma. Mas sabia ser impossível prolongar aquilo por mais tempo, então, resignada, adentrou o espaço quando Aiolos abriu as portas.
Nem bem dera seu primeiro passo e sentiu o peso do corpo de Fadil sobre o seu, lhe abraçando, totalmente emocionado. Emoção essa que ela não partilhava. Ao contrário disso, sentia certa repulsa. Era seu pai, mas também havia sido o responsável por tudo que acontecera consigo desde aquele maldito dia. Apenas tentava se controlar.
- Minha filha! Minha filha está de volta! Está viva! Só os deuses sabem o quanto eu queria que isso acontecesse! Só eles sabem o quanto meu peito doía quando eu pensava no que havia aconrecido!
Amirah repudiava aquelas palavras e toda aquela emoção mentalmente. Se pudesse empurrava aquele velho e o mantinha longe de si pro resto da vida.
- Venha. Junte-se a nós à mesa.
- Amirah? É você mesmo? – Hadiya olhava atônita. Não era possível que fosse ela! Estava morta! Mortos não voltam! Mas... A maldita estava ali! Do mesmo jeito que era antes. De carne e osso. Tinha de manter o controle. Precisava de todo o controle que podia ter.
- Sim. Sou eu. – respondeu ela, sentando-se constrangida à mesa, longe de todos.
- Amirah perdeu a memória – Aiolos começou a explicar – Aos poucos está recuperando as lembranças. Ela pode não se lembrar de todos.
- Lembra-se de mim? – perguntou Hadiya.
- Desculpe, mas não.
- Sou Hadiya. Sua prima. Espero que se recupere logo. Sua volta deixou o rei muito feliz. – ela disse forjando uma simpatia que Aiolos sabia não existir.
- Muito feliz! Não posso nem expressar o quanto! Minha menina de volta! Conte-me. O que aconteceu com você? Onde esteve esse tempo todo? Por que não voltou logo para nós?
- Estava o tempo todo por aqui. Vivia numa casa simples, na cidade. Fazia tapeçaria e ia todos os dias ao mercado. – deu um sorriso singelo enquanto lembrava da vida que levava antes daquele turbilhão do dia anterior lhe acertar em cheio.
- Que vida simples. – Hadiya comentou.
- Sim. Simples, mas muito reconfortante.
- Mas o que aconteceu com você, minha pequena?
Engoliu aquele "pequena" da forma mais seca que pode, tentando esconder o repúdio.
- Como Aiolos disse, eu perdi a memória. Me chamava Khalidah e só o que sabia era que eu era um forasteira. Era obrigada a esconder o rosto toda vez que saía de casa para que ninguém me achasse e eu fosse presa. Outra vez. Na noite passada eu lembrei o que aconteceu e quem eu era. Andei a esmo enquanto as cenas vinham em minha memória. Não sei nem como cheguei aqui.
- Mas como conseguiu... quer dizer, todos vimos você naquele altar. O sacerdote, o enterro... Você estava morta. Mortos não voltam a vida. – disse Hadiya.
- Não morri de verdade, como você pode ver. – respondeu Amirah e aquela resposta fez surgir um leve sorriso nos lábios de Aiolos – Recebi uma grande ajuda para estar aqui hoje.
- Quem a ajudou? – perguntou Fadil.
- Asima. Ela cuidou de mim esse tempo todo. Servia nas celas. Era ela quem cuidava dos seus réus, Vossa Graça. E foi ela quem cuidou de mim. No dia em que "morri", ela usou uma de suas ervas e fez com que meu coração diminuísse as batidas. Então ela preparou meu corpo para o sacerdote e quando tudo estava pronto para o enterro, ela deu um jeito de me tirar daqui. O que está naquela cova não é sequer um corpo.
- Asima. Não me lembro dela.
- E como poderia? Vossa Graça é o rei. Está muito ocupado cuidando de tudo para se importar com uma reles serva.
Fadil não percebeu o tom de ironia que ela usava. Mas Aiolos sim. Ele sabia do desconforto que Amirah sentia em estar ali e de certa forma, temia sua reação.
