Gente, adorei os comentários da NC, rs. To rimdh até agora. Leiam a N/A do final (:
7. Fofocas
"Nossa, Bella, quase não dá pra acreditar que você está mesmo me levando pra reserva!" Jessica tagarelava do meu lado.
"Eu disse que levaria, não?" respondi rindo.
"Não achei que seria tão logo. O que deu em você?"
"Jacob quer que eu fique com o carro dele, aproveitei a oportunidade. Charlie queria que eu ficasse em casa descansando, mas eu acabei de acordar! Não posso estar cansada."
"Mas você passou muito mal ontem."
"Já estou melhor, Jess. La Push é completamente perto e eu vou estar com pessoas que podem cuidar de mim, de qualquer forma."
"Por que Jacob quer trocar de carro?"
"Um motivo obscuro. Ele odeia a minha Chevy, mas prefere ficar com ela por enquanto. Diz que o Rabbit é mais leve pra dirigir e blábláblá, mas suspeito que ele queria dar um fim no meu carro.
"E vai deixar do mesmo jeito?" dei de ombros.
"Ele sabe o que faz."
Ela franziu a testa e olhou pela janela. Já estávamos na reserva, podíamos ver as primeiras casas. Jacob não iria desmontar minha Chevy. Ele só queria que eu não me esforçasse nem pra dirigir. Que bobeira.
"Você vai me apresentar alguém, Bella?"
"Todo mundo, na verdade." Jessica me olhou confusa. Entrei na rua da casa de Jake. "Não dá pra conhecer um deles sem conhecer todos eles. Eles iriam saber que você é de qualquer forma."
"Oh..."
Estacionei na frente da casinha dos Black, Billy estava sentado em sua cadeira do lado de fora. Ele sorriu pra mim quando eu desci do carro.
"Bella!" tive a impressão que ele só tinha me visto. "Bella! Que bom te ver! Venha aqui." Me aproximei devagar. Onde estava Jessica? "Bell, você não sabe como eu estou feliz! Netos!" estanquei. "Nem Rachel, nem Rebecca. Jacob. E você..." ele parou de falar quando viu Jessica. Eu, com certeza, estava vermelha – misto de preocupação e raiva. Jessica fazia alguma coisa com o celular.
"Billy." Falei vacilante. "Essa é Jessica Stanley, ela é do meu ano na escola. Jess, esse é Billy, pai do Jake."
Ela tirou os olhos do celular e o encarou sorrindo.
"Seu sogro? Prazer em conhecê-lo, Billy." Ela se aproximou e apertou-lhe a mão enquanto Billy trocava um olhar comigo.
"Jacob está?" perguntei.
"Não." Ele ficou estranhamente serio quando viu Jessica.
"Vou pra casa da Emily então. Daqui a pouco eu volto. Jess."
Ele assentiu e Jess me seguiu pela rua, rumo a casa de Emily. Quando estávamos próximo ao mercadinho, uma figura alta apareceu. Enfiei as mãos nos bolsos da minha blusa. Estava anormalmente frio. Eu estava com frio.
"Bella!"
"Oi Embry." Respondi animadamente.
"Que novidades são essas, garota?..."
"Embry, essa é Jessica." Cortei. Jessica era a maior fofoqueira, independente se tinha voltado a ser minha amiga. Me arrependi quase instantaneamente de levá-la à reserva um dia depois da noticia. Obviamente todos queriam falar sobre isso. "Ela estuda comigo."
"Oh..." ele pareceu confuso e olhou para Jess. Os olhos dela estavam brilhando de entusiasmo. Eles correram para o peito à mostra de Embry cheios de malicia, a boca entreaberta, por pouco ela não babaria. Se ela fosse um deles, eu chamaria isso de Imprint. "Sou Embry Call." Ele estendeu a mão.
Observei a reação de Jessica. Ela usou da surpresa como adoração, crispou um pouco os olhos forçando-os a olhar nos de Embry, sorriu o melhor, mais largo, exuberante e cheio de significado sorriso que tinha, jogou o cabelo pra trás com a mão que segurava o celular – a esquerda – e apertou a mão de Embry.
"Sou Jessica Stanley."
Embry olhou pra ela e depois olhou pra mim sorrindo. Eu tinha certeza do que significava aquele sorriso. Significava "fácil". Fiquei com uma pontada de inveja da facilidade de Jessica em demonstrar interesse, mas logo me lembrei que não precisei desse show todo e conquistei um vampiro e o lobo mais desejado de todas as tribos próximas juntas. Meu coração apertou um pouco ao lembrar de Edward. Como será que ele estava? Alice não estava me dando muitas informações...
