CAPITULO IX

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O dia seguinte amanheceu claro e ensolarado. Edward soube imediatamente ao abrir os olhos que ele estava sozinho na cabana. Apavorado, ele pegou o moletom da cadeira perto do fogo e jogou uma camiseta por cima da cabeça. Verificando o banheiro, ele confirmou que Bella não estava lá. Então se dirigiu para a porta da frente. Olhando pela janela, ele a viu empurrando a neve para fora do caminho da pilha de lenha como uma mulher possuída.

Franzindo a testa, ele a observou por vários minutos, tentando descobrir o que estava passando por sua mente.

Preocupação o percorreu enquanto considerava suas ações da noite anterior. Claramente, Bella estava chateada. Estava jogando neve por cima do ombro rápido e furioso. Um arado de duas toneladas não poderia mover a neve como ela. Talvez ele a tivesse empurrado longe demais ontem à noite. Ela o tinha jogado em um laço quando lhe disse sua fantasia secreta. O fato de que ela tivesse sonhado em dormir com dois homens o havia mistificado. De todas as coisas que ele estava disposto a fazer com Bella, compartilhá-la não era uma delas. A ideia de outro homem tocá-la, inferno, a ideia de outro homem simplesmente olhá-la, o fazia ver vermelho. Ele nunca seria capaz de cumprir sua fantasia de verdade. Embora achasse que certamente tinha lhe dado um bom gostinho disso na noite passada.

Sorrindo, ele se lembrou de sua resposta entusiástica ao seu amor. Como sempre, sua imaginação vívida tinha lhe permitido aprovar todas as suas fantasias sem medo de assustá-la. Ou pelo menos, foi isso que pensara. Agora, observando-a cortar uma fileira através da neve, se perguntava se tinha interpretado errado suas respostas. Teria ido longe demais? Empurrado muito forte? Achava que não, mas suas ações esta manhã o deixava perplexo. Ela nunca tinha se levantado antes dele, e até onde podia se lembrar, ele nunca a tinha visto fazer nada parecido a trabalho físico pesado. Claramente ela estava chateada com alguma coisa.

Se não ontem à noite, então… O quê?

Ela estaria começando a sentir algo por ele? Estaria seu plano funcionando? Nesse caso, então talvez fosse hora de passar para a próxima fase. Tinha ido muito longe com o plano de conquistar seu coração para voltar atrás agora, e claramente era hora de mudar a denominada pesquisa para o modo relação. Ele tinha sido covarde ao adiar tocar no assunto com ela por tanto tempo. Uma vez que ela tivesse se livrado de um pouco de sua ansiedade e separado seus pensamentos, ela aceitaria e ele colocaria tudo na linha. Confessaria tudo. Diria a ela seus verdadeiros sentimentos. Respirando fundo, ele se virou para a cozinha. Talvez um café da manhã bem quentinho a suavizasse para sua proposta. Deus, ele esperava que sim.

Suor escorria pelo rosto de Bella e nos olhos. A temperatura e vento frio intenso da semana anterior tinha dado lugar a um dia de inverno lindo. O sol batia e o chapéu de esqui na cabeça era muito quente para seus esforços extenuantes. A neve pesava uma tonelada e ela podia sentir as pontadas dolorosas começando nos braços e costas em seu ataque agressivo no material molhado.

— Por que minhas costas e braços não deveriam doer? Todo o resto faz, — ela murmurou enquanto considerava sua fantasia de ontem à noite pela milésima vez. Quando Edward se oferecera para jogar seu sonho sexual secreto, ela não tinha ideia do quanto pagaria pelo pedido. Sua mandíbula doía da bola-mordaça e estava tão dolorida abaixo da cintura que mal podia definir de onde a dor vinha. Edward tinha lhe dado tudo que havia pedido e mais, e mesmo em seu estado dolorido, ela não conseguia lamentar nem por um segundo. A noite passada tinha sido a melhor noite de sua vida e ela esperava reviver cada minuto em suas fantasias pelos próximos cinquenta anos.

Sua ansiedade não era tanto pelo resultado de suas ações, mas seus sentimentos sobre essas ações. Ela tinha feito à coisa mais tola que se possa imaginar, tinha se apaixonado por Edward Cullen. Total e completamente, caído de cabeça no amor. O tipo de amor que nunca, jamais iria morrer.

— Como pude ser tão idiota! — Repetiu, e as palavras se tornaram um mantra e um impulso para empurrar forte. A pá bateu no monte de lenha forte o suficiente para chocalhar cada dente em sua cabeça. — Droga. — Olhando para trás, percebeu que tinha limpado um largo caminho da porta. Incapaz de enfrentar o homem que havia lhe causado tal ânsia ainda, ela se virou e começou a atacar a calçada que levava à estrada.