- Eu preciso saber quem é esta mulher. Deveria mandar açoitá-la por tamanha ousadia e irresponsabilidade!
- Açoitá-la? – a fúria deu lugar ao desconforto – Açoitar a mulher que salvou a vida da "sua pequena"? Ia fazer com ela o que fez comigo? Asima foi a mulher com mais honra que eu conheci esse tempo todo! Nunca me deixou faltar nada, mesmo vivendo de forma humilde! Foi ela que sarou minhas feridas! Foi ela que me acolheu debaixo de seu teto quando você fez o que fez! Aiolos me disse que você tinha mudado mas pelo jeito, não mudou nada! NADA! Continua o mesmo homem orgulhoso e egoísta de sempre! Você devia agradecê-la de joelhos por tudo o que ela fez! Se não fosse por ela, eu não estaria aqui! Ouviu bem, Vossa Graça? – ironizou o termo – Mas é uma pena que não possa mais fazer isso, porque ela infelizmente se foi. – lágrimas pesadas começavam a verter de seus olhos – E eu não devia sequer ter voltado!
Amirah levantou-se da mesa furiosa. A expressão que Fadil tinha no rosto era de completo pavor. Aiolos estava alerta e Hadiya estava totalmente surpresa.
- Se quer saber como me sinto em relação a você, saiba que eu reforço as palavras que lhe disse antes que mandasse me açoitarem! Eu odeio você! Odeio!
De um rompante ela saiu do salão, mas teve seu caminho obstruído por alguém. Ao levantar a cabeça, deparou-se com aquele par de olhos azuis. Saga. Desviou-se dele e saiu.
xOxOxOx
Depois de ter saído da Casa de Johara ele não queria voltar ao castelo. Então decidiu apenas andar por ai. Sabia que Fadil não se importaria com sua ausência. Já tinha certo tempo que isso vinha acontecendo. Por um lado sentia-se displicente, mas por outro, queria distância dele. Sempre que o olhava, lembrava-se de sua injustiça.
Foi até a cidade na tentativa de encontrar a baladi. Sabia que era Amirah. No fundo de seu peito, sabia que era ela. Sua voz, seus olhos, seu cheiro. Seu beijo.
Céus! Mesmo passando a noite com outra mulher o beijo dela ainda era tão vivo! Mesmo naquele momento!
Entrou em todos os becos que podia, mas nada dela. E também não podia ter muitas esperanças. Ainda era muito cedo. Melhor seria voltar ao castelo. Talvez ainda pegasse algo do desjejum.
E assim fez.
Ao entrar no salão, pode ouvir o fim de uma discussão e alguém esbarrando em si. Uma mulher trajando verde. Iria lhe pedir desculpas quando as duas esmeraldas encontraram seus olhos e rapidamente se foram.
Estaria sua mente lhe pregando uma peça? Será que...?
Só então notou o clima tenso que estava ali.
- O que está acontecendo? Quem era...?
- Minha filha me odeia... – murmurou Fadil mais para si do que para quem mais estivesse ali.
- É melhor vir comigo Saga. – disse Aiolos se levantando e levando o amigo dali.
Na área adjacente ao salão os dois começaram a conversar.
- Aiolos que porra foi essa?
- Você estava certo.
- Certo? Sobre o que?
- A mulher que encontrou ontem.
- Amirah.
- Sim. Amirah está viva. Retornou ontem a noite. E foi ela que saiu do salão no momento em que você chegou.
- Eu sabia! Eu sabia que era ela! Sabia! Por um instante achei que estava ficando louco também. Enxergando-a em todos os cantos! Achei que minha mente me pregava mais uma peça nesse momento! Preciso vê-la! Agora! – disse fazendo menção de se afastar naquele mesmo instante, mas Aiolos foi mais rápido e lhe deteve.
- Espere! Eu gostaria de lhe explicar tudo com calma, mas não dá. Amirah perdeu a memória durante esses anos todos. Ela não se lembra de você.
- O que? Como pode não lembrar de mim?