"Está indo na Emi?" Embry perguntou. Percebi que voltamos a caminhar, a mão de Jessica segurando o braço de Embry.
"Sim. O Jake vai demorar?" perguntei. Parecia que eu estava implorando. Embry percebeu.
"Não. Mais uma hora eu acho. Mas se quiser, posso trocar com ele."
"Não. Não precisa. Posso esperar." Se Embry saísse, quem ia distrair a Jessica? "Vai ter que ir depois?"
"Não. Minha ronda já foi."
"Vocês fazem a segurança da tribo?" Jessica perguntou com uma voz muito mais aveludada que a dela normalmente.
"Mais ou menos." Ele respondeu.
Resolvi caminhar na frente. Os bebês estavam se mexendo como se estivessem tão ansiosos quanto eu. Tive a impressão de que minha barriga crescera de ontem pra hoje, bebezinhos anormais. Anormais que eu já amava de forma absurda e indescritível.
Sorri com o pensamento. Só percebi que já estava na casa de Emily quando vi Kim saindo pela porta.
"Olha só quem está aqui!" ela disse abrindo os braços. "Emily, é a Bella!" Kim se aproximou sorrindo. Passou a mão nos meus cabelos e pegou minha mão. Ela me olhava com carinho. "Estou tão feliz, Bell. Acredito que você também esteja."
Sorri sincera.
"Você não tem ideia quanto!"
Os olhos dela perderam um pouco o brilho quando ela falou mais baixo.
"Emi está um pouco chateada. Você consegue entender?" balancei a cabeça de leve. "Não é por você. É por ela. Você sabe, eles estão tentando faz tempo. Mas ela está feliz por vocês de qualquer forma."
Não falei nada. Kim me puxou pra dentro da casa. Emily me recebeu sorrindo.
"Chegou a grávida!" ela me abraçou. "Bella, parabéns."
"Shiiiii!" repreendi. "Jessica está aí."
"Jessica? Aquela da escola?" Kim perguntou confusa. "Por quê?"
"Resumindo: está procurando um grande amor."
"Grande amor?" Emily perguntou incrédula.
"Grande amor ou grande homem?" Kim falou e eu não pude deixar de rir.
"Os dois, receio."
"E..."
"Está com Embry, andando mais devagar que o normal."
"Oh..." elas exclamaram rindo.
"Acho que ela teve um imprint."
"Isso é um problema!" Kim exclamou rindo.
Olhei para Emily. Ela sorria, mas estava mais séria que o normal.
"Barriga, cadê?" ela falou, abrindo o zíper da minha blusa. Dei um passo pra trás.
"Vocês sabem que a Jess vai entrar a qualquer momento!" elas fizeram uma careta.
"É só mostrar a barriga..." Kim quase implorou.
"Não está grande." As duas pararam de tentar se aproximar e colocaram as mãos na cintura igualmente. Bufei e afastei a blusa de frio esticando a batinha que eu usava por baixo no contorno da barriga. Os olhos de Kim faiscaram, mas elas mudaram de posição imediatamente após um barulho na porta. Coloquei as mãos nos bolsos da blusa no momento que Embry entrou com Jess na casa.
"Jess, essas são Emily, noiva de Sam, e Kim, namorada do Jared." Jess olhou para mim enquanto Embry falava e eu sorri. "Bem... essa é Jessica, amiga da Bell."
Emily sorriu.
"Bem vinda, Jessica. Pode ficar à vontade. Está com fome?"
"Não, ainda não."
"Vou fazer comida de qualquer forma. Jacob e Sam estão dobrando turno e chegam daqui a pouco." Emily olhou pra mim. "Me ajuda, B? Nada de ovo dessa vez."
"Pelas suas plantas, não."
Embry e Jessica sentaram no sofá e Kim e eu fomos ajudar Emily com a comida. Ela ia fazer carne com batatas. Eu estava picando os temperos e Kim cortava as batatas enquanto observávamos Jessica com Embry. Ela passava a mão nele em todas as oportunidades que tinha, sorria o tempo todo, olhava pra ele com adoração e, com certeza, sem nenhum pudor. Eu não tinha duvidas que ele entendera no instante que a vira quais eram suas intenções, mas quis fazer um drama.
"Como ela faz isso?" Kim perguntou baixinho. "Isso de dar em cima? Eu tenho medo de gente assim, sabia?" eu ri pras cebolinhas. "E não gostei do jeito que ela me olhou."
"Não ligue pra Jessica. Ela sabe onde pisa e vai conseguir o que quer na primeira tentativa."
"Não tenho duvidas." Emily falou enquanto pegava os temperos já picados e misturava numa quantidade assustadoramente grande de carne picada.