Durante toda sua vida, tinha evitado o irresistível, dominador e que-tudo-consome sentimento de amor. Agora, no curso de uma semana, Edward havia quebrado todas as suas defesas tão bem construídas e desparafusado o caminho de seu coração.

— Não, — ela sussurrou. Nem uma semana. Edward tinha se agarrado aos muros em torno de seu coração por quase uma década e ela suspeitava que ele fosse ficar ainda mais transtornado ao saber desse pequeno petisco.

Deus, se ele soubesse o que tinha feito, estaria aqui fora abrindo um caminho para a liberdade tão rápido quanto seus braços pudessem empurrar.

O frio e duro fato era que ela estava apaixonada por Edward Cullen desde o dia em que o conhecera, e que esse amor só tinha crescido com o passar dos anos. Cada romance que escrevera tinha sido um tributo a ele, uma forma covarde de expressar seus sentimentos. Tinha certeza que ele não sabia que era o herói em todas as suas histórias. Era seu cavaleiro de armadura brilhante, seu sexy e temerário pirata, e seu senhor bonitão e irresistível; tudo enrolado em um. Ele era o ator principal em cada fantasia que ela teve desde que fez vinte anos de idade.

Agora, ela tinha cometido à mãe de todos os erros e borrado a linha entre fantasia e realidade. Em seus sonhos, esteve protegida de desgostos inevitáveis. Permiti-lo em sua cama e seu corpo tinha sido loucura, no maior dos extremos. Ao manter suas fantasias privadas e uma amizade platônica com Edward, ela tinha conseguido ficar com ele mais tempo do que qualquer outra mulher em sua vida. A última coisa que Edward queria dela, ou qualquer outra mulher no que diz respeito a esse assunto, era um compromisso permanente. Ele era um solteirão convicto, definido em seus caminhos. Se e quando ele decidisse se acomodar, seria com uma mulher muito mais sofisticada e bonita do que ela. Ela era a garota da casa ao lado, a irmã mais nova que ele nunca teve, e uma amiga de pizza, e em apenas sete dias, ela tinha jogado fora tudo isso por uma breve rolada no feno. Bem, talvez não tão breve. E certamente não uma rolada. Mais como cair de cabeça de um penhasco.

— Inferno, — ela disse em voz alta enquanto continuava a fazer seu caminho para a estrada. Ela era muito estúpida até mesmo para lamentar suas ações. Como poderia alguma vez lamentar pelo que poderia ser possivelmente o maior sexo na história da fornicação? Ela corou quando recordou a imagem de Edward curvado sobre seu corpo ontem à noite, enquanto ela se esforçava para tomar tudo dele.

Gemendo, ela empurrou o pensamento para longe. — Isso não está ajudando, — sussurrou para as árvores ao seu redor. O pior de tudo é que ela tinha sussurrado as palavras, "Por favor, não me deixe" para ele depois que fizeram amor. Rezava para que Edward tivesse estado bem perto da beira do sono para se lembrar de seu pedido tolo. Castigando-se, mais uma vez, ela gemeu. Tinha feito à única coisa que nunca deveria fazer, lhe dar uma razão para deixá-la. Desde que as mulheres em sua cama mantivessem as coisas leves e casuais, ele as mantinha. No momento em que elas o pressionavam para mais, ele corria.

Embora soubesse desde o início que seu tempo na cabana era limitado, havia se acostumado a tê-lo em sua cama. Amava comer cada refeição com ele, e lhe dizer todos os seus segredos mais profundos e escuros. Às vezes, sentia uma profunda conexão entre eles, que prometia um futuro real. Ele a fazia rir, e de alguma forma, o pensamento de voltar à Nova Iorque e sua pizza uma-vez-por-semana lhe dava um calafrio profundo na boca do estômago.

Bella descansou a pá contra uma árvore e apertou levemente os braços ao seu redor, mais para conforto do que calor. Não estava sendo totalmente honesta com si mesma. Os dias na cabana tinham sido mais do que pesquisa, pelo menos para ela. Estava usando seu coração em sua manga. Mais dias passados em sua presença e a dor de sua deserção eventual rasgaria seu coração. Tinha que se distanciar dele agora. Se quisesse salvar alguma parte de sua amizade, estava na hora de sua pesquisa parar. Mais uma noite como a anterior a mataria. Mesmo agora, sentia como se seu coração estivesse explodindo em um milhão de pequenos pedaços. Melhor deter as coisas agora. Imagine o quanto pior a dor seria mais tarde.

