Can you hear me?

Everett e Julian andaram por toda Diagon Alley e finalmente resolverem parar, chegando ao Leaky Cauldron. Sentarem-se em uma mesa perto do balcão e pediram duas cervejas amanteigadas e as tomaram lentamente, sentindo o líquido quente descer por suas gargantas.

- Evy...

- Sim?

- Você... Gosta de mim?

- Mas é claro! Você é meu destinado. Por qual motivo eu não gostaria?

- Não sei bem... Talvez por que eu goste de outros garotos...

- Nós já conversamos sobre isso. O que decidir, eu irei respeitar.

- Acontece que... Eu não quero... Que você sofra por minha causa... Por isso eu quero saber se você gosta mesmo de mim...

- Por Merlin! É claro... Eu juro! Com cada fibra do meu ser... Não é só porque você é meu escolhido. Tem muito mais coisas envolvidas aqui...

- Uhm... Isso muda muita coisa...

- Por exemplo?

- Olha... Eu tenho que falar com meus pais primeiro...

- Ahn... Certo.

- Eu tenho certeza de que meu pai vai ter um ataque quando souber que eu estou saindo com um halfblood... Papai vai achar incrível, mesmo assim vai ficar preocupado porque você é mais velho e...

- O que disse?

- Que meu pai...

- Não. Sobre a parte do halfblood.

-... Que meu pai vai ter um ataque quando souber que eu estou saindo com um Halfblood?

- Exatamente! Saindo no sentido... De estar com você aqui hoje?

Julian não respondeu. Apenas se aproximou do moreno e o deu um leve celinho,que corou espantado.

- Er... Bem...

- Isso responde a sua pergunta?

- Sim! Totalmente... Quero dizer... Você quer ser meu... Namorado... Não é?

- Eu gostaria.

- Oh céus...

Everett despeja um singelo beijo na mão do loiro e inicia uma sucessão de beijos por toda a extensão do braço fino de Julian, até chegar a seu pescoço e finalmente seus lábios, beijando-o apaixonadamente.

- Eu... Posso ouvir o seu coração batendo forte... - disse o loirinho, deitando-se no peito do maior.

- E eu consigo ouvir o seu...

- Hum... Sério... Meu pai vai me matar... Eu vou ter que convencer o papai a convencer meu pai e já aviso que Draco Potter Malfoy não é nada maleável.

- Do jeito que você fala, parece que seu pai é extremamente rígido.

- Hahah... Parece? Não parece! Ele é rígido. Principalmente quando se trata de linhagens de sangue. Ele foi criado assim. Não é culpa dele.

- Eu estou um pouco... Assustado com isso. Nós veelas sofremos os mais diversos tipo de preconceito... Não sei como agir com ele. E se ele quiser me matar?

- Hahaha... Eu não posso garantir que ele não faça isso.

- Nossa... Obrigado. Essa hora seria a de você dizer: "não se dar certo".

- Ahn... Desculpa... Só estou sendo realista. Você realmente... Definitivamente não conhece meu pai.

- Uhm... Tem outro problema... Os seus dois amigos...

- Zeke e Paul? É... Vou ter que falar com eles de qualquer forma. Hoje vou tentar falar com o Zeke... E tentar ganhar ao menos ao menos a amizade dele. Porque nós crescemos e fomos criados juntos. É quase como se eu tivesse perdido um irmão.

- Entendo. Fale com ele. Tenho certeza de que ele irá compreender a situação. Ele parece um pouco mais... Calmo que Paul.

- Calmo? Não... Com certeza ele não é.

- Você não vai saber até tentar falar com ele sobre esse assunto.

- Uhm...

- O.k. Já está ficando tarde. Melhor voltarmos, senão perderemos a carruagem.

- Puxa... Mas eu queria me despedir dos meus pais!

- Não vai dar. Ainda temos que andar até Hogsmeade.

- Andar? Até parece! Vamos aparatar!

- Como disse?

- Aparatar!

- Mas... Nenhum de nós tem idade o suficiente para aparatar! Eu nem sei como se faz!

- Essa é uma das vantagens de ser filho de um ex- death eater. Aprendi a aparatar com sete anos. Meu pai me ensinou.

- Tá brincando! Seu pai é um death eater?

- Era. Mas agora não temos tempo a perder. Vem. Segure meu braço. -ofereceu o loiro que logo teve sue braço agarrado.

- Tem certeza de que isto é seguro?

- Confie em mim. Segure firme. Você vai sentir uma tontura. É normal para quem nunca aparatou.

- Tá.