Olhei para Jessica e ela mordia o lábio, Embry se aproximava dela. Ela sorriu, passou o dedo no queixo dele e pousou a mão em seu peito.
"Eu não a-cre-di-to que o Embry vai cair na dela." Kim sussurrou.
"Ele é homem, esqueceu?" Emily disse no mesmo sussurro de Kim no momento em que os lábios deles se encontraram. Jessica olhou divertida pra mim antes de se envolver no beijo.
"Bella, você está mancomunada com ela!" Kim me acusou. "São igualmente mau caráter."
"Não me compare." Dei com a língua pra ela. Emily interviu.
"Deixem. Mas você também, Isabella..." ela balançou a cabeça como quem discorda. Eu ri e voltei pros temperos.
Quinze minutos depois, o cheiro de carne começava a impregnar na casinha de Emily. Nós também fizemos salada e uma farofa, lavamos a louça e demos uma geral na sala. Por fim, sentamos à mesa.
"Billy e o velho Quil estão atrás de informações. Qualquer coisa na história Quileute que explique sua gravidez." Kim falou. Nós ainda falávamos baixo porque Jessica ainda estava lá.
"Eita... não é a mesma explicação de sempre? Um espermatozóide consegue entrar no ovulo quando liberado na relação sexual, blábláblá?" perguntei. Emily bufou incomodada.
"Acontece, Bell, que houve um congelamento reprodutivo na tribo." Franzi a testa pra explicação pouco detalhada de Emily. "Ninguém engravida há quase dois anos. Não eu, ou Kim. Ninguém, na tribo toda. Se não me engano, a Claire foi a ultima a nascer e ela é Makah. Repare que lá também está devagar. Todos acharam que foi o alerta de guerra dos lobos que causou o congelamento e nós achamos isso por um bom tempo, mas agora..."
"Agora você está grávida." Kim completou. "Estão todos loucos querendo saber se isso já aconteceu antes. As únicas explicações possíveis são 1) o Jacob quebrou o congelamento e todo mundo pode ter filhos agora ou..."
Kim parou de falar olhando para Emily. Emily não retribuiu o olhar nem olhou para mim. Ela estava concentrada num ponto oposto a Kim. Raciocinei um pouco. Quando a ficha caiu, me levantei num salto.
"AH NÃO! NÃO ESTÃO ACHANDO ISSO DE MIM!" Gritei. Emily e Kim se levantaram. Escutei um pigarro.
"Vou... levar a Jess pra conhecer a reserva." Embry falou. Olhei para ele com olhos lívidos de raiva. "A gente volta daqui a pouco."
Eu estava tão possuída que nem reparei que eles estavam de mãos dadas e no olhar malicioso que Jess me lançou. Eu só voltei a encarar as meninas quando eles saíram pela porta. Não era possível que pensassem isso de mim.
"Bella..."
"QUEM TEVE ESSA IDEIA RIDICULA?"
Emily lançou um olhar mal humorado para Kim. Senti as lagrimas vindo, os bebês se mexiam incomodados.
"QUEM, EMILY?"
"Bella, se acalme..."
"QUE TIPO DE PESSOA ACREDITARIA NISSO?"
"Só levantaram a hipótese, Bell, ning..."
"ACHAM MESMO ISSO? QUE EU TRAÍ O JACOB?"
As lagrimas vazaram. Emily tentou se aproximar mas eu me esquivei.
"Você acha isso, Emi?"
"Não." Ela respondeu com convicção. Olhei para Kim e ela não fez nada.
"Kimberly? Acha que eu trairia o Jacob? Acha que eu o faria passar por isso? Acha que não são filhos dele?" Kim suspirou.
"Não acho, Bell. Eu sei que você ama o Jake e nunca faria nada que o machucasse."
Sentei na cadeira, as lagrimas lavando meu rosto.
"Que absurdo... o Jacob é o único homem da minha vida! Se essas crianças não tivessem o gene de lobo, estariam desse tamanho? Que droga, todo mundo aqui viu como eu estava sem o Jake! Como podem achar que exista outro alguém alem dele?"
"Eles só querem entender o congelamento, Bella." Kim falou.
"Quem acredita nessa ideia ridícula?"
"Só sei que Billy e Sam são completamente descrentes disso. Eles defendem você com unhas e dentes." Emily disse passando as mãos nos meus cabelos pra me acalmar. "Não fique assim, Bell. Eles vão achar a resposta."
"Eles vão ver só." Murmurei mais pra mim. "Vão ver quando essas crianças nascerem, vão ver quando elas tomarem a organização dessa tribo."