O dia estava quente e a neve estava derretendo rápido. Uma vez que Edward percebesse que não estava mais preso, estaria ansioso para voltar à cidade. Talvez saísse hoje mesmo. Ainda estava cedo. Na verdade, ela ia sugerir isso. Poderia convencê-lo de que estava bem armada, com pesquisa suficiente para seu livro.

Voltou para cabana, resolvida em sua decisão. Distância e tempo era a melhor solução. Olhando para a estrada, agora limpa, percebeu que o resto de suas dores tinha desaparecido. Tudo que conseguia sentir agora era a agonia de seu coração partido.

Edward tinha estado mais do que disposto a fazer a caminhada montanha abaixo para recuperar seu SUV, quando ela o sugeriu após seu retorno à cabana. Quando ele parou na varanda dianteira, Bella endureceu a espinha e respirou fundo. Ele estava livre. Poderia pegar o carro e escapar de volta montanha abaixo. Retornar a sua vida na cidade. Voltar a seu apartamento e noites casuais com mulheres lindas. Seu tempo estava acabado e, embora ele e Bella tivessem feito suficiente "pesquisa" para encher uma dúzia de livros, ela sabia pelo olhar em seus olhos quando ele estacionou o carro, que ele precisava partir. Ela simplesmente teria que se manter firme em sua decisão.

— Bem, — ele disse, aproximando-se dela, — parece com Sweet Pea sobreviveu à tempestade muito bem.

Bella sorriu na insistência de Edward de que seu amado carro era uma fêmea, a quem ele tinha apelidado de Sweet Pea. "Ela é elegante, com as linhas suaves e firmes que se ajusta perfeitamente ao abraçar a estrada," ele brincava, correndo a mão sobre o capô. Para Bella, carro era apenas uma maneira de ir daqui para ali, e tudo que sabia sobre seu veículo era que era azul e o utilizava quando precisava.

— Graças aos céus pelas pequenas misericórdias, — Bella brincou, embora seu coração estivesse pesado. É o melhor, consolou-se silenciosamente.

— Suponho que está voltando para cidade, — ela disse satisfeita com a força em sua voz.

— Eventualmente, eu acho, — Edward respondeu obviamente surpreso com seu comentário.

— Quais são seus planos? — Ele perguntou cautelosamente, enquanto subia os degraus para ficar ao lado dela.

— Não terminei meu livro ainda. Provavelmente vou ficar aqui até que fique pronto. Se estiver tudo bem para você.

— Claro que sim. Sou o único que sugeriu este lugar para começar.

— Bem, — ela começou, limpando a garganta para tentar desalojar as palavras que ficaram presas lá. — Se você partir agora, pode estar de volta na cidade no início da noite.

— Agora? — Ele repetiu devagar. — Não estava com tanta pressa de seguir meu caminho.

— Sim, mas você não está mais preso. Sei que não gosta de estar fora do escritório por tanto tempo. E, além disso, — ela continuou antes de perder a coragem, — eu realmente preciso continuar o livro. É difícil trabalhar com você constantemente no caminho, e até mesmo você tem que admitir que ninguém nunca pesquisasse um livro tão bem! — Forçando uma leve risada, ela se voltou em direção à cabana, ansiosa para escapar de seu escrutínio.

— Eu não sabia que estava sendo um incômodo para você, — ele disse brevemente. — Você tem trabalhado continuamente no livro por uma semana. — Ele a seguiu até a casa, batendo a porta atrás de si.

Estremecendo no bater da porta, Bella se virou para enfrentá-lo. — Na verdade, eu ainda nem comecei realmente o livro. Tenho feito apenas notas. É muito difícil me concentrar com você aqui. — Sabia que seu tom era um pouco hostil, mas talvez uma briga fosse a forma mais simples de fazê-lo partir.

— Apenas notas? — Ele perguntou incrédulo. — Bastante intensas essas notas. — Ele estava obviamente zangado, mas Bella se recusava a recuar. A verdade era, por toda a semana, ela não tinha feito nada além de registrar cada momento feliz de sua vida amorosa. Não tinha um enredo, personagens bem desenvolvidos ou mesmo diálogos. Ao invés, tudo que tinha era uma série constante de consciência, uma miscelânea de sentimentos e pensamentos, um desastre de um diário erótico que não venderia uma única cópia porque ela nunca o deixaria ver a luz do dia. Até agora, estava ganhando zero como uma escritora erótica. Não que Edward soubesse, é claro. Ele tinha pensado que ela esteve diligentemente manejando sua arte desde sua chegada em West Virginia.