- Não sei. Ela aos poucos está se lembrando das coisas. E pelo jeito só se lembra do pior dia da sua vida. Ela acabou de despejar toda sua raiva em cima de Fadil. Acho que as coisas vão ficar feias.
- Ela se lembrou de você?
- Sim.
- E não lembra de mim?
- Pelo que me disse, não. Sabe que você é o príncipe, que foram casados, que hoje você é casado com outra, mas, de todo o resto não.
- Eu preciso fazê-la lembrar!
- Melhor ir com calma, meu amigo.
- Calma? A mulher que eu amo está de volta e você me pede calma?
- Não está sendo fácil pra ela! Entenda isso. A memória mais forte que ela tem é a que mais lhe causa dor. Nem de Hadiya ela lembrou.
- Sei que não vou conseguir impedi-lo de ir atrás dela. E nem quero fazer isso. Mas só lhe peço que tenha um pouco de calma.
- Vou ter. Obrigado.
xOxOxOx
Correu.
Correu o máximo que podia com aquele sári lhe enrolando as pernas.
O ar começava a lhe faltar nos pulmões tamanho era o esforço que fazia.
Havia corrido até ali instintivamente. De certa forma sabia que aquele lado do castelo era mais sossegado e tinha certeza de que ninguém apareceria por ali. Lembrou-se que aquele balcão secundário era onde costumava se refugiar quando estava triste, quando ainda era uma menina.
Deixou-se escorregar por uma pilastra, até chegar ao chão. Aos poucos sentia o ar retornando, mas junto a ele, sentia o pranto explodir em seu peito. Escondeu o rosto com as mãos e chorou.
Não desejava estar ali. Sentia-se uma intrusa, mesmo sabendo que havia voltado pra casa. Mas estava tão acostumada com a vida que levava sendo Khalidah que aquela realidade estava lhe sufocando. Sentia falta de Asima. Sentia falta de Sameera. Sentia falta de tudo que costumava fazer.
E o dia só havia começado.
Por que tudo aquilo tinha de acontecer consigo?
Queria ir embora dali. Aquele lugar só iria lhe trazer péssimas memórias e péssimos sentimentos. Aquela discussão que acabara de acontecer era só uma prova disso. Pensar em seu pai só lhe fazia lembrar daquele maldito dia. Os açoites. Os gritos. O sangue. As acusações. Sentia tanta raiva dele! E quando ele disse que deveria mandar açoitar Asima, a única pessoa que lhe ajudou durante todo aquele tempo, sua fúria veio a tona. Mas não disse a ele nem a metade do que sentia.
De certa forma arrependia-se disso. Mas, sabia que no fundo, não conseguiria dizer tudo. Era coisa demais para ser posta pra fora. Acabaria se atrapalhando com as palavras e o fim seria o mesmo. Ficariam coisas a ser ditas. E em se tratando do que havia acontecido, nenhuma palavra poderia ficar esquecida. Podia não causar a ele a mesma dor que ele lhe causara, mas o faria engolir cada uma delas.
Mas ainda assim, não queria ficar ali. Não queria ter de passar por tudo aquilo. Não sabia se queria se lembrar de tudo que havia esquecido. Não queria aquela vida de volta. No entanto, não tinha para onde ir. E não podia sair a esmo pelo mundo com tantas pendências em sua vida.
Chorou outra vez.
Nem percebeu os passos que se aproximavam.
- Sabia que a encontraria aqui.
Ela levantou a cabeça e engoliu o choro.
- Era onde costumava se esconder quando se sentia triste. Lembra-se disso?
- Majestade. - tratou de se recompor, enxugando as lágrimas e arrumando suas roupas.
Saga lhe estendeu a mão para ajudá-la a levantar. Não gostou quando ela usou aquele termo para dirigir-se a ele, mas sabia que precisava ir com calma.
- Aiolos me contou o que aconteceu. Você está bem?
- Não muito. Desculpe-me estar assim diante da sua presença.
- Não me importo. Mas me chame de Saga. Apenas isso.