"Bell!" Kim exclamou.
Não liguei. Eu estava possuída pelo ódio. O ar ficou estranhamente quente quando cinco corpos altos entraram na casa. Olhei-os, meus olhos cheios de lagrimas. Sam, Paul, Jared, Quil e Jacob.
"Kim, o que você fez?" Jacob acusou.
"Ei, cara, calma aí..." Jared começou, mas eu me levantei e abracei Jake aos prantos. Ele passou os braços envolta de mim, me abraçando e eu fiquei instantaneamente quente, não o suficiente pra me acalmar.
"Eles estão duvidando dos nossos bebês, Jake..." falei com a voz embargada.
"Shiii... não fica assim..." ele queria transmitir calma, mas eu sentia seu corpo tremer de leve, o que significava: raiva suficiente pra fazê-lo perder o controle.
Afastei um pouco o abraço, meu cabelo grudando no meu rosto molhado, e olhei-o nos olhos.
"Jake, é um absurdo, eles são nossos. São seus!"
"Eu sei, B." ele falou cheio de sinceridade antes de lançar um olhar mal humorado para alguém atrás de mim, provavelmente Kim.
"Você sabe, J. Eu amo você..."
Jacob passou a mão nos meus cabelos, depois me pegou no colo, sentando comigo no sofá. Enterrei o rosto na curva do pescoço dele e fiquei chorando.
"A gente tava conversando. Não achei que ela fosse reagir assim." Kim se explicou. Percebi um rosnado se formando no peito de Jacob, ele ainda estava tremendo (N/A: Jacob modo vibracal, prontoparei :B). Apertei meus braços envolta dele.
"Jake, se acalme." Quil pediu.
"Enquanto acreditarem nessa ideia no sense, não." Ele respondeu azedo.
Depois de uns cinco minutos, fui me acalmando. Eu estava com a cabeça encostada no peito de Jacob, de costas pra todos, traçando com os dedos os caminhos das veias e artérias dos braços dele, estava respirando mais devagar e as lagrimas pararam. Era a passagem da raiva pro sono, meu corpo estava amolecendo.
Inalei o perfume rústico que saía da pele de Jacob. Não havia nada no mundo que me acalmasse mais que aquele cheiro. Ergui a cabeça e beijei a mandíbula dele. Ele sorriu pra mim, afastou a franja do meu olho e me beijou docemente.
"Vamos pra casa?" ele sussurrou. Balancei a cabeça concordando. Meus olhos querendo se fechar. Ele me colocou em pé, levantando logo em seguida. Enlacei meus dedos nos dele.
"Vocês já vão?" Emily perguntou. Ela estava arrumando a mesa do jantar.
"Sim, é melhor." Jacob respondeu.
"Mas..." ela veio até nós. "Bell, eu fiz carne pra você!" respirei fundo, o cheiro da boa comida de Emily invadindo meu pulmão.
"Desculpa, Emi. Fica pra próxima." Ela me olhou com olhos tristes. "Outro dia."
"Desculpa." Emily murmurou.
Baixei os olhos e saí com Jacob ao meu lado em silencio. Era incompreensível pra mim que chegassem a cogitar aquela ideia. Jacob me salvou. Ele tornou meu mundo possível quando todas as expectativas se foram, me tirou da escuridão como um sol brilhando exclusivamente para mim, por mim.
Ele não estava inclinado a me abandonar. Ele fica comigo independente de todas as circunstancias. E agora, com esses bebês e com a descoberta do tamanho do amor que eu sinto por ele, estou muito mais ciente de que não seria capaz de deixá-lo. Nós dois éramos – e somos – perfeitos um para o outro.
Jacob me abraçou e cheirou meu cabelo enquanto entravamos em sua casa. Billy assistia TV.
"Eita, vocês não iam jantar na Emi?"
"Mudança de planos." Jacob respondeu. Eu sentei no sofá ao lado da cadeira de Billy e sorri cansada. "Vou fazer alguma coisa pra Bell comer."
"Jake, não precisa. Jess vai aparecer a qualquer momento e eu não estou com fome." Um ronco no meu estomago acusou minha mentira assim que fechei a boca.
"Ta." Jake disse rindo e indo pra cozinha.
Olhei para Billy e ele me encarava com olhos doces. Suspirei encostando no sofá. Inconscientemente coloquei a mão no ventre.
"Sabe Bella..." a voz de Billy me despertou quase me assustando. "Foi a melhor noticia que já recebi desde que Rebecca se casou. Os netos – eu digo. Quase não dá pra acreditar, de tão feliz que estou." Sorri.