Ambos fecharam os olhos e sentiram seus corpos sendo levados por uma espécie de vortex e logo chegam à Hogsmeade, em frente à Honeydukes, onde Hagrid já fazia a contagem de alunos. Everett se sentiu meio zonzo, apoiando-se no menor, que estava com a mesma expressão calma de antes. Aguardaram sua vez na carruagem e voltaram à caminho da escola. Quando chegaram aos portões deram de cara com Zeke, que era acompanhado por Klauss e Henry. O pequeno loiro se despediu do namorado e se aproximou do grupo de slytherins.

- E aí Ju?- perguntou Henry.

- Oi Henry!

- Onde você esteve? Não o vimos em Hogsmeade. - disse Klauss.

- Eu estava com os meus pais. Eles saíram comigo para me entregar o presente de aniversário. Por falar nisso, obrigado pelo Lembrol Klauss! É muito útil. E obrigado pelo livro, Henry. É realmente muito bom.

- De nada cara... Bem... Vem Klauss. Acho que o Ju está querendo falar com o Zeke.

- Oh... Claro... Vamos indo. Encontramos vocês nas masmorras.

- Está bem... - Zeke respondeu fracamente.

- Zeke... - o lorinho tocou no braço do outro, mas foi repelido com um elegante aceno de dispensa.

- O que você quer?

- Olha Zeke... Eu... Não queria perder a sua amizade... Você não faz idéia do quanto eu gosto de você... Eu sinto muito pelo que houve. É sério.

- Aconteceu. Não tem mais volta.

- Por favor, Zeke... Eu não quero perder a sua amizade...

- Pensasse nisso antes de... Aquilo acontecer.

- Eu sinto muito, está bem? Não foi por querer! Eu fiquei preocupado com você e quis saber o que estava acontecendo.

- Pare de agir como uma criança iletrada. Você sabe muito bem o que eu estava fazendo.

- Eu sei tá legal? Mas foi sem querer... Por favor, não destrua a nossa amizade de 10 anos... Eu imploro. - Julian já estava com olhos marejados e soluçando.

- Você não sabe como é difícil pra mim. Você... Me pegou num momento totalmente inoportuno... E eu fiquei... Assustado... Pensei que você estivesse enojado.

- Eu não fiquei! Juro. Eu fiquei muito triste quando você disse que não queria ser meu amigo... Por favor... Acredite em mim.

- Por Merlin... Você sabe que eu não agüento ver essa sua carinha triste...

Zeke deixou a máscara de indiferença finalmente cair e abraçou o melhor amigo.

- Obrigado Zee... Isso significa muito pra mim!

- Eu sei meu anjo... Eu sei...

- Olha... Eu preciso falar sobre um assunto muito sério com você.

- Fale.

- Você sabe o Everett Jones? Do quarto ano?

- Sei.O que tem ele?

- Você sabe que ele é um veela, não sabe?

- Sim.

- O que você sabe sobre veelas?

- Muitas coisas.

- Então já sabe que veelas machos ficam atraídos pela parceira ou parceiro,quando estão por perto,não sabe?

- Sei.

- Pois então. Everett me disse... Que eu sou o submisso dele.

- Wow! Não acredito! Quer dizer que você é o parceiro destinado à ele?

- Creio que sim.

- Eu não acredito... - o sorriso de Zeke desapareceu.

- Pode acreditar...

- Er... Bem... E o que você sente por ele?

- Ah... Eu gosto dele... Me sinto atraído...

- É o poder de atração veela. É muito comum.

- Eu sei... E queria dizer que... Agente começou a. Namorar.

- O que??

Zeke se afastou um pouco, para tomar forças. Estava a ponto de chorar, porém, como todo bom slytherin, vestiu sua máscara e voltou-se sorrindo para o loiro.

- Está tudo bem, Zee?

- Sim, sim. Claro! Se essa é a sua escolha, meu anjo... Tudo o que devo fazer é aceitar. Afinal o que importa para mim é a sua felicidade.

- Own... Eu te amo Zee!

Julian abraçou o maior e o beijou na bochecha.

- Caramba... O difícil agora vai ser convencer Paul. Ele vai ficar possesso!

- Nem me lembre... Estou procurando uma forma de falar sem arranjar uma briga.

- Meu anjo... Você está ferrado!

- Nem me lembre...

CONTINUA...


By Vicky

Yaaaaay! Ju com alguém que presta,afinal convenhamos

Todo mundo ama o Evy e todo mundo ama veelas!

fato/

enfim

aguardem o próximo cápítulo!!

Thanks pelos reviews J.P Malfoy e Miss Black Lupin

E um beijo especial para Miss Black que diz querer casar com o Everett ;3

huahuahua

jya