- Perdão, mas não me sinto confortável com isso.
- Amirah, quero que saiba que eu fiquei muito feliz com a sua volta. Meu coração está totalmente aquecido. – ele aproximou-se dela – Só os deuses sabem o quanto senti sua falta.
- Majestade, eu...
- Aquele beijo... Eu ainda o sinto. Não se lembra mesmo de nós dois?
- Fomos casados.
- É tudo o que lembra?
- Sim.
- Nos amávamos. Muito. Você era minha vida Amirah. E ainda é. Eu ainda te amo mais que tudo.
- Está casado com outra. Como pode dizer que me ama?
- Fui obrigado a me casar. Nossos pais tinham um acordo de união dos reinos. O acordo precisava ser mantido. O fato de estar casado com Hadiya não muda o que sinto por você. Eu sequer sinto algo por ela. Estou atrelado a algo que detesto e que não dou a mínima. Mas nunca esqueci você. Nunca deixei de te amar.
- Majestade, não sei o que lhe dizer. Não posso lhe corresponder dessa forma. Eu... – uma lágrima lhe escorreu pelo rosto – Sinto-me confusa. Perdida. Nem bem sei quem eu sou. Até ontem eu era apenas Khalidah e hoje tenho que voltar a ser Amirah.
- Eu espero. Esperei sete anos para tê-la de volta, mesmo sabendo que até ontem isso era impossível, porque você estava morta. Vou esperar que se lembre de mim. Que lembre do que tínhamos juntos. Do quanto nos amávamos. Vou esperar Amirah. O tempo que precisar.
- Sinto muito por isso, Majestade.
- Saga.
Amirah baixou a cabeça e outra lágrima escorreu. Saga estendeu a mão até seu rosto e limpou o caminho que a gota percorrera.
- Independente disso, quero que saiba que eu vou ajudá-la no que precisar. Sempre fomos amigos. Antes de tudo. Crescemos juntos e nos conhecemos bem. Talvez as coisas tenham mudado um pouco, mas, sempre pode me procurar. Conte comigo.
- Obrigada, Majestade.
De novo aquela palavra.
Se ela soubesse o quanto aquilo o incomodava...
Estava tão acostumado com ela lhe chamando por seu nome ou usando adjetivos carinhosos. Sentia falta de ser seu habibi*. Às vezes fechava os olhos e a ouvia lhe chamando ao pé do ouvido de habibi ya omri**. Como queria que aquilo voltasse. Tinha tanta esperança queimando em seu peito. Mas agora sabia amargamente que precisava dar tempo ao tempo.
De certa forma tinha ficado decepcionado por ela não lembrar dele e do que tinham antes, afinal de contas eram um pro outro o que mais tinham de precioso. Mas sabia que precisava compreender as circunstâncias. E ajudá-la-ia no que fosse preciso para que lembrasse de tudo.
- Quer falar sobre o que aconteceu?
- Não.
- Sabe, não vou defender seu pai pelo que fez no passado, pois nem mesmo eu o perdoei, ainda que ele tenha se arrependido demais. Mas eu devo admitir que ele mudou bastante.
- Desculpe Majestade, mas pra mim ele parece o mesmo homem de antes. Um maldito egoísta. O mesmo homem injusto e intolerante. Não vou esquecer nunca o que ele me fez.
- Nenhum de nós vai.
- Então não o justifique para mim. – e saiu dali irritada.
Mas que recomeço!
Podia ter ficado de boca fechada. Já havia lhe assustado no dia anterior e agora ela além de não se lembrar dele ainda tinha ficado irritada.
Deixou escapar um suspiro desanimado. Não devia tê-la procurado. Mas queria ter certeza do que Aiolos havia lhe dito sobre sua volta.
"De novo fazendo as coisas da forma errada. Sou um estúpido. E se no final das contas ela finalmente se lembrar de mim e passar a me odiar também porque não fui capaz de salvá-la? Céus! Isso não pode acontecer. Preciso mesmo dar tempo ao tempo. Mas o que direi a ela?"