"Então você não acredita mesmo na hipótese? Você acredita em mim e no Jake." Ele balançou a cabeça.
"Acreditei em vocês o tempo todo. E vou defendê-los até que essas crianças nasçam e provem por si só." Suspirei aliviada. Senti cheiro de carne refogada. Sorte a minha ter Jacob. Alem de tudo ele sabia cozinhar. "Por que vocês não estão na Emi?" baixei os olhos.
"Meio que... briguei com a Kim. Só estou chateada, vai passar."
"Claro que vai."
Sorri para Billy. Havia algo diferente no jeito que ele me olhava... uma... adoração?
"Eles estão crescendo rápido demais." Murmurei, voltando os olhos pro voluminho do meu ventre. Eu era magra o suficiente pra que aquela barriga parecesse exclusivamente com uma gravidez e não com excesso de comida.
"Deve ser porque o gene de lobo está ativado no Jake." Billy explicou. "Estava ativado quando vocês, bem... fizeram eles." Billy apontou pra minha barriga. Até que estava sendo engraçado toda essa empolgação de avô. "Se o Jake controlasse a transformação..."
"Eu controlo, pai." A voz de Jake veio monótona da cozinha, me fazendo rir.
"Se o Jake controlasse a transformação ao ponto de controlar o gene, voltar a envelhecer, essas coisas, você com certeza teria uma gestação normal."
"Oh..."
"Bell, vem comer." Jake chamou. "Pai?"
Sentei à mesa. Jake me deu um beijo na testa, me pediu a chave da caminhonete e saiu.
"Peixe?" perguntei confusa. Jurava ter sentido cheiro de carne vermelha.
"Sue mandou no almoço. Sobrou bastante porque Jacob não estava em casa." Billy explicou.
Meu estomago deu uma implorava. Tudo tinha um cheiro muito bom.
No momento que enchi meu prato de carne refogada, peixe e salada, alguém bateu na porta.
"Coma, Bella. Deixa que eu atendo."
Billy saiu do meu lado para abrir a porta. Ouvi vozes conhecidas que fingi não conhecer. Eles não demoraram muito. Quando Billy voltou, Jacob estava com ele.
"Emily mandou um pouco de carne a farofa pra você, Bell." Billy colocou a vasinha na mesa. "Ela pede desculpas."
"Vou ter que mandar uma carta oficial pra ela dizendo que ela não tem que se desculpar. Eu devo mais pelas plantas."
Jacob riu, sentando-se ao meu lado, colocou a chave do Rabbit do lado do meu prato e abriu a vasilha de Emily, enchendo meu prato de carne e batatas.
"Eu já falei que não precisamos trocar de carro. Você não gosta da Chevy e eu posso dirigi-la tranquilamente."
Mas ele já balançava a cabeça negativamente antes que eu terminasse de falar.
"Vou dar um jeito nela. Coma."
Bufei, mas me distraí com o cheiro da comida, voltando a me concentrar no jantar.
"Cadê sua amiga?" Jake perguntou de boca cheia. Engoli antes de responder.
"Está com Embry. Não me pergunte onde, não me pergunte fazendo o que. Prefiro não saber."
"Oh..." ele falou olhando pro prato. "Você teve problemas com o Charlie?"
"Até que não. Ele está tentando se acostumar com a ideia. Só não está gostando muito do termo 'avô'. Diz que é novo demais pra isso."
"Charlie é chato demais." Billy interrompeu. "Cabeça dura demais pra admitir que adorou a ideia. Imagina! A coisa mais linda, netos correndo pela casa."
Jacob olhou pra mim divertido. Billy estava aceitando aquilo melhor que ninguém.
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"Oks Bell, me conte porque você foi parar no hospital ontem." Sentei na cama emburrada. Puxei Jake pela camisa na intenção de tirá-la.
"Tem que ser agora?" falei manhosa. Ele afastou minhas mãos.
"Sim." Bufei.
"Victoria."
"O que tem ela?"
"Estava lá. Em Port Angeles."
Jake me olhou devagar, me analisando.
"Conte tudo."
"Tudo?"
"Exatamente."
Ele olhava fixo nos meus olhos. Ele sabia. Sabia que eu escondia informações.
"Alice já tinha visto e me contou." Admiti.
"Desde..."
"Desde muito tempo."
"Desde..." suspirei.
"Que voltaram as aulas."
"Oh." Ele falou simplesmente. Não gostei de sua expressão. Era a expressão de Sam. "Prossiga."
"Alice falou que viu o que ia acontecer, mas não sabia precisar quando, porque não conseguia me ver direito. Jake, eu acho que os bebês têm uma... sensibilidade a vampiros." Tentativa de mudar de assunto.