— Por que não comemos algo? — Edward disse, colocando a mão no baixo de suas costas, guiando-a em direção à cozinha. Por que ele não estava brigando? Ela estava sendo rude e sabia disso.

— Não estou com fome. — Ela casualmente tirou sua mão e atravessou a sala. Hora de elevar o nível.

— Você gostaria de alguma ajuda para embalar? — Perguntou, pegando sua mochila do canto.

À vista de sua carranca, ela se virou de costas para ele, juntando suas roupas.

— Não sabia que você estava tão ansiosa para me ver partir.

— Eu não diria ansiosa, Edward, — ela disse com leveza forçada, recusando-se a olhar para ele. — Só que, você tem que admitir, não tenho tido muito trabalho feito. Vim aqui para escrever este livro a seu pedido.

— E tenho dificultado você nisso? — Edward latiu. — Pelo que sei, estava te ajudando.

— Com a pesquisa, sim, mas vamos enfrentar Edward, eu diria que já cobrimos o bastante desse chão. Posso dizer com segurança que tenho informações suficientes para escrever a coisa maldita.

— Coisa maldita? — Edward exclamou. — Bem, desculpe-me por forçar um assunto tão indesejável para você! Pensei que quisesse escrever o livro. Não fazia ideia de que estivesse apenas sendo indulgente comigo e sofrendo pelo bem de sua carreira!

— Droga, Edward. Por que você está colocando palavras na minha boca? Você sabe perfeitamente bem que gostei de... — Ela fez uma pausa, insegura de como chamar suas ações. Se dissesse fazer amor, certamente ele riria. Porém, não queria se referir a seu tempo entre os lençóis como meramente foda, embora fosse assim que Edward o chamou a primeira noite em que estiveram juntos.

— Pesquisa, — Edward respondeu por entre dentes. — Isso é tudo o que foi para você, não é?

Bella não sabia como responder. Pesquisa tinha sido sua palavra e suas experiências sexuais tinha sido ideia dele. Certamente ele não queria que significasse mais que isso.

Talvez não fosse sua descontração que o estivesse ofendendo. Em suas relações passadas, ela o tinha ouvido reclamar dos ataques de temperamento que suas amantes abandonadas exibiam quando ele rompia as coisas. Seria possível que o Rei do Sexo Casual não estivesse satisfeito com sua falta de emoção? O que ele queria? Tê-la se agarrando a suas pernas, lhe implorando para ficar? Aos prantos? Um colapso total? Ele poderia ser tão arrogante? Queria alguma grande exibição de amor frustrado? Estaria zangado por que ela estava lhe batendo com o soco?

— É claro que é tudo o que foi. — ela respondeu de maneira uniforme, recusando-se a engolir o orgulho e lhe dar o seu show.

— Uma fodida pesquisa! — Edward agarrou a mochila de suas mãos e a jogou através do quarto. — Isso é ótimo, — ele gritou, com fúria escrita em cada parte de seu corpo. — O que fiz?

— Edward, — Bella disse baixo, esperando acalmá-lo. — Se é sobre a noite passada...

— O que tem a noite passada? — Ele perguntou.

— Sei que te pedi para não me deixar, mas Edward, você sabe como são as coisas no calor do momento. Eu não quis dizer isso literalmente.

— O que diabos você está dizendo? — Ele fechou a distância entre eles até que ficaram cara a cara.

Bella se manteve firme, recusando-se a dar um passo atrás, embora sua mente estivesse gritando para recuar. Por que ele estava tão irritado?

— Eu só queria que ficasse dentro de mim. Não quis dizer que queria que ficasse comigo para sempre.

— Eu vejo, — ele disse entre dentes cerrados, — e agora você quer que eu parta.

Sacudindo a cabeça, Edward foi até o final da cama e afundou-se pesadamente, os cotovelos nos joelhos, segurando a cabeça. — Por quê? — Ele perguntou.

— Por quê? — Ela repetiu; Confusa com sua pergunta.

— Por que a reviravolta? Ontem à noite você me implorou para não deixá-la e hoje está me implorando para ir.

— Eu não diria que estava implorando ontem à noite. — Mais uma vez, ela lutou para parecer casual. Não podia deixá-lo ver o quanto sua partida a machucaria.

— O que está errado, Bells? Você cometeu um erro ao ficar um pouco perto demais do fogo? Será que esse bloco de gelo que você chama de coração começou a derreter?"

Seus comentários a atingiram como um soco no estômago. — Eu-eu não sei do que você está falando.