Sentia-se tão perdido quanto antes. Outra vez sua vida dava uma reviravolta e não havia nada que pudesse fazer. Mãos atadas. Totalmente atadas.
xOxOxOx
- Tio, sente-se bem? – Hadiya estava agachada ao lado do cadeirão onde o rei ainda estava sentado. Tinha uma taça com água nas mãos.
- Ela me odeia. Disse que me odeia. – Fadil continuava murmurando aquelas palavras.
- Beba um pouco disso. Vai lhe fazer bem.
O velho rei obedeceu, mas sem se dar muita conta do que fazia realmente. Hadiya percebeu que lágrimas escorriam pelo seu rosto.
"Onde está seu orgulho agora, velho miserável?"
- Ela nunca vai me perdoar. Não vai. Eu sei disso. Não vai. - as mãos dele tremiam, completamente nervosas.
- Acalme-se tio. Dê-lhe tempo. Lembre-se. Ela perdeu a memória e está recuperando-se aos poucos. Deve estar tão perdida quanto todos nós.
- Você viu os olhos dela, menina? Você viu? Se pudessem me queimar vivo, ela assim o faria.
- Ela não faria isso Vossa Graça. É sua filha. Só está confusa.
- Não. Ela me odeia. E tem toda razão pra isso. Toda.
- Beba mais um pouco. Vou pedir que lhe tragam algo para acalmá-lo.
- Não quero. Não quero. Não. Não quero.
- Precisa se acalmar.
- Eu preciso falar com ela. Preciso. Preciso lhe pedir desculpas.
- Melhor não, Vossa Graça. – a voz grave de Aiolos foi ouvida do outro lado do salão. – Hadiya tem razão. Precisa se acalmar. – como odiava ter de concordar com aquela mulher! – Saga foi atrás dela. De repente isso pode ajudar. Embora eu não tenha tanta certeza disso.
Saga indo atrás de Amirah. Aquilo despertou a fúria de Hadiya. Isso nunca teria fim? Essa maldita havia voltado do inferno só pra lhe importunar outra vez? Será que teria de mandá-la para lá pela segunda vez?
- Por que não tem certeza? – perguntou o rei quase numa súplica. Se Saga e Amirah no passado eram tão inseparáveis, então talvez ele pudesse acalmá-la também. Sim! Ele a acalmaria.
- Porque ela não se recorda dele.
Hadiya gostou do que ouviu. Se Amirah não se lembrava de Saga as coisas poderiam até ser mais fáceis. Precisava pensar em algo. Rápido!
- Eu preciso falar com ela! Preciso me desculpar! Eu preciso! – Fadil fez menção de se levantar, mas estava tão nervoso que desabou no cadeirão no mesmo instante.
Aiolos nunca o tinha visto daquele jeito. Agora preocupava-se duplamente. Provavelmente Saga não havia feito progresso com Amirah e agora seu tio estava naquele estado de nervos. Realmente as coisas iam ficar feias.
- Fique com ele. Vou pedir que lhe preparem algo para que se acalme. Talvez seja melhor levá-lo para seus aposentos. – Hadiya levantou-se e saiu do salão.
Perguntava-se aonde os dois poderiam estar e se devia se preocupar com algo. Se Amirah não se lembrava de Saga, então talvez não tivesse motivos para tanto. Mas sabia que Saga não desistiria de fazê-la lembrar. A qualquer custo.
- Prepare um pouco de vinho quente para o rei. Talvez um pouco de leite de papoula também seja necessário. – ordenou a uma das servas e saiu.
Perguntou-se se deveria ir atrás de Saga. Mas achou melhor não. Deveria aguardar um pouco mais até saber como andavam as coisas. A sorte é que Saga sempre fora bem transparente, de forma que uma só olhada em seu jeito lhe denunciava. Se estivesse triste, não havia tido sucesso.
Mas de qualquer forma, precisava mantê-lo afastado dela. E precisava pensar em como fazê-lo da forma mais rápida e eficiente possível. Uma pena não poder mandá-la para o quinto dos infernos outra vez. Ao menos não agora.
Continua...