A expressão dele mudou, foi passando pra curiosa. Deu certo.
"Como?"
"É! Acredito eu que seja por causa do gene, mas pensa comigo: eu estou mais quente, meus reflexos melhoraram, os sentidos estão mais apurados – até aí nada que interfira nos bebês – mas ontem, quando a Victoria estava por perto, os bebês não paravam quietos e eu passei realmente mal, como se eles tentassem expulsar qualquer resquício de atividade vampírica. Eles são sensíveis à vampiros."
Enquanto eu falava, Jacob foi abrindo um sorriso a cada palavra maior. Confesso que senti um grande orgulho de mim. Jacob é verdadeiramente bonito.
"Faz muito sentido"
"Claro que faz."
"Mas eu não chamaria de sensibilidade." Olhei nos olhos dele. Estavam divertidos. "Chamaria de repulsa."
"Ah..." revirei os olhos e ele me puxou pela cintura. "Estou liberada do interrogatório?" falei dando-lhe um beijo do lado do queixo quando ele juntou nossos corpos.
"Por enquanto sim. Talvez depois continue..." Jake disse encostando seus lábios nos meus. "Antes de irmos atrás dela."
Parei e afastei meu rosto.
"Não, Jake. Você não vai atrás da Victória. Não mesmo." Jacob riu.
"Bella, que bobeira. Relaxe oks? Eu sou o mais forte, com mais tática de luta. Ela não conseguir me machucar."
Cruzei os braços. Desde quando ele confiava tanto na força dele? E ele não conhecia Victoria, não sabia o quanto ela era boa.
"Não vai ser agora, B, nós estamos rastreando os vampiros da região. Vai demorar um pouco. Relaxe..."
Enquanto ele falava seus dedos passeavam por meu cabelo, minhas bochechas, lábios... fui perdendo a guarda. Eu estava sentindo falta dele, uma dependência bizarríssima, nós estávamos juntos de madrugada. Mas eu precisava dele. Não ia demorar pra barriga crescer e teríamos que tirar umas férias. Definitivamente sem tempo a perder.
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Eu estava mais dormindo que qualquer outra coisa quando tomei consciência das batidas na porta.
"Bella?" meu subconsciente captou a voz de Billy. "Bella, a Jessica veio aí com Embry. Eles vão voltar em meia hora, oks?"
"Aham..." murmurei. Acho que ele não acreditou nem um pouco. Me aconcheguei melhor no peito de Jacob, que roncava tranqüilo.
"Bella é serio. Meia hora. Já são quase 21h."
"Ta bom, Billy. Meia hora."
Escutei o clique da porta fechando e fui me entregando ao sono novamente. Nem reparei que os roncos tinham cessado. Algo me puxou pra cabeceira da cama ajeitando o edredom que me cobria.
"Bell..."
"J, me deixa dormir..."
"Você tem que ir." A voz de Jacob era quase tão sonolenta quanto a minha.
"Está me expulsando?"
"Não. Claro que não. Mas você tem que levar a Jessica embora."
Minha mente começou a funcionar devagar. Era domingo, eu estava na reserva... eu tinha levado Jessica pra reserva.
"Jessica!"
Sentei rápido demais e senti uma tontura. Deitei de novo mais pelo sono que pelo mal estar. Cobri a cabeça com o edredom.
"Não quero sair."
"Você tem que sair."
"Jessica sabe o caminho. A casa dela é na saída de Forks."
"Ela está sem carro. Você a trouxe."
"Mande o Embry levá-la. Use seus poderes de beta, se preciso."
"Não seria sensato, concorda?" Não mesmo, pensei.
"Que droga, Jake! Estou grávida, tenho o direito de dormir mais!"
Ele riu enquanto passava uma mão pela minha cintura e a outra removia o edredom. Jake me colocou sentada na cama de costas pra ele, ajeitou meu cabelo e começou a massagear meus ombros. Fique com mais sono. Ele deu um beijo no meu pescoço.
"Quer que eu fale com o Embry? Amanhã de manhã posso te levar pra escola." Suspirei.
"Não. Não quero imaginar o que a Sra. Stanley diria se Jess aparecesse com um índio grandalhão todo bonitão ao invés de mim. Acho que ela já me detesta o suficiente e seria demais pra ela que eu 'pervertesse Jessica pro mundo de La Push' apesar de tudo não ser ideia minha."
Jake me abraçou do jeito que estávamos e me puxou para si, apoiando a cabeça na minha e colocando uma mão na minha barriga.