— Você honestamente pode ficar aí, olhar em meus olhos e dizer que não me ama?

— Amar você? — Suas mãos tremeram e ela ficou incerta de que resposta ele queria dela. Certamente ele não queria ouvir essas palavras dela, e Deus a ajude se Edward alguma vez professasse sentir amor por ela. Ela simplesmente não podia lidar com isso. Amor não era uma coisa para sempre pra ele.

— Não seja bobo, Edward. Você sabe o que foi isso. — Ela riu e silenciosamente esperou que parecesse alegre. Ele estava muito zangado e intenso. Ela precisava que ele se acalmasse.

— Nós só tivemos sexo alucinante. É claro que eu não quis dizer nada com isso.

— Não quis dizer nada com isso? Ótimo. Tudo bem. Falar sobre reviravolta é jogo limpo. — Edward arrastou as mãos pelo cabelo enquanto Bella se esforçava para ouvir suas próximas palavras.

— Cristo, a primeira vez que dou meu coração e alma a uma mulher e ela acha que é tudo um jogo de merda.

— Coração e alma? — Bella sussurrou. O que diabos ele estava falando?

— Depois de tudo que fizemos juntos, compartilhado um com o outro, você ainda não entendeu, não é?

Ela sacudiu a cabeça lentamente, enquanto seus joelhos começavam a tremer. Com medo de que eles cedessem, olhou para trás por uma cadeira. Ele tinha sido o único que chamara isso de pesquisa. Deixando-a acreditar que estavam se entregando ao sexo casual. Tudo que ele tinha feito foi para instruí-la para que pudesse escrever o livro. Certo?

— Como você pode não saber como me sinto por você? — Ele se levantou e agarrou seus braços.

— Cada vez que te olho, vejo meu passado, presente e futuro. Tudo que quero no mundo está embrulhado em você, Bells. Eu te amo. Porra, eu te amo e quero passar o resto de minha vida com você.

Horrorizada, Bella se soltou de seu aperto. — O quê? O que diabos você está falando?

Olhando ao redor, ela ficou pasma em como o quarto tão espaçoso de repente parecia tão sufocante, como se tivesse encolhido. Tudo que conseguia sentir era o olhar de Edward queimando dentro dela, suas palavras ainda picando seus ouvidos. Sentia-se quente e atordoada, e perigosamente perto de desmaiar.

Ele a amava? Sim, certo. Riso nervoso irrompeu de seus lábios antes que pudesse puxá-lo de volta.

— Você acha isso engraçado? — Edward sussurrou com o rosto pálido, a voz tensa. — Eu abro meu coração para você e você acha que é uma piada?

Bella lutou para conter o riso histérico borbulhando de dentro dela. Nunca tinha sentido tanto medo, tão confusa. Terror gritante percorria suas veias. Sabia que deveria se controlar, tentar falar com ele, mas tudo que saía era um riso incontrolável, ecoando em gargalhadas estrondosas até que estava ofegando pelo ar, as lágrimas escorrendo pelo rosto.

Oh meu Deus. Estou tendo um colapso. E se o que ele disse for verdade? E se ele a amava? Como ela poderia confiar que ele nunca iria deixá-la? Porque esta era a única coisa que ela nunca poderia sobreviver, perdê-lo.

Antes que ela pudesse recuperar a compostura e tentar explicar, Edward se afastou dela, seu tom de repente desprovido de emoção. — Posso ver que cometi um erro. Eu claramente pensei que havia mais entre nós e pedi mais do que você é capaz de dar. Perdoe-me. Adeus, Bella.

Com isso, ele deixou à cabana. Os pés de Bella pareciam como se estivessem presos em concreto. Ela o ouviu bater a porta do carro e ligar o motor, mas não conseguia mover um músculo. Pequenos cascalhos bombardearam a porta da frente quando o carro acelerou descendo a montanha, e ainda ficou congelada no lugar. Era como se tivesse passado horas quando seu corpo desistir da luta para ficar de pé e ela desmoronou em uma pilha no chão. Grandes soluços rasgavam através dela enquanto sua última conversa se repetia mais e mais. E a palavra que sempre voltava para assombrá-la… Bella. Ele a chamara de Bella.


Mil desculpas não vão desculpar meu relapso em abandonar as adaptações...

Mas sabe quando todos os problemas resolvem aparecer de uma vez só?! Pois é, computador estragado, arquivos perdidos, provas, trabalhos, doença, entre outros.

Mas não vou abandoná-las! Vou continuar postando,

Quero agradecer a aquelas pessoas que apesar de tudo não me abandonaram!