"A gente ta merecendo uma casinha só nossa." Ele suspirou. Sorri e coloquei minha mão sobre a dele. "Assim que essa maluquice acabar é isso que eu vou fazer." Virei minha cabeça, apoiando-a no ombro de Jake e ele me deu um beijo. "Eu amo você, Bell. A gente vai criar nossos filhos melhor que ninguém."
Juro que meus olhos encheram de lagrimas. Me soltei de seus braços pra ajoelhar de frente pra Jake. Passei a mão no rosto dele, as sobrancelhas, o nariz, o queixo. Enrosquei meus dedos em seu cabelo bagunçado.
"Eu amo você de um jeito que não tem como explicar, Jake." Senti duas lagrimas grossas escorrerem quando pisquei e sorri. "É com você que eu quero estar, sem duvidas."
Ele respirou fundo e me beijou, me fazendo rir. Aproximou nossos corpos enquanto nos beijávamos. Uma batida na porta nos assustou.
"Espero que vocês estejam lembrando que a Jessica chega em dez minutos."
Eu ri apoiando a testa no peito de Jacob.
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"O que aconteceu com a picape?" Angela, que sentou ao meu lado na aula de calculo, perguntou baixinho.
"Está com o Jake. Não quero nem saber o que ele vai inventar com ela."
"Oh..."
"E o Ben?"
"Foi resolver algumas coisas em Nova York. Ele decidiu que vai pra Ivy League. Quer conseguir uma bolsa."
Olhei para Angela contente.
"Nossa, Cornell. Isso é muito bom!"
"É sim." Ela sorriu, mas parecia meio triste, como se algo a incomodasse.
Olhei pro professor na intenção de prestar atenção na aula e senti uma tontura. Meio de relance, escutei algumas vocês falando baixo.
...a Bella. É verdade.
...do cara de La Push, tem noção?
...contando ninguém acredita, mas ela estava lá...
Olhei em volta. Não era a primeira vez no dia que as pessoas ao meu redor estavam aos sussurros. Algumas me olharam de volta. Por causa da tontura não consegui decifrar suas expressões. Voltei-me para Angela.
"Ang... está acontecendo alguma coisa?"
Ângela levantou a cabeça devagar pra olhar pra mim. Suspirou antes de dizer qualquer coisa.
"Desculpe, Bell. Todos já sabiam quando cheguei. Na verdade minha mãe já sabia quando cheguei em casa sábado à noite."
"Sabia o quê?" perguntei confusa. Forcei meus olhos a focalizar o rosto de Ang.
"A Sra. Stanley estava no hospital quando a enfermeira falou para Charlie que você está grávida. Ela já estava lá, por isso levou Jess e Lauren embora. Todo mundo na cidade já sabe."
Percebi que meus olhos estavam transbordando de raiva e lagrimas conforme Angela falava. Abri a boca pra responder, mas o acido parou na minha garganta, o café da manhã que Charlie teve o cuidado de aprender só pra sua filha sensível a ovo querendo sair do meu estomago. Virei-me pro corredor.
"Professor?" Angela pediu desesperada. "Professor, a Bella precisa ir ao banheiro."
O Sr. Varner se virou lentamente de propósito e olhou para Angela. De propósito ele me ignorou completamente.
"Então por que a própria Srta. Swan não pede, Srta. Weber?"
"Porque ela vai v..."
A explicação de Angela foi interrompida por um longo "AAAHH..." de nojo de toda a turma quando eu vomitei no corredor. Como eu estava mal desde manhã, por precaução prendi meu cabelo num rabo de cavalo. Todos foram se levantando de seus lugares com suas coisas enquanto eu estava de cabeça baixa só assimilando a informação.
Toda Forks já sabia da minha gravidez. Depois que eu combinei tudo direitinho com Charlie. Sem duvidas ele devia estar mais bravo que eu.
Ao fundo o Sr. Varner falava algo que eu não fazia questão de ouvir. Ângela pôs as mãos nos meus ombros me amparando. Ela disse algo sobre ir à enfermaria, mas eu estava ocupada demais tentando me manter em pé.
Por que, se eu tinha o gene de lobo por tempo limitado? Oh, sim, porque eu estava FRITANDO DE ÓDIO. Aquela gente intrometida de cidade pequena! Não sabiam cuidar da própria vida?
Olhei pra frente, pra pessoa das mãos que me chacoalhavam e focalizei o rosto do professor Verner. Vomitei de novo – em sua roupa. Idiota. TODOS nessa cidade são uns I-DI-O-TAS.
"TIRE-A DAQUI, WEBER!"
"Que pessoa perturbada." Ângela falou ao sair da sala. "Ele que estava me impedindo de sair!" algo me dizia que todos da minha turma estavam no corredor, mas minha visão estava escurecida. Quase não captei os chamados de Angela. "Bella! Bella, pelo amor de Deus!"
xxxx
"Para a salvadora do ano."
Era o que dizia o cartão no ramalhete de margaridas colhidas no jardim da escola. Suspirei cansada antes de abri-lo.
"Hey, Bell! Parabéns pela gravidez. Nós seremos eternamente gratos por ter vomitado no Sr. Varner. Melhoras. Turma do 3º ano."
Olhei para as flores novamente. Com certeza fora ideia de Eric. Pelo menos mandaram comida.
"Bella!" Charlie entrou na enfermaria da escola todo desesperado, já passando a mão na minha testa para – supostamente – medir minha temperatura. Besteira. Ele sabia que eu estava eternamente quente.
"Chefe Swan, ela não quis que a levassem pro hospital e ela está com 40ºC de febre!" a enfermeira imediatamente falou para Charlie na tentativa de fazê-lo me convencer.
"Não precisa." Ele respondeu sem olhá-la. Meu salvador. "Quer ir pra casa, Bell?"
Não respondi porque estava com a boca cheia de lanche natural.
"Chefe Swan... essa temperatura é muito alta, pode prejudicar o bebê."
Charlie continuou a ignorá-la.
"Nós podemos passar num restaurante."
"Pai eu estou bem. Nada vai prejudicar os bebês." Enfatizei. "E sou completamente capaz de assistir as ultimas aulas. É só o professor me deixar sair quando eu precisar sair."
"Tem certeza? Eu posso tirar as horas dessa tarde e ficar com você."
"Pai..." olhei nos olhos de Charlie e segurei em suas mãos. "Obrigada. Mas não precisa. Sério. Eu to bem. Alias, estou bem faz um tempão." Lancei um olhar zangado pra enfermeira.
"Nós podemos ir pra La Push, que tal?" Proposta tentadora.
"O Jake também tem aula, pai. Vamos fazer assim: eu vou ligar pro Billy e perguntar se eles querem jantar conosco, o que você acha? Provavelmente Billy está cansado de mim em sua casa e você pode voltar ao trabalho hoje."
Ele me encarou por um tempo considerando a ideia. Dei outra mordida no lanche natural.
"Tudo bem. Mas você vai cozinhar? Quer que eu compre algo?"
"Eu sempre cozinho, pai. Pode deixar comigo." Charlie sorriu e me deu um beijo na testa, levantando-se.
"Tem certeza, filha?" eu sorri com a tentativa dele de me bajular.
"Tenho pai. Fica tranqüilo. Já estou indo pra aula."
"Você vai tomar um antitérmico." A enfermeira exigiu.
"Eu já tomo um antitérmico que a obstetra indicou, se quer saber." Respondi mal humorada.
"Pare de encher minha menina com essa ladainha." Charlie interviu. "Vou voltar pra delegacia então. Boa aula, B." ele me abraçou e sussurrou. "Se eu pudesse, com certeza dava um mandado de prisão à língua grande da Sra. Stanley, você sabe." Eu ri.
"Claro que sei, pai."
"Qualquer coisa, me ligue."
"Imediatamente, Chefe Swan." Brinquei e Charlie saiu pela porta rindo.
Desci da maca sob os protestos da enfermeira, peguei meu material – que Angela havia recolhido pra mim – as flores e as comidas que me deram e saí pra aula seguinte.
Antitérmico... enquanto minha temperatura estiver elevada, os bebês estão seguros e saudáveis.
N/A: Um dos meus caps preferidos *_*
Galere, de boa, ri MUITO³ com os comentários da NC. Eu costumo falar que a NC da Paris é tão casta, mas tão casta, que até parece Iracema, qiso '-'
É uma piadinha pseudo-cult que eu atóron, é *-* rsrsrs Quem entendeu sabe que é boa, diz aí q
Quero agradecer especialmente à Luana, Anna Black (recebi seu email! ^^), Carol, Pam (e seus comentários eternamente revoltados, rs), Renatinha, Vivian Malfoy, Josy Potter, Sarah, Bianca, Kika Malfoy, Rayssa, Babu Weasley, Rebecca Lestrange, Vanessa Cullen, BabyLizzie, Ginny Potter, Sra. Black (Quer uma NC por capítulo? Lê a Rehab, dica (h)), Claudia Leah, bells e Marcella Black que comentaram no capitulo anterior *-*
Mais 25 comentário produtivos e de pessoas diferentes de preferencia logados pro proximo, pode ser? ^^
Valeu galere, de verdade.
Fico aguardando os coments de vocês ^^
Sem mais,
BL
